A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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segunda-feira, outubro 15, 2007

Profissões em vias de extinção - Alfaiate


Alfaiate Adelino Rodrigues
Faz fardas para a Polícia Municipal há 36 anos
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* Ângela Lopes
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Faz 71 anos em Novembro mas continua activo. Adelino Rodrigues é o alfaiate que desde 1971 faz as fardas para os agentes e comandantes da Polícia Municipal (PM) de Lisboa. Ainda há duas semanas teve de adaptar as vestimentas dos 150 elementos que vieram da PSP para a PM. Esteve para abandonar a “casa”, como a apelida, pelo menos duas vezes, mas o “amor à camisola” e à gente que lhe fala ao coração, como diz, fez com que fosse ficando. Já lá vão 36 anos de histórias para contar.
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Quando chegou à PM já tinha feito fardas para chefes, graduados e comandantes da PSP, onde foi agente da Brigada de Minas e Armadilhas convite do comandante Saldanha porque podia fazer o que realmente gostava, e para fugir aos explosivos”, conta ao Correio da Manhã.

Anos antes, em 1965, Adelino viveu uma experiência assustadora e que o fez pensar como era perigoso trabalhar naquela brigada da PSP. O alfaiate estava nesse dia com uns colegas da PSP a fazer uma instrução com material de guerra. O objectivo era fazer uma bomba com uma bateria e com detonadores eléctricos. “Quando se fazia a exemplificação, aquilo explodiu. Um colega foi projectado e eu atirado para um canto. Fiquei com os estilhaços no braço esquerdo para o resto da vida”, recorda Adelino.

A adaptação não foi fácil apesar de adorar fazer fardas e de vestir agentes e comandantes com a maior perfeição e rigor. Mas era um ofício solidário e Adelino estava habituado a trabalhar com muitas pessoas. De todos os que por ali passaram só tem elogios a fazer e agradece por o terem ajudado na fase difícil que passou com a morte dos pais. Mas se há homem que não esquece é o “comandante Luz de Almeida que chegou à PM em 1973 e mudou a imagem e auto-estima” da instituição. “Nunca mais me esqueço dele. E de que, quando cheguei à PM, eram apenas 150 homens, hoje já passam dos 500”, lembra.

Os nervos eram muitos e mais ainda no dia em que o comandante Luz Almeida lhe pediu que fizesse uma farda de Pai Natal para a festa da PM. Adelino nunca tinha feito nada do género, mas não o deixou ficar mal. “Ele era muito exigente, bastava ter um centímetro a mais ou a menos e ele notava logo”, conta ao CM. Foi fazendo fardas, aplicando fitas em chapéus até ter um AVC que lhe afectou a visão. Hoje continua a ser o alfaiate de serviço, mas em regime de part-time.

DIFICULDADES NUNCA FORAM OBSTÁCULO

A família de Adelino vivia com bastantes dificuldades económicas. E foi isso que o fez ter vontade de singrar na vida. “A minha vida foi sempre difícil. Para completar a 4.ª classe fazia sete quilómetros a pé todos os dias numa estrada de altos e baixos”, recorda Adelino. Aos 13 anos, os estudos deram lugar aos trabalhos pesados. Para ajudar a aumentar os rendimentos da família, trabalhava de sol a sol numa incineradora onde, com mais dois miúdos, carregava sacos de cimento com 150 quilos. Mais tarde, a viver em Benavente, ia às compras descalço a Vila Franca de Xira. Aos tios, que acabaram por falecer na sua casa, deve-lhes tudo. “Foram os meus pais e eles que me arranjaram o meu primeiro trabalho como alfaiate”, conta. Os pais morreram já ele estava na PM, foi mais um abanão que a vida lhe deu. No final dos anos 90, a saúde pregou-lhe uma partida. Sofreu um AVC que lhe afectou a visão. Mas nem isso o fez desistir de ser o alfaiate da PM.

PORMENORES

ENSINO ESPANHOL

Aprendeu toda a arte da alfaiataria com a experiência que adquiriu nos vários sítios por onde passou ao longo da carreira de alfaiate. Mas foi graças a uma revista espanhola datada de 1969, que ainda hoje guarda religiosamente, que aprendeu a fazer cortes e provas e viu como podia expandir os seus conhecimentos.

