A Internacional

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domingo, abril 07, 2013

As pistas que podem ser lidas no acórdão do TC

Público


rui gaudêncio


Há limites que nem a situação particular que o país atravessa justifica, defende Tribunal Constitucional.
No acórdão que viabiliza os cortes nos salários dos trabalhadores do sector público e a contribuição extraordinária de solidariedade (CES) aplicada às pensões acima de 1350 euros, o Tribunal Constitucional faz questão de destacar a situação de excepcionalidade e de dificuldade económica que justifica estas medidas em 2013. Mas também deixa claro que há limites que nem a situação particular que o país atravessa justifica.
No documento redigido pelo conselheiro Carlos Fernandes Cadilha, o TC não se cansa de frisar que os cortes nos salários e nas pensões têm um carácter transitório, deixando em aberto uma posição sobre eventuais cortes na despesa de carácter permanente.
Para o constitucionalista Jorge Bacelar de Vasconcelos, a "grande mensagem que passa do acórdão é que a excepção não se pode tornar regra". Na prática, explica, o TC faz questão de acentuar que os cortes nos salários ou nas pensões apenas são aceitáveis na medida em que são transitórios.
Também o constitucionalista Jorge Pereira da Silva destaca esta insistência do TC na questão da transitoriedade, dando "claramente a ideia de que não está disposto a abdicar dessa linha de continuidade". "É um acórdão surpreendente e que rigidifica demasiado a margem orçamental que o Governo tem para desempenhar as suas funções", lamenta.
Até agora, o TC apenas validou medidas de redução da despesa de carácter temporário e sempre para responder a uma situação de excepcionalidade. Confrontado com cortes permanentes como é que iria reagir?
À luz do acórdão, até onde poderá ir o Governo no plano de redução permanente da despesa pública - do qual depende a transferência da próxima tranche do empréstimo da troika? A prova dos nove só será tirada quando o TC for confrontado com medidas em concreto de cortes permanentes. Até lá, ficam apenas os argumentos que justificaram a decisão tomada na sexta-feira.
Pensões actuais podem ser reduzidas
O TC vem deixar claro que, tal como os salários, o valor das pensões que já estão a ser pagas pode ser limitado. Uma inovação face aquela que tem sido a orientação da legislação nesta matéria, que sempre garantiu regras para acautelar as situações já constituídas. É também um passo em frente face ao acórdão do ano passado, que declarou inconstitucional a suspensão dos subsídios de férias e de Natal dos aposentados do Estado, sem entrar por argumentos desta natureza.
Este ano, quando analisa a constitucionalidade da norma (artigo 77º) do Orçamento do Estado que suspende o pagamento do subsídio de férias de aposentados e reformados, o TC diz claramente que "o reconhecimento do direito à pensão e a tutela específica de que ele goza não afastam, à partida, a redução do montante concreto da pensão".
"O que está constitucionalmente garantido é o direito à pensão, não o direito a um certo montante, a título de pensão", justificam os juízes.
É este entendimento que leva a que alguns constitucionalistas considerem que pode haver margem para se enveredar por cortes no valor das pensões que já estão a ser pagas. Até onde se pode ir é a grande questão.
O constitucionalista Rui Medeiros considera que esta questão é muito relevante, mas tem que ser confrontada com o facto de no mesmo acórdão o TC apenas admitir o corte nas pensões (através da CES) enquanto medida transitória para fazer face à situação de de emergência económica e financeira que Portugal atravessa.
Além disso, alerta ainda Medeiros, o TC deixa claro que há limites para os cortes que estão no terreno. "Não fecha a porta a uma reforma do Estado social, mas a tolerância para a redução das pensões é reduzida. É tão reduzida que o Tribunal veio dizer que a CES é possível, enquanto medida transitória, mas o corte de 90% do subsídio dos aposentados e reformados é demasiado avassalador", sustenta.
O corte permanente na despesa terá que incidir sobre o sistema de pensões, o próprio relatório do FMI aponta vários caminhos, um deles passa pela redução do valor das actuais pensões.
Cortes salariais e despedimentos no Estado
No acórdão resulta claro que o TC aceita, dado o carácter excepcional da situação, que transitoriamente haja um corte nos salários, tal como nas pensões. Mas ao declarar a suspensão do subsídios de férias inconstitucional, veio alertar que os sacrifícios têm limites.
O TC analisa o efeito acumulado da redução da remuneração desde 2011, com a suspensão da totalidade ou de parte do subsídio de férias. No acórdão determina-se que o corte do subsídio viola os princípios da igualdade e da justa repartição dos encargos.
Na argumentação, os juízes deixam um recado ao Governo para que diversifique as soluções de redução da despesa, frisando que "não serve hoje de justificação para a supressão de um dos subsídios (...), a par da diminuição da remuneração mensal, que esta seja ainda a medida com efeitos seguros e imediatos na redução do défice a única opção para garantir a prossecução do objectivo traçado".
Segundo o constitucionalista Bacelar Vasconcelos, o Governo foi pelo "caminho mais fácil". "Esperava que o Governo, para incidir na diminuição da despesa procedesse a uma reforma do Estado. Mas não o fez, porque é mais prático impor soluções, sob o fantasma da troika e do estado de necessidade", realça, destcando o alerta deixado pelo TC.
Mais uma vez o Tribunal admite, que dada a conjuntura económica, possa haver "alguma diferenciação entre quem recebe por verbas públicas e quem acuta no sector privado". Mas segundo Rui Medeiros, ao considerar que cortar os salários (entre 3,5% e 10%) e um subsídio (para quem ganha acima de 1100 euros) é ir longe demais, o TC está a limitar essa diferenciação.
Na prática,defende, isso poderá levar o Governo a mexer no estatudo dos funcionários públicos com vínculo permanente, abrindo a porta a despedimentos (ver entrevista).
A perspectiva é partilhada pelo constitucionalista Jorge Pereira da Silva. Além disso, considera que o TC fecha a porta a cortes estruturais nos salários, dado que ao inviabilizar o corte do subsídio de férias deixou claro que "o limite do sacrifício" são os cortes salariais em vigor desde 2011, justificados pela situação que o país atravessa.
Aumentar impostos
Bacelar de Vasconcelos, constitucionalista, considera que as intervenções por via fiscal - desde que respeitem o princípio da igualdade - "de forma alguma estão vedadas por este acordo".
Na verdade, o acórdão do TC não belisca nem a redução dos escalões de IRS, nem a sobretaxa de 3,5% aplicada aos rendimentos superiores ao salário mínimo.
Pereira da Silva realça mesmo que nada impede o Governo de, para resolver o problema da despesa deixado em aberto pelo chumbo dos cortes no subsídio de férias das contribuições aplicadas sobre os subsídios de desemrpego e de doença, lançar um imposto ou agravar a sobretaxa do IRS.
Desta forma, destaca, garantiria o encaixe das verbas e minimizar o efeito do pagamento do subsídios a trabalhadores do sector público e a reformados da Caixa Geral de Aposentações e da Segurnaça Social e da devolução das contribuições retidas aos beneficiários das prestaçõesde desmeprego (6%) e de doença (5%) desde Janeiro.
Contudo, a carga fiscal já está em níveis elevados e uma solução deste tipo comportaria riscos ao nível da arrecadação da receita.
Recuperar contribuições das prestações sociais
O Governo poderá ainda fazer aprovar uma lei que imponha que os subsídios de férias e de doença estejam sujeitos a uma contribuição, dado que o TC não chumbou esta solução. O problema colocado pelos conselheiros foi o facto de no OE o Governo não ter salvaguardado os valores mínimos que, no caso do subsídio de desemprego é de 419,22 euros. Na prática, a solução agora chumbada permitia que um beneficiários do patamar mínimo desta prestação fosse confrontado com um corte de 6%, ficando abaixo do limiar mínimo previsto na Lei que estabelece o regime de protecção no desemprego. "Haverá sempre de ressalvar, ainda que em situação de emergência económica, o núcleo essencial da existência mínima", lê-se noi acórdão. Raquel Martins

