
Ingrid Betancourt em liberdade - Documento do PCP rejeitado pela Assembleia da República
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continua em Kant_O_XimPi
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"e como que a experiência é a madre das cousas, por ela soubemos radicalmente a verdade" (Duarte Pacheco Pereira)

15 DE JULHO DE 2008 - 10h35
"Olá, guerrilheiros! Eu sou Ingrid Betancourt. Quero que vocês sejam livres, assim como eu fiquei", conclama num tom enérgico a ex-prisioneira. "Olá, guerrilheiros! Eu sou Ingrid Betancourt. Rendam-se! Vocês irão recuperar sua família, sua liberdade, sua honra", diz uma outra mensagem. Antes de deixar o seu país rumo à França, Ingrid Betancourt ainda encontrou tempo para gravar essas chamadas. Em breve, elas serão transmitidas pelos alto-falantes dos helicópteros militares que sobrevoam a selva, no sul do país.
Por Marie Delcas, do Le Monde
Para acabar com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o governo de Álvaro Uribe tenta por todos os meios incitar os combatentes à deserção. Os guerrilheiros que se entregarem às autoridades com armas, bagagens e informações - suscetíveis de ajudarem o exército - escaparão da prisão ou serão recompensados com importantes reduções de pena.
Informantes e delatores também são financeiramente recompensados. Os programas de reintegração que foram implantados deverão facilitar seu retorno à vida civil. "O problema é conseguir fazer com que esta informação seja difundida nos campos da guerrilha", explica William Duarte, do ministério da defesa.
Rádios locais e emissoras de televisão vêm repetindo incansavelmente as mensagens do exército colombiano, dentre as quais a mais importante é: "Guerrilheiro, a sua família, os seus amigos, o seu país estão à sua espera. Volte para casa". É uma voz feminina sedutora que fala.
Nas regiões onde a guerrilha está concentrada, os helicópteros arremessam milhares de panfletos. Alguns deles têm a forma de uma nota de dinheiro. Em outros, é a foto de uma garota estonteante e sensual que provoca o desertor potencial. Durante a Eurocopa de futebol, uma mensagem foi exibida num letreiro na telinha de televisão: "Guerrilheiro, se você tivesse desertado, poderia estar assistindo tranqüilamente a esta partida".
Segundo os números oficiais, mais de 9.000 guerrilheiros teriam desertado nos últimos seis anos, dos quais 1.500 no decorrer dos últimos seis meses. "A imensa maioria dentre eles é constituída por guerrilheiros de base, que foram alistados recentemente. É muito mais difícil convencer os comandantes", comenta Nicolas.
Um dos responsáveis da campanha admite que esta comporta certas limitações: "Os guerrilheiros têm raramente a oportunidade para assistir à televisão, mas as mensagens também possuem um valor dissuasivo. Aquela foi uma maneira de dizer a todos os jovens deste país: se você pegar em armas, acabou o futebol. . ."
Miguel Urbano Rodrigues reafirma neste artigo a sua solidariedade com as FARC, que estão a ser alvo nestes dias de ataques e calúnias inseparáveis de uma campanha anticomunista de âmbito mundial . E define Manuel Marulanda como um grande revolucionário latino-americano do século XX
Manuel MarulandaMiguel Urbano Rodrigues - 06.07.08
No dia em que escrevo este artigo o secretariado do Estado Maior das FARC não se pronunciou ainda sobre a operação cujo desfecho foi o «resgate» de Ingrid Betancourt ,de três agentes norte-americanos da CIA e de onze militares colombianos.
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Milhares de comentários, analises e interpretações foram dedicados ao acontecimento em dezenas de países. A esmagadora maioria glorifica a franco-colombiana, enaltece o presidente Álvaro Uribe, calunia as FARC ou opta por exercícios especulativos na tentativa de explicar o que se passou.
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Uma certeza emerge desde já dessa torrente mediática de desinformação: a versão oficial do Governo e do Exército colombiano é um novelo de mentiras e contradições.
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A primeira inverdade surge como preâmbulo do auto elogio uribista: o «resgate» de Ingrid teria sido uma façanha 100% colombiana, concebida pelos estrategos do presidente, minuciosamente elaborada pela inteligência militar e executada pelo Exército. Nas declarações de Álvaro Uribe, dos seus ministros e generais abundam pormenores folhetinescos. Talvez venham a inspirar um realizador de Hollywood.
