A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sábado, maio 07, 2011

Os que ganham com a crise, feita à sua medida


PSI20 encerrou a valorizar 0,88%

PSI20 valoriza 0,88%

Só BCP e PT recuam em dia de ganhos na bolsa

O PSI20 encerrou esta sexta-feira com novo saldo positivo: com 18 títulos no verde, a praça nacional avançou 0,88% para os 7.814,09 pontos.
  • 06 Maio 2011
Por:R.P.V.


As únicas excepções a esta sessão de ganhos foram o BCP, que cedeu 0,18% para os 57 cêntimos, e a Portugal Telecom, que deslizou 0,12% para os 8,46 euros.
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Nos ganhos, a Brisa foi o título que mais subiu: 3,17% até aos 4,63 euros. Os ganhos foram ainda generosos para a Cimpor, que valorizou 3,03% para os 4,82 euros, a Altri, que trepou 2,83% para os 1,67 euros, e o BES, que encerrou nos 3,04 euros, a reflectir uma subida 2,46%.
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segunda-feira, novembro 29, 2010

Toma lá qu'é democrático!

 

 

Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Toma lá qu'é democrático!


O acordo do Centrão para aprovar o OE deixou de fora o aumento das taxas sobre as mais valias bolsistas, mas aumentou de 20%, para 21,5%, a taxa sobre os depósitos bancários. Resumindo: penaliza os pequenos aforradores e premeia os especuladores. Nada mau para um governo socialista moderno, que aposta nas novas tecnologias... das calças na mão.
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Esta protecção aos especuladores promovida pelo Centrão, com o apoio encapotado do apêndice Paulo Portas, é bem reveladora da classe política que nos governa, ou pretende ser alternativa aos proto-socialistas: um grupo de infames, que protege sempre o lado mais forte. Estou certo que os irmãos Metralha teriam vergonha de se confrontar um dia em tribunal com tão miseráveis colegas de profissão.
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Há, no entanto, algo que convém não deixar escapar no meio desta mixórdia de acordo.Enquanto o PS acusa o PSD de ser responsável pelo não aumento das mais valias bolsistas, o partido laranja remete-se ao silêncio (“quem cala consente”) e procura fazer de conta que nada tem a ver com este OE miserável. O CDS finge estar contra , mas põe o seu euro deputado Nuno Melo a fazer discursos incendiários, dizendo que compreende a especulação dos mercados financeiros, porque Portugal não poderá honrar os seus compromissos.
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PSD e CDS estão em campanha eleitoral, unidos no objectivo de criar uma nova AD, cujo mote será apoiar os especuladores e vender os portugueses aos seus amigos mafiosos, com quem há muito entabularam conversações nos meandros de Bruxelas. Só se deixa enganar por este "ménage à trois" ( versão política do POLIAMOR) quem quiser. 
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segunda-feira, agosto 23, 2010

Paul Krugman: O poder de um equívoco

Economia

Vermelho - 20 de Agosto de 2010 - 18h08

Como vemos, os responsáveis pela elaboração das medidas do governo vivem assombrados por sacerdotes selvagens, que exigem o sacrifício de virgens para aplacar as divindades invisíveis do mercado de títulos. Mas o que me deixa perplexo é o seguinte: por que esses sacerdotes gozam de tamanha influência? Deixemos de lado as vítimas (elas sempre são deixadas de lado, afinal); quem quer que tenha dado ouvidos aos sacerdotes perdeu muito dinheiro.

Por Paul Krugman*

 Um exemplo do que quero dizer:


O Morgan Stanley, a mais pessimista dentre as 18 principais instituições que negociam títulos do governo com o Federal Reserve, reconheceu que sua previsão de que o rendimento dos títulos do Tesouro aumentaria este ano foi equivocada.

