A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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domingo, fevereiro 10, 2013

Carlos Brito pede ao país para rejeitar "projecto aventureiro" do Governo

Por

Em noite de 80.º aniversário, o ex-líder comunista pede "consenso democrático e republicano". Sampaio lamenta ausência do PCP.
 
O antigo dirigente do PCP Carlos Brito defendeu durante a noite de sábado, em Lisboa, que “basta um consenso democrático e republicano” no país para rejeitar o “projecto aventureiro” do Governo PSD/CDS-PP.
 
“Não é preciso ter uma perspectiva do mundo do trabalho, nem ser de esquerda, nem do centro-esquerda, basta um consenso democrático e republicano para rejeitar este projecto aventureiro, concebido por tecnocratas formados na escola do neoliberalismo, ainda por cima com a lição mal aprendida, veja-se o caso dos impostos, sem experiência de governação e grande desconhecimento do país”, afirmou no final de um jantar em sua homenagem, na Casa do Alentejo.
 
Defensor da convergência entre as forças de esquerda, Carlos Brito reiterou que vê possibilidades para uma acção convergente de oposição ao Governo, considerando que a recusa do PS, PCP e BE de participar na comissão eventual para a reforma do Estado é um “óptimo ponto de partida”.
 
“Quando a oposição se levanta em conjunto, o Governo tem recuado”, destacou, apontando como exemplos os “recuos” na Taxa Social Única, na privatização da TAP e da RTP.
 
Brito criticou a filosofia do Governo que quer um “Estado mínimo, que tira tudo e não dá nada” e apenas quer cobrar impostos para “saciar a ganância dos mercados”.
 
Carlos Brito, que completou sábado 80 anos, afastou-se do PCP em Julho de 2002 na sequência de divergências com a direcção do partido, um processo que culminou na expulsão de dois dirigentes, Edgar Correia e Carlos Luís Figueira. Enquanto militante comunista, integrou o Comité Central entre 1967 e 2000, foi director do jornal Avante! entre 1992 e 1998 e candidato presidencial no sufrágio de 1980, tendo desistido a favor de Ramalho Eanes.
 
O ex-dirigente comunista foi preso pela primeira vez pela PIDE com 20 anos, passou mais de oito anos nas cadeias da ditadura e mais de dez anos na clandestinidade.
 
Sampaio lamenta ausência do PCP
O ex-Presidente da República Jorge Sampaio lamentou que o PCP não se tenha feito representar no jantar de homenagem ao antigo dirigente Carlos Brito, afirmando que seria um “pequeno gesto” a alguém que merecia. “Eu gostava de ver aqui algum dirigente do partido a que Carlos Brito dedicou 40 anos da sua vida. Confesso que gostava”, lamentou Jorge Sampaio, no início de uma intervenção feita no final do jantar.
 
A observação do ex-presidente da República foi saudada com palmas por parte das cerca de 200 pessoas presentes no jantar, muitos do PS, do BE, renovadores comunistas e sindicalistas.
 
“Um pequeno gesto, não quebrava nenhuma disciplina. E este homem que tanto dedicou às causas em que acreditou, merecia isto. Não é crítica, é apenas uma observação”, afirmou, lembrando em seguida que foi o único autarca socialista que em Lisboa conseguiu uma coligação com o PCP para a câmara da capital.
 
Jorge Sampaio elogiou a “inteligência e a afectividade” de Carlos Brito, que descreveu como um “obsessivo fazedor de pontes”, sempre a tentar “aproximar as forças de esquerda”.
 
Se Carlos Brito guarda alguma amargura pela relação com o PCP, esconde-a bem”, disse, recordando ainda os tempos em que, no Parlamento, conviveu com o então líder parlamentar do PCP. Foi possível “manter a coerência com o bom trato político”, frisou.
 
Para além do ex-presidente da República, Jorge Sampaio, participaram no jantar o socialista Manuel Alegre, o secretário-geral do PS António José Seguro, o secretário-geral da UGT, João Proença, o coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo, o historiador Borges Coelho e o presidente da associação Renovação Comunista, Paulo Fidalgo.
 
O ex-secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, os socialistas Pina Moura e José Magalhães, o ex-ministro Mário Lino, o ex-líder parlamentar do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, Daniel Oliveira, do BE, também marcaram presença.


http://www.publico.pt/politica/noticia/carlos-brito-pede-ao-pais-para-rejeitar-projecto-aventureiro-do-governo-1584009


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 TSF

Carlos Brito: «O Marxismo continua uma proposta muito poderosa»

Publicado ontem às 09:24

Carlos Brito, antigo dirigente do PCP, faz hoje 80 anos. Uma década depois da dissidência e do afastamento do partido, o antigo líder parlamentar do PCP afirma-se membro da família comunista, e classifica o afastamento como «uma pequena zanga familiar».
 
 
 
Em entrevista à TSF, Carlos Brito defende o fim dos sectarismos entre PS, PCP e Bloco, e a criação de uma plataforma das esquerdas para combate o atual governo.

Carlos Brito afirma ainda que PCP e Bloco de Esquerda fizeram, em 2011, uma leitura pouco lúcida da realidade política quando decidiram chumbar o PECIV, uma decisão que levou à queda do governo socialista e à formação de uma maioria de direita.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

CGTP marca greve geral para 22 de março



TSF


CGTP marca greve geral para 22 de março

Publicado a 16 FEV 12 às 17:51

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, anunciou a realização de uma greve geral para 22 de março, contra o agravamento da legislação laboral e as medidas de austeridade.
  Link 


«Este concelho nacional assume hoje a convocação de uma greve geral para o dia 22 de março contra a exploração e o empobrecimento, pela mudança de políticas, pelo emprego, pelos salários, pelos direitos, pelos serviços públicos», anunciou Arménio Carlos, esta tarde, em conferência de imprensa.
O secretário-geral da CGTP sublinhou que trata-se de «uma greve geral de todos e para todos. Não é uma greve geral da exclusiva responsabilidade da CGTP, não. É uma greve geral que queremos que seja partilhada e assumida por todos os trabalhadores, independentemente da sua filiação sindical».
Ainda assim, a UGT, através do secretário-geral João Proença, já referiu que «evidentemente» não vai participar na greve geral, considerando que é «uma greve de protesto, sem objetivos definidos».

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videos.sapo.pt


Visão - Homepage




Trabalho

 

O secretário-geral da UGT, João Proença, garantiu hoje à Lusa que, "evidentemente", não vai participar na greve geral anunciada pela CGTP, para 22 de março, pois trata-se de "uma greve de protesto, sem objetivos definidos".
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Em declarações à Lusa, João Proença considerou que esta é "uma 'pseudo' greve geral, na medida em que é uma greve de protesto, sem objetivos definidos".
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Trata-se, pois, "de uma estratégia muito bem pensada [por parte da atual direção da CGTP] de avançar para a luta pela luta, para o confronto pelo confronto", disse o dirigente sindical.


Ler mais: http://aeiou.visao.pt/ugt-garante-que-nao-vai-aderir-a-greve-geral-anunciada-da-cgtp=f646811#ixzz1mnDqZAQc
Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
18:17 Quinta, 16 de Fevereiro de 2012



segunda-feira, maio 24, 2010

Discurdo Directo com Jerónimo de Sousa



Discurso Directo com Jerónimo de Sousa

"PSD está a agir de forma tacticista com o PS"

por JOÃO MARCELINO (DN) e PAULO BALDAIA (TSF) Ontem49 comentários
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O secretário-geral do PCP não se arrepende de ter apresentado uma moção de censura ao Governo, apesar do chumbo. Para Jerónimo, a iniciativa serviu também para mostrar a associação do PSD às medidas do plano de austeridade e do PEC. Sobre as presidenciais, diz que o candidato próprio poderá ser apresentado durante a Festa do 'Avante!'.

