A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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segunda-feira, maio 07, 2007


DEMOCRACIA PRECÁRIA


* Ângelo Alves


«De um lado, os polícias, fardados e à paisana; do outro lado, os trabalhadores em luta»


Foi na Pereira da Costa, ali na Amadora. Poderia ter sido, como já aconteceu – e muito provavelmente voltará a acontecer, um dia destes - em qualquer outro ou em vários outros pontos do território nacional. Com efeito, situações como a que ali se vive são o pão nosso de cada dia nesta democracia em que três décadas de política de direita, executada pelo PS e pelo PSD, sozinhos, de braço dado e (ou) com o CDS atrelado, mergulharam o País. Democracia precária, sublinhe-se - democracia cada vez mais precária, tantos são os atentados aos direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores e dos cidadãos por ela praticados e permitidos, tantas são as injustiças de que ela é feita, tantos são os favorecimentos por ela proporcionados ao grande capital dominante. Apesar disso, que o mesmo é dizer por isso mesmo, democracia modelar segundo a avaliação dos que a executam, dos que lhe propagandeiam os méritos e, especialmente, dos que à custa dela vão aumentando as suas já enormes fortunas.

Tudo isto a confirmar que, nos tempos actuais, para se viver em democracia basta afirmá-lo exaustivamente, pelas mais diversas formas, de modo a que a afirmação repetida e repetida, entre no discurso anónimo quotidiano e faça caminho até à construção do fabrico do consentimento – expressão que, segundo o seu criador, significa que o que é importante não é saber se vivemos ou não numa democracia: o que importa é que a maioria pense e acredite que vive numa democracia.Nos antípodas desse conceito de democracia permanece, viva e na nossa memória colectiva, a democracia de Abril – democracia que constitui referência fundamental dos objectivos da luta travada pelos trabalhadores e pelo povo português; democracia de facto: avançada, com as suas vertentes política, económica, social e cultural, amplamente participada, ou seja, integrando todas as componentes sem as quais não há democracia plena.

Mas voltemos à Pereira da Costa, ali na Amadora: de um lado, os polícias – fardados, uns vinte, à paisana, uns dez, de acordo com as tarefas que a uns e a outros alguém havia destinado; do outro lado, os trabalhadores, prosseguindo uma vigília que dura há mais de cinco meses e que tem como objectivo, tão-somente, a defesa de direitos humanos fundamentais. Haverá quem rejeite o cenário acima descrito, brandindo o pesado argumento de que os direitos humanos fundamentais estão assegurados pela modelar democracia reinante… Insistamos, então, em sublinhar que a luta dos trabalhadores da Pereira da Costa é uma luta pelo direito ao trabalho e pelo direito ao salário. E se estes não são direitos humanos fundamentais então o que é que pode designar-se como tal?

Acrescentemos, ainda, que esta luta vem de longe: desde Setembro de 2006, altura em que os trabalhadores receberam o seu último salário, altura, também, em que 45 trabalhadores foram despedidos sem justa causa – e que, após sentenças judiciais decidindo a readmissão dos trabalhadores despedidos – decisão que a administração da empresa não cumpriu, nem foi obrigada a cumprir – os trabalhadores iniciaram uma vigília contínua, à porta da empresa, com o objectivo de impedir que o patrão deslocasse o património da empresa – e, com ele, a única forma de pagar os salários e as indemnizações devidas aos trabalhadores - para outra empresa que entretanto criara.

Convenhamos que, em matéria de actuação do patronato, não há neste processo qualquer novidade: práticas semelhantes a esta têm vindo a repetir-se e repetir-se-ão enquanto a política de direita ao serviço do grande capital não for derrotada e substituída por uma política de esquerda que tenha em conta a defesa dos interesses dos trabalhadores.

Voltando à Pereira da Costa, ali na Amadora: decisão judicial recente autorizava o patrão a retirar da empresa determinados bens. Desta vez, ao contrário do que acontecera antes, quando as decisões foram favoráveis aos trabalhadores, a decisão judicial era mesmo para cumprir. E para assegurar esse cumprimento lá estavam os vinte polícias fardados e os dez à paisana. Mas estavam, também, os trabalhadores e dirigentes dos sindicatos que os representam – neste caso para assegurar que os bens a serem levados fossem apenas os que a decisão judicial referenciara.