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O Morgan Stanley previu que o fortalecimento da economia americana levaria a uma demanda por crédito particular e a preços mais altos no mercado de ações, bem como a uma redução do poder de atração dos títulos do Tesouro, vistos pelos investidores como um refúgio, e isso proporcionaria uma alta no rendimento. David Greenlaw, economista-chefe para renda fixa do Morgan Stanley, disse em dezembro que o rendimento para as principais notas com prazo de 10 anos aumentaria em cerca de 40%, chegando a 5,5%, o que corresponderia ao maior aumento anual desde 1999. Em maio, o banco de investimentos reduziu a previsão para 4,5% e, posteriormente, para 3,5%, na semana passada.

O rendimento dos títulos com vencimento em 10 anos caiu até 4 pontos-base, chegando hoje a 2,53%, o nível mais baixo desde março de 2009. Os rendimentos recuaram 10 pontos-base nos últimos 5 dias, e cerca de 46 pontos-base nas últimas 4 semanas.

Escrevi a respeito desta previsão em novembro de 2009, porque acreditava que tais previsões estavam exercendo uma influência desproporcional sobre o governo Obama. Na época, tentei indicar que as mesmas pessoas declarando com toda a confiança que havia uma bolha no mercado de títulos eram as mesmas que ignoraram completamente a formação da bolha imobiliária.

E, ainda assim, essas pessoas ainda são muito influentes no processo de elaboração das medidas públicas.

*Economista, colunista do News York Times
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quinta-feira, junho 10, 2010

