A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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terça-feira, abril 12, 2011

Passes de Coelho e o gato por lebre


Dia a dia

O equívoco Nobre

O PSD recrutou Fernando Nobre para cabeça-de-lista em Lisboa e admite candidatá-lo à presidência da Assembleia da República. Ou seja, o PSD está convencido de ter obtido um grande trunfo na disputa do eleitorado de centro-esquerda e de fazer reverter a seu favor uma parte dos 600 mil votos de Nobre nas Presidenciais.
  • 0h30
  •  2011.04.12
Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

  
Esta operação do PSD evidencia, porém, vários equívocos. Desde logo, o de ver Fernando Nobre como um nome capaz de conquistar eleitorado à esquerda. Nobre, pessoa de méritos reconhecidos na vida cívica, tem apenas um discurso antipolítico e antipartidos. Não é de esquerda, nem de direita, navega à vista.
Nas Presidenciais, foi uma invenção do soarismo irritado com Manuel Alegre e a soma disso com um discurso de protesto, a somar à pobreza que foi o embate entre Alegre e Cavaco, valeu-lhe uma votação circunstancial. Mas Nobre não vale aquela votação e ela não é reproduzível em eleições legislativas. Por outro lado, o pouco que pode sobrar de Nobre por se tratar de um independente está a esvair-se a grande velocidade. Com o FMI a chegar, o PSD pensa apenas em ganhar eleições mas da forma mais desastrada possível. Se estivesse preocupado com Paulo Portas, cada vez mais o fiel da balança, ainda se entendia. Agora assim...
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Diário da Manhã

Um Nobre esfomeado

Fernando Nobre teve algumas histórias hilariantes na campanha presidencial. O homem independente, que zurziu a classe política a torto e a direito, lembrou o dia em que viu uma criança esfomeada correr atrás de uma galinha para lhe tirar um pedaço de pão do bico.
  • 0h30
  •  2911.04.12
Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

E garantiu aos portugueses que só não ia para Belém a tiro. Acontece que obteve catorze por cento dos votos, não foi abatido por ninguém e agora, num acto de grande exaltação cívica, aceitou ser deputado do PSD/FMI do rapazinho de Massamá com uma condição muito altruísta: ser candidato a presidente da Assembleia da República. Um facto inédito nesta bizarra e falida democracia. A galinha com pão no bico já lá vai. Agora há um galinheiro cheio de mordomias e prebendas à espera de um Nobre esfomeado.

quarta-feira, abril 06, 2011

Por detrás do Biombo - Agências de Rating e Auditorias às Contas Públicas e agiotagem




Dia a dia

O mistério do rating

O sr. Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo, é um guru dos mercados financeiros – e um exemplo de especulador sério com alto sentido de responsabilidade e de ética nos negócios.
  • 05 Abril 2011
  • - Correio da Manhã
Por:Manuel Catarino, Subdirector
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Ele até perdeu muitos milhões com a crise. Não é como o malvado do Bernard Madoff, que à conta da crise desfez a fortuna de muita gente. Buffett é uma espécie de anjo inspirador da mais alta finança. Faz parte desse grupo de homens sem rosto que não se têm dado nada mal, por exemplo, com os empréstimos a Portugal: compram dívida pública e cobram os juros que se conhece. O negócio tem regras: quanto mais baixo for o rating (a capacidade de o devedor honrar os compromissos), mais elevados são os juros.
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O rating é atribuído por agências especializadas - como a Moody's, a Fitch, a Standard & Poor's - que, como é óbvio, prestam um inestimável e insubstituível serviço aos investidores: Warren Buffett precisa de saber se está a emprestar o seu dinheiro a quem pode deixar de pagar. Mas o critério das agências de rating para avaliarem o grau de cumprimento dos países tem sido um insondável mistério. Tem sido... o jornal britânico ‘The Observer' esclarece o assunto: o sr. Buffett é accionista da Moody's. A agência de rating, ao desacreditar Portugal, dá mais dinheiro a ganhar ao patrão. O resto é fantasia.
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Diário da Manhã

As virgens lusitanas

Algumas almas penadas andam por aí de joelhos a suplicar uma auditoria às contas do Estado.
  • 05 Abril 2011 - Correio da Manhã
Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista
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Em nome da verdade, claro, e da transparência, como é evidente, querem saber tudo o que está escondido em armários e debaixo dos tapetes. Estes apelos lancinantes têm o rabo de fora. Como os gatos.
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O golpe tem barbas e já foi aplicado com sucesso pelo fujão Barroso e pelo senhor engenheiro relativo. Com umas continhas bem marteladas por um qualquer Constâncio colaborante com a farsa, rasgam-se promessas eleitorais e aplicam-se medidas de austeridade à vontade do freguês. Acontece que as porcas misérias públicas estão bem à vista de todos. Só não as vê quem gosta de ser parvo ou chegou agora de Marte. E os aldrabões do costume travestidos em puras virgens lusitanas.
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Diário da Manhã

Portugal de alterne

Foram precisos muitos anos, muita manha, muita asneira, muita corrupção e um mar de lágrimas de crocodilo. Custou, mas foi.
  • 31 Março 2011 - Correio da Manha
Por:António Ribeiro Ferreira, jornalista

