A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sábado, março 09, 2013

Violência contra mulheres e fosso salarial são desigualdades que mais preocupam portugueses

Resultados do Eurobarómetro

A violência contra as mulheres, o fosso salarial e as dificuldades em conciliar vida privada e actividade profissional são as desigualdades de género que mais preocupam os portugueses, segundo dados do Eurobarómetro divulgados nesta sexta-feira.
 
Os dados foram revelados em Lisboa pela directora adjunta do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, num debate subordinado ao tema “O impacto da crise na vida das mulheres. Que respostas”, que contou com a presença das eurodeputadas Ana Gomes e Marisa Matias e assinalou as comemorações do Dia Internacional da Mulher.
 
A violência contra as mulheres constitui preocupação para 45% dos inquiridos, enquanto no conjunto da União Europeia (UE) soma apenas 23%. Seguem-se a disparidade salarial entre homens e mulheres e as dificuldades das mulheres em conciliar vida privada e profissional, com 30% para cada item nos inquiridos em Portugal, a mesma percentagem registada para o conjunto dos países da UE, referiu Ana Antunes Vieira.
 
Estes dados resultam de entrevistas realizadas por telefone a 25.556 pessoas dos 27 países da UE – 1.000 pessoas em Portugal –, no dia 4 de Fevereiro.
 
No que respeita ao impacto da crise, a entrada tardia dos jovens licenciados é o que mais preocupa as inquiridas em Portugal (67%), contra os 47% registados em relação ao aumento do trabalho precário e ao facto de algumas pessoas trabalharem em empregos que não correspondem ao seu nível de qualificação (43%).
 
Já no que respeita aos critérios de recrutamento caso tivessem de recrutar uma mulher, 41% dos portugueses que responderam ao inquérito invocaram o facto de ter filhos, 35% a flexibilidade em termos de horas de trabalho e 33% a aparência física.
 
Já no conjunto dos países da UE, e caso tivessem de recrutar uma mulher, 49% dos inquiridos apontaram a existência de filhos, 35% a flexibilidade de horário de trabalho e 33% a aparência física.
O debate, que decorreu na sede do gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, contou ainda com a participação de representantes de Organizações Não Governamentais que a partir de agora passam a constar da base de dados daquele gabinete, dando origem a uma rede de organizações de mulheres em contacto com aquele gabinete, referiu ainda no debate Ana Antunes Vieira.

terça-feira, janeiro 15, 2013

Depardieu, fugindo do imposto sobre grandes fortunas

Página Inicial

15 DE JANEIRO DE 2013 - 13H28 
Depardieu
Depardieu, fugindo do imposto sobre grandes fortunas

Gerard Depardieu e os inimigos da sociedade justa


Uma noticia que ganhou destaque na mídia internacional na última semana foi a decisão do famoso ator francês Gerárd Depardieu de solicitar cidadania russa, o motivo: a medida do presidente socialista francês, François Hollande, de taxar em 75% quem ganha mais de um milhão de euros por ano (R$ 2,7 milhões). 

Por Paulo L. Marques (*)



Se optasse pela cidadania brasileira, Depardieu se sentiria a vontade também, dado que aqui a carga tributária para os milionários é uma das mais leves do mundo, sem falar na inexistência de taxação para grandes fortunas. O caso do ator francês é emblemático pois diz muito sobre uma das características do sistema capitalista que é à concentração de riqueza como elemento fundamental da desigualdade social.

Aproveito o mote desta noticia da “fuga” do ator francês para não pagar imposto na França, para tecer alguns breves comentários sobre uma obra de grande importância para o debate sobre a reprodução da desigualdade social no Brasil, que foi lançada no mês passado em Porto Alegre. Me refiro ao livro organizado pelo professor Antonio David Cattani (titular na graduação e pós-gradução de Sociologia da UFRGS) e Marcelo Ramos Oliveira (auditor fiscal da Receita Federal e especialista em Política e Técnica Tributária), que tem expresso no provocativo título A Sociedade Justa e seus inimigos, os objetivos da obra, que consiste em analisar os processos estruturais que permitem a reprodução da desigualdade social e identificar quem são aqueles que os autores chamam de “inimigos” da sociedade justa. Partindo da perspectiva desta obra poderíamos dizer que Gerard Depardieu é um tipico representante dos inimigos da sociedade justa e que ele não é exceção entre os abastados do topo da pirâmide social.

Malgrado a ideia de construção de uma sociedade justa, equitativa, democrática esteja no discurso dos políticos e empresários e, mais importante ainda, esteja inscrita no artigo terceiro da Constituição Federal, a realidade que vivemos no Brasil está muito distante dos discursos e do próprio conteúdo de nossa Carta Magna. Senão vejamos, ao mesmo tempo que nosso país é hoje a sexta economia do mundo, ostenta vergonhosos índices de desigualdade social, que o colocam nas primeiras posições entre as sociedades mais desiguais do planeta(a ONU classifica o Brasil em 84 lugar no ranking de atendimento a direitos humanos, segundo o Índice de Desenvolvimento Humano). É a partir dessa realidade que os artigos do livro A sociedade justa… analisam os processos e mecanismos que permitem a reprodução dessa realidade social que caracteriza a sociedade brasileira.

Segundo o professor Antonio Cattani, existe no sistema capitalista uma “relação bidimencional entre riqueza e pobreza, entretanto, se a população pobre é bem conhecida, por sua vez as classes abastadas permanecem incógnitas e amplamente subestimadas. “A riqueza não é produto de um processo de autogênese, não é auto-explicativa ou autorreferenciada, mas depende de mecanismos de extração e transferência de renda. Por isso é necessário considerá-la como o elemento decisivo na estruturação social e econômica” afirma o autor. 

Nesse sentido, algumas questões são prementes nesse debate: Uma sociedade é justa porque os ricos pagam impostos proporcionais a sua riqueza, ou os ricos pagam impostos proporcionais a sua riqueza porque a sociedade é justa? Pensando no caso brasileiro poderíamos mudar a pergunta: A sociedade é profundamente desigual porque os ricos não pagam impostos proporcionais a sua riqueza, ou é porque os ricos não pagam impostos proporcional a sua riqueza que o pais é desigual? Como decifrar esse problema? Se o país é rico, quem se apropria da sua riqueza produzida coletivamente? E como faz isso? Não é muito comum pesquisas acadêmicas voltadas para o estudo da chamada “elite econômica”, que representa menos de 10% da população e concentra 50% da renda nacional, por isso o grande mérito do livro consiste em desvendar, através de artigos oriundo de pesquisas, o funcionamento, estruturas e os processos que reproduzem as desigualdades sociais, principalmente no que tange aos mecanismos de apropriação privada de riqueza.

Voltado para um público amplo e não de especialistas, escritos de forma clara e objetiva, sem perder o rigor analítico, com dados e informações de diversas fontes oficiais, os estudos apresentados em forma de artigo suprem uma lacuna fundamental no atual debate sobre o desenvolvimento social do país ao jogar luz sobre um tema que permanece oculto, mascarado e interditado pela grande mídia, encobrindo, conforme aponta Cattani, um princípio essencial para a discussão sobre a desigualdade que é a premissa de que a riqueza concentrada é um dos fundamentos da injustiça e contribui para naturalizar a dominação e a subserviência.

