A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, abril 07, 2011

Rui Costa PORTUGAL PRECISA URGENTEMENTE DE UM ANALFABETO e também de petróleo.

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Rui Costa
PORTUGAL PRECISA URGENTEMENTE DE UM ANALFABETO e também de petróleo.
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Publicado na revista "The Economist" - Lula, o analfabeto!
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Itens
Nos tempos de FHC (Fernando Henriques Cardoso)
Nos tempos de LULA

· Risco Brasil
· 2.700 pontos
· 200 pontos

· Salário Mínimo
· 78 dólares
· 210 dólares

· Dólar
· Rs$ 3,00
· Rs$ 1,78

· Dívida FMI
· Não mexeu
· Pagou

· Indústria naval
· Não mexeu
· Reconstruiu

· Universidades Federais Novas
· Nenhuma
· 10

· Extensões Universitárias
· Nenhuma
· 45

· Escolas Técnicas
· Nenhuma
· 214

· Valores e Reservas do Tesouro Nacional
· 185 Bilhões de Dólares Negativos
· 160 Bilhões de Dólares Positivos

· Créditos para o povo/PIB
· 14%
· 34%

· Estradas de Ferro
· Nenhuma
· 3 em andamento

· Estradas Rodoviárias
· 90% danificadas
· 70% recuperadas

· Industria Automobilística
· Em baixa, 20%
· Em alta, 30%

· Crises internacionais
· 4, arrasando o país
· Nenhuma, pelas reservas acumuladas

· Cambio
· Fixo, estourando o Tesouro Nacional
· Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central

· Taxas de Juros SELIC
· 27%
· 11%

· Mobilidade Social
· 2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
· 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza

· Empregos
· 780 mil
· 11 milhões

· Investimentos em infraestrutura
· Nenhum
· 504 Bilhões de reais previstos até 2010

· Mercado internacional
· Brasil sem crédito
· Brasil reconhecido como investment grade
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É pouco ou quer mais?

FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo José Serra entende de economia. Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos (USA).
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Lula, o "analfabeto", que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.
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Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares e não quebrou a previdência como queria FHC.
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Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo.
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Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.
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Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis.
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Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8.
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Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista.. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos .
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Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.
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Lula, que não entende de etiqueta, sentou - se ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.
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Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.
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Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.
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Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual.
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Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação directa com Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Obama.
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Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos "States".
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Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.
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Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.
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Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.
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Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.
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Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.
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Alem de receber o premio de estadista GLOBAL
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Pense: O que faria este homem, se entendesse de alguma coisa...???
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NÃO NOS FALTA, A DIRIGIR PORTUGAL, UM ANALFABETO???
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É QUE SÓ TEMOS ENGENHEIROS E DOUTORES...
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De:  | Criado: 29 de Mar de 2011
Lula da Silva garante que FMI não resolve o problema de Portugal
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Será que Sócrates e Soares não ouviram nada ? Foi por ser um metalúrgico a afirmá-lo ? Ou só queriam jantar no Solar dos Presuntos.
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De:  | Criado: 16 de Set de 2010
A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, fala sobre a atual relação do Brasil com o Fundo Monetário Internacional.

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1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política P