sábado, fevereiro 11, 2012

Arménio Carlos: "Sacrifícios não criam riqueza, deixem-nos respirar"

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Entrevista ao secretário-geral da CGTP

11.02.2012 - 09:23 Por João Ramos de Almeida, Raquel Martins
<p>Arménio Carlos disse que a economia está a regredir em vez de crescer</p>
Arménio Carlos disse que a economia está a regredir em vez de crescer
 (Nuno Ferreira Santos)
A três dias da manifestação marcada para esta tarde em Lisboa, Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, mostrava-se confiante na capacidade de mobilização dos portugueses. Defende a renegociação da dívida para que o país possa criar riqueza e emprego.

Quais são as suas expectativas em relação à manifestação do próximo sábado (hoje)?


Vamos ter uma das maiores manifestações de sempre. Trata-se de um momento-chave que se segue à assinatura do acordo de concertação, cujos conteúdos contestamos, e imediatamente após às declarações do primeiro-ministro - que são de um desrespeito - a dizer que os portugueses são piegas e que custe o que custar isto [o memorando] tem que avançar. Os trabalhadores, os pensionistas, os jovens, os desempregados, as famílias, os micro e pequenos empresários é que estão a pagar o custe o que custar. 



Porquê o Terreiro do Paço?



É um espaço simbólico. Há muitos anos que o movimento sindical não fazia uma manifestação no Terreiro do Paço. Também aqui é preciso haver criatividade. Correndo o risco, porque se trata de um espaço enormíssimo. 



Espera uma alteração do comportamento das empresas depois da manifestação?



Não sei se haverá uma alteração, porque como sabemos uma parte das entidades patronais está na expectativa de poder vir a concretizar, por via da legislação laboral, as alterações que resultam do acordo. O que temos em curso é uma subversão do direito do trabalho, que sempre teve como pressuposto proteger a parte mais fraca - os trabalhadores, passando a ser o direito do trabalho das entidades patronais. É isso que vamos combater.



Na situação que se vive não será necessário perder alguns direitos para assegurar a sobrevivência das empresas e do emprego?



As empresas só sobrevivem se a economia estiver bem. Estas políticas estão a indicar-nos que a economia em vez de crescer está a regredir. Estamos com uma riqueza que caiu ao nível de 2001 e com uma dívida que vai atingir os112%, quando há um ano estava na ordem dos 92%. 


Nestas alturas por norma também há entidades patronais menos escrupulosas que aproveitam a oportunidade para, a pretexto de reestruturações, afastar trabalhadores efectivos na perspectiva que amanhã os poderá substituir por outros trabalhadores com vínculos precários, menos direitos e menos salários. 



Depois a facilitação dos despedimentos e a redução das indemnizações são um incentivo para que as empresas passem a fazer despedimentos com maior regularidade, generalizem a precariedade, reduzam salários e protecção social, com tudo o que isso implica. 



A redução dos salários e a diminuição do emprego tem uma ligação directa com a sustentabilidade financeira da Segurança Social (SS). É todo um puzzle que está em marcha e que procura pôr em causa as funções essenciais do Estado.



