A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sexta-feira, julho 09, 2010

G8 e G20 e a crise capitalista

  • Albano Nunes

Há profundas divergências quanto ao modo de enfrentar a crise

Realizadas num quadro de aprofundamento da crise capitalista e de grande instabilidade e incerteza nas relações internacionais, as cimeiras do G8 e do G20 recentemente realizadas no Canadá merecem atenção.

Quem pensava que a crise tinha enterrado o G8 (de facto o G7 das potências capitalistas mais poderosas do mundo com a Rússia em posição subalterna) e o G20 se tinha tornado a principal instância de articulação internacional ao serviço do imperialismo, enganou-se redondamente. Tal como o FMI e o Banco Mundial, embora profundamente desacreditados, continuam a pontificar na «governação» do sistema capitalista e a impulsionar as mais agressivas orientações macroeconómicas contra os trabalhadores e contra os povos, assim o G8 se mantém para já como instância de concertação do centro imperialista, procurando atenuar e dirimir contradições e prosseguir os interesses gerais do grande capital. Foi o que aconteceu uma vez mais na cimeira de Muskoka em 25/26 de Junho, uma cimeira relativamente discreta, indecisa e pobre de decisões quanto à crise económica, mas lançada para a frente em matéria de militarismo e intervencionismo agressivo. A escalada contra o Irão e contra a RPD da Coreia foi objecto de resoluções ameaçadoras, o que é tanto mais inquietante quando tal coincide com enormes movimentações de forças aéreo navais dos EUA (e de Israel) a caminho do Golfo Pérsico.

Quanto à cimeira de 27 de Junho do G20 – um espaço de articulação multilateral que é expressão do desenvolvimento desigual do capitalismo e do processo de rearrumação de forças em curso na arena mundial, e onde a China e outros «BRIC» desempenham papel crescente –, o que salta à vista são profundas divergências quanto ao modo de enfrentar a crise e a agudização das contradições tanto entre os chamados países emergentes e as grandes potências imperialistas, como entre estas. Unidas pelos mesmos interesses de classe e partilhando os mesmos objectivos estratégicos – intensificação da exploração dos trabalhadores, recolonização planetária, ataque a liberdades e direitos fundamentais – e decididas a impô-los pela força militar e pela repressão policial, divergem e conflituam na luta por mercados, fontes de matérias primas, esferas de influência. Foi o que aconteceu quanto à definição de prioridades e o modo de lidar com os gigantescos défices estatais gerados pelas bilionárias injecções de capital no sistema financeiro. A Alemanha joga na consolidação orçamental e na defesa da sua posição de grande potência exportadora. Os EUA pretendem sobretudo que esta alargue e abra o seu mercado interno e opõem-se a medidas que exponham a mentira da «recuperação» da economia norte-americana: os EUA, onde o desemprego é superior a 10%, e que continua a viver à custa de um gigantesco endividamento externo e dos privilégios do dólar, encaminha-se para uma forte queda do PIB na segunda metade do ano. A carta de Obama aos seus parceiros do G20 nas vésperas da cimeira é a este respeito muito significativa.

Analisando a situação internacional, a reunião do Comité Central de 27/28 de Junho considerou que a par do aprofundamento da crise capitalista e da violenta ofensiva do grande capital cresce a resistência e a luta em numerosos países, sendo de assinalar na Europa, embora ainda muito aquém do necessário, acções sindicais e populares de grande dimensão. Intensificar e fazer convergir numa mesma corrente tais acções é o caminho necessário para impedir que sejam os trabalhadores a pagar a crise e para defender direitos e conquistas alcançadas por muitas décadas de duras lutas. A visita à Grécia da delegação do PCP dirigida pelo camarada Jerónimo de Sousa, para lá do sempre enriquecedor intercâmbio de informações e experiências, insere-se nesta perspectiva de reforço da cooperação e solidariedade internacionalista dos comunistas e de todas as forças anti-imperialistas.  
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N.º 1910
8.Julho.2010 -Avante
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domingo, fevereiro 07, 2010

Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo A nova era da escravidão



Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo
A nova era da escravidão

Os ângulos de abordagem usados pelos comentadores para a análise e explicação das causas da actual crise do capitalismo global raras vezes têm colocado a hipótese de se poder estar em presença de um plano sofisticado arquitectado pelos próprios detentores do grande capital. Mas não é possível deixar passar em claro que aspectos decisivos marcam a diferença que existe entre a forma como a presente crise surgiu e se desenvolveu e a génese das outras crises cíclicas do capitalismo.

