A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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quinta-feira, novembro 08, 2012

Serafim Lobato - ATAQUES CONCENTRADOS MUNDIAIS À LIBERDADE DE INFORMAÇÃO



tabanca de ganturé


terça-feira, 25 de setembro de 2012


ATAQUES CONCENTRADOS MUNDIAIS À LIBERDADE DE INFORMAÇÃO









1 - Os sintomas crescentes de um ataque concentrado, mundial, à liberdade de imprensa, do interior dos regimes mais reaccionários, Arábia Saudita, Irão, Turquia ,China ou ditos democráticos, como a França, Reino Unidos ou Estados Unidos, deveriam "fazer arrepiar" todos os amantes da democracia, da liberdade política,  da liberdade de expressão e opinião, e os que defendem à própria liberdade do simples direito humano.



As críticas, manifestações de todo o tipo de cariz religioso, ou simples tentativas de evitar as fotografias de uma senhora que é uma personalidade pública inglesa, que pretende ser púdica formalmente, mas não gosta que esse falso pudismo seja exposto e desmascarado, com o argumento de ser privada a sua exposição ao ar livre (!!!), como é o caso de Kate Middleton, que se casou com um fantoche que se auto-apelida de príncipe, com direitos especiais, são fogos fátuos para actuar, na realidade, contra a liberdade de informação, para a imposição de censura, para preparar, subtilmente, o poder ditatorial nazi-fascista dos tempos modernos. O mesmo se passa com as manifestações contra as críticas aos chamados profetas das religiões, quer sejam Maomé, Javé ou Jesus Cristo.



Por detrás destes pequenos incidentes, com o lápis azul da censura da classe dominante, está uma orientação geral da mesma classe para materializar a acção repressiva geral contra as movimentações crescentes das classes laboriosas em quase todo o Mundo contra a opressão capitalista crescente e absolutamente enrodilhada nas suas contradições, que procura resolver pelas introduções de sistema políticos ditatoriais conservadores, e, em último caso, regimes de carácter militarista violento, com guerras regionais ou locais mais ou menos alargadas.







2 - Ora, o que está a suceder, na minha opinião, não se percebe sem se ter em conta a imensa convulsão social que está a germinar debaixo da capa finíssima arrogante que a classe dominante, e de maneira especial, o capitalismo financeiro desclassificado parece controlar sem alternativa.



Os movimentos revolucionários que percorreram a Europa, os Estados Unidos, e em grande parte na Ásia e na América do Sul, em especial nos anos 60 do século passado - Maio de 68, movimentos sociais e estudantis na Califórnia e na região de Nova Iorque em 1969, lutas de guerrilha incipiente anti-imperialista na América Latina (anos 60 e 70) , luta guerrilheiras nacionais na Indochina, Indonésia, África, (anos 60), embora sem conseguirem efectuar rupturas na sociedade capitalista, eram indícios de que a perspectiva de uma mudança radical se eriçava nas profundezas da casca superficial inteiramente ocupada desde então pelo capitalismo financeiro, sem qualquer oposição visível.



Embora, desde essa altura, não se tivessem produzido verdadeiras revoluções societárias, tiveram o mérito de trazer para primeiro plano as reivindicações das classes laboriosas, e, ainda que limitadas e controladas pelo sistema capitalista, fizeram inscrever, e pôr em marcha no seu sistema estatal, reformas (e apenas reformas), que deram algum bem-estar e melhoraram minimamente o nível de vida nos Estados mais avançados politica e economicamente, e fizeram despertar a consciência social noutras partes do globo, desde a China à América do Sul.



Esse período, que vai grosso modo, de meados dos anos 60 de século XX até aos primeiros anos deste século produziu um forte movimento "sísmico" com certos indícios revolucionários, mas não foi produto, essencialmente, de reivindicações políticas.



Mais do que o esforço generoso de Che Guevara, ou da tenacidade de Ho Chi Minh, da valentia dos guerrilheiros do Araguaia, no Brasil, da tenacidade de Carlos Marighela, ou das barricadas quase anárquicas de Paris semi-revolucionário de 1968, o que produziu mais convulsão no interior no sistema capitalista foi o desenvolvimento revolucionário económico, que pôs em órbita o primeiro Sputnik, levou o homem à lua, forjou a alta tecnologia da Internet, massificou a computação, lançou os GPS e a Internet, criou o micro-ondas, desenvolveu a valores nunca antes conseguidos os transportes de massa a longa distância em tempo cada vez mais curtos, entre muitos outros processos científicos e industriais.



Ora, este avanço produtivo, científico e pós-industrial clássico foi o facto mais marcante do ponto de vista revolucionário do que a própria acção dos dirigentes mais conhecidos, dezenas de anos atrás. 



E isto, torna-se contraditório, porque, aparentemente, quem estava no leme da estrutura político-económica eram os seguidores do capital mais desclassificado.



Ora, esta direcção, que desprezou o sistema produtivo, veio canalizar o declínio de todo o sistema social mundial. 



Trouxe o empobrecimento real da população, no meio da exuberância da evolução produtiva da própria sociedade. 



Neste aspecto, desenham-se perspectivas sombrias que fazem lembrar o que de que pior despontou no Mundo no estertor da Idade Média Europeia.



