A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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terça-feira, junho 08, 2010

Judeus alemães levarão mantimentos a Gaza em nova frota

Mundo

Vermelho - 7 de Junho de 2010 - 11h55

Israel e o sionismo estão conseguindo o impensável. Colocar os judeus contra eles. O assassinato cruel pelas tropas de Israel de 9, 19 ou mais de 50 libertários, quando navegavam em direção a Gaza carregados de ajuda humanitária, continua causando comoção e indignação da humanidade.


Por Georges Bourdoukan

Agora quem vai protestar são os membros da Organização Voz Judaica da Alemanha para a Paz no Médio Oriente

Já estão preparando uma Flotilha da Liberdade para seguir em direção à Palestina Ocupada.

Katie Laitrer, membro da organização, diz que os judeus alemães ficaram “assustados” não com o Hamas, mas pela virulência da soldadesca israelense.

“Pretendemos sair em julho”.

Explicou que inicialmente pretendiam seguir em apenas um barco, mas devido ao interesse de judeus de diversas partes do mundo em aderir, provavelmente haverá outros barcos.

Ela acusou Israel de agir “criminosamente” contra os membros da Flotilha da Liberdade. E que Israel “não deve agir como piratas”.

"Katie afirmou que já esteve em Gaza e foi muito bem tratada.

"Nós também conversamos com os gazenses recentemente e eles estão muito ansiosos por nossa vinda. Estamos assustados com o que aconteceu no Marmara, mas se você está empenhado em fazer coisas boas, você tem que agir. Pessoas também foram mortas na luta contra o fascismo”

Edith Lutz, outra membro da Organização judaica alemã informou que "dois anos atrás, participou da Flotilha Gaza Livre e quando chegou a Gaza, crianças perceberam que ela usava uma estrela de Davi.

“Fui cercada de crianças que diziam – olha, ela é judia. Quando nos encontramos com Ismail Hanieh (líder do Hamas) e o informaram que eu era judia, ele virou para mim e disse que o Hamas não tem nada contra os judeus ou israel, apenas contra a ocupação”.

Essas informações foram extraídas do jornal israelense Yediot Aharanot e pode ser lida em
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  • Lula e o ridiculo

    07/06/2010 15h48 Ridicularizar o presidente Lula não é monopólio dos "humoristas" israelenses, no Brasil 10 em 10 humoristas só representam o presidente de forma depreciativa, algumas ultrapassando com folga os limites do mau gosto, porém com toda essa caricatura com a figura do presidente acaba tendo o efeito contrario ao pretendido pois o torna uma figura ainda mais popular.
    Forrest Gump
    Boston - AC
  • Um exemplo dos judeus alemães para os judeus de Israel

    07/06/2010 12h30 Apesar da lei arcaica que inibe qualquer pessoa de dizer o que pensa , quando se trata de judeus e de os magistrados academissistas aplicarem a lei através de manuais, vou tentar ser breve no comentário. Estou muito satisfeito com a atitude dos judeus alemães. Eles estão dando uma grande contribuição para a paz na região. Israel está indo atrás de guerras, conflitos, provocações e vinganças. Não eh assim que Israel conseguirá uma boa imagem! Só aqui na América Latina , Nicarágua, Venezuela e Bolívia romperam relações diplomáticas com Israel. O Brasil poderia seguir os exemplos. Motivos não faltam. Até mesmo um programa humoristico de Israel chacota o Presidente Lula , comparando-o a um beberrão, mulherengo , ingênuo, burro, fanfarrão .... como está no site dos jornais . No mais eh acreditar que a paz vai vencer a guerra , e que o bem vai vencer o mal . Os judeus alemães estão dando um exemplo aos judeus de Israel. Só faltam os judeus do Brasil fazerem o mesmo , ou vão ficar inertes
    Décio Diniz Carvalho
    Belo Horizonte - MG
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domingo, junho 06, 2010

Militares israelitas assumem controlo do "Rachel Corrie"

De forma pacífica

05.06.2010 - 11:00
Militares israelitas subiram a bordo do navio "Rachel Corrie" que se dirigia para a Faixa de Gaza, depois de quatro avisos para a embarcação alterar a sua rota, mas afirmam que não foi utilizada violência.
O navio está a ser levado para o porto de Ashdod 
O navio está a ser levado para o porto de Ashdod (Baz Ratner/Reuters)

Segundo a BBC online, os militares não terão enfrentado qualquer resistência da tripulação do navio que transportava mil toneladas de ajuda para Gaza. "As nossas tropas subiram a bordo do navio e assumiram o controlo sem resistência por parte da tripulação e dos passageiros. Tudo se passou sem violência", precisou uma porta-voz militar à agência AFP.

