A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Cartas de Longe à companheira Dilma - Eron Bezerra *

Colunas

\Vermelho - 22 de Fevereiro de 2011 - 0h01 
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Quando a primeira etapa da revolução soviética eclodiu, em março de 1917, Lênin estava exilado na Suíça. Como naquela época não havia essa maravilha da internet, ele só podia opinar sobre o mais notável acontecimento do século XX por cartas, as quais se tornaram famosas, após publicação, com o título de “cartas de longe” ou “cartas de um ausente”.

Nessas famosas cartas Lênin analisava os acontecimentos, emitia sua opinião, fazia recomendações aos camaradas e travava o bom combate ideológico - uma de suas características mais notáveis – alertando que os aliados do proletariado russo eram os proletários de todos os demais países e não os sociais-chauvinistas, como Plekhánov, Gvózdev e Potréssov que haviam se bandeado para o lado da burguesia.

Não estou exilado. Apenas estou na Amazônia, esse mundo à parte, e não tenho a pretensão de dar conselhos à presidenta Dilma. Minha pretensão é tão somente dizer que ela pode e deve avançar mais em relação à superação desse enorme fosso social que a direita brasileira criou em nosso país. E o tratamento dispensado ao salário mínimo, que novamente será votado no Senado da República, é simbólico.

Não se impressione minha cara presidenta com a facilidade com que a proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados. A tendência natural é senhora ter menos trabalho do que teve o nosso companheiro Lula. Afinal, a esquerda finalmente vai entendendo que quem ganha governa e quem perde faz oposição, a qual hoje, no Brasil e em boa parte do mundo, é exercida por uma direita desqualificada sob qualquer aspecto, o que lhe retira condições de fazer de fato oposição. Faz demagogia.

No primeiro momento do governo Lula reinou a confusão no seio do movimento social e das forças de esquerda, tal qual ocorreu com o proletariado russo na revolução soviética, os quais se deixaram impressionar pela demagogia dos sociais-chauvinistas.

No caso brasileiro o movimento social e a esquerda foi aos poucos se dando conta que a sua defensiva decorria da falsa percepção coletiva de que governo é “direita” e oposição é “esquerda”. Percepção, aliás, construída por uma prática de 500 anos de governos de direita e de 500 anos de resistência oposicionistas da esquerda.

Mas governo ou oposição é apenas e tão somente um posicionamento político, enquanto esquerda e direita é a expressão de uma prática ideológica. Hoje, portanto, a esquerda é governo e, felizmente, a direita lhe faz oposição. O que é natural.

Assim, apenas alguns poucos incautos e os vigaristas de sempre que se aglutinam em torno da esquerda por conveniência, lhe negaram o voto. Os demais, mesmo condenando e demonstrando a viabilidade de um aumento maior do salário mínimo, votaram com a política de valorização e recuperação do valor real do salário mínimo. Não se prestaram à demagogia e jamais se aliariam com a direita. Deram-lhe um voto de confiança, mas não estão satisfeitos porque sabem que as contas públicas jamais seriam comprometidas com uma sinalização mais generosa e justa de sua parte.

A sua base política, portanto, é ideologicamente mais sólida e naturalmente mais madura do que a de seu antecessor. Aproveite para consolidar os avanços sociais que esse país tanto reclama. Não permita que a direita faça demagogia e iluda algumas parcelas sociais desarmadas. Avance, ouse muito mais, ouça menos os “guarda livros” e mais a sua própria história.

Os 47 milhões de brasileiros que de uma forma ou de outra tem seus vencimentos indexados ao mínimo agradecerão penhoradamente. A diferença eventual de 15 reais custará aos cofres públicos 705 milhões de reais por mês.

É muito? É bem menor do que os 3 bilhões de reais que serão gastos a mais com a dívida pública em decorrência da elevação de 0,5% da taxa de juros, apenas da parcela da dívida indexada a selic.

5 comentários
* Engenheiro Agrônomo, Professor da UFAM, Deputado Estadual, Membro do CC do PCdoB, Secretário Nacional da Questão Amazônica e Indígena.
* Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.
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  • Eron

    22/02/2011 23h17 Tento de varias formas conjugar um pensamento a respeito. Mas agora lendo o seu artigo consegui colocar minhas ideas em ordem. Mto bem!!!! Abraço
    Valeska grazziotin
    Curitiba - PR
  • Na linha!

    22/02/2011 16h22 Gostei muito do texto, camarada. Em poucas palavras, tudo o que precisava ser dito!
    Rita
    Brasília - DF
  • Eron é um grande pensador

    22/02/2011 15h47 Camara vc sempre nos privilegiando com seus bons posicionamentos e criticas bem fundamentadas e construtivas. Parabéns.
    Sandreia Costa
    Manaus - AM
  • Até que vc...

    22/02/2011 15h41 Camarada Eron, sempre vinha na minha cabeça de quem sua figura me fazia recordar. Agora você matou a charada camarada Lênin. Bricaneiras a parte torço para esta nobre mensagem tome conta das idéias e da atitude de nossa presidenta, pois pessoalmente acredito que teremos que ir além da luta idelógica para acumularmos força mais rapidamente e podermos de fato fazermos o Brasil avançar.
    christian Barnadd
    Manaus - PB
  • Certeiro

    22/02/2011 13h38
    Parabéns mais uma vez camarada Erón. Foi certeiro na análise e na critica.
    Marcelo Buraco
    Santo André - SP
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quarta-feira, fevereiro 16, 2011

O que é isso companheira Dilma?- Eron Bezerra *

Colunas

Vermelho - 15 de Fevereiro de 2011 - 0h01 
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A frase inicial não é boa. Relembra uma famosa frase dita e depois não honrada na melhor tradição da longa e histórica luta de toda uma geração de lutadores da causa das liberdades democráticas e do socialismo.
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Mas a simbologia está presente: retrata o espanto – em certa medida a frustração – diante do ato inesperado de um aliado, no caso aliada, com o aumento da taxa de juros e a resistência em conceder um aumento maior ao salário mínimo.

O aumento da taxa Selic em 0,5% beneficia diretamente os que especulam no mercado financeiro. Hoje uma razoável parcela de pequenos e médios poupadores também especula, mas os grandes beneficiados com essa ciranda financeira são, inquestionavelmente, grandes especuladores e os banqueiros de maneira geral.

Por outro lado, a negativa de um aumento maior para o salário mínimo prejudica milhões de pessoas cujos vencimentos são indexados ao “mínimo” e retarda a política de recuperação do poder de compra do salário mínimo.

O argumento de que se faz necessário elevar a taxa de juros para conter a escalada da inflação padece de sustentação lógica e teórica. Não funciona e só amplia ainda mais a dívida pública que por sua vez passa a exigir cada vez mais uma enorme carga de empréstimos para novamente financiá-la, estabelecendo um macabro ciclo vicioso que só tende a ampliar-se.

O exemplo maior do fracasso dessa política está nos números oficiais do próprio governo. Em 1994, 1º ano de FHC, a dívida representava 30% do PIB. Elevou a taxa de juro e quando saiu em 2002 a dívida representava 55,50% do PIB, com uma taxa de juros na casa dos 25%.