No artigo que abre o livro, Sofismas da Riqueza, Antonio Cattani destaca que é possível desvendar que nem toda riqueza é fruto de “empreendedorismo”. Segundo dados do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (COAF, 2012) os múltiplos casos de sonegação, lavagem de dinheiro, evasão do divisas, subfaturamento ou superfaturamento de importações e exportações, apontam para formas criminosas de apropriação de recursos que vão muito além da corrupção envolvendo o poder público e que somando os montantes envolvidos, é possível dizer que eles são superiores ao orçamento anual de políticas públicas destinadas ao atendimento de milhões de indivíduos das camadas mais pobres.

A questão problemática, alerta Cattani, em relação a concentração da riqueza é que “a partir de certo volume, ela adquire respeitabilidade e, sobretudo, domínio no campo político e em redes de sociabilidade exclusiva, gozando de privilégios e de impunidade, além da condescendência obsequiosa da grande mídia”. Dessa forma, a análise crítica da riqueza demostra que a legitimidade das grandes fortunas é constituída por processos mistificadores e mitificadores em torno da eficiência e superioridade das autoproclamadas elites. Segundo o autor, “os milionários apoiadores das campanhas do tipo “Chega de tanto imposto” são os mesmos que se valem da elisão fiscal pagando, proporcionalmente, menos impostos que a população pobre e de classe média”.

É no sentido de “desglamourizar” e “desmistificar” essa concentração absurda de riqueza que o livro propõe-se a identificar os “inimigos da justiça social”. O foco, portanto, são os privilégios indevidos, as formas escusas de apropriação privada da riqueza social, que permitirá identificar os inimigos da justiça social, desvelando os perpetradores que se beneficiam pessoalmente das situações de desigualdade em detrimento da construção de uma justa repartição da riqueza.

Não se trata, afirma Cattani, de genéricas corporações, megaempresas, instituições e agencias, por trás de cada uma dessas entidades encontram-se os agentes do capital. “Por isso, é necessário que a economia política da riqueza seja associada a uma sociologia da personificação da riqueza. Em termos bem claros, o autor aponta a necessidade de considerar que as empresas são administradas por indivíduos concretos, com nome e endereço. São estas pessoas que permanecem ocultas, que são as beneficiadas finais dos processos de apropriação da riqueza social e, como tais, devem ser julgados pelos critérios definidos pela ética da responsabilidade”.

Bolsa Rico é o título do artigo da pesquisadora Maria Lucia Fattorelli que discorre sobre uma das formas mais diretas de apropriação privada da riqueza produzida coletivamente. Um processo que se dá através do pagamento feito pelo Tesouro Nacional à divida Pública. Segundo a autora em 2012, o pagamento dessa dívida atingiu a impressionante cifra de R$ 2, 52 bilhões por dia que saíram dos cofres públicos para um número reduzido de grandes milionários, principalmente do sistema financeiro e das grandes corporações. O artigo de Fattorelli é farto em dados oficiais que permitem desvendar mais esse “enigma oculto” da dívida pública que drena milhões de recursos públicos para os rentistas, beneficiários de um verdadeiro “bolsa rico”.

Outro estudo de destaque no livro é As bases tributárias brasileiras, de Fátima Gondim Farias e Marcelo Lettiere Siqueira que abordam de forma didática, o funcionamento do sistema tributário brasileiro, que os autores caracterizam como um dos mais injustos do mundo pois penalizam os pobres e beneficiam os rentistas, definição esta que compõe o subtítulo do artigo.

Faria e Siqueira desmascaram a eterna choradeira das elites sobre “carga tributária pesada” ou o que chamam de “Custo Brasil”, uma expressão que, segundo os autores, foi construída pela grande mídia conservadora e por lideranças empresariais para referir-se aos problemas estruturais, burocráticos e tributários, que dificultam o crescimento econômico. “Nesse discurso, o governo federal é, invariavelmente responsável pelos problemas, mas em nenhum momento são considerados a ineficiência empresarial, a sonegação, o subfaturamento das exportações e o superfaturamento das importações, os altos juros praticados pelos bancos e os indevidos privilégios tributários e fiscais das grandes corporações”.

Os autores sustentam que o sistema tributário brasileiro é injusto porque extrai arrecadação dos mais pobres para destinar aos mais ricos, por meio de elevados encargos financeiros incidentes sobre a dívida pública mobiliária interna que são pagos aos rentistas. Informam também que partir de 1995 a politica tributária foi redesenhada para beneficiar o processo de mundialização do capital financeiro, de forma a atraí-lo e mimá-lo do ponto de vista fiscal.

Na pesquisa realizada os autores salientam que “as reformas neoliberais foram introduzidas na legislação infraconstitucional de forma a diminuir o ônus sobre a renda dos investidores, em especial sobre o investimento estrangeiro, bem como para reduzir os custos das administrações tributárias e de cumprimento das obrigações acessórias pelas empresas. Os autores concluem que “os condutores do reformismo conservador no Brasil fizeram a opção preferencial pela tributação sorrateira, de “face visível”, pela via dos tributos incidentes sobre o consumo, atingindo, sobretudo, os mais pobres”. 

Também em relação a tributação dos ricos, Alberto Amadei Neto no artigo o Imposto sobre Grandes Fortunas, aborda a questão deste imposto que mesmo inscrito na Constituição Brasileira de 1988, em seu artigo 153, Inciso VII, nunca foi regulamentado. Segundo o autor, no Brasil as grandes fortunas e altas rendas sempre foram blindadas no topo, contra sequer um único e “leve” toque de progressividade tributária. O princípio de igualdade do sacrifício deixou de ser aplicado no Brasil e a não instituição do Imposto Sobre Grandes Fortunas (IGF) é seu máximo exemplo”.

Alberto Neto elabora um estudo comparativo demonstrando os casos da Alemanha e França, países que tem Impostos sobre Grandes fortunas. No caso francês, que levou o milionário ator Depardieu a mudar de cidadania, o imposto foi instituído em 1981 pelo governo Miterrand, foi extinto pelo governo liberal de Jacques Chirac em 1986, e retornando em 1988 novamente com Miterrand. Em 2012 , o candidato socialista François Hollande anunciou em campanha que pretendia tributar as fortunas usando seis alíquotas progressivas de 0,55 a 1,8%, em relação ao Imposto de renda. A implementação dessa promessa de campanha, que parece ter sido a “gota d’água ” para Depardieu, instituiu também uma nova faixa de imposto de 45% para as receitas superiores a 150 mil euros anuais e de uma incidência de 75% para receitas anuais superiores 1 milhão de euros.

