A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quarta-feira, outubro 24, 2007

As «diabruras» do papá e do filhinho


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* Ana Rita Estrompa
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Apesar das explicações dadas aos reguladores, o Millennium BCP está a ser alvo de dois processos de investigação simultâneos desencadeados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e pelo Banco de Portugal, por causa do alegado perdão de dívidas a um filho de Jardim Gonçalves e ao accionista José Goes Ferreira.
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in Correio da Manhã 2007.10.20
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» Comentários no CM on line
Domingo, 21 Outubro
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- Simões Este dito eng. Jardim é uma vergonha, quer ter direitos para ele e filhote, que ninguém mais tem. E ainda diz que não sabia de nada... como é que pode ser? Está a brincar connosco e com os accionistas do BCP, que depositam lá o seu dinheiro. Deviam ser obrigados a repor o dinheiro do seu bolsinho - se o filhote não tem dinheiro, tem o beatífico do seu papá.
- Cunha Todo este caso, mostra o fraco valor dos gestores em Portugal.Eles agem como se as empresas fossem deles e dos seus familiares. Este beato sr Jardim do Bcp, ganha mais de 1 milhão de euros por ano, tem guarda-costas e só viaja de avião particular, não se quer misturar ao povo. Bem sei que é da Opus dei, que eles dominam tudo, mas mete nojo. Com a sua falta de ética, só afundou o banco Bcp.
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Sabado, 20 Outubro
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- Luís Bràulio Cardoso de Macedo Pereira (Lic.) “ O que se está a passar no BCP; - é um escândalo que envergonha a Instituição em Particular e a CMVM e a PGR em Geral; - porque nada fazem; perante um escândalo tão evidente de favorecimento pessoal como o que aconteceu no perdão de dívida ao Filho do Engenheiro Civil Jardim Gonçalves; - é lamentável que isto aconteça; porque é demonstrativo ao estado de compadrio a que chegou as altas esferas Financeiras e também é um dos motivos; para afugentar os investimentos estrangeiros neste País; - esta situação; pela publicidade dada; está a ter reflexos no comportamento de alguns investidores Estrangeiros; - uma Economia que não pareça séria; nos seus órgãos reguladores; não oferece garantias aos Investidores de peso. Lisboa. Luís Bràulio Cardoso de Macedo Pereira. (Lic.) “
- Américo Silva. Algés Não foi este cavalheiro que mandou cortar o trânsito em Sintra para casar a filha?
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domingo, setembro 09, 2007