PCP apresenta propostas para uma alternativa fiscal mais justa e equitativa


Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
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Na Alemanha proíbem-se os fundos de alto risco, (os short selling e outros que tais), não se permite que eles operem nas bolsas do País.
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Pelo contrário, em Portugal, os fundos de investimento mobiliário podem operar à vontade, as mais-valias que obtêm continuam quase totalmente livres de impostos em Portugal.
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O nosso País é um dos principais destinos mundiais de passagem e operação dos fundos de investimento mobiliários. Portugal parece mesmo ser, segundo vozes do próprio Governo, um dos principais destinos para estes fundos de alto risco. Por isso, diz o Governo, há que preservá-los, há que não afugentar estes instrumentos da desgraça económica e social em que estamos mergulhados, há que, insiste o Governo, não molestar os rostos invisíveis da crise que o Governo não quer que se descubram.
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O nosso País está assim transformado numa espécie de paraíso fiscal onde SGPS, Fundos Mobiliários de Alto Risco e entidades residentes no exterior, quase nada pagam de impostos ao Estado. Não pagam nada pelas mais-valias que realizam, estão isentos ou quase isentos do pagamento de IRC e de IRS, pelos rendimentos que auferem.
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Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
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Esta é uma das muitas faces da cruel injustiça fiscal em Portugal.
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Esta é mais uma razão que leva o PCP a apresentar hoje um pacote fiscal alternativo ao que o PS e o PSD combinaram e que, infelizmente, também hoje votaremos.
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Ao contrário do que dizem o PS e o PSD há um outro caminho, há uma outra via alternativa para aumentar as receitas do Estado em época de crise e de contracção económica. 
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Não pode ser sempre o Povo que trabalha a pagar pelos erros dos outros, a pagar pelas consequências da especulação desenfreada de um sistema financeiro irracional, não podem ser sempre os mesmos a perder o emprego e a perder os apoios sociais a que deviam ter direito. Não podem ser sempre os trabalhadores, os reformados e os pensionistas a sofrerem na carne com o peso do aumento dos impostos enquanto há muitos que continuam sem pagar ou a pagar muito menos do que podem e devem.
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É por aqui que o PCP quer ir, fazendo pagar impostos os rendimentos que nunca os pagaram, fazendo com que os mais ricos e poderosos, a banca e os grandes grupos económicos, tenham menos benefícios e paguem mais do muito pouco que hoje pagam, que passem a pagar a mesma taxa de IRC que qualquer pequena empresa paga hoje em Portugal. 
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Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
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O PCP propõe a criação de um novo Imposto sobre Transacções e Transferências Financeiras (o ITTF).
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Inspirado na taxa Tobin, este imposto que o PCP propõe criar vai taxar com um valor quase simbólico, 0,1%, as transacções realizadas em bolsa. 
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Só nos anos de 2007, 2008 e 2009, não obstante a crise financeira que se vive e a baixa de cotações verificada, as transacções na Bolsa de Lisboa ascenderam a mais de 370 mil milhões de euros. E nos primeiros quatro meses de 2010 o valor das operações bolsistas ascendeu a cerca de 44 mil milhões de euros, praticamente o dobro do que foi realizado no mesmo período de 2009.
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Isto significa que as receitas do Estado com este novo imposto que incide sobre operações nunca antes tributadas, pode fazer entrar anualmente entre 130 e 140 milhões de euros de receita fiscal adicional, mesmo num ano mau, como dizem estar a suceder nos mercados financeiros.
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Mas o novo imposto que o PCP propõe criar – o ITTF – aplica-se também às transferências financeiras efectuadas para os paraísos fiscais, isto é, para países, territórios ou regiões com regimes de tributação privilegiadas. São meios financeiros que no fundamental escapam ao fisco, que constituem a parte de leão da evasão fiscal em larga escala e que alimentam instrumentos financeiros que estiveram na base da crise financeira e estão na base dos ataques especulativos que fazem disparar as taxas de juros das dívidas públicas soberanas.
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Entre 2005 e 2009, durante os dois Governos de José Sócrates foram mais de 78 mil milhões de euros que foram transferidos de Portugal para os offshore. Em 2009, não obstante a crise, foram mais de 11 mil milhões de euros a sair do País em direcção à evasão fiscal nos offshore e, em 2010, só nos primeiros três meses já saíram mais de 2200 milhões de euros par os paraísos fiscais. Tudo capitais e rendimentos que não pagam um cêntimo sequer de imposto.
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Com a taxa que o PCP propõe que seja aplicada a estas transferências – 20% - seria possível arrecadar mais de 2200 milhões de euros de receita fiscal adicional, só no ano de 2009.
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Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
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Em 2009, os cinco maiores bancos a operar em Portugal tiveram mais de 1720 milhões de euros de lucros, quase cinco milhões de euros por dia.
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Como o PCP tem repetidamente dito, a crise não é igual para todos. Enquanto o desemprego atinge números nunca vistos e os trabalhadores e os reformados vêm os salários e as pensões congeladas, há quem continue a fazer disparar lucros a níveis impensáveis em tempos de crise. 
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Não é só na banca que isto ocorre. Se olharmos para os cinco principais grupos na energia e telecomunicações, os lucros somaram quase 2100 milhões de euros, sobressaindo a EDP com lucros de 1024 milhões de euros e a PT com mais de 680 milhões de euros.
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A taxa efectiva de IRC com que a banca é tributada foi, segundo informação da Associação Portuguesa de Bancos de 14,5 % em 2007, de 12,8% em 2008, e 9,9% no primeiro semestre de 2009.
Bem claras são também as informações estatísticas da Direcção Geral das Contribuições e Impostos. Para empresas e grupos económicos com lucros superiores a 250 milhões de euros, a taxa efectiva de IRC foi de 14% em 2005, e de 12%, em 2006 e 2007. 
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Se a banca não tivesse um enorme conjunto de benefícios fiscais e pagasse de IRC – como o PCP agora propõe - uma taxa efectiva de 25%, (tal como sucede com todas as pequenas empresas deste País), o Estado teria arrecadado, entre 2005 e o final do primeiro semestre de 2009, (i.e., durante quatro anos e meio) mais 1240 milhões de euros de receita fiscal, ou seja, mais 276 milhões de euros por ano.
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Se todos grupos económicos com lucros superiores a 50 milhões de euros, não abrangidos por contratos de investimento estabelecidos com o Estado, tivessem igualmente pago de IRC – como o PCP agora propõe - uma taxa efectiva de IRC de 25%, não tbeneficiando de um conjunto completamente opaco de benefícios fiscais, as receitas fiscais de IRC poderiam aumentar significativamente, num valor global nunca inferior a 500 milhões de euros anuais. 
