A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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terça-feira, março 22, 2011

Altamiro Borges: a força e os limites da blogosfera

Mídia

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Vermelho - 22 de Março de 2011 - 14h38
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Em sua visita ao Brasil, o presidente do EUA, Barack Obama, havia programado um megaevento na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, palco de históricos protestos em defesa da democracia e a soberania nacional. Na última hora, o show de pirotecnia foi cancelado. Segundo a própria mídia hegemônica, a razão foi que o serviço de inteligência do império, a famigerada CIA, alertou a diplomacia ianque sobre os "protestos convocados pelas redes sociais". Obama ficou com medo!

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Por Altamiro Borges

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Este episódio, uma vitória dos internautas progressistas do Brasil, comprova a força da internet. Num meio ainda não totalmente controlado pelas corporações capitalistas é possível desencadear ações contra-hegemônicas e quebrar o “pensamento único” emburrecedor da velha mídia. Desde Seattle, quando manifestações contra a rapina imperial foram convocadas basicamente pela internet, este fenômeno chama a atenção dos atores sociais. De lá para cá, o acesso à rede só se ampliou – no mundo e no Brasil.
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Uma arma poderosa
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Nas recentes convulsões populares no mundo árabe, que derrubaram os ditadores da Tunísia e do Egito – sempre tratados como “amigos do Ocidente” pela mídia tradicional – a internet foi uma arma poderosa. Ela não produziu as “revoluções”, mas ajudou a detoná-las. Agora mesmo, na Líbia, há uma guerra de informações da globosfera, acompanhada da real e sangrenta guerra dos mísseis. A internet faz parte hoje da guerra, virtual e real, que se trava nas sociedades. Não dá para desconhecer esta nova realidade.
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Os meios tradicionais de comunicação, hegemonizados por poucas corporações – no máximo 40, segundo recentes estudos sobre a crescente monopolização da mídia mundial –, não detêm mais o monopólio da informação. Os avanços tecnológicos abriram brechas, mesmo que temporárias, nesta frente estratégia da luta de idéias. Jornais e revistas da oligarquia estão falindo devido ao maior acesso à internet. Mesmo as redes televisão sofrem com a migração para este novo meio, principalmente da juventude.
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A força da blogosfera
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No Brasil, esta realidade é bem palpável. Nas eleições presidenciais de outubro passado, a chamada blogosfera progressista jogou papel de relevo na encarniçada disputa. As manipulações dos impérios midiáticos, que se transformaram em cabos eleitorais do candidato da direita, foram desmascaradas online pela internet. No auge da campanha fascistóide, de baixarias e de falsos moralismos, os blogs independentes atingiram mais de 40 milhões em audiência, segundo pesquisa recente.
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O impacto foi devastador. José Serra, o candidato do Opus Dei e o preferido do império, conforme telegrama vazado pelo WikiLeaks, usou vários palanques para atacar o que ele chamou, pejorativamente, de “blogs sujos”. Já o presidente Lula, sofrendo violento cerco da ditadura midiática, produziu vídeo para estimular a produção independente dos blogueiros. Na guerra de informações, a internet foi decisiva para desmascarar a direita e para mostrar o real significado da candidatura lulista de Dilma Rousseff.
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Passos na organização dos blogueiros
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Neste intenso processo da luta de classes, com a centralidade a batalha eleitoral, a blogosfera progressista deu os primeiros passos para a sua organização no Brasil – de forma autônoma. Em agosto passado, mais de 330 blogueiros e twitteiros realizaram o seu primeiro encontro nacional, em São Paulo. Neste evento histórico, eles decidiram lutar pela democratização da comunicação, contra qualquer tipo de censura à internet, e por políticas públicas de incentivo à pluralidade e à diversidade informativas.
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Fruto deste encontro histórico, os blogueiros progressistas quebraram a monopólio da mídia tradicional e realizaram a primeira entrevista coletiva com um presidente da República, Lula, em novembro passado. A velha mídia até tentou desqualificar o evento inédito, numa crise de “ciúme” ridícula. Na prática, ela sentiu o baque de uma mudança de paradigma que está em curso. Parafraseando o revolucionário italiano Antonio Gramsci, a coletiva com Lula evidenciou que “o velho está morrendo e o novo ainda não acabou de nascer”.
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Os desafios do futuro
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O segundo encontro nacional de blogueiros progressistas está agendado para junho próximo, em Brasília. Nele não haverá mais o fator galvanizador que estimulou o primeiro – a luta contra a mídia golpista, que se transformou no “partido do capital” durante o pleito presidencial. O desafio será encontrar novos pontos de unidade na enorme diversidade existente na rede. Sem verticalismo e estruturas hierarquizadas, este movimento amplo e plural tem muito a contribuir na luta pelo avanço da democracia no Brasil.
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Os blogueiros progressistas, que hoje já constituem uma vasta e influente rede no país, podem amplificar a luta pela democratização dos meios de comunicação. Está na ordem do dia o debate sobre o novo marco regulatório da mídia, que garanta a verdadeira liberdade de expressão para os brasileiros – e que não se confunde com a “liberdade de empresa” dos monopólios midiáticos. Também está em curso a discussão sobre a liberdade na internet, com investidas da direita contra este direito libertário.
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Além de interferir nestas batalhas estratégicas, os blogueiros precisam ampliar sua capacidade de interferir na luta de idéias contra-hegemônicas na sociedade. É preciso que “floresçam mil flores”, que surjam mais e melhores blogs independentes, garantindo maior diversidade e pluralidade informativas. É urgente também qualificar os nossos instrumentos, produzindo conteúdos jornalísticos de qualidade. Para isso, é preciso encontrar caminhos de sustentação financeira da blogosfera, que potencializem essa nova militância virtual.
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Riscos de retrocesso
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A internet abriu brechas para novas vozes se expressarem na sociedade. Mas ela não deve ser idealizada. Quem detém maior audiência são os portais de notícia e entretenimento dos mesmos grupos midiáticos. A publicidade, que cresce na rede (nos EUA, ela superou pela primeira vez na história os anúncios nos jornais impressos), é totalmente sugada pelos barões da mídia. Ou seja: a internet é um campo de disputa. Sem ampliar e qualificar sua produção, a blogosfera progressista será derrotada, falará para seus nichos.
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Além disso, a tecnologia não é neutra. Os monopólios da comunicação, que tornam reféns vários governos, já estudam mecanismos para cercear a liberdade na rede. Barack Obama, que a cada dia se revela um falso democrata, já enviou ao Congresso dos EUA um projeto para “vigiar” a internet. No Brasil, um parlamentar do bloco neoliberal-conservador, Eduardo Azeredo (PSDB), também se apressou em copiar o império e já apresentou projeto para abortar a neutralidade na rede. Os embates neste campo tendem a crescer.
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quinta-feira, dezembro 03, 2009