Já no Brasil, Depardieu e outros abastados não teriam porque se preocupar. Conforme informa Neto em seu artigo, o secretário executivo do Ministério da Fazenda do Brasil, responsável pela questão tributária, afirmou na audiência pública do Parlamento, em maio de 2011, que um “imposto sobre grandes fortunas não é intenção do governo”. O autor lembra que “se na maioria dos países os ricos pagam bem mais impostos que a classe média, essa taxação é igual no Brasil”, ou seja, a alíquota máxima do Imposto de Renda é 27,5% e a renda a partir da qual essa alíquota foi aplicada em 2012 (R$ 4.087,65, é uma das mais baixas em relação aos países europeus). O autor destaca o esforço feito para impedir o Imposto sobre grandes fortunas, “as elites econômicas e a mídia a seu serviço transformaram o Imposto em um fator de “alto risco”, ameaçador do “enriquecimento global”, de tal modo que as grandes Fortunas tornaram-se “garantias” do ambiente econômico”. O artigo mostra com dados e números oficiais a falácia destes argumentos.

O livro traz ainda outros artigos de grande importância sobre temas como a injustiça fiscal no financiamento de políticas públicas; os paraísos fiscais; os crimes tributários, a desigualdade do sistema previdenciário. Todos oriundos de rigorosas pesquisas. Na conclusão os autores apontam como perspectiva de rompimento com essa lógica a necessidade de transformações estruturais nas políticas fiscais e tributárias que em contraponto às ações dos “inimigos da justiça social”, podem e devem ser construídas pelas forças coletivas da sociedade tais como imposto sobre grandes fortunas, previdência justa, progressividade tributária, criminalização e punição de crimes do colarinho branco contra a ordem tributária, fim da guerra fiscal entre os Estados, combate aos paraísos fiscais, controle de capitais, tratamento tributário isonômico das rendas.

Temos portanto nesta obra não só a análise rigorosa de questões que muitas vezes são tratadas como temas de especialistas (uma forma de impedir o debate amplo com a sociedade) mas também a sistematização de uma significativa “agenda da igualdade” que poderia compor a pauta do que o filósofo Wladimir Saflate chamou de “esquerda que não tem teme dizer seu nome”, no qual a questão da desigualdade social fosse tratada para além das políticas sociais de ampliação da renda dos pobres, mas que avançasse no debate da distribuição equitativa da riqueza nacional.

Todavia, é um processo que exige uma ampla mobilização social mas que requer fundamentalmente o conhecimento e apropriação destes mecanismo de reprodução da desigualdade até então ocultos e mistificados pela mídia. Isto porque, como bem apontam os autores, a correlação de forças entre indivíduos e instituições que se beneficiam da injustiça social e aqueles que lutam pela construção da sociedade democrática e igualitária é amplamente favorável aos primeiros. “De um lado estão as mega corporações controladas por multimilionários com poder concentrado, muito dinheiro e a mídia ao seu lado. De outro as forças progressistas dispersas em uma miríade de organizações dispondo de poucos recursos para potencializar a ação coletiva”.

Nesse sentido o livro A sociedade Justa e seus inimigos é uma contribuição fundamental para armar os amigos da sociedade justa- movimentos sociais e setores que lutam para efetivar uma sociedade menos desigual- com o arsenal de conhecimentos necessário para o combate aos inimigos da sociedade justa, ou seja, os “Depardieus” de hoje e de amanhã.

Referências

Cattani. A., Oliveira, M. (Orgs.). A Sociedade justa e seus inimigos. Porto Alegre, Tomo Editorial, 2012.

Safatle, W. A esquerda que não teme dizer seu nome. São Paulo, Três Estrelas, 2012.

(*) Paulo L. Marques é doutor em sociologia e professor universitário

Fonte: Sul 21

domingo, outubro 28, 2012

Desigualdad como antesala de ruina

el país


LA COLUMNA

Desigualdad como antesala de ruina

Cuando las diferencias sociales se disparan, la política y la actitud ante la crisis se degradan

 28 OCT 2012 - 00:00 CET
Hace ahora seis años, en 2006, los veinticinco gestores de fondos de cobertura (
hedge funds) mejor pagados de Estados Unidos se embolsaron un total de 14.000 millones de dólares, tres veces la suma de los sueldos de los 80.000 maestros de escuela de la ciudad de Nueva York (Paul Krugman, ¡Acabad ya con esta crisis!, página 84). Llevamos digeridas tantas cifras aberrantes sobre los baños de oro en que han alegremente chapoteado los causantes de esta crisis, antes, durante y después de haberla desencadenado, que nada sorprende ya si no se repite una y otra vez: 25 tipos, 25, ganaron en un año, administrando fondos de cobertura, tres veces más —tres veces más— que 80.000 maestros, 80.000, de Nueva York.
Que un individuo que maneja fondos de inversión pueda rapiñar en un año una cantidad de dinero tres veces superior a lo que ingresan por su trabajo más de 3.200 profesores de primaria es un hecho que, aparte de sus devastadores efectos económicos, tiene una dimensión política y moral que Krugman define como parálisis de la capacidad de responder con eficacia a la crisis que inevitablemente habrá de desencadenar este aumento inaudito de la desigualdad. Es evidente que sociedades en las que los derechos sociales cumplen su función redistributiva de la renta, y reductora por tanto de los niveles de desigualdad, responden con mayor eficacia a las coyunturas de crisis porque aseguran un mínimo de cohesión y solidaridad social. Cuando la desigualdad se dispara, el clima político y las actitudes morales ante las crisis se degradan en la forma de un sálvese quien pueda que, entre nosotros, ha llevado a responsables de cajas de ahorros a embolsarse decenas de millones de euros mientras sus entidades se declaraban en bancarrota.
La profunda crisis económica que afecta a los medios de comunicación escritos —y de la que este diario no se libra— posiblemente se afrontaría con otra actitud, y con mayor eficacia, si el reciente incremento de la desigualdad se redujera a unos niveles que permitieran la reconstrucción moral de una comunidad capaz de hacer frente a la depresión causada y extendida por esa misma desigualdad. No se trata de buenas intenciones ni de consideraciones moralizantes, sino de afrontar una situación de crisis sin sembrar de cadáveres el camino, por la sencilla razón de que esa siembra solo podrá conducir a la destrucción de una empresa común con la que todos sus miembros se sientan comprometidos. Claro está que para eso es obligado acabar con la enorme desigualdad de las retribuciones, porque de otra forma las políticas que nos han llevado al abismo funcionarán muy bien, como escribe Krugman, para unas pocas personas situadas en lo más alto, pero, habría que añadir, condenarán a la desesperación a todos los demás.
Todavía quedamos por aquí algunos testigos de aquella España siniestra y miserable que arrastró durante décadas brutales desigualdades sociales, exorbitantes privilegios al lado de inmensas barriadas de chabolas. El camino que hemos recorrido desde entonces en la reducción absoluta y relativa de los niveles de desigualdad se está revirtiendo bajo nuestras impotentes miradas: ganancias millonarias con más del 21% de la población malviviendo por debajo del nivel de pobreza, más de cinco millones de parados, y con decenas de miles de despedidos de los empleos, a los que han dedicado lo mejor de sus vidas, sin más compensación que 20 días de salario por 12 meses de trabajo y un horizonte cerrado: tales son algunas dimensiones del desastre.
Cuando, a raíz de la caída del muro de Berlín y del inmediato hundimiento del comunismo, se puso otra vez de moda repetir que la división izquierda derecha había terminado, Norberto Bobbio publicó un opúsculo en el que indagaba sobre las razones y los significados de esa secular distinción política. Allí escribía que el criterio más frecuente para distinguir la izquierda de la derecha era el de “la diferente actitud que asumen los hombres que viven en sociedad frente al ideal de la igualdad”. Favorecer las políticas que tienden a convertir en más iguales a los desiguales, como la defensa de los derechos sociales —derecho a la educación, al trabajo, a la salud—, era la expresión práctica de esa actitud que la socialdemocracia convirtió en política de Estado. A ella ha debido nuestra sociedad lo mejor de los últimos 35 años. Es lástima que a quienes vimos nacer y robustecerse esa política no nos quede más futuro que contemplar su ruina.