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 Os queridos democratas socialistas e sociais-democratas bem se esforçaram e os resultados estão à vista nesta bonita Primavera de 2011. A Pátria está mesmo à beira da lixeira, falida, desesperada, pobre e sem futuro. Muitos parabéns.
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Os indígenas estão à rasca. É verdade. Mas andaram nestes anos tão democráticos a participar alegremente nos muitos salamaleques para que foram convocados pela indigente classe política. E escolheram livremente os partidos que os deviam governar.
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Ontem como hoje volta a falar-se na alternância entre PS e PSD. É por estas e por outras que ninguém leva isto a sério. O País já era. Agora é um decadente Portugal de alterne.
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Dia a dia

A venda dos anéis

Há um negócio em expansão por todo o País neste tempo de crise: a compra de ouro. E tem tudo para ser lucrativo. O metal precioso está mais caro do que nunca, porque há uma grande procura a nível mundial. Por outro lado, a oferta em Portugal parece ser abundante.
  • 29 Março 2011 - Correio da Manhã
Por:Armando Esteves Pereira, director-adjunto

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Quando o País tinha hábitos de poupança, a compra de objectos de ouro era considerada uma aplicação segura. Esta atitude criou uma importante reserva espalhada por todo o País que os comerciantes estão a aproveitar. E como em todos os negócios de intermediação em que se sabe que alguém ganha dinheiro, aparecem concorrentes como cogumelos. E para haver tantas lojas é porque não faltam pessoas dispostas a vender as jóias e os anéis de família em troca de algumas centenas de euros.
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É compreensível que, dadas as dificuldades em esticar o dinheiro até ao final do mês, as pessoas optem por vender os anéis e conservar os dedos. Curiosamente, grande parte das famílias está em situação semelhante à do Estado: acumula défices e tem uma dívida gigantesca que se agrava com a subida de juros. A solução desesperada passa pela venda de património. O Governo começou por privatizar empresas e alienar património imobiliário. O Estado tem uma importante reserva de ouro no Banco de Portugal que dá para tapar um défice anual de 7%, mas seria um péssimo sinal se o Banco de Portugal fosse obrigado a alienar estas reservas.
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terça-feira, março 01, 2011

A (in)justiça em Portugal (1)



Diário da Manhã
Terça-feira, 1 de Março de 2011 - 14:31

Juízes com rabo de fora

Noronha do Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, anda verdadeiramente de cabeça perdida com as escutas entre o senhor engenheiro relativo e o seu camarada e amigo do peito Armando Vara.
  • 0h30 - Correio da Manhã - 2011.03.01
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Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista


Ameaça o juiz de Instrução do caso Face Oculta com o Inferno, os jornalistas assistentes do processo com indemnizações milionárias, enfim, atira pedras e mais pedras para impedir que os arguidos saibam o que andaram a dizer sobre várias matérias relevantes os dois socialistas. O procurador-geral da República, seu sacristão nesta matéria, anda a distrair a passarada com a velha história das escutas ilegais. Acontece que os dois juízes que mandam na triste e pobre Justiça da Pátria estão cada vez mais parecidos com os gatos. Escondidos com o rabo de fora.
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Imprensa

01-03-2011
> Juízes exigem divulgação de auditorias ao Citius > CM
Juízes exigem divulgação de auditorias ao Citius

A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) considera "precipitado e arriscado" avançar com a informatização dos processos-crime devido aos problemas detectados no sistema. Em comunicado, a ASJP lembra que está em causa uma "área muito mais sensível" onde a questão do segredo é vital. Esta posição surge na sequência de uma resolução do Conselho de Ministros que considera "prioritário" o alargamento da desmaterialização dos processos.

Os juízes dizem que o Conselho Superior da Magistratura está "totalmente arredado" desta questão, o que permite uma "governamentalização da gestão dos dados relativos a actos processuais" e exige que o Ministério da Justiça divulgue as auditorias ao Citius e esclareça se os problemas de segurança foram ultrapassados.  

> Publicado no Correio da Manhã a 1 de Março de 2011

 Ver também
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Não ficará pedra sobre pedra - João Palma


A "domesticação" da Justiça em Portugal - Rui Rangel

A Partidarização da Justiça em Portugal a favor dos ricos e poderosos - Rui Rangel

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Tribunais: Computadores da investigação criminal são queijo suíço

Informática da Justiça vulnerável (ACTUALIZADA)

Os peritos que trabalham com o Ministério Público na aplicação das tecnologias ao sistema informático da Justiça são todos convergentes: a vulnerabilidade à intrusão de piratas é total. Maria José Morgado recusa mesmo utilizar o programa Citius no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.
  • 03 Outubro 2009
Por:Tânia Laranjo/ Eduardo Dâmaso