«Memória Virtual» da Blogosfera em 2009 e da «vigorização» do Tratado de Lisboa

Memória Virtual


Posted: 01 Dec 2009 11:46 PM PST
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Coincidindo com o primeiro dia do novo ano, J. M. Coutinho Ribeiro e José Carlos Pereira faziam a apresentação do “Marco 2009”,  anunciando «Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses»; aos fundadores juntar-se-iam posteriormente António Santana e João Monteiro Lima.
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Luís Paixão Martins, responsável de agência de comunicação, autor do blogue “Lugares Comuns”  anunciara entretanto a mais longa sabática da blogosfera, prometendo regressar após um ano: «Este blogue volta a falar a 1 de Janeiro de 2010»… Dado que a blogosfera tem “horror ao vazio”, seria criado, em Abril, o “Lugares Mesmo Comuns”, blogue das equipas da LPM.
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A 2 de Janeiro Bruno Vieira Amaral iniciava a publicação do “Circo de Lama”, ao mesmo tempo que Paulo Pinto Mascarenhas (preparando o lançamento do novo jornal, i) anunciava a sua despedida dos blogues “Atlântico” e “31 da Armada”.
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A cerca de uma semana de completar o terceiro aniversário, o blogue da “Atlântico” pouco mais de 24 horas resistiria a essa saída do seu fundador, decretando-se o seu fim a 4 de Janeiro.
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A Juíza Desembargadora Adelina Barradas de Oliveira, lançava – num novo blogue, inserido na página online do Expresso, sob a denominação “Ré em causa própria” – «O blogue que fala de Direito e de linhas tortas»,  – a questão: «Será admissível a um juiz ter um blogue?».
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Por esta altura, a Faixa de Gaza era objecto de bombardeamentos; o enviado especial da RTP, José Manuel Rosendo, transmitia-nos, em blogue, as imagens escritas e visuais dessas bombas sobre Gaza, assim como os seus retratos de guerra.
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Após mais de um ano de paragem, o “Escola de Lavores”, blogue «onde mulheres da comunicação cosem outros retalhos das notícias», registava o seu regresso efectivo à actividade.
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A 4 de Janeiro, João Villalobos e Luís Naves apresentavam “As penas do flamingo”, um «espaço para publicação de textos literários originais».
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Posted: 01 Dec 2009 06:58 AM PST
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Tratado de Lisboa
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Entra hoje em vigor o Tratado de Lisboa, cujo texto integral pode ser consultado aqui, o qual introduz algumas alterações de relevo a nível do funcionamento das instituições da União Europeia, nomeadamente:
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§ Criação do cargo de Presidente do Conselho Europeu (tendo sido designado -  para o primeiro mandato, de dois anos e meio – o belga Herman van Rompuy)
§ Política externa, de segurança e defesa comum – gerida por um alto-representante (simultaneamente vice-presidente da Comissão Europeia – tendo sido designada a britânica Catherine Ashton)
§ Reforço dos poderes do Parlamento Europeu, em particular a nível da fiscalização do princípio da subsidiariedade
§ Alargamento do sistema de dupla maioria (em detrimento da unanimidade e do direito de veto, agora mais limitado, aplicável por exemplo no caso de matérias fiscais) – a partir de 2014, o Conselho passa a tomar decisões com base numa maioria de 55 % dos Estados membros (no cenário actual, pelo menos 15), e desde que representem pelo menos 65 % da população da União Europeia
§ Manutenção de um Comissário Europeu por país (em lugar de um sistema rotativo)
§ Limitação do número de deputados no Parlamento Europeu a um máximo de 750 (Portugal viu reduzido o seu contingente, de 24 para 22)
§ Direito de Petição – Um mínimo de um milhão de cidadãos da União Europeia podem reunir-se para obrigar a Comissão Europeia a propor legislação
§ Carta dos Direitos Fundamentais passa a ter cariz vinculativo.
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quinta-feira, julho 30, 2009