Lula reduziu os juros, criou uma política de recuperação do valor do salário mínimo e quando deixou o governo em 2010 essa relação dívida/PIB havia caído para algo como 42%. Um avanço, sem dúvidas, mas aquém do necessário.

Se essa tendência modesta for abandonada será a tragédia. É preciso conter a sanha dos “guardas livros”, como ironicamente o velho Brizola batizava essa legião de burocratas que tenta reduzir a administração pública a um escritório de contabilidade.

Segundo relatório do Banco Central (BC), a dívida pública brasileira fechou o ano de 2010 no patamar de 1.694.000.000.000 (um trilhão, seiscentos e noventa e quatro bilhões de reais), registrando um aumento de 197 bilhões (13,5%) em relação a 2009. A projeção para 2011 é da ordem de 1,9 trilhões de reais, sendo que em torno de 28 a 33% estarão indexados a taxa selic.

Se trabalharmos com uma indexação modesta (30%) chegaremos a 579 bilhões e concluiremos que o aumento de 0,5% representa um desembolso de 2,9 bilhões de reais dos cofres públicos, ou seja, valor suficiente para pagar salário mínimo por 13 meses a 409 mil pessoas.

Ademais, quando se aumenta o salário mínimo, aumenta-se a economia e por conseqüência a arrecadação de impostos, na medida em que as famílias de baixa renda praticamente consomem todo o seu vencimento no consumo de bens essenciais.

Com maior arrecadação o governo pode, inclusive, reduzir a carga tributária e a própria taxa de juros, o que acarreta em mais investimento da iniciativa privada e, por derivada, mais empregos, mais atividade econômica, mais arrecadação e, conseqüentemente, mais investimento público.

O aumento da taxa de juros representa um ciclo inverso, onde tudo se reduz e o governo é obrigado a tomar novos empréstimos para seguir rolando a sua dívida pública que, ao que tudo indica deve ultrapassar a casa dos 2 trilhões em breve.

Se é assim tão fácil, a pergunta de por que não se faz é inevitável.

Aqui entra a questão de classe e o papel do estado, cuja essência é a de defesa dos interesses da classe dominante, como Marx demonstrou, e não a de conciliação dos distintos interesses de classe como preconizava Montesquieu.
8 comentários
* Engenheiro Agrônomo, Professor da UFAM, Deputado Estadual, Membro do CC do PCdoB, Secretário Nacional da Questão Amazônica e Indígena.
* Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.
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  • priscila e inflacao

    15/02/2011 21h57 priscila, a chamada inflacao por demanda ocorre exatamenten quando a producao se retrai, o que ocorre, dentre outros aspectos, pela elevacao da taxa de juros que encarece a "mercadoria" dinheiro. Se os salarios se elevam e a producao tambem nao ha como o industrial e o comercio especularem; mas se nao há produtos aí sim a inflacao dispara. de qualquer forma, obrigado pelas criticas. eron
    eron bezerra
    manaus - AM
  • afff

    15/02/2011 19h41 lutemos, então, por um mínimo de R$10mil, R$15mil... que tal? se um deputado pode, a população toda pode!!! e vamo que vamo! o/... juro que não leio mais os comentários daqui... pior que reaça é a esquerda irresponsável.
    priscila
    são paulo - SP
  • gostei...Marcelo Buraco...

    15/02/2011 19h37 E parabenizo o MESTRE ERON, cabra bom. comedor de jaraqui do amazonas,alás...jaraqui é a bandeira do amazonas. muito boa a reportagem, ah..quando vc vem de novo a rondonia, fazer outra palestra. os VERMELHOS RONDONIENSE, entenderam o recado. obgdo camarada. ah..Marcelo, concordo com vc. a Priscila, ainda ta naquela velha musica...e assim se passaram 10 anos...concordas? vamos sim todos a rua por 580. os deputados...aumentaram, será que não sobrou nada pros trabalhadores? kkkkkkkkkkkk me faz rir...sabias? kkkkkkkkkkkk
    ZÉ DO FACÃO
    PORTO VELHO - RO
  • caraca

    15/02/2011 19h19 marcelo buraco, não critique quem não conhece! não tenho nada dessas coisas que vc citou, nada disso tem valor pra mim. se fosse tal burguesinha, nem estaria lendo o vermelho!!!!!!! e ainda acho que aumento do mínimo (que é um INDEXADOR, não só uma renda), impulsionaria sim a inflação... como disse anteriormente, não sei se vc entendeu, não acho R$580 um salário mínimo digno, longe disso! porém, a equipe do governo precisa ter prudência e saber conciliar as necessidades do povo e as capacidades do governo, é preciso agir com responsabilidade! lembrem-se que às vezes é preciso recuar para seguir em frente.
    priscila
    são paulo - SP
  • Começou como Lula...mas

    15/02/2011 16h41 O texto do camarada Amazonense esta traduzindo este inicio de governo Dilma corretamente, que na minha opinião significa o seguinte: Enquanto a política econômica deste novo governo for baseada no superávit primário, câmbio flutuante e juros altos, nosso país não vai conseguir um desenvolvimento sustentável e as crises socioeconômicas vão continuar assombrando os lares dos trabalhadores brasileiros, mas a esquerda consequente deve dar um crédito até o momento que perceber que internamente na base, a disputa pela hegemonia das idéias avançadas e progressistas foram derrotadas e as reformas foram deixadas de lado. A partir daí o rompimento será inevitável, até porque a corda no pescoço do povo está esticada a muito tempo, há que pensar na grande politica e ter responsabilidade acima de tudo,mas..... abs
    Flávio Maia
    caxias do sul - RS
  • Discurso do "tenho medo" para deixar tudo como esta, ou pior

    15/02/2011 16h23 Infelizmente alguns setores, que se reivindicam de esquerda, ou ao menos se reivindicavam, dentro e fora do Governo, repetem o discurso PIGneano da Regina Duarte, que tentou criar um clima de terror caso Lula fosse eleito em 2002,buscando convencer a população que a econômia do país se desmantelaria, o que não colou. Agora estes mesmos profetas do apocalipse afirmam que o aumento do salário mínimo além dos 545 reais e a redução dos juros levariam à disparada da inflação. Primeiro não sou economista, mas: 1)Se a tese de que o aumento do salário mínimo dispara a inflação, tese tão defendida pelos militares, FHC e cia, os dois mandatos de Lula, com a sua política de valorização do salário mínimo sempre acima da inflação, jogaram na lata de lixo da história esta malfadada tese; CONTINUA
    Arnaldo de Salvo Jr
    Santo André - SP
  • Parabéns Eron, vamos avançar essa luta.

