A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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terça-feira, fevereiro 21, 2012

Emir Sader: A lógica da loucura


20 DE FEVEREIRO DE 2012 - 13H16 


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Entrevistas como a do ex-ditador argentino Jorge Videla à revista espanhola Cambio 16 expressam momentos de sinceridade em que se reproduzem, de forma precisa, a lógica que levou aos regimes de terror que imperaram no cone sul latino-americano há poucas décadas.

Por Emir Sader, em seu blog


Olhada desde agora, tudo parece uma loucura, da qual todos tratam de se distanciar, como se fosse expressão da loucura de alguns, que precisa ser reduzida ao passado e a alguns personagens particulares, uma parte dos quais processada e condenada. Teria sido “um momento ruim”, do qual os países teriam virado a página. Esquecer o passado, curar as feridas, voltar-se para o futuro – essa a proposta dos que protagonizaram aquele “loucura”.

Por isso incomoda muito quando algum daqueles personagens que dirigiram, com representação deles, os regimes de terror, retomam a lógica que os uniu. A leitura da entrevista do Videla é muito saudável, porque reproduz a mesma lógica do bloco que se formou para dar o golpe e deu sustentação à ditadura militar. Bastaria mudar alguns nomes e circunstâncias concretas, para que se tivesse um documento adequado ao que aconteceu no Brasil. É o discurso que sobrevive em setores militares e civis saudosos dos tempos do terror contra a democracia e contra o povo. Escutemos o que disse Videla.

“Na Argentina não há justiça, mas vingança, que é algo bem distinto.” “Houve uma assimetria total no tratamento das duas partes enfrentadas no conflito. Fomos acusados como responsáveis, simplesmente, de acontecimentos que não fomos nós que desencadeamos.” 

Desqualificação da Justiça, como revanchismo, para o que eles têm que aparecer como salvadores providenciais de um pais à beira do abismo, com “vazio de poder”, dominado pelo caos. A Justiça os trataria de forma desigual, porque assumem agora a teoria dos “dois demônios”, dos dois bandos em guerra, buscando descaracterizar que foram os agentes do golpe militar, da ruptura da democracia e da instauração de uma ditadura do terror.

Relata Videla que o principal dirigente da oposição, Ricardo Balbin, do Partido Radical, lhe telefonava para incentivar que dessem o golpe. Nada diferente da UDN no Brasil e da Democracia Cristã de Eduardo Frei no Chile. 

“Os empresários também colaboraram e cooperaram conosco. Nosso próprio ministro da Economia, Alfredo Martinez de Hoz, era um homem conhecido da comunidade de empresários da Argentina e havia um bom entendimento e contato com eles.”

“A Igreja cumpriu com o seu dever, foi prudente...” “Minha relação com a Igreja foi excelente, mantivemos uma relação muito cordial, sincera e aberta. Tinhamos inclusive aos capelães castrenses assistindo-nos e nunca se rompeu esta relação de colaboração e amizade.”

No Brasil a Igreja Católica participou ativamente na mobilização para o golpe militar, com o qual romperia e teria papel muito importante na denúncia e na resistência à ditadura. Na Argentina, ao contrário, a Igreja continuou apoiando a ditadura, a ponto de mandarem capelães participarem dos voos da morte, quando duas vezes por semana eram jogados ao mar presos políticos.

“Foi um erro nosso aceitar e manter o termo de desaparecidos digamos como algo nebuloso; em toda guerra há mortos, feridos, aleijados e desaparecidos, isto é, gente que não se sabe onde está. Isto é assim em toda guerra. Em qualquer circunstância do combate, aberto ou fechado, se produzem vitimas. Para nós foi cômodo então aceitar o termo de desaparecido, encobridor de outras realidades (sic), mas foi um erro pelo que ainda estamos pagando e sofrendo muitos de nós. É um problema que pesa sobre nós e não podemos livrar-nos dele. Agora já é tarde para mudar essa realidade. O problema é que não se sabe onde está o desaparecido, não temos resposta a essa questão. No entanto já sabemos quem morreu e em que circunstâncias. Também mais ou menos quantos morreram, aí cada um que invente suas cifras.”

Essa a lógica da loucura das ditaduras militares, dos regimes militares, que uniu as elites dos países do Cone Sul, dirigidos pela alta oficialidade das FFAA, congregando grandes empresários, donos das grandes empresas dos meios de comunicação, com apoio dos EUA. Esse o discurso que os uniu, expresso de forma fria e articulada.

segunda-feira, abril 18, 2011

Fernando Nobre: O Candidato da Manchúria


Janeiro 21, 2011
18-01-2011
Por Carlos Velasco, em O Gládio.