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O primeiro desmentido indirecto, incomodo, veio do embaixador de Bush em Bogotá. Ainda desconhecedor do discurso oficial, o diplomata revelou que a cooperação dos EUA no plano foi decisiva. Simultaneamente, o Pentágono dizia o mesmo por outras palavras, valorizando a assessoria militar, a ajuda tecnológica, o uso dos meios electrónicos, de satélites, etc.
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A França de Sarkozy também se orgulha de ter «colaborado».
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Em Tel Aviv, o diário Haaretz qualificou de muito importante, talvez «decisivo», o envolvimento de elementos do serviço de inteligência israelense na preparação da «operação de resgate».
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Com poucas excepções, Ingrid Betancourt foi guindada a heroína da humanidade pelas cadeias de televisão, jornais e rádios, de Washington a Paris, de Londres a Lisboa. Mas não tenho conhecimento de que algum desses media considere pelo menos insólito que ela tenha definido Uribe como um «grande presidente», merecedor de um terceiro mandato (inconstitucional). Não estranharam também que ela tenha abraçado comovida o general Mario Montoya.
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Nestes dias em que chovem ataques e calunias sobre as FARC recordei um texto em que Lenine, a propósito do fluxo e refluxo dos períodos revolucionários, e do comportamento da maioria dos políticos quando a maré sobe e baixa, lembrava que é nas situações históricas marcadas pela arrogância das forças reaccionárias que mais nítida surge a fronteira entre os revolucionários e aqueles que não o são.
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Fugiria à verdade se negasse que não fui afectado emocionalmente pelos golpes que desde o inicio do ano atingiram as FARC. Fui amigo do comandante Raul Reyes – assinado num bombardeamento pirata que violou a soberania do Equador - e senti profundamente a morte de Manuel Marulanda, o legendário comandante chefe da guerrilha-partido marxista leninista. Identifiquei nele desde a juventude um herói da América Latina.
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Mas esses golpes, em vez de atenuarem a minha solidariedade com as FARC contribuíram para a fortalecer.
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Em Portugal a desinformação não difere muito do que vai pela Europa. A máscara humanitária não consegue ocultar os objectivos ideológicos. A apologia de Ingrid Betancourt (que diziam estar quase moribunda, mas parece estar afinal de boa saúde) é um verniz que disfarça mal uma intensa campanha anticomunista. Enquanto felicitam Uribe pela sua tenacidade como defensor inquebrantável da democracia, os media lusitanos entoam já um requiem antecipado pelas FARC e entregam-se a exercícios de futurologia sobre o seu fim iminente.
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Esse frenesi anti-FARC não tem o poder de fazer História. Julgo útil sublinhar que o «resgate» de Ingrid – uso as aspas porque as circunstancias em que ela foi libertada são ainda nebulosas – não tem qualquer significado militar, não obstante configurar uma vitória politica de Uribe.
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O governo conseguiu infiltrar gente sua em algumas frentes. Milhões de dólares são oferecidos pelas cabeças dos membros do Secretariado e de outros dirigentes. Foram espiões os responsáveis pela morte do comandante Ivan Rios. As FARC não negam as dificuldades resultantes de traições não esperadas.
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Mas o panorama da luta não justifica atitudes de desalento. Em Maio e Junho destacamentos da guerrilha, que continua activa em dezenas de frentes, da selva amazónica ao litoral do Pacifico, da Serra Nevada e do Arauco aos vales das três cordilheiras andinas infligiram ao Exército e à Polícia Militar duras derrotas. Os próprios comunicados do Exército registam a existência de importantes perdas em combate.
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O andamento da História não tardará a desmentir as previsões triunfalistas de Uribe e dos seus generais.
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Mas não foi sem amargura que registei declarações não esperadas sobre as FARC de personalidades que durante anos foram solidárias com a sua luta. Tenho em mente particularmente as de dirigentes progressistas latino- americanos com responsabilidades a nível de Estado.
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Choca-me que venham somar as suas vozes às do coro de epígonos de Uribe.
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Esses homens, que admiro e respeito, não ignoram que Uribe – cujo nome figura nos ficheiros de narcotraficantes da Drug Enforcement Agency e da CIA – foi, quando governador do Departamento de Antioquia, um dos ideólogos e financiadores dos grupos de paramilitares. Uribe é responsável pela chacina de dezenas de milhares de camponeses e pelos bombardeamentos com glisofato que envenenaram rios da Amazónias, difundiram o cancro e outras doenças entre as populações do Putumayo e do Caquetá e tornaram improdutivos milhares de hectares de terras férteis. É esse criminoso que presidentes da União Europeia felicitam agora como exemplo do combatente democrata antiterrorista.