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Mas, Senhor Presidente
Senhores Deputados
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O PCP propõe ainda mais algumas medidas na construção da sua alternativa ao pacote de injustiça fiscal do Governo e do PSD.
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Propomos anular os benefícios fiscais que a Zona Franca da Madeira atribui ao sector bancário e à generalidade dos seus produtos, passando os escritórios de interesses financeiros aí sediados, sem qualquer relevância para o emprego, a reger-se pelo regime fiscal geral do País. 
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Não propõe o PCP – como alguns poderão pensar de forma precipitada – que se encerre o offshore do Funchal. 
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Aceitamos transitoriamente que as empresas não financeiras que aí funcionem – e que estão na base do emprego aí existente – continuem a beneficiar do regime altamente favorável de tributação aí praticado. (Regime fiscal – é bom recordá-lo – que entre 2005 e 2009 se traduziu numa despesa fiscal total de mais de 9026 milhões de euros). 
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O que de momento propomos é terminar com o autêntico casino de escritórios-tabuleta que apenas servem de placa giratória de fluxos financeiros em processo de fuga aos impostos. 
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Com esta medida – ainda que limitada ao sector financeiro - o Estado poderia poupar bem mais de metade da despesa fiscal que aí faz todos os anos e que, só em 2010 está estimada em mais de mil milhões de euros.
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O PCP propõe ainda tributar de forma extraordinária e durante os anos de aplicação do PEC, a detenção e uso de bens e património de luxo.
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Não há nenhuma razão para que quem possui aviões particulares ou iates de luxo não pague uma taxa adicional de imposto, como o PCP agora propõe. 
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Não é aceitável que Portugal, em tempos de crise, constate que o mercado da venda de Ferraris, Bentleys, Maseratti ou Porches de última geração, tal com a venda de casas de luxo com valores muito superiores a um milhão de euros, continue em alta, totalmente insensível à crise. 
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Isto mostra que há patrimónios muitíssimo elevados que podem e devem ser tributados de forma adicional e extraordinária, constituindo assim um exemplo – este sim verdadeiro exemplo - de distribuição equitativa do esforço que se exige ao País.
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Por isso o PCP propõe a criação de taxas especiais e temporárias de IMT, de IMI, de ISV e de IUC que, até 31 de Dezembro de 2013 se apliquem na compra e no uso de bens e património de luxo.
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Finalmente Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
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O PC propõe a revogação dos benefícios fiscais concedidos aos PPR. A revogação destes benefícios fiscais – criados em 1986 por Miguel Cadilhe – foi pela primeira vez proposta no OEstado de 2005 pelo Governo de Santana Lopes, era Ministro das Finanças Bagão Félix. 
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Contou com a voto favorável do PCP que sempre defendeu que não é justo nem ético – muito menos em tempos de crise e de dificuldades extremas – que uns 6% a 7% de portugueses, de maior capacidade económica e com maior possibilidade de efectuar planos complementares de reforma (públicos ou privados), sejam ainda por cima beneficiados com a diminuição do IRS a pagar anualmente.
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São em média cem milhões de euros por ano que o Estado deixa de receber de IRS e que bem podiam ser usados com quem mais necessita verdadeiramente.
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Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
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Só com o aumento de receita proveniente da aplicação à banca e aos grandes grupos económicos da taxa efectiva de IRC de 25%, (500 milhões de euros, mínimo), da aplicação do novo imposto às transacções em Bolsa (mínimo de 135 milhões de euros), e da eliminação dos benefícios fiscais em PPR (100 milhões), o Estado pode obter uma receita, (no mínimo, de 735 milhões de euros), bem próxima da que espera obter com o aumento do IRS e com o aumento geral das taxas do IVA propostos pelo Governo e pelo PSD (cerca de 830 milhões de euros).
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Se contarmos com a aplicação do novo imposto às transferências financeiras para os offshore, (cerca de 2200 milhões de euros, base 2009), e mesmo não contando com as receitas resultantes da aplicação de taxas temporárias incidindo sobre bens e património de luxo, nem com as receitas resultantes da revogação dos benefícios fiscais ao sistema financeiro na zona Franca da Madeira, podemos ter uma receita fiscal anual global adicional rondando os três mil milhões de euros.
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Isto é: com estas propostas do PCP, o Estado estará em condições de arrecadar pelo menos três vezes mais receita que aquela que o Governo e o PSD esperam obter com o pacote fiscal do PEC 2. 
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Mas existem enormes diferenças na alternativa que o PCP propõe como busca de um caminho de maior justiça e equidade fiscal: enquanto o pacote do PS e do PSD aumentam a carga fiscal sobre os trabalhadores e o Povo que trabalha, aumentando de forma acentuada os escalões mais baixos do IRS e subindo as taxas do IVA que agravam o custo dos bens de primeira necessidade e as condições de concorrência e competitividade da economia nacional, em especial das micro e pequenas empresas, as propostas do PCP tributam de forma exclusiva rendimentos que nunca foram tributados e exigem um esforço maior e equitativo aos mais ricos e poderosos, em especial à banca e aos grandes grupos económicos que não podem continuar a pagar valores baixíssimos de IRC.
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Como disse, o que o PCP aqui propõe hoje é um caminho diferente e alternativo.
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Não basta invocar o interesse nacional em vão. O interesse nacional mede-se também pela justiça das medidas fiscais que se propõem.
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Quem propõe, como o PS e o PSD, que se volte a pedir mais sacrifícios aos mesmos do costume, aumentando os impostos a quem já pouco ou nada tem para dar, que se coloque em risco a sobrevivência de milhares de micro, pequenas e médias empresas, que se comprometa o futuro do País, quem assim procede não defende o interesse nacional, defende os interesses dos grandes grupos e dos principais causadores da crise.
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Quem propõe, como o PCP, que se tributem rendimentos que nunca pagaram impostos, que se tribute quem mais pode ou quem continua a ter lucros enormes em tempos de crise, está do lado da justiça, está a defender os interesses do País, o interesse nacional.
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Disse.
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quinta-feira, dezembro 10, 2009