Recomendado a eleitores maduros…
Instigado por um apoiante do Sr. Fernando Nobre (FN), decidi escrever acerca das “suas ideias”, expostas no livro “Humanidade. Despertar para a Cidadania Global Solidária”, obra cujo título revela, para qualquer pessoa com conhecimentos básicos de ciência política, que é uma defesa do governo global, velha meta do socialismo internacionalista fabiano e comunista.
Sobre FN, quero fazer algumas observações a partir do que é do conhecimento público. Em primeiro lugar, parece que ele possui uma tendência a renegar as suas causas e companhias quando elas já não interessam. Foi este o caso da sua associação passada com a causa monárquica, que agora refuta, e do apoio dado por Mário Soares, prontamente negado quando alguns dos seus idiotas úteis manifestaram desconforto. Porém, no próprio livro que cito, FN se denuncia ao confessar que foi convidado para fazer uma exposição de um livro domeu amigo Jean Ziegler na Fundação Mário Soares, instituição que, como todos sabem, não está aberta a quem o seu patrono não apoia.
Acerca do meu amigo Jean Ziegler, há muito a dizer. Para além de anti-semita apoiante de negacionistas do Holocausto e que ataca Israel incessantemente, foi amigo e conselheiro do ditador Mengistu na Etiópia, que através da sua reforma agrária – defendida por Ziegler – criou a catástrofe de 1986, e é um fiel aliado de Robert Mugabe. Ao mesmo tempo que sustenta estes e outros carniceiros, acusa os EUA de serem uma ditadura imperialista que promove o genocídio em Cuba. Estranha amizade esta entre um homem que supostamente vive de lutar contra a fome e um que cria as condições para que ela mate milhões! Até parece que há uma relação simbiótica…
Antes analisar algumas ideias expostas no livro, faço mais uma observação: uma mentira precisa de poucas palavras para ser proferida, mas para desmenti-la somos obrigados a escrever volumes. Com isso em mente, fui obrigado a escolher alguns trechos que achei significativos para desmascarar este cavalheiro que alcunhei de “O Candidato da Manchúria”, sem com isso ilibar os outros candidatos presidenciais da acusação de serem eles próprios esbirros do internacional-socialismo, com excepção do Sr. Coelho, homem sobre o qual não posso fazer nenhum tipo de julgamento por ignorância.
Em primeiro lugar, destaco os temas de alguns capítulos, bem expressos nos títulos, o que, penso eu, já dá uma ideia do tipo de causa a que FN se juntou:
Primeira Parte
Introdução: Os Grandes Desafios e/ou Ameaças Globais.
Capítulo 2: A Crise Climática e Ambiental.
Capítulo 7: O Direito Internacional e a Reforma das Instituições Internacionais.
Segunda Parte
Capítulo 1: Cidadania Global Solidária
Capítulo 2: Boa Governação Global
Capítulo 3: Cidadania Empresarial Global
Capítulo 4: Condomínio da Terra

