A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sexta-feira, julho 09, 2010

Os Ultras - João Frazão


  • João Frazão


Os Ultras
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A propósito da embrulhada criada na PT, em que os ultra defensores do interesse pátrio, como é o caso do senhor Ricardo Salgado, dono do BES, assim que lhes acenaram com meia dúzia de patacos, resolveram estar-se nas tintas para o dito (interesse) e ameaçaram entregar ao capital estrangeiro mais uma fatia de uma empresa estratégica, José Sócrates fez uma extraordinária declaração a um jornal espanhol.
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Diz Sócrates que a posição da Comissão Europeia de proibir a utilização da Golden Share na PT é ultraliberal.

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Ficamos a saber que Sócrates se incomoda com essa coisa dos ultraliberalismos e damos connosco a pensar que há aqui alguma coisa que não bate certo.

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Porque, ou nós temos andado desatentos, ou foi Sócrates, com o aplauso dos ricardos salgados cá do sítio, que desenvolveu ao longo dos últimos anos o maior ataque que há memória aos direitos dos trabalhadores. E a maior ofensiva contra as funções sociais do Estado, seja na Educação, na Saúde, na Segurança Social. E que, à boleia da crise internacional, cozinhou com o PSD e o CDS o Orçamento de Estado e mais o PEC e mais as medidas de austeridade onde essa ofensiva não só prossegue alegremente com é brutalmente aprofundada. Na qual se insere, naturalmente, a privatização do que resta de empresas estratégicas para a economia nacional e para garantir serviços públicos essenciais, como é o caso da EDP, dos CTT, da CP ou até do Metro de Lisboa.

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E é exactamente por isso que isto não bate certo. Então estas não são as mais ultraliberais medidas de que há memória no Portugal de Abril? E não foram e estão a ser concretizadas por Sócrates, o agora anti-ultraliberal?
Cá para mim, Sócrates, o executor das políticas de direita – de quem Ricardo Salgado disse em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF, em Abril deste ano, que «é um bom Primeiro-Ministro», e que tem «bons ministros, indiscutivelmente» ao mesmo tempo que sublinhava que «o PSD esteve à altura de defender os interesses nacionais, concertando-se com o Governo em matéria do PEC» – sabe que, enquanto defender os interesses deste último, pode contar tem o seu apoio ultragarantido, o que quer é ganhar um balão de oxigénio à conta dos genuínos sentimentos de defesa da pátria que sabe existirem no povo português.

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E também por isso este episódio só mostra que, um e outro, são as duas faces de uma realidade que está, há muito, ultra…passada!
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N.º 1910
8.Julho.2010 - Avante
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quarta-feira, março 10, 2010

35 anos de traição - PS/PPD-PSD/CDS-PP





Trinta e cinco anos

Ficarão para sempre na memória colectiva do povo português palavras de ordem com a força de A Terra a quem a trabalha, Reforma Agrária em frente é pão para toda a gente, A banca ao serviço do povo ou Viva o controlo operário.

Escritas nas paredes, entoadas em canções de luta, gritadas nas manifestações, estas expressões materializavam o apoio popular a essas opções. Apoio real que obrigou a um largo consenso na sua inscrição como irreversíveis na Constituição da República aprovada em 1976.
Apoio que motivou da parte das forças reaccionárias as mais violentas campanhas de difamação e mentira relativamente a essas realizações, que o processo revolucionário viria a impor para concretizar a democracia política, económica e social a que povo português aspirava.
Com a convicção de que, a propósito do seu 35.º aniversário essas campanhas se intensificarão, este ano queremos aqui deixar dito que, trinta e cinco anos após o início desse processo apaixonante, olhamos para ele não com a saudade de um passado romanceado, mas como uma experiência da qual tiramos inúmeros ensinamentos, como um processo pleno de actualidade e ainda como um acontecimento que se projecta no futuro.
Experiência de como, no quadro de uma intensa luta de classes, foi possível encontrar os caminhos para concretizar, na organização económica, as exigências e reivindicações que se exprimiam no plano da acção política de massas.