Blogosfera e Big Brother na Internet

Leis Hadopi2 e Alfano
Big Brother na Europa

Depois do Conselho Constitucional francês ter chumbado a primeira versão da lei de Criação e Internet, conhecida como lei Hadopi, por considerar o acesso à Web um direito fundamental, o governo de Nicolás Sarkozy voltou à carga e fez aprovar no Senado, nas últimas semanas, uma nova versão do diploma, o Hadopi2.
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A discussão na câmara alta gaulesa foi realizada num tempo recorde, com os eleitos a dispor de escassos minutos para apresentarem os seus argumentos. Quase todas as propostas de emenda indicadas pela oposição foram rejeitadas (na qual, ao contrário de Outubro passado, se incluíam também os senadores do Partido Socialista Francês), com uma excepção, a possibilidade dos acusados de partilharem ficheiros protegidos por direitos de autor poderem solicitar uma audiência e fazer-se representar por um defensor legal, embora, importa frisar, o executivo de Sarkozy tenha igualmente em projecto acelerar a decisão judicial nestes casos, que podem ascender a centenas de milhares, em menos de uma hora.
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Acresce que a actual versão da norma, que se esperava que fosse votada anteontem, dia 21, na Assembleia Nacional, difere da primeira apenas porque transfere a competência de interrupção do fornecimento de Internet de uma autoridade administrativa para um tribunal, mas, ao invés, inclui no texto o termo «comunicações electrónicas», o que faz temer que a correspondência via e-mail possa vir a ser vasculhada pelas autoridades.
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Comentários punidos
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Mas não só na França se aperta a malha aos internautas. Também na Itália, o projecto-lei Alfano visa restringir a liberdade de expressão na rede.
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De acordo com informações divulgadas pelo rebelion.org, o diploma pretende universalizar o direito de réplica estendendo-o aos blogs e às páginas pessoais, com a agravante de que os multados, num valor que pode chegar aos 12 mil euros, tanto quanto contempla a lei transalpina a respeito da difamação em órgãos de comunicação social, não terão que ser condenados por uma autoridade judicial antes que seja executada a punição.
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Em protesto contra a lei Alfano, sábado, milhares de bloggers italianos abstiveram-se de publicar qualquer conteúdo. Uma concentração foi ainda realizada na Piazza Navona, em Roma.
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in Avante 2009.07.23
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sábado, maio 30, 2009

O MST e a conferência de comunicação

Altamiro Borges:

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Mesmo com duras críticas ao processo da Conferência Nacional de Comunicação, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) encara este fórum como uma conquista dos setores populares e pretende investir na mobilização das suas bases. Desta forma, sem cultivar ilusões de que a ditadura midiática será superada, mas também sem pecar pela omissão e pela atomização, um dos mais expressivos movimentos sociais brasileiros fortalece o campo dos que lutam contra a ditadura midiática no Brasil. O engajamento do MST ajudará a intensificar a mobilização dos trabalhadores e cumprirá papel pedagógico na sua conscientização sobre este tema estratégico.

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Por Altamiro Borges, em seu blog


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Em entrevista ao Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), João Paulo Rodrigues, membro da coordenação nacional do MST, observou que “a conferência é uma pauta antiga dos movimentos pela democratização da comunicação e é vista por eles como um espaço possível de discussão e elaboração acerca da comunicação no Brasil, de sua estrutura monopolizada e excludente, e da necessidade da criação dos meios de comunicação da classe trabalhadora. A sua realização é, portanto, um reflexo da reivindicação histórica dos movimentos sociais”.

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Superar o latifúndio da mídia

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Para ele, o governo Lula reduziu o alcance do evento ao não discutir seu temário e critérios com os movimentos organizados que há tempos enfrentam a ditadura midiática e ao indicar oito representantes dos empresários para a sua comissão organizadora, contra apenas sete membros dos movimentos sociais. “Nenhuma outra conferência realizada por este governo teve tal desproporcionalidade de representação. Esta atitude retira ainda mais a oportunidade de se debater democraticamente os caminhos das políticas públicas de comunicação”, critica.

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Na sua avaliação, estes e outros fatores dificultam mudanças profundas neste setor. “Assim como a reforma agrária não pode coexistir com o latifúndio, o MST acredita que é preciso destruir o monopólio da mídia para desconcentrá-la. A luta pela democratização da comunicação precisa integrar um projeto político mais amplo, capaz de transformar profundamente as estruturas da nossa sociedade. Isto só será possível com o avanço das lutas sociais como um todo”.

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“Apesar disso, nós acreditamos que existem medidas no campo da comunicação que, aliadas a transformações políticas e econômicas profundas, contribuem para as mudanças necessárias à construção de uma sociedade verdadeiramente justa e igualitária. Por isso, defendemos o fim da criminalização das rádios comunitárias e seu respectivo fomento, o fortalecimento dos veículos populares e alternativos e a revisão das concessões públicas de rádio e TV”, concluiu João Paulo.