Entretanto, recomendo a todos a leitura do livro, ainda que não seja necessário ler todo aquele panfleto totalitário para se chegar à conclusão de que estamos diante de uma obra socialista menor que se encaixa no género do “Manifesto Comunista” ou do “Minha Luta”. Nada do que está lá é original, adianto, mas apenas uma reedição em linguagem cifrada e politicamente correcta dos planos apoiados pelo CFR, pelo Clube Bilderberg, pela Comissão Trilateral, pela ONU e por outras entidades internacionalistas que desejam o estabelecimento de uma ditadura tecnocrática global, objectivo das mesmas corporações que os seus advogados dizem combater (através de financiamentos milionários de fundações bilionárias financiadas pelas tais corporações). Porquê? Porque ninguém seria tão estúpido ao ponto de favorecer a delegação de poderes absolutos às corporações se estas declarassem abertamente os seus planos. O homem comum é ingénuo, mas não é burro.
Já no prólogo, FN revela traços de personalidade que denunciam uma mentalidade de propensão autoritária. Justificando o seu manifesto, ele diz que o fez para dizer o que penso em nome da humanidade, pois só perante ela me sinto obrigado! Falar em nome da humanidade? Quanta arrogância. Eu falo em nome próprio e nem sequer ouso falar em nome de uma nação. Mas ele fala em nome da humanidade, o que implicitamente coloca os seus adversários na posição de falarem contra ela. Lembro que Hitler falava em nome da imaginária raça ariana e foi responsável por uns 40 milhões de mortos, e que Estaline e Mao falaram em nome do proletariado dos seus países e mataram 130 milhões. Pergunto: quantos não seria legítimo matar em nome da humanidade? Ele não terá poder para tal, é verdade, mas dá uma ideia do perigo potencial desta ilusão partilhada por tantos poderosos ao afirmar que tenho sobretudo deveres indeclináveis para com o meu País e o Mundo, esquecendo o próximo, como é habitual nos humanistas. Sobre estes deveres para com o mundo, FN deixa bem claro o seu reconhecimento dos deveres que todos temos em relação ao Mundo (mais do que direitos!). Deveres para com o mundo? Podem justificar muita coisa. Adeus direito natural.
As questões que ele cita como fundamentais na “sua luta” são as crises humanitárias, as guerras, a fome, a corrupção, a exclusão social e a pobreza, as alterações climáticas, a governação ou desgovernação global na política ou nas finanças, as migrações, os Direitos Humanos, os povos esquecidos, o voluntariado, os conflitos sociais, o civismo, o alertar consciências, a globalização ética e cultural, a Cidadania Global Solidária, a espiritualidade,… ou seja, tudo. Poderia deixar os povos esquecidos de lado. Antes selvagem e esquecido que peça de uma engrenagem! Assim, já nem podemos contar com um exílio no caso dos fabianos conseguirem seus objectivos. Se ao menos pudesse ir viver com a tribo do chefe Águia Dourada, just in case (bem que ele me advertiu sobre o perigo do “homem branco” e dos maus espíritos que o guiam, que ele viu num sonho…).
O que é o totalitarismo a não ser a apropriação pela esfera do estado de todos os aspectos da vida humana? Esse totalitarismo, que visa o controlo global, não esqueçam, acabaria com um dos direitos que FN diz tanto defender, o direito de asilo, o mesmo que ele ataca ao apoiar um Tribunal Penal Internacional. Nas palavras, uma coisa, nos actos, outra. De todas as questões que ele cita, grande parte das quais apenas como arma de propaganda, chamo a atenção para a exclusão social, as alterações climáticas, a governação ou desgovernação global na política ou nas finanças, a globalização ética e cultural, a Cidadania Global Solidária e a espiritualidade. O que representa esse conjunto de questões, a serem combatidas globalmente, a não ser a defesa de um governo socialista mundial com poderes para moldar uma nova cultura universal, alicerçada numa religião biónica baseada no culto da “Terra”(Gaia) e que legitime um estado que, em nome do ambiente, tendo em mente que o ambiente é tudo o que nos cerca, tenha poderes realmente absolutos? Como observação final sobre estes pontos, destaco a aderência de FN à tese do aquecimento global, tese apoiada não pela evidência científica, mas pelas doações bilionárias de corporações monopolistas (com destaque para as petrolíferas, as suas maiores apoiantes). O próprio Al Gore, um dos seus expoentes, é uma cria da Occidental Petroleum, para citar apenas um caso.
Para se pôr um plano tão vasto em acção, é preciso convencer as pessoas da sua necessidade, e para isso Fernando Nobre recorre ao alarmismo tão em voga nos meios dominados pelo socialismo fabiano, promotor não só da ideia de uma catástrofe natural iminente como até de disparates como o fim do mundo em 2012.
Para conseguir isso, ele lista os seguintes problemas (faço comentários a seguir):
1 – o previsível e temível impacto das alterações climáticas na agricultura, nos ecossistemas, nas catástrofes naturais, na saúde e na emigração. Quanto ao último ponto, ele cita uma previsão de um antigo presidente da OCDE sobre uma onda migratória gigantesca do Sul para Norte, afinal, a África Negra colocará mais jovens no mercado de trabalho que todos os países do norte juntos. Bom, os bilionários que sustentam o ambientalismo e a farsa do aquecimento global antropogénico têm realmente muito medo dos escurinhos! Não é a toa que Bill Gates, Warren Buffet, George Soros e Ted Turner doam tantos bilhões para promover abortos e esterilizações entre gente de cor.
2 – A monopolização e cartelização do mercado que resultou na … péssima distribuição global das “riquezas vigentes. Esse problema existe, mas foi criado por um mercado regulamento de acordo com os interesses das grandes corporações monopolistas. “Para corrigir isso”, FN propõe retirar mais poderes aos governos nacionais, que poucos poderes já têm e sobre os quais os povos possuem um controlo escasso, e delegá-los a um organismo multinacional que ninguém controla (a não ser os realmente poderosos), como a ONU. Parece brincadeira, mas não é. A União Europeia é um exemplo do que se passaria, mas numa escala infinitamente maior.
3 – A proliferação de redes mafiosas globais… que controlam a Imigração, prostituição, pedofilia, tráfico de órgãos, drogas, armas,… Quanto ao Ocidente (não esqueçam a Rússia e a China), essas actividades são promovidas pelos mesmos que controlam a ONU (investiguem o filho do Kofi Anan, ou digitem pedofilia e ONU no Google), organização que o FN tanto preza. Por falar em tráfico de órgãos, lembro que a ONU fez da China, o país que transformou o tráfico de órgãos numa política de estado, o regime mais premiado pelas suas organizações associadas.