Então acha que há então uma intenção deliberada?



É uma concepção neoliberal. Se associarmos o memorando, o acordo e o programa do Governo está lá tudo: estado mínimo para os trabalhadores e a população e estado máximo para os grandes grupos económicos e financeiros. 



As medidas de apoio ao emprego [previstas no acordo] não deixam nenhuma dúvida. Vemos que a Segurança Social (SS) é chamada para financiar as empresas, ajudar a baixar os salários, generalizar a precariedade. As medidas do passado não corresponderam aos objectivos definidos inicialmente, mas a resposta foi mantê-las e acrescentar mais algumas.



Nesta fase não serão úteis e um estímulo para manter algum emprego?



Não vão manter emprego nenhum, vão mexer nas estatísticas. Admitimos que a SS possa apoiar a criação de emprego, mas tem que haver uma contrapartida de que o emprego se vai manter. As políticas activas podem minimizar aqui e ali os problemas, mas não os resolvem. Até porque as empresas para produzirem mais precisam de escoar os seus produtos. A solução para os problemas do país tem que passar pela política económica.



Se fosse possível rever o memorando que políticas colocaria?



A revisão do memorando passa desde logo pela renegociação da dívida em prazos, juros e montantes. Se nos derem prazos mais alargados podemos criar políticas económicas que dinamizem a economia e criem emprego. Há uma parte do montante que é dívida e que tem que ser paga, outra que é resultado da especulação. Temos condições para pagar uma dívida com juros na ordem dos 13 ou 15%? Temos que rever os juros.



Além da renegociação da dívida que outras alternativas propõem?



Defendemos também a alteração do regulamento do Banco Central Europeu para que abra uma linha de crédito e faça os empréstimos aos Estados a um juro de1%. A outra componente tem a ver com o período para a redução do défice, que deve ser prolongado no tempo. É importante que se reduza o défice, mas que esse valor se atinja daqui a mais alguns anos. Eram dispensáveis estes sacrifícios e sobrava algum dinheiro para o Estado fazer investimentos públicos. 



Mas isso resolvia o problema? Na base não está um défice de competitividade da economia e parte da responsabilidade não é também a criação do Euro?



O euro teve como finalidade servir os interesses de alguns países, nomeadamente da Alemanha. Portugal é prejudicado com o euro.



O problema não se resolve apenas em torno da discussão da questão do euro, mas sobretudo em torno das questões económicas e financeiras da própria UE. 



Temos um país que vai à frente, a Alemanha, e determina as condições. Mas se é verdade que estes problemas financeiros com que os países se estão a confrontar são problemáticos para os da periferia, também é verdade que isto já está a afectar a economia dos países de maior dimensão.



A situação portuguesa não se resolve isoladamente?



Naturalmente que há dependência relativamente ao que se está a passar na UE. Mas há medidas que têm que se assumir internamente como a renegociação da dívida ou o prolongamento do período de ajustamento. Mas há outras. Há algum país no mundo que se desenvolva se não apostar no sector produtivo? São medidas que, admitimos, não têm efeitos imediatos no espaço de um ou dois anos, mas tem que haver uma visão estratégica. Falamos muito nas importações e nas exportações. O problema do défice comercial resolve-se exportando mais, mas precisamos de importar menos e isso implica dar uma maior atenção ao sector produtivo.



Mas isso só se faz por uma reestruturação completa da indústria de modo a criar condições para maior valor acrescentado.



A primeira prioridade é a aposta no sector industrial. É uma questão de opção política. Se não for assim como propomos, as medidas que este governo está a seguir vão resolver os problemas do país? Vamos ter um sector produtivo mais dinâmico e com condições para responder às necessidades dos próximos anos? Vamos ter mais emprego? Mais riqueza? Pagar o que devemos nas condições que nos a estão a impor? Não vamos. Veja-se o exemplo da Grécia.



Seguindo esse exemplo então vamos caminhar para o abismo. Na sua opiniãoo que poderá acontecer?



O futuro do país e dos portugueses não vai ser risonho. O que estamos a antever é o aumento das desigualdades e a generalização da pobreza. O valor do limiar da pobreza está nos 434 euros. Um trabalhador que recebe o 485 de salário mínimo, fica com 432 euros, depois dos descontos, dois euros abaixo do limiar. Logo aqui temos 400 mil pessoas que, estando a trabalhar, estão a empobrecer. Além dos pensionistas. Mais de um milhão vive com pensões inferiores ao limiar da pobreza. Além disso, 58 em cada 100 desempregados não recebe subsídio de desemprego. Para onde estamos a caminhar?



O empobrecimento seria maior se saíssemos do euro?



A manutenção ou a saída do euro tem sempre que preservar os interesses nacionais. O problema ainda não se colocou. O que existe é a intenção de alguns países, nomeadamente os mais poderosos, afastarem outros do euro. Nós dizemos não. A entrada para o euro fez-se de uma forma leviana a partir do pressuposto de que tínhamos que ir pelo pelotão da frente, dando ideia de que estávamos em igualdade de circunstâncias quando estávamos com distâncias gritantes. Já que cá estamos queremos discutir. Estamos em Portugal com este problema e o que fazemos, aceitamos as condições?



Dentro de umas semanas estará aí a troika para fazer o ponto de situação. Se no plano económico analisarmos as consequências temos que reconhecer que estamos numa situação muito mais difícil do que anteriormente. Mais do que governar para calmar os mercados, este governo devia governar para defender os interesses nacionais.