Festa do Avante!: Hoje é o último dia - Convidámos fiscais para a nossa festa

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* Ana Rita Estrompa
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Fiscais da Entidade de Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), representantes dos partidos políticos, do Tribunal Constitucional, dos Órgãos de Soberania e das autarquias foram convidados pelo PCP para estarem presentes na Festa do Avante!. A garantia é de Alexandre Araújo, dirigente comunista e responsável pelo evento, que assim desvalorizou a presença dos fiscais na Quinta da Atalaia, Seixal.
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“Não aceitamos que sejam lançadas suspeitas infundadas sobre as contas do PCP”, defendeu Alexandre Araújo. “A Entidade de Contas é apenas uma entre muitas outras que convidámos para que visitem a nossa festa”, diz ao CM o responsável, acrescentando: “Mas, não sei se os fiscais estão na festa ou não.
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”Uma equipa de observação da ECFP está a inspeccionar as várias formas de entrada de fundos na Festa do Avante!, numa iniciativa inédita que conta com o apoio da Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e dos ministérios das Finanças e da Cultura.Uma das questões que gerou mais controvérsia foi a existência de estabelecimentos que, até ao ano passado, não passavam recibos. “Se aconteceu algum caso onde não se passou recibo foi uma falha da nossa parte que será corrigida”, explicou Alexandre Araújo. Na festa, o CM confirmou que, a pedido do visitante, os estabelecimentos passaram o recibo, embora a maioria das pessoas não tenha feito qualquer solicitação nesse sentido.
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Este ano, são esperadas “várias dezenas de milhar de pessoas”, numa festa que junta 21 direcções- -gerais deste partido, além de delegações da juventude, mulher e imigração. O recinto conta ainda com um espaço internacional, onde estão 25 países representados, e espaços para concertos, teatro, feira do livro e exposições.
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PCP DEIXOU FARC DE FORA
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Este ano, o PCP convidou apenas o Partido Comunista Colombiano (PCC), deixando de fora os representantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), ou da revista ‘Resistência’, principal apoiante das FARC. Embora o PCC seja visto como o braço político desta organização, etiquetada como “terrorista” pelos EUA e pela União Europeia, o PCC é “um partido legal na Colômbia”. “Não mudámos a nossa opinião política sobre as FARC”, reiterou Alexandre Araújo, responsável pela Festa do Avante!, mas “questionados sobre a questão, o partido decidiu não convidar as FARC este ano”, explicou o responsável.
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AGENDA
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COMÍCIO
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O momento político mais alto do dia de hoje ocorrerá às 18h00, quando Jerónimo de Sousa, líder do PCP, discursar no comício de encerramento da 31.ª Festa do Avante!, no Palco 25 de Abril.
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JACINTA CANTA ZECA
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Uma hora e meia depois do comício de encerramento, precisamente às 17h30, Jacinta evoca Zeca Afonso cantando músicas daquele que é um dos mais famosos músicos populares portugueses. É no Auditório 1.º de Maio.
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GUITARRA DE CHAÍNHO
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O Palco 25 de Abril é também o local para um concerto dos Blasted Mechanism, que estarão acompanhados de António Chaínho, mestre da guitarra portuguesa, e da Companhia Algazarra. É às 21h00.
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DEPOIMENTOS
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"A MINHA 19.ª FESTA" (Lonha Heilmair, 50 anos)“ Sou militante do PCP há 5 anos, mas antes era do partido alemão. Estou em Portugal há cerca de 11 anos e esta é a minha 19.ª Festa do Avante! Até os meus filhos que moram na Alemanha vêm de propósito para esta festa.”
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"NÃO HÁ SOLIDÃO" (Inês Cardoso, 31 anos)“ Este ano vim sozinha para a festa, mas aqui ninguém se sente sozinho. Não há solidão. Essa é a beleza: o companheirismo, o contacto entre pessoas que não se conhecem, a partilha de experiências. Tudo isso comove-me muito.”
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"É A PRIMEIRA VEZ" (Carlos Panza, 24 anos)“É a primeira vez que venho à Festa do Avante! e está a ser espectacular. Gosto especialmente do espírito de comunhão, onde ninguém critica ninguém. Vim de propósito de Aljustrel para aqui, com dois amigos, e quero voltar para o ano.”
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"HOJE FAÇO ANOS" (Lara Cunha, 23 anos)“Hoje faço anos e vou passar o dia inteiro aqui. Quero ver os concertos pela noite dentro. Venho à Festa do Avante! deste criança, com os meus pais e os meus avós, e adoro. Parece-me que, de ano para ano, há cada vez mais pessoas.”
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"VIM DE COMBOIO" (António Macau, 70 anos)“Venho todos os anos, porque gosto muito do ambiente, da organização. E das pessoas, que estão cada vez mais civilizadas, já não deitam lixo para o chão. Sou da Damaia e vim de comboio para a festa. A viagem é muito rápida.”
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08-09-2007 - 00:00:00 PCP sob suspeita de ocultar receitas
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in Correio da Manhã 2007.09.09
Foto de João Cortesão

» Comentários no CM on line
Domingo, 9 Setembro
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- JotAngra Lá diz o slogan "Todos diferentes... todos iguais!"
- Carlos Ribeiro Mas convite significa o quê? Entrar sem pagar?!!! Comer à conta?!!! Então não passavam recibos?!! Hummmmmm, eles são todos muito honestos, solidários mas querem é todos "gerir" o dinheiro dos outros. (Almada)