4 – …a limitação do acesso aos recursos hídricos…o que não acontecerá se for permitida a privatização desses recursos vitais em vez de se fazer uma gestão global e racional dos mesmos?Ou seja, para evitar a privatização desses recursos vitais à sobrevivência, há que se delegar a posse total deles para um órgão centralizado, controlado e criado pelas corporações! Lembro que é recorrente na história se estatizar os bens de pequenos e médios proprietários, ou que são realmente públicos, para depois, devido à má gestão estatal, se justificar a sua venda a preço de banana para corporações que contem com o apoio dos bancos, muitas vezes a coberto de generosas garantias pagas pelos contribuintes, ou seja, os pobres…
5 – A especulação financeira desenfreada por parte dos poderosos bancos e dos grandes fundos de pensões… A Cidadania Global Solidária deve impedir que a loucura se repita! Para acabar com o jogo de cartas marcadas nos mercados, cujas condições favoráveis são criadas por governos perdulários cujos chefes são eleitos com recursos dos mesmos que ganham com a “especulação”, a solução é delegar todos os poderes a uma instituição multinacional sobre a qual os cidadãos dos vários países do mundo terão ainda menos controlo do que sobre os seus governos nacionais, instituição essa da qual os que dão mau nome à especulação, como o Sr. Nelson Rockefeller, a família Rothschild e George Soros, são os maiores promotores. Que belo conto.
6 – O desregulado, descontrolado e colossal fluxo financeiro global diário… que não paga a mísera taxa Tobin… De acordo com FN, a solução para o excesso de liberdade nos fluxos financeiros não é sua a ordenação a nível nacional e de acordo com as necessidades locais, coisa que as instituições multinacionais tentam impedir a todo o custo, mas sim a criação de um imposto global. Traduzindo: a solução é dar poder de taxação, o passo fundamental para a criação de um governo, a um organismo internacional acima de tudo e de todos, menos das multinacionais! Querem um exemplo? Quem controla a OMC e o FMI? Mais uma vez se combate o fogo com gasolina!
7 – A produção e comercialização das armas…os EUA investem mais de 45% do total mundial… O que se pretende com isso? Estaremos a assistir à preparação da terceira guerra mundial? Que eu saiba, as guerras em África, o continente onde a ONU manda de facto em quase todos os países, são feitas com AK-47, não com M-16. Quanto à 3ª guerra mundial, há de acontecer quando os EUA deixarem de investir em armas… Investiguem quem possui o maior arsenal nuclear e os maiores exércitos do mundo!
8 – A violação repetida do Direito Internacional,… Os únicos exemplos escolhidos por FN para ilustrar isso mostram de ele apoia a agenda da destruição da soberania americana, o maior entrave à ditadura global que propõe (Israel também é um empecilho). São eles: Iraque, Kosovo, Guantánamo, Abu Ghraib, voos da CIA, barcos da tortura. Segundo FN, é isso queincentiva novos conflitos e impede a resolução de outros, como acontece na Palestina. A culpa do crime é da vítima que se limita a reagir!
9 – A não implementação de um comércio justo mundial…, assim como o não perdão da dívida externa e dos juros aos “países menos avançados… Para resolver a injustiça de um comércio que é injusto graças à OMC, que obriga os países pobres a abrirem os seus mercados agrícolas e industriais sem contrapartidas, a solução é dar mais poderes à OMC! Quanto à dívida externa dos países pobres, criada por governos que os “amigos do FN” e a “querida ONU” apoiam a pedido dos bancos, a solução, depois de se ter quebrado os países pobres, escravizado as suas populações e instituído regimes monopolistas, tudo sob o manto da ONU, é remetê-la aos já super-endividados países ainda ricos para os quebrar de vez e transformar o mundo todo num campo de refugiados, onde FN poderá depois posar de herói da humanidade! Se ele sabe o que faz, digo: tanta maldade e cinismo é difícil de qualificar!
10 – A não concretização dos tão apregoados e sonhados “Objectivos de Desenvolvimento do Milénio para 2015”… Em português: é preciso dar muito mais recursos à ONU, organização cuja obra de destruição massiva em África faz Leopoldo II parecer um enfant terrible! Estudem com afinco as causas das fomes em África e da destruição da sua agricultura. Por detrás de tudo isso estão a ONU e as instituições multinacionais, posso desde já garantir. Fiz um mestrado em Estudos Europeus, me dedicando à PAC da União Europeia (mais especificamente ao mercado do açúcar), e constatei nas minhas investigações, sem prever, que os programas coordenados pela ONU e apoiados pelas corporações especializadas no comércio de produtos agrícolas destruíram a agricultura em África. Explico: a ONU favorece os programas revolucionários dos ditadores africanos, aos quais dirige posteriormente os recursos da ajuda humanitária, aumentando assim o poder destes tiranos sobre as populações carentes. Estes programas de reformas, como se vê no Zimbabué de hoje, transformam países que eram celeiros em desertos, até que venha a fome generalizada. Quando ela chega, a ONU, com a ajuda das corporações e da União Europeia, entre outros (USAID, …), aproveita para descarregar os excedentes agrícolas criados nos países ricos com recurso às políticas socialistas neles implantadas (PAC, …), e é tudo distribuído de graça. Mas “esquecem” de comprar os excedentes dos poucos agricultores locais que ainda conseguem produzir, que já não podem vender, provocando assim a sua falência e engordando a fila dos que precisam da ajuda da ONU, distribuída, é claro, pelo ditador local. Depois aparecem as nobres almas para fazer caridade e se promover…
11: As desgovernações de terror (de que são exemplos o Zimbabué e a Birmânia) e as acções dos movimentos terroristas globais, tão bem alicerçadas porque bem nutridas pela miséria e humilhação permitidas ou incentivadas pelos desmandos globais atrás referidos, inquietam-nos a todos. Para ser honesto, este ponto deveria ser reescrito. Proponho o seguinte: As desgovernações de terror socialista (de que são exemplos o Zimbabué e a Birmânia) e as acções dos movimentos terroristas globalizados, tão bem alicerçadas porque bem nutridas pela miséria e humilhação permitidas ou incentivadas pelos desmandos globais, de que a ONU é um dos principais promotores, permitem a nós, que nos promovemos através delas, que proponhamos uma cedência ainda maior de poderes dos já pouco soberanos estados nacionais para que possamos continuar a nossa obra de destruição em escala global.
FN reclama dos males do materialismo, mas ele próprio propagandeia iniciativas inspiradas pelo mais radical materialismo (na melhor das hipóteses, pois isso até parece coisa do cão…), como o Earth Condominium, iniciativa que visa gerir o planeta, desde a vida existente aos recursos, como se ele se fosse uma corporação, ou melhor, uma corporação reificada, afinal, FN advoga implicitamente a crença na ideia de que o planeta é um organismo vivo e todos nós somos partes dele, o que, para ser breve, implica que muitos de nós devem ser células cancerosas ou vírus e bactérias que devem ser erradicados para ele não morra. Como FN afirma, o planeta está doente e são os homens que causaram isso. O grande problema do planeta é a superpopulação! O que é isso a não ser um princípio legitimador da redução populacional(=democídio)?