Todavia, por debaixo da casca germina uma contradição em larga escala: é o embate final entre o avanço da sociedade, que pressupõe uma ruptura, e as forças do retrocesso que se querem manter no poder à custa do empobrecimento humano.



O que está a movimentar-se em todo o mundo são as forças que deram o impulso revolucionário à sociedade nos últimos 50 anos, que foram espezinhadas e querem voltar à luz do dia.  



Querem emancipar-se, estiveram muitas dezenas de anos no subsolo, estão ainda cegas, mas querem ver a luz do dia.



Querem uma nova sociedade de futuro. 



Vêem ao largo, ainda no mar alto, uma vaga estilo maremoto, que irá desembocar numa revolução social, mas não sabem ainda quando chegará a terra, porque vai obrigar, nos próximos anos, os homens - os seus partidos, novos ou velhos - a formular a capacidade de forjar a sua própria emancipação.



segunda-feira, fevereiro 14, 2011

"O Ocidente esquece seus vizinhos árabes", diz escritor sírio


Mundo | 13.02.2011

O escritor sírio Rafik Schami vive na Alemanha desde 1971. Em entrevista à Deutsche Welle, ele comenta a onda de protestos no mundo árabe e critica as posturas hesistantes da UE e dos EUA em relação à região.

Deutsche Welle: Em seu romance Die dunkle Seite der Liebe (O obscuro lado do amor), de teor parcialmente autobiográfico, o protagonista Farid luta contra represálias de um regime autocrático, mas sem sucesso. Por que essa consciência da necessidade de justiça, liberdade e democracia envolve as sociedades do Oriente Médio como um todo exatamente agora, de tal forma que surgem até movimentos de massa a partir daí?

Rafik Schami: Muita coisa aconteceu. Por um lado, os governantes ficaram, de fato, 30, 40 anos sem fazer nada. Isso foi se acumulando e as mentiras perderam, com o tempo, sua credibilidade perante a maioria da população. No início, apenas cidadãos críticos – intelectuais talvez, professores universitários e jornalistas – percebiam que tudo era mentira. Mas a maioria é sempre lenta. Até que entendam, é preciso de tempo.

Por outro lado, os meios de comunicação de massa sofreram uma revolução. O intercâmbio crescente de informação levou a uma concentração do ódio. A pobreza, a humilhação e a postura fraca dos soberanos frente à nação – que pensam, acima de tudo e de forma brutal, no enriquecimento próprio – contribuíram. Reunindo tudo isso, poderia-se explicar por que isso tudo está acontecendo agora e não aconteceu há 10 ou 20 anos. 

Em sua obra, você denuncia o profundo marasmo cultural e as incongruências tanto em sua terra natal, a Síria, quanto em outros países árabes. A mudança política, que observamos ali no momento, é uma mudança de toda a sociedade ou apenas fogo de palha, que vai se apagar daqui a pouco?

Para não ser ingênuo, é preciso cogitar as duas possibilidades. Há sempre a possibilidade de um retrocesso. Sempre houve revoluções que se autodevoraram e se transformaram em ditaduras sangrentas. Mas os egípcios criaram uma nova alternativa. Como povo antiquíssimo, eles conduziram, pela primeira vez na história da humanidade, uma revolução pacífica, com o apoio de oito a nove milhões de cidadãos, que agora reconhecem o quanto são capazes de agir.

Esses cidadãos carregam agora as flores que brotam, como na primavera, dessas novas conclusões. Mas para que daí surjam frutos, é necessário abelhas, como sabemos em analogia ao universo das plantas. E é preciso haver ajuda de fora e situações favoráveis. Esses jovens não só deixaram para trás os intelectuais, como também ignoraram todos os partidos.

Jovens egípcios tomaram a frente em prol de mudançasBildunterschrift: Jovens egípcios tomaram a frente em prol de mudanças
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Se os partidos fossem sinceros, eles precisariam admitir que estão ficando defasados. Quais serão os efeitos disso na consciência da população? Ainda não se pode dizer. Só é possível esperar que tudo não acabe em uma guerra civil. Para um povo que destituiu um ditador de forma pacífica, o conceito da "paz" é muito fértil.

Acabamos de ver que o impulso da revolução veio diretamente do povo, dos jovens. Os países ocidentais não intervieram. Como você vê o papel do Ocidente na região depois dos últimos acontecimentos?

Para ser sincero, acho o papel do Ocidente vergonhoso, principalmente essa hipocrisia dos EUA. De súbito, eles ficam preocupados com a liberdade e tal. E eles nos repreendem diante da possibilidade de que a Irmandade Muçulmana possa assumir o poder. É tudo mentira. A Irmandade Muçulmana representa uma força política de aproximadamente 10%. Ou seja, eu não iria agora questionar a democracia porque um partido mais à direita governa.

No Egito, há uma ampla gama de todas as forças políticas: religiosas, nacionalistas, liberais, socialistas, independentes, mentes absolutamente livres, talvez também anarquistas. Esses são os egípcios e o Ocidente fica olhando. Há três semanas, as pessoas lutam por meio do bem mais precioso da democracia, ou seja, através das manifestações pacíficas. E ninguém lhes ajuda. As pessoas percebem que se o Ocidente quisesse ajudar, reagiria de outra forma.