DETESTA FAZER SAIAS

Calças, fraques, casacos com pinças e até smokings. Adelino fez de tudo mas nunca gostou de fazer saias. “Ainda cheguei a fazer algumas mas sempre achei que isso é trabalho para as costureiras”, conta ao CM.

O PRIMEIRO NA FAMÍLIA

Adelino nunca pensou ser alfaiate, até porque na família ninguém trabalhava na área. Cansado de fazer trabalho pesado em incineradoras e nas ceifas do campo de Benavente mudou de rumo e arriscou iniciar carreira como alfaiate.

FEZ A PRÓPRIA FARDA

Era agente da PSP quando pediu autorização ao comandante para fazer a sua própria farda. “Fi-la e apresentei-me. Chefes e comandantes elogiaram-me. Comecei a ter clientes”, conta.

PERFIL

Nasceu em Pedrógão Grande, terra que o orgulha, e foi lá que começou a ter os primeiros clientes como alfaiate. Casado com Alberta Rosa, há mais de 30 anos, Adelino é pai de um rapaz e de uma rapariga. Aos 16 anos estreou-se como alfaiate, pouco depois já trabalhava numa casa lisboeta onde ganhava 28 escudos por mês. Foi agente da PSP na Brigada de Minas e Armadilhas nos anos 60, enquanto geria uma alfaiataria ao mesmo tempo.

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in Correio da Manhã 2007.10.08
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foto mariline alves - alfaiate adelinino rodrigues
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Desde 1971 que Adelino Rodrigues, 70 anos, veste os agentes e comandantes da PM. Na foto, onde se vêem fardas antigas e peças de roupa por arranjar, o alfaiate mostra como em pouco tempo se colocam as inconfundíveis fitas nos chapéus

domingo, setembro 16, 2007

Que sucedeu a Maddie? (15) - A mudança de agulha do CM e não só!