FN, coerente com essa concepção, revela a sua adesão a um princípio promovido pela classe que o filósofo Olavo de Carvalho definiu como os metacapitalistas, princípio também abraçado pelo socialismo comunista: o de que a economia é estacionária, ou seja, um jogo de soma zero. Nessa concepção, a riqueza não é gerada pelo aumento do volume de trabalho e da sua produtividade (esta última fruto do sucesso das melhores ideias, geradas entre milhares de milhões de indivíduos anónimos de maneira imprevisível, que acabam por serem premiadas pelo chamado mercado, que não é de forma alguma um ente monolítico). Portanto, a riqueza total produzida é sempre a mesma e o bem estar de uns implica a pobreza de outros – o que de facto acontece quando há monopólio estatal ou privado. Assim, a riqueza pode e deve ser distribuída de acordo com os interesses de um super-estado com poderes absolutos sobre a propriedade e, consequentemente, sobre as vidas, o que é o desejo dos poderosos. É uma ideia auto-contraditória pois quem controla um estado assim, e vivemos muito próximos disso, controlará todos os recursos em seu favor, como já se faz dentro de limites, limites que agora os poderosos desejam derrubar. Mas como artifício de retórica, essa ideia engana bem os ingénuos.
Essa sofistica de FN, típica dos que escondem os propósitos mais nocivos sob o manto da promoção do bem, é uma táctica quase tão antiga quanto a civilização. Observem bem este “jogo de palavras”:
Nós, os afortunados, nós, a casca do ovo da avestruz, temos de aceitar apertar um pouco os nossos cintos para que outros, os Bric (Brasil, Rússia, Índia e china) e afins (Nigéria, México, Paquistão, Indonésia…), possam desapertar os deles, de seres carentes e sonhadores.
Como brasileiro que sou (sou brasileiro e português, não esqueçam), tenho duas coisas a dizer. Em primeiro lugar, nenhum brasileiro precisa desse tipo de ajuda; a dos que vivem da indústria da miséria, acreditam que somos incapazes e querem ter pena de nós. Precisamos é que eles não nos atrapalhem! Isso sim é o grande problema com que o bravo povo do meu Portugal das Américas se depara! Sei muito bem do que falo.
Em segundo, não é apertando o cinto “dos ricos”, o que significa aumentar o confisco dos que produzem no primeiro mundo pelos que dizem praticar o bem e vivem da parasitagem (os magnatas e as corporações vivem também dos erários e das leis pró-monopólios: os tais ricos que pagam as contas são apenas os remediados), que os brasileiros ficarão mais ricos. Ficarão é mais pobres e mais dependentes de quem os atrapalha! Necessitam, ainda que isso não seja tudo, é que os seus produtos sejam cada vez mais procurados e valorizados por centenas de milhões de europeus e americanos que vivam bem e consumam mais. O que os povos do Sul precisam, e eu os conheço muito bem pois não vivo numa redoma ou lido apenas com gente desesperada sobre a qual tenho poder de vida ou morte, é de independência e dignidade, e não de protectores que usam a miséria para ficarem bem em fotografias de auto-promoção que fazem as delícias de bilionários e burocratas em Nova Iorque e Genebra.
De injustiça os que dizem lutar contra ela vivem, afinal são eles, os que trabalham em organizações internacionais, que comem em restaurantes caros de Estocolmo, Paris e Oslo, tudo, claro, pago com dinheiro do contribuinte anónimo em vias de empobrecimento, seja por via directa, através dos dinheiros extorquidos pelo roubo fiscal que os estados dão aos “benfeitores do mundo”, ou indirecta, por via das corporações que sobrevivem graças aos regulamentos que garantem que os seus ineficazes monopólios se eternizem às custas dos pequenos que desejam erguer negócios e viver sem patrão ou sem dar satisfações a burocratas com o admirável novo mundo na barriga. Aos que me acusam de usar golpes baixos e moralismo para desmantelar as ideias de FN, lembro que o tom moralóide é usado por ele, sem trégua, no livro. Até agora sofro com os efeitos disso na digestão; ainda sinto o gosto do peixe do almoço na boca…
Como último ponto a sublinhar, FN faz do fim da utilização dos chamados combustíveis fósseis, responsáveis pelo suposto aquecimento global, que “provocou” neste ano o mais frio Inverno que já vivi na minha vida e que os dados estatísticos comprovam ser o mais rigoroso desde 1910, uma das suas lutas. Fernando Nobre não apenas defende o controlo da produção e da queima dos mesmos, mas também prega a não utilização da energia nuclear, propagandeando o uso das energias verdes que tanto tem enriquecido as empresas bem conectadas por via desse esquema de extorsão dos pobres consumidores. Bom, o resultado dessa política é visível, como no caso da subida em flecha dos preços dos alimentos, graças ao biocombustível; efeito que ele, para variar, defende que deve ser combatido com mais delegação de poderes aos senhores que criaram essa crise que ameaça matar a fome milhões de inocentes, como no Haiti, província da ONU, e até provoca carestia aqui em Portugal. Voltando à energia, os efeitos em Portugal já se notam. O preço da energia por estas bandas é do mais caros do mundo graças à “política verde” do socialismo. Nesse Inverno rigoroso isso tem causado muito sofrimento às famílias humildes, muitas recentemente empobrecidas pelas políticas socialistas que FN tanto defende. Conheço várias pessoas de menos posses, algumas próximas de mim, que têm sido particularmente atingidas por gripes violentas, e noto que muitos idosos têm falecido, mais que nos anos anteriores, muito mais. Se depender daquilo que FN defende, chegará o dia em que os poucos afortunados que possuem uma lareira em casa já não poderão apanhar lenha livremente e queimá-la, como querem tantos advogados dessa farsa do Aquecimento Global Antropogénico, farsa que, diante dos factos que provam o arrefecimento, passou a ser encoberta pela ideia vaga das Alterações Climáticas.
Tentei ser breve, mas não consegui. Poderia dizer ainda mais, mas novamente sugiro: leiam o livro do Sr. Fernando Nobre (se tiverem estômago). O que lá está é uma prova de que ele é um defensor consciente do pior totalitarismo já concebido pelas mentes doentes dos que desejam o poder absoluto ou, admitindo que as possibilidades são imensas, que é apenas aquilo a que Lenine chamou de Idiota Útil. Dentro dessa segunda hipótese, tendo em conta que não há uma ideia em que ele não defenda parte da agenda totalitária (e não o querendo ofender pensando que se trata de um absoluto mentecapto), sou obrigado a acreditar que o cavalheiro foi sujeito a uma lavagem cerebral. Nesse caso, Fernando Nobre faz jus à alcunha que lhe dei: ele é de facto O Candidato da Manchúria.
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segunda-feira, abril 04, 2011

