A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, outubro 21, 2010

Xenofobia, intolerância e racismo na "democrática" Alemanha


Merkel joga trunfo xenófobo
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Num fim-de-semana em que a fundação Friedrich Ebert, de inspiração social-democrata, divulgou uma sondagem que apresenta 60 por cento dos alemães como partidários da «restrição substancial das práticas religiosas» muçulmanas, a chanceler Angela Merkel decidiu juntar-se ao coro xenófobo que tem vindo a ser estimulado nos últimos meses na Alemanha.
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Discursando no congresso da juventude democrata-cristã, sábado, 16, em Potsdam, a chefe do governo declarou-se desiludida com a convivência de culturas diferentes no seu país.
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«Esta abordagem multicultural, dizer que vivemos lado a lado e vivemos felizes um com o outro, falhou. É um modelo totalmente fracassado», disse Merkel secundando o líder do governo bávaro, Horst Seehofer, que na véspera havia declarado: «A Alemanha não deve converter-se em assistente social do mundo.»
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Já antes este político católico tinha afirmado que «a Alemanha não é um país de imigração» e apelado à rejeição de novos «imigrantes de outros âmbitos culturais», numa alusão clara aos povos muçulmanos.
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Porém, ao contrário do que se poderia pensar, a Alemanha não tem um excesso, mas sim um défice de imigrantes, donde a exploração do tema em tons nitidamente racistas tem como único objectivo desviar atenções das verdadeiras causas dos problemas sociais e reconstituir a base eleitoral fortemente desgastada.
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Quem o revela é a ministra do Trabalho, Ursula Von der Leyen, que, apesar de integrar o mesmo partido que Merkel, aparenta ter uma visão distinta e menos populista nesta matéria. Em entrevista publicada no domingo, citada pelo El Pais (18.10), garante que «desde há vários anos que partem mais pessoas da Alemanha do que as que chegam». E tendo em conta as necessidades da economia, defendeu «uma diminuição dos requisitos de imigração», considerando que «devemos esforçar-nos para atrair os imigrantes que a economia alemã necessita».
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Mais concreta é a Câmara de Comércio Alemã, cujos cálculos indicam que o país precisa de 400 mil engenheiros, técnicos e operários qualificados. Assim se vê que as retóricas xenófobas não passam de um estratagema e, para o desacreditado governo de Merkel, um bode expiatório.
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Avante 2010.10.21
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quarta-feira, maio 19, 2010

Cozido à Portuguesa de Domingos Amaral

Cozido à portuguesa

Os alemães

O euro foi desenhado para os alemães continuarem a ser os mais fortes, sempre.
  • 0h30 - 2010.05.19 - Correio da Manhã
 Por:Domingos Amaral, Director da 'GQ
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Durou pouco mais de uma semana o alívio europeu com o pacote de salvação do euro! Incomodados com a ideia de que podiam estar a contribuir para a felicidade geral, os alemães, pela voz do seu ministro das Finanças, já vieram fazer o seu papel de desmancha-prazeres, declarando que o Parlamento alemão terá de aprovar as operações de salvação de qualquer país. Fiel ao seu estatuto de linha dura, a Alemanha não descansa enquanto não escorraçar para fora do euro os malvados e indisciplinados países do Sul! Desde o início desta crise que os alemães têm sido aliás um excelente exemplo do que não se deve fazer nu-ma União Económica e Política. Confrontados com as balbúrdias financeiras gregas, começaram por dizer, com desdém, que "os gregos deviam vender as ilhas para pagar as dívidas"! 
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Depois, não contentes com isso, começaram a falar na "expulsão da Grécia do euro"! Pelo caminho, destilavam desprezo aos seus vizinhos mais frágeis e menos bem-sucedidos. Do alto da sua arrogância, passaram vários meses a impedir, bloquear, atrasar qualquer tentativa de resolução da crise do euro. Ou seja, tudo fizeram para deitar mais achas para a fogueira. Comparadas com os pirómanos germânicos, as agências de rating eram meros aprendizes. Muito pior do que a descida de A para B dada pela Moody’s ou outra qualquer agência eram as declarações da Srª Merkel ou dos seus ministros. Segundo se dizia, eles eram prudentes por causa de umas eleições num qualquer estado alemão que a coligação do poder temia perder. Mentira. Não era nada por causa disso. Os alemães sempre foram, são e serão brutos e arrogantes nas suas declarações sobre os seus vizinhos. Para eles, o mundo ou é como eles querem, ou então não é. 
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Bem pode Sarkozy tentar moderá-los, bem podem gregos, espanhóis e portugueses humilhar-se, aceitando ultimatos e ordens da Srª Merkel, que eles vão continuar, sem um minuto de hesitação, a impor as suas ideias, obrigando todos a segui-los. Nada disto devia ser surpreendente. O euro foi desenhado para os alemães continuarem a ser os mais fortes, sempre. Aliás, sobre o euro pode-se também dizer, como dizia alguém há uns anos a propósito dos Mundiais de futebol, "são onze contra onze e a Alemanha ganha no fim". É a mais pura das verdades. Pela maneira como as coisas vão, qualquer dia as nossas leis também terão de ser votadas primeiro pelos alemães. E, sem darmos por isso, teremos nós próprios sofrido uma transformação e acordaremos também alemães. É aterrador, mas é bem provável...
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terça-feira, maio 18, 2010