PAIXÃO DURA HÁ DEZ ANOS - AMIGOS ELOGIAM KATE
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* Tânia Laranjo/Paulo Marcelino/Ângela Lopes/H.M./R.P.G.
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Quando Kate foi trabalhar para a Nova Zelândia, em 1996, já Gerry se preparava para um ano sabático nos Estados Unidos. Não aguentou, correu atrás dela, e acabaram juntos o curso de Medicina. Começaram a namorar já fora da Universidade de Glasgow, a terra natal de Gerry, em estágio na Western Infirmary.
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Chegados à Nova Zelândia e colocados em terras distantes, família e amigos dão como exemplo de uma história de amor os 700 quilómetros que o médico fazia nas suas folgas para estar com a namorada.São hoje o mesmo casal unido de há dez anos, garante no ‘Daily Mirror’ o pai de Kate, e “só querem Madeleine de volta”.
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A mulher fria, distante e depressiva que alguns descrevem não é a mesma Kate que Paul McIntyre, de 45 anos, conhece. Amigo de Gerry, Paul fala de uma pessoa “linda, adorável, sensível” e que toda a gente achou fantástica para Gerry. E “sobretudo ele, que andou atrás dela desde o princípio”. A irmã do cardiologista diz que quando o casal voltou da Nova Zelândia, um ano depois, “eram um só”. E tornaram-se inseparáveis. “Gerry costumava brincar que se visse a Kate do outro lado do rio atravessava-o.”
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Os dois casaram-se em 1998, numa igreja católica em Liverpool, onde Kate nasceu e a família tem grandes tradições cristãs. Gerry era conhecido pelo seu talento para o desporto e a mulher para a escola. Filho de imigrantes irlandeses, o pai carpinteiro e a mãe funcionária de uma fábrica de biscoitos, Gerry foi atleta escocês sub-19 nos 1500 metros.Gerry foi colocado na unidade de cardiologia do Glenfield Hospital em 2000 e a família mudou-se de Glasgow para a zona de Leicester há um ano.
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Jill Renwick, a melhor amiga e colega de Kate na clínica Melton Mowbray, perto de Rothley, diz que “ela decidiu que a prioridade eram os filhos e era impossível conciliá-la com uma carreira de topo”, por isso só trabalha duas vezes por semana. Kate exerce clínica geral, mas queria ter sido ginecologista.
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DEPOIMENTOS
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OUTRO FILHO
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Os tratamentos de fertilidade resultaram em Maddie, há quatro anos, e os McCann já só falavam de aumentar a família, revela Brian Healy. O avô das crianças, de 67 anos, diz que “ter outro filho era algo que eles pensavam” mas que “isso foi antes de Maddie desaparecer”. “Não pensam em mais nada”, garante, assegurando que “as crianças são agora o mais importante”. “O casamento é incrivelmente forte, e isto só os torna mais próximos”, assegura.
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HOBBIES PREFERIDOS
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Andar de bicicleta e jogar golfe são os passatempos preferidos de Gerry nos tempos livres, enquanto Kate gosta de ir ao cabeleireiro, em Leicester, comprar flores, manter-se em forma no ginásio e levar regularmente os filhos à natação. Os dois “são poços de força”, diz a mãe do médico, que recorda que “Gerry está sempre ao lado de Kate”.
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CAPITÃO DE EQUIPA
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Capitaneou na Nova Zelândia os Napier City Rovers e um antigo colega, David Anstins, diz que ele “era realmente bom e fazia uma grande diferença na equipa”. Já Kate era a melhor da turma e sonhava com um emprego a ajudar os outros. “Tudo lhe saía tão bem que as outras raparigas tinham inveja”, conta uma amiga.
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ESTAVAM FELIZES
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Maddie era a esperança dos pais e adorada por todos os amigos do casal. “A Madeleine era realmente especial”, diz o amigo Alan Grieves, de 48 anos, revelando que nunca tinha visto os McCann tão felizes como no primeiro aniversário da filha mais velha.
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in Correio da Manhã 2007.09.15
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* Tânia Laranjo/Paulo Marcelino/Ângela Lopes/H.M./R.P.G.
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PORMENORES
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OS VÍCIOS DE KATE
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Esplanadas, charcutaria e lojas de roupa, decoração e produtos de beleza compõem a sofisticada Allandale Road, onde Kate se perdia em compras e nunca dispensava uma visita a Cristopher, o seu cabeleireiro no Cawthorne and Wright. “Jurei que não dizia uma palavra”, avisa logo o caleleireiro, mas na rua há quem descreva uma das melhores clientes como “distinta e elegante mas em certos dias pouco afável”.
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MITCHEL REGRESSA
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Clarence Mitchel, o primeiro assessor dos McCann e actualmente ao lado de Gordon Brown, deverá abandonar o governo britânico e voltar a juntar-se ao casal nas próximas duas semanas, apurou o CM. Os motivos de Mitchel, segundo as nossas fontes, serão o facto de o casal não ter recursos para manter os actuais custos de um gabinete de imprensa.
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SILÊNCIO
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Fiona e David Payne, que passaram férias com os McCann no Algarve, vivem na Knighton Church Road. O marido dedica-se à investigação científica no campo cardiovascular e foi nessa área que fez amizade com Gerry. O CM confrontou-o à porta de casa com as suspeitas que recaem sobre o grupo de amigos, mas este recusou prestar esclarecimentos.
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NOTAS
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MADDIE EM MEGA CAMPANHA
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Os McCann vão usar mais de 115 mil euros do fundo criado para procurar Maddie numa campanha feita na net, jornais, outdoor’s e TV europeias.
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CASAL PREPARA BATALHA LEGAL
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Segundo a assessora Nathalie Oranje, Kate e Gerry vão “aproveitar os próximos dias para descansar e para se prepararem para o combate legal”.
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CHEGAM 500 MIL CARTAS POR DIA
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A porta-voz da família diz que a popularidade do casal se mantém em alta. Prova disso são “os presentes, que duplicaram na última semana, além de 500 a mil cartas por dia”.
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MCCANN INSULTADOS COMO DIANA
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A Rothley chegam cartas com dinheiro e mensagens de apoio, mas também insultos e críticas. “Mas até com a princesa Diana era assim...”, compara Nathalie.
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in Correio da Manhã 2007.09.16
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NOTA - Culpados ou inocentes, agora a campanha é Vale Tudo, mesmo arrancar olhos? O último parágrafo e a comparação serão elucidativos, não?. Porque mudou o CM de agulha?
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Victor Nogueira
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