A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, julho 01, 2010

Dia a dia de Eduardo Dâmaso

Dia a dia

A Itália que resiste

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Um velho amigo e sócio de Silvio Berlusconi, Marcello Dell’Utri, foi condenado a sete anos de cadeia por crimes mafiosos. Situemos: Dell’Utri é uma espécie de inventor de Berlusconi. Foi co-fundador da Forza Itália e uma espécie de contabilista das actividades políticas de Berlusconi. Mas, para trás da Forza Itália, Dell’Utri tem uma história muito sinistra.
  • 30 Junho 2010 - Correio da Manhã
Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto
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Sempre foi suspeito de estar ligado a personagens da máfia que estiveram relacionados como autores morais e materiais dos atentados que vitimaram os juízes Falcone e Borsellino, bem como vários polícias das estruturas antimáfia na Sicília, na região de Puglia e em Nápoles. Isso foi afirmado por vários ‘arrependidos’, particularmente por dois dos mais credíveis: Gaspare Spatuzza e Francesco Di Carlo. 
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Um facto histórico totalmente comprovado é que Marcello Dell’Utri herdou grande parte das relações de Salvo Lima, dirigente da Democracia Cristã assassinado pela máfia para retaliar Giulliano Andreotti quando este já não dispunha da habitual influência para proteger os ‘capos’. Estamos obviamente a falar dos amigos Totó Riina e Bernardo Provenzano.
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Agora, apanhou sete anos da Itália que resiste na barricada da decência. Aquela que, por cá, alguns identificam, com manifesto interesse próprio, com o justicialismo populista...
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quarta-feira, agosto 26, 2009

Imigrantes não tiram trabalho dos italianos, diz pesquisa

Mundo

Vermelho - 18 de Agosto de 2009 - 19h03
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O aumento no número de estrangeiros na Itália, durante os últimos anos, não se refletiu em menores oportunidades de trabalhos aos italianos, é o que revela um estudo divulgado nesta terça-feira (18 pelo Banco da Itália (Banco Central do país).

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O relatório, que analisa a interferência da imigração nas economias regionais em 2008, destaca que a onda migratória que atingiu a península não tirou trabalho dos italianos.
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Pelo contrário, aumentou a possibilidade de ocupação aos cidadãos do país, em particular aos mais instruídos, que conseguem postos de gestão e de administração.
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A maior quantidade de estrangeiros também abriu as portas às mulheres italianas, pois, com os imigrantes que trabalham no cuidado de idosos e de crianças, elas podem enfrentar melhor as tensões decorrentes das obrigações da família e do trabalho.
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A situação apresentada pelo Banco da Itália aponta ainda que, embora tenha se modificado o tradicional fluxo do sul ao centro e ao norte do país, os italianos passaram a ocupar cargos melhores, já que os estrangeiros acabam suprindo a demanda no setor industrial que no passado era ocupada pelos sulistas.
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Ainda segundo o relatório, embora sejam elevados os índices de ocupação dos estrangeiros, eles ocupam postos que demandam um nível baixo de escolaridade.
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Assim, cerca de 44% dos imigrantes atua em setores e tarefas de menor exigência escolar, diante de 15% dos italianos, uma porcentagem que aumenta a quase 60% no sul da península.
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As novas gerações de estrangeiros, segundo o Banco da Itália, representam ainda um elemento relevante da futura força de trabalho do país.
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No período 2007-2008, havia 570 mil alunos com cidadania estrangeira. Destes, um em cada quatro entre 15 e 10 anos de idade abandonaram a escola, frente a 12% dos italianos.

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