Existe uma gestão da actual crise. Esta tese foi desenvolvida e densamente fundamentada num trabalho de Daniel Estulin cujo título original é bem descritivo – The Road to Tyranny: Total Enslavement. Na tradução portuguesa intitula-se Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo.
O livro de Estulin contém revelações sensacionais. Se nas sociedades ocidentais tudo se encobre com o manto da democracia, a realidade política e social é bem diferente. Nunca o produto do trabalho foi tão mal repartido. Nunca, depois de Hitler e de Mussolini, as áreas do poder se aproximaram tanto dos modelos concentracionários da Nova Ordem Mundial que o nazi-fascismo se propôs concretizar. Sabe-se agora que a História não faz este desvio por acaso. Existe um governo central invisível que procura controlar o mundo e fazer recuar o processo histórico de libertação do homem.
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A escalada do poder totalitário
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Em última instância, a Nova Ordem da globalização pretende inverter, na medida dos interesses dos mais ricos, todas as leis sociais que consagram a emancipação dos povos. Importa que o grande capital se apodere do poder e abra caminho, custe o que custar, à instalação de um só governo global dispondo de um só exército mundial, de um só mercado único e de um só Banco Mundial regulador da economia e das finanças, ao serviço da globalização. Todas as armas do arsenal capitalista devem ser usadas nesse sentido vital: os sindicatos serão desmontados, as identidades nacionais subvertidas, a comunicação social transformar-se-á num poderoso meio de controlo das mentes, as guerras, as epidemias, as fomes, os assassinatos políticos, serão bem-vindos desde que contribuam para concentrar a riqueza nas mãos de uma elite financeira cada vez mais restrita. «Na Nova Ordem Mundial» – diz Estulin – «não haverá classe média, apenas pobres e ricos». Para atingir este objectivo com segurança, a globalização neoliberal envolveu igualmente as religiões e as igrejas. Uma só Igreja Universal terá espaço para se afirmar e canalizar a crença religiosa das massas no sentido da sujeição dos pobres aos ricos e à escravidão do terror. Todas as outras confissões serão aniquiladas. É por isso que constantemente vemos eclodirem guerras de destruição em países onde predominam religiões não católicas.
Este megalómano plano da loucura e do crime passa também pela abertura de crises económicas e financeiras devidamente controladas à escala planetária. Em tudo aparentada com a Nova Ordem Nazi, a globalização exige a destruição dos sistemas económicos tradicionais, numa fase intercalar de «sociedades pós-industriais de crescimento zero». Áreas estratégicas serão congeladas, nomeadamente no sector da energia. Serão bloqueadas todas as tentativas nacionais de industrialização e as principais unidades fabris que servem os países ricos serão transferidas para os países pobres onde a mão-de-obra escrava é barata. Em contrapartida, constituir-se-á uma casta de tecnocratas bem pagos, à imagem da classe aristocrática dos senhores feudais. Neste aspecto, a crise económica mundial desempenha um papel insubstituível: só ela pode «cilindrar» os países pobres, banir os seres inúteis e estabelecer em definitivo o modelo de organização social baseado na sujeição dos explorados aos exploradores. O futuro das sociedades será portanto elitista e esclavagista. A repressão dos povos com veleidades de resistência tornar-se-á pois empresa fácil para os exploradores. As epidemias graves tornar-se-ão também no futuro uma excelente forma de simplificação dos problemas sociais. O «governo invisível» pensa ser possível exterminar deste modo, até ao ano de 2050, quatro mil milhões de «comedores inúteis» (segundo os irónicos comentários de Rockefeller e de Kissinger, membros do Clube Bilderberg). «Dos restantes 2 mil milhões de pessoas, 500 milhões serão formadas por raças chinesas e japonesas, escolhidas porque são povos que foram subordinados a uma disciplina rígida, durante séculos, e estão habituados a obedecer à autoridade sem a questionar».
É também vital «manter as pessoas num estado perpétuo de desequilíbrio – físico, mental e emocional – através de crises pré-fabricadas e sucessivas. Isso impedi-las-á de decidirem o seu próprio destino, confundindo e desmoralizando assim as populações a ponto de que, quando confrontadas com escolhas difíceis, se gere uma apatia geral em grande escala» (John Coleman in Conspirator's Hierarchy: The story of the Committee of 300).
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Os ocultos alçapões
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Levar à prática esta política de «terra queimada», destruir e simultaneamente substituir «criativamente», exige uma direcção central com poderes transcendentes. Este «governo sombra» já existe e está devidamente identificado. Dá pelo nome de «CFR-Council on Foreing Relations» (Conselho das Relações Externas). A sua natureza e o seu poderio não devem ser entendidos como sinais de uma simples sociedade secreta. O CFR é a cabeça do comando de centenas de sociedades secretas ou semi-secretas. Toma decisões, sem direito a recurso, da mais alta gravidade. Dita orientações inapeláveis ao FMI, ao Banco Mundial, à OCDE, aos países do G8, à ONU, à NATO, a tudo quanto traduza, no mundo capitalista, governo, poder e dinheiro. Por isso é cegamente obedecido pelos centros de decisão do grande capital, como é o caso do Clube de Bilderberg ou do poderoso Grupo de Davos. Ninguém penetra nos círculos do CFR sem ser convidado. E a decisão de convidar alguém só pode ser tomada pelo próprio CFR. Mesmo no caso das figuras de maior destaque político e financeiro. Por exemplo, o actual Papa, Joseph Ratzinger, faz parte do «Clube de Bilderberg» e é membro de grau 33 da Maçonaria. Foi um dos convidados do CFR. A revelação é feita por Estulin neste seu livro. A obra refere ainda, como fundador do Bilderberg (1954), o príncipe Bernhard da Holanda, 100 nomes dos detentores das principais fortunas mundiais e todos aqueles que desempenharam papéis de direcção de relevo e ainda estão vivos, nos países mais ricos e desenvolvidos, tais como os de Margaret Thatcher, Giscard d'Estaing, Bill Clinton, Tony Blair, Donald Rumsfeld, etc., etc. O CFR é também a instância suprema de uma pirâmide de «cachos» de grupos secretos e semi-secretos, tais como o Clube de Roma, a Trilateral, a Maçonaria, o Opus Dei, a Távola Redonda, a Sociedade dos Jesuítas Aristóteles e de muitos outros tentáculos do «polvo» capitalista.
