A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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terça-feira, outubro 19, 2010

Protestos contra reforma da previdência paralisam a França

Mundo

Vermelho - 18 de Outubro de 2010 - 12h53

O governo francês anunciou hoje(18) a criação de um "centro interministerial de crise", para garantir o abastecimento de combustível. O país registra uma série de greves e protestos contra a reforma da previdência. Caminhoneiros começaram a bloquear estradas, e ferroviários cruzam os braços hoje, reduzindo a circulação do metrô e trens. A paralisação atinge refinarias e pode afetar o setor aéreo e o transporte de valores. Mais de mil postos já estariam sem combustível.

Durante o fim de semana, autoridades do país negaram o risco de uma crise de abastecimento em âmbito nacional. Mas, nesta segunda, uma reunião da cúpula do governo, que durou mais de uma hora, tratou sobre o assunto. "Basicamente, falamos sobre os problemas de fornecimento de combustível", disse um dos ministros presentes à reunião.

Perguntado se a situação é preocupante para o governo, ele se limitou a responder: "Estamos atentos". De acordo com o jornal francês Le Monde, o Palácio do Eliseu se negou a comentar o conteúdo da reunião. A ativação do "centro interministerial de crise" seria para garantir o abastecimento de combustível.

"A célula interministerial de crise começa a funcionar às 14h (9h de Brasília) presidida pelo ministro do Interior, Brice Hortefeux", afirma um comunicado ministerial. Os ministérios da Economia, Energia, Ecologia e Interior estarão representados na célula, que pretende coordenar as tarefas dos diferentes serviços do Estado para garantir a perenidade do abastecimento.

Ontem, já havia filas em postos por toda a França. O ministro dos Transportes, Dominique Bussereau, disse na rádio Europe 1 que os postos que dizem estar sem combustível "estão guardando para seus clientes habituais". Ele estimou que, dos 1.300 postos do país, 200 tenham problema de escassez.

Mas a distribuidora Total tem outro número: só em sua rede, seriam de 300 a 400. Todas as 12 refinarias do país estão paradas. Os funcionários de um depósito de combustível em Marselha estão em greve há 22 dias, deixando presos no porto 47 navios petroleiros.

O frentista de um posto em Paris disse ao jornal espanhol "El País" que a gasolina havia acabado às 10h de ontem. E contou que as pessoas têm levado galões de gasolina e diesel, para fazer estoque. Sobre o fato de o governo negar que haja escassez, ele foi franco: "O que você quer que eles digam?".

Protestos se intensificam

Caminhoneiros franceses realizam uma operação tartaruga nas rodovias, as greves dos ferroviários se intensificam e postos de gasolina ficaram sem combustível, nesta segunda-feira, na França, como resultado do aumento dos protestos, à medida que se aproxima a votação no Senado sobre uma impopular reforma previdenciária.

Nesta segunda-feira, as autoridades asseguraram que a infraestrutura do país não ficará paralisada apesar da greve de uma semana de duração nas refinarias, que forçou centenas de postos a fechar. Os serviços ferroviários também foram gravemente prejudicados pela greve que se ampliou antes de uma manifestação nacional marcada para esta terça-feira, que ameaça ser um dia decisivo para a reforma de Sarkozy.

A mobilização geral contra o novo regime de reformas deve contar com a participação dos controladores aéreos e que deverá provocar fortes perturbações no tráfego aéreo. A cidade de Marselha ainda sofre com uma greve de lixeiros.

O elemento central da reforma defendida pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, consiste no aumento da idade mínima para aposentadoria de 60 para 62 anos. Outro artigo polêmico prevê o aumento do limite de idade para ter direito à aposentadoria integral de 65 para 67 anos, no caso dos que não atingiram o tempo de contribuição exigido.

O governo defende que a mudança é essencial para sustentar o sistema previdenciário do país, mas os sindicatos alegam que os trabalhadores mais pobres serão os mais prejudicados.

Com agências
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quarta-feira, outubro 13, 2010

Luta de classes na França. Por que Sarkozy tem medo

Brasil

Vermelho - 13 de Outubro de 2010 - 17h35

A França está em movimento, recusa-se a aceitar as imposições do mundo do capital sobre as aposentadorias. As primeiras notícias dessa mobilização mostram que se alguns setores desempenham o papel de vanguarda desse movimento, a batalha não será limitada.

Por Abrahim Saravaki, em L´Humanité

A mobilização do mundo do trabalho para fazer com que suas exigências sejam escutadas se desenvolve em todos os setores econômicos e em todos os territórios do país, com uma reivindicação principal que toca todas as camadas sociais e atrai muitas gerações nesse combate.

Nicolas Sarkozy fez de tudo para aprovar astuciosamente o projeto de lei no Senado. O presidente da República tem com efeito um imperativo do calendário : fazer com que a equipe atual termine o « trabalho sujo », antes de instalar a nova com toda a virgindade política antes da realização da cúpula do G-20 em Seul, em 11 e 12 de novembro próximos.

Esta fronteira temporal é muito importante para um presidente isolado do « povo que trabalha » e que também está enfraquecido junto ao seu eleitorado tradicional de direita e das « elites » de seu campo. Face a um movimento crescente, passar à força e em regime de urgência os artigos desse projeto no Senado, não lhe permitirá atingir seu objetivo, a saber, desencorajar e desmobilizar esse mundo em movimento que está bem decidido a proteger a aposentadoria aos 60 anos.

A mobilização pela jornada de ação desta terça-feira (12) reaglutina os assalariados (do setor privado e do público) que vivem de seu trabalho, as pessoas privadas de emprego, jovens que esperam encontrar um trabalho ou ainda aqueles que « deram » trabalhando toda a sua vida e vivem agora das suas pensões de aposentadoria.

Este mundo sofre. Ao longo dos tempos, aqueles cujos salários ou pensões são bastante frágeis foram jogados para a margem da sociedade. Os sindicatos, parte organizada do mundo do trabalho, exprimem a vontade desse mundo, os partidos políticos de esquerda em sua diversidade apoiam a tradução política dessa vontade no interior dos órgãos legislativos e eletivos.

