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"e como que a experiência é a madre das cousas, por ela soubemos radicalmente a verdade" (Duarte Pacheco Pereira)
| d.r. Associação de defesa do consumidor Deco: Depósitos com rendimentos de 6% são “engodo”A associação de defesa do consumidor, Deco, afirma que os depósitos com taxa crescente que prometem rendimentos de seis por cento são um "engodo".
A conclusão resulta da análise feita a 38 depósitos a taxa crescente apurou que "vários atingem os seis por cento, mas apenas no último período". O estudo será publicado na revista Proteste Poupança deste mês. . A avaliação em questão apurou que, no primeiro ano, todos os depósitos rendem menos do que a inflação prevista para 2011 (3,6 por cento de acordo com o Banco de Portugal) e mesmo menos do que o melhor depósito encontrado a 12 meses (3,7 por cento líquidos). Assim, "o rendimento efectivo líquido, ou seja, o rendimento anual para a totalidade da aplicação é bastante mais baixo do que o sugerido nos anúncios publicitários", assegura a associação de defesa do consumidor, atingindo "na melhor das hipóteses" os 3,8 por cento líquidos. A Deco propõe que os cidadãos que não necessitam do capital a médio e longo prazo optem por "alternativas mais rentáveis", caso dos certificados ou obrigações do tesouro. |
Economia & Finanças |
Posted: 03 Dec 2009 12:55 AM PST Os mais atentos à publicidade ter-se-ão apercebido que uma das seguradoras da nossa praça anda a gabar-se de ser o líder na satisfação de clientes em Portugal. Dediquei-me a gastar uns cêntimos no Google e lá pus o robot a procurar o referido inquérito que supostamente justificaria tal medalha e… Pois que é mesmo verdade, desta feita não parece ser um inquérito feito à medida mas antes uma iniciativa realizada por instituições com pergaminhos, nomeadamente com a chancela de qualidade da academia (ISEGi da Universidade Nova de Lisboa, Instituto Português de Qualidade e Associação Portuguesa de Seguradores). Trata-se então do European Customer Satisfaction Index (ECSI – Portugal 2008). Eis um excerto da melhor peça que encontrei sobre o assunto (jornal Oje de 17 de Novembro de 2009, “Satisfação sobe entre clientes de seguros“): “(…) Este ano, o estudo contou com o apoio da Associação Portuguesa de Seguradores, que destacou a melhoria no grau de satisfação dos clientes das várias companhias, já que participaram nesta edição do estudo 15 companhias seguradoras. Para obter uma amostra relevante, foram entrevistados cerca de 250 clientes de cada empresa participante, nos meses de Fevereiro e Março. . A Generali, que pela primeira vez participou no estudo, foi a companhia que obteve maior destaque nas conclusões, obtendo o primeiro lugar no Índice Nacional de Satisfação do Cliente de Seguros. A multinacional italiana obteve a pontuação mais elevada em cinco das sete variáveis analisadas: imagem, expectativas, qualidade apercebida, satisfação e gestão de reclamações). A Generali obteve ainda a segunda posição na variável de lealdade e a terceira posição na variável de valor apercebido. . No geral, o sector segurador ultrapassou a pontuação obtida por outros sectores também analisados, como a banca, os combustíveis e os transportes. (…)” . A italiana Generali, que não pugna por procurar ganhar quota de mercado pelos preços muito concorrenciais, parece fidelizar os clientes com outros argumentos. Afinal, o preço é mesmo só um dos aspectos que determinam a avaliação da qualidade de um bom serviço. Artigos relacionados: | . |
Economia & Finanças | |
Posted: 02 Dec 2009 03:00 AM PST Depois de termos analisado os “Bancos com mais reclamações nos Depósitos a Prazo” prosseguimos a leitura do relatório de supervisão comportamental do Banco de Portugal relativo ao 1ª semestre de 2009 e fixamo-nos nos bancos com mais reclamações nos Créditos à Habitação por cada mil contratos em vigor. Do quadro em baixo, extraído do referido relatório, verifica-se que face ao pouco invejável pódio que encontrámos nas contas de depósito, se altera ligeiramente a ordem das instituições financeiras mas os actores mantêm-se. Desta vez é o Banco Popular Portugal que regista o maior número de reclamações em termos relativos, seguido a alguma distância pelo Barclays Bank e pelo Deutsch Bank. Com mais de quatro reclamações por cada mil contratos em vigor no período surge ainda o Banco Santander Totta. A Caixa Geral de Depósitos, um dos bancos com maior quota de mercado nesta área, regista um valor de reclamações abaixo da média global. . Quem não surge na tabela teve um nível de reclamações marginal ou nulo. O relatório completo pode ser consultado no Portal do Cliente Bancário . Artigos relacionados: . . |