Ouça na íntegra o Discurso Directo. Clique aqui
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O PCP apresentou na sexta-feira uma moção de censura ao Governo, que não passou na Assembleia da República, e censurava também o PSD. O texto não criou espaço para que o PSD pudesse juntar-se à moção. Não teria feito sentido o PCP negociar um texto que potenciasse, de alguma forma, que a moção de censura passasse na Assembleia?
Isso implicaria que abdicássemos daquela que tem sido a nossa afirmação e a nossa orientação nestes últimos anos, em que para o Partido Comu-nista Português a questão central e de fundo tem que ver com a política que este ou outros governos realizam ou realizaram. Nesse sentido, porque consideramos que bem podemos derrubar governos ou substituir governos se a política se mantiver, creio que o povo português não consegue…
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Mas em que é que uma moção de censura pode ajudar a mudar políticas num governo? Se não o fizer cair, obviamente.
Uma moção de censura, em primeiro lugar, comporta do nosso ponto de vista - e esta comportou - uma dimensão política de responsabilização da situação, na medida em que sistematicamente, durante muitos anos, a culpa tende a morrer solteira. PS e PSD, com ou sem a ajuda do CDS, substituem os líderes, criticam o Governo quando estão na oposição, mas simultaneamente fazem depois na prática a mesma política. Vão rodando, tem havido uma alternância e não uma alternativa em termos de política. Nesse sentido, a nossa moção tinha esta dimensão política, procurando a co-responsabilização, tendo em conta a associação que o PSD fez designadamente a estas medidas contidas no PEC e as suplementares apresentadas mais recentemente. Por outro lado, também procurando que a Assembleia da República fosse um espaço que permitisse a expressão da censura, a expressão do descontentamento, da indignação que hoje perpassa por muitos portugueses.
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Ao apresentar uma moção de censura que sabe que não vai ser aprovada porque censura também o PSD, não está o PCP a admitir que ter lá este Governo de José Sócrates ou não ter é igual?
Para nós, a questão de fundo continua a ser aquela, sublinho e insisto nesta ideia: a nossa crítica a José Sócrates não é por razões de feitio ou de carácter; é fundamentalmente porque dá rosto, é o rosto principal de uma política que tem conduzido o País para uma situação que consideramos dramática, de desastre nacional. Tal como, aliás, fez Barroso quando se foi embora, como fez Santana quando foi demitido, como fez Guterres quando se foi embora. A questão de fundo continua a ser esta.
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Mas para marcar essa oposição e essa diferença não precisava de uma moção de censura. Bastariam as declarações que tem feito e como tem comentado as medidas tomadas pelo Governo. Há quem diga que isto foi apenas um marcar de terreno em relação ao Bloco de Esquerda e que o que o PCP tentou fazer foi conquistar espaço político à esquerda.
Nunca pensámos no Bloco quando tomámos a iniciativa, foi uma decisão do Comité Central. A questão de fundo foi: após a aprovação do PEC, num quadro em que surgiram novas medidas, uma nova ofensiva - aquilo que consideramos uma violenta ofensiva contra os salários, contra as reformas, contra a justiça fiscal, contra a justiça social - foi o elemento novo que não se compadecia com uma simples interpelação ao Governo ou era resolúvel num debate quinzenal com o primeiro-ministro.
Então foi uma atitude quixotesca? Ficou tudo na mesma?
Não ficou, não.
O que mudou?
Em primeiro lugar, há a clarificação de cada força política em relação a esta situação que vivemos. Em segundo lugar, demos voz a essa indignação e a esse protesto. Pode dizer que é pouco, mas…
Foram acusados pelo primeiro-ministro de estar apenas a lançar politicamente uma iniciativa da CGTP, que tem uma grande manifestação marcada para Lisboa.
Porque obviamente o senhor primeiro-ministro não se conforma, não concebe nem admite que, quando as pessoas sentirem estas medidas violentas - e sentem-nas, na sua vida, no seu orçamento familiar, no seu emprego, no seu trabalho, no seu salário -, reajam, indignem-se e lutem contra este estado de coisas. Ou seja, um pouco o regresso daquela ideia "vocês levam pancada, comem e calam". O que consideramos é que também isto, alguém afirmava um dia, o próprio direito à indignação…
Foi Mário Soares, a propósito do bloqueio da ponte.
Foi o direito à indignação e o direito de os trabalhadores, o nosso povo, manifestarem também ali naquela tribuna da Assembleia da República aquilo que hoje perpassa pela sociedade portuguesa. Nesse sentido, consideramos que aquilo que vai ser determinante neste quadro tão difícil será, mais uma vez, a luta dos trabalhadores, das populações.
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Há sete meses realizaram-se umas eleições. Nessa altura, estava consciente de que o País se encontrava num caminho que obrigaria a tomar estas medidas, ou também foi surpreendido por esta conjuntura, como o Governo e o primeiro-ministro dizem que foram?
Chamo a vossa atenção para, em sede de debates quinzenais, nas discussões do Orçamento do Estado, nas discussões do próprio programa do Governo, mais do que ninguém o PCP alertou para o caminho a que esta política estava a conduzir o País. Acusavam-nos de estar a ver fantasmas, de ter o discurso da chapa três, que estávamos a exagerar, que o PCP era prisioneiro de razões ideológicas e não via que o mercado livre tinha o direito livre de funcionar - estou a citar Sócrates em relação a respostas às nossas inquietações, à nossa previsão e, infelizmente, em relação à própria realidade. Nós avisámos, nós alertámos, mas éramos sempre entendidos como alguém que está a ver fantasmas, porque o que o Governo dizia na altura era "não, Portugal está no bom caminho, Portugal do oásis, o amanhã que vem e vai ser melhor", eram sempre estes argumentos! Foi o PCP que, de facto, numa previsão e numa antevisão, foi capaz de ver para onde é que conduziria esta situação. E não é por sermos mais inteligentes do que qualquer outro partido, mas fazemos uma análise objectiva.
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Objectiva dos números do défice e do endividamento externo?
E particularmente um elemento fundamental: a dívida externa, tanto pública como privada, resultante da destruição do nosso aparelho produtivo, da nossa produção nacional. Estamos a falar da indústria, estamos a falar da agricultura, estamos a falar das pescas e estamos a falar, consequentemente, do emprego e do desemprego. Numa análise objectiva ao desenvolvimento e à evolução da situação em que, todos sabemos, um país solidifica as suas contas, os seus défices, através do aumento da riqueza, através do aumento da receita. E aquilo que víamos era um Portugal cada vez mais dilapidado do seu aparelho produtivo, da sua produção nacional, víamos cada vez mais o Governo abandonar o mercado interno, onde, como é sabido, residem centenas de milhares de empresas que empregam mais de 80% dos trabalhadores portugueses. Quando vemos, por exemplo, em relação às negociações da OMC, o sector têxtil e dos lanifícios não ser protegido nessas negociações, quando vemos o encerramento das Sorefames, das siderurgias, das Quimigais, quando vemos aquilo que poderia ser o factor e o instrumento de criação de riqueza, foram abatidos. E isso não foi substituído pelos fundos comunitários que tão malbaratados foram.
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Esta moção de censura não passou. Acredita que esta legislatura chegará até ao fim?
Não sou capaz de ser profeta a esse nível, mas o que é que temos neste momento? Temos um Governo de minoria, que não foi capaz de aprender a lição com os resultados das eleições legislativas, em que perdeu a maioria absoluta.
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É de minoria, mas tem conseguido apoios para viabilizar o Orçamento, viabilizar o PEC e ver uma moção de censura do PCP não ser aprovada.
Sim, porque à direita, e particularmente ao PSD, coloca-se uma questão central, que é de uma importância de carácter estratégico de salvar a política de direita, de manter o rumo e as opções políticas e económicas que tanto o PSD como o PS no Governo têm vindo a realizar. E, olhando até para a reacção dos grupos económicos que apontaram o caminho, olhando até para as posições do Presidente da República com a chamada concertação estratégica, o PSD foi, eu não diria obrigado porque acho que foi de livre vontade, dar aquilo que anteontem foi dito, uma mão ao Governo. Mas não foi a mão ao Governo do PS, foi a mão a essa política que persiste ao fim de décadas.
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Uma orientação estratégica do PSD à espera de que, eleitoralmente, possa valer mais? Se daqui a um ano o PSD apresentar uma moção de censura, porque as sondagens mostram o PSD como um partido eventualmente vencedor, o PCP estará disponível para apoiar uma moção de censura do PSD?
Nessa perspectiva de antevisão, obviamente o conteúdo dessa moção de censura determinará a nossa posição de voto. Porque há uma censura como a que fizemos na sexta-feira, por boas razões. Por exemplo, este recente anúncio de Passos Coelho, de que, caso se confirme que o primeiro-ministro faltou à verdade no processo TVI, não teria condições para continuar, avançando com a ideia da moção de censura. Vamos lá também ser realistas, se de cada vez que Sócrates tivesse faltado à verdade ao povo português sofresse uma moção de censura, já tinham existido cinco ou seis, tendo em conta que Sócrates tem faltado sistematicamente aos compromissos, diz hoje uma coisa, daqui a dez dias diz outra. Admito que o PSD, dando a mão para salvar esta política de direita, simultaneamente e com um grande tacticismo eleitoral, queira que o Partido Socialista se vá cozendo em banho-maria, se vá desgastando, para se colocar como alternância.
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Mas a pergunta objectiva é esta: o PCP, se a justificação for boa, admite um dia poder votar uma moção de censura ao lado dos partidos a que chama de direita, ao lado do PSD e do CDS? Ou isso é de todo impossível?


Uma moção que, obviamente, teria de fazer aqui - e não acredito nisso - uma autocrítica, quase uma catarse em relação às suas responsabilidades comuns.
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Mas é impossível ver o PCP a votar ao lado do PSD e do CDS uma moção de censura ao Governo?
O PSD vai ter de explicar, não me cabe a mim a explicação.
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Mas teoricamente é possível?
Academicamente é tudo admissível, e constitucionalmente, regimentalmente.
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Voltará a ser o texto como foi desta vez para o PSD, o que o PCP apresentou?
Uma moção de censura tem de ser fundamentada nalguma coisa. E, obviamente, o PSD não contará connosco, não contará com o PCP, com a sua absolvição nas suas graves responsabilidades que levaram o País à situação em que se encontra.
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Estava à espera que o Bloco de Esquerda corroborasse os argumentos do Partido Comunista?
Não fizemos nenhuma consulta prévia ao Bloco de Esquerda, nem tínhamos o direito de o fazer.
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Mas estava à espera de levar o Bloco de Esquerda a reboque desta sua moção de censura ao Governo?
Nem sim, nem não, não sabia. O Bloco de Esquerda em muitas matérias tem tido uma identificação de posições com o Partido Comunista Português, particularmente na crítica social, na crítica económica. Mas não foi nem factor impeditivo nem factor de apressar qualquer posição que o Bloco pudesse tomar.
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O PCP defende que a correcção do défice deve ser feita de uma forma mais faseada, mas são os países fortes do Eurogrupo que impõem a Portugal, à Espanha, à Grécia, uma travagem busca. A solução é sair do Euro?
Repare, os países mais fortes é que estão a exigir isto a Portugal. Porque é que não o fizeram em relação a economias mais fortes? Por exemplo, a Inglaterra tem um défice maior que nós. Alguma vez ouviu esta pressão?...
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Não tem a desconfiança das empresas de rating. Não está no Eurogrupo e tem uma capacidade de riqueza…
Sim, mas quem são as empresas de rating? As empresas no fundo, do nosso ponto de vista, são um instrumento dos chamados mercados do capital financeiro, dos grandes bancos, que um pouco com base…
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Os grandes bancos que emprestam dinheiro a quem vive acima das suas possibilidades.
Sim, mas repare: fomos envolvidos numa teia tendo em conta uma política de cedências, de abdicação da nossa soberania, tendo em conta erros que se cometeram com estes governos sucessivos. Mas a questão de fundo é que essas empresas e esse capital agem como um predador. Às vezes vemos aqueles filmes da lei da selva, em que os predadores atacam geralmente as presas mais vulneráveis…
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Se estivéssemos fora do Euro estaríamos mais vulneráveis.
Chamei a atenção para um facto: em 90, o Partido Comunista Português realizou uma conferência económica em que também, com uma capacidade de previsão e de análise, o meu camarada Álvaro Cunhal fez uma intervenção de fundo nessa matéria, vale a pena reler! Porque, a estes anos de distância, demonstrou-se que uma entrada precipitada na União Económica e Monetária, na Moeda Única, levaria inevitavelmente não ao reforço da nossa economia mas sim ao estrangulamento e à submissão dos interesses dos poderosos. Era a panela de ferro contra a panela de barro.
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É de admitir uma saída de países como Portugal do Euro, para voltarem a ter soberania monetária?
Esta União Económica e Monetária serve para quê? Podemos dizer, está inscrito no Tratado de Lisboa que funcionará o princípio da coesão económica e social. Grande declaração, um princípio saudável! A verdade é que nós verificámos com esta crise, cada um tratou por si - os mais fortes procuraram no essencial entalar os mais fracos.
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Não está a responder-nos. Ficamos no Euro ou devemos ponderar sair do Euro?
Agora não procurem criar uma situação ainda mais dramática com uma decisão súbita em relação a essa medida. O que pensamos é que esta União Económica e Monetária e o sentido que se dá à Moeda Única são inaceitáveis para o futuro de Portugal. Não exijam que digamos "mata e morre!", não é isso. Agora, confirmam-se todas as preocupações, e este sistema é profundamente injusto porque está ao serviço dos grandes, dos poderosos, do directório das potências, e não ao serviço desse princípio tão sacralizado da coesão económica e social.
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Discurso Directo com Jerónimo de Sousa