O medo de Nicolas Sarkozy se deve à ação unitária do mundo do trabalho e de seus representantes sindicais e políticos que freia o retrocesso. O desenvolvimento desse movimento unitário nos dias vindouros pode parar esse trem socialmente regressivo fretado pelo campo do grande capital cujo fiel servidor está bem à cabeça do Estado. É preciso provar a Nicolas Sarkozy que ele tem bastante razão de ter medo.


Tradução da Redação do Vermelho
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quinta-feira, setembro 23, 2010

Ciganos, os bodes expiatórios da crise na Europa

Editorial.

18 de Setembro de 2010 - 8h21



O racismo e a xenofobia manifestados pelo presidente Nicolas Sarkozy, cujo governo já expulsou 8.313 ciganos romenos e búlgaros desde o início do ano, provocou uma grande oposição.

O presidente francês foi alvo de críticas na ONU e até no Departamento de Estado dos EUA. Houve pronunciamentos contrários também de ONGs, do Parlamento Europeu, do Vaticano, de grupos de defesa dos direitos humanos. Uma grande controvérsia teve lugar no interior da própria Comissão Europeia. O líder da Revolução cubana, Fidel Castro, também pronunciou-se a respeito, condenando a posição xenófoba da França.

A discriminação dos ciganos por Sarkozy expõe a hipocrisia da União Europeia e de suas políticas, revelando os limites das normas que falam de estabelecimento de cidadania europeia para os cidadãos de todos os estados-membros e incluem, entre outros direitos formais, a liberdade de movimento e residência em qualquer país que faça parte da União Européia.

A crise europeia se agrava; a resistência dos trabalhadores contra o corte de direitos sociais e o arrocho salarial desdobra-se em greves e manifestações em vários países. Na França, por exemplo, Sarkozy enfrenta a oposição dos trabalhadores contra a ampliação da idade mínima para a aposentadoria, de 60 para 62 anos, que foi aprovada pelos deputados mas depende ainda da concordância do Senado.

A expulsão de ciganos pelo governo de Sarkozy faz parte desse processo de endurecimento do ataque contra direitos sociais. E expõe a tentativa de explorar o sentimento contra os imigrantes de uma parcela significativa, e conservadora, da população e, assim, ganhar sua simpatia num momento em que a aprovação popular do governo freqüenta abismos não imaginados poucos meses atrás.

As contradições no seio da Europa em torno da política discriminatória de Sarkozy, com vários episódios rumorosos ao longo da semana, expõe os problemas políticos no seio da União Europeia, que tendem a agravar-se.

A União Europeia, que se consolidou na década de 1990 com as imposições neoliberais do tratado de Maastricht, enfrenta uma grave crise social e econômica, que ameaça os trabalhadores, o emprego, a renda e o progresso social.

A xenofobia anti-cigana de Sarkozy expõe a profunda ambiguidade dos dirigentes europeus, cujas políticas essenciais são anti-populares, monopolistas e imperiais. Os governos nela engajados favorecem os banqueiros e atentam contra os direitos sociais.

Se Sarkozy busca bodes expiatórios, os dirigentes da União Europeia manifestam diversionismo semelhante, ao defender uma legalidade europeia cuja fragilidade ficou exposta nestes acontecimentos. Diversionismo que escamoteia a verdadeira fonte dos males: a política neoliberal que aqueles dirigentes teimam em manter. É ela que precisa ser expulsa, e não os ciganos ou qualquer outro grupo étnico.

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sábado, setembro 18, 2010

Niko Schvarz: Sarkozy, ciganos e Chaplin

Mundo

Vermelho - 18 de Setembro de 2010 - 10h25

Uma enxurrada de críticas caiu sobre o governo de Sarkozy por sua decisão de expulsar os ciganos da França, exposta em uma circular de 5 de agosto, que tem sido descrita como "a circular de vergonha." A alta comissária para Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, condenou, na última segunda-feira, "a nova política da França para os ciganos, o desmantelamento de seus acampamentos e as deportações coletivas para seus países de origem".


Por Niko Schvarz, em La República

O Parlamento Europeu colocou no pelourinho a França e Nicolas Sarkozy, pela repatriação de ciganos romenos e húngaros em um tenso debate, no qual classificou essas decisões como ilegais e contrárias ao direito comunitário. O mesmo acaba de fazer a Comissão Europeia, para quem as expulsões em massa de ciganos são vergonhosas e não deveriam ter lugar na Europa.

Esta atitude é assumida pelo governo de Sarkozy, ao mesmo tempo em que lança um ataque concentrado contra a legislação social do seu país, expressa em primeira instância em seu projeto de aumentar a idade mínima de aposentadoria, contra o qual houve uma greve geral de milhões de trabalhadores, que será seguida por outra jornada com características semelhantes.

O povo cigano sofreu duríssimas perseguições ao longo da história, e, no último período, nas mãos dos nazistas. Chegaram à Europa a partir do norte da Índia, da região do Punjab e do Sinth, fugindo das conquistas muçulmanas e das invasões mongóis. Ao cruzar a Pérsia, os imigrantes de várias tribos casaram-se e uniram-se, dando origem aos povos Dom e Rom, que se tornaram um povo nômade e, um belo dia, cruzaram o Bósforo indo para a Grécia e o Egito.

Na Península Ibérica, chegaram a partir deste último país; Afonso V de Aragão outorgou-lhes um salvoconduto para cruzar seu reino e começou a chamá-los de egiptanos, de onde derivou a palavra gitanos (ciganos). Na Andaluzia, se integraram de tal maneira que grande parte de sua música e de sua tradição literária tornou-se reconhecida como a essência da Andaluzia.

Basta pensar em Federico García Lorca. Há palavras que decorrem diretamente da língua romani, como eles chamam. Mas depois toda a Europa começou a olhá-los com desagrado e passaram a ser bode expiatório para todos os atentados cometidos em seu entorno. Disso se podem recolher inúmeros relatos na literatura (em um sentido ou outro), desde Notre Dame de Paris, de Victor Hugo, até uma novela Conan Doyle, com Sherlock Holmes como protagonista.