Respostas necessárias

O capital monopolista e os grandes latifundiários, principais sustentáculos do fascismo derrotado, usando todos os meios para enfrentar a recém-nascida democracia e procurando impedir a conquista de novos direitos, sabotou a produção, desviou dinheiros e património, descapitalizou empresas. A Reforma Agrária, as nacionalizações e o controlo operário foram as respostas necessárias àquela situação concreta.
Experiência de como, para se conseguir um tão elevado grau de conquistas, foi indispensável o envolvimento colectivo das massas, milhares de homens e mulheres (e em primeiro lugar os actores fundamentais da história, a classe operária e os trabalhadores e o proletariado agrícola) que, naquele momento se mobilizaram para a construção do seu futuro. E de como, de homens e mulheres dos mais simples – operários, empregados, camponeses, bancários e tantas outras profissões – se fizeram os dirigentes do processo revolucionário.
Experiência de como se puderam construir novas experiências num país que ressuscitava de 48 anos de fascismo. As nacionalizações em Portugal e a Reforma Agrária não foram tiradas a papel químico de qualquer outra realidade. Elas corresponderam, naquele momento, às exigências da evolução política, às necessidades de desenvolvimento do País e, na forma, às circunstâncias concretas da realidade portuguesa.
Experiência ainda na violenta ofensiva a que foram sujeitas essas maravilhosas conquistas da revolução. Ofensiva económica, a partir da política de direita dos sucessivos governos e de medidas concretas para degradar a sua situação. Ofensiva política com os ataques sucessivos à legislação que as enquadrava e à própria Constituição. Ofensiva ideológica, sobre ela lançando as mais ferozes campanhas de desinformação e intoxicação, com o objectivo de as desacreditar e menorizar o seu alcance. E também repressão, caminho que nunca hesitaram em usar para as destruir.

Exigências de futuro

Entretanto, 35 anos depois, a vida aí está para mostrar quão actuais são estes mecanismos para fazer face ao rumo de declínio nacional e de injustiça social a que a políticas de direita conduziram o País – o caminho de reconstituição dos principais grupos económicos, de escandalosa concentração da riqueza, de destruição do aparelho produtivo nacional, de aumento sem paralelo do desemprego, de aumento da pobreza, da fome.
Que exigem a ruptura com as políticas que vêm sendo seguidas, colocando novamente na ordem do dia a necessidade de colocar nas mãos do Estado as ferramentas para garantir o «comando político e democrático do processo de desenvolvimento, como a primeira grande linha de orientação visando a afirmação da soberania, na base de um Sector Empresarial do Estado com um papel produtivo nos sectores estratégicos, designadamente na banca e nos seguros, na energia, nas telecomunicações e nos transportes, condição chave para a manutenção em mãos nacionais de alavancas económicas decisivas para a promoção do desenvolvimento e garantir um apoio prioritário e preferencial a micro, pequenas e médias empresas».
Mas também, face à evidência da evolução do capitalismo, da sua faceta irracional e predadora, que atira o mundo para o abismo, condenando milhões de seres humanos à miséria, com a apropriação da riqueza por parte de uns muito poucos, sabemos que aquele é um acontecimento que se projecta no futuro. Sabemos que o futuro é daquelas palavras de ordem. É do socialismo
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Avante Nº 1892
04.Março.2010
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domingo, setembro 09, 2007

As novidades da «reentré»


* João Frazão

Basta ler os jornais dos últimos dias para perceber que o que marca grelha de apreciação da reentre deste ano (o facto político da semana) são as novidades, não obstante as dificuldades novas e antigas nesta ou naquela agremiação.
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O que já não tem novidade nenhuma é a dificuldade do PSD em fazer de contas que está na oposição a uma política de direita que eles próprios gostariam de estar a levar a cabo e por isso vão-se entretendo numas picardias internas que a ninguém aproveitam, mas sempre dão o ar de estarem ocupados.
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Novo, novo apareceu o PP (Paulo Portas ou Partido Popular que é uma e a mesma coisa) com um discurso na internet, uma coisa mesmo moderna, que isso de andar nas feiras a contactar com o povo foi coisa de outra encarnação, e com um pezinho a puxar para a xenofobia, com uma palavra de ordem suficiente dúbia (imigração: outra vez a confusão) para ao mesmo tempo acolitar os direitinhas da linha e abrir para o mercado dos que, no ano passado, desenvolveram uma acção fascizante com grande visibilidade contra a imigração.
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Temos também os que escolheram o debate, coisa apresentada como originalíssima. O BE, cansado de olhar para o lado e ver vazio e oco de ideias, decidiu pensar o socialismo, juntando as suas forças ali para o lado do Parque das Nações que é sítio ainda a cheirar a novo, certamente agora mais reconfortado com a possibilidade que tem de o concretizar na Câmara Municipal de Lisboa, onde foi dar uma mãozinha ao PS.
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O Governo não está dado a inovações. As mesmas medidas, os mesmos ataques aos trabalhadores, mais professores no desemprego, as mesmas visitas secretas do primeiro ministro com a devida mobilização de aplausos e helicópteros para fugir depressa a eventuais protestos, as mesmas dificuldades para os que menos têm e menos podem, a mesma opulência para as grandes fortunas.
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Falemos do Governo uma vez que do PS não consta que estejam a pensar reentrar, acometidos numa espécie de limbo (nem sei por que é que o Papa acabou com isso, que agora dava tanto jeito).
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Nós, pela nossa parte, este fim-de-semana encontramo-nos na Festa do Avante! Espaço ímpar de debate, de cultura, de arte, de música, de desporto, de amizade, de fraternidade, de solidariedade com os povos de todo o mundo, espaço de participação massiva para jovens e outros que nem tanto, espaço para, aí sim, exigir uma nova política, uma ruptura democrática com as políticas de direita.
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Mas isso é capaz de não ser grande novidade. Até porque não reentramos em coisa nenhuma, faz tudo parte da luta que continua.
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in Avante 2007.09.06