Alemanha reabre discussão sobre fundo de protecção do euro


  PHILIPPE DESMAZES/AFP
A moeda única europeia continuou ontem a perder valor 
Por Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas
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A Alemanha lançou ontem a confusão entre os países da zona euro ao reabrir a discussão sobre o mega pacote de 750 mil milhões de euros aprovado na semana passada para ajudar os países em dificuldades financeiras e evitar a propagação da crise da dívida grega ao resto da eurolândia.

A discussão foi relançada durante uma reunião dos ministros das finanças da zona euro que tinha entre os pontos em agenda um primeiro debate sobre as medidas de austeridade anunciadas por Portugal e Espanha para reduzir os respectivos défices orçamentais e dívidas públicas.

Até à hora do fecho desta edição, às primeiras horas de hoje, Teixeira dos Santos e Elena Salgado, ministros das Finanças de Portugal e Espanha, ainda não tinham tido a oportunidade de apresentar as medidas que lhes foram pedidas há dez dias pelos parceiros europeus para reforçar a credibilidade da zona euro perante os mercados financeiros, que continuam a especular sobre o risco de falência dos países mais vulneráveis.

Os dois ministros voltarão hoje a ter a oportunidade de explicar as opções assumidas em termos de austeridade durante uma outra reunião com os seus pares da União Europeia (UE) (ver texto nestas páginas). De acordo com um diplomata europeu, no entanto, a ministra espanhola recusa adiantar muitos detalhes, lembrando que os Vinte e Sete só terão o direito de se pronunciar formalmente sobre as medidas em Junho (ver texto nestas páginas).

De acordo com diplomatas europeus, os 16 ministros do euro dedicaram o essencial da reunião de ontem (que arrancou às 16 horas de Lisboa), a tentar ultrapassar a dificuldade de última hora levantada pela Alemanha sobre o fundo de protecção do euro.

Este mecanismo foi aprovado a muito custo durante uma cimeira de lideres da zona euro, complementada por uma longa maratona dos ministros das Finanças da UE em duas reuniões convocadas de emergência e em ambiente de quase pânico face aos riscos de implosão da zona euro. A ideia subjacente passa pela sua utilização em garantias sobre empréstimos contraídos no mercado financeiro e disponibilizados aos países que enfrentem problemas de liquidez enquanto consolidam as finanças públicas. Em troca, os países eventualmente beneficiários terão de apresentar rigorosos planos de austeridade destinados a credibilizar as respectivas estratégias orçamentais. O montante de 750 mil milhões de euros será repartido em 500 mil milhões a cargo da zona euro e FMI (250 mil milhões).