Na sua opinião, o Ocidente passou tempo demais observando e apoiando Estados árabes autocráticos?

Sim, mas acredito que nem tenha sido com más intenções. Acho que o Ocidente confia rápido demais nos governantes; confia demais no silêncio tumular, que impera nesses países; confia rápido demais que o consumo poderia mudar alguma coisa. Isso é um lado, mas o Ocidente – e me refiro aqui, em primeira linha, à Europa – esquece muito rapidamente que os países do Mediterrâneo são seus vizinhos.

Nicolas Sarkozy e Ben Ali, em 2008: 'apoio constrangedor', diz Schami 
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A Itália está localizada em frente à Tunísia e ao Norte da África. Aqui ainda não se tem de forma alguma a consciência, de que aquilo que acontece lá, também diz respeito ao Ocidente. Quando se vê como os governantes em todos os países europeus, não somente na Alemanha, reagem, e quando se vê como a França apoiou Ben Ali até o último minuto, percebe-se o quanto a situação é estimada de maneira errônea. A imbecilidade dessa oferta a Ben Ali foi tamanha que dava para quase ter pena de Sarkozy.

Por muito tempo acreditou-se que os povos árabes não estavam preparados para uma democracia. E que só podiam escolher entre ditadura e Estado religioso. Qual é sua opinião sobre isso?

Já ouvi esse argumento com frequência e tive também meus medos, porque faço parte de uma minoria cristã. Mas, depois de um tempo, passei a não acreditar mais nisso. É sempre possível haver retrocessos, mas eles também podem existir em uma democracia. A população foi mantida quieta, anos a fio, sob mão de ferro. Os islâmicos e a Irmandade Muçulmana eram o único grupo protegido pela Arábia Saudita: com recursos financeiros, propaganda, treinamentos.

E o Ocidente via isso com prazer. Enquanto eles podiam ser instrumentalizados como anticomunistas, eram até cortejados. Mais tarde, as forças conservadoras autocráticas pareciam ser a única alternativa. Mas tudo aquilo que estava fermentando entre a população, isso a mídia não entendeu, nem a árabe, nem a europeia.

Rafik Schami (65) é um conceituado escritor sírio, radicado na Alemanha desde 1971. Entre suas obras mais conhecidas estão O obscuro lado do amor, de 2004, e O segredo do calígrafo, lançado em 2008.

Entrevista: Nader Alsarras (sv)
Revisão: Carlos Albuquerque
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terça-feira, junho 29, 2010

Controlinveste avança com despedimento colectivo no 24 Horas e no gratuito Global



Diário pago da Controlinveste sai amanhã pela última vez, gratuito na quarta-feira

28.06.2010 - 17:48 Por Ana Machado
Afinal o 24 Horas não será o único título da Controlinveste que vai encerrar. Depois do anúncio do fecho daquele diário, o grupo detido por Joaquim Oliveira anunciou que também encerrará o diário gratuito do grupo, o Global. Em comunicado, informam que o despedimento colectivo é inevitável. Ao todo são mais de 30 os profissionais que ficam no desemprego.
 (DR)

A informação do encerramento, foi hoje comunicada oficialmente à redacção, directamente pela administração, no dia em que se fechava o último número do 24 Horas, que sai amanhã pela última vez para as bancas. O Global sai pela última vez na quarta-feira.

Pelos trabalhadores foi distribuído um comunicado, onde a empresa agradecia a dedicação de todos, mas justificava a decisão com a “profunda alteração estrutural do mercado de imprensa”, que “exige decisões estratégicas”.

Mas o comunicado que chegou à agência Lusa ia além desta informação que chegou, por escrito, aos trabalhadores, falando de “um processo de despedimento colectivo envolvendo os profissionais em causa”.

A decisão de despedimento colectivo foi por isso acolhida com alguma surpresa, tal como a decisão de encerrar o gratuito Global, que tinha sofrido uma remodelação gráfica em Maio deste ano e tinha um novo director, Gonçalo Pereira, que transitou precisamente do 24 Horas.

Também o 24 Horas tinha sofrido alterações gráficas profundas em Agosto de 2009, passando a um formato mais próximo de uma revista, embora mantendo a periodicidade diária. E ganhou também um novo editor, Nuno Azinheira, também editor da revista de televisão do Diário de Notícias e Jornal de Notícias, a Notícias TV.

Apesar dos contactos com os funcionários que vão permanecer na empresa – 17 ao todo – terem sido finalizados na passada sexta-feira, só hoje a informação do encerramento chegou oficialmente às redacções.

Ao que o PÚBLICO apurou, serão afectados cerca de dois terços do total de 50 trabalhadores dos dois títulos, entre jornalistas e gráficos, A redacção do gratuito Global era composta apenas por quatro pessoas.

Os trabalhadores integrados serão acolhidos nas redacções do DN, O Jogo e na revista NS, Notícias Sábado, que sai ao fim de semana com o DN e JN.

O JN não receberá nenhum dos profissionais. A Controlinveste detém ainda a rádio TSF e uma participação na Sport TV.