Eleição presidencial "não é preocupação imediata"

por JOÃO MARCELINO (DN) e PAULO BALDAIA (TSF)  Ontem 
Eleição presidencial "não é preocupação imediata"
O PCP já decidiu que vai apresentar um candidato próprio às presidenciais. Ele será obrigatoriamente um militante do partido, há hipótese de ser um independente? Quando é que esse anúncio vai ser feito? Se nos quiser dar a novidade em primeira mão…
Não posso dar novidade de uma coisa que ainda não sabemos. Mas de qualquer forma será uma candidatura do PCP. É uma decisão da direcção do Partido Comunista Português. Temos sempre um processo de avaliação amplo e democrático. Temos condições de apresentar um bom candidato que saia…
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Pode ser um candidato que volte a repetir uma candidatura anterior?
Não quero avançar, até podia ter a tentação por alguma fuga, mas o problema é este: decidimos um candidato próprio, essa decisão está tomada, vamos criar as condições no plano dos meios para o êxito dessa candidatura. Mas a verdade é que nós, desde as primeiras presidenciais, sempre decidimos e apresentámos o candidato ou candidata entre Agosto e finais de Outubro. Foi sempre a nossa decisão.
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A Festa do Avante! é uma boa altura?
É uma boa altura, mas mediante uma decisão do Comité Central, que ainda não decidiu. Sinceramente, não decidiu ainda. Temos tantos problemas, tanta coisa para fazer neste momento tão grave da vida nacional, que a estes dez meses de distância das presidenciais não é a nossa preocupação imediata e central.
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Mas se o colectivo do Partido Comunista Português decidir que faz sentido que seja o secretário-geral a avançar, ele como qualquer outro membro do Partido Comunista tem de estar disponível para essa missão?
Também depende da vontade do próprio, obviamente, mas quando há uma decisão colectiva com a participação desse próprio ou própria camarada que foram indicados ou assumidos pelo colectivo como o melhor candidato para defender essa importante batalha das presidenciais, obviamente com a vontade do próprio, nós aceitamos. Falou aqui de uma eleição em que, de facto, permitimos a vitória, ou, melhor dizendo, a derrota de Cavaco Silva, demos uma contribuição inestimável. Depois, fui candidato numa segunda e fomos até ao fim com um resultado muito interessante, de cerca de 9%. Mas é uma decisão que compete ao Comité Central, e não serei eu, com certeza…
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Se houver a hipótese de derrotar novamente Cavaco Silva, estarão disponíveis para apoiar um dos dois candidatos independentes que já avançaram? Um deles já tem apoio de dois partidos. Manuel Alegre ou Fernando Nobre: qual dos dois está mais próximo daquilo que são as ideias que o PCP defende para o exercício do cargo de presidente da República? Antecipando a possibilidade de uma segunda volta, naturalmente.
Permitam-me que clarifique uma questão que muitas vezes me faz confusão, a ideia de que a existência de mais candidatos, de mais candidaturas que vão surgir, penso eu…
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Ainda mais?
Sim, tem acontecido sempre em todas as eleições presidenciais. Com possibilidades maiores ou menores, não vou discutir isso. Por exemplo, não há dúvida de que Cavaco Silva vai ser candidato, já está em pré-campanha, inevitavelmente, mas ainda não anunciou!
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Cavaco Silva já está no lote daqueles que concorrem.
Mas ainda não anunciou! Mas, para além disso, numa primeira volta a existência de várias candidaturas, designadamente à esquerda de Cavaco Silva, e esta ideia que se se dividirem isso possibilita a vitória a Cavaco Silva, ora, a verdade é esta: se Cavaco Silva conseguisse, e oxalá que não, uma maioria de 50% mais um, tanto faz que estivessem dois, como três, como dez! E depois, por outro lado, uma candidatura do PCP tem um mérito inquestionável. Alguém se convence de que seria o dr. Manuel Alegre ou o dr. Fernando Nobre que potenciaria o voto, a participação e o empenhamento dos comunistas?
Se houver uma segunda volta, o Partido Comunista estará sempre ao lado do candidato que puder derrotar Cavaco Silva?
Que não nos doa a cabeça até lá! Temos tanta coisa para fazer, para pensar! Vamos ter um candidato, vamos ter uma intervenção destacadíssima, particularmente com a actualidade que ganhou a questão da Constituição da República Portuguesa, tendo em conta os anúncios, perigos de revisão, de subversão, vai ser uma referência fundamental para a nossa candidatura. Mas não nos peçam para dar resposta a uma questão que, do nosso ponto de vista, não está colocada com urgência, apesar da sua importância.
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Tem alguma importância a eleição do presidente da República, no contexto das dificuldades e das decisões que é preciso tomar em Portugal? Faz algum sentido se a personalidade eleita é de direita, de esquerda ou de centro?
Consideramos - partindo daquilo que é a função principal do presidente da República e que está consubstanciada no seu juramento, de cumprir e fazer cumprir a Constituição da República, esta é a missão, a função fundamental do presidente da República - que se estiver lá alguém que corresponda aos grandes interesses, que corresponda à direita, que não gosta da Constituição, acho que não é a mesma coisa que alguém que defenda a Constituição.
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Mas Cavaco Silva a esse nível tem tido um mandato exemplar. Ou não?
Mais por omissão do que por ataque à Constituição da República. A nossa crítica, fundamentalmente, em momentos decisivos, desde questões relacionadas com o Código do Trabalho, designadamente, com a legislação para a administração pública, com medidas negativas do Governo, em que Cavaco Silva, do nosso ponto de vista, para fazer cumprir a Constituição devia ter ido mais longe. Mas daí a afirmar que neste mandato houve sistemática violação da Constituição da República por parte do Presidente da República, nós não dizemos isso. Mas considero que, por omissão, a função presidencial não foi cabalmente cumprida, particularmente em grandes questões sociais, em questões particularmente de legislação do trabalho.
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Discurso Directo com Jerónimo de Sousa

Correntes que integram CGTP tornam-na uma "criação única" na UE

por JOÃO MARCELINO (DN) e PAULO BALDAIA (TSF)  Ontem
Sei que são os sindicatos que devem convocar as greves gerais, mas os partidos políticos têm posições políticas sobre a matéria. Há motivos para voltar a existir uma greve geral em Portugal este ano?
Na sua introdução já colocou o problema, é um direito das associações sindicais, um direito dos sindicatos, convocar greves, incluindo a greve geral. Nesse sentido, deixemos que as centrais sindicais, particularmente a CGTP, decidam livremente, autonomamente, sem ingerências.
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Se o líder do PCP tiver uma opinião sobre a matéria, está a ingerir-se na vida dos sindicatos?
Não, obviamente temos opinião, uma opinião sindical, tanto que temos uma política sindical.
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Qual é a sua?
Aquilo que considero é que as formas de luta, insisto, devem ser determinadas no plano unitário pelos sindicatos. Isso não invalida uma opinião. Analisando a gravidade da situação, a ofensiva que hoje decorre para os salários e para os direitos de quem trabalha, tendo em conta particularmente que por razões menores se fizeram greves gerais, aos trabalhadores mais tarde ou mais cedo vai colocar-se a forma de como vão desenvolver a sua resposta e a sua luta, tendo em conta esta grave ofensiva.
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Toda a gente sabe que a esmagadora maioria dos dirigentes sindicais da CGTP são militantes do Partido Comunista. Portanto, essas coisas discutem-se também no interior do partido. A posição do secretário-geral do PCP joga aí um papel importante, não quer reconhecer isso?
São muitos os dirigentes e delegados sindicais comunistas, mas eu não subestimava a participação - não sei se é maioritária se não, não fizemos essas contas - de muita gente sem partido, de socialistas, de católicos, de muita gente independente que constitui o que é hoje a CGTP- -Intersindical Nacional. Aliás, criação creio que única, com esta composição, no quadro da própria União Europeia. Acho que é uma riqueza deste movimento sindical português esta composição, particularmente a sua composição unitária. E as decisões que tomam devem - independentemente de termos opinião, e obviamente que temos - ser discutidas nesse espaço unitário que é a CGTP.
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domingo, novembro 15, 2009