Na Alemanha nazista, os teóricos do racismo promoveram a perseguição dos ciganos no mesmo nível que a dos judeus, sugerindo que eles eram submetidos a trabalhos forçados e à esterilização em massa, porque "colocavam em perigo o sangue puro" dos alemães. Os ciganos foram presos em grandes números e, a partir de 1938, eles foram internados em blocos especiais nos campos de concentração de Buchenwald, Mauthausen, Gusen, Dautmergen, Natzweiler e Flossenburg.

O tenebroso líder da SS de Hitler, Heinrich Himmler, criou um espaço especial em um campo na sua propriedade em Ravensbrück para sacrificar mulheres ciganas que era submetidos a experiências médicas. Foram esterilizadas 120 meninas ciganas. No hospital em Duesseldorf-Lierenfeld foram esterilizadas ciganas casadas com não-ciganos. Milhares de ciganos foram deportados da Bélgica, Holanda e França, para o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia.

No gueto de Lodz, também na Polônia, nenhum dos cinco mil ciganos sobreviveu. Na Iugoslávia, se executava tanto ciganos quanto judeus no bosque de Jajnice. Os agricultores recordam ainda os gritos das crianças ciganas levadas aos lugares de excução.

Estes dados foram publicados pelo La Jornada, do México, e reproduzidos por Fidel Castro em sua Reflexão "A infinita hipocrisia do ocidente". Lá, se agrega: "Nos campos de extermínio, apenas o amor dos ciganos pela música foi, às vezes, um conforto. Em Auschwitz, com fome e cheio de piolhos, se reuniam para tocar e alentavam as crianças a dançar. Mas também era lendária a coragem dos guerrilheiros ciganos que militavam na resistência polonesa na região de Nieswiez".

Somente na Ioguslávia socialista de Tito os ciganos foram reconhecidos com os mesmos direitos das minorias croatas, albanesas e macedônias. Após os julgamentos de Nuremberg (1945), os ciganos foram totalmente esquecidos.

É a esta luz que deve ser julgado o comportamento racista do governo Sarkozy, condenado em manifestações na França e em frente a embaixadas em várias capitais europeias.

Um dado final: o gênio do cinema Charlie Chaplin era cigano, filho de uma cantora de cabaré cigana e de um ator da mesma etnia.

Fonte: La República
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sábado, setembro 11, 2010

Franceses lutam contra cerceamento de direitos dos trabalhadores


Mundo

Vermelho - 9 de Setembro de 2010 - 18h47

Dois milhões e meio de pessoas saíram às ruas em Paris e outras cidades francesas na terça-feira (7), em uma greve nacional que foi amplamente seguida por todo o país, para repudiar o projeto do presidente Nicolás Sarkozy (já alçado à Assembleia Nacional) que aumenta a idade para a aposentadoria.

Por Niko Schvarz

Em 15 de setembro haverá outra greve geral e manifestações com o mesmo objetivo. Em essência, o objetivo destas ações de luta é o mesmo que mobilizou a classe operária e o povo grego contra o plano de governo de Papandreu (e da União Europeia) de sair da crise cerceando a legislação social e os direitos dos trabalhadores.

E é o mesmo que colocarão em marcha os sindicatos espanhois, Comissões Operárias e UGT, em sua já anunciada greve nacional de 29 de setembro, em repúdio a uma reforma trabalhista "inoportuna, injusta e lesiva".

Em vários países da Europa, como se vê, estão sendo cozidas as mesmas favas. No caso da França, além disso, a massiva jornada de protesto (que se expressou na paralisação da edição da mídia impressa, na paralisação de boa parte dos transportes, inclusive aviões e metrô, nos hospitais, nas escolas e no setor público, tudo isso em uma proporção maior à verificada no dia 24 de junho passado) tem outras duas causas de repúdio à política do presidente Sarkozy: uma, sua xenofobia galopante, que levou à expulsão de ciganos, um ato vituperado que lhe valeu uma condenação geral, inclusive do parlamento europeu; e os atos clamorosos de corrupção governamental, que envolvem diretamente seu ministro de Trabalho, Eric Wörth (que foi em determinada época tesoureiro de seu partido, e é o encarregado de levar adiante a reforma das aposentadorias), metido até as orelhas na maracutaia com a herdeira milionária da L'Oreal, Lilianne Bettencourt.

Este escândalo abriu a Caixa de Pandora do financiamento ilegal dos partidos, em primeiro lugar a UMP de Sarkozy. Pode somar-se a isto, todavia, como terceiro motivo, as medidas repressoras adotadas por Sarkozy em matéria de segurança pública, para obter a adesão de eleitores da Frente Nacional.

Leia aqui o fragmento inicial da crônica de um correspondente em Paris: "Em um dia ensolarado logo após as férias, a Praça da República estava transbordando de manifestantes. Não eram os tradicionais jubilados convocados pela Intersindical, mas sim uma mistura de avós, netos, pais, filhos, bisnetos em carrinhos de bebê, crianças em bicicletas, de skate ou patins, reunidos em uma das maiores marchas que Paris viu desde os protestos contra a invasão do Iraque em 2003”.

“Não só estavam presentes os operários como também a classe média em massa e os empregados do Estado, especialmente dos hospitais e o setor social. Ao ritmo de vuvuzelas, que ensurdeciam por cinco euros, música tecno que saía das vans, que encabeçavam cada coluna e também com a participação de uma escola de samba brasileira, solidária e em marcha no que se podia dizer 'festa de protesto'".

A mobilização aconteceu nas grandes cidades francesas, onde foram gerados vários problemas com o transporte, nos voos desde e para a capital, nas escolas e em algumas grandes empresas. Analistas estimaram previamente que se fossem menos de dois milhões de manifestantes, então Sarkozy teria superado o braço de ferro com os movimentos sociais. No entanto, ao superar a meta, forçaram o governo a anunciar concessões.

Embora o premiê tenha anunciado que manteria a base de seu programa de reforma das aposentadorias, em particular a passagem da idade mínima de 60 para 62 anos, posteriormente o Palácio do Eliseu admitiu a possibilidade de manter, em alguns casos, a idade mínima de 60 anos (por exemplo, para aqueles que têm um certo grau de incapacidade, os que passaram por carreiras prolongadas e os que têm várias pensões).

A próxima greve geral, de 15 de setembro, propõe um alcance ainda maior que a de quarta-feira e avaliará o estado do movimento.