Diário Digital - News 2009.12.09

Director: Pedro Curvelo





O Instituto de Meteorologia prevê para hoje uma melhoria do estado do tempo depois de dois dias com chuvas e ventos fortes que causaram algumas inundações no Norte do País, em especial em Vilar de Mouros, Caminha..
O grupo de trabalho candidato a pólo nacional da coligação contra a corrupção Transparency International já arrancou com dois projectos, com financiamento aprovado..
Delegações de 192 países iniciam hoje, em Copenhaga, os trabalhos para tentar chegar acordo sobre as bases de um novo acordo climático que permita reduzir as emissões poluentes, mas são poucos os que parecem acreditar que desta cimeira saiam entendimentos vinculativos..
Pelo menos 15 pessoas foram assassinadas na noite de sábado para domingo na localidade mexicana de Ciudad Juarez, na fronteira com os Estados Unidos, informaram autoridades do Estado de Chihuahua..
O Presidente da Bolívia, Evo Morales, que foi esmagadoramente reeleito no domingo à primeira volta, com 61 a 63 por cento dos votos e controlo total das duas câmaras do Parlamento, declarou-se no dever de «acelerar a mudança»..
Timor-Leste e a Indonésia iniciam hoje em Bali uma ronda de negociações sobre as delimitações fronteiriças, aproveitando a realização naquela ilha indonésia do Fórum da Democracia, destinado a aprofundar a democracia na Ásia..
A circulação de medicamentos produzidos em contrafacção na União Europeia ultrapassa os piores receios de uma Comissão «extremamente preocupada», disse o comissário para a Indústria, Günter Verheugen, em entrevista hoje publicada no diário alemão Die Welt..
O actor e realizador norte-americano Mel Gibson começa a rodar o seu próximo filme em finais de Janeiro numa prisão que vai ser encerrada no Estado mexicano de Veracruz, anunciaram autoridades da região..