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in Vermelho - 26 DE MAIO DE 2009 - 17h29


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Conferência da Comunicação: o inédito confronto olho no olho


Se alguém tinha alguma dúvida de que as coisas estão realmente mudando na comunicação, a evidência definitiva poderá ser a realização em Brasília, no início de dezembro, da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), um evento nacional onde pela primeira vez governo, empresários e sociedade civil vão discutir, olho no olho, o futuro da mídia brasileira.

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Por Carlos Castilho, no Observatório da Imprensa

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É uma ocasião única porque uma conjuntura muito particular colocou os três blocos numa situação em que um precisa do outro para sobreviver à crise dos modelos convencionais de comunicação num país onde a tradição é o monólogo nesta matéria.

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A coincidência de um processo eleitoral, da crise de um modelo de negócios e do crescimento do caráter social da internet fez com que o Estado, a iniciativa privada e a sociedade civil passassem a apostar na comunicação como a principal ferramenta para alcançar seus respectivos objetivos estratégicos.

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Cada um dos três protagonistas tem seus próprios objetivos: o governo quer romper o cerco imposto pelos interesses corporativos privados na área da informação, enquanto as indústrias da comunicação buscam condições mais favoráveis para absorver as mudanças impostas pela era digital. Já as organizações sem fins lucrativos e não estatais querem ampliar o espaço público na produção e disseminação de informações.

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Os objetivos são tão amplos e diversificados que dificilmente a Confecom poderá ser avaliada pelos seus resultados concretos. É utópico pensar que burocratas estatais, executivos privados e ativistas sociais consigam resolver suas divergências nos três dias de conferência, cujo público é estimado em aproximadamente 300 pessoas.

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Mas a inédita decisão de sentar-se a uma mesma mesa já dá esperanças de que os protagonistas tenham entendido que o histórico monólogo na abordagem da questão comunicacional no país precisa ser substituído por um diálogo, por mais frágil que seja. Se este estado de espírito for alcançado ele será muito mais importante do que os comunicados finais, geralmente inócuos e suficientemente vagos para acomodar posições diametralmente opostas.

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A posição do governo está facilitada pelos dilemas dos principais grupos privados na área de comunicação no país. Os grandes conglomerados da imprensa estão debilitados pelas incertezas em torno do futuro do seu negócio e pela pressão das operadoras de telefonia móvel, interessadas em entrar para valer na área de produção de conteúdos audiovisuais.

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As empresas apostam tudo na manutenção do laissez faire total na área de comunicação, denunciado tanto supostas — como reais — intenções estatizantes do governo ao mesmo tempo em que vêem com desconfiança o renovado ativismo de organizações sociais, cujo poder de fogo foi ampliado pela internet.

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O setor não governamental e não lucrativo é o maior interessado na Confecom porque é a sua estreia como protagonista de peso no debate das políticas de comunicação no país. Por menores que sejam os resultados do evento, ainda assim as organizações sociais têm grandes chances de cantar vitória porque elas finalmente terão sido reconhecidas como ator político relevante na arena informativa.

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As estratégias setoriais ainda estão sendo elaboradas, mas boa parte delas ainda passa ao largo da grande questão: como o cidadão da rua poderá ser ouvido. Eventos desta natureza normalmente acabam sendo monopolizados pelos líderes e articuladores, enquanto o cidadão comum fica relegado à posição de espectador passivo.

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O argumento é que a sociedade civil é essencialmente desorganizada, mas agora o quadro mudou. A internet oferece a possibilidade de as pessoas comuns falarem um pouco mais alto e grosso, usando os weblogs, comunidades, correio eletrônico, Twitter etc., etc., para expressar suas opiniões. Comparado ao total de população, os incluídos digitalmente ainda são uma minoria, mas comparado ao índice de 1999, houve um vertiginoso aumento no número de atores digitais.

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Só que eles não usam o jargão dos políticos e lideranças. A voz da rua e dos blogueiros, por exemplo, é bem menos sofisticada. Ela assusta e, muitas vezes, se expressa através de demandas que nem sempre podem ser chamadas de politicamente corretas.

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Mas se a cidadania é considerada uma parte obrigatória no funcionamento de uma comunicação livre, então ela terá que ser aceita em seu estado bruto. Caberá aos demais protagonistas entender e contextualizar a participação social como ela é, e não como gostariam que fosse.

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in Vermelho - 29 DE MAIO DE 2009 - 16h54

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domingo, maio 24, 2009

Marcha da CDU - Lisboa 2009.05.23

Nuno Ferreira Santos
Os manifestantes protestavam contra as políticas do governo socialista

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Jerónimo de Sousa defende que a CDU vai a ...








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Protesto
CDU diz ter juntado 85 mil manifestantes em Lisboa
23.05.2009 - 16h12 Lusa
Segundo a CDU, cerca de 85 mil pessoas partiram hoje da Praça do Saldanha, em Lisboa, numa marcha de protesto com destino ao Marquês de Pombal. Para o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, a adesão tem "um significado que vai muito para além das eleições".

O número de manifestantes foi estimado pela organização. A polícia presente no local não quis avançar oficialmente com números.

Certo é que, mais de uma hora após o início da manifestação, e quando os principais dirigentes políticos que encabeçavam a marcha já se encontravam no Marquês de Pombal, ainda muitos manifestantes não tinham começado a andar no Campo Pequeno, preenchendo totalmente as avenidas Fontes Pereira de Melo e da República.