Mas o Governo não quererá cumprir agora para aumentar a margem de negociação?



Essa é uma boa tese, mas basta ver o que se passa na Grécia. Vamos ter condições para pagar o que devemos nos moldes e nos prazos previstos? Não vamos. O problema aqui tem a ver com soberania. O país vai ficar mais dependente do exterior, com menos riqueza, menos condições para negociar e menos condições para pagar. E quando chegar a altura vamos negociar de mão estendida.



E será necessário tomar mais medidas?



Necessário não será, mas na lógica deles cada negociação implica um novo pacote. Há uma diferença entre o que defendemos para Portugal e o que se está a passar na Grécia. Na Grécia cada reestruturação é acompanhada de mais pacotes de austeridade. O que defendemos é que austeridade e sacrifícios não criam riqueza e impedem que cumpramos as nossas obrigações. Deixem-nos respirar.



Deixe-nos voltar à questão do euro. Se essas políticas arriscam a que a Grécia possa sair do euro, por que razão a saída do euro não é objecto de debate?



Acima de tudo porque há, da parte do Governo e de um conjunto de organizações e individualidades que o apoiam muito pouco à-vontade – ou seja, medo – de fazer essa discussão. Porque levaria à discussão do que foi a nossa entrada no euro e à situação em que neste momento estamos. Daqui se poderia retirar um conjunto de ilações muito negativas e muito comprometedoras para os actores desse processo. Em segundo lugar, iriam no sentido oposto às políticas que neste momento estão a ser seguidas. Nomeadamente, a assinatura do memorando e outras que tais. 



Que o problema tem de ser discutido, tem. E com isso não estamos a dizer que temos de sair do euro ou de ficar no euro. Tem de haver frontalidade e seriedade na reflexão e na discussão.



Há dias, no Programa Prós e Contras, foi-lhe dito que nunca tivera responsabilidades empresariais e nunca soubera o que era não dormir por não ter dinheiro para pagar os salários. Não deveria haver um maior envolvimento dos trabalhadores na gestão das empresas?



Não confundimos a participação activa dos trabalhadores na gestão das empresas com a co-gestão. Cada coisa no seu lugar. Os trabalhadores têm uma função, as entidades patronais têm outra função. 



Nós muitas vezes vamos para casa e não conseguimos dormir com situações como a que constatei em Valadares. Os trabalhadores estão ali todos os dias a defender os postos de trabalho, a exigir o pagamento dos seus salários e dizer que querem pôr a empresa a funcionar desde que a administração cumpra os direitos. E ver que, do outro lado, há posicionamentos patronais que não só não honram assuas obrigações, como jogam na lógica do desgaste. Isso é que é que me preocupa. 



Há muita gente interessada em defender as empresas, a começar pelos empresários. Mas não há ninguém mais interessada em manter as empresas do que os trabalhadores. Temos empresas bem geridas, e temos trabalhadores que já provaram que conseguem produzir aqui como produzem no estrangeiro. 



Temos consciência de que, nesta fase difícil que o país atravessa, há empresas que estão com dificuldades e não conseguem escoar os seus produtos. E qual o papel do Estado aqui? Facilitar o acesso ao financiamento e até ao próprio crédito, a questão dos custos de produção, da energia, das telecomunicações.



Porque não se vai por aí?



Boa pergunta. 



A Confederação da Indústria Portuguesa defende o mesmo.



Claro. Mas aí geram-se as contradições dos próprios intervenientes. Porque quando estamos a falar dos custos de produção da energia e das telecomunicações, estamos a falar de interesses instalados que são assumidos em duas componentes: os interesses daqueles que estão à frente das empresas e daqueles que são simultaneamente accionistas das empresas que prestam serviços. 



Acha que a CIP defende essa lógica?



A CIP nunca foi além da declaração que é preciso reduzir os custos de contexto. Nunca assumiu uma posição dizendo “esta é uma prioridades e nós queremos que isto vá para a frente”.



Mas se os custos de contexto são os mais elevados, também teriam vantagem em reduzir a maior parcela de custos. Nesse caso jogam contra eles próprios?



Estão a jogar contra o sector produtivo e o desenvolvimento do sector produtivo. Mas pode ser o interesse imediato. Se não é assim, se estamos a ser injustos, então têm uma boa maneira de provar o contrário. Que é assumir publicamente perante o Governo que os custos de produção têm mesmo de baixar. Até podem fazer uma contrapartida: não se toca na legislação laboral e reduz-se nesses custos. 



O que está em marcha não tem nada a ver com os interesses dos micro e pequenos empresários, mas dos grandes empresários. Estas políticas económicas não vão resolver problema nenhum das pequenas e médias empresas.



Versão completa da entrevista publicada às 14h55.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Sócrates reúne com centrais sindicais Governo admite reduzir indemnizações pagas pelas empresas em caso de despedimento


08.12.2010 - 23:15 Por Raquel Martins
O Governo prepara-se para discutir com os parceiros sociais uma redução das indemnizações pagas aos trabalhadores em caso de despedimento.


O objectivo de reduzir os custos suportados pelas empresas, mas a forma como isso irá efectivar-se é ainda uma incógnita.

“É uma matéria em aberto”, frisou o líder da UGT, João Proença, no final de um encontro esta quarta-feira com o primeiro-ministro para discutir uma agenda para a competitividade, o crescimento e o emprego. Já Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, que também reuniu com José Sócrates, garante que “o Governo não abriu o jogo”.