Os futuros do petróleo brent, de referência para Portugal, indiciavam subida no arranque da semana, contrariando a tendência descendente evidenciada pelo barril de crude leve contratado na bolsa Nymex de Nova Iorque..
As principais bolsas da Europa iniciaram a semana com sinal negativo, pressionadas pela banca e títulos ligados aos metais..
Os Prodigy estão de regresso a Lisboa para um concerto no Pavilhão Atlântico, esta segunda-feira..
Os U2 disponibilizaram para download gratuito no seu site oficial um tema inédito..

Pelo menos duas pessoas morreram e outras sete ficaram feridas hoje após a explosão de uma bomba num bairro de Bagdad, capital do Iraque, indicou a polícia local..
A GNR realizou nos últimos dias uma operação de busca no Estabelecimento Prisional de Matosinhos e em algumas residências no Porto, na sequência de uma investigação relacionada com tráfico de droga e extorsão, disse hoje à Lusa fonte da corporação..
A China considerou hoje «injustas» as críticas ao seu compromisso de reduzir a intensidade energética e contra-atacou defendendo que devem ser as nações ricas a cortar as suas emissões já que são as principais culpadas pelas alterações climáticas..
Leonor Cipriano, mãe da menina desaparecida em 2004 na aldeia de Figueira, Portimão, Algarve, é inquirida hoje no Tribunal de Execução de Penas de Évora, por determinação do Supremo Tribunal de Justiça (STJ)..
Sindicatos de professores e Governo voltam hoje a reunir para mais uma ronda negocial sobre a carreira e a avaliação docente, depois de na semana passada a tutela ter garantido que a nova avaliação será centrada na escola..
O secretário de Estado da Saúde garantiu hoje à Lusa que o prazo de pagamento das dívidas dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde é menos de metade do prazo que os fornecedores dizem que demoram a receber..
A construtora automóvel alemã Volkswagen vai adquirir 20 por cento das acções Suzuki Motor Corp., anunciou hoje a empresa japonesa. .
O MPLA elege hoje José Eduardo dos Santos presidente do partido e o novo Comité Central no terceiro dia do VI Congresso que está a decorrer no centro de conferências de Belas, a sul da capital angolana, Luanda..
O Dia Internacional Contra a Corrupção assinala-se hoje com o processo Face Oculta a dominar a vida política portuguesa e várias iniciativas partidárias em discussão no Parlamento..
O antigo ministro das Finanças Medina Carreira arrasou na noite de terça-feira o programa Novas Oportunidades, classificando-o de «trafulhice» e «aldrabice», defendendo um regime educativo exigente como condição para a integração no mercado de trabalho..
As principais praças europeias iniciaram a sessão desta quarta-feira com comportamentos mistos, embora com variações diminutas..
O preço do petróleo no mercado londrino iniciou a sessão desta quarta-feira em alta..
Hoje em dia a oferta musical é tão grande, a facilidade no acesso a nova música é tão exagerada, que andamos sempre atrás do novo som que nos vai surpreender e mudar a vida. Uma batida, um acorde, uma banda, a procura nunca acaba. E às vezes tudo o que precisamos para termos um concerto que nos satisfaça na plenitude já está encontrado há muitos anos. Por isso é que o concerto dos Prodigy no Atlântico foi de arromba..
O primeiro álbum de Sade em dez anos vai ser editado a 8 de Fevereiro. .
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quarta-feira, novembro 25, 2009

Economia & Finanças - 2009.11.23


Economia & Finanças 




Posted: 23 Nov 2009 05:00 AM PST

 