Economia & Finanças |
Posted: 18 Nov 2009 06:00 AM PST No dia em que se anunciam novas regras na área de regulação comportamental das instituições financeiras, no reformulado Portal do Cliente Bancário a que já aqui aludimos, o Banco de Portugal criou um espaço específico para servir de repositório aos prospectos informativos de todos os Depósitos Indexados e Depósitos Duais autorizados e em comercialização em Portugal. Estes prospectos, segundo o BPortugal “têm de ser entregues ao cliente antes da comercialização de um depósito indexado ou de um depósito dual [...] contêm informação sobre as características essenciais do produto, nomeadamente, a forma de remuneração, o prazo e as condições de mobilização antecipada.“ A existência de um formato ou conjunto de informações pre-definidas de carácter obrigatório visa facilitar a comparação e, naturalmente, a existência de todos os prospectos num único sítio facilitará precisamente essa tarefa. Além da página específica sobre os prospectos recomenda-se consultar a informação disponível sobre depósitos bancários. Eis o sub-menu para as páginas disponíveis, às quais não falta uma área de perguntas frequentes. Não há artigos relacionados. . | ||
Posted: 18 Nov 2009 01:00 AM PST Em finais de Outubro do ano passado escrevia um artigo chamado “Mais retalho a inaugurar lá para quando batermos no fundo da crise?“. Não tinha sido propriamente a primeira (nem a última) vez que havia demonstrado alguma perplexidade com a persistência da aposta em novas grandes superfícies perante as previsíveis nuvens no horizonte bem como perante a evidente saturação do retalho em boa parte do país. Esta semana, em jeito de epílogo, leio na imprensa que o presidente da Associação Portuguesa de Centros Comerciais afirmou que pelo menos 6 dos 10 centros comerciais previstos para este ano não irão abrir tão cedo. . Segundo esta peça da Agência Financeira,”Crise trava inauguração de 60% de centros comerciais“, estamos a falar de cerca de 230 mil metros quadrados espalhados por Lisboa, Sintra, Braga, Santa Maria da Feira, Paredes, Vila Nova da Barquinha, que ficam em suspenso até um dia com alguém a arder, para já, com as actuais taxas de juro, talvez ainda apenas em lume brando. Artigos relacionados: . | . | |
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Memória Virtual |
| Publicidade a medicamentos na televisão Posted: 22 Feb 2008 02:48 AM CST Em tempos, a publicidade na televisão era dominada pelas marcas de detergentes; as bebidas, em especial as cervejas, e, em anos mais recentes, os Bancos e operadores de comunicações e Internet, são também dos principais investidores no mercado publicitário. De um dia para o outro, parece terem sido descobertos os benefícios (comerciais) da publicidade televisiva a medicamentos, a que somos agora abundantemente submetidos. Sujeita a regras restritivas específicas, naturalmente que (noutra faceta da idiossincrasia portuguesa, que é a proverbial capacidade de improviso e de “dar a volta às situações”) de pronto foram encontradas formas de contornar as imposições legais: haverá alguém que consiga - no curto espaço de duração de um spot publicitário (10 a 20 segundos) - ler as legendas que cobrem praticamente, em letras de reduzida dimensão, e de cor algo translúcida, toda a metade inferior do écran? Ou, de forma similar às divulgações legalmente obrigatórias no que respeita, por exemplo, a anúncios a venda de automóveis ou de concessão de créditos, haverá alguém que consiga acompanhar o ritmo, de forma a ler o texto que, noutro anúncio a medicamentos, corre (literalmente, em excesso de velocidade) em rodapé? Nesta como noutras matérias, qual a vantagem de ter leis excessivamente sofisticadas que não são respeitadas (ou que são “cumpridas” por via sinuosa)? |