O Sindicato dos Jornalistas já reagiu num comunicado onde exorta o grupo a integrar todos os trabalhadores dos dois jornais nos outros títulos do grupo e lembra a posição do sindicato sobre o Global, modelo ao qual sempre se opôs por se basear na duplicação do trabalho feito pelos jornalistas do grupo sem que isso tenha em conta um acréscimo da remuneração de cada um.

Os dois títulos da Controlinveste são as primeiras vítimas em Portugal da crise recente que tem afectado as empresas de media mundiais, a braços com uma forte instabilidade financeira, provocada pela alteração dos hábitos de leitura e no decréscimo das vendas. Em Fevereiro de 2009 o 24 Horas tinha uma circulação paga de 33.814 exemplares, em Fevereiro deste ano tinha já menos de metade (16.435).
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domingo, junho 06, 2010

Vaga de compra de jornais independentes em Angola



Semanário Angolense, A Capital e Novo Jornal adquiridos por accionista desconhecido

05.06.2010 - 19:29 Por João Manuel Rocha
Um grupo de capitais privados angolanos até agora desconhecido, mas que terá laços com o Governo, anunciou anteontem a compra de três dos jornais mais independentes do país, que se têm caracterizado por um posicionamento crítico.
A Capital foi um dos jornais comprado pelo desconhecido grupo 
Media Investments, 
A Capital foi um dos jornais comprado pelo desconhecido grupo Media Investments, (Mike Hutchings/Reuters)



O negócio está a levantar preocupações sobre a liberdade de imprensa, reforçadas pela mudança de direcção no Semanário Angolense.

A operação traduziu-se na aquisição pelo grupo Media Investments da totalidade do capital do Semanário Angolense e A Capital e de 40 por cento do Novo Jornal. No caso deste último, a entrada no jornal decorreu da cedência de parte da participação da portuguesa ESCOM, do Grupo Espírito Santo, que era de 55 por cento.

Um comunicado do grupo comprador, citado pela Lusa, refere que foi “uma transacção normal, ditada exclusivamente por factores de mercado”. O nome dos accionistas e os montantes envolvidos não foram divulgados. A Media Investments torna-se assim no terceiro maior grupo de media do país, a seguir ao Governo e à Media Nova, cujos proprietários têm supostamente ligações ao executivo.

Nas jornais comprados têm escrito algumas das vozes mais críticas do Governo, caso de Rafael Marques, no Semanário Angolense, e do escritor José Eduardo Agualusa, autor de uma coluna em A Capital. As aquisições ocorrem numa altura em que, notou a Reuters, o Semanário Angolense intensificara as reportagens sobre corrupção.

Um dos primeiros efeitos da compra deste último jornal – que, nas suas investigações, tem tido como um dos alvos mais frequentes o presidente da empresa petrolífera Sonangol, Manuel Vicente – foi a saída do fundador e director, Graça Campos, e o fim da colaboração de Rafael Marques. “O director saiu e disseram-me que eu não escrevo mais para o Semanário Angolense”, afirmou o jornalista à agência. “É muito estranho que o Semanário Angolense seja vendido a uma empresa desconhecida, quando aumentava as críticas ao Governo”, acrescentou.

Reginaldo Silva, jornalista e membro do Conselho Nacional de Comunicação Social, considera importante esclarecer os montantes envolvidos e saber quem são os accionistas da Media Investments. Em declarações à rádio Luanda Antena Comercial, citadas pela Lusa, disse que é preciso saber qual o interesse do grupo em “investir tanto na comunicação social”.
  

URL desta Notícia

http://publico.pt/1440682

Comentários 1 a 10 de 10

  1. CarlosLux . 05.06.2010 20:44
    Via PÚBLICO

    Democracia?

    Mas porque carga d'água vocês querem tanto mal aos Angolanos? Já viram o que a Democracia fez a este rectângulo à beira mal plantado? Deixem lá os Angolanos serem felizes.
  2. Camila , Coimbra. 05.06.2010 23:43

    A imagem do hemisfério sul pós-colonial...

    Floresce o que de pior foi lá plantado pelos colonizadores. Um dia talvez se volte contra os netos e os bisnetos dos colonizadores, aparvalhados que andam com a massificação dos ideais do Maio de 68, if you know what I mean. A felicidade e o prazer a todo o preço, aqui e agora, estupidificam.
  3. jornas... , a voz do dono. 05.06.2010 21:33

    .....

    mas que notícia da treta, olhem para o vosso umbigo...então aqui o publicosinho não é dum "grupo económico" com vastos interesses políticos e que apesar de há decadas dar prejuízo, ainda funciona..porque será...digam lá...
  4. Partido dos Pobres , Portugal. 05.06.2010 21:11

    Grupo económico é grupo económico!!!!