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Capital aproveita crise para atacar salários


«Os aumentos caíram quase para metade entre 2007 e 2009»
Estatísticas confirmam
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A crise sistémica mundial está a ser aproveitada pelo capital para pressionar a remuneração da força de trabalho. Os jovens são as presas mais vulneráveis do capital predador.
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De acordo com os dados apurados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), os salários reais em todo o mundo cresceram menos em 2009 do que em 2007, tendo a subida média passado de 2,8 para apenas 1,6 por cento, isto é, quase para metade.
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No relatório da OIT, que compila informações referentes a 115 países, afirma-se igualmente que se a China for excluída das estatísticas, a queda é ainda mais acentuada, passando de 2,2 para 0,7 por cento no mesmo período.
No conjunto, diz a OIT, o crescimento salarial só se mantém consistente na Ásia e América Latina, cenário oposto ao verificado na Europa e Ásia Central. «A recessão foi dramática não só para os milhões que perderam o emprego, mas também para aqueles que, mantendo o posto de trabalho, viram severamente afectado o seu poder de compra», considerou o director-geral da organização, citado pela Lusa.
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Nos ditos «países desenvolvidos», a OIT estima que depois de um crescimento de 0,8 por cento nas remunerações do trabalho verificado antes da eclosão da actual fase da crise capitalista, os salários reais perderam meio ponto percentual em 2008, voltando a crescer apenas 0,6 por cento em 2009.
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«A percentagem de pessoas que recebem baixos salários – definidos como menos de dois terços do salário mediano – aumentou desde meados da década de 90 em mais de dois terços dos países com dados disponíveis», admite-se também no texto.
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Este quadro de ataque prolongado aos salários por parte do grande capital é consistente com outro divulgado pela OIT, o qual indica que, na primeira década do século XXI, os salários só subiram 5 por cento nos chamados «países avançados».
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Coerentes, neste contexto, são também os dados do Eurostat que apontam para uma quebra de 0,3 por cento no custo do trabalho por hora em Portugal entre Setembro de 2009 e o mesmo mês de 2010, valor substancialmente pressionado pela descida das remunerações no sector dos serviços.

Jovens vítimas do sistema

A OIT salienta no documento supracitado que «os trabalhadores com baixos salários tendem a ser jovens». Mas não são apenas as baixas remunerações o garrote para os mais recentemente chegados à idade activa.
Segundo informações divulgadas a semana passada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no terceiro trimestre de 2010 a média de desemprego entre os jovens dos 15 aos 24 anos ascendia a 18,5 por cento nos países afectos à organização.
Quando comparados os números do terceiro trimestre de 2007 com os do mesmo período deste ano, verifica-se que 3,5 milhões de jovens caíram no desemprego, acrescenta a OCDE, que alerta ainda para o facto deste valor se encontrar abaixo da realidade, dado que muitos dos que concluem ou abandonam o ensino não entrarem nas estatísticas do desemprego.
A OCDE diz que pelo menos 16,7 milhões de jovens estão arredados do mercado de trabalho e dos programas de educação ou formação profissional, a esmagadora maioria dos quais, cerca de 10 milhões, nem sequer procuram emprego.
Os EUA e a Europa lideram o crescimento do desemprego jovem, com índices de mais 6,3 e 7,4 por cento face a 2007, respectivamente, elevando o total de desempregados neste escalão etário para perto dos máximos históricos dos últimos 25 anos.
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AVANTE 2010.12.23
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terça-feira, agosto 04, 2009

Civil rights struggle not over, Urban League activists say

Author: Pepe Lozano
People's Weekly World Newspaper, 08/01/09 06:30


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CHICAGO – Thousands of African American activists, business leaders, elected and appointed officials, youth and civil rights advocates are convened here during the National Urban League’s (NUL) conference to discuss fighting for personal and community empowerment during tough economic times.
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During his State of the Urban League keynote address, Marc Morial, the organization’s president and CEO, said there is much to celebrate in the African American community given the historic election of President Barack Obama. Speaking at the Apostolic Church of God here on the opening night, Morial reminded those in attendance, despite some progress, the struggle for civil rights is far from over.
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“As long as Black kids are denied the right to swim in a pool in Philadelphia; or our Equality Index continues to show big disparities in jobs, health care, housing and education that break down along the color line; as long as a Supreme Court nominee is vilified because of her gender or ethnicity; as long as a Harvard Professor is arrested in his own house, the fight for civil rights is not over,” said Morial. “But, even while we continue to fight these persistent battles of the 20th century, we must speak for every American – Black, white, Latino, Asian, Native American – who shares our vision of equality and justice for all.”
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“The Path to Power” was the main theme of the conference, featuring important topics such as: building leadership, tips on preventing foreclosure, making smart business investments, taking advantage of the new “green” economy, taking steps to be active in the 2010 Census, strengthening the American workforce and saving at-risk children from unwanted community violence.
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Established in 1910, the NUL is the nation’s oldest and largest community-based movement devoted to empowering African Americans as influential leaders in U.S. society, particularly in the economic and social mainstream. The group is based in New York City and spearheads the non-partisan efforts of over 100 local affiliates nationwide providing direct services to more than a million people through programs, advocacy and research. The Urban League looks to celebrate its 100th anniversary in 2010.
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One of the highlights at this year’s conference was speaker Vice-President Joe Biden who said the Urban League’s historic leadership and advocacy for economic and social justice is needed now, more than ever.
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Above all, Biden addressed the economic crisis and the Obama administration’s efforts in confronting the country’s most pressing challenges including the progress of the economic recovery act.
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“A lot of people are having a very hard time hanging on – white, Black, Hispanic, Asian – people who have found themselves struggling after an economic free fall,” said Biden. Unemployment continues to be unacceptably high and the harsh reality is that it’s the African American community that continues to be one of the hardest hit, he said.
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Due to the nature of the world economy the rate of unemployment lacks well behind the success of economic growth and will continue to do so for some time, said Biden.
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“Something big and significant had to be done,” noted Biden, referring to Obama’s economic recovery plan.
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Biden questioned those, many in the Republican Party and far-right conservative base, who feel Obama’s plan to fix the economic crisis is spending too much or only increases the role of the federal government in American life.
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“Some would like us to believe we are trying to do too much,” said Biden. “I argue how can we do any less?”