O tema em debate é extremamente sensível, já que as conquistas em matéria de legislação social existem desde a época da Frente Popular, de 1936. Alguns dos manifestantes diziam que seu objetivo era "permanecer vivos até a aposentadoria, para poder desfrutar a vida", que havia uma massa de pensões "realmente miseráveis", que o projeto colocava em perigo os valores da solidariedade, e que deviam resolver-se simultaneamente os problemas de trabalho: o dos jovens que não têm trabalho e o de maiores de 50 anos que ninguém contrata.

Fonte: La República
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segunda-feira, setembro 06, 2010

Sarkozy mantém plano de expulsão de imigrantes

Polémica em França


O Presidente francês Nicolas Sarkozy confirmou esta segunda-feira os seus planos para retirar a nacionalidade a franceses de origem estrangeira que atentem contra as forças policiais.
  • 17h04  Correio mda Manhã 2010 09.06
No entanto, o executivo gaulês decidiu retirar a sugestão de extrair a cidadania às pessoas acusadas de poligamia.
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As medidas foram confirmadas esta manhã, na sequência de uma reunião ministerial. As medidas sugeridas deverão ser aprovadas no Parlamento até ao final de Setembro. No projecto-lei está ainda incluída a intenção de expulsar todos os estrangeiros em situação irregular.     .
     
Em comunicado, o Eliseu sugeriu que poderá ser retirada a nacionalidade, dez anos após ter sido adquirida, aos cidadãos de origem não francesa que atentem contra a vida dos agentes policiais.           
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Sarkozy confirmou ainda a disposição de aplicar "o conjunto das decisões" que anunciou há cerca de um mês, na sequência de uma reunião com o primeiro-ministro, François Fillon, e os responsáveis do governo pelas áreas da segurança e imigração.   
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Entre essas medidas, inclui-se a expulsão imediata dos estrangeiros em situação irregular.         
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Em Julho, Sarkozy anunciou a intenção de endurecer as medidas relacionadas com o estatuto de cidadania. Na ocasião, o ministro do Interior, Brice Hortefeux, sugeriu que o estatuto também fosse retirado às pessoas acusadas de actos de poligamia.     
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  • Comentário feito por:Maria
  • 20h58
haahahhaahah bem boa esta mas ele tambem é estrangero assim como a sua Mulher entao ela tambem vai .................................
  • Comentário feito por:R.Martins
  • 20h19
Um exemplo a seguir por Portugal!Com gente que adquire a nacionalidade portuguesa para ser usada como trampolim para outras actividades e nao sentem o minimo de lealdade para com o pais de adopcao.
  • Comentário feito por:Volker Ferreira
  • 19h53
Sou a favor que expulsem aqueles que só vivem a conta de ajudas do estado.
  • Comentário feito por:edu
  • 19h47
Seria uma coisa muito séra, se, outros países ,pensassem da mesma forma.
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Se os obrigarem a trabalhar eles auto expulsam-se. Se lhes derem subsidios eles trabalham 1 vez por mês - ir levantar o dinheiro
  • Comentário feito por:Marques
  • 18h45
Os meus parabens!! Ai está alguem com "eles" no sitio... Lamentavel que não exista assim pessoas com a mesma coragem em Portugal.
  • Comentário feito por:amsm
  • 18h24
Ao menos este nao e cinico e faz o que todos gostariam de fazer.
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domingo, agosto 29, 2010

França: Expulsões de ciganos são “indignas e infundadas”

Socialistas reclamam
Arquivo CM
Polémica em França continua
Os socialistas franceses criticaram este domingo as expulsões "indignas e infudadas legalmente" de ciganos romenos e búlgaros do país, e a política de segurança do Presidente da República, Nicolas Sarkozy.
  • 14h37 Correio da Manhã 2010 08 29
Reunidos na universidade de verão em La Rochelle, os socialistas franceses consideram que estas expulsões são "indignas".   
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"Essas expulsões são indignas" e "infundadas legalmente", disse a primeira secretária do partido, Martine Aubry, citada pela agência Lusa, no discurso de encerramento da universidade. Aubry, que recuperou uma frase lançada há dois dias de que "este Verão tem sido o verão da vergonha do país", junta-se assim às críticas das Nações Unidas e do Vaticano contra a iniciativa francesa de deportar ciganos, especialmente da Roménia e Bulgária.   
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Para a responsável política, a estratégia de segurança do Presidente francês "agrava os problemas em vez de os solucionar".   
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Martine Aubry considera que "o único objectivo" de Sarkozy "é esconder os seus fracassos" em matéria política e social, além de criar o receio  de não haver alternativa.   
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Segundo a dirigente partidária, "não há ideias milagrosas" para estas situações, nem se deve excluir nenhuma possibilidade, prometendo a divulgação de alternativas na próxima quinta-feira, como a criação de policías de proximidade e uma acção contra as armas de fogo.   
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A socialista considerou ainda uma violação ao princípio da constituicional da igualdade a ideia do actual executivo de retirar a nacionalidade aos franceses naturalizados que pratiquem a poligamia ou que atentem contra a autoridade.  
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  • Comentário feito por:joaquim
  • 18h37
Aos que tanto defendem os ciganos lanço um desafio muito simples:Experimentem a tê-los a viver por perto
  • Comentário feito por:Miguel Santos
  • 17h40
Os políticos e o papa defendem os ciganos porque não vivem com eles Vivem em boas casas , com tudo de bom que a vida tem para dar . É fácil de falar de barriga cheia , com seguranças pessoais ,não lidando com o problema
  • Comentário feito por:A. Fernandes
  • 17h24
Cá recusam-se a pagar taxas moderadoras, levam crianças para não esperarem nas repartições, transportam crianças nos veículos fora das normas e a maioria conduz potentes máquinas sem nunca ninguém os ver numa escola de condução. E esta hein!
  • Comentário feito por:becas
  • 17h01
Porque é que os srs.padres nao comentam as atrocidades e os crimes praticados pela sua relegiao no tempo da inquisiçao.Já agora vendam parte da fortuna do vaticano e ajudem a acabar com a fome no mundo.
  • Comentário feito por: Anónimo
  • 17h00
Quem os defende deveria experimentar viver com eles...
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  • Comentário feito por:vieira
  • 16h48
Há tanto espaço em àfrica que dava para fazer um estado cigano que na Europa ninguém ficava zangado e até a comissão europeia podia dar um grande contributo financeiro que eu aplaudia e contribuia também
  • Comentário feito por:Bah oui!
  • 16h35
Pois eles ganham 500 € da seg.social, s nunca terem feito nada na pt da vida p o merecer, e o pobre desgraçado k trabalhou uma vida inteira tem 1 reforma de mrd! Correctiximo! É a politica socialista ...
  • Comentário feito por:zacarias
  • 16h28
se fosse ilegal não se limitavam a protestos inúteis.
  • Comentário feito por:Jorge Coelho
  • 15h49
Os ciganos são um povo nómada que consegue manter a sua identidade cultural onde quer que esteja, mas que, por isto mesmo, raramente se integra. Mais valia arranjarem o seu próprio país, assim podiam viver como querem.
  • Comentário feito por:Zé Povinho
  • 15h41
O Vaticano, à época, não condenou o Holocausto (e ajudou criminosos de guerra nazis a fugir p/a América do Sul...), e agora, compara-o à expulsão dos ciganos de França para os seus países...Nunca vi tanta hipocrisia...
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  • Comentário feito por:ROGERIO
  • 15h37
ACHO MTº BEM DEVIA ACONTEÇER A MESMA COISA CÁ EM PORTUGAL SÃO SÓ INDIVIDUOS PRA CHULAR A SEGURANÇA SOÇIAL GANHAM AOS 500 EUROS SEM NUNCA TEREM FEITO NADA PRA ISSO E NÓS OTÁRIOS A PAGAR PRA ELES.
  • Comentário feito por:durval
  • 15h31
A caracteristica dos socialistas é de não respeitar a democracia. Aqui tambem é assim.
  • Comentário feito por: Anónimo
  • 15h16
Pena É que Sarkozy não venha governar para Portugal para dar uma limpeza neste pais que bem precisa.
  • Comentário feito por: Anónimo
  • 15h10
Que pena não fazerem o mesmo em Portugal!!!...
  • Comentário feito por:JOSE ANTONIO
  • 15h08
UMA LARGA MAIORIA DA POPULAÇÃO CONCORDA COM ESTAS MEDIDAS MAS EM PUBLICO FINGEM-SE INDIGNADOS. CLARO QUE A ESQUERDA POLITICA E A IGREJA CATÓLICA ESTÃO SEMPRE NA PRIMEIRA LINHA PARA ESTAS HIPOCRISIAS.
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ONU pede à França para evitar expulsar ciganos