    É normal os jornais em Portugal e na Europa também foram comprados por grupos económicos por razões políticas! Querem um exemplo! Claro! Cá vai! Os jornais são neo-liberais (95%, incluindo RTP, TVI e SIC) pelo que anunciam como salvação da crise o que levou à crise! Não acreditam???? A Hungria afirmou que ia reduzir os impostos (a famosa competitividade de Cavaco Silva, Bagão Félix, Portas, CDS e PSD)! Ora o que se esperava de tantas boas notícias!!! Que a Hungria subisse para AAAAAA . CERTO! O que aconteceu depois do anúncio de tantas boas práticas neo-liberais???? As bolsas Europeias entraram em pânico! Pois era Hungria ameaçou transformar-se em mais uma Grécia!!!!! Como vêem ATÉ já o grande capital foge do neo-liberalismo! Pois sabe que país que não tem rendimentos (fiscais) não paga dívidas! - - - - Assim se vê que quem compra jornais a perder dinheiro outras intenções tem!
  5. Não quero Saber , Algueres em Angola. 05.06.2010 21:08

    que se lixe

    Não quero saber, desde que eu faça o meu cumbo, por mim quero lá saber quem manda em Angola, só quero a minha parte do bolo, o resto que se lixe não quero nem saber...
  6. Anónimo , Cadaval, Portugal. 05.06.2010 20:38

    a fotocópia

    ... devem ter lido no Sol os escritos sobre a compra da TVI pela PT e ... lemnbraram-se de aplicar algo de similar às vozes críticas ... que falta de originalidade ... eh eh
  7. Senra Lopes , Braga. 05.06.2010 20:22

    Serão?

    Não serão os mesmos que estão por detrás do Sol?
  8. beachboy , lx. 05.06.2010 20:19

    o actual governo angolano...

    ...torna o antigo presidente do zaire, Mobutu um menino do coro!...em matéria de corrupção não à pior...enquanto o seu pvo vive na mais profunda miséria!...é um dos governos mais repugnates do mundo!...
  9. Jakim , Perafita. 05.06.2010 20:10

    ai,ai

    Capitais desconhecidos? Para mim cheira-me que é a Santos
  10. Media Investor , Gibraltar. 05.06.2010 19:57

    Media Investments?

    Cheira-me a offshore, devidamente protegida, criada por membros do governo Angolano, com o firme proposito de calar os que escrevem e criticam... penso eu de que...
    .
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sábado, fevereiro 06, 2010

Mídia perdeu capacidade de análise: o Haiti não é o Afeganistão

América Latina

Vermelho - 4 de Fevereiro de 2010 - 11h13

Os 20 mil soldados norteamericanos no Haiti, país com 9 milhões de habitantes perfaz proporção superior às forças conjuntas dos Estados Unidos e da Otan no Afeganistão nesse primeiro ano do governo Obama: 70 mil para uma população de 28 milhões. Nenhuma emissora de televisão e nenhum jornal de renome chamaram a atenção de sua audiência e de seus leitores para esse fato.

Por Washington Araújo*, em Carta Maior

A repórter se aproxima, cria o suspense básico, informa que tem uma pessoa soterrada a menos de três metros de seus pés, aumenta o suspense carregando aflição na voz, aproxima o microfone do chão sem deixar de dizer que “já posso ouvir a voz de uma pessoa, de uma mulher, tem uma mulher aqui embaixo!”
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Quantas dessas cenas não assistimos nas últimas semanas? É inegável que havia compaixão nas cenas gravadas pela repórter. Também é inegável que ela já intuíra que aquelas cenas iriam ocupar o melhor espaço na escalada de notícias da noite, levadas ao conhecimento público por seu principal telejornal. Reportagens como esta correram o mundo e imagens das vítimas, vivas ou mortas, fizeram o mesmo trajeto.
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Foi assim que o mundo tomou consciência da existência do Haiti. Em nosso imaginário, o Haiti assume as feições de pessoa ferida, impotente, entre a vida e a morte, cercada por destroços de construções e também nas informações dando conta que 150 mil a 200 mil pessoas morreram no país em decorrência do terremoto do dia 12/01/2010. As imagens na televisão capturam aquela poeirinha fina, agregando ao ar respirado partículas de areia, cimento e cal.