É nas reuniões periódicas e ultra secretas do Clube Bilderberg, do grupo de Davos e do CFR, que se decidem guerras e destruições maciças, como as do Iraque, das Malvinas, dos bombardeamentos da Chechénia, das operações no Kosovo ou das atrocidades cometidas no Congo e no Sudão. «Quase todos os generais, almirantes, vice-almirantes, coronéis e capitães do Estado-Maior Conjunto (o grupo de experimentados veteranos de guerra que são a base das decisões dos presidentes dos EUA em todas as iniciativas bélicas) estão nas mãos e sob o controlo da organização irmã de Bilderberg – o temível Council on Foreign Relations» - esclarece Daniel Estulin.
Aliás, este seu trabalho está recheado de dados concretos inesperados. Num desses passos e a propósito da importância das decisões que são tomadas nas reuniões do Clube de Bilderberg, Estulin refere-se a Portugal.
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A jogada portuguesa
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O encontro anual dos Bilderbergs realizou-se, em 2004, num hotel em Stresa, em Itália. Da agenda da reunião, agora conhecida, constavam alíneas importantes nomeadamente, a ampliação da zona de Comércio Livre, o projecto de criação de três moedas universais, a harmonização tributária, o petróleo e o Médio Oriente, etc. Tudo isto são aspectos relacionados com as finanças e a economia, discutidos em vésperas do reconhecimento oficial da actual crise financeira. Refere Estulin: «Segundo uma fonte bem informada, presente na reunião, a jogada portuguesa de 2004 – isto é, a promoção em bloco dos bilderbergs portugueses – foi encenada em Stresa. Pedro Santana Lopes, o pouco conhecido presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi nomeado primeiro-ministro pelo Presidente da República; José Manuel Durão Barroso, anterior primeiro-ministro, é agora presidente da Comissão Europeia; e José Sócrates, deputado, foi eleito líder do Partido Socialista, depois de Eduardo Ferro Rodrigues se demitir do cargo, em plena crise social e política (fontes próximas da investigação confirmam que essa crise também foi montada nos bastidores de Stresa, pelos bilderbergs)». Para além dos nomes já referidos, estiveram presentes outras entidades portuguesas, como Pinto Balsemão, António Guterres, Morais Sarmento e outros.
As reuniões anuais do Clube Bilderberg geram infalivelmente alterações profundas no panorama político mundial. Por si só, esta constatação seria suficiente para provar que estamos em presença de um «Governo Mundial Único». Outro facto indesmentível é a evidência de que todas as políticas dos ministérios de Sócrates são decalcadas nas instruções de Bilderberg. Ponto por ponto, como uma cartilha. Das grandes linhas gerais da acção governativa aos mais pequenos detalhes do comércio de computadores, da implantação de «chips», do alarmismo das falsas pandemias, das energias alternativas, das «lutas contra a pobreza» que não produzem resultados, das torrentes de dinheiro para os bancos falidos, das falácias em torno dos défices públicos e... tudo o mais.
Péssimo serviço prestaria ao povo quem tentasse ignorar que os riscos do momento que atravessamos são enormes e que é gigantesco o poder acumulado nas mãos dos representantes do grande capital. Mas o povo, os trabalhadores, os intelectuais, os explorados em geral, têm todas as razões para continuarem a lutar por um mundo melhor e mais justo. Importa que se ergam na denúncia da injustiça, que se organizem e lutem. Estulin encerra o seu livro com essas conclusões optimistas e positivas.
Os caminhos da globalização não são maré de rosas. O capitalismo global, para avançar depressa, queimou etapas. Atirou as finanças contra a economia. Faz a guerra pela globalização total, procura esmagar as nacionalidades e debate-se com o terrorismo. Pratica a estratégia da «terra queimada». Desperta os ódios das classes médias e a ira dos trabalhadores. Tentou a quadratura do círculo, não foi capaz, perdeu o pé e está na iminência de regressar ao fascismo puro e duro, sua matriz principal. Mas os capitalistas terão de aprender à sua custa que «a história de toda a sociedade até agora existente é a história da luta de classes». Daniel Estulin entende deste modo a situação presente e reforça a confiança que devemos ter no futuro e na nossa capacidade de lutar.
O capitalismo promete a paz e faz a guerra. Invoca a democracia e tece as malhas de uma sociedade concentracionária. Diz-se campeão do sucesso e da prosperidade e trata os pobres como se fossem gado. Faz aquilo que sabe não dever fazer: lançar na miséria mesmo aqueles a que tem chamado seus pares e proletariza as classes médias. O capitalismo global está cada vez mais isolado. Não consegue atingir o essencial das suas metas.
Não conseguiu fundir, como se propunha, os mercados europeus, norte-americanos e orientais. Não conseguiu instalar uma só Religião Universal. Não conseguiu confundir os povos e as nações, transformando-as em simples Regiões da Terra. Não conseguiu esvaziar de conteúdo o sentimento nacional dos povos. Não conseguiu extinguir as lutas de classes. Não conseguiu ocultar as suas relações com o terrorismo. Não conseguiu despovoar as grandes cidades. Lançou guerras punitivas, lançou a fome e o sofrimento. Mesmo assim não conseguiu exterminar os povos pobres até ao ano 2000, tal como a administração Bush pretendia. Não conseguiu fundir num só exército as forças armadas norte-americanas e russas. Não conseguiu alcançar a hegemonia absoluta nos sistemas da saúde e da educação em todos os países. Não conseguiu resolver os problemas internos do capitalismo.
A globalização é um falso mito. Construiu um monstro que a há-de devorar. O capitalismo morrerá afogado em oiro. Mas deixará atrás de si uma terra em ruínas que os pobres irão habitar.
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Avante Nº 1888
04.Fevereiro.2010
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quinta-feira, julho 30, 2009