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É também chocante ver, em fotos difundidas pelo mundo, Ingrid a abraçar comovida o general Mário Montoya, comandante chefe do Exército da Colômbia. Ela foi candidata à Presidência da Republica e senadora. Não ignora que o general que tanto admira foi o criador de uma unidade terrorista clandestina, da Aliança Anticomunista Americana – AAA – promotora de matanças maciças de militantes de esquerda colombianos e de camponeses do Chocó. Foi também sob o seu comando que se realizou o famoso massacre da Comuna 13 de Medellin, recordado por Uribe quando o elogiou pela libertação de Ingrid.
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Dentro de poucos anos, Álvaro Uribe somente será recordado como o presidente responsável pelo agravamento da tragédia colombiana. Foi e é o mais fiel aliado de George Bush na América Latina. Invocando a necessidade de levar adiante uma politica de segurança nacional, executou uma política de terrorismo de Estado sem precedentes desde o Bogotazo de 48. Arruinou o pais, transformando-o numa semi colónia dos EUA e inaugurou um estilo de governo de contornos fascistas.
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As Forças Armadas Colombianas, com quase 400.000 homens (e mulheres) são hoje as mais poderosas da América Latina, dispondo de armas equipamentos e tecnologia que Washington somente fornece a Israel.
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Mas, apesar das dezenas de milhares de milhões de dólares investidos na militarização do Estado com o objectivo de destruir as FARC, essa meta não foi alcançada.
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Quando a poeira da historia assentar o que das FARC deixará memoria não serão as acusações e a calúnias que hoje as apresentam como guerrilha de bandoleiros e narcotraficantes, mas o seu combate de quase meio século em defesa de uma Colômbia livre, democrática, progressista.
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Há 170 anos não houve injúria que a oligarquia colombiana não despejasse sobre Simon Bolívar, desde aristocrata louco, a Bonaparte latino-americano e ditador sanguinário.
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Não pretendo estabelecer paralelos. Mas acredito que o nome de Manuel Marulanda será recordado em futuro não distante como o grande revolucionário colombiano do século XX.
Serpa, 5 de Julho de 2008
Avante (Editorial) - 12.07.08É cada vez mais evidente a existência de uma central de informação do império. O centro determina a campanha através dos órgãos centrais do império e os media periféricos, espalhados pelo mundo fazem de caixa de ressonância. O sistema aperfeiçoou-se e os órgãos periféricos já não se limitam a prolongar o eco, renovam calúnias, escondem factos, inventam notícias, criam uma realidade virtual entrelaçando a campanha do império nos interesses de classe dos monopólios que lhe pagam os prejuízos.
11 DE JULHO DE 2008 - 17h09
O presidente Álvaro Uribe e as autoridades militares da Colômbia apresentaram a operação como um resgate "impecável", mas desde o primeiro momento os analistas puseram em dúvida a versão oficial. Uma emissora suíça qualificou-a de "farsa", viabilizada através de um suborno de US$ 20 milhões. Só agora, porém, a guerrilha comentou o episódio.
O comunicado traz a data do dia 5 (sábado passado) e é assinado pelo Estado-Maior Central das Farc-EP (Exército Popular, grupo guerrilheiro que se unificou com as Farc), dirigidas por Alfonso Cano, desde a morte do veterano líder Manuel Marulanda, em maio passado. Veja a íntegra:
"1. A fuga dos 15 prisioneiros de guerra, na quarta-feira passada, 2 de julho, foi conseqüência direta da desprezível conduta de César e Enrique, que traíram seu compromisso revolucionário e a confiança neles depositada.
2. Independente de um episódio como o ocorrido, inerente a qualquer confrontação política e militar, onde se apresentam vitórias e revezes, manteremos nossa política de concretizar acordos humanitários que logrem o intercâmbio [de prisioneiros] e além disso protejam a população civil dos efeitos do conflito. Caso persista no resgate como única via, o governo deve assumir todas as conseqüências de sua decisão temerária e aventureira.
3. A luta para libertar os nossos e outros combatentes políticos presos sempre estará na ordem do dia no conjunto das unidades das Farc, especialmente sua direção. Trazemos a todos eles na mente e no coração.
4. O caminho para obter transformações revolucionárias nunca foi fácil em nenhuma parte do mundo, longe disso. Portanto nosso compromisso se aprofunda diante de cada desafio ou dificuldade.