Em causa poderá estar a indemnização paga aos trabalhadores que são alvo de despedimento colectivo ou que rescindem o contrato por mútuo acordo. O actual Código do Trabalho estabelece que a empresa deve pagar, no mínimo, um mês por cada ano de trabalho.

Embora o Governo não tenha dado pormenores sobre as alterações que pretende fazer, uma das hipóteses poderá passar pela criação de um limite máximo para o valor da indemnização - uma exigência que os patrões já colocaram por diversas vezes na mesa da concertação social sem qualquer efeito.

A redução dos custos com os despedimentos foi uma das recomendações que a Comissão Europeia fez a Portugal na semana passada. O porta-voz do comissário Europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, disse ao Jornal de Negócios que Bruxelas aconselha o Governo a reduzir “substancialmente” as indemnizações que as empresas têm que suportar quando despedem um trabalhador.

“Relativamente ao problema das indemnizações, é uma questão que poderá dizer-se que facilitará os despedimentos. É uma matéria em aberto, Vamos ver o que dá este tipo de discussão”, afirmou João Proença. Contudo, o líder da UGT lembra “que só cinco por cento dos trabalhadores despedidos foram alvo de despedimento colectivo e receberam um salário por cada ano de trabalho, enquanto uma parte significativa recebeu mais do que um mês, porque fez rescisões amigáveis”. Já a CGTP considera a mudança “desnecessária”, dado que “o código já é suficientemente aberto”.

António Monteiro Fernandes, que em 2007 coordenou o Livro Branco das Relações Laborais, reconhece que ao “embaratecer os despedimentos está-se também a facilitar os despedimentos”, mas não vê nas indemnizações o principal problema do mercado de trabalho nacional.

“A indemnização não é o grande impedimento para os despedimentos, mas também é verdade que há empresas que se vêem na contingência de ter de reduzir pessoal e não têm dinheiro para pagar a indemnizações”, frisou ao PÚBLICO.

Governo afasta reforma

Ontem, o ministro da Economia – que esteve com a ministra do Trabalho nas reuniõesde ontem - deixou claro que “o Governo não pretende alterar aspectos fundamentais como os despedimentos individuais”, mas quer ter em curso em 2011 o aprofundamento de mudanças no Código do Trabalho e medidas que reduzam os custos de contexto das empresas.

Já sobre a intenção avançada pela imprensa de ligar os salários à produtividade individual de cada trabalhador, o ministro Vieira da Silva não se pronunciou, mas José Sócrates terá dito no encontro que isso não está em cima da mesa.

Do lado dos sindicatos há abertura para o diálogo, mas com condições. A UGT está disponível para discutir com o Governo, desde que as mudanças visem reforçar a contratação colectiva e combater a precariedade “Não dizemos que não pode haver mudanças, dizemos é que não pode haver nenhuma mudança no despedimento individual e colectivo”, frisou João Proença.

A CGTP deixou claro que não está disponível para um jogo de “troca por troca”. “Vamos ver o que surge em concreto. Com o actual Código do Trabalho é possível ir mais longe na resolução dos problemas laborais. É preciso deixar claro que os grandes problemas não são o custo do despedimento ou as adaptabilidades da legislação do trabalho”, sustentou Carvalho da Silva, destacando que as mudanças urgentes são as relacionadas com o fim da caducidade dos contratos colectivos e da “predominância das relações individuais do trabalho”.Também ontem Cavaco Silva recusou pronunciar-se sobre uma reforma laboral por ser algo ainda fora “da agenda política”, mas defendeu que o essencial é “encontrar um rumo que valorize o aumento da produtividade”.

Às reuniões de ontem com as centrais sindicais seguir-se-ão nos próximos dias encontros com as confederações do comércio, indústria, turismo e agricultura. 
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Comentários 1 a 10 de 35

  1. AlbinoCosta . 10.12.2010 01:10
    Via PÚBLICO

    Conselho de administração dos patrões

    Chamar a este governo "conselho de administração do patronato" é chover no molhado. Mas o que espanta é a falta de vergonha, a lata maquiavélica desta cambada de pilha galinhas que se acomoda nos diferentes poderes e no Partido Socialista. Será que a gente séria que existia no PS hibernou? Será que o assalto sistemático a quem trabalha e aos mais desfavorecidos da sociedade não encontra qualquer oposição dentro do PS? E o conceito "social" do PSD, também hibernou? Estamos entregues à bicharada.
  2. José Sousa . 09.12.2010 23:37
    Via Facebook

    BASTA, ESTAMOS FARTOS........

    Este tipo de notícias só pode ter um comentário, por parte de todos nós. Basta, estamos fartos da hipocrisia dos Políticos, fartos de promessas com 30 anos de idade, fartos dos pseudo-comentadores políticos na reserva, fartos de sermos os últimos na Europa, fartos de sermos sempre as cobaias na aplicação de medidas promovidas pela Comissão Europeia, fartos da corrupção e amiguismo que prolifera como uma máfia democrática na nossa sociedade, fartos de tantas palavras com a retórica de frases feitas sem terem qualquer fim, fartos de ver a miséria e a pobreza que crescem a um ritmo avassalador , fartos destes jogos de interesse entre os principais culpados da ruína do nosso País. Basta, demorou mais de 3 Décadas, mas por fim despertamos deste grande período de dormência. Todos nós que somos milhões, em plena consciência daremos a verdadeira resposta, nunca mais votaremos nestes protagonistas da desgraça e disto podem ter a certeza absoluta, por nós e pelos nossos filhos.......
  3. baldé . 09.12.2010 14:30
    Via PÚBLICO

    Vejam só ao que este chegou

    Tanta arrogância que fazia e acontecia e tudo deu em 'águas de bacalhau'. Sempre que vai a Bruxelas vem com medidas novas para aplicar no País. Afinal para que serve um primeiro-ministro assim? Nem para enfeitar. Qual será a próxima medida? Seria bom que a comunicação social fizesse um estudo mais aprofundado das medidas que o nosso primeiro-ministro moleque de Bruxelas vai trazer das próximas vezes.Continuo a dizer que este País é um circo, só que com bilhetes demasiado dispendiosos.Agora no ano de 2011 quando houver eleições, que o povo vote outra vez PS ou PSD. Não votem em branco que não é preciso.Quando o povo não sabe o que quer e nem sabe pensar para escolher é assim que a passarada aparece aos bandos.
  4. João CCruz . 09.12.2010 09:52
    Via PÚBLICO

    História...