Repórteres incluem em suas matérias frases, antes impactantes e agora absolutamente normais, óbvias como: “Aqui, no que foi um prédio de 6 andares, deve haver algumas centenas de pessoas soterradas” ou frases mais elaboradas e não menos dramáticas como “Estamos em um imenso cemitério... Porto Príncipe está todo assim!” A linha que separa jornalismo de sensacionalismo foi, é e continuará sendo tênue, muito tênue.
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Nos últimos 21 dias o trabalho da imprensa se resumiu a mostrar imagens da destruição da capital haitiana. Devastação e caos. Resgate das vítimas. Ajuda humanitária a caminho. A cobertura brasileira abriu capítulo especial: estamos de luto também por Zilda Arns, Luiz Carlos da Costa e mais 19 militares que atuavam na Força de Paz mantida pela ONU em Porto Príncipe. A imprensa potencializou as dificuldades do país: para lidar com sua reconstrução e demonstrou que o país caribenho apresentava sérios ´defeitos´ de construção.
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Terra de ninguém. Será mesmo?
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A história do Haiti verá o terremoto como evento que desnudou de vez a extrema pobreza e miséria em que o país se encontrava aprisionado. É corrente a percepção que se o Haiti fosse menos pobre os efeitos da tragédia seriam imensamente menores. O Haiti aparece no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) relativo a 2008 na 148ª posição, sendo a nação mais pobre das Américas, com uma expectativa de vida de 60,78 anos e analfabetismo atingindo 52,9% da população. Dos quase 9 milhões de habitantes, 80% vivem abaixo da linha da pobreza. Nos últimos anos, empresas multinacionais, principalmente têxteis, se instalaram no Haiti atrás de mão de obra barata.
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Um mundo tão permeado de boas intenções, tão rápido em oferecer (e enviar) ajuda humanitária, tão sensível a ponto de oferecer aporte financeiro de monta para a reconstrução do devastado país parece deslocado ou incompetente para criar plano de reconstrução do país calcado em princípios básicos de autosustentabilidade.
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O Haiti precisa ser ajudado não apenas por ter sofrido terremoto de magnitude 7 mas porque tem uma história marcada por outras tragédias. No século XIX três potências européias invadiram o Haiti, a França em 1869, a Espanha em 1871 e a Inglaterra em 1877; no século XX os Estados Unidos invadiu o Haiti três vezes: 1914, 1915, permanecendo até 1934; e novamente voltou a invadi-lo em 1969. Cada invasão externa assemelha-se a uma fábrica de saques, ruínas, destruição, dor e morte.
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Os haitianos foram, portanto, vítimas de terremotos morais provocados por outras nações tiveram sua autoestima como nação e povo reduzida a nota de rodapé da História. É bom recordar que uma nação não invade outra, mobiliza tropas, gasta fortunas com deslocamentos e guerras unicamente pelo prazer de invadir. Um país é invadido porque tem riquezas a serem saqueadas, possui localização geográfica estratégica e sua população – militar e civil – é despreparada para o exercício bem sucedido da autodefesa.
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As invasões, isoladamente, não foram suficientes para exterminar o Haiti e na entressafra de invasões estrangeiras o povo haitiano foi vítima de ditaduras sanguinárias instaladas pelo médico François Duvalier, o temido bicho-papão (tonton macoute) conhecido como Papa Doc (1957 a 1971), sucedido por seu filho Papa Doc (1971 a 1986). Ajoelhado, ante o pedestal dos dominadores estrangeiros, o Haiti viu sua história desaparecer no ralo. E de forma quase ininterrupta.
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A imprensa substitui olho humano por olho de vidro
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A imprensa vem informando que o maior desafio pós-terremoto é levar a ajuda humanitária aos milhões de necessitados, no menor espaço de tempo possível. E até a guerra de bastidores envolvendo brasileiros e usamericanos para determinar qual país seria o responsável pela coordenação geral das operações recebeu amplo espaço na imprensa. O Brasil tinha 1.266 militares no Haiti, subiu para 2.600. Os Estados Unidos que tinha menos que 1.000 soldados no país apoiando a Força de Paz da ONU para Estabilização do Haiti (Minustah) elevou este contingente para 20.000.
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Considerando que a embaixada dos EUA em Porto Príncipe era a terceira maior embaixada americana no mundo e tinha 3 mil homens, o número de americanos no Haiti ronda os 25.000. Neste ponto a imprensa tem deixado vazios abissais como o de não apresentar tabelas comparativas com número de militares, por nacionalidade, chegando e saindo do Haiti e inexistência de “boxes” no estilo “Entenda o caso” para informar sobre a história do país e a relação destes com algumas das potências estrangeiras que no passado ali estiveram como invasores e agora como pontas-de-lança de ajuda humanitária pós terremoto.
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A cobertura privilegia o superficial, as imagens da tragédia, as dificuldades para a vida voltar ao normal na capital haitiana, denúncias sobre seqüestro de crianças vem sendo veiculadas. Mas nenhuma emissora de televisão e nenhum jornal de renome chamaram a atenção de sua audiência e de seus leitores para o fato de que os 20.000 soldados norteamericanos no Haiti, país com 9 milhões de habitantes perfaz proporção superior às forças conjuntas dos Estados Unidos e da OTAN no Afeganistão nesse primeiro ano do governo Obama: 70 mil para uma população de 28 milhões.
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A imprensa parece ter perdido nos escombros de Porto Príncipe sua capacidade de análise, afinal, em um cálculo preliminar constata-se que numa base per capita haverá mais tropas no Haiti do que no Afeganistão, zona de guerra declarada já há bastante tempo.
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Para além das imagens de mães em transe acalentando filhos mortos em seus braços, cenas que perfuraram minha alma como se fossem afiados ganchos, a imprensa apresentou ao mundo o Haiti como um país, como um Estado falido, uma nação desgovernada por completo, como se um terremoto - por maior que fosse sue grau na escala Richter – tivesse o poder letal de transformar em ruína a capacidade de um povo de usufruir o direito à autodeterminação.
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Nesse sentido, vemos o terremoto como pano de fundo para que se passe à opinião pública mundial o conceito de que o Haiti é incapaz de se organizar e se governar por si só. Está, então, desfraldada a perversa tese de que o Haiti necessita ser monitorado e seu bem-estar passa por um regresso aos tempos dos protetorados. E tudo isso para o seu bem. Os haitianos que vi nos telejornais eram todos eles sobreviventes da catástrofe.
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Procuram-se: 8.800.000 haitianos
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Onde se encontram os demais oito milhões e oitocentos mil haitianos, esse formidável contingente populacional não afetado diretamente pelo terremoto? Faltam imagens em minha mente de haitianos não afetados diretamente pelo terremoto e falando de seu país. É preciso destacar que a população do Haiti ultrapassa aos 9 milhões. Onde estão professores, engenheiros e médicos haitianos? E seus comerciantes e donas de casa? Por que não foram alcançados pelos diligentes profissionais da imprensa?
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Será que não deveríamos saber a opinião dos próprios haitianos sobre como entendem que deveria ser conduzido o trabalho de reconstrução de Porto Príncipe? Como a população vê a ação de militares estadunidenses ao empreender o resgate de seu país tão terrível e tragicamente empobrecido? Eles entendem que se trata, desta vez, de uma ação humanitária ou de uma nova invasão? Alguém conhece algum jornalista haitiano que tenha se pronunciado sobre o dia seguinte sobre a semana seguinte após o terremoto?
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A cobertura sobre o Haiti, como um todo, nos subtraiu a voz e o pensamento dos haitianos. E chega de mais matérias tratando apenas do sofrimento humano.
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É mais fácil, claro, tirar um peso da consciência assinando cheque de US$ 375 milhões ou de 50 milhões de euros do que propor e executar políticas públicas de inclusão social e educacional, diminuir sua elevada taxa de mortalidade infantil e criar mecanismos para elevar a qualidade de vida do povo haitiano. Quanto a este aspecto penso que a imprensa tem um importante papel a desempenhar trazendo tais temas para a agenda relacionada à cobertura do Haiti nos próximos meses.
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Existem muitas maneiras de ajudar o povo do Haiti, mas nem só de pão vivem vítimas de catástrofes, sejam estas naturais ou históricas. Veículos de comunicação poderiam influir no futuro do Haiti se mantivessem ´acesas´ reportagens críticas ao mero assistencialismo - sábio e oportuno num primeiro momento e danoso como forma de minar a capacidade de seu povo – e colocassem na agenda do dia a necessidade de que governos e organismos multilaterais agissem de forma ousada e consistente para reconstruir a confiança dos haitianos de que é eles quem melhor poderão... escrever seu próprio futuro.
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*Washington Araújo é jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil, Argentina, Espanha, México.
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    06/02/2010 17h05 "E não paro por aqui",pois todos aprendemos recorrente e pedagogicamente "os meios ,a vontade e a visão das grandes potências para cumprir os compromissos assumidos".Ora,Thiago,ou você é uma alma inocente,absolutamente pura,que não teve que se expor aos martírios e sofrimentos de que somos objetos ao conhecermos os horrores registrados nas páginas da História- que nos falam precisamente dos "meios,da vontade e dos compromissos das grandes potências",para com os povos por elas colonizados,saqueados.assassinados,etc-ou,então,é um agente a serviços dos interesses dessas potências a militar contra os interesses dos povos,como tantos outros que também nos deparamos.Não se esqueça jamais que foi com essa massa podre que Golbery moldou o seu SNI.Mas,como em nós ainda subsiste um pouco de pureza,queremos acreditar de todo coração,que não passas de uma alma pura e boa, comovida com os acenos de ajuda humanitária e desinteressada das grandes potências,recusados por nós.
    Darcy Brasill rodrigues da Silva
    Rio de Janeiro - RJ
  • 1277214002130030071