sexta-feira, novembro 05, 2010

Civilização ou barbárie - Emir Sader

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Carta Maior
Quarta, 03 Novembro 2010 11:24
Emir Sader
Emir Sader
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Os brasileiros decidiram que depois do Lula querem a continuação e o aprofundamento do seu governo. Preferiram a Dilma – a coordenadora e responsável central pelo desempenho ascendente dos últimos 5 anos do governo, que desemboca no recorde de 83% de apoio e 3% de rejeição – para sucedê-lo.
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O dilema colocado pelas eleições brasileiras era a definição sobre se o governo Lula seria um parênteses na longa história de dominação das elites no país ou se se constitui numa ponte para sair definitivamente do modelo herdado e construir um Brasil solidário, justo e soberano.
Triunfou esta via, pelo voto majoritário dos brasileiros, prioritariamente os dos beneficiários das politicas sociais que caracterizam o governo de Lula: os mais pobres, os que vivem nas regiões tradicionalmente mais pobres – o norte e o nordeste do Brasil.
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Foi um voto claramente direcionado pela prioridade do social que caracterizou centralmente o governo Lula. No país mais desigual do continente mais desigual, a maior transformação que o Brasil viveu nestes oito anos foi a diminuição da desigualdade, da injustiça, como resultado das políticas sociais do governo. Nunca havia acontecido, seja em democracia ou em ditadura, em ciclos expansivos ou recessivos da economia. Aconteceu agora, de forma contundente, transferindo para o centro da pirâmide de grupos na distribuição de renda, a maioria dos brasileiros.
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Esse foi o fator decisivo para que, mesmo tendo praticamente toda a imprensa, em bloco, militantemente, contra seu governo e sua candidata, Lula e Dilma saíram vencedores.
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A oposição, derrotada na comparação dos dois governos, buscou um atalho para chegar por outra via aos setores da população: a questão do aborto, valendo-se dos preconceitos reinantes e da ação de religiosos.
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Conseguiram um sucesso efêmero, que levou a eleição para o segundo turno, mas uma vez que a politica voltou ao centro da campanha, a comparação entre os dois governos e a condenação das privatizações levaram à vitória da Dilma.
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Que representa não apenas a eleição da primeira mulher presidente da república, mas também de uma militante da resistência contra a ditadura, presa e torturada pelo regime militar. Que representa o primeiro presidente que consegue eleger seu sucessor.
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Depois da reeleição de Evo Morales e de Pepe Mujica sucedendo a Tabaré Vazquez, o Brasil se soma ao grupo de países que reafirmam o caminho da integração regional e não do TLC com os EUA, da prioridade das politicas sociais em relação ao ajuste fiscal, com Dilma sucedendo a Lula.
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O povo brasileiro decidiu, em meio a fortes pressões do monopólio privado da mídia e de forças obscurantistas, que o pós-Lula terá na presidência do Brasil aquela que Lula escolheu para sucedê-lo, para continuar e aprofundar as transformações que tem feito o Brasil ser um país mais justo, solidário e soberano.
http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=8273:o-pos-lula-e-dilma&catid=266:carta-maior&Itemid=21
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terça-feira, novembro 02, 2010

Veja na íntegra a 1ª entrevista de Dilma como presidente eleita

Mídia

Vermelho - 2 de Novembro de 2010 - 18h57

Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita presidente do Brasil, escolheu a TV Record para dar sua primeira entrevista exclusiva na noite desta segunda-feira (1º). Dilma respondeu às perguntas das jornalistas Ana Paula Padrão e Adriana Araújo, do Jornal da Record, no hotel Imperial, em Brasília.

Desde o fim do regime militar, nenhum presidente democraticamente eleito tinha dado sua primeira entrevista para outra emissora que não fosse a Globo. Em 2002, assim que foi eleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu, em 28 de outubro, a primeira entrevista para a TV Globo, na bancada do Jornal Nacional, nos estúdios da emissora em São Paulo. Em 2006, quando foi reeleito, o presidente Lula também falou primeiro à Globo, direto do Palácio do Planalto.





Desta vez, um dia após ser eleita com 56,05% dos votos válidos, Dilma afirmou à Record que suceder Lula “é uma oportunidade para cuidar do povo brasileiro. A nova presidente falou sobre a emoção de receber a notícia da vitória. “Eu chorei. A gente chora às vezes para dentro e um pouco para fora. Eu chorei para os dois lados.”

Sobre a posse, Dilma disse que terá sentimentos contrários. “Vou ficar muito alegre por estar assumindo a Presidência e, ao mesmo tempo triste, por ser a despedida do Lula, com quem eu tive um desafio imenso e muitas realizações. Várias conquistas e várias realizações nós conseguimos juntos. Para mim vai ser um momento de muita emoção.”

Dilma afirmou que, durante esta segunda-feira, falou com vários chefes de Estado que ligaram para cumprimentá-la pela vitória. A presidente eleita conversou com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama; da França, Nicolas Sarkozy; do México, Felipe Calderón; do Chile, Sebastián Piñera e de El Salvador, Maurício Funes.

Em relação à política econômica de seu governo, Dilma afirmou que vai manter os princípios da administração do presidente Lula. “Eu te garanto o seguinte, uma coisa é certa: manterei todos os princípios que regeram o nosso governo. Nos não brincaremos com a inflação.”