Para lá do estudo feito pela equipa do professor José Tribolet há outros diagnósticos feitos que arrasam a segurança informática da rede do Instituto de Tecnologias de Informação na Justiça (ITIJ). Esta é considerada demasiado complexa, com ligações a mais e com pontos de administração remotos que não são controlados judicialmente.
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Sobre o Citius, o programa informático que há dois anos o Ministério da Justiça implementou nos tribunais, Maria José Morgado é peremptória: 'Tem fragilidades e não apresenta condições para ser utilizado.'
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Por isso, o DIAP recusa-se a utilizá-lo. 'Não há perfis de segurança no programa. Pedimos uma auditoria de uma entidade externa e até agora não obtivemos resposta. Optámos por não o utilizar, até porque o DIAP é o maior organismo do Ministério Público em termos de inquérito. E a PGR também não impôs a sua obrigatoriedade', diz Maria José Morgado, que tem certezas ao nível dos perfis de segurança. 'O sistema tem de ter níveis de acesso de acordo com a responsabilidade dos utilizadores. E tem de ser possível verificar quem acedeu a ele. O utilizador tem de deixar a sua impressão digital, a marca, o rasto', afirma a magistrada, lembrando que é possível tornar o sistema 'quase inviolável'. 'Não há sistemas 100 por cento seguros. Mas é possível defendermo-nos das intromissões de terceiros.'
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O Citius não é, no entanto, o único problema nos sistemas informáticos da Justiça. Relatórios a que o CM teve acesso arrasam a maneira como foi feita a reforma tecnológica no ministério, inicialmente assente no sistema operativo Linux, escolhido pelo ITIJ em 2005. Nessa altura, avançou a reforma e foi criado um produto designado por ‘Linius’, baseado num projecto de divulgação do Linux em língua portuguesa conhecido por Caixa Mágica. Este projecto, porém, passou a ser progressivamente abandonado quando o Governo de Sócrates começou a celebrar protocolos com a Microsoft, em 2007.
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A partir daí, toda a rede da Justiça terá ficado sujeita a problemas de exploração eficiente e de segurança. A intromissão é possível e dificilmente detectável. As fragilidades são imensas.
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PORMENORES
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JUÍZES
A Associação Portuguesa de Juízes também pediu ao Ministério da Justiça, há cerca de dois anos, uma auditoria externa sobre a segurança do sistema informático. Não obteve, no entanto, qualquer resposta.
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NOTIFICAÇÕES
A grande mais-valia do Citius tem a ver com as notificações. O sistema foi, aliás, pensado para essa valência e só mais tarde foi adaptado. Na área cível, trouxe rapidez e permitiu aos advogados acompanhar os processos.
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UNIDADE
Na PGR funciona uma Unidade de Missão para a informatização dos tribunais. Os problemas e fragilidades detectados pelo DIAP de Lisboa foram confirmados por aquela entidade do MP.
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JUÍZA ACUSOU PODER POLÍTICO
A juíza do Tribunal de Família e Menores de Lisboa Solange Hasse classificou de inseguro o sistema informático Citius e anunciou no início do ano que não ia recorrer àquela ferramenta. A juíza escreveu num documento enviado ao Ministério da Justiça que é possível 'ler em cada momento o que um juiz escreve em determinado processo', pelo que permite 'a intromissão do poder político nas duas magistraturas'.
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'INTROMISSÃO É FÁCIL DE ACONTECER': Maria José Morgado, Procuradora-geral-adjunta
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Correio da Manhã – O DIAP não utiliza o Citius?
Maria José Morgado – Pedimos ao Ministério da Justiça que nos dessem os perfis de segurança, e até propusemos uma auditoria por uma entidade externa. Continuamos sem resposta e decidimos não o utilizar.
~.
– Mas ele não era obrigatório?
– Inicialmente, sim, mas depois o Ministério Público entendeu retirar a obrigatoriedade.
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– As fragilidades do sistema são só ao nível da segurança?
– Não. Há problemas técnicos na gestão dos processos, da sua apensação. O Citius não tem capacidade, dada a sua arquitectura. E a intromissão no sistema também é muito fácil de acontecer.
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SEGREDO DE JUSTIÇA EM XEQUE
Um dos relatórios na posse do grupo de trabalho deixa claro que há uma relação entre as fragilidades da rede do Instituto das Tecnologias da Justiça (ITIJ) e a justificação de violações do segredo de justiça. No caso Freeport, chegou a haver suspeitas de intromissão nos computadores dos magistrados que investigam o caso. Na altura, chegou a ser feita uma investigação rápida mas inconclusiva. Para os peritos, para além de estar comprometido o sentimento de confiança dos utilizadores (polícias, magistrados, juízes, funcionários judiciais) em relação à privacidade da informação arquivada ou em circulação nas suas redes, há também um risco real de intrusão informática a suportar algumas violações de segredo de justiça noutros processos que não o do Freeport. O sistema assenta numa rede considerada 'muito complexa', cheia de ligações e interligações, com administração a partir de pontos subtraídos a qualquer controlo judicial. Por outro lado, há vários relatórios técnicos que apontam fragilidades na segurança dos sistemas e bases de dados de todos os Departamentos de Investigação e Acção Penal, do Ministério Público, de todas as polícias e, até, dos Registos e Notariado, serviço que emite o cartão do cidadão.
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No caso do DIAP de Lisboa, a primeira consequência desse sentimento de insegurança está no pedido de auditoria feito por Maria José Morgado. Mas a própria Polícia Judiciária tem vindo a tomar medidas de reforço da segurança dos seus sistemas.
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REDE DO ITIJ NÃO É FECHADA
Os relatórios periciais afirmam que a rede informática do ITIJ não é estanque. Pelo contrário, existem diversos pontos de acesso remoto e sem controlo judicial, o que, na área da investigação criminal, facilita o acesso a informação sensível e protegida pelo segredo de justiça. A rede integra os Registos, Notariado, tribunais, Ministério Público e a Polícia Judiciária. Por outro lado, tem demasiados privilégios de acesso distribuídos.
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SÓCRATES APOSTA NA MICROSOFT
A estratégia assente na Caixa Mágica e no sistema operativo Linux acabou por ser contrariada pela aposta do Governo de Sócrates nos protocolos com a multinacional Microsoft. Estes protoc olos asseguram à empresa a continuidade de venda de licenças dos seus produtos à administração pública portuguesa mas, na óptica expressa pelos peritos em vários relatórios a questão da falta de segurança não foi afastada.
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NOTAS
CAIXA MÁGICA: INÍCIO EM 2000
O projecto de engenharia informática Caixa Mágica começou em 2000 no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, com três especialistas portugueses
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REFORMA: GAGO AVANÇOU 
O impulso inicial da reforma informática baseada no ‘software livre e aberto’ foi dado no Governo de António Guterres, sob impulso do então ministro da Ciência Mariano Gago
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OBJECTIVO: DIMINUIR CUSTOS
Um dos objectivos da iniciativa, assente na resolução do Conselho de Ministros 21/2002, visava reduzir custos na Função Pública com o pagamento de licenças
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sexta-feira, janeiro 21, 2011