Bento XVI e a Encíclica «A Caridade na Verdade» (Caritas in Veritate).


Ali-babá e os 40 ladrões...

Os últimos dias vieram trazer, àqueles que como todos nós se interessam pelo papel determinante desempenhado pelo Vaticano nas áreas da política, da economia e da organização social do mundo moderno, tomadas de posição muito curiosas. Vale a pena recordarmos algum noticiário recente.
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Conforme estava previsto (e um tanto à pressa...) reuniu-se o G8, mais conhecido como o Clube dos ricos, constituído pelos países mais industrializados do mundo. O encontro durou três dias, realizou-se em Itália e tinha uma agenda de trabalhos verdadeiramente muito complexa: crise económica mundial, proteccionismos, equilíbrio cambial, alterações climáticas e ajuda a África. Ao fim e ao cabo, ninguém se entendeu e o comunicado final é banal e evasivo. O capitalismo criou um monstro que ameaça agora devorá-lo. E os capitalistas não sabem o que fazer. Pesando os riscos que tudo isto encerra, é uma leitura a ter em atenção.
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Ainda que oficialmente o facto não estivesse previsto, a grande vedeta deste encontro de grandes senhores acabou por ser o Vaticano. Com a Santa Sé ali a dois passos, multiplicaram-se as entrevistas e as conversações dos altos responsáveis financeiros e políticos com o Papa. Tudo como se fosse a versão actualizada de «Ali-babá e os 40 ladrões». A caverna dos tesouros foi visitada pelos ladrões.
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Vendo bem, se o vedetismo concedido a Bento XVI não estava previsto, a encenação fulminantemente montada aponta em sentido contrário. Desde o primeiro dia do encontro do G8, desde que o Papa, dramatizando, apelou aos crentes para que concentrassem as mentes e orassem, a fim de que os políticos capitalistas tomassem decisões favoráveis a Deus e à Igreja!..
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Depois, Bento XVI recebeu os responsáveis máximos do neocapitalismo – nomeadamente Obama – no Vaticano. Por último, tirou da cartola e distribuiu uma nova encíclica sua intitulada «A Caridade na Verdade» (Caritas in Veritate).
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É impossível aceitar-se que todos estes cenários não tivessem sido a seu tempo montados.
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Conversa cifrada e o «Abre-te Sésamo»
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Numa primeira leitura, esta encíclica é simultaneamente frouxa e altamente ameaçadora para os caminhos democráticos ainda abertos à humanidade. Por um lado, nota-se que há uma grande massa de repetição de saber, ou seja, que Ratzinger reedita o palavreado piedoso tantas vezes repisado por ele e pelos seus antecessores. É o caso dos temas do trabalho, da pobreza, da espiritualidade, da ética e da bioética, da caridade, das causas do subdesenvolvimento, etc., etc. Por aqui, nada de novo. Trata-se da técnica da «árvore que oculta a floresta».
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Por outro lado, no entanto, o documento deve merecer muita atenção. O Vaticano tem um poder efectivo sobre povos e nações, na política, nas finanças internacionais e nas instituições católico-capitalistas como, aliás, Bento XVI reconhece nesta encíclica «Caridade na Verdade»: «A religião cristã e as outras religiões só podem dar o seu contributo para o desenvolvimento se Deus encontrar também lugar na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, económica e, particularmente, política». Maquiavel ou Escrivá de Balaguer, diriam outro tanto.
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Mas Ratzinger alia as suas propostas à imediata passagem à acção. O Estado nunca deveria estar separado da Igreja. A doutrina social católica deve ser reconhecida como «estatuto de cidadania». A caridade é a via mestra da doutrina social. O mercado não pode exercer uma função social e económica sem que sejam instaladas no Estado formas permanentes de solidariedade e de confiança recíprocas.
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Depois, Bento XVI serve o «prato forte» da sua culinária: a ONU não chega, é inoperante; é urgente a reforma da arquitectura financeira mundial: é necessário que as finanças voltem a ser um instrumento que tenha em vista a melhor produção da riqueza e do desenvolvimento. Assim sendo, Bento XVI propõe, do alto da sua cátedra pontifícia, uma «alta autoridade» que disponha de poderes absolutos sobre o funcionamento da ONU e que, literalmente, a refunda.
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Ratzinger falava com os 40 ladrões aos quais pregava o abre-te Sézamo que lhes há-de permitir cruzar as portas do Paraíso e encher de novo com tesouros a devastada caverna do capitalismo mundial.
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Tarde de mais. Os trabalhadores e os explorados não se deixarão enganar. Os ricos, as grandes fortunas, não abandonarão as suas rivalidades e a ganância que é a sua característica principal. O capitalismo será vencido pela firmeza das lutas de classe.
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in Avante . 2009.07.23
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Ler AQUI:
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"Caritas in veritate" Carta Encíclica, Bento XVI

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sábado, julho 11, 2009

Ban Ki-moon critica líderes do G8

Eric Fefferberg/Reuters Berlusconi ajuda Merkel a descer do pedestal após a foto de família
Berlusconi ajuda Merkel a descer do pedestal após a foto de família [1]

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Aquecimento Global

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* Ricardo Ramos com agências
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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, criticou hoje os líderes do G8 por não adoptarem metas mais ambiciosas e imediatas para a redução das emissões de gases causadores do efeito de estufa.
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Ontem, no primeiro dia da cimeira de Áquila, no centro de Itália, os líderes dos 8 países mais ricos do mundo chegaram a acordo para reduzir em 80% as suas emissões de gases nocivos até 2050, como forma de combater o aquecimento global. Os líderes vão ainda propor aos países em vias de desenvolvimento, como a Índia e a China, a adopção de uma meta mundial de redução de 50% das emissões até 2050, embora esta seja vista pela generalidade dos observadores como uma proposta muito difícil de gerar consensos.