    "Um dos maiores erros do mundo moderno é presumir que as coisas passadas tornaram-se impossíveis." —Gilbert Chesterton... Dêem uma olhadela pela revolução Francesa...onde se pode ler primeiro e segundo estado, substitua-se por grandes lobbies - poder economicista e classe plutocrata (porque políticos e pensadores deixaram de existir há muito). Atentem às condições sociais e económicas do terceiro estado e procurem semelhanças às condições em que a esmagadora maioria da classe trabalhadora vive agora. Concordo com todo o tipo de reformas que tenham por objectivo proporcionar melhores condições sociais ao vastíssimo leque de intervenientes, penso eu de que...mas...sempre fui a favôr da abolição da escravatura moderna;"packed like lemmings into shiny little boxes. Contestants in a suicidal race." - Sting - sinchronicity Mas faço minhas as palavras proferidas por Gilbert Chesterton, isto vai estalar por um lado quer se queira quer não e até pode demorar 10, 20 ou mesmo 30 anos (há quem aponte já 2012, numa alusão ao "final dos tempos") A ganância a soberba e a opulência das "classes governantes" hão-de dar o mote para o "estalo final..." Tenho dito.
  5. joaomlalmeida . 09.12.2010 02:27
    Via PÚBLICO

    Acordem pá vida

    Estudo economia e não é difícil de perceber que esta alteração já devia ter sido feita à muito tempo.Todos os países são sustentados pelo privado (pelos portugueses de 2ª, como diziam atrás, lol), e Portugal não pode ser excepção. Se não formos mais competitivos não vamos a lado nenhum. Não culpem os outros... têm a barriga tão grande que nem sequer conseguem olhar pó vosso umbigo.Sabem que caso uma empresa abra falência, o estado paga 8 mil a cada trabalhador, mais a indemnização que a empresa tem de pagar.. pensem.. assim quantos trabalhadores não querem que as sua empresas fechem, depois recebem cerca de 80% do salário (subsídio de desemprego) e não precisam de trabalhar. E se calhar ainda têm um "amigo" que vai arrastando o processo deles ainda mais para traz.Isto tudo sem falar da quantidade de cunhas e vigarices que andam por esse país foraIsto sim é uma vergonha..
  6. Maria S . 09.12.2010 00:23
    Via PÚBLICO

    Duas interrogações platónicas.

    Há poucos dias a senhora ministra do trabalho dizia que não era intenção do Governo rever a lei laboral. Iria sim discutir com os parceiros sociais para “ver como é que podemos potenciar a utilização desse instrumento [Código do Trabalho], porque isso nos parece fundamental para que possamos verdadeiramente potenciar as condições de crescimento económico". Foi o que ela disse. Hoje Sócrates desdiz., claro. E eu pergunto: há algum membro deste Governo que não minta cada vez que abre a boca? Deixo ainda outra pergunta. Que importunará mais a paz de espírito dos ditos «mercados internacionais» (ou lá como gostam de lhes chamar): a inflexibilidade do código do trabalho de um país em que até se pode despedir por e-mail e contratar alegremente toda a gente a recibos verdes, ou o governo desse mesmo país, em que não se pode confiar numa única palavra que lhes saia da boca para fora?
  7. MarcoMarco . 09.12.2010 00:19
    Via PÚBLICO

    Função pública no facebook o dia td e eu é q pago?

    15% da população da cidade onde vivo trabalha na Câmara Municipal e a larga maioria passa o dia no Facebook a jogar ao Farmville (eu vejo). É preciso aumentar os impostos para pagar estes salários todos e só Deus sabe as dividas que estão a fazer nos bancos e que vamos pagar mais tarde... Até quando, meus caros? Quando é que se vai deixar de gastar dinheiro com estes milhões de boys pelo país todo???? (Sim, são milhões!)
  8. AntónioSilva . 08.12.2010 23:43
    Via PÚBLICO

    Doente mental é de certeza

    Este louco quer deixar todos na miseria, a sujeitar-se a sermos explorados por misero prato sopa.Estes sacrificios são para o privado, porque os protegidos do regime nem podem ser despedidos.É caso para revolta social, ir ao parlamento partir o focinho a este tipos do PSTodos ao parlamento para rebentar as fuças a estas fuinhas PS
  9. Marcos Souza . 08.12.2010 23:36
    Via PÚBLICO

    Diagnóstico

    Eu não quero alarmar ninguém, mas se não fosse o desempenho deste senhor como governante (?), bastaria a cara dele para se tirar a conclusão óbvia: é um paciente mental.
  10. Miguel Gonçalves , Lisboa. 09.12.2010 15:27

    O mínimo não é um mês

    São três na verdade. Mas o que é mais espectacular é que o FMI e a UE querem que a contratação seja flexibilizada e o que o Governo faz é flexibilizar os despedimentos. Já agora, sendo obrigação e promessa eleitoral do Governo criar emprego e trabalho, qual o ponto do Programa de Governo do PS é que promete a flexibilização dos despedimentos?
    .