    15/02/2011 16h16 Acho que deveríamos (CTB e demais Centrais) chamar um dia nacional de paralisação. Não elegemos este Governo pra ficar no saudosismo da época de combates contra a ditadura militar. Temos que ser combativos é todo dia, essa é nossa opção, lutar pela classe trabalhadora. E pra leitora Priscila que fez o comentário logo abaixo: Priscila com R$ 580,00 o trabalhador (a) vai compra mais bens "essenciais" de consumo. Leia-se: pão, ovos, leite, arroz, feijão, farinha, carnes, vestuário, higiene. Minha cara coleguinha, vc pelo jeito é de família de classe média que pensa que bens de consumo só se baseia no seu novo celular, sua net 3G, seu notebook, seu tênis importado, seu relógio gringo, seu óculos de sol europeu, seu perfume francês e por aí vai. Aliás, a classe média gera muita riqueza pros países ricos, e coloca a balança comercial a favor dos gringos, mas ficam preocupados em aumentar o salário de sua empregada doméstica, seu jardineiro, motorista, sua cabelereira, sua manicure, etc.
    Marcelo Buraco
    Santo André - SP
  • inflação

    15/02/2011 15h29
    eu não entendo nada de economia, mas o texto parece não se sustentar... enquanto defende a redução das taxas de juros, dizendo "elevar a taxa de juros para conter a escalada da inflação padece de sustentação lógica e teórica", diz "famílias de baixa renda praticamente consomem todo o seu vencimento no consumo de bens essenciais"... claro que, com taxas de juros menores (crédito facilitado) e mais dinheiro nas mãos da população AO MESMO TEMPO, aconteceria um aumento do consumo, pressionando a indústria, gerando a famigerada inflação, que, convenhamos, seria um tiro no pé de qualquer governante. aumentar o mínimo para um valor digno é necessário, reduzir os juros é necessário... porém, é uma tarefa de longo prazo, para que o aumento da renda não provoque aumento do custo de vida pela alta dos preços. a presidenta Dilma e sua equipe têm uma grande tarefa pela frente... é preciso cautela para não termos uma decaída à época de FHC e nem ter atitudes disparatadas.
    priscila
    são paulo - SP
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domingo, janeiro 02, 2011

PCP - 2011 – A LUTA É O CAMINHO



«Para o ano que ora chega, o Governo promete mais do mesmo – para pior»

Dois traços essenciais marcaram, de forma impressiva, o ano de 2010:
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o agravamento da situação económica e social, com consequências dramáticas para os trabalhadores, o povo e o País; e a resposta dos trabalhadores e do povo, através da luta, à política responsável por esse agravamento – a política de direita, política de classe ao serviço dos interesses do grande capital, que há longos 34 anos tem vindo a ser aplicada pelo PS e o PSD, quando necessário acolitados pelo CDS/PP.
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Desemprego, precariedade, salários em atraso, exploração desenfreada, destruição de serviços públicos, pobreza, miséria, fome: eis a primeira face da moeda dos efeitos da aplicação dessa política no ano que ora finda – na outra face, estão os lucros sempre a crescer dos grandes grupos económicos e financeiros, que o Governo trata como os lacaios tratam os donos.
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E para o ano que ora chega, o Governo PS/José Sócrates promete mais do mesmo – para pior. A começar já em Janeiro – em consequência dos PEC e do Orçamento do Estado gerados pela cooperação estratégica PS/PSD/Presidente da República - com os cortes nos salários, o congelamento das pensões e reformas, os cortes nos abonos de família; com o aumento do IVA sobre todos os bens e serviços; com os aumentos da electricidade, do gás, dos combustíveis, dos transportes, do pão – e mais desemprego, e mais famílias lançadas na insegurança e no desespero, e mais pobreza, e mais miséria, e mais fome.
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Ou seja: o ano de 2010 foi um ano de extremas dificuldades para a imensa maioria dos portugueses, confrontados com o maior e mais brutal ataque, desde o 25 de Abril, aos seus direitos e às suas condições de vida – mas foi um ano extremamente proveitoso para a imensa minoria que vive à custa de quem trabalha e vive do seu trabalho; o ano de 2011 será ainda pior para essa imensa maioria – e será ainda melhor, será um ano em cheio, para essa imensa minoria.

Não foi esta, contudo, a realidade que esteve presente na chamada mensagem de Natal do primeiro-ministro. Bem pelo contrário, nada disto constou da dita mensagem: palavras como desemprego, pobreza, miséria, foram arredadas do discurso natalício de José Sócrates, preocupado, isso sim, em alijar as responsabilidades que tem na situação que se vive; em justificar a sua política na base de argumentos falaciosos; em afirmar a continuidade dessa mesma política como uma «inevitabilidade»; em garantir a continuação da «austeridade» - esquecendo-se, no entanto, de dizer que essas «inevitabilidades» e essa «austeridade» vão recair sobre os trabalhadores e o povo, em benefício do grande capital.
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E ao proclamar como exemplo maior das suas preocupações sociais os acordos do Governo com as misericórdias, mutualidades e outras instituições assistencialistas, o primeiro-ministro deixou bem claro, por um lado, a sua visão de justiça social, por outro lado, os seus reais objectivos para 2011…
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E é nessa mesma perspectiva que justifica os passos seguintes, mais gravosos ainda, contidos nas «50 medidas» que constituem autênticos atentados terroristas aos direitos dos trabalhadores portugueses.
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Com uma hipocrisia e uma desfaçatez inauditas, o primeiro-ministro disse, a dada altura: «nos últimos dias, negociámos com os parceiros sociais os termos do aumento do salário mínimo nacional para os 500 euros no próximo ano»...
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Assim falando, omitia descaradamente que tal «negociação» com tais «parceiros sociais» não foi mais do que a concretização de um roubo – mais um – aos trabalhadores. Como é sabido, o que foi acordado na concertação social, e confirmado pela Assembleia da República, foi que o aumento para 500 euros entraria em vigor a 1 de Janeiro próximo –  mesmo assim, um aumento miserável, que se traduzia em cerca de 80 cêntimos por dia. Pois bem, o que Sócrates anunciou, na sequência do negócio feito entre o Governo, as predadoras associações patronais e os amarelos da UGT, foi que esse aumento, para já, era apenas de 10 euros, cerca de 33 cêntimos/dia. O «espírito de Natal» do primeiro-ministro não dá para mais...

Face a esta situação, a luta de massas apresenta-se como elemento determinante para a construção do necessário e indispensável novo rumo para Portugal.
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Com efeito, é a luta de massas – ela e só ela – que porá termo a esta política de desgraça nacional e conquistará a alternativa política e a política alternativa necessárias.
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O ano de 2010 foi um ano de muitas pequenas, médias e grandes lutas, envolvendo a grande massa dos trabalhadores portugueses, de praticamente todos os sectores de actividade, no público e no privado – lutas que tiveram a sua expressão maior na histórica Greve Geral de 24 de Novembro a qual, envolvendo mais de três milhões de trabalhadores, foi bem reveladora quer da força dos trabalhadores organizados na sua central de classe – a CGTP-IN – quer das potencialidades de luta existentes.
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O ano de 2011 será o ano da continuação, intensificação e alargamento da luta de massas, confirmando-a como caminho certo para dar a volta a isto.
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E é neste quadro de lutas concretizadas e de lutas a concretizar que se insere a candidatura presidencial do camarada Francisco Lopes, ela própria uma vertente da luta de massas – a única, entre todas as candidaturas, nascida da luta e integrando-a; a única que, profundamente identificada com os interesses, anseios e objectivos dos trabalhadores e do povo, se bate pela ruptura e pela mudança; a única que, inspirada nos valores de Abril, transporta consigo, como referência básica, a defesa da independência e da soberania nacionais.
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Avante 2010.12.30
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terça-feira, dezembro 28, 2010