O País de Salazar - Henrique Raposo








Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:25 | Segunda feira, 4 de abril de 2011

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O país de Salazar é o país que franze o nariz a eleições ("ai, sei lá, aparecem em péssima altura, aparecem, aliás, de forma irresponsável"). O país de Salazar é o país que fica incomodado quando a democracia fura o debate feito na linguagem dos, vá, técnicos de contas e dos ministros das finanças. Para quê democracia, quando bastava um grupo de especialistas? Para quê eleições, quando bastava um grupo de professores de finanças? Para quê democracia, quando se podia formar já o bloco central versão Biggest Loser (CDS, PS, PSD)?
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O país é de Salazar é o país que não reage ao desprezo que o primeiro-ministro revela pelo parlamento. Apenas uns gatos pingados na imprensa mostram algum desconforto pela atitude de tiranete de José Sócrates. Oscomentadeiros do costume não só não falam do assunto, como dizem que "ele vai ser duro de roer". Porreiro, pá. Ou seja, o país de Salazar gosta da brutalidade mal-educada de Sócrates. E, já agora, pergunta-se: mas por que razão ele vai ser duro de roer? Ah, porque sim, porque é duro. Mas ele tem argumentos de governação? Não, pá, mas é um osso duro de roer. Portanto, eis o que meio mundo do comentário tem para dizer sobre um homem que desrespeitou a democracia: ah, ele é duro de roer, pá. O meu país no ano da graça de 2011 (o senhor de Santa Comba deve estar contentinho). 
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José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , ontem às 9:02
Não é o País salazarento que acha que o PEC devia ter sido aprovado e assim evitarmos estar sem governo até Setembro no meio de uma tempestade gigantesca. É o País das pessoas de bom senso que acham que a estratégia do Passos Coelho está a conduzir Portugal para o abismo.


Por isso, caro Raposo, a sua provocação é fraca e já não pega. Chamar salazaristas a democratas conscientes, patriotas e preocupados é algo que eu nunca esperava ouvir de si.