The economic recovery act had a purpose and was designed to help restore our economic health in three areas, “relief, recovery and reinvestment,” said Biden. “Too many distressed people were falling through the cracks and we had to act immediately,” he said.
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Biden noted many areas where the economic stimulus package, implemented by the Obama administration earlier this year, has benefited working families across the country.
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For example, Biden said: $ 4 billion went to expanding unemployment benefits; $6 billion went to lowering the costs of health insurance to those who recently lost their jobs; $20 billion went to expanding food stamps, helping to feed 30 million nationwide; $100 billion went toward education; $80 billion went toward states in order to preserve Medicaid services to $20 million people; and health care was extended to 11 million more children under the State Children’s Health Insurance Program.
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“We had to build a foundation for a new economy to keep families from falling into a deep black hole,” said Biden. In the last two major financial expansions too many middle class and low-income communities did not get their fair share, he added.
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Society made a deal in the 20th century that those who increase the production are entitled to a piece of the wealth, said Biden. “But, that didn’t happen,” he said.
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The health care system, energy efficiency and education all needed radical changes and we are laying the foundation to allow people a part of the action, said Biden.
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Biden stressed the importance of a new “green” economy and new jobs that support energy efficiency and home weatherization projects. The Obama administration hopes to train 500,000 people and put them back to work in these areas, he said. “We want to make jobs that cannot be deported,” said Biden.
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Such efforts will need the help of all Americans, said Biden, especially those residing in urban areas. “This is one of the most friendliest urban administrations in a long time and we cannot succeed if our urban areas do not,” said Biden.
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“We have to put people back to work and let them know it’s going to be okay,” added Biden. People out of work have the hardest job and are liable to lose their dignity in the process, said Biden.
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“I am absolutely positively certain that we will come out of this recession stronger,” he said. Despite inheriting the largest economic recession since the Great Depression, we’re beginning to move in the right direction, he said. The Obama administration is committed to a fair and equal footing for working people, so that the economy works for all Americans and that everybody has a shot, he said.
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Leslie Drish, director of education with the Chicago Urban League chapter told the World Biden’s words were encouraging and optimistic. Drish said she appreciated his reassuring remarks but understands much still needs to be done, especially addressing the unending issue of rising unemployment within the Black community.
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“People just don’t have the adequate information or resources about the opportunities presented by the Vice-President,” said Drish. Our mission at the Urban League is ensuring that people know these opportunities exist and are available, she said.
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Drish works with young African American students on the south side of Chicago and is constantly reminded about the economic disparities when it comes to daily life among urban youth.
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Access to quality resources, better funding for public education, and the unacceptable dropout rate among inner-city youth are some of the major problems she sees. The overall academic achievement gap and helping college bound students with funding is a major issue, she said.
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Lois Cooper is from Long Island, NY and works for a company called Adecco, which helps people find jobs, promotes career development and diversity in professional fields.
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Cooper was at the conference with her daughter. She said she was impressed with the overall turnout at the event and hopes to learn stronger ways in helping people land good jobs in her area.
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The conference has given her faith that when people from all walks of life come together and become collectively inspired – confronting the many challenges that lie ahead are much easier to overcome, she said.
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plozano@pww.org

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in People's Weekly World

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quinta-feira, julho 09, 2009

Subsídios agrícolas da UE prejudicam contribuintes europeus e agricultores africanos

União Europeia | 09.07.2009

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Grandes empresas do setor de alimentos, e não pequenos agricultores, são os maiores beneficiados com os bilionários subsídios agrícolas da UE. O prejuízo é dos contribuintes europeus e dos produtores dos países pobres.

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Cada vaca que pasta nos campos europeus custa 2,50 euros para os contribuintes – por dia. Praticamente a metade do orçamento da União Europeia (UE) é destinada ao pagamento de subsídios agrícolas, apesar de menos de 3% da população do bloco viver da agricultura.

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Já em muitos países africanos, até 80% da população vive da agricultura – e sem receber subvenções do Estado.

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Em nenhum outro lugar do planeta, os agricultores deveriam estar tão satisfeitos como na União Europeia. Também os consumidores europeus deveriam estar satisfeitos: afinal, as subvenções à agricultura – financiadas pelos impostos que eles pagam – deveriam garantir uma alimentação saudável para todos.

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Mas o fluxo das subvenções corre em outro sentido. Não são os pequenos agricultores familiares que embolsam as subvenções, mas grandes corporações do setor de alimentos. Na UE, os 60% menores produtores recebem 10% do dinheiro dos subsídios, e 2% do andar de cima ficam com 25%.

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Alimentação incorreta

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A imagem de pequenas propriedades rurais que a maioria dos consumidores europeus têm na cabeça quando compra alimentos no supermercado há muito não corresponde à realidade.

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Também a alimentação saudável para a população, que deveria ser garantida pelos subsídios, já não corresponde mais à realidade, afirma Benedikt Haerlin, da fundação Zukunftsstiftung Landwirtschaft, que apoia projetos ecológicos e sociais no setor agrícola.

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"Nós, consumidores, somos induzidos pela indústria a uma alimentação incorreta. Toda a propaganda feita para produtos alimentares é, em essência, propaganda para alimentos não saudáveis. Do ponto de vista do consumidor, o problema é que hoje há no mundo a mesma quantidade de pessoas doentes devido à má alimentação quanto de pessoas subnutridas", afirma Haerlin.

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A lista dos principais beneficiados com as subvenções agrícolas explica por quê. Fabricantes de doces e laticínios embolsam os subsídios para exportação de produtos agrícolas – e os pequenos produtores de leite, como os da Alemanha, lutam para subsistir.

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"Uma delícia natural do leite", afirma a campanha publicitária de uma das grandes empresas alemãs – ela sugere que os produtos são oriundos de idílicas pequenas propriedades rurais e não das grandes corporações que embolsam a maior parte das subvenções.

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Exemplo do algodão

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Nos Estados Unidos, cerca de 60% dos fazendeiros não recebem nada do Estado – mas os 10% mais ricos do setor agrícola ficam com 72% do total de subsídios estatais. Tanto nos Estados Unidos como na Europa é indiferente quanto é produzido: os lucros não advêm da produção, mas dos subsídios.

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Mas os excedentes são exportados, o que leva a uma superoferta no mercado internacional, reduzindo os preços, por exemplo, do algodão, que é produzido também na África.

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Em 2001 e 2002, o governo dos Estados Unidos distribuiu cerca de 4 bilhões de dólares para os produtores de algodão do país – isso é mais do que a comercialização da produção rendeu no mercado mundial. Especialistas avaliam que subsídios como esse custem mais de 250 milhões de dólares por ano aos produtores africanos de algodão, levando muitos deles à ruína.