Estamos num dos períodos em que mais gente faz circular mais dinheiro. Muitos recebem este mês o “vencimento por inteiro”, projectam amortizações nas dívidas, aquisições de bens duradouros, planos de poupança, etc, e, invariavelmente, as Instituições Financeiras são peças fulcrais de todo o sistema financeiro associado. Mas o que é que você sabe sobre o seu banco além do que eles próprios dizem de si? Foco-me em particular no comportamento face aos clientes e não tanto na saúde financeira  das instituições. O que pensarão os outros clientes? Que tipo de apreciação terão da instituição financeira? Quais as principais forças e fraquezas de um banco em particular no seu relacionamento com o cliente? Não será fácil responder a estas perguntas mas há alguns indicadores directos e indirectos disponíveis que podem permitir reduzir o nível de ignorância.
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Com as novas competência em matéria de supervisão comportamental, o Banco de Portugal passou a relatar semestralmente o estado da arte do sector financeiro português quanto a esta matéria: o comportamento perante as regras e, em boa medida, perante os respectivos clientes. O mais recente relatório refere-se ao 1º semestre de 2009 e permite ter algumas pistas importantes sobre a avaliação da actividade dos bancos pelos seus clientes. Dixarei por aqui alguns excertos ao longo dos próximos dias com particular destaque para os rankings relativos às instituições financeira face à matéria reclamada. Neles se poderá verificar quais os bancos com mais reclamações em termos relativos em matérias como Contas de Depósito; Crédito à Habitação; Crédito ao Consumo e Outros Créditos; Cheques; Cartões; Máquinas ATM; Operações em Numerário e Débitos Directos.
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Quem preferir dedicar desde já algum tempo a espreitar o que diz o relatório pode naturalmente ir directo à sua leitura, em particular a partir da página 25. Em todo o caso, procurarei dar alguma exposição, como disse, aos referidos rankings. É sempre uma forma de premiar os melhores, de valorizar o trabalho da supervisão e, fundamentalmente, de pressionar todos a uma saudável competição por um melhor serviço.
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Poderá seguir futuros artigos sobre este tema na tag: Ranking Comportamental das Instituições Financeiras.
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Posted: 23 Nov 2009 01:00 AM PST
 
 

O que é um Produto Financeiro Complexo? Segundo a CMVM (Regulamento nº1/2009) tratam-se de ”instrumentos financeiros que, embora assumindo a forma jurídica de um instrumento já existente, têm características que não são directamente identificáveis com as desse instrumento, em virtude de terem associados outros instrumentos de cuja evolução depende, total ou parcialmente, a sua rentabilidade.”
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Exemplos? Segundo um entendimento entre a CMVM e o Banco de Portugal , os dois reguladores identificaram as respectivas áreas de acção ficando o Banco de Portugal com os Produtos Financeiros Complexos que assumem a forma de contratos de depósito e a CMVM com, por exemplo, “(…)os certificados, salvo quando se limitem a replicar fielmente a evolução de um instrumento financeiro que não possa ser considerado um produto financeiro complexo, os valores mobiliários condicionados por eventos de crédito, as obrigações estruturadas, os warrants autónomos e as aplicações de fundos a que estejam associados instrumentos financeiros, quer pela via da indexação da respectiva rendibilidade, quando não exista a garantia total do capital investido pelo balanço da instituição de crédito, quer por a sua comercialização combinada implicar a subscrição de, ou a adesão individual a, instrumentos financeiros.“.
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Em comum CMVM e Banco de Portugal supervisionarão esta área comportamental das respectivas áreas de influência e ambas as autoridades recolhem nos seus sítios da internet os prospectos normalizados de todos os produtos em comercialização em Portugal que cabem, entre outros, nesta classificação. Há dois dias, referimos aqui o local onde o Banco de Portugal passará a fazer esse arquivo, hoje indicamos que desde finais de Julho a CMVM disponibiliza para consulta e comparação os Produtos Financeiros Complexos sob a sua alçada neste local (clique aqui). De momento encontram-se identificados produtos dos seguintes intermediários financeiros:
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Artigos relacionados:
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terça-feira, novembro 10, 2009


PRINCIPAIS NOTICIAS DO DIA
Bolsa fecha em queda











José Sócrates sobre processo "Face Oculta"







Vasco de Mello














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