terça-feira, maio 22, 2007



Escandaloso, como de costume


• João Frazão

Os números aparecem-nos com a força e a clareza do costume. Os cinco maiores bancos portugueses, que detêm 90% do mercado, viram os seus lucros crescer, no primeiro trimestre deste ano, 21,8%. Ascendendo a mais de 780 milhões de euros, estes lucros somam-se aos mais de 2600 milhões do ano passado. A coisa é de tal ordem, que logo se apressam os especialistas do costume a vir justificar, explicar, ajudar as amplas massas a perceber e mesmo exultar perante tão importante demonstração de vitalidade da economia portuguesa.

Perante tais resultados, há quem seja devidamente recompensado. Dizem os entendidos, que os salários dos gestores das empresas cotadas em bolsa no índice PSI 20 (entre as quais se encontram os ditos bancos), triplicaram nos últimos 5 anos. Mais, segundo um estudo da Comissão de Mercados de Valores Mobiliários, estes esforçados assalariados recebem, em média, 60 vezes mais (eu soletro, se-ssen-ta, não foi engano), do que o salário médio em Portugal.

Entretanto, estes números que colocam Portugal como um dos países que melhor remunera os seus gestores de topo, contrastam de forma escandalosa com a informação que nos diz que os trabalhadores por conta de outrem, viram o poder de compra dos seus salários diminuir em 2006. Diminuição que, segundo um estudo da Comissão Europeia, foi a mais acentuada desde há 22 anos.

Ou seja, mesmo com aumentos salariais os portugueses trabalhadores por conta de outrem, excluindo os gestores de topo que para este caso não são chamados, conseguem comprar menos coisas que antes dos aumentos.


O agravamento das taxas de juros, particularmente nos empréstimos para compra de habitação, que no último ano ascendeu a mais de 25%, por opção do grande capital financeiro e com o apoio do Governo, tem aqui um peso muito significativo.

Donde se pode concluir que os lucros de que falamos no início, que para alguns são a evidência suprema da prosperidade económica, que só eles conseguem ver, assentam directamente nas dificuldades cada vez maiores da esmagadora maioria dos portugueses. Que os faustosos lucros e compensações de uns poucos engordam na directa medida em que emagrecem os salários de muitos milhões.

E é assim que o Governo do PS constrói Portugal - o país com as maiores desigualdades sociais da União Europeia.

São estes escândalos obscenos do costume que uns especialistas da coisa nos querem fazer engolir.

Aqui repito-me: também é para travar este e outros escândalos obscenos, que em 30 de Maio estamos em Greve Geral!

in Avante 2007.05.17

Executivos “Ronaldos”

* Helena Garrido

Em Portugal um gestor de uma empresa cotada ganha em média até ao meio-dia do seu primeiro dia de trabalho anual quase tanto quanto leva para casa num ano quem recebe o salário mínimo. Nos EUA a relação é apenas um pouco mais gritante: até à hora de almoço um executivo de topo ganha o equivalente ao salário mínimo de um ano. O gestores portugueses estão quase no nível dos americanos e são mais prósperos que os espanhóis. (...)

in Diário Económico 2007.05.09

quinta-feira, maio 10, 2007



Operadoras de fralda


* João Frazão



No Chile é assim. Operadoras de caixa de uma cadeia de supermercados vêem-se obrigadas a usar fralda, por não terem autorização para se ausentar do seu posto de trabalho durante as nove longas horas de trabalho diário, de acordo com uma denúncia da Central Sindical do Chile.

Após o choque inicial que o título nos causa, lido e relido o texto para nos certificarmos de que é mesmo assim, somos tentados a pensar que é consequência de relações de trabalho distorcidas, que por sua vez são fruto de uma situação concreta do chamado terceiro mundo, onde imperam os capitalistas caceteiros, ávidos de aumentar exponencialmente os lucros, à custa da sobre-exploração dos trabalhadores.