A presidente descartou qualquer controle da imprensa, mas disse que tem o direito de se defender quando é atingida. “Sempre brinco que controle remoto é o melhor que pode ter por parte da população em relação à mídia. Ele decide ao que vai assistir, o que vai ler. Eu prefiro as vozes críticas. Vivi a ditadura e sei do que se trata.”

Dilma também reafirmou seu compromisso com a erradicação da miséria no país e lembrou que, de acordo com os números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há ainda no Brasil 21 milhões de pessoas pobres. “Não seremos nem um país nem uma sociedade desenvolvida enquanto houver miséria. Eu acredito que esse é um processo que temos de iniciar e colocar na pauta da sociedade.”

A presidente eleita disse ainda que seu governo terá metas para prover melhorias nas áreas de saúde, educação e segurança pública. “Um dos primeiros atos que eu terei será fazer uma conclamação aos governadores sobre saúde pública e segurança pública.”

No final do encontro, que durou 15 minutos, Dilma ainda fez uma promessa às duas: a Record será a primeira a anunciar o novo ministério escolhido pela presidente. A promessa se deu quando Dilma foi questionada sobre o papel que o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) poderia desempenhar no governo, bem como a composição de sua futura equipe. “Eu ainda não tratei disso. Mas, quando eu tratar, vocês serão as primeiras a saber.”

Da Redação, com informações do R7
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segunda-feira, novembro 01, 2010

Dilma promete honrar a confiança dos brasileiros

Candidata do PT é primeira "Presidenta" do Brasil
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31.10.2010 - 20:57 Por PÚBLICO
A candidata do PT , Dilma Rousseff, será a primeira mulher Presidente do Brasil – ou, como costumava dizer Lula da Silva, a “Presidenta”.
Dilma será a primeira presidente ou presidenta do Brasil?  
Dilma será a primeira presidente ou presidenta do Brasil? (Diego Vara/Reuters)

Saindo de casa, apanhada a entrar no carro para o hotel onde se espera que faça a declaração oficial, Dilma ainda disse uma frase aos jornalistas que se apinhavam à porta da residência: agradeceu os votos e prometeu "honrar a confiança” dos brasileiros.

Os resultados parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando tinham sido apuradas mais de 90 por cento dos votos, apontavam para 55 por cento para a candidata do Partido dos Trabalhadores, do Presidente Lula, e 44 por cento para o rival do PSDB.

O Presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, anunciou a vitória de Dilma “às vinte horas e quatro minutos” (hora de Brasília, mais duas horas em Lisboa). O responsável indicou ainda que a abstenção na segunda volta das presidenciais foi de 21,18 por cento.

O apuramento estava mais lento na região do Nordeste, onde a candidata do PT deverá ter ainda mais vantagem sobre Serra, indicava o site do jornal “Estado de São Paulo”. Assim, garante o “Estadão”, já não é possível que o social-democrata inverta o resultado.

Após a divulgação da sondagem à boca das urnas – um inquérito Globo/Ipobe que dava 58 por cento nos votos válidos a Dilma Rousseff, contra 42 por cento a José Serra – os comentadores referiam já uma "grande vitória" de Dilma.

Agora a questão será como tratar a primeira mulher a ocupar este cargo no Brasil: será presidente, a palavra correcta, ou presidenta, como Lula sempre chamou a Dilma?, questionavam os analistas na TV Globo.

A ex-guerrilheira que nunca foi a votos venceu

A oposição tem pegado sem pudor no passado de luta armada de Dilma Vana Rousseff Linhares para a categorizar como “terrorista”. Dilma Rousseff, filha de um advogado e empreendedor búlgaro nacionalizado brasileiro e nascida em Belo Horizonte, defendeu a luta armada contra a ditadura militar.

A então guerrilheira recebeu ainda crédito pelo planeamento de uma das acções mais espectaculares da guerrilha, o roubo do cofre de Adhemar em 1969 – na operação guerrilheiros arrombaram o apartamento no Rio de Janeiro da amante do governador de São Paulo, levando 2,5 milhões de dólares.