Entrevista a Francisco Lopes por António Ribeiro Ferreira

Francisco Lopes - Foto Pedro Catarino


"Alegre é cúmplice do Governo do PS”
Francisco Lopes, candidato presidencial do PCP, acusa Manuel Alegre de ser cúmplice da política do Governo do PS e afirma que a alternativa é entre o voto na sua candidatura e o voto nos outros cinco adversários.
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Por:António Ribeiro Ferreira
Correio da Manhã


Correio da Manhã - Porque é que o PCP não se aliou nesta campanha presidencial ao PS e ao BE no apoio a Manuel Alegre? Porque é que não houve uma Frente de Esquerda?
Francisco Lopes - A minha candidatura tem um carácter distintivo de todas as outras. A sua definição como patriótica e de esquerda define logo um rumo de ruptura e mudança relativamente a uma política de desastre nacional e de injustiças que nos conduziu à situação actual. É a única que propõe um projecto alternativo, assente na soberania nacional e no aproveitamento dos nossos recursos.
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- E o que é que representa Manuel Alegre?
- Bem. Manuel Alegre, tal como Cavaco Silva, fez todo um percurso ao longo das últimas décadas que comprometeu o País.
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- Nesta campanha Francisco Lopes tem reservado de alguma maneira as críticas a Manuel Alegre. Cavaco Silva tem sido mais atacado. Mas Manuel Alegre não é cúmplice desta política do Governo, não é o candidato oficial do Governo?
- Inteiramente. Não apenas cúmplice. É participante, co-responsável, e aí não se diferencia de Cavaco Silva. E não é só do passado. É de agora, com estas políticas. E Defensor Moura e Fernando Nobre também são responsáveis.
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- Manuel Alegre diz que estas eleições são uma questão de vida e de morte para a democracia. Também acha que é assim? Ou é um exagero?
- Penso que no dia 23 há uma opção a tomar quanto ao futuro. E o nosso País foi conduzido a uma situação dramática sob todos os pontos de vista e não aguenta muitos mais anos neste rumo de afundamento, de dependência e de desemprego.
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- Mas é Manuel Alegre que salva o País dessa situação?
- Essa é a questão. É que a alternativa nestas eleições é o voto na minha candidatura e o voto nos outros candidatos, Manuel Alegre, Cavaco Silva, Fernando Nobre e Defensor Moura, todos eles, que não são só responsáveis pela situação actual. Olhando para o futuro, são parte do problema e do agravamento dos problemas.
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- São todos iguais?
- Manuel Alegre e Cavaco Silva estão de acordo com o essencial da política que o Governo do PS fez nos últimos anos.
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- É abusivo dizer-se, como o faz Manuel Alegre, que é o candidato do povo de esquerda e do 25 de Abril?
- É um abuso. Manuel Alegre é o candidato do PS, do partido do Governo, com o apoio do BE, que está a fazer esta política desastrosa e que, nos seus aspectos essenciais, tem tido também a convergência com Cavaco Silva.
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- Acusa Cavaco Silva de ser responsável pela gestão escandalosa do BPN. Em que medida é que é responsável por isso?
- A responsabilidade é política. Há dois aspectos a considerar. Primeiro a fraude em si, a gestão ruinosa e escandalosa. É necessário ver quem são os seus responsáveis e quem beneficiou dessa fraude. Isso levou a um desastre nesse banco. Aquilo que eu coloco, para além desses aspectos, é que no momento em que o Estado decidiu intervir houve um acordo entre o Governo, a maioria da Assembleia da República e o Presidente da Republica, em que Manuel Alegre também esteve, numa chamada nacionalização que foi trazer à responsabilidade de todos os portugueses prejuízos que podem ir de cinco a sete mil milhões de euros e deixou inteiramente na mão dos accionistas que nomearam aquela administração as suas empresas, o seu património.
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- Estes dois anos de gestão do banco nacionalizado são também passíveis de crítica?
- Tudo é passível de crítica e certamente esses apuramentos serão feitos. O que não se pode é pegar agora nos últimos dois anos para tentar esconder ou branquear os que promoveram uma fraude monumental e desresponsabilizar Cavaco Silva, O Governo de Sócrates, Manuel Alegre e todos aqueles que decidiram uma intervenção para chamar os prejuízos à responsabilidade de todo o povo português.
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- O Banco de Portugal não teve também uma responsabilidade gravíssima em todo este processo?
- Há aqui duas lições que é importante tirar. A primeira é que tem de acabar, e este é um elemento de ruptura e mudança que eu coloco, a promiscuidade e a fusão entre o poder económico e o poder político. Em que um dia há um ministro, um secretário de Estado ou um assessor do Presidente da República que têm essas funções. No mês a seguir, uma no depois, está como administrador de empresas ou de bancos. É este sistema de poder que aprisionou o poder político.