A liderar a marcha estiveram Jerónimo de Sousa e a número um da lista da CDU ao Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo, empunhando uma faixa onde se lia "Nova política - Uma vida melhor!".

Já no final do protesto, Ilda Figueiredo pediu aos manifestantes que transformassem os assobios ao Governo num voto de luta contra o PS. "Eles [os soialistas] merecem bem [os assobios]. Apenas têm servido os grandes grupos económicos e não quem trabalha e vive do seu esforço. Vamos levar o protesto e a condenação da política do governo PS até ao voto".

Já Jerónimo de Sousa, sublinhou à agência Lusa que "nunca uma força política realizou uma iniciativa com esta dimensão e esta combatividade".

Para o líder comunista, esta marcha "tem um conteúdo que vai para além do conteúdo eleitoral", em particular no contexto "da crise que vivemos, dos apelos e convites à resignação, ao conformismo e ao desespero".

O secretário-geral do PCP destacou a "componente de luta, de disponibilidade para os combates que aí vêm e que vão ser muitos", num ano com três actos eleitorais: europeias, legislativas e autárquicas.

Questionado sobre as sondagens que colocam a CDU atrás do Bloco de Esquerda nas intenções de voto, Jerónimo de Sousa sublinhou que as sondagens "não votam".

"A CDU está a crescer. Estamos a construir ainda o resultado. As sondagens que não se precipitem. Deixem o povo votar e depois verão", reforçou.

Na manifestação, estiveram também presentes o presidente do grupo parlamentar do PCP Bernardino Soares, além de outros deputados e membros da lista candidata às europeias.

Os manifestantes gritavam palavras de ordem como "CDU avança com toda a confiança", "Abril de novo com a força do povo" ou "É preciso dizer basta, esta política já está gasta".

Notícia actualizada às 20h35

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segunda-feira, outubro 08, 2007

Censura?




Lisboa - Mário Machado em preventiva recebeu os seguintes comentários que manifestam uma enorme coragem ! Ou não? Censura nos meus blogs? Porquê? Como dizia a burguesia revolucionária francesa em 1789, «só não há liberdade para os inimigos da liberdade»
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3 Comments:
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At 08 Outubro, 2007, Anónimo said…
Em portugal vivesse hoje uma falsa democracia.Governam sempre os mesmos mentindo-nos e transformando-nos no povo mais pedinte da europa.Vive-se um enorme defice democratico e quem se manifesta logo é taxado de extremista ,anti-democratas e mais recentemente terroristas.A revolução de Abril é a maior mentira e a comunicação-social estende el tapete vermelho á farsa.Temos um presidente que é um bananae um primeiro ministro mentiroso e no entanto muitos milhares são felizea porque teem muitas mamas.(..eles comem tudo,eles comem tudo..eles comem tudo e não deicham nada!!!)
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At 08 Outubro, 2007, Anónimo said…
Esto se chama sençura!!( chupar o sangue fresco da manada..)Viva a liberdade de expressão!!Viva Portugal!!!
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At 08 Outubro, 2007, Victor Nogueira said…
NOTA
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Ser «anónimo» nada custa! E como é «anónimo», não posso esclarecê-lo, se é que quer ser esclarecido. Mas se bem me lembro, no tempo de Salazar e Caetano havia muita gente pedinte: miúdos, velhos, velhas, paralíticos. E muita gente que fugia clandestinamente, a salto, sujeita a prisão, para fugir à miséria. Fugiam para França, Venezuela, Alemanha Federal, Brasil ....Depois quem escreve sabe escrever, embora anónimamente. Os erros ortográficos são mero «disfarce».Depois, os vampiros são os mesmos, quer antes, quer depois. A manada governou pouco tempo. Sim, Viva Portugal, Vivam a Democracia Económica, Social, Cultural e Política, abaixo os Vampiros, mesmo que sob a cobertura da escuridão
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Victor Manuel