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Segundo uma projeção feita pela Comissão África com base em informações do Banco Mundial, as exportações de algodão do continente cresceriam 75% caso as subvenções fossem eliminadas.

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Meio ambiente

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Também no setor ambiental crescem as críticas aos subsídios agrícolas dos países ricos. Para o diretor-executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Achim Steiner, está em curso uma mudança na política de subvenções à agricultura.

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"O desenvolvimento da nossa agricultura não pode simplesmente ser o desenvolvimento do modelo do século 20, de maximização da produção, na qual se subvenciona a produção de acordo com as necessidades do momento. Isso é consenso entre os ministros do Meio Ambiente", afirma.

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Mas não são os ministros do Meio Ambiente que decidem sobre as subvenções, e sim os ministros da Agricultura, das Finanças e da Economia – além dos fortes lobbies agrícolas. Enquanto o mercado agrícola global não for liberalizado, as subvenções continuarão custando caro, tanto aos contribuintes das nações ricas quanto aos produtores dos países pobres.

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Autora: Helle Jeppesen

Revisão: Roselaine Wandscheer

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Mais artigos sobre o tema

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terça-feira, abril 15, 2008

Habitação: Algarve no topo

Luxo mais caro
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* Raquel Oliveira
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A habitação turística de luxo da Quinta do Lago, Vale do Lobo e Almancil (denominado Triângulo de Ouro) é a mais cara do País, com as vivendas a atingirem os três milhões de euros. Mesmo assim os preços continuam a subir, de acordo com um estudo realizado pela IRG-International Realty Group, afiliada da Christie’s, e pela Prime Yield Chartered Surveyors.

Os apartamentos T2 variam entre os 721 mil euros (no Triângulo de Ouro) e os 388 mil euros na zona de Cascais, mas são as vivendas integradas em condomínios as que atingem os valores mais elevados: uma casa com dois quartos pode custar mais de um milhão de euros.


Ainda na região algarvia, a oferta mais barata no segmento dos apartamentos encontra-se na zona de Lagos, Vila do Bispo, Portimão e Monchique. Nestes municípios, os preços médios de um T0 num condomínio ronda os 151 mil euros, com os T3 a atingirem os 404 mil euros.


Para além do Algarve, o estudo analisou ainda as ofertas na costa alentejana, Cascais e Oeste, zonas em que a oferta também é vasta.


Em termos globais, este segmento registou, face a 2006, "um crescimento médio de preços de cerca de 18 por cento nos apartamentos e cerca de 19 por cento nas moradias", de acordo com Nelson Rego, director-geral da Prime Yield.


Já no que diz respeito aos condomínios de luxo, o crescimento médio dos preços situa-se nos 21 por cento nos apartamentos. O estudo revela ainda que se registou uma "procura forte" durante o primeiro trimestre deste ano.


As razões para este crescimento encontram-se, ainda segundo o documento, nas vantagens de Portugal, no que diz respeito ao clima e à proximidade das cidades europeias.


REGIÕES

OESTE

Os municípios de Óbidos, Torres Vedras e Caldas da Rainha têm preços para vivendas de luxo entre os 642 mil euros (dois quartos) e os 985 mil euros (cinco quartos), de acordo com o estudo.

LINHA DE CASCAIS

Os municípios da Linha de Cascais oferecem apartamentos de luxo (próximo das praias ou de campos de golfe) com preços que variam entre os 181 mil euros (T0) e os 424 mil euros (T3)

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in Correio da Manhã - 15 Abril 2008 - 00h30

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quarta-feira, abril 09, 2008

No País real, a luta é o caminho


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* Paulo Raimundo

Membro da Comissão Política do PCP


Todos estão convocados para a jornada de luta de 16 de Abril no Porto e 17 em Lisboa


Encontra-se em processo acelerado a reconfiguração do papel do Estado, dos serviços públicos e dos vínculos laborais dos trabalhadores da Administração Pública.

Generaliza-se a precariedade em todos os sectores de actividade, agrava-se o custo de vida – com o aumento dos bens essenciais - as famílias são sistematicamente confrontadas com os aumentos das taxas de juro, preparam-se alterações para pior ao Código de Trabalho.
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Este é o País real, onde os trabalhadores vivem num garrote permanente.

Não há propaganda nem manobras eleitoralistas que possam esconder a real situação em que vivem a grande maioria dos portugueses.
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Enquanto Sócrates distribui computadores a pessoas portadoras de deficiência, o Ensino Especial é arrasado; enquanto o PS anuncia o fim da crise, milhares de reformados vivem com reformas e pensões de miséria; enquanto a banca tem lucros recordes e paga menos 29 por cento de impostos do que outras empresas, 100 mil famílias encontram-se com sérias dificuldades em pagar os seus compromissos para com a banca, em particular os créditos com a habitação, que pesam hoje cerca de 26 por cento nas despesas familiares; enquanto grandes empresas apresentam lucros milionários, um terço da mão-de-obra trabalha em situação de instabilidade permanente, na extrema precariedade; enquanto se anuncia o controlo do défice, os trabalhadores vivem com salários de miséria, cortam-se nas reformas, nos apoios sociais do estado.

Enquanto Sócrates afirma a gestão pública dos estabelecimentos de Saúde do Serviço Nacional de Saúde, o sector privado ocupa o espaço que o Governo abre com o encerramento de serviços e a retirada de valências ao SNS; enquanto o ministro das Finanças anuncia a baixa do IVA em 1 por cento (para Junho), mais de 12 mil pequenas e médias empresas encerraram; enquanto os governos civis se multiplicam em declarações de sucessivas baixas do número de desempregados, são milhares os que não arranjam trabalho ou se encontram em programas ocupacionais; enquanto o Governo dinamiza acções, iniciativas e declarações sobre o sucesso da sua politica, são milhares aqueles que de forma organizada ou espontânea se manifestam contra a politica de direita do PS.


O descontentamento é generalizado


Apesar do medo, da incerteza e da repressão, o descontentamento é generalizado, mais uma vez está à vista que 3 anos após a entrada do PS/Sócrates para o Governo, as promessas ficaram na gaveta e que, com mais ou menos maquilhagem, a politica desenvolvida em nada se distingue da seguida pelo PSD/CDS.

As condições de vida degradam-se, amplia-se a luta social, diversos sectores demonstram o seu descontentamento. Os professores, jovens, reformados e pensionistas, trabalhadores da Administração Pública central e local, pequenos empresários e comerciantes, trabalhadores do sector privado, agricultores e pequenos produtores, forças de segurança, as populações, entre outros, têm desenvolvido importantes lutas e têm hoje razões acrescidas para continuarem as suas justas lutas.

O Governo PS/Sócrates, por baixo da sua capa de arrogância e autoritarismo, demonstra que não lida bem com a demonstração do descontentamento e que está com mais dificuldades em implementar os objectivos que servem a sua politica.

A jornada de luta marcada pela CGTP-IN para os próximos dias 16, no Porto, e 17, em Lisboa, surge mais uma vez na altura certa.