5. A paz que a Colômbia necessita deve ser resultado de acordos que beneficiem as maiorias. Não será a paz das sepulturas, baseada na corrupção, no terrorismo de Estado, na felonia e traição. As causas da luta das Farc-EP continuam vivas. O presente é de luta, o futuro nos pertence."
Fonte: Agência Bolivariana de Notícias, ABN (http://www.abn.info)
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in Vermelho
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08.07.2008 - 01h22 - Paulo, Porto |
Uma grande lição de integridade do PCP. Os meus parabéns a esse partido. |
Senhor José Silva o Senhor desconhece que Quem não se conformar com a lei do grande capital é catalogado de terrorista. Não sabia isso? O Senhor desconhece que o Senhor Nelson Mandela há cerca de uma semana é que saiu dessa lista em como era um terrorista?Como poderia o P.C.P. votar uma moção em que os E.U. é que elaboram a lista de quem é terrorista? Mas o Senhor não condena o P.S. que votou contra a moção apresentada pelo P.C.P. para a libertação dos guerrilheiros presos. |
"O comunicado "forçado" do PCP e a sua intervenção na Assembleia República acerca da libertação de Ingrid, só é comparável com a de um imaginado grupo de celerados que, por exemplo e quando da fuga de Peniche de Cunhal e seus companheiros de fuga, em 1960, tivesse optado por condenar o "comando do PCP" que operacionalizou a libertação dos presos (Pires Jorge, Rui Perdigão, Rogério Paulo e outros), chamando-o de "proto-extremista", e se recusasse a subescrever uma palavra de condenação de Salazar e da PIDE que os mantinham prisioneiros, manifestando-lhes, antes, a continuação da solidariedade" "...esta gente (do PCP) continua parada no tempo ideológico e histórico em que apoiaram os crimes de Estaline, as invasões soviética da Hungria, da Checoslováquia..." "Que os eleitores nos livrem deles, por favor". (in Blog "Agua Lisa"). Sem comentários. |
Por motivos que não posso revelar não pude responder a dois comentários que se referiam a um meu comentário.A Senhor Manuel Nogueira de Carcavelos respondo-lhe que sou um modesto operário não sou historiador, mas se a Tchetchenia foi anexada pela força pela Russia tem todo o direito de lutar pela sua independência, mas se fazia parte da Russia não comprendo porque é essa luta. POnto final. Ao Senhor Rubem Pires de Cascais, nem de perto nem de longe tenho simpatia pelos Talibãs, nem por eles nem por a Arabia Saudita ou outros Estados Árabes em que as mulheres têm de trazer a cara tapada, mas não acredito que todos os que combatem as tropas Invasoras sejam Talibãs. Talvez seja mais acertado chamar-lhe resistentes. Vou dar-lhe um exemplo: Na ultima guerra Mundial vários países Europeus estiveram ocupados pela Alemanha, houve quem colaborasse com a Alemanha, mas houve pessoas com ideias diferentes alguns conservadores, outros independentes, outros socialistas, e comunistas, que não hesitaram em se unir e pegar em armas para que a Pátria deles fosse libre, e deve saber que houve tempos em que os E.U. tinham relações previlegiadas com os Talibãs. Ponto final |
Passou para aqui:http://www.mediapart.fr/journal/international |
Actividade Parlamentar e Processo Legislativo
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| Ingrid Betancourt em liberdade | | | |
| Sexta, 04 Julho 2008 | |
| Número: 163 Legislatura: X Sessão Legislativa: 3 Assunto: Voto de congratulação pela Ingrid Betancourt em liberdade Tipo de Voto: Voto de congratulação |
| Autores | |||
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| Data de Entrada | | 2008-07-04 | |
| Votação | ||
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Ingrid Betancourt em liberdade
Após seis anos de cativeiro na selva, é motivo de justa satisfação o regresso à liberdade de Ingrid Betancourt, ex-candidata presidencial colombiana
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O resgate de Ingrid Betancourt coloca em evidência a gravidade da situação em que se encontram centenas de prisioneiros na posse da guerrilha e nas prisões do regime de Álvaro Uribe e a necessidade de encontrar uma solução humanitária.
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Assinale-se que, sistematicamente, o Governo da Colômbia tem vindo a sabotar negociações, mediadas por responsáveis de diversos países, no sentido da troca de prisioneiros entre as partes do conflito.
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Nestes termos, a Assembleia da República:
Congratula-se pelo regresso à liberdade de Ingrid Betancourt.
Exprime o seu desejo de que a liberdade de Ingrid Betancourt possa contribuir para um caminho de paz para a Colômbia.