Mas esta teoria simplista não resiste a uma espreitadela às grandes superfícies comerciais em Portugal. Sendo um dos sectores mais prósperos e dinâmicos da economia portuguesa, com novas catedrais do consumo a abrir todas as semanas, não faltam aqui casos de trabalhadores que após pedirem para ser substituídos para ir à casa de banho, têm que esperar mais de uma hora até que isso aconteça.

Medida da mesma família do abuso e atropelo da dignidade de quem trabalha, é a de pôr trabalhadoras, que foram contratadas para fazer caixa, a recolher assinaturas para uma petição que a Associação Patronal do sector lançou para poder abrir aos domingos e feriados de tarde, campanha que, a ter os resultados que os seus promotores desejariam, as prejudicaria directamente, obrigando-as a trabalhar num dia que é de descanso obrigatório há mais de dez anos.

Este desejo dos patrões da distribuição até já nem é novo. Ávidos de aumentar ainda mais os seus brutais lucros, têm procurado apresentar como moderno o funcionamento sem regras nem limites. O Grupo Amorim até já ensaiou, nos seus Centros Comerciais em Coimbra e Porto o funcionamento 24 horas seguidas. Operação que foi derrotada com a oposição dos trabalhadores e do sindicato do sector.

Dizem os patrões que com as grandes superfícies abertas ao domingo seriam criados 4000 novos postos de trabalho. Como se não estivesse bem de ver que, com um ainda maior concentração de compras realizadas aos fins-de-semana (que hoje já ocupam 50% do total), o caminho seria o da desregulamentação dos horários, com arranjos estapafúrdios de horários concentrados nesse período. Não é por acaso que hoje se discute a possibilidade da jornada de trabalho chegar às 12h.

Também é para mostrar sinal vermelho ao avanço destas e de outras fraldas, que a 30 de Maio estamos em Greve Geral.

in Avante 2207.05.10



Bem, aqui em Setúbal havia, não sei se ainda há, uma empresa de sucesso duns patrões nortenhos cujas «caixas» tinham de laborar nove horas .... de pé!

terça-feira, abril 17, 2007


Já nem somos só nós a dizer



O Governo PS/Sócrates celebra o seu segundo ano de mandato com um conjunto de tristes medalhas no seu palmarés!

Atente-se no estudo da União Europeia, já tratado nas páginas do Avante, que afirma, preto no branco, que Portugal é o país com maior nível de desigualdades no quadro dos 27. (Foi a UE que fez e mandou publicar!)

Atente-se também nos números do desemprego, os maiores dos últimos 20 anos – 8,2% (isto é o INE que afirma), ou bastante mais, segundo um estudo de Eugénio Rosa.

Factos a dar razão às preocupações e denúncias do PCP perante o prosseguimento da política de direita em que, obstinadamente, obsessivamente, cegamente o PS insiste.

No passado domingo, o «Público», ainda que o não quisesse, veio atribuir mais uma triste medalha à governação do PS.

Titulava assim aquele jornal – «Portugueses vítimas de exploração na construção civil em Espanha» (a afirmação é do Público!).

Neste título estão contidas duas ideias. A primeira é a de que, em tempos de lucros milionários da Banca e das principais empresas cotadas em Bolsa, há milhares e milhares de portugueses forçados a ir vender a sua força de trabalho para o estrangeiro (e Espanha não é o único destino, como ficou bem provado na recente crise de gripe das aves numa herdade britânica, onde trabalhavam centenas de portugueses), desperdiçando-se assim, um capital de energia que tanta falta faz a Portugal.

A segunda é a de que estes portugueses, na ausência de perspectivas de futuro na sua terra, sujeitam-se à mais aviltante «exploração». E, não sendo nossa a expressão, ela tem o significado de uma relação de trabalho que pouco mais é que escravatura.

Num vai-vem diário ou semanal – correndo riscos que a vida vem demonstrando serem bem reais – andam, conforme sublinha outro título do periódico, «centenas ao engano».

Serão centenas ou mais de 70 mil, de acordo com os Sindicatos. Deixam famílias em busca de um salário que recompense jornadas de doze e mais horas diárias. Descansam em pardieiros arranjados à pressa por empresários sem escrúpulos. Quantas vezes para não trazer nada para casa.

São estas as medalhas que deviam envergonhar qualquer governo e, por maioria de razão, um Governo do PS.

Trinta e três anos após a Revolução de Abril, já não vai muito longe o tempo em que era preciso ir a salto para terras de França fugindo à Guerra e à miséria.

Agora já não é preciso ir a salto. E só não se foge à guerra.

in AVANTE 2007.03.15

IMAGEM:

Vincent van Gogh

Shoes, 1888, oil on canvas
Metropolitan Museum of Art, New York City
photograph courtesy Michael Weinberg Photography, Clarks Summit, Pennsylvania