É preciso dar um sério aviso ao Governo; é preciso que os dias 16 e 17 sejam mais uma demonstração inequívoca de que os trabalhadores não permitirão que o Código de Trabalho seja alterado para pior - aliás, o Código deveria sim ser alterado, mas nos seus aspectos mais gravosos, tal como o PS tinha prometido.

É preciso que a mobilização demonstre de forma clara que qualquer alteração que seja, que agrave a situação de quem trabalha, terá uma firme, empenhada e prolongada oposição e resposta nas empresas, locais de trabalho e nas ruas.

Os trabalhadores não permitirão alterações que aumentem a precariedade laboral, ou que liberalizem os despedimentos, que ataque a contratação colectiva e a acção dos sindicatos, ou que aumentem e desregulamentem os horários de trabalho.

Poucos são os que tem razões para não ir (poucos mas com muito dinheiro). A todos os que estão descontentes com a politica do Governo e que sofrem diariamente as suas consequências, têm nos dias 16 e 17 mais uma grande oportunidade de demonstrar o seu desagrado. Todos estão convocados e dimensão da jornada a todos responsabiliza.
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Este é o momento de intensificar a luta, cada acção desenvolvida, cada luta dinamizada, constitui, por si, mais um passo na travagem da politica de direita e mais um contributo para a afirmação de que basta de injustiças, basta desta política. Os portugueses querem e têm direito a uma vida melhor.
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in Avante 2008.04,03
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domingo, janeiro 06, 2008

2007 - Portugal - Ano Europeu das Desigualdades


Governo agrava condições de vida das mulheres
2007: Ano Europeu das Desigualdade

Por toda a Europa de descaracteriza o estado social e se aprofundam as desigualdades, a pobreza, a fome, a exclusão social. Em Portugal, segundo denuncia o MDM, são já mais de dois milhões de pobres que vivem abaixo do limiar da pobreza. E, mais uma vez, as mulheres são as que mais sofrem.

A Comissão Europeia declarou 2007 o «Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos». «Promover a igualdade de oportunidades para que se eliminem os factores de discriminação que possam subsistir em razões do sexo, origem étnica ou racial, religião ou crença, deficiência, idade e orientação sexual», era o alegado desígnio de todos os países da União Europeia.
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Em Portugal foi criada uma estrutura de missão para implementar o Ano Europeu da Igualdade (AEIOT), fazendo parte dela órgãos governamentais: a CIG, o IPJ, o IEFP, entre outros. No entanto, segundo o Movimento Democrática de Mulheres (MDM), «o Governo não adoptou e continua a não adoptar as medidas necessárias à promoção da igualdade efectiva, bastando-se com medidas propagandistas e de pouco alcance social, ao mesmo tempo que agrava as desigualdades e as condições de vida das mulheres».
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Um dos objectivos não concretizados pelo AEIOT foi o de «promover a igualdade de oportunidades de forma a alcançar uma sociedade mais justa». No emprego, por exemplo, denuncia o MDM, «em Portugal, as mulheres recebem, em média, menos 25 por cento de salário do que os homens, enquanto na Europa a diferença média é ainda de 15 por cento».
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Entretanto, o desemprego no nosso país não para de crescer. No 3.º trimestres de 2007 voltou a aumentar contando com 444 mil desempregados, o que representa uma taxa de 7,9 por cento.
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«Nas mulheres o número ascende a mais de 246 mil (55,5 do desemprego registrado), representando uma taxa de 9,3 por cento», recorda o MDM.
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Outro dado importante a reter é que em 2005, cerca de 90 por cento dos novos desempregados eram mulheres. «E esta é uma tendência que não para de crescer», alerta o movimento, sublinhando que «a taxa de desemprego entre os jovens é de mais do dobro da média europeia (16 por cento) e a taxa de emprego entre os mais velhos é de apenas 40 por cento, para 62 por cento da média europeia».
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«Os números dos despedimentos de mulheres grávidas e de queixas por discriminação não param de aumentar desde 1996», acrescenta.

Fraca protecção social

No que diz respeito à protecção social, Portugal também não tem motivos de orgulho. Segundo o MDM, as mulheres, que representam 71 por cento do número total de beneficiários, «continuam a ter os mais baixos níveis de protecção social na doença, na invalidez, na velhice, no emprego» e «recebem, em média, cerca de 60 por cento da pensão dos homens».
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De acordo com as estatísticas da Segurança Social, em Novembro, as mulheres representavam 54,8 por cento dos beneficiários do subsídio de desemprego, 64,7 por cento dos beneficiários do subsídio social de desemprego inicial, 63,3 por cento dos beneficiários do subsídio social do desemprego subsequente e 67,1 por cento dos beneficiários do prolongamento do subsídio social de desemprego.
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Ao nível da «saúde», «educação» e «sociedade», o MDM destaca que em Junho de 2007, «260 portuguesas deram à luz no Hospital Materno-Infantil de Badajoz, em consequência do encerramento da maternidade de Elvas» e «215 crianças nasceram em Coimbra e Leiria, devido ao encerramento da maternidade da Figueira da Foz».
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Neste ponto, o movimento de mulheres dá ainda importância às «denúncias de violência doméstica que duplicaram entre 1999 e 2006, ano em que morreram 39 mulheres – todos os meses há três mulheres assassinadas pelos maridos».

Distanciamento das populações

Relativamente à intenção de «aumentar o papel activo da sociedade civil a Parceiros Sociais», o MDM lamenta que o conceito de «papel activo» não tivesse passado pela «divulgação estereotipada de algumas iniciativas».
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«Os números demonstram à saciedade a distância entre o que se prometeu e anunciou e aquilo que foi efectivamente realizada, redundando na inexistência de ligação às populações, principalmente as camadas que são alvo de discriminações, e um distanciamento inaceitável da “sociedade civil”, aqui materializado pelas ONG, IPSS e outros Parceiros Sociais que são, afinal, o verdadeiro motor do combate às desigualdades», acusa o movimento.

Mudança de mentalidades é necessária
Novas formas de discriminação

O Governo PS prometeu ainda «implementar uma rede nacional de intervenção nas discriminações múltiplas». Para o MDM este foi um objectivo não concretizado.
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«As mulheres são o grupo sobre o qual recaem as maiores discriminações que as afectam em todas as áreas da sua vida: na participação cívica e política, no trabalho, na família, e a sua situação agrava-se de dia para dia. A situação vem-se adensando principalmente em relação às mulheres mais jovens que conhecem novas e mais rebuscadas formas de discriminação», lamenta o movimento, frisando que 2007 representou «o ano em que se conheceram de uma forma particularmente acentuada as discriminações específicas em função do sexo».
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Quanto ao objectivo de «promover a mudança de mentalidades eliminando papéis sociais tradicionais e desiguais para homens e mulheres», também ele não concretizado, o MDM recorda que sobre as mulheres «recaem os cuidados domésticos e os cuidados com a família».
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«A inexistência de uma rede pública de equipamentos sociais de apoio à infância, aos idosos e à família, de qualidade e a preços acessíveis, ao perpetuar a inacessibilidade da maioria das famílias portuguesas a estes equipamentos, vota das mulheres aos papéis tradicionais: à permanência da mulher como a responsável pelos cuidados domésticos em todas as suas dimensões», relata o movimento.