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Ontem, Ban Ki-moon saudou o acordo alcançado pelos líderes do G8 mas afirmou que eles podiam ter ido muito mais além e adoptado um compromisso mais firme e ambicioso, nomedamente, no que diz respeito às metas a alcançar num período intermédio, até 2020. 'Trata-se de um imperativo moral e de uma responsabilidade histórica, para bem da humanidade e do planeta Terra', afirmou o secretário-geral da ONU.

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Entretanto, no segundo dia de trabalhos da Cimeira, os líderes mundiais discutiram um plano de ajuda ao desenvolvimento agrícola nos países pobres, nomeadamente em África, que deverá chegar aos 15 mil milhões de dólares em três anos, e que será formalmente anunciado hoje, no último dia da Cimeira de Áquila.

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ITÁLIA 'FURA' PROTOCOLO

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Diz o protocolo que as reuniões bilaterais entre os líderes do G8 são privadas e aquilo que ali é discutido deve ficar no ‘segredo dos deuses’. No entanto, o jornal ‘Financial Times’ noticiou ontem que vários assessores do primeiro-ministro Silvio Berlusconi têm seguido as conversas através de microfones escondidos na sala de reuniões.

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De acordo com o rígido protocolo das cimeiras do G8, cada líder apenas se pode fazer acompanhar de um assessor, o chamado ‘sherpa’. É rigorosamente proibido filmar, gravar ou tirar anotações, e a única forma de comunicação com o exterior é através de uma caneta digital na posse do ‘sherpa’. Desta vez, no entanto, parece que não foi assim.

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Segundo o ‘Financial Times’, Berlusconi terá mandado instalar microfones na sala, de modo a que os assessores possam ouvir a conversa no exterior e enviar instruções através do ‘sherpa’. O jornal diz ter tido acesso a um memorando interno da delegação italiana, no qual é recomendado a todos os membros para 'não comentarem o assunto com outras delegações'. Um porta-voz de Berlusconi já desmentiu, afirmando que 'tudo o que é dito na sala fica na sala'.

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in Correio da Manhã -
10 Julho 2009 - 00h30
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NOTA VN - Segundo outras informações Berlusconni iria «apalpar» Angela Merkl, criando um incidente diplomático, evitado pela intervenção de Lula, como se vê na foto.
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Confira na Bodega Cultural:
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009


G8 agoniza; Europa lança G14, Obama não sabe, Lula quer G20

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A cúpula em L'Aquila, Itália, deve ter sido a última do G8. A crise capitalista global decretou o fim do prazo de validade desse coletivo dos sete países mais ricos do mundo, mais a Rússia. Ficou patente que as grandes nações em desenvolvimento não podem mais ficar de fora – nesta sexta-feira (10), Barack Obama citou a China, a Índia e o Brasil como exemplos. Mas se a morte do G8 parece certa, não há acordo sobre qual ''G'' o substituirá, para não falar das críticas da maioria excluída de países.

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Por Bernardo Joffily

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O G8 na verdade nasceu G6: em 1975. No ano seguinte virou G7, com a inclusão do Canadá. E em 1998 acoplou a Rússia, que não era tão rica mas retornara ao capitalismo e é uma grande potência nuclear. O grupo de elite, que se reúne anualmente para coordenar ações em política mundial, sempre foi visto de esguelha pelo resto do planeta.

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Com a crise, o G8 fez água

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Quando a crise econômica tingiu sua fase aguda, em setembro passado, o fechado clube dos ricos, que já se reunira 34 vezes, sentiu que precisava de ajuda. O desenvolvimento desigual do capitalismo gerara economias emergentes nos países em desenvolvimento (a começar pela China, que já é a segunda do mundo, pelo sistema de paridade de poder de compra, e a quarta na contabilidade tradicional) sem as quais discutir a crise seria perda de tempo.

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Assim surgiu, em novembro passado, nos Estados Unidos, a primeira reunião do G20: o G8, mais 11 grandes países em desenvolvimento, mais a União Europeia (veja a tabela). Em abril, houve nova reunião, em Londres. A lógica do debate no G20 mostrou-se polarizada: de um lado ficam os ricos do velho G8, de outro os recém-chegados em desenvolvimento.

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Levando isso em conta, o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, anfitrião e presidente de turno da cúpula do G8, resolveu testar um outro formato, mais restritivo. E surgiu o G14, que teve sua estreia em L'Aquila.

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Opiniões diversas sobre o número do ''G''

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Os líderes que se reuniram na pequena cidade italiana sairam dali com opiniões distintas sobre qual ''G'' deve se afirmar. O único consenso, embora temperado por fórgumas diplomáticas, é que o velho e ultrafechado G8 já deu o que tinha que dar. Mesmo assim, é um consenso nuanceado; a chanceler alemã, Angeka Merkel, acha que o grupo ainda seria "a organização apropriada" para "alguns problemas".

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Obama deixou sua posição em aberto. ''Estamos em um período de transição, estamos tentando encontrar o formato certo', disse, Segundo o presidente americano, economias emergentes influentes precisam fazer parte de qualquer esforço colaborativo para lidar com os desafios globais. Ele mencionou a China, a Índia e o Brasil, sem arriscar a defesa de uma composição específica.

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Nesta manhã, Berlusconi, disse que um G14 que reunisse além ricos e emergentes seria o organismo mais adequado para as grandes decisões globais.