O "Rachel Corrie", que foi interceptado em águas internacionais, está a ser levado para o porto israelita de Ashdod.

No "Rachel Corrie" seguem onze activistas, entre eles a Nobel da Paz da Irlanda do Norte Mairead Maguire e mil toneladas de ajuda para Gaza, sob bloqueio de Israel desde 2007, quando o movimento Hamas assumiu o controlo do território. O navio tem o nome de uma activista britânica morta em 2003 por um bulddozer israelita na Faixa de Gaza quando tentava impedir a demolição de casas palestinianas.

Autópsia revela que vítimas foram alvo de 30 disparos

A embarcação "Rachel Corrie" fazia parte da pequena frota com activistas pró-palestinianos que Israel impediu de chegar a Gaza no raide polémico de segunda-feira, mas teve um problema técnico que os organizadores da acção pensam poder ter sido sabotagem.

O jornal "The Guardian" revelou entretanto que os resultados da autópsia realizada aos nove activistas mortos segunda-feira na abordagem ao Mavi Marmara, o navio turco que encabeçava a frota pró-palestiniana. Segundo os exames, realizados a pedido do Ministério da Justiça turco, os nove homens foram atingidos por um total de 30 disparos e cinco deles morreram com ferimentos de bala na cabeça.

Segundo Yalcin Buyuk, vice-presidente do conselho de medicina forense turco, que realizou as autópsias, muitos dos disparos foram efectuados à queima-roupa, com armas de calibre 9 mm.

Israel, que tem sido alvo de uma chuva de críticas internacionais, alega que os militares agiram em auto-defesa.
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quinta-feira, junho 03, 2010

Dando nome aos bois: o que houve foi ‘pirataria’ e ’sequestro’

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Por Celso Lungaretti em 02/06/2010
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O número de visitantes do meu blogue deu um salto desde o ataque israelense à flotilha de ajuda humanitária a Gaza.
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.çÉ simplesmente repulsiva a forma como está sendo noticiado o episódio.
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Quase ninguém diz que se tratou de um ato de PIRATARIA. E foi. Não há outro nome para a agressão de um bando armado a embarcações civis em alto mar.
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E o que aconteceu com os ativistas que não foram mortos nem feridos pelo bando armado? Terão sido detidos, como se lê e ouve na mídia?
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Não, porque o bando armado não tinha autoridade para deter ninguém, muito menos em águas internacionais.
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O que houve não passou de um SEQUESTRO. Nem mais, nem menos. Então, nunca existiram 700 pessoas detidas, o que há são 700 pessoas sequestradas.
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Se quem as tivesse sequestrado fosse o governo de Chávez, Castro ou Ahmadinejad, a terminologia da mídia, com certeza, seria rigorosamente exata.
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Também é um embuste dá-los, agora, como deportados, já que não entraram em Israel por vontade própria, mas sim arrastados por sequestradores. Estão sofrendo mais uma violação dos seus direitos, ao não serem simplesmente soltos para ir onde quisessem, mas sim despachados na marra para um país que não escolheram.
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Em se tratando de Israel, os jornalistas pisam em ovos e são obrigados a utilizar os mais evasivos eufemismos.
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Depois, existe quem esteja perdendo tempo e desperdiçando espaço com análises sobre a ridícula alegação israelense de que seus assassinos teriam exercido o direito de autodefesa. O que não é sério, não devemos levar a sério, caso contrário nos acumpliciaremos com a desinformação
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Se qualquer barco é atacado por piratas no meio do oceano, a tripulação, sim, reage em legítima defesa.
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Os piratas, não. Eles estão simplesmente tentando neutralizar as vítimas, para concretizarem seu intento ilegal.
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Se, para tanto, as matam, o que fizeram foi cometer homicídio, por motivos vis. Ou seja, um crime dos mais crapulosos.
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Não são questões semânticas: a linguagem também pode servir para atenuar o impacto de episódios escabrosos, facilitando sua absorção e progressivo esquecimento.
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Os jornalistas que se mancomunam com esses contorcionismos retóricos, entretanto, não estão sendo imparciais, mas sim amorais. Ao contribuírem para a aceitação do inaceitável, fazem uma opção pela carreira, em detrimento da missão.
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Lembremos Brecht: “em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar”.
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Nove seres humanos valorosos deram a vida para que nada parecesse impossível de mudar. O mínimo que podemos fazer é honrar seu sacrifício.
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Vermelho - Israel comete crime de lesa-humanidade

Editorial.