Dilma, que entretanto já tinha casado com outro defensor da luta armada, separa-se para começar um romance com o dissidente comunista Carlos Franklin Paixão de Araújo, com quem viria mais tarde a casar. As suas acções de oposição levaram-na à prisão: passou três anos presa pelo regime militar, e foi torturada com electrochoques.

Depois de ser libertada, em finais de 1973, Dilma Rousseff mudou-se para o estado do Rio Grande do Sul, onde o marido, o dissidente comunista Carlos Franklin Paixão de Araújo, cumpria pena de prisão. Para o ver, deu aulas a presidiários. Os dois tiveram mais tarde uma filha e anos mais tarde acabaram por se divorciar.

Dilma Rousseff teve sempre cargos políticos nomeados e nunca chegou a disputar eleições - e a candidata nem iniciou a sua carreira política no Partido dos Trabalhadores (PT), mas sim no PDT, Partido Democrático Trabalhista, de Leonel Brizola. Rousseff apenas se filiou no partido de Lula em 2001.

Antes, acumulou experiência em vários cargos em administrações estaduais e federais. No executivo de Lula foi ministra do Planeamento e mais tarde da Casa Civil, onde administrou um dos mais importantes planos de Lula, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que tem investido em infra-estruturas e obras que ajudem o crescimento económico do país.

A carreira de Dilma Rousseff ficou ainda marcada pela doença: a ministra teve um linfoma, tendo tido que se submeter a quimioterapia.

Notícia actualizada às 23h40
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Dilma vence as Presidenciais no Brasil

 
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Depois do voto, a candidata sinaliza a vitória 
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Brasil

Vermelho - 31 de Outubro de 2010 - 20h25
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Deu Dilma lá

Com 92,23% dos votos apurados, a candidata da coligação Para o Brasil Continuar Mudando obteve 55,39 dos votos válidos contra 44% de José Serra e foi declarada eleita pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, por volta das 20h30. A abstenção atingiu 21,18%. O recado das urnas foi claro. O povo votou para consolidar e impulsionar o processo de mudanças iniciado em 2002 com a eleição de Lula.

Às 22 horas, com 99,45% dos votos apurados, a Dilma tinha 55,46% contra 43, 57% do candidato tucano.

O grande vitorioso do pleito é o povo brasileiro, que rejeita o retrocesso neoliberal e aposta na continuidade e no aprofundamento do processo de mudança iniciado pelos governos Lula; abomina as privatizações e votou para que os lucros do petróleo do pré-sal sejam apropriados pela nação e não pelas transnacionais .

Ganharam os partidos de esquerda e de centro que integram a coligação Para o Brasil Continuar Mudando. Ganharam os movimentos sociais (as centrais sindicais, a UNE, o MST), ameaçados de criminalização pela direita demo-tucana. Ganharam os democratas e patriotas, que rejeitam o obscurantismo e defendem uma política externa altiva e soberana. Ganharam as mulheres, que pela primeira vez na história do Brasil terão uma representante na Presidência da República, numa vitória da luta secular pela igualdade.

Quem foi derrotado nesta eleição

A direita demo-tucana. O caráter direitista da coligação demo-tucana encabeçada por José Serra ficou patente no decorrer da campanha presidencial. Serra foi apoiado e assessorado pela TFP, organização de notória inspiração fascista; apelou ao discurso golpista contra a “república sindicalista” (usado pelos militares em 1964); estimulou a intolerância e o obscurantismo reacionário de setores religiosos, contra o aborto e o casamento homossexual; acenou com a privatização do pré-sal, a “flexibilização” (ou o fim) do Mercosul e o retorno da diplomacia do pés descalços, em troca do apoio das potências imperialistas.

A mídia golpista. Os meios de comunicação monopolizados por um minúsculo grupo de famílias capitalistas (Marinho, Civita, Frias e Mesquita) estão entre os grandes derrotados deste pleito. Com o destaque das Organizações Globo e da editora Abril, que transformou a revista Veja num mal disfarçado panfleto da campanha tucana, a mídia escancarou o apoio ao candidato da direita e em certo momento passou a ditar a agenda da campanha. Deixou cair a máscara do pluralismo e da imparcialidade. A verdade saiu arranhada nesta mídia. Apesar do segundo turno, o povo não se deixou enganar e impôs nova derrota à mídia, a terceira desde 2002. Tudo isto deve servir de lição ao novo governo, que pode pautar um debate mais sério e sereno sobre as propostas da Primeira Conferência Nacional da Comunicação (Confecon).