Apela às partes envolvidas para que encetem negociações no sentido da libertação de todos os prisioneiros.
Valoriza todos os esforços orientados para alcançar uma solução política negociada.
Apela às partes para que se empenhem na busca de uma solução política negociada do conflito, que dura há mais de quatro décadas.
Manifesta-se pelo respeito da soberania do povo colombiano na definição dos destinos do seu país.
Assembleia da República, em 4 de Julho de 2008

Operação perfeita
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» COMENTÁRIOSTal e qual. Adorei. Uma das mulheres mais brilhantes da política portuguesa.
Parabéns Srª Deputada. Colocou o dedo na ferida da esquerda radical: para eles os fins justificam os meios. Curiosamente, diversos trabalhos que caracterizam a forma de pensar dos criminosos, referem o mesmo princípio para justificar os actos, seja o roubo, seja o terrorismo com fins políticos ou religiosos.
Parece haver quem entende que só há merecimento no que é conseguido “de gatas”. Proceder de espinha direita, com razão, discernimento e verdade, serão méritos que, hoje em dia, a muitos não convirão. Acentuam diferenças.
Amo-te Teresa. És linda minha popular preferida;)
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Ingrid Betancourt
.07 Julho 2008 - 15h52 | Adriana Duarte
Eu acho que Nickolas Sarcosi irá ser o primeiro ministro a separar-se duas vezes pois ele tem uma paixão recolhida pela Ingrid e os dois irão casar-se.
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PCP não condena as FARC
.05 Julho 2008 - 06h42 | Baptista
Os políticos cada vez mais me desiludem.Esta posição tomada pelo PCP em relação às FARC assim como foram relativas à coreia de norte dizem-me que o PCP não condena os métodos para atinjir os fins.São de grande desumanismo.Parede
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Resgate de Ingrid foi pago pelos EUA
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Não acham que a Ingrid está com muito bom aspecto, para quem há meia dúzia de dias teria que ser libertada imediatamente senão corria o risco de morrer? Ainda bem que foi libertada e é pena que não se façam operações destas para todos os raptados, ainda que nos tenham de atirar areia para os olhos. Torres Novas
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França nega resgate por Ingrid
.Estou mais que convencido que houve dinheiro envolvido,a Franca nunca admitira! Esta operacao e quase imposivel mesmo involvendo americanos!
Em democracia somos todos iguais na diferença. Quantos têm sido sequestrados, devolvidos, libertados, mortos e não têm merecido uma linha, um mínimo gesto de simpatia ou solidariedade.Não acredito na boa vontade gratuita nestes casos mediáticos
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Israelitas ajudaram no resgate de Betancourt
.conselheiros militares israelitas=mossad.Aos poucos a verdade dos valentes colombianos vem sendo desmontada.Bom e depois há o dinheiro dos franceses.Cheira-me a ópera bufa.-faro
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“Isto é um milagre”
.Caro Manuel. Lamento mas está muito mal informado. Não é preciso ser comunista para saber que as FARC e o Partido Comunista Colombiano estão separados por não concordarem com a conduta da guerrilha que controla o comercio da cocaina e que assassina. O que o PCP deve dizer é o mesmo que os outros partidos o dizem. Já ninguem acredita nas historias fascistas sobre os comunistas papões!!
se a operação foi assim mesmo, parabéns à Colômbia e aos militares corajosos. A vida dos sequestrados deve ter sido um inferno.
Diziam que estava a beira da morte!Estas bem gordinha!
será que este ano vêem á festa dos camaradas.cuidado!O Uribe está de olho neles.faro
Para quem tem as FARC como amigos o que tem o nosso PCP a dizer sobre a libertação desta refém? Muito provavelmente dirá que esta “imperialista” deveria passar mais uns anos na selva para completar a sua reeducação! Lisboa
Que encontre a Paz ao lado dos seus queridos. desfrute pois bem merece MUITA SORTE.PARABÉNS A TODOS OS QUE CONTRIBUIRAM PARA A LIBERTAÇÃO.
Bem pode agradecer aos EUA, sem o apoio deles ainda hoje estava na selva.
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Guerrilheiro oferece Ingrid
.Amor,ódio e traição.Aonde fica a verdadeira revolução?Bem,de revolução esta guerra de interesses não tem nada.Fora com os netos e bisnetos dos colonos(fraceses,japoneses,alemães,italianos...) na América Latina.
Quarta-feira, Julho 09, 2008
Qual o verdadeiro enredo da peça de teatro de Ingrid Betancourt ?
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