O NATAL DA POLÍTICA DE DIREITA


Editorial

«A pobreza e a fome constituem a realidade maior deste Natal»

O Natal está aí.
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É o 34.º Natal da era da política de direita – dessa praga devastadora que caiu sobre os trabalhadores, o povo e o País, lançada pelos partidos que têm sido os seus únicos executores: o PS e o PSD, sozinhos ou de braço dado e cada um atrelando a si o CDS/PP, quando as circunstâncias a isso obrigam.
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Este é o pior de todos esses natais. Pior para a imensa maioria dos portugueses, entenda-se – porque para a imensa minoria, para os grandes grupos económicos e financeiros, é um Natal em cheio, dos melhores, até.
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A pobreza e a fome constituem a realidade maior deste Natal do nosso descontentamento: o número de pobres é maior; aumentou o número dos que passam fome; são mais os que vão matando alguma fome com as esmolas e os restos de comida.
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Com isto não se desmerece quem dá – muitas vezes tirando-se a si próprio -e muito menos quem recebe, sabendo-se que, para uma pessoa com fome, qualquer ajuda é bem vinda, mesmo que ela provenha, como às vezes acontece, de quem tem pesadas responsabilidades na situação criada. 
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Mas, se a maior aspiração de um pobre é, certamente, deixar de o ser, a questão essencial que se coloca é a da erradicação da pobreza e da fome. E isso é óbvio que não se resolve com a caridade ou o assistencialismo - como o comprova o facto de «ter pena dos pobres» ser um sentimento com milhares de anos de existência… - mas através de uma política de carácter social, preocupada com o emprego, com a valorização dos salários e pensões, com a justiça social, com todo o vasto conjunto de medidas sustentadas no respeito pelos direitos a que qualquer ser humano, pelo simples facto de existir, tem direito.
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Uma política de sentido oposto à política de direita geradora deste Natal de pobreza, de miséria, de fome.

Foi este cenário de pobreza o escolhido pelo primeiro-ministro e pelo Presidente da República para se travarem de razões na quadra natalícia.
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Não porque qualquer deles se proponha – e o outro se oponha – a defender e levar por diante as medidas de combate, de facto, à pobreza. Bem pelo contrário: ambos convergiram na «inevitabilidade» da aplicação das medidas que conduziram a esta situação, designadamente os sucessivos PEC’s e o OE; e ambos convergem na «inevitabilidade» de dar continuidade, com futuros PEC’s, ao afundamento das condições de trabalho e de vida dos portugueses e às consequências que daí resultarão: o agravamento da já gravíssima situação social, com ainda mais desemprego, com ainda piores salários, com ainda mais pobreza, mais miséria, mais fome – e, obviamente, com mais lucros para os grandes grupos económicos e financeiros.
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As razões da polémica são outras e podem resumir-se assim:
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Há uma semana, Cavaco Silva proclamou que o País devia «sentir-se envergonhado por existirem portugueses com fome»...
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Dias depois, José Sócrates criticou os que utilizam a pobreza «de forma descarada para retirar dividendos políticos»…
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A resposta de Cavaco Silva não se fez esperar. O PR – e de novo candidato a PR - foi ter com a pobreza: acompanhado pelos inevitáveis média dominantes assistiu ao casamento de dois sem-abrigo – e, no decorrer da cerimónia, depois de declarar solenemente que a sua preocupação com a pobreza não é de agora, antes o acompanha desde o início do seu actual mandato, procedeu à enunciação exaustiva de exemplos do que acabava de dizer: logo no primeiro discurso falou da pobreza; depois lançou um tal de roteiro; e todos os natais visitou instituições que combatem a pobreza – e ali estava, precisamente num jantar dos sem-abrigo, promovido pela Cruz Vermelha Portuguesa.
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Os resultados deste intrépido combate à pobreza estão à vista…
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Um dia destes, Sócrates replicará no mesmo tom e no mesmo jeito – e assim vão, ambos, sacudindo a água do capote no que respeita às responsabilidades reais que têm no aumento da pobreza: Cavaco, com mais de dez anos de primeiro-ministro e cinco de PR, como incisivamente acentuou Francisco Lopes no debate de terça-feira; Sócrates, com já lá vão cinco de suplício.

Entretanto, enquanto se digladiam fingindo extremas preocupações com a pobreza e a fome, os dois sabem ter assegurado que, a partir do início do novo ano – quando, aos cortes nos salários, nos abonos de família e noutros apoios sociais e ao congelamento das pensões, se juntarem os já anunciados aumentos dos géneros e dos transportes - tudo vai piorar drasticamente. Excepto, obviamente, os lucros dos mesmos de sempre, que vão melhorar substancialmente.
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E asseguraram igualmente, para depois disso, um novo e brutal assalto aos interesses dos mesmos de sempre – os trabalhadores e o povo - de que são exemplo as 50 medidas que o primeiro-ministro se prepara para ir mostrar ao patrão europeu, que as aprovará com um aceno de cabeça. 
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Medidas todas elas direccionadas no mesmo sentido, uma vez mais incidindo cirurgicamente sobre os trabalhadores, os seus direitos e as suas estruturas representativas, e traduzidas em ataques à contratação colectiva, aos sindicatos e aos sindicalistas – para além da moderníssima descoberta do embaratecimento dos despedimentos.
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E é ainda em manifesta preocupação com a pobreza, a miséria e a fome por parte dos governantes que se ensaiam crescentes tentativas de, fugindo ao acordo firmado, não proceder ao aumento para 500 euros do salário mínimo nacional – um aumento que, contudo, corresponde a 82 cêntimos por dia…
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Tudo isto confirma a necessidade imperiosa e urgente da ruptura com esta política e de um novo rumo para Portugal, objectivo só possível de alcançar através da luta de massas, da sua intensificação e do seu alargamento - atraindo a ela todos os flagelados pela política de direita.
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Avante N.º 1934
23.Dezembro.2010
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segunda-feira, dezembro 27, 2010

Portugal - «Meio milhão só recebe até 475 euros por mês para viver»

Victor Nogueira O cúmulo da irracionalidade autofágica do capitalismo
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Revista de imprensa: 23 de Dezembro - Sol
sol.sapo.pt
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O aumento do Salário Mínimo Nacional para 500 euros em 2011, as sondagens e audiências relativas às eleições presidenciais são alguns dos temas em destaque hoje na imprensa.