quinta-feira, junho 28, 2007






A Saga do Aeroporto (Parte II)
Concessionária das pontes não comenta
Lusoponte financiou estudo alternativo
O estudo da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e da Associação Comercial do Porto (ACP) com vista a encontrar uma alternativa à Ota para a construção do novo aeroporto de Lisboa foi financiada, em parte, pela Lusoponte.
De acordo com o semanário ‘Expresso’ a empresa concessionária de duas pontes sobre o Tejo – 25 de Abril e Vasco da Gama – foi uma das 30 entidades que financiaram o estudo que procura uma alternativa à Ota na margem sul do rio. A Lusoponte não comenta a notícia, limitando-se a afirmar que participa em “vários estudos”.
A maioria dos empresários e empresas que financiaram o estudo sobre a possibilidade de construir o novo aeroporto em Faias, Poceirão ou Alcochete prefere não revelar a identidade. No entanto, vários empresários apontados publicamente como financiadores daquele estudo já confirmaram que contribuíram com dinheiro para aquele trabalho. Foi o caso de Carlos Barbosa, que justificou o seu gesto como “um contributo de cidadania”, e Joe Berardo, que se mostrou preocupado com os custos da Ota.
O conjunto dos financiadores foi constituído sob a designação Associação Complementar de Empresas.
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Estudo de Alcochete
Empresários suportam custos
O presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, confirmou ter sido um dos financiadores do estudo sobre a localização do novo aeroporto encomendado pelo presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), mas disse desconhecer os restantes promotores.
Aquele responsável afirmou ter “um interesse meramente patriótico”, afastando qualquer outro tipo de interesses financeiros nos locais apontados como alternativas à Ota para a instalação do novo aeroporto. Também Joe Berardo admitiu ter financiado aquele estudo, adiantando que “não gostaria que o preço do táxi da Ota para Lisboa fosse mais caro do que um bilhete de avião”. Além de Carlos Barbosa e de Joe Berardo, o “Diário Económico” referiu os nomes de Alfredo de Mello e Patrício Gouveia como fazendo parte de um grupo de 20 empresários a quem a CIP recorreu para financiar o estudo sobre a alternativa Alcochete para o novo aeroporto de Lisboa. Segundo o jornal, nenhum deles tem interesses na zona.
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Quatro financiadores revelados
CIP e Governo desmentem negociação no estudo
O estudo sobre a construção do futuro aeroporto de Lisboa realizado pela Confederação da Industria Portuguesa (CIP) contemplava a hipótese de manutenção das infra-estruturas da Portela e a construção de umas instalações complementares. No entanto, a solução ‘Portela+1’ foi retirada, após o Governo fazer saber ser essa a condição essencial para a avaliação comparada das localizações, avança a edição desta sexta-feira do ‘Semanário Económico’.
Esta notícia foi, entretanto, desmentida tanto pelo Governo como pela CIP. Segundo a rádio TSF, a CIP desmente a informação, afirmando que não foi negociado previamente quais as hipóteses a considerar no estudo.Também fonte do Ministério das Obras Públicas, de acordo com a rádio, afirma que a notícia é falsa, acrescentando que o Executivo não impôs qualquer condição neste estudo.Recorde-se que o estudo elaborado pela CIP, apresentado pelo presidente do organismo, Francisco Van Zeller, ao Presidente da República na segunda-feira, defende a solução da região do Campo de Tiro de Alcochete como a melhor para a construção do futuro aeroporto.
O ‘Diário Económico’ adianta esta sexta-feira que os empresários Joe Berardo, Alexandre Patrício Gouveia e Carlos Barbosa são alguns dos financiadores deste estudo. Em comum, o empresário madeirense, o administrador do El Corte Inglês e o presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP) dizem não ter qualquer interesse financeiro em Alcochete.
Para Joe Berardo, em declarações ao ‘Diário Económico’, o apoio financeiro a este projecto prende-se com o facto de não querer uma solução em que um “bilhete de táxi custe mais do que um bilhete de avião”.
Já o responsável pelo El Corte Inglês, Alexandre Patrício Gouveia, que assumiu não concordar com o aeroporto na Ota, revela que se a “decisão for errada, todo o desenvolvimento do País ficaria em causa”.
Carlos Barbosa justifica o que apoio com o desejo de que se “gaste bem o dinheiro público” e que se escolha a opção “que dure mais tempo”. O presidente do ACP afirma ainda que os financiadores deste estudo, mais de 20 empresários, não são “anti-Ota”, informa ainda o ‘Diário Económico’.
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Estudos do novo aeroporto
Alcochete ameaça negócios de terras
* António Sérgio Azenha / Raquel Oliveira / Ana Rita Estrompa