    06/02/2010 14h16 Desde quando "um grupo de intelectuais haitianos" é representativo do contingente de 9 milhões de haitianos?E mais,tal grupo em vez de denunciar a ameaça que as tropas americanas representam à soberania do Haiti,capitulam e subscrevem um atestado de incapacidade do povo haitiano para autogovernar-se?"Intelectuais" como estes,nós também os temos-e aos montes-espraiados pelas nossas academias,embora não constituam a sua maioria.Um destes"intelectuais",por sinal,por aqui nos deu aulas inesquecíveis de traição nacional.A propósito,Papa Doc também se contava entre o seleto grupo de intelectuais haitianos.Conhecemos bem o material de que são feito supostos membros desta "elite intelectual",em um país onde a maioria do seu povo carece de escolarização .São espíritos colonizados.Neles,a instrução não afugentou o complexo de inferioridade que o colonilismo secular buscou impingir em seu povo-muito pelo contrário-somente a reforçou.Trata-se de uma "doença"de que você,Thiago,também padece!
    Darcy Brasill rodrigues da Silva
    Rio de Janeiro - RJ
  • Erro

    04/02/2010 15h55 Caro Washington Araujo, Com todo o respeito, o senhor comeca o texto com um erro grosseiro: 20.000 sobre 9 milhoes nao eh proporcao maior do que 70.000 sobre 28 milhoes. Nao que o numero nao seja consideral, mas o tal fato que anunciou eh um erro matematico. Abraco
    Pedro Fernandes
    Rio de Janeiro - RJ
  • E não para por aí