MP precisa de meios para investigar processo "Face Oculta" sem ingerências, diz Jerónimo de Sousa



TSF 2009.11.15
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O secretário-geral do PCP exigiu, este domingo,meios para que o Ministério Público (MP) possa investigar o caso "Face Oculta" até ao fim, «sem ingerências do poder político e económico». Jerónimo de Sousa defendeu ainda a necessidade de legislação para combater a corrupção.
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No final de um almoço-convívio com militantes do partido na Quinta da Atalaia, no Seixal, Jerónimo de Sousa comentou as informações avançadas nos últimos dias pela comunicação social e exigiu meios para o MP investigar o processo "Face Oculta" «sem ingerências do poder político e económico».
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«Estas notícias dão-nos conta de uma dimensão inquietante da corrupção e da criminalidade económica e financeira e esta criminalidade corrói os alicerces da própria democracia. Inquieta-nos também que estes crimes possam ficar impunes», afirmou o secretário-geral do PCP.
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Jerónimo de Sousa considerou «uma exigência do Estado de direito» que a Justiça tenha condições para investigar todos os casos até ao «esclarecimento cabal», para que sejam apuradas todas as responsabilidades, condenando quem tiver que ser condenado e ilibando os inocentes.
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«Exige-se por isso que as autoridades judiciárias possam levar as investigações até ao fim, com os meios necessários e sem quaisquer ingerências do poder político e económico. Exige-se que haja garantias de que o Ministério Público possa conduzir as investigações necessárias com total autonomia», reiterou o líder comunista.
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Para Jerónimo de Sousa o combate à corrupção em Portugal precisa de «novas soluções», no «plano legislativo que corrijam soluções da responsabilidade do PS, PSD e CDS-PP que se estão a revelar erradas e prejudiciais à investigação».
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Mário Soares desvaloriza caso "Face Oculta" enquanto questão política




Mário Soares, desvalorizou a investigação do caso “Face Oculta”, afirmando, este domingo que, enquanto questão política, não passa de um «problema comezinho».
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Mário Soares entende que a comunicação social está a transformar o caso “Face Oculta” num caso máximo da Justiça de forma a conquistar audiências. 
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À margem do «Encontro sobre a Compaixão», na Mesquita Central de Lisboa, Mário Soares não se quis pronunciar sobre a investigação, afirmando que o caso “Face Oculta”, de que a comunicação social «gosta imenso», acaba por «maçar» as pessoas.
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No final, o antigo Presidente da República sublinhou que «é preciso que a Justiça não seja uma Face Oculta».
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sábado, setembro 12, 2009


As propostas da CDU para a reforma da política fiscal PDF Imprimir EMail
Quinta, 10 Setembro 2009
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euros2.jpgJerónimo de Sousa participou hoje numa Conferência sobre Perspectivas Fiscais para a Legislatura e a Recuperação Económica no CCB, organizada pela TSF e pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, onde apresentou as propostas da CDU para a reforma da política fiscal, propostas orientadas no sentido da superação da situação de injustiça fiscal hoje existente no país, capazes de dar um novo impulso a um desenvolvimento económico mais sustentado e com mais justiça social.

Senhoras e senhores
Caros ouvintes da TSF



Solicitaram-nos uma intervenção sobre as Perspectivas Fiscais para a Legislatura e a Recuperação Económica, mas como irão verificar tomámos a liberdade de acrescentar ao tema mais três palavras: com justiça social.


De facto, não podemos tratar desta matéria sem ter como pano de fundo esse objectivo. Isto é, os encargos públicos que a sociedade deve suportar, global e solidariamente, deverão ser repartidos entre os cidadãos e instituições que prosseguem fins lucrativos na proporção mais equilibrada possível, em função das respectivas capacidades contributivas.


O objectivo primeiro prosseguido por qualquer sistema fiscal, da cobrança de impostos em geral, é o de fornecer ao Estado os recursos financeiros necessários para fazer face às despesas em que este incorre com a realização das funções que lhe estão atribuídas.


Em Portugal verifica-se, por um lado que o volume de impostos arrecadados pelo Estado é insuficiente para corresponder às despesas necessárias, daí decorre a problemática do nível dos défices orçamentais.


Por outro lado, igualmente se regista no nosso país uma arrecadação de receitas de forma injusta, sem ter em conta as capacidades contributivas de cada um.


Mostram-no quer o enorme peso relativo dos impostos indirectos no total das receitas fiscais, 58%, quer o facto incontestável de os rendimentos do trabalho serem excessivamente tributados quando comparados com os rendimentos de capital e com o património.


As forças políticas de direita defendem a ultrapassagem do desnível entre receitas e despesas através da redução do papel do Estado na sociedade a um mínimo de subsistência. É uma opção de natureza ideológica. Uma opção que se ilude ao sabor dos interesses eleitorais, como é o caso do PSD, que, por exemplo, em relação ao Pagamento Especial por Conta, muda de posição conforme é governo ou oposição.


Mas há igualmente forças políticas que ideologicamente dizem defender um Estado social forte mas que, quando no Governo, praticam uma política orçamental conduzindo ao objectivo prosseguido por aquelas mesmas forças políticas.
É este o caso do actual Governo do PS, que estabeleceu a redução do défice orçamental como objectivo estratégico e reduziu o défice orçamental com base, essencialmente no corte das despesas com pessoal, na redução substancial das novas reformas dos trabalhadores, na desprotecção dos desempregados, no aumento das taxas moderadoras e na redução das comparticipações em medicamentos no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, no estrangulamento financeiro do sector do ensino e na diminuição nominal do investimento público.


A nossa perspectiva sobre o controlo do défice orçamental é necessariamente outra, completamente diferente.
Sem prejuízo dos exigíveis rigor e eficácia da despesa pública, o défice orçamental deve ser contido em limites adequados e sustentados na perspectiva macroeconómica através de um aumento das receitas do Estado.


E para que isso seja possível, sem esbulho dos que já hoje pagam bastante, impõe-se o alargamento da base tributária e a reorientação dos recursos resultantes da actual floresta de benefícios fiscais que aproveitam aos grandes rendimentos de capital e aos mais elevados rendimentos singulares, para as tarefas da promoção do desenvolvimento económico geral, particularmente para o desenvolvimento dos sectores produtivos nacionais e para apoiar a dinamização da alteração do perfil de especialização produtiva do país, com mais inovação e desenvolvimento tecnológico.


A superação das actuais injustiças e iniquidades fiscais e as necessidades de promover a modernização e o desenvolvimento do país exigem a tributação de todos os tipos de rendimentos e de acréscimos patrimoniais e a repartição mais equilibrada dos impostos sobre os rendimentos do trabalho e os da propriedade.


Nesta perspectiva elencámos aquelas que são as principais linhas de força que devem sustentar a reforma fiscal que defendemos para a próxima legislatura e que entendemos permitirá viabilizar financeiramente um Estado social forte, impor a justiça e equidades fiscais e permitir a recuperação económica, a pensar particularmente no universo das micro, pequenas e médias empresas que são, sem dúvida, as que enfrentam as maiores dificuldades face à crise e as que dão uma contribuição decisiva no plano do emprego e da criação de riqueza.


Permitam-me que comece pelos impostos indirectos, por razões sociais e por razões económicas.


Já afirmei o peso excessivo dos impostos indirectos, cerca de 58%, das receitas fiscais arrecadas pelo Estado e dentro destes, o peso do imposto sobre bens de consumo (IVA), cerca de 33% do total da receita fiscal.


Os impostos indirectos são pela sua natureza impostos cegos, pelo que tanto os pagam os ricos como os pobres, com uma agravante a de que é muito maior a percentagem dos orçamentos familiares das famílias com mais baixos rendimentos que são gastos em despesa de consumo e como tal sujeitas a este imposto.


Por outro lado, quer o aumento do IVA, quer o diferencial das taxas praticadas no nosso país, nomeadamente a nossa vizinha Espanha não só cria dificuldades acrescidas a uma parte significativa do nosso território transfronteiriço, como é mais um contributo para a retracção na procura.


Neste sentido defendemos aliás na nossa proposta de política fiscal a redução das taxas do IVA, designadamente da taxa normal de 20% para 19%, a eliminação da dupla tributação que hoje se verifica com o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) e com o Imposto Sobre Veículos (ISV) e da mesma forma que do lado das empresas defendemos a redução dos prazos do seu reembolso.


Quanto à tributação do rendimento das pessoas singulares (IRS), o chamado imposto sobre o rendimento das famílias, ele é hoje um imposto que praticamente só incide sobre os rendimentos do trabalho, sendo necessário transformá-lo, de facto, num imposto único sobre todos os rendimentos auferidos pelas pessoas singulares (famílias).


Isso passa, para lá da tributação das mais-valias, pelo englobamento da totalidade dos rendimentos de capitais e consequentemente eliminação de todas as taxas liberatórias, que deveriam restringir-se aos rendimentos auferidos por não residentes e aos prémios de jogos.


Em contrapartida, como forma de baixar o IRS sobre os rendimentos do trabalho mais baixos, defendemos o aumento da dedução específica sobre os rendimentos do trabalho, dos 72% do salário mínimo nacional actuais, para os 80% já em 2010 e de forma a se atingir os 100% do salário mínimo nacional até 2013.


Medidas de justiça social, mas também contributo para reforçar a capacidade aquisitiva das camadas populares de menores rendimentos.