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O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, deichou L'Aquila expressando uma posição nítida. “É preciso que haja manutenção do G20 até concluirmos toda essa discussão de economia. Se tivesse que escolher entre o G14 e o G20 eu escolheria o G20”, afirmou Lula nesta sexta, em coletiva à imprensa.

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Lula também registrou a permanência da polarização Norte-Sul na reunião do G14: “Temos um pouco de divergências por que achamos que é preciso combinar aqueles que fazem pagamento pelo sequestro de carbono com a diminuição das emissões. Se ficar apenas no pagamento pelo sequestro os países ricos, como tem dinheiro, vão continuar emitindo gás de efeito estufa e pagar para os outros sequestrarem”, avaliou.

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Por que não o G192?

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Por fim, convém assinalar que mesmo o G20, embora mais amplo que o fechado G8 ou o entreaberto G14, deixa de fora a grande maioria dos países. Alguns deles são economias consideráveis, como a Espanha, 12º lugar no ranking mundial do PIB (Produto Interno Bruto), ou o Irã, 17º PIB e com uma grande população.

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A maioria de nações pequenas e médias interroga por que não se discute os problemas do planeta na Organização das Nações Unidas, que foi criada em 1945 exatamente para isso.

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Argumenta-se que a ONU é grande demais e operacional de menos, não teria a agilidade requerida pelos problemas na ordem do dia, a começar pela crise. Os barrados no G8, no G14 e no G20 evidentemente não concordam. Principalmente os países mais pobres, que, sendo maioria numérica e populacional, teriam mais condições de fazer ouvir seus reclamos na ONU, o G192 (as Nações Unidas contam hoje 192 Estados-membros).

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in Vermelho - 10 DE JULHO DE 2009 - 18h37
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sexta-feira, julho 10, 2009

G8 considera própria ampliação e incentivos bilionários à agricultura

Mundo

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Grupo das maiores potências industriais encerrou cúpula em Áquila com sugestões para combater problemas do clima e da fome. Propostos 20 bilhões para autoajuda no 3º Mundo. Grêmio considera também sua própria ampliação.

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O G8, grupo formado pelos sete mais importantes países industrializados e a Rússia, se despede de sua pretensão de liderança solitária. As graves consequências da crise econômica mundial, a ameaça da catástrofe climática e as pretensas potências nucleares Irã e Coreia do Norte – essas e outras circunstâncias obrigam o G8 a acolher novos parceiros em seu meio elitista. Entre eles, o Brasil, a China e a Índia.

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Encabeçado pela chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o debate sobre o futuro do Grupo dos Oito inflamou-se no fechamento da cúpula em Áquila, nesta sexta-feira (10/07). São sobretudo os europeus a exigir mudanças, e eles encontram ressonância no chefe de Estado norte-americano, Barackk Obama.

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20 bilhões para a agricultura no Terceiro Mundo

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Em sua primeira participação na rodada das potências mundiais, Obama apresentou-se como força propulsora e "jogador de equipe" compreensivo. Ele colocou um acento próprio no terceiro e último dia da conferência, propondo uma iniciativa do G8 em favor dos agricultores do Terceiro Mundo.

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Cerca de 20 bilhões de dólares seriam dedicados ao aumento da produção agrícola, com o fim de tornar aqueles países independentes do ponto de vista da produção de alimentos.

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Trata-se de uma forma de incentivo à autoajuda. Entretanto, organizações humanitárias criticam os limites financeiros do projeto, especialmente por não estar claro quanto dos sugeridos 20 bilhões de dólares seria "dinheiro fresco".

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A verba seria concedida ao longo de três anos. Porém, "em face das proporções dramáticas da crise de fome, são necessários, no mínimo, 25 bilhões de dólares adicionais por ano", rebateu a Oxfam.

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Segundo a Organização Mundial de Alimentação e Agricultura, devido à crise financeira, o número dos que sofrem fome ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 1 bilhão. Mas, apesar da crise, as nações industriais não pretendem reduzir suas contribuições humanitárias, pois o G8 cumpre suas promessas, assegurou Merkel.

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Clima no topo da lista

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Também no espírito de Obama veio a exigência veemente do G8 à Coreia do Norte e ao Irã para que encerrem seus programas atômicos. Caso contrário, em especial o Irã deverá contar com a imposição de sanções mais rigorosas.

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No tocante à política climática, a premiê Merkel elogiou a contribuição dos Estados Unidos, que sob o antecessor de Obama, George W, Bush, viera praticamente boicotando qualquer avanço no setor.

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Agora, não apenas os EUA, como também os países emergentes de maior porte estão convencidos da necessidade de adotar medidas efetivas contra o aquecimento global, durante a cúpula mundial do clima, em dezembro, em Copenhague.

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G8, G20 ou G14?

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Os países europeus foram os primeiros a expressar abertamente o desejo de ampliar o G8 durante a cúpula. Obama também declarou que consegue imaginar mudanças. A Rússia e a União Europeia, contudo, mostraram-se mais reticentes com a perspectiva, lembrando as vantagens de uma rodada de debates menor.

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O G8 inclui a Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia. Já a partir de 2011, quando a França estará ocupando a presidência do clube de elite, o presidente Sarkozy deseja estabelecer um Grupo dos 14. Este possivelmente incluiria os países do G5 (Brasil, África do Sul, China, Índia e México) e o Egito.

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Desde que a crise da economia mundial aniquilou valores bilionários, o G20, formado pelas nações de maior desempenho econômico, assumiu o gerenciamento de crise. Segundo Sarkozy, "o G8 não é mais suficientemente representativo para fazer frente à crise econômica".