Autoridades garantem que as leis estão a ser cumpridas
27.08.2010 - 20:57 Por Isabel Gorjão Santos
As autoridades francesas garantem que têm respeitado “escrupulosamente” as leis internacionais, mas o comité para a eliminação da discriminação racial da ONU apelou à França para “evitar” a expulsão de ciganos para a Roménia e manifestou preocupação com o “discurso político discriminatório” no país.
Mais 300 ciganos chegaram ontem à Roménia  
Mais 300 ciganos chegaram ontem à Roménia (Radu Sigheti /Reuters)


Desde o início do ano a França já repatriou para a Roménia mais de 8000 ciganos e ainda esta quinta-feira voaram para Bucareste cerca de 300. A França garante que todos os ciganos têm consentido o repatriamento e recebido 300 euros para deixar o país, mais 100 por cada criança. Mas o comité da ONU denunciou que as recentes expulsões foram feitas “sem consentimento livre e esclarecido” e pediu às autoridades francesas que “evitem particularmente os repatriamentos colectivos”. As críticas da ONU juntam-se assim às já feitas pela Comissão Europeia ou o Vaticano.

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner, defendeu a política de Nicolas Sarkozy. “O Presidente da República nunca estigmatizou uma minoria em função da sua origem. E nunca aceitaremos que uma minoria seja penalizada pelo que é”, adiantou o chefe da diplomacia francesa. O Ministério dos Negócios Estrangeiros já tinha referido num comunicado do porta-voz Bernard Valero que “a França respeita escrupulosamente a legislação europeia e os seus compromissos internacionais em matéria de direitos humanos”.

O Governo de Nicolas Sarkozy tinha anunciado o desmantelamento de cerca de 300 acampamentos de ciganos em França e as expulsões intensificaram-se nos últimos dias. Ontem, os 18 membros do comité para a eliminação da discriminação racial da ONU apelaram à França para que procure integrar os membros da maior minoria étnica na União Europeia, que agrega cerca de dez milhões de pessoas. “Compreendemos que um país tem o direito e a responsabilidade de lidar com as questões da segurança e da imigração ilegal, mas na nossa perspectiva isso não deve ser feito de forma colectiva, nem tendo como alvo um grupo inteiro”, adiantou o vice-presidente do comité, Pierre-Richard Prosper, citado pela Reuters.

Para a próxima terça-feira está previsto um encontro em Bruxelas entre ministros franceses e vários comissários europeus para debater esta questão. Na quarta-feira, a comissária europeia para as áreas da Justiça e dos Direitos Fundamentais, Viviane Reding, deverá apresentar à Comissão Europeia uma “análise jurídica” sobre as medidas francesas em relação aos ciganos, adiantou a AFP.

De acordo com uma sondagem do instituto OpinionWay, publicada na quinta-feira pelo diário Le Figaro (próximo de Sarkozy), 69 por cento dos franceses apoiam o desmantelamento dos acampamentos de ciganos e 65 por cento aprovam as expulsões. Mas uma outra sondagem publicada pelo Le Parisien revela uma percentagem mais baixa, segundo a qual 48 por cento dos franceses aprovam estas medidas do Governo.
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DHnet - Direitos Humanos na Internet

Na Hungria, a Fundação Soros mantém duas escolas em Budapest e Pécs, ..... Ainda não se sabe qual será o destino dos ciganos tchecos que a partir de 1997 ...
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domingo, agosto 22, 2010

França repatriou o primeiro grupo de ciganos romenos


Cerca de 700 serão expulsos até ao final do mês

19.08.2010 - 18:37 Por Isabel Gorjão Santos

O primeiro grupo de ciganos romenos repatriados pela França chegou hoje a Bucareste, depois de o Governo de Nicolas Sarkozy ter decidido desmantelar vários acampamentos onde vivem os membros desta minoria roma.
Um grupo de ciganos romenos partiu esta manhã do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris  
Um grupo de ciganos romenos partiu esta manhã do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris 
(Gonzalo Fuentes/Reuters)

O ministério do Interior francês tinha anunciado o repatriamento de 93 pessoas, mas segundo a AFP apenas embarcaram 9 em Paris e 61 em Lyon. O Presidente romeno, Traian Basescu, pediu que seja criado um programa europeu para a integração dos cidadãos ciganos.