A eventual construção do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro em Alcochete permitirá, desde logo, obter uma poupança de 65 milhões de euros em expropriações de terrenos, verba prevista para a compra a 16 proprietários de 1810 hectares para a instalação do projecto na Ota. Com o Presidente da República, Cavaco Silva, a alertar para a necessidade de avaliar a relação custo-benefício da construção do novo aeroporto na Ota, José Sócrates considera, segundo apurou o CM, que aquela alternativa tem “aspectos interessantes ao nível financeiro”.
Como os 7500 hectares de área do Campo de Tiro naquela vila da margem sul do Tejo estão integralmente na posse do Estado, o Governo já não teria necessidade de investir na aquisição de terrenos uma verba equivalente à despesa realizada com a construção de três túneis do Marquês de Pombal, que custou cerca de 19 milhões de euros. Com a edificação do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro em Alcochete, como sugere o estudo preliminar ontem apresentado pelo presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) ao Presidente da República, Francisco Van Zeller estima que seriam poupados três mil milhões de euros, uma verba que é muito pouco inferior aos 3,1 mil milhões de euros previstos para a instalação do aeroporto na Ota. Para o presidente da CIP, a construção deste projecto na Ota terá um custo superior ao previsto.
O plano de investimentos para o período de construção entre 2010 e 2016, apresentado pelo Banco Efisa no final de 2005, prevê que o Estado tenha de investir 65 milhões de euros na compra dos terrenos para a construção do aeroporto. Num universo de 25 propriedades que tinham de ser adquiridas para perfazer os 1810 hectares para a edificação do projecto, quase todas situadas na freguesia de Triana, toda esta área pertence, segundo a lista constante no site da NAER, a 16 proprietários.
Perante as críticas ao avultado investimento na edificação do projecto na Ota e com Cavaco Silva a lançar alertas, o primeiro-ministro, que analisou o estudo em detalhe nos últimos dias, entende que, sendo “os terrenos do Estado, (isso) é um aspecto interessante do ponto de vista financeiro”, até porque “o estudo tecnicamente tem credibilidade”.
GOVERNO DECIDE DENTRO DE SEIS MESES
Alcochete vai ser estudada como alternativa à Ota mas todos os procedimentos independentes da localização, nomeadamente o modelo de privatização da ANA, seguirão o seu curso. Dentro de seis meses, o Governo tomará a “decisão política”, sublinhou o ministro das Obras Públicas, ontem de manhã num colóquio no Parlamento, que teve como convidados, entre outros, os presidente da Tap, Fernando Pinto, e da ANA, Guilhermino Rodrigues. Mário Lino explicou que mandatou o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para estudar a viabilidade desta nova localidade para a construção do novo aeroporto e, se a conclusão for nesse sentido, aquele instituto fará depois um estudo comparativo com a Ota.
SÓCRATES E VAN ZELLER COMBINADOS
O primeiro-ministro assumiu um compromisso com Francisco Van Zeller de analisar o estudo alternativo para a localização do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete. “Eu disse (ao primeiro-ministro) o que ia fazer, como, quando e em que ângulo”, revelou Van Zeller. Por seu lado, “o primeiro-ministro disse que iria levar o estudo a sério e não deitá-lo para o lixo”.
Sócrates comprometeu-se ainda “a não tomar nenhuma acção irreversível em relação à Ota”, como explicou ontem o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e responsável pelo estudo. O primeiro-ministro sabia da existência daquele relatório desde o início (há três meses) e, na passada quarta-feira, por volta das 14h30, recebeu-o pelas mãos do próprio Van Zeller. O trabalho, feito por 16 especialistas e coordenado por Carlos Borrego, ex-ministro do Ambiente, aponta o Campo de Tiro de Alcochete como ideal para o novo aeroporto, em especial a localização entre os concelhos de Benavente e Montijo.
Francisco Van Zeller, acompanhado por Carlos Borrego e Ernâni Lopes, ex-ministro das Finanças, foi ontem a Belém entregar as suas conclusões a Cavaco Silva.
“O Presidente disse que faziam falta alternativas para lançar a discussão” sobre o tema, explicou Francisco Van Zeller. O líder da CIP garantiu que a responsabilidade do estudo é sua e não da Confederação. Quanto aos custos do relatório, Van Zeller foi claro: “Ninguém nunca saberá quanto custou ou quem o pagou”.