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- Isso passa-se com os dois principais partidos portugueses.
- Exacto. PS e PSD. Ao serviço desses interesses e condicionar as decisões políticas ao serviço desses interesses, dos grupos económicos e financeiros, do capital financeiro contra os interesses nacionais e do povo português. Esta é uma lição que se tira do caso BPN. Tal como o do BPP.
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- E o Banco de Portugal?
- Depois há a questão da regulação, do papel do Banco de Portugal, que certamente devia ter sido mais eficaz do que foi.
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- E que fechou os olhos a muitas situações.
- Um dia será feita a história sobre os escândalos sucessivos ligados a todos os processos de privatizações e ao capital financeiro. É uma história que não está feita e que será feita.
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- É uma história com muitos anos.
- Sim, uma história de há muitos anos com responsabilidades do PS, PSD, CDS. E com responsabilidade também de alguns candidatos presidenciais nestas eleições.
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- O que é para si no dia 23 um bom resultado eleitoral?
- Eu assumo a minha candidatura como alternativa para exercer as funções de Presidente da República. A escolha por parte do povo português da minha candidatura é a escolha do Presidente de que Portugal precisa. Para cumprir a Constituição, para defender a independência e a soberania nacionais, para defender a democracia. Para valorizar o trabalho e os trabalhadores, para conhecer e sentir as angústias dos portugueses. Para que Portugal tenha futuro.
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- E os resultados? O que será um bom resultado?
- Eu digo a cada português: aqui está alguém que é candidato a Presidente da República de Portugal.
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- A sua eleição significava uma ruptura com este regime?
- Significava uma ruptura com a prática que tem sido seguida, uma prática política que é contrária à Constituição. A minha eleição significará que haverá um Presidente da República que utilizará a Constituição não como um texto morto, mas como um texto que deve ser a lei fundamental do País.
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- E hoje não é?
- Hoje em dia a Constituição é um projecto de mudança para um Portugal de desenvolvimento, justiça e progresso social.
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- Mas a Constituição nunca foi obstáculo para as políticas do PS, PSD e CDS, que o PCP considera de direita e anticonstitucionais.
- A prática política que tem existido é contra a Constituição. Contra os seus valores e o seu projecto. A minha candidatura é a ruptura com essa prática.
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- É uma ruptura com essa prática mas não com este regime?
- A questão é definir o que é o regime. Se o regime é a Constituição, o que é preciso é aplicar a Constituição. Agora, se entender o regime com tudo aquilo que está fora da Constituição...
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- O sistema eleitoral, negócios e política, partidos políticos.
- Tudo isso deve ser terminado. Tudo isso deve terminar. Com esse sistema, com essa forma de funcionamento, de maneira a pôr no centro das decisões dos responsáveis políticos, a começar no Presidente da República, aquilo que são os interesses dos trabalhadores, do povo e do País.
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-Manuel Alegre tem como adquirido que o PCP votará nele numa segunda volta. É verdade?
- A alternativa não passa por aí.
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- Não passa?
- Não. Nós estamos na primeira volta das presidenciais. A alternativa é a minha candidatura. E o povo português é que decidirá quem passa à segunda volta. E só a minha passagem à segunda volta determinará a possibilidade de uma alternativa para uma mudança no nosso País. E mais. O voto na minha candidatura no próximo domingo é, para além da escolha do Presidente da República de que Portugal precisa, uma opção que significa a manifestação de indignação perante um rumo de injustiça no nosso País.
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- Se for Presidente da República e houver uma revisão constitucional que ponha em causa o que defende o que irá fazer? Neste caso não pode vetar.
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- Um Presidente da República deve sinalizar com a sua mensagem, com a sua opinião, ponderando o que é essencial.
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- Não usava a bomba atómica? Dissolvia o Parlamento?
- Eu não recuso nenhum dos poderes. Seja a demissão do  Governo ou a dissolução da Assembleia da República. Não hesitaria em fazê-lo. Mas não associo isso ao processo de revisão constitucional.