“É muito duro em França, há pressões a toda a hora, da polícia, da autarquia”, disse à AFP um dos repatriados, Gabriel, de 37 anos, que vivia em Grenoble e chegou a Bucareste com a mulher e duas filhas. Muitos repatriados receberam 300 euros do Governo francês, mais 100 por cada criança. Amanhã são esperados mais 132 repatriados em Bucareste e Timiosara, Oeste da Roménia.

O Governo de Sarkozy garantiu que foram avaliadas as circunstâncias em que estas pessoas se encontravam em França, depois de a Comissão Europeia ter apelado ao respeito pelas regras de liberdade de circulação na União Europeia. Depois do Presidente romeno, também o ministro do Interior francês, Brice Hortefeux, pediu à Comissão para “mobilizar esforços para promover programas de reinserção duradouros e integração efectiva da comunidade roma”.

As pessoas que hoje foram repatriadas são as primeiras de cerca de 700 que deverão regressar à Roménia até ao final do mês, após o desmantelamento de 51 acampamentos de ciganos em França, em Julho. Ao longo dos próximos três meses, o objectivo é acabar com 300 destes campos.

O Governo francês diz que as repatriações servem para retirar a população cigana de condições “deploráveis”, mas o que espera estas pessoas em Bucareste está longe de ser uma boa condição de vida. “Na Roménia trabalhamos 30 dias, 12 a 15 horas por dia para ganhar 150 euros por mês”, disse à Reuters um dos repatriados. Por isso, alguns pensam voltar a França, como é o caso de Rodica Novakovich, 38 anos, que contou à Reuters: “Não tenho nada na Roménia. Não tenho casa ou um emprego à minha espera. O que é que vou fazer?”
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Ciganos expulsos prometem voltar

França: Voo com mais 130 repatriados partiu para Timisoara 
Philipe Laurenson/Reuters
Repatriamentos acontecem após o desmantelamento de 50 acampamentos ciganos ilegais

Ciganos expulsos prometem voltar

Alguns dos ciganos expulsos ontem pelo governo francês para a Roménia, no segundo dia consecutivo de repatriamentos designados como "voluntários", prometem voltar para França o mais depressa possível. "A vida é muito melhor lá, é mais feliz", explicou, à chegada à Roménia, Mariana Serban, uma das cerca de 130 pessoas repatriadas num voo com chegada a Timisoara.
  • 21 Agosto 2010 - Correio da Manhã
Por:F.J. Gonçalves Com agências
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"Lá, davam-nos comida e dinheiro. A vida era muito melhor", explicou ainda, junto dos quatro filhos, admitindo que não tinha emprego em França, mas explicando que o que recebia do governo lhe permitia vida melhor do que na Roménia. 
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Ante a afirmação do jornalista lembrando-lhe que agora, depois de aceitar 700 euros para regressar (300 por adulto e 100 por criança) já não receberia mais, Serban sorriu e respondeu: "Isso é o que dizem agora, mas vão dar-nos mais quando voltarmos."
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A forte possibilidade de a medida de expulsão nada resolver foi confirmada por Adrian Edu, perito em questões ciganas da Câmara de Bucareste, cidade que recebeu parte dos 93 repatriados na quinta-feira de Paris e Lyon. "Eles vão visitar a família e depois regressam a França, isso é garantido", afirmou.
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Recorde-se que a expulsão acontece após o desmantelamento de 50 acampamentos ciganos ilegais e que foi oferecido um subsídio aos que, "de forma voluntária", acederam a sair. Após a expulsão de ontem, um novo voo deverá ter lugar no dia 26. Até final do mês, está planeada a expulsão de quase 900 ciganos romenos e búlgaros. 
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O impacto nacional e internacional da polémica leva a Paris, no final de Agosto, representantes do governo romeno para discutir a reintegração dos ciganos no seu país de origem
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QUASE DEZ MIL DEPORTADOS AO LONGO DE 2009
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Ante a polémica do repatriamento de ciganos, a Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) veio a público lembrar que em 2009 o governo de Nicolas Sarkozy expulsou quase dez mil ciganos, ou seja, cerca de 25 por dia. Para Malik Salemkour, encarregado de missão da FIDH, não há diferença entre a política francesa e a britânica, dinamarquesa ou belga, a não ser no facto de a França mostrar claramente "a sua faceta racista". Malik instou Sarkozy a reconhecer aos imigrantes romenos e búlgaros "os mesmos direitos que aos restantes". 
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  • Comentário feito por:Paulo Lopes
  • 21 Agosto 2010
la, aqui ou na china, sao, o que eu chamo, parasitas da sociedade...
  • Comentário feito por:JAIME JORGE PEREIRA
  • 21 Agosto 2010
EM PORTUGAL DEVIA SER O MESMO,PARA TODOS, MAS SÓ OS ILEGAIS E QUE OS FAÇAM DISTURBIOS EM PORTUGAL,PORQUE CADA UM TEM QUE RESPEITAR O PAÍS QUE VIVE, NÃO È DE SÓ DE ÉTENIA CIGANA É DE TODOS OS PAÍSES,OS ILEGAIS ETC...
  • Comentário feito por:Pedro
  • 21 Agosto 2010
Em Portugal devia-se adoptar esta medida em relãção aos ciganos. No ano passado duas ciganas romenas furtaram 200 euros à minha mãe no multibanco. Foram detidas e libertadas rapidamente. Nunca se recuperou o dinheiro.
  • Comentário feito por: Anónimo
  • 21 Agosto 2010
Na França faz-se Politica de verdade!! Os que querem trabalhar sejam bem vindos, caso contrario voltem pra suas terra.
  • Comentário feito por:Pedro P.
  • 21 Agosto 2010
Finalmente um pais com coragem para agir perante este tipo de situaçao...poucos sao os imigrantes que tem consciencia e respeito pelo pais que lhes acolhe e da-lhe melhores condicoes de vida...em roma se romano.
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Véspera da II Cimeira Europeia para a Inclusão do Povo Cigano