No âmbito do imposto sobre o rendimento de pessoas colectivas (IRC), o imposto sobre o rendimento das empresas, as nossas propostas vão no sentido de melhorar a situação fiscal das micro e pequenas empresas e melhores condições para enfrentar a crise e garantir que as actividades com mais elevados resultados e rentabilidade, como é o caso do sector financeiro e das empresas dos grandes grupos económicos assumam uma efectiva participação nas receitas do Estado.
Assim, consideramos necessárias as seguintes alterações:


- diminuição em 10% da taxa geral do IRC passando de 25% para 22,5% aplicável às micro empresas (volume de negócios inferior a 10 milhões de euros), em contrapartida agravamento em 10% da taxa de IRC passando de 25% para 27,5% na parte dos lucros empresariais superiores a 50 milhões de euros;


- garantia de uma taxa efectiva mínima de IRC na Banca de 20%;


- taxa de IRC de 40% sobre os dividendos distribuídos;


- Eliminação do Pagamento Especial por Conta para as Micro e Pequenas Empresas


No que se refere aos benefícios fiscais, o seu montante financeiro e consequentemente a despesa fiscal anualmente suportada pelo país é imoral e insustentável.


Só no ano passado o montante desses benefícios fiscais acendeu a 1 300 milhões de euros e se juntarmos a esses os benefícios fiscais atribuídos pela Zona Franca da Madeira, mais 1 796 milhões de euros, chegamos aos 3 096 milhões de euros.


Isto é, o total destes benefícios fiscais de que beneficiaram fundamentalmente os grandes grupos económicos e financeiros representaram cerca de 7,6% das receitas fiscais totais arrecadadas em 2008.


Consideramos necessária uma profunda revisão do Estatuto dos Benefícios Fiscais, visando a eliminação da generalidade dos benefícios concedidos a rendimentos e operações financeiras e que conduzem a que na prática as empresas paguem uma taxa efectiva de IRC bastante inferior à taxa nominal, em favor de empresas e actividades produtivas, sempre com carácter provisório, que contribuam efectivamente para o crescimento e desenvolvimento económico e social do país através da inovação, investigação, formação profissional, grandes projectos de investimento estruturantes e desenvolvimento das zonas interiores e os decorrentes de acordos internacionais.


Defendemos assim que deve ser posto fim aos benefícios concedidos às zonas francas da Madeira e da Ilha de Santa Maria nos Açores.


Da mesma forma consideramos indispensável acabar com todos os paraísos fiscais existentes no mundo e que mais não servem do que ser fundamentalmente espaços financeiros onde é feita a lavagem dos capitais resultantes de actividades económicas ilícitas.


Vale a pena lembrar aqui, que só nos últimos 6 meses o Banco de Portugal registou a saída do país de 5 mil milhões de euros para paraísos fiscais e de que essa saída de capitais foi de 9,3 mil milhões de euros em 2008, 12,2 mil milhões em 2007 e 13,2 mil milhões de euros em 2006.


A não taxação destes capitais constitui para o nosso país uma quebra nas suas receitas fiscais de muitas centenas de milhões de euros.


Quanto às contribuições efectivas para a Segurança Social, do nosso ponto de vista é errada a ideia espalhada pelo actual Governo e vista com bons olhos pela direita, de que a redução das contribuições sociais para a segurança social, a redução da chamada taxa social única, constitui uma medida eficaz de estímulo ao emprego.


Esta medida sustenta-se na convicção ideológica de que o desemprego resulta essencialmente dos elevados custos do trabalho, o que não é verdade já que o trabalho representa pouco mais de 20% dos custos totais das empresas.
Enquanto os custos financeiros que as empresas suportam, os custos com a energia, com os transportes, com as comunicações, pesam hoje em muito casos mais do que os custos com o trabalho.


Para além de tudo isto todos sabemos que o desemprego depende fundamentalmente da escassez da procura.
Quando a procura se reduz, as empresas deixam de vender, param de produzir e encerram, e não é a redução da taxa social única defendidas pelo PS, PSD e CDS, que as levará a reabrir as portas.


O que a Segurança Social necessita é do aumento das contribuições sociais, de forma a assegurar pensões e reformas dignas para todos os pensionistas e reformados e não a redução cega da taxa social única.


Por essa razão defendemos a diversificação das fontes de financiamento da Segurança Social, deixando as contribuições sociais para a Segurança Social de depender apenas dos salários pagos e passando a incidir também, de forma integrada e ponderada, sobre o valor acrescentado gerado nas empresas.


Desta forma seria possível reduzir a carga contributiva sobre as empresas que geram mais emprego e fazer com que as empresas capital-intensivas contribuam, mais adequadamente, para o financiamento solidário do sistema da segurança social, garantindo em permanência, a sustentabilidade do sistema.


Por fim, no que à tributação do património diz respeito, ela é insustentavelmente ineficiente e iníqua.


Hoje, a maior e mais gorda parcela do património não é tributada, pois as principais formas de constituição dos patrimónios individuais privilegiam a acumulação de bens mobiliários (como acções, obrigações, títulos de dívida pública, etc.).


Um imposto geral sobre o património é um elemento essencial num sistema fiscal que se pretenda baseado no princípio da capacidade contributiva.


Como característica determinante desse imposto, é essencial que ele incida sobre o património mobiliário e imobiliário.


A actual exclusão de tributação da riqueza mobiliária significa a opção por uma política de benefício, ilegítimo e escandaloso, da riqueza, dos rendimentos e das aplicações e actividades financeiras.


Porque, nos dias de hoje, os detentores de grandes fortunas não as têm aplicadas em prédios, mas sim em acções, em títulos e em participações em fundos da mais diversa natureza ou em obras de arte.


Em conclusão as nossas propostas de política fiscal para a próxima legislatura que atrás aflorei e que entendemos poderem contribuir para a recuperação económica, procuram dar resposta às cinco principais e mais graves injustiças do nosso sistema fiscal:


1. Combater o crescente peso dos impostos indirectos (Imposto sobre o valor acrescentado (IVA), Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), Imposto de Selo (IS), etc..) face aos impostos directos sobre o rendimento (IRS e IRC) e sobre o património, que em 2008 era de 58% e 42%.


2. Combater o peso excessivo do IVA na receita fiscal total. Constitui o principal imposto e representa 33% da receita fiscal total.


3. Combater a crescente desproporção que se verifica entre o imposto sobre os rendimentos das famílias (IRS) e o imposto sobre os rendimentos das empresas (IRC), que em 2008 correspondiam respectivamente a 23% e 15% da receita fiscal total.


4. Taxar de forma eficaz o património mobiliário das famílias;


5. Combater o peso que no imposto sobre o rendimento das famílias (IRS) tem o imposto pago pelos trabalhadores por conta de outrem, cerca de 80%


Estas nossas propostas têm impacto orçamental muito positivo já que para além de contribuírem para uma muito maior justiça fiscal, e desta forma contribuírem para um menor desequilíbrio na distribuição dos rendimentos, pondo a pagar mais impostos quem mais pode, permitirão ao Estado aumentar consideravelmente a arrecadação das suas receitas fiscais e garantir também recursos para apoiar as tarefas do desenvolvimento económico.


Se nuns casos se verifica a redução da receita fiscal arrecadada, como acontece com a redução do IRS a pagar pelos trabalhadores com rendimentos mais baixos e com a redução do IVA e do IRC das Micro, Pequenas e Médias Empresas, noutros a receita fiscal arrecadada aumentará consideravelmente, como é o caso do IRC sobre a Banca, o IRC sobre lucros superiores a 50 milhões de euros, o IRC sobre dividendos distribuídos e a redução dos benefícios fiscais.


A nossa contribuição para a reforma da política fiscal aqui fica em síntese, abertos que estamos à consideração de todas as contribuições alheias que visem superar a actual situação de injustiça fiscal no país e dar um novo impulso a um desenvolvimento económico mais sustentado e com mais justiça social.

domingo, agosto 05, 2007



Confederações querem possibilidade de despedimento por razões ideológicas
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As confederações patronais pretendem que venha a ser possível o despedimento por motivos políticos ou ideológicos, defendendo por isso o fim do artigo da Constituição que impede esta possibilidade. Em conunicado, estas confederações defendem ainda a limitação da greve aos interesses colectivos profissionais.
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As confederações patronais pretendem eliminar da Constituição o artigo que impede o despedimento de trabalhadores por motivos políticos ou ideológicos, uma vez que esta situação limita o despedimento individual.
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Em comunicado, o conjunto das quatro confederações patronais portuguesas também defendeu uma alteração à lei da greve com a limitação das paralisações a ter que ter a ver com os interesses colectivos profissionais dos trabalhadores directamente implicados.
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Estas confederações querem ainda reduzir o poder dos sindicatos no que toca aos contratos colectivos de trabalho, pretendendo também que as Comissões de Trabalhadores fiquem sem participação nos processos de reestruturação e na gestão das empresas.
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Estas associações patronais desejam ainda que possa ainda vir a ser possível despedir trabalhadores por perda de confiança, inadaptação ao trabalho, bem como por motivos de renovação de uma empresa.Este comunicado foi assinado pela Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), pela Confederação da Agricultura Portuguesa (CAP), pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e pela Confederação do Turismo Português.
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in TSF on line 2007.07.20
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imagem - Caça às bruxas

terça-feira, junho 19, 2007

O deserto ao sul do Tejo, segundo Mário Lino

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades em Setúbal










- Reportagem Exclusiva -







2ª Edição, revista e aumentada, com publicidade gratuita ao «Repórter de Setúbal»








Veja o que ninguém mais desvendou
















Nós Estamos SEMPRE onde está o Acontecimento



























Este é o Nosso LEMA e o Nosso LEME

















O Repórter defensor das Boas Causas - (criação de Hergé)









O Repórter dirigindo-se para ....