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- Praticamente não se discutiu a política externa de Portugal nesta campanha.
- Eu tenho abordado esse assunto.
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- Eu sei. A propósito da Europa. Mas gostava de perguntar-lhe o que é que pensa da NATO e da presença de Portugal na organização. Defenderia a saída de Portugal da NATO?
- As questões de política externa são muito relevantes. E eu agirei sempre no quadro de poderes do Presidente da República. Sobre a segurança mundial defendo que deve ser criado um sistema com base da cooperação entre os povos a partir da ONU. O que implica a dissolução dos blocos político-militares, logo a dissolução da NATO.
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- E em relação à União Europeia?
- Entendo que é necessária toda a cooperação, mas de maneira nenhuma este critério de submissão dos interesses nacionais.
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- Mas qual é a alternativa de Portugal neste momento?
- A alternativa é de se bater no quadro europeu e mundial pelos interesses próprios do seu desenvolvimento. Portugal não pode ser apenas um território e deixe de ser um País e uma Nação onde o povo decide o seu destino. E cada vez mais se está a empurrar para uma destruição de Portugal como Estado e como Nação.
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- Isso implica a saída do euro, por exemplo?
- Portugal foi empurrado para o euro, foi um desastre. É evidente que qualquer saída do euro tinha de ser negociada. Mas as coisas podem evoluir de tal maneira que o pior seja a continuação.
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- O que é entende por saída negociada?
- Portugal teria de ser indemnizado pelas consequências da entrada do euro e por estes dez anos de desastre e de retrocesso.
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- Mas acha que Portugal tem estado de joelhos perante a Europa, como diz Manuel Alegre?
- É mais do que ter estado de joelhos. Tem havido da parte do Presidente da República e de sucessivos Governos uma abdicação total dos interesses nacionais. Portugal esta hoje acorrentado a este projecto de construção europeia que o faz atrasar ainda mais.
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- Mas Portugal não se pôs a jeito perante os mercados?
- É certo. Mas os mesmos que são responsáveis por isso, PS, PSD, CDS, Manuel Alegre, Cavaco Silva são aqueles que projectam para diante a continuação dessa linha de submissão. Continuam a pôr-se a jeito.
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- Perante a entrada do FMI, o que é o Presidente da República Francisco Lopes fazia?
- Utilizaria todos os poderes para impedir que esse processo continuasse. A questão da entrada do FMI não é do futuro. É um problema que já temos.
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- O novo Presidente eleito pode dissolver o Parlamento quando tomar posse. Acha que este Governo deve sair de cena?
- Cada questão a cada momento. O Presidente da República não se pode posicionar em função do que se passar daqui a uns meses. Mas uma coisa é clara. Este Governo já mostrou que não é solução. Não tem política. Mas a solução não é substituir um Governo com a sigla PS por uma sigla do PSD e CDS para continuar a mesma política. Ao longo destas décadas vão trocando de posição.
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- É o Bloco Central.
- É a alternância que nos afunda. É por isso que usarei os poderes presidenciais não apenas para uma mudança de siglas mas para mudanças das políticas no Governo.
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- Mas este Governo tem as costas seguras no Parlamento pela esquerda. PCP e BE não votam uma moção de censura da direita, não é? Nem a direita vota moções da esquerda. Como é que este Governo sai se não for o Presidente da República?
- Este Governo, com esta política, não é solução para os problemas nacionais. O Presidente da República tem de intervir para abrir caminho para uma nova solução. De mudanças de políticas.
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- E dá a voz ao povo.
- Exacto. Implica que o povo use todos os seus direitos constitucionais. De luta, de acção, de opinião para a mudança que Portugal precisa.
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- Ao longo destes anos todos, com todas estas políticas, o povo tem dado sempre o poder aos mesmos.
- Até um dia.
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- Acha que esse dia vai chegar?
- Faço tudo para que o povo português no próximo domingo sinalize esse caminho de mudança. Decida não em função do passado, de preconceitos.
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PERFIL
Francisco José de Almeida Lopes nasceu no dia 29 de Agosto de 1955 em Vinhó, concelho de Arganil. Electricista, funcionário do PCP, foi membro da União dos Estudantes Comunistas em 1973 e 1974, ano em que se tornou militante do PCP. Deputado, é membro do Comité Central, da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central.