Amnistia Internacional alerta para marginalização dos ciganos em Portugal

07.04.2010 - 09:59 Por Lusa
Os ciganos em Portugal continuam a ser marginalizados nos serviços públicos e sem uma habitação condigna ou acesso a um emprego: participam pouco na identificação e resolução dos seus problemas perante uma sociedade que não lhes dá voz e os discrimina.
O problema da habitação é um dos mais recorrentes 
O problema da habitação é um dos mais recorrentes (José Caria/arquivo)



O alerta é deixado pela secção portuguesa da Amnistia Internacional no dia em que a organização não governamental de defesa dos direitos humanos apela à União Europeia e aos seus Estados-membros para que “tomem iniciativas concretas para acabar com o ciclo de discriminação, exclusão e pobreza da etnia cigana”.

O apelo surge na véspera da II Cimeira Europeia para a Inclusão do Povo Cigano, que se realiza na cidade espanhola de Córdova, e na sequência de um relatório da organização que denuncia os “desalojamentos forçados” e a “dificuldade de acesso à habitação” de ciganos na Bulgária, na Grécia, na Itália, na Roménia e na Sérvia.

A presidente da secção portuguesa da Amnistia Internacional, Lucília José Justino, apontou que a comunidade cigana em Portugal continua a ter dificuldades em aceder a serviços públicos, nomeadamente de saúde, a necessitar de uma habitação condigna e possui pouca escolaridade e escassas oportunidades de emprego.

“Dar-lhes voz e não decidir por eles”

Segundo Lucília José Justino, Portugal “não tem ainda abertura” para dar emprego a um cigano, que, por isso, “não tem interesse em estudar”. Para a responsável, se “há uma percepção negativa” em relação aos ciganos por parte da sociedade, que deve “dar-lhes voz e não decidir por eles”, a verdade é que são a comunidade com “menos participação activa na identificação e solução dos seus problemas”.

A dirigente lembra, a este propósito, que os ciganos, além de estigmatizados e discriminados, “têm medo de perder a sua cultura”, de se “abrir à diferença” e também discriminam: as mulheres e elementos de outras comunidades da mesma etnia. O desafio, defendeu, está em promover a sua “inclusão social” com o “empenhamento” da comunidade cigana e da sociedade porque ambos “têm direitos e responsabilidades”.

A secção portuguesa da Amnistia Internacional estima que existam no país 30 a 50 mil ciganos. Há cerca de um mês, o comissário dos Direitos Humanos do Conselho da Europa, Thomas Hammarberg, alertara o Governo português para as condições de alojamento “deploráveis” dos ciganos, reclamando medidas e realçando com “preocupação” a discriminação de que são alvos.
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sexta-feira, agosto 20, 2010

Expulsão de ciganos gera fortes críticas a governo francês

Mundo

Vermelho - 19 de Agosto de 2010 - 18h03

A França iniciou nesta quinta-feira a expulsão de ciganos, aplicando as repressivas medidas de segurança adotadas pela administração de Nicolas Sarkozy, gerando fortes críticas contra a medida.

Um primeiro avião, com 60 pessoas sem documentos, decolou na manhã de hoje do aeroporto de Lyon com destino à Romênia.

Até o fim de setembro deverão ser deportados dois ciganos e em seguida mais algumas centenas, até cumprir a cota de 700 deportados.

Paris insiste em dizer que se trata de "deportações voluntárias", mas as críticas se multiplicam ante a ofensiva lançada pelas autoridades contra a etnia, cujos acampamentos são desmantelados por todo o país.

Diante da situação, o ministro romeno de Relações Exteriores, Teodor Baconschi, teme reações xenófobas em várias nações europeias.

Depois de tomar conhecimento do início das deportações, Baconschi disse à Radio France Internationale (RFI) que se preocupa com os riscos de reações hostis e o extravasar de atitudes populistas, em um contexto de crise econômica.

"Se trocarmos acusações ou criminalizarmos coletivamente grupos étnicos, no lugar de encontrar soluções, geramos tensões", agregou o diplomata.

A França prevê levar a cabo a maior deportação oficial na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o que poderá afetar milhares de pessoas, segundo destacou o jornal búlgaro Sega.

A expulsão em massa de ciganos em situação irregular para a Romênia e para a Bulgária é parte do que o governo francês denominou "regresso voluntário" a seus países de origem, uma decisão que torna ainda mais aguda a política de segurança do governo de Paris.

Para Ilona Tomova, especialista em temas étnicos na Europa Central e Oriental da Academia de Ciências búlgara, entristece ver que a França, "símbolo da democracia", dá uma mão àqueles que desonram os zíngaros, como também são conhecidos os ciganos.

O Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial da ONU juntou-se à onda de denúncias contra a França pela vinculação da imigração com a insegurança em seu país.

A partir de Bruxelas, a Comissão Europeia afirmou ontem que segue com atenção a polêmica "repatriação" de ciganos romenos e búlgaros, e instou ao governo francês que respeite as regras sobre proteção de cidadãos europeus.

Fonte: Prensa Latina

sexta-feira, outubro 09, 2009

WSWS - New Today -- 9 October 2009

World Socialist Web Site

New Today -- 9 October 2009

Perspective

The socialist answer to unemployment and poverty

Wednesday's lineup of tens of thousands of people seeking housing assistance in Detroit is one of those events that suddenly reveals the social reality in America that is ignored and concealed by the media and the political establishment.

News & Analysis

White House-backed plan to slash health care costs advances in Senate

President Obama's push for a cost-cutting overhaul of the US health care system that will slash benefits for millions of workers and retirees moved forward Wednesday, with the release of a report from the Congressional Budget Office on legislation drafted by the Senate Finance Committee.