O factor Schäuble

A Alemanha, que aceitou contrafeita a criação deste fundo voltou ontem à carga para endurecer as condições da sua utilização: Wolfgang Schäuble, o seu ministro das finanças, exigiu que o mecanismo fosse construído de forma a permitir que o parlamento alemão se pudesse pronunciar sobre cada decisão de activação das garantias. "A Alemanha é o único país com esta exigência", afirmou um diplomata europeu.

A França, que, pelo contrário, defende há muito a instituição de um mecanismo de gestão de crises na zona euro, opôs-se a esta exigência, defendendo que o fundo foi criado precisamente para garantir um activação rápida, de modo a evitar os atrasos que marcaram a definição de uma ajuda semelhante (de 110 mil milhões de euros) que foi concedida há duas semanas à Grécia. De acordo com a generalidade dos analistas, incluindo do FMI e da OCDE, estes atrasos contribuíram muito para o agravamento da crise.

Christine Lagarde, ministra francesa das Finanças, reuniu-se aliás durante várias horas em sessão bilateral com Schäuble e Jean-Claude Juncker, primeiro ministro do Luxemburgo e presidente do eurogrupo, para tentar encontrar um compromisso, mas as negociações prometiam transformar-se numa nova maratona.

Angela Merkel, chanceler alemã, já tinha causado alguma consternação entre os outros países com as afirmações que fez durante o fim de semana num congresso sindical, em que deu a impressão de deitar achas para a fogueira dos especuladores contra o euro. O plano de 750 mil milhões não permitiu à zona euro fazer mais do que "ganhar tempo", e não resolver nenhum problema de fundo, afirmou. Aliás, prosseguiu, "é um facto que a especulação só tem sido possível e só é possível porque há enormes disparidades na solidez económica e no endividamento dos estados da zona euro". O que significa que é preciso resolver os problemas de "disparidades em termos de competitividade e de desvios orçamentais", defendeu.
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sexta-feira, maio 14, 2010

Merkel adverte para risco de fracasso do projecto europeu, se euro acabar





Declarações na Polónia


13.05.2010 - 16:58 Por Lusa
A chanceler alemã, Angela Merkel, advertiu hoje, em Aachen (oeste), para as consequências do fim da moeda única, afirmando que se o euro falhar, “então fracassará a Europa e será o fim da ideia da unidade europeia”.
<p>Merkel entregou hoje o prémio Carlos Magno a Donald 
Tusk</p>
Merkel entregou hoje o prémio Carlos Magno a Donald Tusk
 (Johannes Eisele/Reuters)

Para a chefe do governo alemão, que falava na cerimónica da tribuição do Prémio Carlos Magno ao seu homólogo polaco Donald Tusk, a actual crise que a União Europeia está a viver “é a maior prova de fogo desde o desmoronamento do comunismo” no leste do continente.

Merkel lembrou que os governos prometeram aos cidadãos que o euro seria uma moeda estável, “e têm de cumprir essa promessa”, sublinhou.

Se a actual crise não for superada “as consequências para a Europa serão imprevisíveis”, mas se esta fase difcíl for ultrapassada “a Europa será mais forte do que nunca”, prognosticou.

No discurso de agradecimento, Donald Tusk mostrou-se convicto de que a crise “não será o princípio do crepúsculo da Europa”, mas sim “paradoxalmente, uma oportunidade de a Europa se reforçar e desenvolver”.

O primeiro-ministro polaco foi agraciado com o Prémio Carlos Magno deste ano, prestigiado galardão para distinguir o empenho pela causa europeia, pelos seus méritos na aprovação do Tratado de Lisboa, e também pela sua intervenção em prol de relações de boa vizinhança entre a Polónia e o resto da Europa, de acordo com o júri.

Merkl afirmou também que a assinatura do Tratado de Lisboa deu à UE uma “base legal renovada”, acrescentando que “eventuais lacunas no Tratado terão de ser agora retificadas”.

A chanceler já tinha defendido anteriormente a alteração dos tratados europeus, para permitir um maior controlo orçamental dos Estados membros e o reforço das punições dos que violem os princípios da estabilidade e ponham em risco a solidez da moeda única. 
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