Tire umas férias e volte com ideias arejadas porque a crise está a dar cabo dos seus neurónios!
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águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , ontem às 9:38
Pode demorar tempo, mas as politicas erradas e quem as pratica no poder,tem os dias contados.Salazar,demorou gerações.Com Sócrates,um pequeno ditador,foi mais rápido e infelizmente mais fácil:caiu por si e deu do exercício da Democracia um mau exemplo: o seu PS mentiu descaradamente aos Portugueses e enriqueceu quem já era rico.Os pobres fiacaram cada vez mais pobres , nas vergonhosa filas da sopa da cruz vermelha e das lisas de espera de centros de emprego,hospitais e escolas.
A força de um País está no seu POVO.Sem ele, um País não existe.
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caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , ontem às 9:53
Afinal sempre me dão alguma razão, pois já afirmei que o PS sempre foi um asilo de fascistas.
Mas o que não herdaram foi a competência para governar, honestidade moral nas contas públicas, etc.
Enfim Salazar teve as suas coisas boas e outras más, mas não hipotecou os Portugueses, nem fez do país uma coutada de corruptos.
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Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , ontem às 10:09
Vira o disco e toca o mesmo, mas de tanto o virar e o tocar já se encontra todo riscado e a musica se já não tinha qualidade, agora já nem se percebe. É claro que já Júlio César dizia há dois mil anos que éramos um povo que nem nos governávamos nem nos deixávamos governar. Salazar inteligente como dizem que era compreendeu bem este povo, ou pelo menos uma grande parte. Por isso deu-lhe aquilo de que gostam ou seja, Fátima, Futebol e Fado e ainda Fome e Porrada. Um País atrasado e um povo inculto quanto baste. É claro que todos os que o adoram, o que não falta por aí, nutrem um ódio de estimação por Sócrates, pois ele é o inverso de tudo isso. Vai daí acusam-no de fazer obra e não se calam com as que já fez e com as que pensa fazer. Não conseguem digerir por outro lado que uma criança pobre tenha também um computador ou possa ter acesso à cultura, porque querem que isso continue a ser um privilégio só de alguns e sempre dos mesmos. Sei que estão decepcionados, pois o homem uma vez mais não lhe fez a vontade e ou eu muito me engano ou ainda vão ter que o aturar por muitos e longos anos. Por mais que custe a alguns prevejo que será o próximo Presidente, mas só depois de ganhar ainda mais uma ou duas eleições. Em termos futebolísticos, Sócrates dirige o Porto e Passos Coelho o Sporting. Não é por acaso que neste ultimo clube andam por lá muitos dirigentes do PSD. Como alguém diria. Paciência, mas é a vida.
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Floriano Mongo(Pres) (seguir utilizador), 2 pontos , ontem às 10:48
A culpa é do PSD, diz o 1º ministro q governou 6 anos, ao líder da oposição q nunca governou.


Se a acusação não fosse um hino ao absurdo, um atentado à lógica, à verdade, se não soubéssemos q a sua autoria leva a assinatura do maior assassino da verdade, poderíamos pensar q estamos numa outra dimensão.


No balanço dos 6 anos de governo do Portugal Maravilha, a procissão de deslumbramentos e incontáveis prodígios, colocaram Portugal em 1º lugar na agenda dos feitos estrondosos e do… FMI.


Os feitos e os prodígios, são da responsabilidade do governo, já o FMI …tem a cara do PSD.


Convém saber q certos actos de canalhice num governo demissionário, exigem mais audácia do que qualquer demonstração de bravura em combate. Se valessem condecorações, o Armani de Sócrates, estaria tão enfeitado quanto a farda de um herói da Segunda Guerra Mundial.


“O dono continua activo”, avisaria a medalha preocupada com o q andaria este a fazer.


Os demissionários tornam-se especialmente atrevidos no fim do governo pelo mesmo motivo q induz bandido de livro policial a agir na calada da noite: eles acham que não há ninguém a ver.


É um equívoco perigoso, rezam as medalhas avisadas e experiências passadas.


Antes que termine a primeira semana do próximo governo, podem descobrir-se novas bandalheiras, consumadas no penúltimo dia útil da Era do Delírio.


Em nome do interesse do País.
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Man on the Moon (seguir utilizador), 2 pontos , ontem às 15:09
No país do Salazar, há os jornalistas subservientes ao poder, e há os "Raposos". Os "Raposos" são uma espécie rara e em extinção. São jornalistas lúcidos, inteligentes e que prezam a profissão. Também são jornalistas sem medo...

Brilhante artigo! Parabéns!
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Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , ontem às 15:31
"Envolvidos pelas falências de bancos e por protestos de rua, situações que não eram vistas desde a Grande Depressão, a Europa parece estar preparada para um renascimento ultra conservador ou fascista. O pretexto deste século: os imigrantes muçulmanos. Está o velho continente pronto para um renascimento do fascismo?
As ondas sísmicas provocadas pelos ataques do 11 de Setembro nos Estados Unidos não deixaram nenhum país incólume. A Europa imediatamente se tornou parte da proclamada “guerra contra o terrorismo”, liderando o envolvimento nas dispendiosas, expansivas e altamente fraccionárias operações militares no Iraque e no Afeganistão. Os ultrajantes actos terroristas em Londres e Madrid mostraram que nenhuma capital europeia estava a salvo de bombistas suicidas. Nas consciências públicas, a ameaça proveniente do terrorismo islâmico tomou o lugar do velho papão do “medo dos comunistas""...
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leaodaselva (seguir utilizador), 1 ponto , ontem às 9:35
Se estamos no tempo do Salazar, também quem se diz jornalista, que há excepções, são desse tempo.


E este Raposo, com a sua habitual verborreia verrinosa, que mais parece saida de um qualquer panfleto estalinista, e que mais não faz do que lamber as botas da direita, na esperança de que lhe caiba em sorte a asessoria de uma porra qualquer, é disso a prova.


Se porém, na divisão do saque, não lhe couber um qualquer despojo, vira imediatamente as armas contra os agora defende.
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fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , ontem às 9:50
Esta crónica é um bocado fraquinha. Eu até concordo mas as ideias estão um bocado esfrangalhadas, não estão?

1. O Zé Pinto vai ser um osso duro de roer, obviamente, porque é um mentiroso convincente e sem vergonha nas trombas! Basta ver, que acusou terceiros de «notável civismo»! Incrível.

2. Claro que a altura era má para eleições. Estamos num momento difícil e tínhamos um governo eleito democraticamente. Caiu porque não respeitou as instituições. A sua falta não será sentida! Mas os mandatos devem ser levados até ao fim. Por a sua ordem de ideias, passava-se a fazer eleições de dois em dois meses.