O papa e setores reacionários da Igreja. Em outra prova de sua guinada à direita, José Serra se aliou aos setores mais reacionários e obscurantistas das igrejas, mobilizando padres, pastores e bispos para uma suja campanha contra Dilma, explorando de forma demagógica temas delicados como o aborto e a união civil de homossexuais. Até o papa entrou na baixaria, pregando contra “a candidata do aborto” na reta final do pleito. O Estado é laico, como afirmou Lula. O obscurantismo religioso não vingou, foi derrotado.

As transnacionais e o imperialismo. Na reta final da campanha, a revista The Economist e o jornal Financial Times, que tinham mantido prudente distância do pleito no primeiro turno, com a ressureição da possibilidade de vitória no segundo turno resolveram abrir o jogo e declarar apoio a Serra. Os dois veículos, porta-vozes do imperialismo anglo-americano, refletiram a opção e torcida do capital estrangeiro, esperançosos com as sinalizações de que o programa de privatizações seria retomado pelo tucano, que na reta final da campanha admitiu a privatização do pré-sal denunciada por Dilma Rousseff. Foram derrotados. 


Da redação, Umberto Martins




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terça-feira, julho 27, 2010

Deus e o destino não são responsáveis pela pobreza, diz Dilma

Brasil

Vermelho - 25 de Julho de 2010 - 22h28

Ao se reunir no último sábado (24) com evangélicos em Brasília, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, pediu o apoio dos religiosos para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, se eleita.

A candidata disse que Deus e o destino não podem ser responsabilizados pela pobreza e os infortúnios. Segundo ela, “a mão imperfeita” das pessoas que conduz mal as políticas públicas.
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“A pobreza não é resultado do destino. Não foi Deus que construiu um país tão desigual. Foi a mão imperfeita de homens e mulheres. Isso acontece quando nos afastamos dos desígnios de Deus”, afirmou Dilma, na sede nacional das Assembleias de Deus no Brasil. “Está nas escrituras, o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem no dia seguinte.”
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Acompanhada pelo candidato a vice-presidente na chapa PT-PMDB, deputado federal Michel Temer (PMDB), do chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, parlamentares, candidatos nas próximas eleições e líderes evangélicos, Dilma fez um discurso de pouco mais de 20 minutos citando várias passagens bíblicas.
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Segundo a candidata, o objetivo dela, se eleita, é dar continuidade a vários projetos iniciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eleita, vou dar continuidade ao projeto do presidente Lula e aprofundar [em várias áreas]”, afirmou Dilma. “O povo evangélico deste país também é o povo do governo Lula.”
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Para Dilma, os programas sociais devem considerar o apoio à solidez familiar e também às questões relativas aos jovens, às crianças, aos idosos e aos deficientes.
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Segundo ela, para assumir um cargo de comando e por em prática as metas definidas é preciso lembrar do pedido do rei Salomão – que governou Israel por 40 anos e foi considerado um dos mais sábios. “Quero ter sabedoria e discernimento nesta caminhada”, disse ela.
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O presidente das Assembleias de Deus do país, deputado e pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ), defendeu a candidatura de Dilma. Segundo ele, o Brasil está no rumo certo e por isso não há razão para mudar a orientação política. “Temos aqui a timoneira [Dilma]. Estamos no rumo certo, então por que mudar?”, afirmou.
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Fonte: Agência Brasil


  • tem razão

    27/07/2010 11h00 Está de parábens quando a Dilma disse que DEUS não é responsável por este paiz está passando uma situação de mizéria principalmente no nordeste que é uma calamidade desde os tempos dos coronéis é muito importante que a nossa futura PRESIDENTA mostre nas suas entrevistas as mizérias que nós passamos nas épocas do DELFIM NETO ou seja desde os tempos do FIGUEREDO o quanto nós sofremos por favor lembre disso.HOJE nós estamos no paraiso. Obrigado pelo esspaço.ATÈ a vitoria
    Roberto gonzaga ferreira
    betim - MG
  • POSITIVISMO DO SÉCULO XIX