terça-feira, agosto 07, 2007

Blog - Papo com Alessandro Martins




* Redação .
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"Hoje a internet brasileira é uma internet de quermesse: tem o padre, o louco da praça, as beatas, o prefeito. Todo mundo se conhece e ninguém solta um 'pum' sem que o outro saiba. Na Web brasileira ainda somos uma província. Se uma cidade é pequena, a economia dela é pequena também; o mesmo vale para a nossa internet. Não que não haja muitos usuários nela: são milhões deles. Mas os que fazem um uso realmente ativo da Web, aproveitando boa parte de seus recursos, ainda são poucos."
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1. Como é tocar três (ou mais, eu não sei) blogs ao mesmo tempo?
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É divertido. Só escrevo sobre o que gosto. Atualmente tenho quatro blogs.
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O primeiro foi o Cracatoa Simplesmente Sumiu, desdobramento do site original que terminou e onde escrevo minhas crônicas. Um projeto mais literário.
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pois veio o Alessandro Martins – Livros e afins, que começou sem uma vocação específica, mas que acabou se especializando em livros. Creio que esse tem agradado bastante porque não falo de literatura especificamente, mas do relacionamento que as pessoas têm com os livros. E é um relacionamento que gera muitas paixões. De todos os tipos.
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A seguir, criei o Um investidor Iniciante na Bolsa de Valores, pois achei legal compartilhar meu aprendizado nesse tipo de investimento ao mesmo tempo em que gero renda com o blog. Aprendo, metabolizo e registro o que aprendi, ensino e lucro. O mais recente é o Queroterumblog.com!, em que pretendo falar desse assunto tão interessante que são os blogs, ajudando velhos e novos editores. Esse é uma parceria com a empresa de comunicação Ideal Case.
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Apesar de ser divertido, escrever nestes quatro blogs exige disciplina. Tenho um compromisso comigo mesmo de publicar pelo menos um artigo a cada dois dias em cada um deles. Mas tenho conseguido dar conta do recado tranqüilamente e, julgo, com alguma qualidade.
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Mas você deve saber que cuidar de um blog não é apenas publicar. Você precisa interagir com os comentaristas, participar de discussões em outros blogs, ler muito, cuidar da arrecadação, das estatísticas. É um trabalho e tanto, mas muito prazeroso por se tratar de uma coisa sua.
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Por isso, mesmo com todos esses blogs, ainda quero lançar um outro, com conteúdo adulto. Primeiro porque é um mercado que movimenta muito dinheiro no exterior e logo vai ser assim por aqui também. Quem chegar na frente com seriedade só tem a ganhar. E segundo porque é um assunto de que gosto e com o qual me divertirei bastante.
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2. Você é sério candidato a se tornar o primeiro blogueiro profissional do Brasil?
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Creio que muitos outros blogueiros podem reclamar este posto para si. Dependendo do critério que você usa, será um ou outro. Até a Bruna Surfistinha. Afinal, o blog dela deve ter rendido, direta ou indiretamente, muito dinheiro.
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Porém, eu estou longe de ser um editor profissional de blog. Minha postura é profissional, mas o rendimento ainda não é. Digamos que estou no meio do caminho que há entre o ponto em que os blogs se pagam com muita sobra e o ponto em que eles garantem o meu sustento, da minha casa e da minha família. Mas tenho certeza de que vou chegar lá.
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Para os meus critérios, no entanto, o primeiro blogueiro profissional do Brasil é o Bruno Alves. Além de ter uma parte significativa de seus rendimentos vindos do blog BrPoint, ele tem uma postura profissional, com responsabilidade pela informação e atenção aos leitores.
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3. Blog dá dinheiro? (O que acha desse pessoal que vive dizendo que não dá?)
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Blog dá dinheiro. Porém, o pessoal que diz que não dá dinheiro está momentaneamente certo. .
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Hoje a internet brasileira, a em língua portuguesa, é uma internet de quermesse ainda. Tem o padre, o louco da praça, as beatas, o prefeito. Todo mundo se conhece e ninguém solta um pum sem que o outro saiba. Ainda somos uma província. Se uma cidade é pequena, a economia é pequena. O mesmo vale para internet brasileira. Não que haja tão poucos usuários assim. Mas milhões deles. Os que fazem uso ativo dela, aproveitando boa parte dos recursos que ela oferece, são poucos.
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O reflexo disso se vê na publicidade. É só dar uma pesquisada no AdWords e ver a diferença entre o preço de anúncios de palavras-chave em português e o de palavras-chave em inglês. Fica bem claro. Uma publicidade de melhor retorno para o anunciante e para os sites depende do crescimento de um público que saiba usar a internet.
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Tinha uma praça aqui em Curitiba onde, de madrugada nos fins de semana, barraquinhas de cachorro-quente, dezenas delas, vendiam para quem passava por ali. Mas eram poucos clientes para muitas barraquinhas. Eu e um amigo chegamos à conclusão de que elas vendiam umas para as outras, para não ir à falência. Não chega a tanto, mas estamos quase assim na internet brasileira.
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Mas é bobagem pensar que isso não vai mudar e que o mercado de publicidade na internet não vai crescer.
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Aí o pessoal que diz que blog não dá dinheiro vai ficar com a mesma cara do sujeito que quase empresariou os Beatles ou a daqueles que ficaram tirando sarro dos primeiros caras que foram para o Klondike atrás de ouro, imaginando o que aquele povo iria fazer naquele frio. Pioneirismo tem disso. Sempre tem os que preferem dizer que não vai dar certo.