UN agency bombed in Pakistan

GM to cut 10,500 more jobs by year's end

France: New Anti-Capitalist Party prepares "unitary" coalition with state parties

Prosecuted for saving the lives of refugees
The case of Cap Anamur president Elias Bierdel and his crew

US: Pennsylvania enters fourth month without a budget

Socialist Equality Party

Sri Lanka: Vote SEP in the Southern Provincial Council election

Arts Review

The sordid coalition pursuing filmmaker Roman Polanski

Workers Struggles

Leeds refuse workers vote to continue strike
SEP (Britain) warns against sellout by union leadership

Britain: Postal workers vote for national strike

Workers Struggles: Europe & Africa

Read more at wsws.org




segunda-feira, junho 08, 2009

Direita vence nos quatro 'grandes' da Europa

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Nas eleições europeias, disputadas neste último domingo (7) a direita ficou à frente, enquanto os partidos filiados ao Partido Socialista Europeu sofreram uma séria derrota, nos quatro maiores países da UE: Alemanha, Reino Unido, França e Itália.


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As maiores derrotas foram sofridas pelos trabalhistas ingleses, que passaram a terceiro partido, e os socialistas franceses, que perderam mais de metade dos seus eurodeputados.

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Na Alemanha, a CDU-CSU (direita democrata cristã) da chanceler Angela Merkel perdeu 7 deputados e 6,6%, mas foi a força política mais votada, com 42 eleitos. O SPD (sociais-democratas) obteve 20,8%, menos 0,7% que em 2004, mantendo 23 eleitos. Os liberais ganharam 5 deputados, passando de 7 para 12, enquanto os Verdes elegeram 14 deputados (mais um que em 2004) e o Partido da Esquerda (Die Linke) elegeu 8 deputados, mais um que em 2004 e subindo 1,4 pontos percentuais.

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Veja abaixo o quadro de eleitos nos quatro países:

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Alemanha 2009 2004
Partidos: % Eleitos % Eleitos
CDU-CSU (democracia cristã) 37,9 42 44,5 49
SPD (social-democratas) 20,8 23 21,5 23
FDP (liberais) 11 12 6,1 7
Grune (Verdes) 12,1 14 11,9 13
Die Linke (A Esquerda) 7,5 8 6,1 7
Total 89,3 99 90,1 99

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Na França, o partido do presidente Sarkozy, a UMP, foi o mais votado, saindo reforçado em número de votos e mandatos. O Partido Socialista Francês baixou de 28,9% para 16,8% e perdeu 17 mandatos, elegendo 14 deputados. A grande subida foi da formação Europe Ecologie, encabeçada por Daniel Cohen-Bendit, que obteve 16,2% e elegeu 14 deputados, mais do dobro do que os Verdes tinham obtido em 2004. A Front de Gauche teve 6,3% e elegeu quatro deputados, mais um que o PCF obtivera em 2004, apesar de a percentagem ser mais baixa. O NPA obteve 4,8%, mas não elegeu nenhum deputado.

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Resultados eleitorais em França:

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França 2009 2004
Partidos: % Eleitos % Eleitos
UMP (Union pour um Mouvement Populaire) 28 30 16,64 17
UDF

11,96 11
PS 16,8 14 28,9 31
Europe Ecologie (Verdes) 16,2 14 7,69 6
MoDem (Mouvement Démocrate) 8,5 6

Front National 6,5 3 9,81 7
Front de Gauche 6,3 4 6,6 3
NPA - Nouveau Parti Anticapitaliste 4,8 0

Libertas (MPF-CPNT) 4,8 1 8,84 3

91,9 72 90,44 78

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Na Inglaterra os trabalhistas sofreram uma profunda derrota, perdendo 6 deputados, passando de 22,6% para 15,3%. Com esta queda do partido de Blair e Gordon Brown, o segundo lugar, atrás dos conservadores, foi ocupado pelo UKIP, um partido conservador, que defende a saída da União Europeia. O BNP (Partido Nacionalista Britânico) de extrema direita, elegeu dois deputados, pela primeira vez.

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Resultados eleitorais:

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Reino Unido



Grã-Bretanha 2009
2004

% Eleitos % Eleitos
Conservadores 27 25 26,7 27
Trabalhistas 15,31 13 22,6 19
UKIP 16,09 13 16,1 12
LD 13,36 11 14,9 12
Green Party 8,38 2 6,2 2
BNP 6,04 2

SNP Scottish National Party 2,05 2 1,4 2
PC : Plaid Cymru 0,78 1 1 1


69
75
Irlanda do Norte



DUP 0,46 1 32 1
SF 0,65 1 26,3 1
UUP 0,43 1 16,6 1


3
3


72
78

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Na Itália o partido de Berlusconi e Fini (PdL) foi o mais votado, subindo em relação a 2004, tal como a Liga do Norte, o outro partido de extrema direita, aliado de Berlusconi.

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O Partido Democrático perdeu 3 deputados em relação ao que tinha obtido a Oliveira, uma aliança de centro. À esquerda, todas as formações deixaram de ter deputados, Verdes, Refundação e Comunistas de Itália baixaram significativamente e não elegeram nenhum deputado.

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O partido do juiz Di Pietro, Itália dos Valores, foi o grande ganhador, passando de 2 para 8 deputados.

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Resultados Eleitorais:

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Itália 2009
2004 2004
Partidos % Eleitos Partidos % Eleitos
PdL 34,7 29 FI+AN+AS-LM 33,7 26
PD 26,3 22 Ulivo 31 25
LN 9,5 8 LN 5 4
IDV lista Di Pietro 8 7 IDV 2,1 2
UDC 6,6 6 UDC 5,9 5
PRC-PdCI-S2_CU 3,3
PRC+PdCI 8,5 7
Sinistra e libertá 3,2 0 Verdi 2,5 2
Lista Bonino 2,7 0
2,3 2
SUPE


2,1 2
AP-UDEUR


1,3 1
MSFT


0,7 1
L'Autonomia 2,1 0 Pensionati+... 1,1 1

94,3 72
95,1 7

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in Vermelho - 8 DE JUNHO DE 2009 - 18h37
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