Revista de imprensa: 23 de Dezembro
23 de Dezembro, 2010
O aumento do Salário Mínimo Nacional para 500 euros em 2011, as sondagens e audiências relativas às eleições presidenciais são alguns dos temas em destaque hoje na imprensa.
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«Meio milhão só recebe até 475 euros por mês para viver», escreve o Jornal de Notícias em manchete, adiantando que o Salário Mínimo Nacional sobe 10 euros em Janeiro e chegará aos 500 em Outubro.
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Segundo o jornal, a prestação seria de 545 euros se tivesse sido actualizada ao ritmo da inflação.
Também o Diário de Notícias destaca o tema, titulando «Ordenados de gestores valem 14 salários mínimos».
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O DN salienta que a decisão tomada na quarta-feira em reunião de concertação entre Governo e sindicatos determina que o salário mínimo sobe 10 euros em Janeiro, para 485 euros, e será actualizado em 2011. No entanto, refere o jornal, os patrões demarcam-se do acordo.
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«IRS tira 500 euros e reformados», noticia o Correio da Manhã, acrescentando que o corte nas deduções prejudica 200 mil pensionistas e que quem ganha 2143 euros brutos mensais perde 582 euros ao longo de 2011.
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O Público acrescenta que a inflação vai anular aumento do salário mínimo, já que o aumento combinado corresponde a actualização de 2,1 por cento e a taxa de inflação estimada para 2011 é de 2,2 por cento.
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A um mês das eleições presidenciais, o tema é destaque em vários jornais de hoje, com o semanário Expresso a fazer manchete com uma sondagem e a titular «Vantagem de Cavaco ameaça José Sócrates».
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De acordo com o jornal, a análise da Eurosondagem dá 60 por cento das intenções de voto para Cavaco Silva e 30 por cento para Manuel Alegre.
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O JN também fala das presidenciais na sua primeira página, adiantando que os candidatos gastam 5,6 milhões em campanha e que Cavaco reduziu gastos mas é o que tem orçamento mais generoso. 
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«Autarquias. Milhares de funcionários públicos sem apoio da ADSE», é o título principal do jornal i que adianta que cerca de 10 mil funcionários públicos que foram transferidos do ministério da Educação para 112 autarquias foram riscados da ADSE.
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Segundo o i, a Associação de Municípios diz que o ministério vai assumir encargos de 2010 mas no futuro ninguém sabe como vai ser.
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O Público faz manchete com «GNR promove 4050 guardas para fugir ao congelamento de carreiras» e diz que o processo acelerou quando foram conhecidas as orientações do Orçamento.
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«Governo mantém monopólio do jogo nas mãos da Santa Casa», escreve o Diário Económico em manchete, adiantando que a comissão encarregue de analisar o mercado dos jogos recomendou ao Governo que mantivesse as apostas online ilegais.
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O jornal destaca ainda que Ferreira de Oliveira perde apoio da Eni e dos angolanos na Galp Energia, o que leva a que a recondução do presidente executivo da Galp seja cada vez mais improvável.
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No Jornal de Negócios, o título principal diz que a Federação Portuguesa de Futebol foi «penhorada em cinco milhões de euros» e que três patrocinadores da selecção já foram notificados da penhora. 
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Nos desportivos, o destaque é dado às compras e vendas dos clubes com A Bola a escrever «Eles podem sair já» porque «David Luís e Liedson são muito cobiçados» e o Record a escrever «Martins pode sair em Janeiro», já que não é considerado imprescindível na Luz.
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O Jogo titula «Couceiro para recuperar Izmalov».
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Lusa/ SOL
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sábado, outubro 02, 2010

Sócrates rejeita cortes salariais no privado e Cavaco quer um Governo da "União Nacional"

António Cotrim/EPA
Primeiro-ministro deu a entender que o salário mínimo corre o risco de não subir para os 500 euros em 2011

Entrevista à TVI
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Sócrates rejeita cortes salariais no privado

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“O Estado não manda nisso”. É desta forma que Sócrates responde ao repto dos patrões para que se cortassem salários no sector privado, à semelhança do que foi anunciado para a Função Pública.
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  • 21h52 - Correio da Manhã 2010 10 02
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    Por:Pedro H. Gonçalves
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    “O Governo nada tem a ver com os salários no privado, isso é entre os empresários”, afirmou este sábado à noite  José Sócrates, em entrevista à TVI. O chefe de Governo rejeita assim este apelo do patronato mas deu a entender que o salário mínimo corre o risco de não subir para os 500 euros em 2011 como acordado em Concertação Social. 
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    “O que vamos fazer é uma negociação”, explicou, reiterando que nessa discussão “não deixaremos de ter em conta a situação internacional e do País”, apelando a patrões e sindicatos para que sejam “razoáveis”. A ministra do Trabalho, Helena André afirmou esta semana que o Governo ia cumprir o acordado de subir em 25 euros o salário mínimo mas pouco depois o ministro das Finanças disse em Bruxelas que “não havia margem” para que isso acontecesse. 
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    O primeiro-ministro garantiu ainda que a integração do fundo de pensões da PT, no valor de 2,6 mil milhões de euros, não vai custar um cêntimo aos contribuintes. Sócrates defende que “os fundos estão provisionados” e que as reformas da operadora de telecomunicações não serão pagas com dinheiro dos portugueses. Esta afirmação surge depois de várias críticas de que seriam os contribuintes, no futuro, a pagar as pensões “milionárias” do grupo PT.
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    Apontando várias vezes para a despesa, que garante estar “controlada”, e com um “crescimento que está a abrandar”, o governante explicou durante a entrevista em São Bento que não se arrepende de não ter tomado estas decisões antes. “Não estou convencido de que teria sido melhor tomar estas decisões em Maio. Um político só toma medidas destas quando está intimamente convencido de que não há nenhuma alternativa”.
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    Confrontado com a sua afirmação no Parlamento de que o TGV iria avançar, no troço Lisboa- Poceirão, se as condições económicas recuperarem no futuro se iria reduzir o IVA e compensar os salários na função pública que vão sofrer cortes entre os 3,5 e 10%, o primeiro-ministro evitou responder directamente, dada a “demagogia” da questão. Avançou contudo que o TGV é um investimento que “cria emprego” e que não se pode ter medo de modernizar o País ao mesmo tempo que se põem em ordem as contas públicas.
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    A voz da razão

    União nacional

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    Salazar deixou-nos há quatro décadas, mas o essencial do seu pensamento antidemocrático continua. 
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    • 0h30 Correio da Manhã 2010.10.02
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    Por:João Pereira Coutinho, Colunista
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    Um exemplo? As pressões, implícitas ou explícitas, para que o PSD se cale e aprove o Orçamento, qualquer que ele seja. Em nome da Pátria e da gloriosa raça que a habita. 
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    O Orçamento será mau? Péssimo? Contrário às ideias de um partido com programa autónomo? Não interessa. A sombra da União Nacional regressa da tumba para lembrar que os partidos são um empecilho; e que a responsabilidade do nosso descalabro económico não está no Governo, mas na Oposição ao Governo. 
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    Desconfio até que os articulistas de serviço, sem falar das eminências pardas do regime, suspendiam de bom grado a democracia (durante seis meses, como dizia a outra), para que não houvesse o mais leve espirro de contestação. Tudo unido e aprumado, a marchar de braço estendido pelo Grande Líder. 
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    Se Passos Coelho aceitar esta chantagem literalmente ditatorial, engolindo às cegas qualquer proposta, só lhe restará mudar de vida, fechar a tasca e pôr à venda a sede da S. Caetano à Lapa.
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    Secretário-geral do PCP acusa primeiro-ministro de "encharcar televisões com propaganda"
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    Jerónimo de Sousa compara Sócrates à Coca-Cola