Vermelho - 2 de Junho de 2010 - 22h46

Israel comete crime de lesa-humanidade

“Eu esperava que eles atirassem nas pernas ou para o alto, só para aterrorizar as pessoas, mas eles foram atirando direto, alguns foram atingidos na cabeça". Esta descrição, feita pela brasileira Iara Lee, que estava na Flotilha da Liberdade atacada na segunda feira (dia 31) é a melhor descrição da barbárie dos esbirros de Israel contra aquele comboio desarmado que tentava furar o bloqueio israelense e levar ajuda humanitária aos palestinos da Faixa de Gaza.

A ação criminosa de Israel, que deixou pelo menos nove mortos e mais de trinta feridos, levantou mais uma vez uma onda mundial de protesto contra o governo de Tel Aviv. E expõe a hipocrisia da política externa das grandes potências, particularmente do principal suporte da violência praticada por Israel contra o povo palestino: os EUA.

Uma das faces dessa hipocrisia é a alegação do caráter preventivo da ação. É um argumento que deriva do conceito de guerra preventiva, banido e condenado pela legislação internacional. Mas adotado em nosso tempo pelo presidente George Bush, do EUA, que - repetindo Hitler e os nazistas - justificou com esse conceito a ação agressiva contra o Iraque e suas múltiplas ameaças contra os povos.

Hipocrisia repetida em nossos dias. Malgrado a diferença de linguagem e do atual ocupante da Casa Branca, o fato é que nos temas internacionais fulcrais, o que valem são os interesses permanentes e estratégicos dos EUA, que invariavelmente age como potência imperialista. A diplomacia dos EUA, dirigida por Hillary Clinton, pressiona os países para reforçar o monopólio das potências sobre as bombas atômicas e a energia nuclear e exige que os países, principalmente aqueles que fazem parte do Conselho de Segurança da ONU, adotem sanções contra o Irã usando dois argumentos - diz que o Irã mente, e que seu programa de pesquisa nuclear coloca o mundo em perigo.

A ação criminosa de Israel contra o comboio desarmado que pretendia levar ajuda humanitária aos palestinos coloca estes argumentos em xeque: Quem mente? Quem ameaça a segurança do mundo? Fica nítido, outra vez, que o foco das mentiras e ameaças não é Teerã, mas Washington e Tel Aviv. Washington pelo apoio às ações criminosas de Israel, impedindo qualquer medida efetiva contra elas; Tel Aviv porque se coloca acima da lei, do bem e do mal e da própria humanidade: o massacre da Flotilha da Liberdade é mais uma conta num longo rosário de agressões sangrentas.

A guerra é a política continuada por outros meios, já se disse. Mas a vitória não depende apenas da força militar de um país; ela depende principalmente da política, campo onde se formam as convicções e são criadas as condições da vitória.

Por isso esta é uma guerra perdida por Israel, que enfrenta a opinião pública do mundo e fomenta a oposição dentro de suas próprias fronteiras. O massacre da segunda feira foi uma derrota para Israel: se a questão é manter a ferro e fogo o bloqueio de Gaza, a ação criminosa criou as condições para a abertura de um rombo nele e, no dia seguinte, o governo egípcio decidiu liberar o lado da fronteira que controla, permitindo aos palestinos aquela saída para o mundo que Israel faz de tudo para bloquear.

É difícil imaginar quais serão os próximos passos. Outro barco se dirige para Gaza, com o mesmo propósito da Flotilha esmagada a tiros pela marinha israelense: furar o bloqueio.

Tem dois símbolos a bordo: a prêmio Nobel da Paz Mairead Maguire e a anciã judia Hedy Epstein, de 85 anos, cujos familiares foram assassinados pelos nazistas em Auschwitz. Israel "não aprendeu as lições" da II Guerra Mundial, disse ela. E compara o governo de Israel aos nazistas: "Como eles podem fazer o mesmo contra os palestinos?", pergunta.

O governo de Tel Aviv responde a comparações como essas acusando seus autores de anti-semitas. Mas perderam a chamada guerra da comunicação, e quem se junta a essas acusações é uma heroína judia inconformada com os crimes de guerra de Israel contra os palestinos. Sua voz é um eco antissemita ou a expressão da consciência da humanidade? 
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