    27/07/2010 9h38 O NEOLIBERALISMO ,QUE SE INICIOU NO SÉCULO DEZENOVE, SEGUNDO ROBERTO BIANCHETE EM SUAO OBRA "MODELO NEOLIBERAL E POLÍTICAS EDUCACIONAIS", FRAGMENTOU-SE NO SÉCULO 20, E NA MINHA OPINIÃO ESSE FOI O ESTOPIM PARA A DIVISAO DE CLASSES...POR ISSO SE JUNTASSEMOS AS IDEIAS DOS ESQUERDISTAS COM A FORÇA DE TRABALHO DA DIREITA TERIAMOS UM PAÍS MAIS HUMANO E SOLIDÁRIO...

    Tatiane Cordeiro Gomes
    PORTO VELHO - RO
  • Deus não existe

    26/07/2010 23h20 A senhora Dilma se esqueceu só de um detalhe: em política, Deus não existe. Brasileiro na pobreza e infortúnio??? Onde? o País do Fome Zero? Será que os descamisados ainda estão descamisados??? OS desvalidos não alcançaram a glória do cartão fome zero??? Estranho...estranho pedir a Deus ajuda para resolver o que o fome zero de 8 anos não conseguiu...vamos rezar então!!!

    Mariane
    Praia Grande - SP
  • O Pastor Manoel Ferreira

    26/07/2010 19h34 Presado colunista ou reporter,o Pastor Manoel Ferreira não é presidente das assembleia de Deus do pais e sim de uma parte das assembleias de Deus Ok!

    Romildo
    Caicó - RN
  • Difícil

    26/07/2010 15h20 Difícil é alguém que não existe ser culpado de alguma coisa.

    Filipe Albuquerque
    Fortaleza - CE
  • Religião...ópio....

    26/07/2010 14h59 Karl Max, escreveu ótimos textos....mais também escreveu muita merda (EU). Dilma está certa (JC). É muito fácil culpar o destino e Deus por todas as mazelas da humanidade. A pobreza é sim, fruto de mãos, que nunca tiveram compromisso com as classes que mais necessitavam.

    Lauro Lustosa
    Salvador - BA
  • Karl Marx

    26/07/2010 14h39 "A religião é o ópio do povo".

    Eu
    Cuiabá - MT
  • Parabéns Dilma!

    26/07/2010 14h19 Parabéns para a companheira Dilma esta no caminho certo, ela tem é mesmo que articular com todos os segmentos da sociedade inclusive os evangélicos eles também são eleitores e cidadãos brasileiros.

    Marcio José da Costa
    Pedreira - SP
  • POR QUE NÃO TE CALAS ?

    26/07/2010 12h47 Alguem pode imaginar uma resposta mais imbecil para o problema da pobreza do esta da Dilma ? Como alguém assim pode ser a candidata das esquerdas ? Ou será que ela virou uma Pastora Evangélica ?

    JC MACLUF
    SÃO PAULO - SP
  • Foi Dada a Largada

    26/07/2010 11h35 Conforme a imprensa vermelha e a visão dos nossos camaradas ao participar de diversos eventos: como, caminhadas, comícios, visitas, reuniões entre outras, em minha opinião não há dúvida dessa vitória mesmo sabendo que não será fácil, outro detalhe é com relação ao voto feminino, segundo o TSE elas representam 51.82% do eleitorado brasileiro, então se todas elas se unirem com um só pensamento, continuidade do projeto iniciado com a nova era tendo sido eleito para dois mandatos consecutivos, o operário torneio mecânico LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, o Brasil pode muito mais e assim consagraremos e sairemos vitoriosos desse pleito, mesmo com altos e baixos em tudo falando, desigualdade social, racial, discriminação da mulher entre outros paradigmas, no entanto não podemos de forma alguma entregar esse pais onde tudo está dando e no caminho certo, àqueles que afundaram o país tem que ser varridos do cenário. Jaime Leal
    Jaime Leal
    Jequié/Salvador - BA
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