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    O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou este sábado que o primeiro-ministro está a "encharcar as televisões com propaganda" para "tentar esconder o conteúdo das malfeitorias" das medidas de austeridade anunciadas esta semana.
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    • 20h51 - Correio da Manhã 2010.10.02
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    "A campanha de propaganda continua. Isto é uma fartura. Sócrates vai  aos três canais de televisão, longas entrevistas. Repete, repete, repete, repete, até cansa", afirmou o líder comunista, no encerramento de uma reunião de quadros do PCP da região de Setúbal, no Seixal.
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    José Sócrates concedeu na sexta-feira uma entrevista à RTP1 e este sábado à noite tem uma entrevista na TVI, estando prevista igualmente uma entrevista na SIC.
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    Para Jerónimo de Sousa, o primeiro-ministro "aprendeu com a Coca-Cola", que "no seu departamento de publicidade tinha um drama, saber se era anúncios de qualidade ou de quantidade, e prevaleceu a tese da quantidade, ou seja, encharcar as televisões com propaganda, propaganda, propaganda".
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    O secretário-geral do PCP acredita "que Sócrates está a fazer isso neste  momento, em que recorre aos grandes meios de comunicação social, para vender o produto, para tentar esconder o conteúdo de malfeitoria destas medidas inaceitáveis que recaem sobre o povo português".
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    Jerónimo de Sousa sublinhou que, depois do anúncio das novas medidas  de austeridade - na quarta feira passada - ficou "mais claro o significado e os objectivos da tremenda ofensiva ideológica que precedeu este anúncio, desde o FMI, OCDE, Bruxelas, Merkel, Cavaco Silva, Mário Soares, ex-governantes, comentadores com lugar cativo na comunicação social".
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    "Todos foram convocados para papaguear a tese das inevitabilidades,  do tem que ser, dramatizando a hipótese de uma crise política que verdadeiramente não existe nem nunca existiu, em torno da aprovação do Orçamento do Estado", disse, acrescentando que as medidas adicionais anunciadas no âmbito do PEC II não resolveram os problemas do País.
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    O líder do PCP rejeitou ainda a ideia de que "é preciso coragem" para  estas medidas, perguntando: "Mas custa alguma coisa bater num pequeno? É preciso alguma coragem para atingir um reformado, que não tem voz nem capacidade reivindicativa?".
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    Jerónimo de Sousa afirmou ainda a sua confiança na candidatura presidencial de Francisco Lopes, considerando que "inevitavelmente chocou com o preconceito, porque era desconhecido, porque era sectário".
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    Na sua opinião, "estão a subavaliar o camarada e estão a subestimar  este grande colectivo partidário, que está com essa candidatura".
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    Sobre a greve geral convocada pela CGTP para 24 de Novembro, o dirigente do PCP apelou para que "ninguém se sinta descansado com o anúncio."
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    "Agora é ir lá, onde estão os trabalhadores e os problemas. A greve  decide-se nas empresas, nos locais de trabalho, com os trabalhadores, porque esses é que fazem greves e não os anúncios de televisão ou os confortos que possamos ter", referiu, adiantando que é "o êxito" deste protesto é da "responsabilidade dos comunistas, dos trabalhadores, dos dirigentes sindicais comunistas".

    José Sena Goulão/Lusa
    Cavaco Silva esteve na FIL a abrir a Exposição Mundial de Filatelia
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    Comemorações do Centenário da Implantação da República
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    Presidente sem tempo para ver debate na Assembleia

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    "Não acompanhei, estava a trabalhar como é habitual", respondeu o Presidente da República ontem ao fim da tarde, durante a visita à Exposição Mundial de Filatelia, na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, ao ser interpelado sobre o debate quinzenal com o primeiro-ministro, na Assembleia.
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    • 0h30 - Correio da Manhã 2010 10 02
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    Por:J.V.
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    Cavaco Silva desviou depois uma pergunta sobre ‘o clima das negociações’ do Orçamento 2011, falando do tempo: "O clima tem sido bastante bom, é uma Primavera que continua, como já repararam todos", disse. O Presidente defendeu a importância de comemorar a República. 
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    Além do apoio da sua presença na FIL, o Centenário é comemorado no Palácio de Belém, com exposições e espectáculos. Hoje actua a Orquestra de Sopros da Figueira da Foz às 17h00 e António Zambujo , às 22h00.
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    Belém: Presidente da República fechou ronda com os partidos políticos
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    Cavaco não quer crise política

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    O Presidente da República não quer uma crise política e lançou o repto a todos os partidos com assento parlamentar para se ultrapassar as "dificuldades do País" e escolheu estas palavras porque os problemas não se esgotam, apenas, no próximo Orçamento do Estado para 2011. Cavaco Silva quer um Orçamento do Estado para 2011 viabilizado de forma consensual, mas o ponto limite de capacidade de crédito do País e a necessidade de cumprir as metas assumidas com Bruxelas ainda para 2010 podem ‘obrigar’ a mais medidas.
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    • 30 Setembro 2010 - Correio da Manhã
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      Por:Cristina Rita
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      Talvez, por isso, a Presidência tenha emitido a nota oficial sobre a ronda com os partidos horas antes de se conhecer a decisão da suspensão de todo o investimento do Estado até ao final do ano. Num comunicado em que apelou ao esforço de todos os partidos, Cavaco Silva alertou os dirigentes partidários para as consequências "extremamente graves" de uma crise política perante a dependência da economia face ao financiamento externo. Dos partidos, sobretudo do PSD e do CDS-PP que já viabilizaram orçamentos no passado, ouviu a palavra chumbo a novo aumento de impostos e pedidos ao Governo para cortes na despesa.
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      "O Governo que se esforce, que se aplique", pediu o líder do CDS-PP, Paulo Portas. Mas, o presidente do PSD, Passos Coelho, deixou claro que não viabilizará "um qualquer orçamento", nem se sente obrigado a fazê-lo. Porém, está disponível para viabilizar propostas sem aumento da carga fiscal.
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      Por fim, condenou a ameaça do Governo de se demitir se não for aprovado o próximo Orçamento.
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      Do PS, Francisco Assis assumiu que o chumbo do Orçamento terá "consequências dramáticas", os socialistas tudo farão para se alcançar um consenso no Parlamento e reconheceu o esforço que é preciso para se cortar na despesa. Mas, deixou ainda um aviso ao PSD: "Ninguém deve ficar prisioneiro de afirmações demasiado definitivas". 
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      Entrevista na TVI

      José Sócrates garante que corte nos salários são só para a função pública

      José Sócrates assegurou hoje que a redução dos salários só se aplicará à administração pública, assegurando que a questão não se coloca nos privados. O primeiro-ministro, em entrevista à TVI, acrescentou que nesse sentido a legislação do Orçamento do Estado será alterada para permitir “que se reduza os salários da administração pública”.
      Sócrates afirmou que não haverá um segundo orçamento, caso este não seja aprovado S
      ócrates afirmou que não haverá um segundo orçamento, caso este não seja aprovado (José Manuel Ribeiro/Reuters)


      O chefe do Governo disse também que o plano de austeridade serve também “para defender as famílias”, porque se não fossem tomadas “o país entraria em recessão”.