... o buraco negro de Linux ...























Tempestade sobre Cetóbriga ...









(Foto de Victor Nogueira)


































... e o Espírito Santo pairando sobre ....



















... uma reunião do Gabinete de Concertação Estratégica cujos resultados estão expressos ...


















... AQUI









(foto de Victor Nogueira)
























1º modelo de figurante: o Alegre «Zé Povinho»






















2º modelo de figurante: De Vª Excelencia, Mui Atento, Venerador, Devedor e Obrigado ! Modelos F/M









In Illo Tempore, de Linux









(não confundir com o génio estilo Bill Gaitas)


















Ao fundo vê-se a Pedra Furada, declarada Monumento Natural, Pré-Histórico, de constituição calcárea e ferruginosa, que o PS/Mata Cáceres, por influência de Galopim de Carvalho, desistiu de arrasar, por se tratar dum caso único (Parece que há mais outro algures). Consta que as suas grutas abrigaram populações pré-históricas.






















Pormenor da Pedra Furada, vendo-se os efeitos da erosão








Sobre lendas ir até














e sobre a realidade com memórias dar um pequeno salto a












(Foto de Victor Nogueira)
























Pinturas rupestres


















O Estuário do Rio Sado, «consumido» pelas areias do Deserto e que em tempos pré-históricos foi considerado situar-se Cetóbriga na Margem Esquerda do Tejo. Na verdade situa-se na Margem Direita do Sado. Reparem na riqueza e «dubiotatividade» da língua portuguesa, para trocadilhos de mau-gosto. Daí a preferência pelo independente inglês técnico do Bill Gaitas. É fácil e cabe num vulgar A4, sem mais comentários.















Foto do autor da Teoria do Deserto na Margem Esquerda do Tejo
























Ding Dong Alegremente nas Alturas Os sinos de Natal estão tocando Ding Dong repetem alegremente Todos os anjos estão cantando Gloria, Gloria Hosana nas alturas Ding Dong cantam todos os sinos Soando a história do Natal Ding Dong o som de boas novas O Filho de Deus está vindo na glória Gloria, gloria Hosana nas alturas Ding Dong, alegremente nas alturas Os sinos de Natal estão tocando Ding Dong repetem alegremente Todos os anjos estão cantando Gloria, Gloria Hosana nas alturas









Sano di Pietro - o Anjo da Proclamação para os Pastores (metade do século XV).


















Planos e Medições para a reconstrução dos cenários de Cetóbriga, na deserta margem direita do Rio Sado
















Visita de Engenheiros, Arquitectos e outras Sumidades ao Local da Obra.






















Os técnicos concebendo, estudando e planeando a concretização dos vários cenários e modelos




















Gabinete de Trabalho dos Técnicos Responsáveis pelas Obras Públicas e outras.




















Modelo Tipo de Camelos que se recusaram abrilhantar as cerimónias, assobiando e vaiando, demonstrando uma enorme falta de civismo e gratidão por quem lhes come as papas na cabeça. Alguns conseguiram escapar e levaram a deles avante, isto é, por diante, mas foram devidamente admoestados pelos sócios da Firma Jota S, de Setúbal, sobretudo na blogosfera. Para evitar «desmandos», tanto quanto possível os «ditos» camelos devem andar pela arreata, tarefa difícil para alguns mais renitentes ou teimosos como jumentos, metaforicamente falando.










Proposta de modelo de Guarda Pretoriana - Rejeitado, por não se tratar dumas Comemorações Históricas e pelo seu armamento estar completamente fora de moda, apesar da Cruz de Malta (ou Malte?).



















Proposta de modelo de Guarda de Honra - Rejeitado, por não se tratar dumas Comemorações Históricas e pelo seu vestuário estar completamente fora de moda e ser demasiado «british", sem traços do «amigo americano» (também, título dum livro da escritora policial Patrícia Higsmith, que aprecio, tal como Ruth Rendell).
























Proposta de vestuário tipo modelo de pedinte - Rejeitado, por não se tratar dumas Comemorações estilo «Misericórdia» e pelo seu vestuário estar completamente fora de moda e ser pecaminoso, ofendendo a moral e os bons costumes.









(Cartoon - Salteiro)




















Proposta de modelo de Sem-Abrigo, com cama e cobertor - Rejeitado, por não corresponder às teorias do Oásis, do Pelotão da Frente e do Crescimento a 3%, entre outras, apesar de ser claramente um sem-abrigo com posses, como a cama, a almofada, o cobertor e o travesseiro demonstram inequívocamente




























Proposta de Modelo do sexo masculino - Aprovado, desde que se tapem as vergonhosas e pudibundas miudezas.









Para aumentar os seus conhecimentos pode dar um saltinho até ... http://pt.wikipedia.org/wiki/Kouros




















Proposta de Modelo do sexo feminino - Aprovado, desde que se tapem as vergonhosas e pudibundas miudezas. (Quem tiver «nessecidade» vá procurar o Play Boy ou equivalente noutro sítio. Este é um blogue sério e respeitador)

























Proposta de modelo de carro Presidencial - Excluído por ser muito lento e não ser à prova de balas, bomba ou mísseis.









(Azulejos de Eduardo Nery)


















Proposta de modelo de carro Ministerial - Rejeitado por exigir muito tento no bater dos dentes na língua e sentido do equilíbrio. Não aconselhável a personalidades com tonturas, mau-génio ou libidinosas.





































Proposta de veículo para a Plebe - Não aprovado porque as mulas, asnos, burros e jumentos estão aparentemente em vias de extinção, substituídos pelos cavalos de maior ou menor cilindrada.

























Proposta de Veículo para a Juventude - Reprovado por não deslizar nas areias do deserto.




















Mula, asno, burro ou jumento, espécies em vias de extição sem planos de salvaguarda destes animais que tanto ajudaram a humanidade, desde a lavoura e tirar água das noras para as regas, passando pelo transporte de carroceiros, abades, João Semana (ver Júlio Dinis), Sancho Pança (ver Cervantes) ou escudeiros (para além do anterior, ver Duarte d'Armas). Trata-se duma foto de «arquivo« semi-morto.


Sobre Duarte d'Armas e seu escudeiro ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_das_Fortalezas


























Modelo de Figurante Aprovado por unanimidade e aclamação - Alta Personalidade.







Para reconstituir, imprimir, cortar pelo tracejado, dobrar e usar uma boa cola-tudo











Modelo de vestimenta Tipo Desportivo para Secretária ou «acessora» polivalente, sujeita à flexi-segurança neo-liberal e rançosa.



















Modelo Tipo de indumentária para Secretária ou «acessora», mais para o clássico



















Modelo Tipo de vestuário e pose para Secretária ou «acessora», mais para o juvenil. Alguns modelos por vezes chupam toneladas de pastilha-elástica por dia, mastigando e dando ao dente sem cessar.



















Modelo tipo de sorriso para Secretária ou «acessora». Também existem amoostras idênticas, de cor laranja ou azul amarelado.




















Modelo tipo de Guarda-Costas ou «acessor» estafeta. É pequenino para mais facilmente passar desapercebido e rasteirar quem fôr considerado o «inimigo» ou «mal intencionado». Há um subtipo estilo tira-tapetes. mesmo que sejam os de bébés de incubadora, estilo santanetes ou fernandez nobeiral da nogueira


















Modelo tipo único para Chefe de Gabinete ou «acessor» limpa gafes.
















Modelo tipo Verão, em prova fotográfica negativa, de frequentador de antecâmaras do Poder alcatifado. Estes figurantes podem ser de vários subtipos como os da União dos Garotelhos Tira-o-tapete, Clube dos Inimigos do Povo, Clube Desunha-te Sai-daí, Federação d'Escape dos Sacripantas Artolas Penduricalhados, Albergue dos Indigentes Portugueses, Confederação dos Artistas Patudos, Confederação Generosa do Caraças & Etc. Existem fatiotas de várias cores, sendo predominantes o amarelo, laranja, rosa, preto ou castanho esverdeado.














Vários tipos de Modelo de indumentária para gente «dernier cri»





N.B. - Em jargão independente do inglês técnico, estilo Bill Gaitas adaptado ao Jardim à Beira-Mar/Rio Plantado, todas as indumentárias anteriores destinam-se a comprovados/as «bóis» ou «gâles»





(Foto de Helmut Newton)








Vestuário típico de Mulher popular do «Deserto» (pormenor)


























Vestuário típico que os fundamentalistas dos Movimentos Pr'ó Vida querem impôr às fêmeas mo «Deserto». Para estes Movimentos não se incluem os electrocutados/as, pendurados/as pelo pescoço, apedrejados/as até à Morte, gaseados/as ou «tiroteados/as» ou «queimados/as» «desempregados/as», esfomeados/das porque estes/as, não sendo filhos/as de Deus (Amen! ou Alá é Grande e Misericordioso!) sofrem o justo castigo divino quando não têm Arte, «amigos» ou sabão tira-nódoas suficientes.











Modelo de esquadria para os recantos




















Modelo de estrutura metálica





(Foto de Victor Nogueira - Lisboa - Centro Cultural de Belém)









Estrutura de betão armado para aguentar as fachadas.






















Modelo de argola para prender os camelos.
















Esboço da fachada de edifício a contruir.





















Vários Modelos de portas «modernaças»



















Modelo de janelas (Há outros modelos disponíveis)









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Modelos para casas pré-fabricadas, com vista para o Estuário do Sado e Península de Tróia (qualquer semelhança com a do cavalo é pura coincidência)





Se tiver tempo saiba mais sobre o Cavalo de Tróia em:




















Modelo de figurante numa casa de fachada, com vista para o Jardim da Beira-Mar, Estuário do Sado e Península de Tróia.



















Descarga de materiais no local da obra












A equipa de Encarregados de Obras que permitiu a «realização» do Trabalho.