Cedo se percebeu a razão da presença no local dos polícias fardados e à paisana: quando os trabalhadores tentaram impedir que o patrão sacasse da empresa bens que a decisão do tribunal não contemplava, a polícia carregou sobre eles e sobre os que, não sendo trabalhadores da empresa, solidariamente e em serviço - caso de um jornalista do Avante! – ali se encontravam.

A carga policial foi, na sua essência, igual a todas as cargas policiais desencadeadas contra trabalhadores ao longo destes trinta e um anos de política de direita. Os exemplos são muitos: que o digam, entre muitos outros, os trabalhadores da antiga INDEP ou da Sorefame, também eles vítimas de desenfreada carga policial (e também com um governo PS no poder), ou os trabalhadores do Porto, por alturas de um 1º de Maio (então com um governo PSD/CDS a garantir o cumprimento da democracia) e que culminou com dezenas de feridos e com o assassinato de dois jovens trabalhadores. Enfim, cargas policiais violentas e brutais, típicas da democracia precária em que vivemos. E que só deixarão de existir na democracia avançada pela qual lutamos.


Artigo publicado na Edição Nº1738 AVANTE 2007.03.22
Gravura - Di Cavalcanti - A questão social continua um caso de polícia

quinta-feira, abril 12, 2007


Grupo de Ciganos, Oleo sobre tela de Di Cavalcanti, década de 20

terça-feira, fevereiro 20, 2007


Carnaval e Entrudo - Imagens

Maracatu em Olinda - 2006

Severino Borges - Maracatu Piaba de Ouro

José Francisco Borges - Maracatu do nordeste


Já em Pernambuco, destaca-se outro grande carnaval brasileiro, o de Olinda e de Recife. É desse Estado que surgiu um dos ritmos mais alucinantes da festa momesca: o envolvente e contagiante frevo. "E a multidão dançando, fica a 'ferver'..." Daí o surgimento da palavra "frevo".

Paralelamente, existe o maracatu, cortejo de origem africana, altamente expressivo. O berço dos maracatus foram as senzalas, quando os negros prestavam homenagem aos seus antigos reis africanos. Mesmo com o fim da escravidão, os cortejos continuaram. Daí o maracatu ganhou as ruas, tornando-se uma das peças essenciais do carnaval pernambucano.


Tarsila - Carnaval em Madureira


Jan Miel - Tempo de Carnaval em Roma - 1653

Carnaval en el Corso Romano, 1873- Mariano Fortunity

Corso Carnavalesco - Nice - 2006

Carnaval na Baia 2006 - fotografia de Arrison Oliveir


Veneza - vendedor de máscaras

Carnaval no Rio de Janeiro - samba


Carnaval no Rio de Janeiro

Carnaval no Rio de Janeiro- fotografia de Jacques VEYLET - 2005




Antonio Gonçalves Gomide - Pierrô e Columbina - óleo sobre cartão

Picasso - Arlequim

Picasso - Arlequim

Polichinelo, Capitão Crocodilo (agachado) e Francatripa, personagens da Commedia dell´Arte

É O CARNAVAL - PINTURA DE ROSE BRAGA



Polichinelo

Simbolo do Carnaval de Torres Vedras

Miró - O Carnaval do Arlequim





Arlequim e Pierrot - autor não identificado

Columbina - autor não identificado

Carnaval em Bronx - 1997 José Antonio Quirós


Entrudo - Brasil - Márcio Melo (2002)


Dia de Entrudo (Cena de carnaval no Brasil) 1823 - Jean Baptiste Debret

Baile Popular1972 - -Di Cavalcanti

"E viva o Zé Pereira
Pois que ninguém faz mal
Viva a bebedeira
Nos dias de carnaval".


Quadro de Heitor dos Prazeres (1898 - 1966), o pintor do morro carioca



Matin de Mardi-Gras - Gilles de Binche


Mardi Gras em Nova Orleâes


Cours de Mardi Gras - Otis Dobson

Combate entre o Carnaval e a Quaresma - Pieter Brueghel, o Novo

Carnaval em Veneza
La stagion del Carnovale
tutto il Mondo fa cambiar.
Chi sta bene e chi sta male
Carnevale fa rallegrar.

Chi ha denari se li spende;
chi non ne ha ne vuol trovar;
e s'impegna, e poi si vende,
per andarsi a sollazzar.

Qua la moglie e là il marito,
ognuno va dove gli par;
ognun corre a qualche invito,
chi a giocare e chi a ballar.

Carlo Goldoni






Carnaval de Olinda - arte naïf ..................................Carnaval - autor não identificado










Rei Momo

Máscaras de Carnaval em Veneza


Carnaval no século XVI