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4. O Interney Blogs, e o seu objetivo de remunerar os blogueiros do portal, foi um marco nesse sentido?
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Foi um marco para a produção de crônicas em primeiro lugar. Todos os blogs escolhidos pelo Inagaki, parceiro do Edney de Souza na idéia, são de excelente qualidade. Todos eles já tinham seu público formado e em crescimento e creio que, juntos, estão mais fortes. Talvez alguns dos autores nem tivessem a idéia de remunerar, merecidamente, seus escritos. Talvez eles venham de um período mais romântico dos blogs, de cinco ou mais anos atrás. Os textos são mais pessoais, em um sentido literário. Por experiência com o Cracatoa Simplesmente Sumiu eu sei que esse tipo de produção é mais difícil de se remunerar, seja lá qual o método de arrecadação que se adote. Então eles ganharam todos. O Edney por ter conteúdo de qualidade e por associar seu site a algo tão nobre quanto a crônica e a bons autores de internet. E os blogueiros por estarem agora em um site que os paga e lhes dá ainda mais visibilidade.
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Porém, acredito que o maior marco na relação que há entre dinheiro e blogs foi a descoberta do AdSense pelos blogueiros. Isso mudou em muito o perfil dos blogs nacionais. Basta ver um ranking qualquer. Por exemplo o do BlogBlogs. Veja quantos dos blogs listados entre os primeiros são de crônicas ou pessoais. Os que há são os do Interney, se tanto, e outros gatos pingados. De resto, a maioria são de blogs mais agressivos do ponto de vista técnico, seja no que diz respeito à especialização, seja no que diz respeito ao uso de técnicas para melhorar a posição nos sites de busca como o Google. Eu tinha dúvidas quanto à legitimidade delas, mas como diz um amigo meu, no xadrez não se pode deixar de usar o cavalo só porque ele anda em L. É a regra do jogo.
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5. Quando você comecou a blogar? E como foi a sua trajetória até se tornar conhecido na blogosfera?
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Eu comecei a editar blogs em 2001. Eu criei um blog chamado Cracatoa Simplesmente Sumiu, no brasileiro Weblogger. Mudei para o Blogspot e depois criei uma conta no Livejournal. E eram blogs pessoais mesmo. Eu nem imaginava as possibilidades dessa ferramenta. Hoje é tão óbvio que chega a ser absurdo. E fui levando assim. Até que, em 2004, o Paulo Polzonoff Jr. me convidou para escrever uma coluna no blog dele. Passei a levar mais a sério e com mais disciplina o ato de escrever. Finalmente, incentivado pela fotógrafa Alicia Ayala – que em contrapartida incentivei a fotografar – criei o site Cracatoa Simplesmente Sumiu (do qual mantenho o conteúdo antigo). Note que fazíamos questão de enfatizar que não se tratava de um blog. Não gostávamos da idéia. Achávamos que blogs eram coisas menores. Enfim, o site – que gerenciávamos com Movable Type, ferramenta notoriamente de blogs - acabou e hoje o endereço é um blog. E a ele se juntaram outros três. Por enquanto. Até o momento, o meu site mais conhecido é o Alessandro Martins – Livros e Afins, que, por ter nascido como blog, rapidamente superou o site Cracatoa. A Alicia, por sua vez, é hoje uma das editoras da revista de fotografia, ilustração e design IdeaFixa.
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6. Quais são os numeros dos seus empreendimentos? Você pode revelar alguns (visitantes, pageviews, e-mails, comentários etc.)?
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Creio que o número que mais revela a saúde de um blog é o número de comentários. Se seu site tem bom número de visitantes, boa arrecadação, mas poucos comentários, creio que há alguma coisa de errada com ele. No futuro, você pode ter problemas. E é desse número que mais me orgulho no momento. Recebo comentários não só para os posts novos, mas também para artigos antigos. Isso indica que quem chega através dos mecanismos de busca gosta do que vê. Esse tipo de leitor gera mais links, que gera mais resultados de busca, que geram mais arrecadação. Algumas vezes são quarenta comentários por dia somando todos os sites. Nunca menos que vinte. Isso me dá um certo trabalho, pois mantenho a política de responder a todos.
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7. Não acha que existe uma pressão meio velada, hoje, para se postar cada vez mais?
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Existe, mas acho que essa histeria vai ser superada rapidinho, assim que os editores perceberem que o principal é produzir material original e de qualidade. Não basta reproduzir a notícia do momento para ter sucesso ou pinçar coisas do Digg ou do del.icio.us. Tem que ter ponto de vista, experiência pessoal, tempero e substância, conversa com o leitor. E fazendo isso com constância e disciplina, sabendo divulgar o seu trabalho, basta um post por dia. Ou a cada dois dias. E, depois, ninguém tem tempo de ler tanta coisa. Acho que essa regra só muda para os sites especializados em gadgets ou em alguma outra categoria em que haja profusão de novidades.
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8. Quais são os principais defeitos dos blogueiros brasileiros? (Em outras palavras: por que você se destacou e muitos outros, não?)
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O blogueiro brasileiro precisa aprender a responder os seus leitores e a usar os links com inteligência. Além das características já codificadas dos blogs – por exemplo, entradas em ordem cronológica inversa – creio que as principais são a possibilidade de diálogo através dos comentários e a presença de links nos artigos, trackbacks ou não. É preciso saber usar os links com inteligência. Um artigo sem link é um artigo em que a energia da internet – a informação – fica estagnada. O leitor quer ser jogado à frente. Ele não quer desligar o computador e ver novela. Ele quer ver o que há por detrás do clique, como aquela história das bonecas russas, uma dentro da outra. E não basta fazer um link para um blog apenas porque ele está entre os mais conhecidos ou escrever um artigo apenas para "oportunizar" esse link esperando a retribuição. Esperar retribuição de links é a maior bobagem. É mais negócio ter convicção do que você está escrevendo e fazer o link para um blog menos conhecido mas que vá acrescentar algo para o seu leitor. Em geral, a retribuição não vem de quem recebeu o link, mas de quem lê o seu artigo. Outra coisa importante é nunca deixar de comentar em outros blogs. E, claro, como blogueiro, desenvolver uma inteligência de comentarista, nunca perdendo uma oportunidade de ficar quieto quando não há nada a dizer. Quem adotar práticas como essas vai sair na frente. A blogosfera brasileira está só no começo. É o momento.