Uma das Equipas de Operários e ajudantes dirigindo-se para os vários estaleiros da «Obra»




(Foto de Thomas Dworzak) - «Ter 20 anos em Kabul»
























Caderno de Encargos incluindo Manual de Saúde e Segurança no Local de Trabalho






















Toque para o início dos «trabalhos»












Operário montando uma estrutura metálica






















Operário fazendo medições num dos locais da Obra.
















Outra imagem de operários erguendo estruturas metálicas.




















Operário erguendo uma barreira de protecção, não fosse o Diabo tecê-las.




















Vítimas de Acidentes de Trabalho ou Dias de Revolta?





















Local do Deserto onde se pensava que estava soterrado o Viaduto das Fontaínhas.
















Nada mais errado! Início da reconstrução do Viaduto das Fontaínhas.(Mais uma das habituais derrapagens nos custos da OBRA)

















Reconstituição do Viaduto das Fontainhas, uma OBRA exemplar do consulado do PS/ Mata Cáceres, tal como o o viaduto da Avenida D. Manuel II que práticamente só serve para ligar o Bairro Santos Nicolau ao Supermercado LIDL (passe a publicidade)




Os automóveis foram gentilmente cedidos pelos Estúdios de Hollywood, graças às boas relações entre o «amigo americano» e José ex-Tinta Paredes (não confundir com José Estaline, que há muito está a fazer tijolo para outra OBRA). Se vir com atenção, reconhece alguns dos figurantes para representar em Cetóbriga, no Deserto ao Sul do Tejo. Por falta dos planos originais, não foi possível reconstituir com fidelidade esta Obra d'Arte que separou o histórico e secular Bairro das Fontainhas, da vista para o Estuário do Sado.


















Reconstituição do Centro Histórico, perto das Portas do Sol, vendo-se ao fundo, à esquerda, vestígios da muralha medieval. Notável este preciosismo na reconstrução duma cidade que havia sido irremediavelmente «consumida» pelos áridos dias quentes e gélidas noites do Deserto ao Sul do Tejo, segundo Linux.





(fotografia de Victor Nogueira)















Reconstituição da fachada principal da Igreja de S. Julião





(Fotografia de Victor Nogueira)



















Fotos de traseiras das fachadas que as Altas Individualidades não tiveram ocasião ou tempo para verem. Ao fundo vê-se a magnífica reconstituição provisória do Estuário do Rio Sado, outrora confinante com a Reserva Natural do Estuário do Sado e com o Parque Natural da (Serra) da Arrábida. O referido Estuário também fez parte do Clube das Baías Mais Belas do Mundo, antes da desertificação. O Estuário foi reconstituído graças à transferência das àguas da Barragem do Alqueva, um notável trabalho de engenharia hidráulica desenvolvido por engenheiros inscritos na ORDEM, graças ao uso das tecnologias de ponta, aos choques tecnológicos e ao Simplex.





(fotografia de Victor Nogueira)

















Manifestação de alegria dum operário após a conclusão da Obra de fachada. (ou será fechada? ) Que raio de letra a minha cujos gatafunhos nem eu próprio por vezes consigo decifrar !










Operárias manifestando a sua alegria






(Cartaz - Mulheres são as Companheiras da Revolucão-Irão -c 1979 )














Manifestações de outros operários pelo mesmo motivo.





(Painel - Escravatura por Abelardo da Hora - Recife)


















Manifestação de alegria idêntica do Técnico Supervisor Geral da OBRA.


















Início da «partida» das Altas Personalidades e FIGURANTES («bóis», «gâles» e outros adeptos) para Cetóbriga, a fim de darem «brilho» às Comemorações estilo três n'uma.






(Fotografia de Affonso Romano)


Viagem de pessoas de menos posses a cavalo em cavalos. Não consigo distinguir se o animal solitário é uma hiena, um lobo, uma raposa ou um canídeo, nem quais as suas intenções e porque ficou na fotografia de ...



(... Valdemir Cunha)










Amazona (não confundir com A Mázona) dirigindo-se para Cetóbriga.












A Guarda Avançada, montada em verdadeiros Camelos, dirigindo-se para Cetóbriga, bandeiras desfraldadas ao vento suão.











Reconstituição dos laranjais de Cetóbriga que existiam na antiga Várzea, solo agrícola de 1ª, ocupada por betão armado e tiras de asfalto. Deste modo o famoso doce de Cetóbriga desapareceu, havendo hoje por aí umas imitações baratuchas.


(Foto de Victor Nogueira)









Reconstituição da placa central da Avenida Luisa Todi. Reparem na fidelidade: nem o coreto e o velhote sentado à sombra escaparam.


(Fotografia de autor não identificado)








Recuperação fenomenal duma antiga caixa de correio. Note-se o pormenor da indicação das horas de tiragem da correspondência. Modelo emprestado pela cidade de Beja




(Fotografia de Victor Nogueira)












Recuperação impressionante duma raríssima tabuleta indicadora de venda de selos ou local onde se podia levantar e expedir correspondência. Normalmente situavam-se nas aldeias, sobretudo em mercearias com taberna acoplada, por vezes com mesas para jogatinas,









Notável reconstituição, embora não completamente fiel, duma Escola Primária Conde de Ferreira, riquíssimo benemérito «brasileiro» torna viagem e que deixou em testamento pilim para construir uma série delas por todo o Portugal. Este modelo é de Fafe e o jazigo do Conde onde se situava o Clausto do referido antigo Convento do Carmo, derrubado pelo terramoto de 1755. Do lado esquerdo construiu-se uma sala de cinema que, nas vascas da agonia, se especializou na exibição de filmes pornográficos, estando hoje em ruínas. À direita situa-se uma esquadra da PSP. Defronte, o antigo Salão Cental do Povo, que originou mais um banco e, ao lado deste, a antiga sede dum sindicato de operários ligados à indústria conserveira, que não foi «classificado» e hoje alberga uma agência imobiliária. Não tenho digitalizadas as fotos da sala das Assembleias Gerais, no 2º piso, que não sei se foi «conservada»




Mais informação sobre o Conde de Ferreira pode ser consultada em











Excelente reconstituição duma cabine telefónica de modelo espalhado por todo o País, em vias de extinção, substiuidas por uns «palitos» concebidos por quem nunca utilizou cabines telefónicas modelo «british» nem costuma andar a pé em dias de chuva repentina.


Com efeito, estas cabines, como a da foto, não só serviam para telefonar como para pousar resguardamente os embrulhos, sem receio de roubos, para além de terem um suporte onde se podia consultar a agenda ou tomar anotações num qualquer pedaço de papel. Também em caso de chuva repentina serviam de abrigo provisório a quem nas proximidades se encontrasse, como aconteceu por vezes comigo in «illo tempore».



Quem quiser revê-las las deve ler os albuns de BD do Mortimer (Jacobs), onde aparecem frequentemente.



(Foto de Paulo Gonçalves)






Reconstituição duma antiga porta, daquelas rijas e que resistiam às patadas, com a característica aldraba, no tempo em que não havia campanhias eléctricas, nem condomínios fechados, nem vídeo-vigilância.




Tenho uma enorme colecção fotográfica de aldrabas dos mais variados modelos, algumas muito curiosas, mas poucas estão digitalizadas.




(Fotografia de Victor Nogueira)








Comentários idênticos ao anterior. Neste modelo vê-se a caixa do correio, no tempo em que havia carteiros de verdade e duas ou três distribuições diárias.


(Fotografia de Victor Nogueira)









Pormenor duma porta, com o postigo protegido por uma artística grade, como artístico é o puxador para fechar a porta. Tal como os dois anteriores, trata-se dum modelo em vias de extinção, embora ainda se encontrem em certas zonas, outrora mais abonadas, de Centros Históricos (Modelo proveniente do Cartaxo)


(Fotografia de Victor Nogueira)







Reconstituição da Jóia da Coroa, o antigo Convento de Jesus (dos primórdios do manuelino e da ama de D. Manuel I), depois Hospital da Misericórdia e seguidamente Museu de Setúbal, encerrado desde o milénio passado para obras de conservação e reparação, estilo Santa Engrácia. Notável a sua valiosa colecção de pintura dos chamados «pimitivos» portugueses, em exposição num barraco anexo.



Para um breve roteiro turístico pelo Deserto ao Sul do Tejo convido-vos a visitar: http://www.portugalvirtual.pt/_tourism/costadelisboa/costazul/historia.html








Calçada à portuguesa feita às três pancadas, pois já não existem mestres calceteiros de obras primas como outrora.












Reconstituição do portal manuelino lateral da Igreja do Convento de S. João, que não foi transformado em entulho na sequência de muitos terramotos que assolaram Cetóbriga. Outro exemplar notável encontra-se na porta lateral da Igreja de S. Julião. Reparem na graciososidade no tratamento da pedra. Hoje já não há artistas com esta capacidade, competência e orgulho profissionais. Aqui costuma estar um «artesão» que faz e expõe sobretudo reproduções de bicicletas em fio de electricidade, de várias cores, para vender.