      Questionado logo no início por Constança Cunha e Sá se o estado a que chegou a economia não é responsabilidade das suas políticas ao longo dos anos, José Sócrates respondeu de pronto: “Não”. Repetiu então o que já tinha dito na sexta-feira à RTP e a vários jornais internacionais. A despesa está a descer mas lentamente, ao contrário de outros países, e as medidas foram tomadas agora e não em Maio para acalmar os mercados.

      “Medidas destas só se tomam quando não há outra solução. (…) Vão permitir para restaurar a credibilidade e cumprir os compromissos”, afirmou, assegurando que não vão necessárias novas medidas em 2011. Questionado sobre o facto de já ter dito o mesmo em Maio, quando foi aprovado o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) 2, José Sócrates afirmou: “Fizemos as contas.”

      Sobre a passagem do fundo de pensões da PT para o Estado, o primeiro-ministro voltou a lembrar que eles servem para superar o facto de ter que orçamentar a compra de um submarino e até talvez o segundo e afirmou mesmo que os submarinos “estavam a causar uma certa incerteza nos mercados internacionais”.

      Garantiu, porém, que o fundo vai ser provisionado e alvo de várias auditorias independentes. “Os contribuintes não vão pagar nada”, assegurou, lembrando que o contrário não aconteceu com o fundo de pensões dos CTT, chamado para o Estado por um Governo do PSD, e que faz com que os contribuintes portugueses estejam a pagar agora com os seus impostos mil milhões de euros.

      TGV Poceirão-Caia avança

      José Sócrates garantiu que o troço da alta velocidade ferroviária Poceirão-Espanha vai mesmo avançar e voltou a fazer uma forte defesa das obras públicas. “O país não pode ser gerido com base no medo (…) Os investimentos dão emprego e é ele que juntamente com o privado que faz crescer a economia. Não podemos desistir do futuro”, afirmou.

      O primeiro-ministro reafirmou também, ainda que de forma menos clara que em outras ocasiões, que se o OE não for aprovado não apresentará um segundo e que, nesse caso, o Governo não deve continuar em funções. E desafiou o PSD a tomar a sua posição sobre o orçamento “o mais rapidamente possível” porque o contrário não contribui para garantir a confiança.

      A resposta do PSD à entrevista veio pela voz de António Nogueira Leite, conselheiro económico de Passos Coelho, que se manifestou “muito preocupado”. “O primeiro-ministro não aprendeu nada com os erros e recusa reconhecê-los. Por outro lado já está a rescrever o passado”, afirmou à TVI24
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      Jerónimo de Sousa: Governo resolve défices "com os sacrifícios de quem trabalha"

      02.10.2010 - 08:17 Por Lusa
      O secretário-geral do PCP criticou o Governo por "resolver os défices com os sacrifícios de quem trabalha" e defendeu a aplicação de medidas que aumentem a produção nacional para ultrapassar a crise e o endividamento externo.
      Jeónimo de Sousa  
      Jeónimo de Sousa (Foto: Miguel Dantas/arquivo)



      Para o responsável, a resposta à crise deve passar pelo aumento da produtividade e pela diminuição da dependência do capital estrangeiro.

      "Quanto mais produzirmos menos ficamos a dever. É uma opção de fundo que temos que tomar porque a economia tem leis. Se estivermos sempre dependentes do estrangeiro, quanto mais nos endividamos pior ficamos", disse Jerónimo de Sousa.

      "A resposta estrutural é pôr Portugal a produzir. É ter mais indústria, mar e a nossa agricultura", adiantou.

      O líder comunista participou ontem à noite num comício em Montelavar, Sintra, uma das localidades fortemente afetadas pela crise da indústria do setor da extração dos mármores.

      Segundo o responsável, na última década encerraram mais de 130 empresas nas localidades de Montelavar e Pêro Pinheiro, com o despedimento de 1600 trabalhadores.

      Jerónimo de Sousa defendeu que uma política de requalificação urbana, com recurso às matérias primas deste sector, poderia levar ao desenvolvimento da indústria dos mármores, que sofre com "a crise do sector da construção civil".
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      segunda-feira, setembro 27, 2010

      Governo recusa adiar salário mínimo de 500 euros em 2011


      Concertação
      27.09.2010 - 21:59 Por Raquel Martins
      O acordo que prevê que o salário mínimo nacional atinja os 500 euros em 2011 é mesmo para cumprir. A garantia foi dada pela ministra do Trabalho, Helena André, deixando sem eco as tentativas da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e dos restantes patrões de adiar este objectivo para 2013 ou 2014.
      <p>A ministra lembrou que o acordo de 2006 "é um acordo que une os parceiros sociais e o Governo"</p>
      A ministra lembrou que o acordo de 2006 "é um acordo que une os parceiros sociais e o Governo"
       (Nuno Ferreira Santos (arquivo))

      “O acordo sobre o salário mínimo é um acordo que une os parceiros sociais e o Governo relativamente a uma estratégia que foi delineada. Aquilo que estamos a fazer é ver quais são as condições que levarão o Governo e os parceiros a respeitarem o que assinaram em 2006”, disse a ministra no final de mais um encontro para discutir o Pacto para o Emprego, afastando assim qualquer adiamento ou aumento faseado da remuneração mínima, que actualmente está nos 475 euros.

      Antes de Helena André, os parceiros já tinham extremado as suas posições. António Saraiva, presidente da CIP, deixou claro que 500 euros a 1 de Janeiro do próximo ano nem pensar: “O objectivo de chegar aos 500 euros em 2011 até pode manter-se, o que não acontecerá seguramente é 500 euros em Janeiro”. Em alternativa, sugere um aumento faseado ao longo do ano, começando em Janeiro com um aumento igual ao das pensões, mas outra hipótese seria adiar o objectivo para 2013 ou 2014 e então aí “até se podia ir mais longe, caso houvesse condições para isso”.

      Em qualquer dos casos, tanto a CIP como os restantes patrões - com excepção do comércio que se afastou do debate – exigem do governo contrapartidas ao nível dos custos de contexto e do apoio às empresas e aos investimentos.

      Adiar é contudo uma palavra que a CGTP não quer ouvir. Arménio Carlos considerou a proposta “uma vergonha” e deixou claro que a CGTP “não compactua” com ela.

      Já João Proença, líder da UGT, disse que estão disponíveis a negociar um acordo global e só nesse contexto admitem rever o acordo. De todas as formas, há um ponto de que não abdica: “Em Janeiro tem que haver aumento do salário mínimo. Seja ele qual for. Era impensável que não houvesse”.