    Comentários 11 a 20 de 35

    1. Anónimo , Rio de Mouro. 09.12.2010 14:33

      Qualquer dia acabam com os trabalhadores!

      A mudar a lei laboral todas as semanas e com os resultados que estão à vista de todos, nunca houve tantos desempregados, tantos precários e subempregados e com os tribunais de trabalho atolados de processos e sem decisões em tempo útil, qualquer dia os vínculos laborais serão feitos à «jorna».Estamos a ser governados por um governo « marioneta» de Bruxelas, sem soluções para o desenvolvimento socio profissional dos portugueses e com a agravante de não aprenderem com os erros já cometidos, quem não aprende com os seus erros é «distraído».Estou muito alarmado com o futuro que estes senhores estão a projectar para o meu país! Se são incapazes demitam-se e deixem pessoas mais competentes fazer esse trabalho....
    2. Anónimo , 100% de acordo!. 09.12.2010 14:30

      100% de acordo!

      É uma medida positiva. Há muitos trabalhadores que se encostam à sombra da bananeira para que os patrões os despeçam, só para receber a indemnização, enquanto empregados desesperados por esse emprego continuam a viver na miséria, sem nenhum sindicato que os defenda.
    3. Teresa , Oeiras. 09.12.2010 14:15

      Se eu fosse jornalista...

      Se eu fosse jornalista, estando interessada em dar informação e ajudar a formar opiniões, e face aos comentários do porta-voz do comissário Europeu dos Assuntos Económicos, tinha no minimo feito uma comparação entre as indemnizações obrigatórias no resto da União Europeia (já para não falar numa comparação mais exaustiva dos códigos laborais)... mas claro que isso dá mais trabalho do que se limitar a citar outras fontes!
    4. PS/PSD a namorarem o FMI , tavira. 09.12.2010 12:50

      PS/PSD a namorarem o FMI

      Alto e pára o baile xô ministro. Isto implica os altos quadros, exemplos: ruis pedros soares, armandos varas? É só para os trabalhadores que trabalham? Ou seja não fazem reforma mas alteram o essencial. Se alteram o essencial é uma reforma. Atirem areia para os olhos ... O namoro do PS/PSD com o FMI ainda vai dar um autêntico aborto.
    5. Mauzinho , imparcial. 09.12.2010 10:38

      Desde que ao mesmo tempo

      Acabem com os recibos verdes, Empresas de trabalho temporário e contratos a prazo, estou de acordo.
    6. HP , Lx, PT. 09.12.2010 10:19

      Sem Direitos ñ há Deveres

      O proxenetismo é ilegal! A menos que seja Estatal, ou do grande Capital.Aí... já não faz malTrabalhar até morrer, sem direito à reforma receber, pois que financiam as empresas que colocam tudo nas despesas e os impostos a doer, só para quem trabalha para comer. A banca fica à parte, a sugar como quem reparteA pobreza, não a riqueza, essa só para alguns. Isto só lá vaiQuando dos fuzis, em vez de cravos, PUM'sSobre os escombros do último Banco elevaremos a nossa LiberdadeSobre as ruínas do último Estado voltaremos a ser Humanos
    7. É o Estado Social , do licenciado a um Domingo. 09.12.2010 10:10

      É o Estado Social

      Não tem nada que enganar: é o Estado Social do licenciado por fax.
    8. alpa , portugal. 09.12.2010 10:07

      O importante é

      CONTINUAR COM OS SUBSÍDIOS DE INTEGRAÇÃO NA VIDA CIVIL PARA OS DEPUTADOS QUE SE FARTARAM DE "DEFENDER" OS ELEITORES....... O RESTO É "MÚSICA". QUEREM VOTOS PARA AS PRÓXIMAS??? ESPEREM SENTADOS TODOS ELES.
    9. Mauzinho , imparcial. 09.12.2010 09:48

      Veja as diferenças

      Governo admite reduzir....será que o PSD é contra ?.................................Vaso Chinês do Sec. XV. Ambrósio, apeticia-metomar algo.
    10. jh , lx. 09.12.2010 09:00

      direitos iguais... só para privados.

      Sim, porque em portugal (salvo felizmente raras excepções)temos trabalhadores de 1ª e trabalhadores 2ª De primeira os trabalhadores do estado que nunca são despedidos por tamanha que seja a incompetência e por tamanha que seja a gordura do estado. Sem falar na responsabilidade que o estado tem pela actual grave crise nacional e que nada tem a ver com a internacional. no lado oposto temos os trabalhadores de segunda que são os trabalhadores do privado que há muito começaram a pagar a crise com despedimentos e congelamento de sálarios desde o tempo em que se aumentavam os salários da função pública para ganhar eleições...Até quando os trabalhadores de 2ª váo ter de continuar a alimentar os trabalhadores de 1ª que trabalham das 9. às 17:00 e não têm direito ao despedimento. por favor na greve geral podiam ter reclamado também por este direito...
    . 