DONOS DA OTA - Construções António S. Domingues, Lda: Olival Velho; Barrada Martim Vaz; Quinta do Carneiro; Barrada da Cabra- Sociedade Agrícola Modesto & Filhos, Lda: Charneca; Volta Larga Cova do Bunho; Vale Caçareiro- Sociedade Agríc. das Salgadas, Lda: Vale Sereno; Quinta da Torre- Jorge Cunha e Carmo: Herdade do Paul/Ota; Quinta do Pombal- Defesa Nacional: BA 2- Carlos Ventura: Casal do Duque; Casal da Prata - Maria Câmara: Quinta da Ota- Maria Conceição Freire: Quinta da Bemposta- Vasco Furtado: Casal do Brejo- João António Luís: Brejo- Ronca & Tomás, Lda: Quinta da Bemposta- Maria Coelho: Casal Morais- Manuel Pipa Amorim: Barrada do Moinho Novo- Félix Rocha: Casal Martim Vaz- Jacinto da Costa/João da Costa: Martim Vaz ou Barrada- Cimpor-Indústria de Cimentos S.A.: Herdade do Paul da Ota- Joaquim Cabral; Manuel Cabral e Herdeiros de Tito Jerónimo da Silva Lagos: Quinta do Casal do Vale.
OUTROS DADOS
MAIS BARATO
O aeroporto em Alcochete será 3000 milhões de euros mais barato, tendo em conta os acessos e os custos de obras necessárias na Ota, de acordo com o relatório de Francisco Van Zeller, ontem conhecido.
MAIS RÁPIDO
Segundo o mesmo relatório, o aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete demoraria menos três anos a construir do que na Ota.
ILIMITADO
Tendo em conta os 7500 hectares de terreno no Campo de Tiro de Alcochete, “a capacidade de alargamento da infra-estrutura é ilimitada”, explicou ontem Van Zeller, ao contrário da Ota, que tem uma capacidade de desenvolvimento limitada. (...)
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Novo Aeroporto de Lisboa
Empresários apresentam seis alternativas
Seis localizações possíveis foram apontadas no estudo sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa, que a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) hoje apresentou. Algumas das alternativas implicam uma ocupação significativa do Campo de Tiro de Alcochete.
Além das hipóteses já conhecidas da Ota e do Poceirão, o estudo agora presente pelo presidente da CIP, Francisco Van Zeller, ao Presidente da República, Cavaco Silva, aponta seis outras alternativas, “integradas numa extensa área de espaços florestais, em parte classificados como degradados, localizados na zona nascente do Campo de Tiro de Alcochete e na proximidade do local que vem sendo designado como Faias”.
O estudo foi realizado por 16 professores universitários e coordenado por Carlos Borrego e Miguel Coutinho e aponta três possíveis localizações nesta zona, com orientação Este/Oeste.
Outras três zonas consideradas, com orientação Norte/Sul, abrangem os concelhos de Benavente e do Montijo.
A região a ser abrangida pela intervenção de um aeroporto nesta zona situa-se a leste do Campo de Tiro de Alcochete, limitada a nascente pela A-13 e estende-se pelos concelhos de Benavente, Montijo e Palmela. Esta é uma zona essencialmente ocupada por eucaliptal, com algumas manchas de montado e de regadio.
Segundo o estudo, a orientação Norte/Sul, na zona denominada H6 – que abrange os concelhos de Benavente e Montijo - é a que apresenta menor efeitos ambientais, seja relativo ao número de sobreiros a abater e ao facto da aproximação não entrar em conflito com a Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, bem como anula a necessidade de desalojamentos, já que a zona é desabitada e apresenta fracas perturbações sociais relacionadas com as expropriações, já que 94 por cento dos terrenos pertencem ao Estado.
INICIATIVA DE VAN ZELLER
O presidente da CIP afirmou que a iniciativa da realização do presente estudo foi obra sua em que a direcção da Confederação desconhece as conclusões do relatório.
Francisco Van Zeller justificou com a “manutenção do sigilo” a razão porque não partilhou a decisão da realização deste estudo alternativo à Ota com a direcção da CIP.Na próxima segunda-feira o assunto será debatido numa reunião da direcção da CIP.
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in Correio da Manhã, 2007.06.17/16/15/12/11
Nota on line de um leitor do CM:
pittagroz O engraçado e útil não é divulgar os terrenos que seriam expropriadados, já que esses terão um preço controlado pelo Estado. O bonito é saber de quem são os terrenos à volta dos expropriados, sim que esses é que se valorizariam sem limite e sem intervenção senão do próprio mercado. (Luanda)
NOTA – Num dos Governos de Cavaco Silva/PSD havia duas soluções em cima da mesa: a defendida pelo Ministro dos Obras Públicas (Barreiro/Chelas), zonas já urbanizadas, mas que descongestionava o trânsito na Ponte 25 de Abril, e a defendida pelo Ministro do Ambiente, que venceu e daria origem à Ponte Vasco da Gama, «desaguando» em Alcochete, zona agrícola e pouco urbanizada. Tal como pergunta pittagrozz, quem são os proprietários directos ou através de «testas de ferro» dos terrenos circundantes a cada uma das soluções em cima da mesa, tanto mais quanto não teria sido abandonada a solução Barreiro/Chelas, quanto muito adiada para as calendas gregas? Tanta generosidade da CIP, CAP e dezenas de beneméritos anónimos, para além de Joe Berardo e Companhia, dá que pensar pois que, como dizia D. Quixote, «não acredito em bruxas, mas que as há, há!»
VN