Despenalização da IVG
«Obscurantismo
e manipulação de consciências»


No que diz respeito a «eliminar as imagens estereotipadas e desiguais de homens e mulheres na sociedade – muitas vezes veiculadas pelos média», imagem que o Governo não foi capaz de apagar, o MDM lembrou que a passagem do Referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, em 2007, «evidenciou a tentativa de intoxicação, obscurantismo e manipulação de consciências e sentimentos norteada por uma mensagem da irracionalidade, futilidade, incapacidade e leviandade das mulheres portugueses por parte de alguns sectores sociais, e aqui, uma cobertura mediática que se pretendia isente e plural, não o foi».
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«Felizmente a população portuguesa votou “sim”, sendo esta uma vitória para todas as mulheres portuguesas, e um passo determinante na luta pelos direitos das mulheres», acentua o MDM, lamentando, por outro lado, a «discriminação salarial e a fraca representatividade das mulheres nos cargos de poder» e «a inexistência de adopção de políticas de verdadeira promoção da igualdade, por parte do Estado».
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in Avante 2008.01.03

sábado, setembro 15, 2007

Metade do poder de compra em Portugal concentra-se em 20 concelhos


Em 2005, metade do poder de compra nacional estava concentrado em 20 concelhos, e apenas 43 municípios do país, a maioria com mais de 10 mil habitantes, apresentavam um poder de compra por habitante superior à média nacional. Os números são de um estudo hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
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domingo, agosto 19, 2007

Um mundo de contrastes (4)

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Declaração Universal dos Direitos do Homem

(clique na imagem para lê-la)

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Seguem-se ilustrações variadas, algumas talvez chocantes para espíritos e almas sensíveis. Mas é a Vida ! Ou serão algumas de pura Vegetabilidade ?

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Mapa da distribuição da FOME no Mundo (2003)

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Tortura dos EUA sobre presos no Iraque, por aqueles invadido
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Cela (Tarrafal campo de concentração para prisioneiros políticos no tempo do fascismo) - Cabo Verde
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O «milagre do Cifrão» aparece no Céu - In Hoc Signo Vinces - "εν τούτω νίκα"
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Imagem sem Palavras
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Efeitos do chamado Neo-Liberalismo globalizador, a que Lenine chamava Imperialismo, a fase suprema do Capitalismo
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Actuação das Forças de «Segurança»

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Sem legenda

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A balança da «Justiça»

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Resultados do aumento da Esperança de Vida e da Idade da Reforma, conjugada com a precariedade e baixos salários e pensões de reforma

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O Salário da Miséria ...

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... e as Grandes Fortunas, de Patrões e seus «Capatazes» ou «Testas de Ferro»

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Picasso - Os judeus ...

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... e um contraste

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A saqueta que está ao alcance de muito poucos

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O homem do chapéu
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Um anjo

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Sem legenda

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Ninguém fez mais por Portugal! Os resultados estão cada vez mais à vista !

A despropósito, lembram-se da história do Pinóquio ?

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Fois isto que os Pinóquios vos prometeram nas campanhas eleitorais, não foi ?

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E é isto que a maioria tem feito aos Pinóquios, não é?
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Quem será este ou esta?

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Este também será Pinóquio e «Amigo do Povo»?

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E este quem será? Um bafejado pelo Senhor?

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AH ! Só que o cartaz não esclarece qual o novo rumo e quem voltará a acreditar !

Por acaso vocês voltarão a acreditar?

A despropósito, ainda se lembram da história do Pinóquio

de que se falou mais acima ?

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De certeza que o Portinari não foi atrás da história dos Pinóquios,

se não não teria pintado este quadro !

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Um contra-luz comovente, o desta mãe brincando e sorrindo para o «rebento», não é ?

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Esta dupla é vossa conhecida, não?

Não conhecem o Tio Sam e o João Touro? E o Uncle Sam e o John Bull,

dizem-vos algo? Não têm qualquer parecença com o Zé Povinho !

Ou sim?

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Estes dizem que há crise ! E vocês, cada vez mais de vento em popa?

Não me venham com histórias da Carochinha ou do Pinóquio ! Como? Ainda acreditam nas histórias de fadas e de princípes ou de princesas encantadas?
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Estes não são vossos conhecidos, quase de certeza, embora existam milhões por esse mundo fora na mesma situação! Não acreditam ? Eu acredito !

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Será isto um exemplo de paz e coexistência pacífica ! ?

Rir-se-ão para esconder a tristeza que trazem no coração deles?

A despropósito, lembram-se da história do Pinóquio?

Se não se lembram e têm tendência para esquecê-la, tomem um bom fortificante para a massa cinzenta que devem ter, pois doutro modo não me visitavam.

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E que tal uma valsa ou um tango?


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E já visitaram ou viveram num biddonville, favela, bairro de lata, musseque ? ....
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Este é o Senhor do Mundo. Duas bombas atómicas foram lançadas até hoje, as únicas, em 1945, sobre o Japão ,que já se rendera. Por quem? Pelos EUA. Este anjo do Senhor quer reiniciar a «brincadeira» É verdade, quem vê caras não vê corações !

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Não gostam? É a vida para biliões de seres humanos. Eles ainda estão pior que nós. Têm outra cor? Pois e, mas somos todos irmãos em Cristo, dizem ! Esse Senhor aí em cima é um irmão privilegiado!
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São belas as fotografias a preto e branco. Uma bela mas triste Madonna, não acham? São biliões neste Planeta azul.
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Outro irmão nosso ! Felizardo. ainda tem um banco e um cobertor, não é?
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Este dorme beatíficamente!
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... mas este não brinca em serviço ! Quem será o Patrão dele?
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E que faz este?
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E este, bem informado sobre o mundo, graças à caixinha mágica, não?
Um cidadão consciente e amante da Ordem que lhe contam.
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Ao Cavalcanti não lhe comem as papas na cabeça. Diz ele que «A questão social continua um caso de polícia». Sujeito perspicaz, não?
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Este é o Engª Belmiro. É o homem mais rico de Portugal e está entre os mil mais ricos no Mundo! Até agora o Mais rico era o Bill Gaitas, mas acho que o ano passado passou para 2º lugar.
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E este, conhecem-no?
A despropósito, ainda se lembram da história do Pinóquio?
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Este é uma vítima da guerra na Nigéria ....
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... e estes da guerra no Iraque ! A mãe deve pensar que a rajada não trespassa o corpo dela e que os filhos irão a seguir. Valente combatente da Liberdade e da Democracia ! Quem será o David e quem será o Golias?
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Tabalho infantil, bom exercício para desenvolver a musculatura e impedir o raquitismo,
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Sem legenda, pois cenas similares já apareceram acima.
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