(Foto de Victor Nogueira)









Reconstituição do imponente e impositivo Forte de S. Filipe e da Península de Tróia (entregue ao Mecenas BA), Já mais acima se falou da reconstituição do Estuário do Sado, para as Comemorações etc (o nome é muito comprido). Note-se que este forte, construído durante a ocupação castelhana dos Filipes, servia para a defesa do estuário do Sado e, simultâneamente, contra as revoltas populares dos habitantes de Cetóbriga. A talhe de foice diga-se que os setubalenses sempre foram muito revoltosos, em épocas que já lá vão. Vejam que a D. Amélia, esposa do Senhor D. Carlos I, quiz fazer uma estância real de férias no forte do Outão. Mas os setubalenses tê-la-iam recebido tão mal que ela abalou para não mais voltar, «doando» as instalações do Forte para Hospital Ortopédico. Tive ocasião de ver as instalações «reais» abandonadas e fechadas ao público. Os ares eram bons, mas depois da construção da cimenteira passou a haver muita poluição. Hoje em dia os setubalenses e algumas forças vivas de Cetóbriga querem o encerramento daquela unidade fabril e quanto à co-incineração, nem vê-la. Vamos ver o que sucede, pois não conseguiram impedir o encerramento do SADU (Serviço de Atendimento a Doentes Urgentes) e agora, durante o dia, no Centro de Saúde de S. Sebastião aumentou a confusão e depois das 20:00 ninguém está «autorizado» a ficar doente.
Uffa, estou farto de escrever. Estava distraído e vocês que me leêm deveriam ter chamado a minha atenção para este lençol.











A beleza da poluição ao pôr do Sol em Cetóbriga, vista da Mitrena.




(Fotografia de Victor Nogueira)









Outra perspectiva da beleza da poluição ao pôr do Sol em Cetóbriga


(Fotografia de Victor Nogueira)









Um simpático golfinho





Golfinhos temporariamente trazidos para o «provisoriamente» reconstruído Estuário do Sado. Reparem na sua alegria e acrobacias. Emociono-me, deixo cair a «máscara» e comento convosco: «São mesmo muit'a giros, não são ?» Quase que parecem «humanos», outra espécie em vias de extinção ! »






Lembram-se de «Uma gaivota voava, voava ... ?









(Fotografia do autor do blog http://salpicos.blogs.sapo.pt/12721.html )




Se quiser saber mais sobre a Gaivota pode fazer um desvio por: http://www.minerva.uevora.pt/web1/jornalmar/desafios.htm












Reconstituição da Praça do Bocage, segundo risco do meu amigo Arqº Sérgio Dias, com a estátua do vate em primeiro plano e ao fundo a Igreja de S. Julião, com o portal manuelino acima referido. Por baixo do lajedo da Praça existem cetárias romanas. Reparem nos figurantes e, sobretudo, nas pombas ! São muitas mais as que agora enxameiam toda cidade. Atá as gaivotas entram por terra a dentro, grasnando e esvoaçando. Como já dei conta neste blog, uma das pombas nidificou num dos vasos duma das minhas varandas, aumentando a espécie em mais dois borrachos, que já voam mas não há meio de zarparem, voltando sempre.



Contudo não foi possível na reconstituição colocar andorinhas, que o «progresso» afastou definitivamente da rota de Cetóbriga.





(Fotografia de autor não identificado)




Sobre a Cetóbriga e sua envolvente ver;



















Modelo para a reconstrução da antiga filial do Banco de Portugal, na Avenida Luísa Todi, agora sede da AERST (ou simplemente «empresários de Setúbal»). No melhor pano cai a nódoa e os empresários re-pintaram-no dum branco esquálido e fantasmagórico. Brrr! !!!»)







Fachada do Hotel Esperança. O Café Esperança, no r/c era o último café «tradicional» de Setúbal. «Morreu» para dar lugar a mais um Mc Donald's. Na Praça do Bocage havia mais três cafés, que «encerraram» no consulado PS/Mata Cáceres, substituídos por pizzerias e instituições bancárias, tranformando-a num «deserto».



Reparem no pormenor da «reconstituição» da esplanada/quiosque na placa central. Não tem lavabos nem mictório, mas caramba, é só atravessar a Rua para o Mc Donald's, num lado, ou para as «Tortas de Azeittão, no outro. Há outro quiosque mais «pobrezinho quase defronte da Praça do Bocage, mas aí a safatória está no Pingo Doce ou no antigo Café Central, hoje pizzeria.










Piscina artificial para os encalorados.










Figurante pescando junro ao Jardim da Beira-Mar, que fica à Beira-Rio, para compor o ambiente e dar um toque de «veracidade»









O PR assistindo ao desfile das forças em parada.



(Fotografia de Maria Elisa no seu blog «Páginas de Concursos»)









Desfile das forças em parada. Parece um contra-senso. Porquê? Ora, estas «traições» e «nuances» da língua portuguesa. Reparem: «Forças em parada ... a desfilarem, isto é, em movimento» !




(Fotografia de Maria Elisa no seu blog «Páginas de Concursos»). Neste blog (publicidadde gratuita) podem ser visionadas mais «imagens «virtuais»










Manifestação de «ovelhas negras», segundo o blog «Portal da Gafaria» (Publicidade gratuita, mas a «contra-gosto»)













Personagem não condecorada pelo PR. Talvez por falar inglês «aristocrático» sem conotações com o independente inglês técnico na moda. Note-se que Cavaco andou lá por Cambridge ou Oxford, onde não se verificam certos desacertos e confusões.













Um anjinho pairando ...




(autor Eduardo Nery)














... sobre a Távola Redonda do Gabinete da Crise ...








... e o comunicado final aos jornalistas e repórteres televisivos.









Reconstituição do pôr do Sol à beira Sado










Imagens do banquete oferecido por uma das altas personalidades.



(azulejos de Eduardo Nery)


Aconselha-se um pequeno desvio até ...









idem - Sedução









idem - O Baile








Terminadas as Comemorações tipo 3 em uma, início das demolições segundo métodos muito, mas muito, tradicionais ou artesanais









Demolicões segundo métodos menos tradicionais










Veja-se legenda anterior











Veja-se legenda acima








Sócrates, orgulhoso, adepto das tecnologias de ponta e do Simplex, preparando-se para iniciar a implosão dos trabalhos cenarizados. Ao fundo reconhece-se uma pessoa de sucesso mundialmente reconhecida, o mecenas BA, que não aparece nas chamadas revistas côr de rosa! Só dá entrevistas ao Público. Mais outro trocadiho. Aqui o Público não é a plebe mas o jornal diário da imprensa dita de referência de que é proprietário mui generoso, pois não o encerra apesar de lhe dar prejuízo (uma gota de água na sua fortuna, segundo os números divulgados pela revista Forbes)


Se tiver curiosidade passe por:









Implosão dum dos edifícios. Que maravilha ! Num ápice tudo fica reduzido a pó e areia, com pouca poluição ambiental.








Outra fachada implodida, com eficiência, limpeza e rapidez. Ah ! gand'a Sócrates, ao pé de ti, de hoje para a Eternidade, o filósofo grego será sempre um zero à esquerda !






Técnicos resguardando-se dos efeitos das implosões e do Simplex.



(Foto do filme «Butch Cassidy and Sundance Kid», com Paul Newman e Robert Redford)







Retirada dos figurantes mais pobres para a margem Norte do Tejo








Regresso dos figurantes mais abonados à margem Norte do Tejo










Início dos pedregosos caminhos do Deserto ao Sul do Tejo









Esta parte da reportagem não é aconselhável a pessoas sensíveis ou com problemas cardíacos.










AEROPORTO dos OTÁrios



Mário Lino rejeita construção na Margem Sul






O ministro das Obras Públicas rejeitou, esta quarta, a construção do novo aeroporto na Margem Sul, conforme defende o PSD, alegando que esse espaço é um autêntico «deserto». Mário Lino voltou a reiterar que a hipótese credível é na Ota.

O ministro das Obras Públicas considerou hoje que a Margem Sul é um «deserto», pelo que «jamais» poderá receber o novo aereoporto. As declarações do governante foram feitas ao inicio da tarde, num almoço-debate sobre o novo aeroporto de Lisboa na Ordem dos Economistas. Para justificar o «nunca» do aeroporto na Margem Sul, Mário Lino respondeu à ideia defendida pelo PSD: «O que eu acho faraónico é fazer o aeroporto na Margem Sul, onde não há gente, onde não há escolas, onde não há hospitais, onde não há cidades, nem indústria, comércio, hóteis e onde há questões da maior relevância que é necessário preservar.» No entender de Mário Lino, o novo aeroporto deve ser na Ota porque «corresponde à estratégia de desenvolvimento que o Governo entende que deve ser seguida, onde está 40 por cento da população, onde estão as vilas, aldeias, indústrias e comércio, hotéis e turismo». O ministro confirmou ainda os calendários para o novo aeroporto, adiantando que já foram abertas as propostas de desenho de arquitectura. Concorreram três consórcios internacionais, sendo que em todos eles estão empresas portuguesas.




2007.05.23






A Verdade é o Nosso Lema e não está à Venda, nem mesmo por um prato de lentilhas.


Segundo o realizador John Ford no filme «O Homem que Matou Liberty Valance» (1961), com James Stewart e John Wayne, que, pela voz do Jornalista, afirma: «Senhor, aqui é o Oeste. Quando uma lenda torna-se um fato, publicamos a lenda


Se tiver tempo dê um saltinho a http://lulu-diariodalulu.blogspot.com/ 2007.06.19









Figurante que resolveu atravessar o «deserto», descurando as sábias advertências e palavras de Linux, inscrito na Ordem dos Engenheiros e trânfsuga do PCP (Pelotão dos Carolas Portugueses)

(Gravura: Antoine Watteau - Nú de Joelhos)







(idem , segundo Rembrandt - Homem nu sentado no chão com perna estendida )






Homem deitado - carvão, de autor não identificado



Homem nu - autor não identificado











Mulher sequiosa no meio do deserto










Outra mulher sequiosa no meio do deserto

(Lucien Freud - Naked girl asleep - 1968)






Outra mulher em busca dum oásis ou poço com água, no meio do deserto



(apesar dos víveres, não resistiu à dureza da travessia, sem hospitais, ambulâncias ou Centros de Saúde)









Figurante nas vascas da morte

(Hamptons - Nude art)







Cadáver mumificado, de aventureiros/as, como anteriormente referidos.










Fim da Reportagem


(criador do personagem da cena final - Morris)