quinta-feira, maio 17, 2007


Estado: Tributação em 2007
Despesa custa 147 dias de trabalho

* Ana Rita Estrompa

As conclusões são de um estudo do Gabinete de Análise Económica (GANEC) da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, em parceira com a Associação Industrial Portuguesa (AIP), apresentado para assinalar o Dia da Libertação dos Impostos. Ontem foi o primeiro dia do ano que os portugueses trabalharam “para si próprios”.


“Seriam 147 dias de trabalho só para pagar impostos, o que obrigaria a um aumento brutal da carga fiscal sobre os portugueses”, disse ontem António Pinto Barbosa. Pelo contrário, o responsável pelo estudo defende que seria possível uma redução dos impostos. Mas com uma condição: “Penso que os impostos podem baixar, mas essa redução terá de ser proporcional à diminuição da despesa pública.”

Segundo o estudo do GANEC, o número de dias de trabalho indispensáveis para o pagamento de impostos tem aumentado todos os anos, ou seja, o peso da carga fiscal tem subido, uma tendência que, para António Pinto Barbosa, não pode continuar por muito mais tempo. “Daí a necessidade de reduzir a despesa”, concluiu o responsável.

Esta opinião é partilhada pelo presidente da AIP, Rocha de Matos, no sentido de tornar as empresas mais competitivas.

Apesar de este período estar a aumentar, Portugal é um dos países da União Europeia onde menos dias de trabalho são necessários para pagar as obrigações fiscais. Só na Irlanda se trabalha menos do que no nosso país (122,8 dias), situação que, para Rocha de Matos, é a ideal.

A média da UE é de 151 dias, enquanto na Suécia são necessários 183,2 dias de salários só para pagar os impostos.

DIA DE LIBERTAÇÃO DOS IMPOSTOS POR TIPO DE IMPOSTO

ESTE ANO SÃO NECESSÁRIOS OS DIAS ABAIXO INDICADOS PARA CUMPRIR CADA UMA DAS OBRIGAÇÕES FISCAIS

IRS - 
20 dias
IRC 
- 12 dias
IVA 
- 32 dias

IMPOSTO DE SELO - 4 dias
IMPOSTO AUTOMÓVEL 
- 3 dias
IMPOSTO DO TABACO 
- 4 dias

ISP 
- 7 dias
CONTRIBUIÇÕES - 
46 dias
OUTROS IMPOSTOS - 8 dias 
 

in Correio da Manhã 2007.05.17