      Quanto ao Pacto para o Emprego, continua a haver muitas divergências. E como frisou João Proença, não há ainda “uma única linha de um eventual acordo”. Os principais pontos de colisão continuam a ser as políticas de rendimentos e, de certa forma, o Código Contributivo, embora em pontos como a formação profissional ou o reforço da empregabilidade haja alguma convergência de posições. A CIP acredita que, apesar do distanciamento que ainda existe haverá acordo.

      O Governo quer fechar o processo até meados de Novembro, antes da aprovação final do Orçamento do Estado.
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      Comentários 1 a 10 de 13

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      Martins , Bragança. 27.09.2010 22:22
      MAS É CLARO

      Claro que o orenado mínimo deve passar para os 500 euros ou mais mas deve ser com os cortes que deveriam s er feitos nos ordenados da Srª Ministra e restantes comparças do governo bem como nos deputados e administradores públicos e não com o créditos das pequenas e médias empresas deste país porque essas, muitas delas não teêm para mandar tocar um cego para quanto mais pagar 500 euros de ordenado mínimo. Tenham vergonha e pensem que, se os votos estão na malandragem, o trabalho e o progresso está nas empresas e em quem trabalha. Ora, como os governantes xuxas não trabalham, toca de dar o que não é deles aos comparsas do voto. Isto parece mesmo a Venezuela. Viva o xuxalismo.

      Este comentário tem 1 respostas
       
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      mata ratos , Lololândia. 27.09.2010
      RE: MAS É CLARO

      Desculpa??? Querias pagar os ordenados MÍNIMOS de empresas privadas com o erário publico?? Tirava-se das mãos de um ladrão para dar a outro?? Tem juízo pá!!!

       
      2.

      Espectro , Porto. 27.09.2010 22:20
      Boa decisão

      Nem outra decisão seria de esperar do governo. Empresas que não podem pagar 500 euros não fazem falta nenhuma no mercado (porque não são minimamente competitivas) nem fazem igualmente falta à estrutura social do país (porque não pagam impostos - não geram lucros - nem pagam o mínimo de subsistência a que um trabalhador tem direit. A esses empresários sugiro-lhes que fechem a Chafarica e que se candidatem a um trabalho pelo salário mínimo, e asim serão eternamente felizes com a qualidade de vida que esse chorudo ordenado lhes proporciona. Para terminar, tenho que dizer que salários de 150 euros são os que se praticam habitualmente em Cuba - ou menos! LOL

      Este comentário tem 1 respostas
       
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      Manuel , Lisboa. 27.09.2010
      RE: Boa decisão

      O salário de Cuba é de 16 euros/mês. Em relação à sugestão que faz de encerrar as empresas que não conseguem pagar os 500€, se calhar os empregados não se importam de estar a ganhar esse ordenado, caso contrário já se teriam despedido e ido embora, forçando aí sim ao encerramento da empresa. Para terminar sugiro ao Sr. Espectro que mostre que sabe algo mais que simples retórica, monte uma empresa e dê o exemplo da sua competência empresarial, mostrando a toda a gente como é que se conseguem pagar bons ordenados aos trabalhadores e melhorar a sua situação económica. Cumprimentos.

       
      3.

      Zabka , Aveiro. 27.09.2010 22:14
      tadinhos dos patrões!!!

      Não acredito! O Governo a cumprir uma promessa boa para os trabalhadores! Estou pasmado!Já agora, um empresário (patrão) que diz que não pode pagar 500 euros devia ser ser preso por atentado à inteligência. Se não consegue que vá trabalhar como os outros. Não é empresário à séria quem quer, mas sim quem sabe.

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      quinta-feira, janeiro 14, 2010

      Economia e Finanças -- 2010.01.14

      Economia & Finanças


      Posted: 14 Jan 2010 03:45 AM PST

      Com o conhecimento dos dados definitivos da inflação de 2009 (os preços desceram 0,8% em 2009 conforme informou hoje o INE), as previsões para o valor da taxa de inflação em Portugal em 2010 ganham um pouco mais de precisão ainda que se mantenha um exercício difícil.
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      O Banco de Portugal que divulgou recentemente o seu Boletim Económico de Inverno avançou com uma revisão para este valor prevendo agora que os preços subam ligeiramente em 2010, mais concretamente, prevê uma taxa de inflação de 0,7% (1,6% em 2011).
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      Em Novembro de 2009, a Comissão Europeia, havia previsto uma subida de 1,3% para o Índice Harmonizado de Preços  nos Consumidores, um indicador marginalmente diferente da comum taxa de inflação (ver “Previsões Económicas da Comissão Europeia 2009 a 2011“). Qual o nosso palpite? Vale o que vale, mas apontaria para um valor entre os dois, sublinhando que, em bom rigor, este é um exercício de elevado risco.
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      P.S.: Já agora tem curiosidade em conhecer a evolução da Taxa de Inflação em Portugal desde 1977 até hoje? Então passe por aqui: “Taxa de Inflação em Portugal: 1977 – 2009“.
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      Posted: 14 Jan 2010 01:00 AM PST

       
      A título experimental, e confiando na qualidade do público que nos tem preferido, decidimos simplificar o procedimento que permite deixar comentários no Economia & Finanças. O primeiro comentário exigirá aprovação prévia antes de publicação, os restantes não e dispensa-se de todo o registo. Retomamos assim uma opção que já seguimos no passado e que levou, por exemplo, à formação de uma autêntica comunidade de leitores em torno de um sempre muito popular tema como o “Reembolso do IRS” (veja-se este caso do ano passado: “Reembolso do IRS começa em Abril ou Maio de 2009?“)
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      Fazemos esta alteração no dia em que ultrapassámos mais um valor histórico: mais de 4 milhões de páginas visitadas desde meados de 2007 (quando começámos a contabilizar). Simultaneamente, e também a título experimental, passámos a divulgar apenas excertos dos artigos divulgados junto dos subscritores que recebem a nossa newsletter por e-mail e que seguem por RSS. Procuramos dessa forma potenciar a percepção de todos os temas tratados (e por vezes são vários ao longo de um único dia e de alguma extensão) sem prejuizo de, se tiver interesse em ler algum artigo na íntegra, se poder sempre visitar a respectiva ligação.
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      Entretanto como antecipámos há poucos dias, a comunidade de fãs no Facebook já superou largamente o meio milhar e vai crescendo todos os dias.
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      Obrigado e não deixem de comentar, nomeadamente o que acha destas alterações :-)
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      Artigos relacionados:
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      Posted: 13 Jan 2010 08:50 AM PST

      Recentemente, o Portal das Finanças divulgou o habitual auxiliar de memória para que os contribuintes possam cumprir com pontualidade as suas obrigações de pagamento de impostos. Nesta ligação pode consultar e imprimir o resumo dos principais momentos de pagamento de impostos (IVA, IRS, IRC, IMI, etc) que compreende os 12 meses do ano.
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      Em relação às datas de referência para cumprir com as obrigações declarativas elas podem ser encontradas aqui, no mesmo Portal das Finanças.
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      Artigos relacionados:
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      3.       Ir além dos impostos


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