 Sublinhados de Victor Nogueira
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segunda-feira, dezembro 27, 2010

A hora da vassoura segundo António Ribeiro Ferreira

Diário da Manhã

A hora da vassoura

Portugal é o terceiro país da Europa com mais precários. O ordenado médio é um dos mais baixos e o salário mínimo está longe da média europeia. Os empresários lusos afirmam que é impossível aumentá-lo e estão muito preocupados com o valor das indemnizações pagas aos despedidos.
  • 13 Dezembro 2010 -Correio da Manhã
 Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista


Atento ao problema, o Governo do senhor engenheiro relativo admite criar um fundo para ajudar os patrões a pagar essas fortunas a quem fica sem trabalho. Este quadro de miséria é muito revelador. A maioria das empresas só consegue sobreviver com mão-de-obra barata e concorrência desleal. Não são competitivas em lado nenhum. Nem cá dentro e muito menos lá fora. As crises não têm apenas coisas más. Também servem para limpar o lixo da economia. Chegou a hora da vassoura. 
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terça-feira, outubro 26, 2010

O vómito sai Á rua embrulhado em Correio da Manha



A Voz da Razão

Prostituição moral

O nosso PCP, num ataque de probidade, pretende abolir os anúncios em que moreninhas atrevidas, com peito natural e formas generosas, oferecem os seus serviços.
  • 24 Outubro 2010
Por:João Pereira Coutinho, Colunista
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Quando li a medida, julguei por momentos que o PCP estava disposto a combater a publicidade enganosa. Erro meu. A ideia é combater a exploração, porque na cabeça arcaica do nosso PCP a prostituição é sempre uma forma de exploração – e não, digamos, uma opção da mulher, que prefere esfregar todo o tipo de superfícies, excepto escadas. Não contesto. Lamento apenas que, no meio do puritanismo, o PCP não pretenda combater um outro tipo de prostituição: a moral. 
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O exacto tipo de prostituição que o PCP pratica quando condena a atribuição de prémios internacionais a activistas dos direitos humanos, seja na China (Liu Xiaobo), seja em Cuba (Guillermo Farinas). Esta prostituição, além de obscena, tem a desvantagem de ser paga com o dinheiro dos contribuintes, obrigados a sustentar cegamente o nosso sistema partidário. Um abuso. Se o PCP gosta de cultivar as suas taras, o mínimo que se exige da matrona é que comece a pagá-las.
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  • Comentário feito por: Anónimo
  • 25 Outubro 2010
Adorei este texto...ainda estou a rebolar de tanto rir (infelizmente).V.Ex.ª é um GÉNIO da escrita!
  • Comentário feito por:António Silva
  • 24 Outubro 2010
Então o PCP não venera fidel de castro? Que há mais de 40 anos é o lider "venerado" em Cuba, um dos maiores paraísos sexuais e por isso mesmo um dos países em que o turismo sexual tem mais sucesso? Pobres cubanos.

Diário da Manhã

Acabou a lamechice

O senhor Sarkozy expulsou milhares de ciganos búlgaros e romenos que acampavam em vilas e cidades, se dedicavam à mendicidade e ao roubo e recebiam subsídios do Estado francês.
  • 25 Outubro 2010
Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista
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A senhora Merkel decretou o fim do multiculturalismo, um rotundo fracasso, e avisou os imigrantes que, a partir de agora, têm de aceitar os valores cristãos germânicos e falar alemão. A alternativa é a porta da rua. Holanda, Suécia e Dinamarca seguem as pisadas da França e da Alemanha neste arrumar da casa depois de anos e anos de utopia, laxismo e hipocrisia em matéria de imigração, particularmente em relação aos cidadãos oriundos de países islâmicos. A Europa da paz, do amor, do bem-estar, das flores e do medo de represálias dos fundamentalistas morreu. Finalmente pôs os pés na Terra. E acabou a lamechice.
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  • Comentário feito por: Anónimo
  • 25 Outubro 2010
De acordo. Assim, os nossos emigrantes relativos, milhões deles, devem ser imediatamente expulsos do Brasil, Europa e África do Sul e regressarem a Portugal. Já! Ou há moral ou pagam todos!
  • Comentário feito por:helena r.
  • 25 Outubro 2010
Completamente de acordo! Mas Portugal,País incivilizado, lamechas, hipócrita,continua a acolhê-los e a dar-lhes guarida. Há portugueses burgessos que até casam com elas e aparecem mortos. Basta ler as notícias de hoje.
  • Comentário feito por:travanca
  • 25 Outubro 2010
E tempo de deixar-mos de hipocrisias e açeitar esta verdade
  • Comentário feito por: Anónimo
  • 25 Outubro 2010
Hoje concordo. Mas apesar de tudo não me posso esquecer que depois da guerra foram muitos destes c/portugueses incluidos que ajudaram alguns desses paises a retomarem o caminho da prosperidade.
  • Comentário feito por:eduardo
  • 25 Outubro 2010
Toma
  • Comentário feito por:Maria Antonieta Santos
  • 25 Outubro 2010
Completamente de acordo!
  • Comentário feito por:aris
  • 25 Outubro 2010
Cá estamos nós para lamechas....provavelmente muitos desses postos no olho da rua na Alemanha,França,etc, vêm parar aí...
  • Comentário feito por:Lucinda
  • 25 Outubro 2010
Ora nem mais. E é assim que tem que ser.Eu não teria dito melhor.
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Coisas do Circo