    Comentários 21 a 30 de 35

    1. Gonçalves , Portugal. 09.12.2010 08:43

      Mais um prémio

      Mais um prémio, para o despedimento. Também o Senhor Pina Moura, foi castigado, ao Entrar para a Iberdola, e o Senhor Coelho para a Mota Engil, outros para a Lusoponte, outros apenas receberam uns rubalos, tudo gente séria, E o Pobre Zé Povinho que se deixa iludir nestes vendedores da banha da cobra? é o suficiente em tempos de eleições, apertararem-lhe a mão com um sorriso, e imediatamente se esquecem das mentiras anteriores.
    2. ALHOS-BOGALHOS , QUINTA DA MARMELADA. 09.12.2010 06:57

      O MALUQUINHO D' ARROIOS

      O MALUQUINHO D' ARROIOS...
    3. O GALANTE , POOR-TUGAL. 09.12.2010 06:34

      ERONIA DO DESTINO

      O emplastro socretino da cartas aos imbecies que votaram nele , eronia do destino, comformem-se e aguentem a buxa...
    4. sem governo não há oportunidades , lisboa. 09.12.2010 01:26

      censura

      quem censuráva a censura agora tambem usa ráto azul . muitas criticas estão mal redigidas . paciência , ainda não estou nas nova oportunidades depois é que vão vêr!!!! fazem favor de publicar essa m...a toda ( caso não perigue o precário posto de trabalho!!! se não não passo no exame , e tenho que pedir a um amigo para me fazer o ponto.
    5. Alpha , Lisboa. 09.12.2010 00:50

      Vontade de rir

      Colocar um limite máximo de indeminizações?Agora é que as empresas não despedem! Não é a colocar um máximo que resulta mas sim flexibilizar os contratos de trabalho!Acabar com a treta dos contratos colectivos e passar a haver contratos individualizados com as condições negociadas parte a parte. Noutros países resulta bem assim porque é que gostamos de complicar??
    6. Mauzinho , imparcial. 09.12.2010 00:39

      Atésou capazdeaceitar isso se......

      ....acabarem co os recibos verdese as emprsas de trabalhotho temporário.
    7. Mario,487 euros salario base 9 anos na F.P , Porto. 09.12.2010 00:30

      INVEJA DESNECESSARIA

      Sr. Antonio Silva nao ponha todos no mesmo prato, a maioria dos funcionarios publicos sao C.I.T. = CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO, sem A.D.S.E. ,com avaliacao individual,na qual se faltar mais de 12 dias e descontado uma percentagem, a contar com morte de pai,mae,filho,acidente de servico,baixa por cirurgia,etc...Va-se informar primeiro ou concorra,os concursos sao abertos a qualquer pessoa.Mais de metade dos que entram em concurso despedem-se ao fim de um mes sa vezes dois dias.Agora concorra e venha trabalhar para a F.P. vai ver que e bom!
    8. h , portugal. 09.12.2010 00:29

      cozidos em lume brando...

      O povo português está a ser cozido em lume brando...
    9. Anónimo , sts. 09.12.2010 00:27

      Pena!

      Só tenho pena dos governantes nunca serem despedido! (Pois, quando acabam seus mandatos e estes nao sao "renovados" ficam sempre a gerir belas e grandes empresas publicas!)
    10. antonio o saqueado , odivelas. 09.12.2010 00:17

      SERÁ SERÁ

      SERÁ QUE ESTES, OU OUTROS,VÃO SER NOVAMENTE ELEITOS COM OS VOTOS DE QUEM TRABALHA?????EU DISSE DE QUEM TRABALHA E AINDA OS REFORMADOS incluo todos reformados roubádos, estado e não estado.

    Comentários 31 a 35 de 35

    1. Mauzinho , imparcial. 08.12.2010 23:51

      Até poderia estar deacordo com isso...

      ....se as empresas de trabalho temporário e os recibos verdes fossem....com os porcos.
    2. Anónimo , Linhó. 08.12.2010 23:50

      Compensações

      Pois estou de acordo desde que...O exemplo venha do Estado.Ex-- Empresas públicas , quando são afastados dos cargos ...não vão para casa com milhões--Casos EDP . Penedos----Casos ERSE - Sr. Vasconcelos foi despedido com milhões e ordenado por inteiro.PT - Sobrinho de Soares despedido com indemnização e continua com cargo a trabalhar .Meus Srs exemplos destes há aos pontapés.........................Mas há mais só este ano o Estado gastou cerca de 800milhões de euros ...não tostões em chamadas indemnizações compensatórias aos Srs Deputados que sairam da AR e voltar aos seus cargos anteriores???????????????Querem mais O EXEMPLO TEM QUE VIR DE CIMA A propósito para estas e outras situações existe um cargo de todos os Portugueses e o que é feito sobre isto NADA
    3. Anónimo , Cascais, Portugal. 08.12.2010 23:50

      No bom caminho

      Excelente medida. Há trabalhadores que se encostam só para serem despedidos e receberem a indemnização, enquanto há outros desejosos de trabalhar e não podem fazê-lo. O governo vai finalmente no bom caminho.
    4. Mauzinho , imparcial. 08.12.2010 23:42

      Não culpem o Sócrates

      Portugal está a ser governado do exterior e com toda a razão porque os 34 anos de governos PS e PSD aqui nos conduziram. A Partir de agora não falem mal de governo Portugûes, porque já não temos. Fçam grevese manifetações em Bruxelas e á porta do FMI e vão ver como eles se acagaçam todos. Aí o meu cabeço. Ainda não viram...........?
    5. Anónimo , Sintra, PT. 08.12.2010 23:41

      Portugueses de 1ª e de 2ª

      Há portugueses de primeira e de segunda: os de primeira trabalham para o estado e empresas públicas. Não podem ser despedidos e o estado aumenta os impostos para não lhes faltar com o salário.Os de 2ª têm de ser competitivos e despedidos com facilidade.
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