A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sábado, maio 16, 2009

O assalto no Leste


O assalto ao Leste

Diz-se que na política não há coincidências. Não o foi certamente a realização pela UE em Praga, nas vésperas do 64.º aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo, assinalado dia 9 de Maio nos países da antiga URSS, de duas iniciativas de monta na frente activa do Leste. A Cimeira da Parceria Oriental, reunida dia 7 de Maio, através da qual Bruxelas pretende atrelar seis ex-repúblicas soviéticas (Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Geórgia, Moldávia e Ucrânia) e a minicimeira energética, pomposamente designada «Corredor do Sul – nova Rota da Seda», realizada no dia seguinte, cuja peça central é o gasoduto Nabucco, velho projecto dos EUA e UE para garantir fornecimentos alternativos à Rússia desde as jazidas dos países do Cáspio e Ásia Central.
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Lembre-se que em toda a tortuosa geografia dos corredores energéticos, ditada pelos objectivos políticos e geoestratégicos mais profundos do imperialismo e não por apregoados critérios de racionalidade económica – atente-se que um dos grandes produtores mundiais de gás, o Irão, é excluído do mapa –, um dos países chave para o «livre-trânsito» é precisamente a Geórgia, onde na mesma semana a NATO iniciou exercícios militares que se prolongarão até 1 de Junho. Restará saber se tão longa permanência militar na república do Cáucaso, quando permanece bem viva a memória da guerra de Agosto na Ossétia do Sul, visa segurar o debilitado regime de Saakashivili em Tbilissi ou, ao invés, assegurar a transição controlada para o senhor(a) que se segue de uma oposição encartada, reeditando os acontecimentos de 2003 que sacrificaram o anterior vassalo, Shevarnadze.

Da UE multiplicaram-se as garantias do carácter benigno e mesmo altruísta da «parceria oriental» que acena com a magra quantia de 600 milhões de euros até 2013 aos seis países associados, tal como as explicações descartando qualquer «mentalidade de bloco» ou o objectivo de estabelecer esferas de influência... A própria declaração conjunta da cimeira de 7 de Maio revela porém o contrário. Entre os eixos da parceria oriental de Bruxelas contam-se a tutelar cooperação nos planos da «Democracia e boa governação», a «integração e convergência Económicas com as políticas sectoriais da UE» e a [malfadada] «segurança Energética».
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A obstinação de Washington e Bruxelas no crescentemente crucial capítulo energético roça as margens do irracional ao insistir num gasoduto para o qual não existem fornecedores. A recusa do Casaquistão, Uzbequistão e Turquemenistão em assinar o acordo do «corredor do Sul», indiciando novamente a opção preferencial nas ligações em direcção a Norte e Leste, transforma o Nabucco num projecto-fantasma.

No xadrez do imperialismo são múltiplas as frentes que se cruzam na questão dos corredores do Cáucaso. Num plano mais vasto, um dos objectivos centrais do «assalto a Leste» é furar o domínio energético do capitalismo russo no espaço pós-soviético e limitar a sua projecção europeia, aprofundando ao mesmo tempo o «cordão sanitário» e o anel militar ofensivo dos EUA e NATO que se fecha em torno das fronteiras da Rússia, não desistindo do inconfessável objectivo de uma mudança de poder que abra as portas à livre exploração dos recursos daquele que o III Reich proclamou o seu «espaço vital».
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O isolamento do Irão e a mudança de regime e a questão do «controlo» do Médio Oriente, tal como a guerra pela hegemonia na Ásia Central e a pressão sobre a China e as suas fontes de abastecimento energético são outros dos factores sensíveis num contexto de acelerada rearrumação de forças global e profunda crise sistémica do capitalismo.
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Não é pois inocente a tentativa de «obnubilação geopolítica» dos conflitos em curso, visando excluir ou subverter a luta dos trabalhadores e povos. Como alguém já referiu a «geopolítica
não é mais do que a ideologia da expansão imperialista».
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in Avante - 2009.05.14
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quinta-feira, abril 24, 2008

Biocombustível domina debates em conferência na África







A alta nos preços mundiais dos alimentos - 45% apenas nos últimos nove meses — pôs os biocombustíveis no centro dos debates da 12ª Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), em Acra, capital de Gana. A produção de bionergia continua em evidência na reunião principal e nos fóruns paralelos, mesmo sem a presença de um dos seus maiores defensores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Em debate na terça-feira (22) no Fórum Mundial de Investimentos, o ministro de Cooperação para o Desenvolvimento da Holanda, Bert Koenders, afirmou que os efeitos adversos dos biocombustíveis estão subestimados. E ecoou uma preocupação mundial: "A segurança alimentar não pode ser colocada em risco pelos biocombustíveis", disse, durante debate sobre oportunidades e riscos da produção da biocombustíveis para os pequenos agricultores. O país se mostrou disposto a incentivar a criação de um selo de sustentabilidade para bioenergia.


Em seus discursos em Acra, o presidente Lula defendeu a produção de etanol e biodiesel como oportunidade de desenvolvimento para o continente africano, mas a segurança alimentar segue sendo a principal preocupação dos governos da região.


No mesmo debate, o ministro de Planejamento e Desenvolvimento de Moçambique, Victor Bernardo, deixou claro que a prioridade do país africano é a luta contra a pobreza. Todo o resto, segundo ele, é marginal. "Os biocombustíveis talvez não sejam nossa prioridade e nem nossa preocupação principal", avisou. Ele não descartou a possibilidade de estudar a viabilidade de produção em Moçambique, mas alertou: "Não podemos usar as melhores terras aráveis para [produzir] biocombustíveis".


O mesmo argumento foi usado pelo secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Peru, Gonzalo Gutierrez. Ele defendeu que os biocombustíveis sejam parte do desenvolvimento, lembrando a meta peruana de adição de 2% de biocombustível ao diesel já em 2009. Mas foi incisivo: "Temos nossas condições, não podemos competir com a oferta de alimentos. Para os biocombustíveis vamos usar novas terras ou terras de cultivos ilegais".


Para o coordenador de Mudança Climática e Comércio de Biocombustíveis da Unctad, Lucas Assunção, a conclusão do debate é que os biocombustíveis são bem-vindos desde que respeitadas as prioridades dos países em desenvolvimento. "Os biocombustíveis são uma opção séria e desejável para países em desenvolvimento, com um grande porém: têm que ser feitos de um maneira responsável, olhando com muita atenção para o que isso implica em termos de demanda por terra e de acordo com as prioridades dos países em desenvolvimento."


O tema promete continuar aquecendo os debates até o final da conferência, na sexta-feira (25).


Agência Brasil
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in Vermelho -
23 DE ABRIL DE 2008 - 10h45

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