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9. Quem são suas admirações na blogosfera em geral, e por quê?
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O Bruno Alves pelos motivos que citei acima e o Paulo Polzonoff Jr. por sua atual reserva e qualidade habitual. Depois deles, eu poderia citar uma lista enorme de gente de que eu gosto...10. Pensa que a blogosfera pode, um dia, substituir a midia estabelecida? (Nem em termos de audiência? Como o New York Times compete com milhões de blogs?)É difícil dizer o que vai acontecer. Mas podemos esboçar um panorama usando o seguinte raciocínio: As pessoas absorvem informação de acordo com certos hábitos. Hábitos se formam na juventude. Vamos chutar números: Entre os 10 e os 20 anos de idade. Antigamente, as pessoas estavam habituadas a receber informações através dos jornais, revistas e, mais recentemente, portais da internet. Em algum momento de sua vida essas pessoas se habituaram a isso e levarão esse hábito até o fim de seus dias. Acontece que hoje em dia não vejo muitas pessoas entre 10 e 20 anos de idade lendo jornais ou revistas. O que eles estão lendo? O que eles estão vendo? Responda essas perguntas e você começa a matar a charada de como vai estar essa história...
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Para ir além Blog 1, blog 2, blog 3 e blog 4.
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por Julio Daio Borges10/8/2007 às 14h34 Nasceu
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Das cinzas. Quando deixei a Estante de Livros definhar, pensei que estivesse fazendo um bem para mim. Mas, na semana passada, comecei a tramar um novo blog. 5 anos depois do primeiro post da Estante. Vou te contar, hein? Remendo é o que mais se faz neste país. Talvez com as palavras eu ainda seja boa de costura. Blog de mulherzinha?Ana E, no seu remendo, que, claro, linca pra nós.
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por Julio Daio Borges10/8/2007 à 00h39 . Um blog sem conteúdo
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Fico intrigada com a tal da “respeitabilidade” do papel, por mais que saiba que isso é a pura realidade... E a Olivia fala da "ergonomia" do ato, que ler em papel é mais confortável... Acho que ando passando muito tempo em frente ao micro... Penso também no alcance do papel, que chega nos cafundós, vai de correio, sedex etc. Mas como eles ficam sabendo do livro sem a Web? Complicado.Charô, que comenta no Branco Leone, que linca pra nós.
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por Julio Daio Borges9/8/2007 à 00h33 NewsTrust
. Steve Outing comenta o aparecimento do NewsTrust, um site ainda em estágio beta, que se propõe a funcionar como uma espécie de termômetro de credibilidade para notícias e fontes de notícias, em diversos suportes on-line (jornais, revistas, blogs, sites noticiosos independentes), nos Estados Unidos.O ranqueamento de credibilidade é feito pelos próprios participantes do experimento, como no Digg. Notas são atribuídas às notícias, em um sistema de avaliação que lembra o modelo do Slashdot, com a diferença de que no NewsTrust as fontes e notícias cobrem toda a gama de interesses e suportes on-line.Uma vez se inscrevendo no site, qualquer interessado pode passar a avaliar notícias e fontes, colaborando para a construção do termômetro coletivo de credibilidade.Marcos Palacios, no seu Jornalismo & Internet, que linca pra nós.
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por Julio Daio Borges8/8/2007 à 00h22
. Optimizar Blogs
. A série optimizar blogs surgiu para ajudar os bloggers a compreender e tirar partido do funcionamento dos motores de busca [=Google]. Ao longo de sete artigos procurei oferecer alguma informação útil para os noviços e os mais experimentados:
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1. "Optimizar blogs para os motores de busca: reduzindo as assimetrias" explica porque devem os bloggers prestar atenção aos motores de busca.
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2. "Por que gostam os motores de busca dos blogs?" A resposta está algures entre a arquitectura dos sites, os conteúdos trabalhados e actualizados e os...
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3. "Links", muitos links. Porque os links, tal como as recomendações, são importantes para os motores de busca.
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4. Factor decisivo no posicionamento, são os títulos. É importante usar "palavras chave nos títulos".
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5. Nos títulos e ao longo do texto, é necessário saber "escrever para o Google e para a audiência".
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6. Parte da optimização passa por terceiros e outros sites: "Optimização off-site": promoção em directórios, na web social e noutros blogs. Não depende de nós mas podemos dar uma ajuda.
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7. Para terminar convém estar atento a "armadilhas e erros frequentes" de quem se entusiasma com tráfego dos motores de busca. Também tenho a minha quota...Cristina Vieira de Portugal, citando o ótimo Marketing de Busca, e lincando pra nós.
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por Julio Daio Borges7/8/2007 à 00h05
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in Digestivo Cultural - Sexta-feira, 10/8/2007

domingo, fevereiro 04, 2007

Kant_O_XimPi - Mil visitas ?

O contador acaba de registar mil visitas. Bem sei que não serão tantas, mas é um pretexto para agradecer ao Pedro que me ajudou a criar o blog, ao Miguel que, tal como o Pedro, me colocaram posts devido a «recusas» do meu PC (personal computer) e a todos quantos o têm visitado e aos poucos me têm feito chegar as suas opiniões ou dele têm feito transcrições.

Para todos o meu abraço e a minha estima

Victor Nogueira