Ao serviço da Nação

Esta não é a hora de reconhecimentos nem de agradecimentos, mas creio que não passará muito tempo até que o povo português distinga Teixeira dos Santos pela sua competência, tenacidade e coragem ao serviço da Nação.
  • 23 Outubro 2010
Por:Emídio Rangel, Jornalista
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Foi por sua orientação que, pela primeira vez em Portugal, se arquitectou um plano para atacar a fuga ao Fisco, sendo hoje possível dizer-se que todos os cidadãos são obrigados a assumir as suas responsabilidades, pagando os seus impostos como acontece em todos os países civilizados do mundo. 
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Toda a gente se lembra do regabofe que reinava no País, com milhares de pessoas individuais e colectivas a enganarem as Finanças, com malabarismos mil. Nenhum governo antes conseguiu moralizar esta questão que introduzia uma profunda injustiça social e invertia, por consequência, os valores comportamentais dos cidadãos. 
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O herói era aquele que não pagava impostos ou pagava muito pouco, tendo rendimentos elevados. Foi Teixeira dos Santos quem acabou com esse descalabro que deixava o Estado sem as receitas necessárias para cumprir as suas obrigações sociais. Foi Teixeira dos Santos quem delineou um plano equilibrado para corrigir o défice das contas públicas que herdou dos governos anteriores, sem recorrer a respostas extremadas. 
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Em pouco tempo Portugal atingiu os valores indicados por Bruxelas e isso abriu caminho para a modernização e o desenvolvimento do País. Infelizmente foi sol de pouca dura porque depois caiu-nos em cima uma crise mundial que assolou quase todos os países do mundo e que levou à "debacle" da Islândia, da Grécia, da Irlanda, causadora de graves danos financeiros nas grandes economias mundiais. 
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Aqueles que por táctica política procuram escamotear a verdade devem ter caído das nuvens quando há dois dias viram o Ministro das Finanças do Reino Unido apresentar o maior plano de austeridade desde a Segunda Guerra Mundial e que compreende o despedimento de 500 mil funcionários públicos, um forte aumento de impostos na ordem de 35 mil milhões de euros e uma redução na despesa de cerca de 95 mil milhões de euros. Mais palavras para quê? A mentira desnuda-se. 
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É Teixeira dos Santos, de novo, quem está ao leme, determinado a pôr as contas do País em ordem e a rechaçar os ditames dos mercados internacionais, as agências de rating e os agiotas de serviço que querem deixar Portugal de tanga. Acredito que Portugal reconhecerá a Teixeira dos Santos essa tarefa ciclópica e saberá, na hora própria, agradecer-lhe tanta perseverança e sentido de interesse nacional.
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  • Comentário feito por: Anónimo
  • 23 Outubro 2010
Parece-me que "há por aí" quem esteja a prever a queda de Sócrates e a sua substituição por T.dos Santos...
  • Comentário feito por:armandina maia
  • 23 Outubro 2010
Concordo inteiramente. Considero mesmo que, sem Teixeira dos Santos, o país já estaria há muito tempo nas "mãos limpas" do aparelho de Passos Coelho, sem rumo e sem norte, como o futuro há-de demonstrar.
  • Comentário feito por:J. Silva
  • 23 Outubro 2010
Oh homem você não está a fazer confusão c/um tal Paulo Teixeira que foi ganhar 30 mil euros para DGCI e deu uma volta aquilo tudo?Eu estou em crer que a continuar assim você ainda vai fazer uma perninha no governo.Safa.
  • Comentário feito por:Vicente Lopes
  • 23 Outubro 2010
Depois de andar toda a semana a ler artigos inquinados, com cronistas que escrevem sempre de acordo com a voz do dono, felizmente, que hoje é sábado dia e Dr. Rangel e como sempre, mais um artigo de cinco estrelas. boa!
  • Comentário feito por:joaquim santos
  • 23 Outubro 2010
Este homem que estamos a falar é o mesmo que foi considerado lá fora o pior min. das finanças da comunidade? O Mesmo homem que disse que com as suas medidas eramos o pais mais prepardo para crise.Sr.rangel quer tacho?
  • Comentário feito por:rui correia
  • 23 Outubro 2010
Ministro das finanças é assim tão bom, pergunta, porque deixou ele derrapar a despesa do estado e outras. Ele devia era fazer uma formação com una dona de casa ou com algum casal que ganha o ordenado mínimo.
  • Comentário feito por: Anónimo
  • 23 Outubro 2010
Cada vez mais acredito que o SR procura um tacho mesmo sem precisar dele. Pergunto-lhe porque baixara o IVA antes das eleiçoes, logo a seguir aumentaram-no? Para comprar votos. Acredito na seriedade de TS, acordou tarde.
  • Comentário feito por:francisco
  • 23 Outubro 2010
Parabéns Sr. Rangel pelas verdades que para uns não interessa ouvir e, para outros, ouvem mas não acreditam. Os seus exemplos são demasiado evidentes...
  • Comentário feito por:João Manuel Maia Alves
  • 23 Outubro 2010
Sim senhor, fez muitas coisas boas. J. Maia Alves
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