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Merkel propôs que se estabeleça uma nova estrutura para a cúpula de 2010. Também em sua opinião há, no momento, demasiados encontros no nível dos chefes de governo e de Estado.

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AV/dpa

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Mais artigos sobre o tema

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G8: Angola pede que mundo passe das palavras aos actos





O Presidente angolano (PR) defendeu hoje em L´Aquila, no decurso da 35ª Cimeira do G8, que o mundo deve definir mecanismos de regulação de mercado financeiro internacional, sem pôr em causa as regras essenciais do mercado.
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José Eduardo dos Santos, citado pela agência angolana de notícias, Angop, disse ainda que este é o momento, no que toca à definição dos mecanismos de regulação do mercado financeiro, de «passar das palavras aos actos».

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O chefe de Estado angolano apontou ainda como essencial para o continente africano que tome também parte activa neste processo que conduzirá a uma «nova ordem e maior democratização do Fundo Monetário Internacional (FMI)», onde José Eduardo dos Santos defende que África veja o seu poder ampliado.

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Diário Digital / Lusa - sexta-feira, 10 de Julho de 2009 | 14:30
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Sarkozy apela à institucionalização rápida do G14




O presidente francês, Nicolas Sarkozy, apoiado pelo Brasil, reclamou quinta-feira uma evolução do Grupo dos Oito países mais industrializados (G8) e a institucionalização "o mais rápido possível" do G14, que reúne o G8 e as grandes potências emergentes.
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"Com o presidente (brasileiro) Lula, manifestámos a nossa vontade de fazer evoluir o G8, não que o G8 tenha deixado de ser útil mas claramente a representatividade do G8 não é suficiente" para responder aos grandes desafios, declarou durante uma conferência de imprensa.

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"Existe um G8, um G5, um G6. Com Lula, propomos que o mais rápido possível juntemos os dois grupos num G14", acrescentou.

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Diário Digital /Lusa - sexta-feira, 10 de Julho de 2009 | 07:32

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Problemas no Xinjiang fazem Hu Jintao deixar reunião do G8




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O presidente da China, Hu Jintao, deixou nesta quarta-feira (8) a reunião do G8 na Itália, retornando às pressas para Pequim por causa da cada vez maior tensão étnica separatista na região de Xinjiang, que provocou até o momento 156 mortes.


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A agência Xinhua disse que Hu, que estava em uma visita de estado na Itália para participar da reunião do grupo dos oito países mais ricos, que teve início nesta quarta-feira, teve de cortar a viagem, devido ''à situação'' em Xinjiang.

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O conselheiro do Estado, Dai Bingguo, estará presente à reunião do G8, representando Hu.

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Seu retorno apressado coincide com a elevação da tensão étnica na cidade de Urumqi, a capital da região. Victor Gao, diretor da Associação Nacional de Estudos Internacionais da China, disse que o returno de Hu é ''bastante extraordinário''.

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''Sem precedentes''

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''Por causa da escala sem precedentes e a severidade da situação em Xinjiang'', disse Gao à agência catariana de notícias al-Jazira, Hu teve de tomar ''a medida inédita de deixar a reunião do G8 antes de seu início, retornando à China para exercer sua liderança no papel de acalmar a situação em Xinjiang''.

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A rede al-Jazira relata que a situação em Urumqi é de nova elevação da tensão, após uma manhã de quarta-feira com calma, depois do toque de recolher dado na terça-feira à noite.

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Chineses da etnia Han tomaram as ruas, armados de porretes e tentando ocupar os bairros da etnia Uigur, que se espalham ao redor da capital regional, a despeito da polícia de Choque ter bloqueado as ruas principais com veículos blindados e patrulhar as ruas com centenas de policiais.

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Na terça-feira, milhares de Han foram às ruas da cidade procurando vingar-se do ataque realizado pelos uigures, que provocaram centenas de mortes em ataques no fim da segunda-feira (6) a membros da etnia Han.

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Grupos de uigures também tomaram as ruas e as forças do governo dispararam contra eles gás lacrimogêneo, além de impor um toque de recolher na tentativa de manter o controle da cidade.

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''Justo e efetivo''

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De acordo com autoridades da China, pelo menos 156 pessoas de ambas as etinias foram mortas nos conflitos de domingo, que se iniciaram durante um violento protesto de rua conduzido por uigures.

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O conflito foi um dos mais mortais do país em várias décadas. Os uigures foram às ruas alegando protestar contra a suposta morte de dois trabalhadores da etinia em uma fábrica de brinquedos.

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A polícia chinesa revelou que prendeu mais de 1.400 pessoas durante a ação, que Wang Lequan, chefe do Partido Comunista da região de Xinjiang, alertou como uma ''luta contra o separatismo, que está longe de terminar''.

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Opinando sobre a forma como o governo age nesta crise, Victor Gao, que trabalhou como tradutor para o falecido líder chinês Deng Xiaoping, disse que o governo precisa ser ''muito justo e efetivo'' no tratamento da situação.

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''É muito fácil traçar uma linha entre os grupos étnicos, entretanto, isso é uma tentação à qual precisamos resistir'', afirmou isso.

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''Acredito que é melhor focar nas atividades criminais, sem considerar a qual grupo étnico pertencem, não importa se são chineses da etnia uigur ou han'', considera.

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Grande vergonha

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Perguntado se Pequim deveria reconsiderar sua política de migração para o Oeste em relação à etnia han, Gao diz que a China ''não deve desviar da situação geral, apesar do que está acontecendo em Urumqi neste momento''.