3. Quanto à anuência com as «tiranias» do Zé Pinto, bem, se os portugueses fossem muito espertos nunca o teriam eleito duas vezes, não é?
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juxpot (seguir utilizador), 1 ponto , ontem às 9:52
Vale a pena questionar a intervenção de Cavaco no meio disto tudo. No estado em que o país está, andarmos com indefinições políticas durante 3 meses vai (ou melhor já está...) a sair-nos muito caro. O PR em minha opinião devia antecipar, já, o que as eleições vão ditar e, evitando o atoleiro atual convidar desde já PSD e CDS (estou à vontade porque ambos estão longe de professor políticas com que simpatize...) a formarem governo. Seria uma forma interessante de exercer a sua 'magistratura ativa'. Epá! Mas espera lá! Cavaco é avesso a comprometer-se seja com o que for e, nestes moldes, prefere bem mais adiar Portugal e salvar a pele, do que promover um governo de iniciativa presidencial e trabalhar já na resolução da crise. A última coisa que precisavamos, a juntar aos Sócrates e Coelhos do nosso descontentamento, era um PR pífio e taticista. Aí o temos, ironicamente como um fator de instabilidade, pelo até Junho/Julho, naquele que é, para mim, o mais incapaz PR que Portugal conheceu desde 1974...
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O abreu dá cá o meu (seguir utilizador), 1 ponto , ontem às 10:39
Devia ter Vergonha deste artigo, e do que escreveu no blogue. Sócrates é o que é, mas tem a legitimidade que o poder do voto lhe dá. Em democracia é assim, e Portugal não é a Alemanha nos anos 30.

Se os portugueses quiserem, Sócrates sairá no dia 6 de Junho. A tentativa de atirar para cima deste Governo toda a culpa da crise internacional não pega, até porque grande parte dessa culpa recai sobre figuras proeminentes do PSD que arruinaram dois bancos em beneficio próprio. Até o Japão, sim esse imperio do Oriente tem uma dívida de 200% do seu PIB.

Esquecer isso é ser pouco honesto consigo mesmo, e revela algum desespero provocado pelas pelas fracas expectativas de que aquele tipo de Massamá, que diz uma coisa em Lisboa e o contrário em Bruxelas, venha na realidade a ser eleito 1º Ministro.

No fundo meu caro, escrita desta revela desprezo pela democracia e pelo poder do Povo. We the People, não foi assente nestes principios
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marcsoares (seguir utilizador), 1 ponto , ontem às 14:16
Se me permitirem o comentário, o Sr. de Santa Comba Dão, deve estar às “voltas” no seu lugar…

Pois apesar da repressão da altura, o que temos hoje não é muito diferente, além de que as contas não estão em dia… Coisa que na altura, o “Tal Senhor”, fez o favor a Portugal de pôr as ditas em dia, entre outros…

Muitas coisas não se podem comparar, pois a altura e épocas são diferentes contudo, duas podemos: a quantidade de “areia que nos atiram aos olhos”, comparável com a publicidade do Regime e a sanidade das contas públicas.

Estamos a voltar atrás a passos largos. Isolamento do país acompanhado do isolamento da população interior. Pois pergunto se serão um motivo de orgulho todas as conquistas por nós feitas após o 25 de Abril (o viver acima das possibilidades)…

A pouco e pouco, vamos perdendo-as sem dar-mos por tal.

Quem lutou a favor do 25 de Abril, vai assistir à sua queda.

Acredito que o FMI ou outros, não nos salvem. Necessitamos de reformas urgentes e cirúrgicas em todos os sectores.

Estamos em contagem decrescente… (lamento, mas é a minha visão). -Quem quiser que me prove o contrário.
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ocehcap (seguir utilizador), 1 ponto , ontem às 14:59
O Sócatas só é um osso duro por dois motivos:
1 - Temos um país de analfabetos das novas oportunidades... (que, após 6 anos, se revela incapaz de analisar o que se passou neste país). Somo sincapazes de analisar e criticar o que aconteceu com os PEC's anteriores e com o OE 2011, para que o país precise de continuar, ao ritmo de 3 PEC's /ano!
2 - A oposição, tem-se revelado incapaz de se assumir como alternativa séria, limitando-se ao jogo da querela e da crítica fácil ao governo, quando, durante 1 ano e meio, o maior partido não conseguiu fazer um disgnóstco adequado e propor medidas estruturais de que tanto falam e, muito menos, explicar ao país para que servem!
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Anamanacosta (seguir utilizador), 1 ponto , ontem às 15:29
Portugal já existia antes de Salazar e vai continuar a existir depois de Sócrates. Desculpe Socrates, como parece preferir. Felizmente que durante os últimos trinta anos o país evoluiu muito. As eleições tornaram-se uma rotina e os cidadãos deixaram de ser discriminados pelas suas opções políticas. A Moral separou-se da política e todos puderam fazer as suas escolhas. Pretender classificar negativamente aqueles que têm uma opinião política diferente da sua é voltar atrás, pelas piores razões. A liberdade e a Democracia existem com base nos direitos de todos e no dever de todos respeitarem os direitos e as opiniões de cada um.
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