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''É um incidente grave, uma grande vergonha para nós, chineses, mas eu acho que precisamos continuar porque sem a estabilidade, está fora de questão a melhoria nas condições de vida da população de Xinjiang, inclusive uigures''.

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Segundo o governo da região, a briga na fábrica foi utilizada como ''desculpa'' para justificar os enfrentamentos em Urumqi.

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Pequim responsabiliza os exilados separatistas uigures pela sublevação, apontando contra Rebiya Kadeer, uma empresária uigur nos Estados Unidos, que antes de exilar-se nos EUA esteve presa por vários anos, acusada de sedição. Ela é chefe, hoje, do Congresso Mundial Uigur, uma organização separatista que promove o terror na região, de acordo com o governo local.

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Naturalmente, Kadeer, de 62 anos, rejeita as acusações, a partir de sua base em Washington. Presa em 1999, foi colocada em liberdade após pagar uma fiança, em 17 de março de 2005, para realizar tratamento médico nos Estados Unidos.

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Ela alega que o conflito “foi iniciado” pela polícia chinesa, que teria “investido” contra o ''pacífico'' protesto, convocado após a suposta morte de dois trabalhadores uiugures de uma fábrica de brinquedos, supostamente mortos por membros da etnia han.

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No entanto, os conflitos iniciados no domingo passado em Urumqi, ''não foram um protesto pacífico, mas sim assassinatos, incêndios e saques'', afirmou na terça-feira o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Qin Gang.

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''Qualquer pessoa que se refira a esses atos violentos como um protesto pacífico está alterando a verdade, com o propósito de enganar o público'', assinalou Qin em uma entrevista coletiva em Pequim.

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''Esses atos violentos foram um crime premeditado e organizado, instigado e dirigido a partir do estrangeiro e realizado por foragidos da justiça no país'', explicou Qin, que assegurou que as provas são irrefutáveis e decisivas.

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Com informações da Xinhua, Diário do Povo Online e al-Jazira

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in Vermelho - 8 DE JULHO DE 2009 - 17h12

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quinta-feira, julho 09, 2009

Cúpula do G8 em Áquila

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ONU: crise leva até 90 milhões de pessoas à extrema pobreza




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A recessão econômica reverteu 20 anos de declínio da pobreza mundial e deve colocar em 2009 mais 90 milhões de pessoas no ranking dos que passam fome no planeta, um aumento de 6% em relação aos dados atuais, informou a ONU nesta segunda-feira.
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A estimativa, apresentada num relatório sombrio sobre um programa desenvolvido há dez anos pela ONU para conduzir países pobres ao desenvolvimento até 2015, indica que 17% dos 6,8 bilhões de habitantes do mundo estarão classificados como extremamente pobres no fim de 2009.

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"Em 2009, entre 55 milhões a 90 milhões de pessoas a mais do que o previsto antes da crise estarão vivendo em extrema pobreza", diz o relatório, apresentado em Genebra pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. Intitulado "Relatório de Metas de Desenvolvimento do Milênio", o documento também alerta que o recente declínio na ajuda externa - apesar das promessas de países ricos de aumentar o fluxo de recursos - provavelmente vai causar mais doenças e agitação social no hemisfério sul.

Meta

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Em um discurso no Conselho Econômico e Social da ONU (Ecosoc, na sigla em inglês), Ban fez um apelo às nações industrializadas do Grupo dos Oito para que aumentem a ajuda, especialmente para a África, no próximo ano, dizendo que as promessas feitas por eles anteriormente ficaram aquém do anunciado.

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"Faço um chamado ao G8 para explicitar, país por país, como os doadores ampliarão a ajuda à África no próximo ano", disse Ban em um discurso voltado para o encontro do G8 entre 8 e 10 de julho, em Aquila, cidade no centro da Itália, do qual ele participará.

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"A credibilidade do sistema internacional depende de quanto os doadores aportarão", acrescentou. "A decência humana e a solidariedade mundial exige que nos unamos pelos pobres e os mais vulneráveis entre nós", afirmou Ban, em outra reunião, mais tarde.

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Em uma cúpula na Escócia, em 2005, líderes do G-8 prometeram elevar a assistência aos países “em desenvolvimento” a cerca de 50 bilhões de dólares até 2010, da qual metade iria para a África. Mas a ajuda continuou sendo de pelo menos 20 bilhões de dólares a menos do que a meta fixada em Gleneagles, na Escócia, disse ele.

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Reversão

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Os recursos poderiam ajudar a mudar muitas vidas, mas o atraso na entrega combinado às mudanças climáticas e à crise financeira estão reduzindo o progresso nos países pobres, afirmou Ban no início de três semanas de reuniões do Ecosoc, em Genebra.

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As pessoas que vivem na pobreza — definida pela ONU como as que têm rendimentos de menos de US$ 1,25 por dia — já sofreram bastante com a crise financeira e econômica nos últimos dois anos. De acordo com dados da ONU, em 1990 a proporção de pessoas que passavam fome era de 20% da população mundial, mas em 2005 caíra para 16% - número que refletiu o aumento da prosperidade, especialmente na Ásia, estimulada pela expansão do comércio mundial.

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A reversão começou em 2008, em parte como consequência do aumento dos preços dos alimentos no mundo, diz o relatório. Embora o custo dos produtos básicos tenha voltado a cair por volta do fim do ano passado, isso não tornou os alimentos mais acessíveis para a maioria das pessoas no mundo.

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Com agências

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in Vermelho - 6 DE JULHO DE 2009 - 13h08
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