    04/02/2010 15h13 O grupo ainda afirma que "apenas as grandes potências têm a vontade, a visão e os meios para responder no longo prazo pelos compromissos assumidos. O Haiti não tem condições de servir outra vez como tubo de ensaio para ambições de POTÊNCIAS REGIONAIS, cujo papel nos últimos anos tem sido, na melhor das hipóteses, supérfluo. Erros repetidos não podem ser acobertados pelos escombros. A responsabilidade jamais assumida por resultados jamais alcançados não deve desaparecer numa vala comum". Assinam o texto os seguintes haitianos: Michèle Oriol (professora de sociologia da Universidade de Estado do Haiti); Daniel Supplice (professor de história da Universidade de Estado do Haiti; Michel Soukar (historiador); Eric Balthazar (sociólogo) e Jean-Philippe Belleau (professor de antropologia da Universidade Harvard). Taí... Para bom entendedor, pingo é letra!
    Thiago Nogueira
    Rio de Janeiro - RJ
  • O que os haitianos realmente querem

    04/02/2010 15h10 Por ignorância ou má-fé, o autor do texto omite que os haitianos já expressaram a sua vontade sobre o processo de reconstrução da capital Porto Princípe. Pouco mais de uma semana após o terremoto que devastou a cidade, a Folha públicou um artigo escrito por grupo de intelectuais haitianos. Gostaria de destacar alguns trechos: "Nos últimos seis anos, os arranjos estabelecidos entre um Estado falido e as desorientadas Nações Unidas e outras organizações multilaterais produziram um fracasso retumbante. Enquanto estas ofereciam os fundos de ajuda, aquelas legitimavam-nas e implementavam-nos, com resultados, na melhor das hipóteses, inexpressivos. À frente dessa nova estrutura de comando e coordenação SOMENTE PODERIAM ESTAR OS AMERICANOS OU OS FRANCESES, uma vez que a liderança dos esforços multilaterais por países caribenhos ou latino-americanos nos últimos 15 anos simplesmente não funcionou".
    Thiago Nogueira
    Rio de Janeiro - RJ
  • A ponta de um iceberg...

    04/02/2010 13h42 Washington Araújo, voce está de parabens pelo excelente texto que resume a tragedia do Haiti. Fica demonstrado que existe uma tragedia bem anterior ao terremoto.E este só fez trazer a tona a ponta de um iceberg de dominações historicas explicitas ou disfarçadas de naçoes europeias e dos USA mais recentemente.O rei estava nú, a grande midia esconde esta nudez e voce disse tudo.
    Tadeu Colares
    Recife - PE
  • Perda d.e. capacidade

    04/02/2010 11h53
    Parabéns ao Mestre Araújo pelo texto, mas a mídia não perdeu capacidade de análise, perdeu a capacidade de informar, o que é muito pior!
    Edú Fróes
    Belo Horizonte - MG
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quarta-feira, dezembro 23, 2009

Estado das Coisas - Enganar os crentes

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Correio da Manhã
 
19 Dezembro 2009 - 00h30

Estado das Coisas

Enganar os crentes

Percebo as preocupações de toda a gente com o tipo de jornalismo que se faz em Portugal. Percebo que é preciso uma reflexão luminosa sobre os fundamentos da liberdade de expressão e seus limites. Percebo que os portugueses e a democracia mereciam outra forma de fazer jornalismo. Percebo as preocupações de Noronha do Nascimento com a Comunicação Social e as constantes violações do segredo de justiça. O que não compreendo é o caminho que nos propõe com a criação de uma entidade política, superpartes, que controle e fiscalize a acção dos média.
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É verdade que a Comunicação Social está em roda-livre, sem ninguém que a responsabilize pela má prática jornalística. O Sindicato dos Jornalistas nada faz e a Comissão da Carteira é um nado-morto, sem força ou competência, limitando-se, de quando em vez, a fazer umas ‘cócegas’ aos jornalistas que não cumprem a ‘legis artis’ – e já vão sendo, infelizmente, a maioria.
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Mais preocupante que a violação do segredo de justiça, que, só por si, não justifica a criação de uma entidade que condicione a liberdade de expressão, é o estado a que chegou o jornalismo entre nós, com jornalistas instrumentalizados pelo poder político e ao serviço das agências de comunicação social. As agências de comunicação, de que, aliás, nenhuma instituição prescinde (é o caso, por exemplo, do presidente do Supremo Tribunal de Justiça), vão enganando os puristas que ainda acreditam na liberdade de expressão e de informação. Esta temática é que merecia ampla reflexão e, talvez, a criação de uma ordem de jornalistas, com poderes disciplinares efectivos. Sei bem dos entraves jurídicos que alguns apontam à criação de uma ordem mas, com o trabalho típico de um relojoeiro, de minúcia e de filigrana jurídica, era possível o legislador ultrapassar estas dificuldades.
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A criação da falada entidade política, para além de colidir com a liberdade de expressão e com o direito a uma informação livre, faz-me lembrar o mau legislador, que, quando não sabe o que fazer, cria leis para ‘tapar o Sol com a peneira’.
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Thomas Browne, num livro proibido pela Igreja, a propósito do julgamento de Galileu, escreveu: " Tal como a razão se opõe à fé, também a paixão se opõe à razão". "Mantenha-se a razão firmemente no seu lugar e apresente-se ao seu tribunal todos os factos, todas as opiniões", disse Thomas Jefferson.
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A paixão cega. A razão, única fonte soberana de autoridade, é a luz que nos deve guiar nesta hora de apertos e dificuldades. E, já agora, porque não uma entidade política, para sindicar as violações do segredo de justiça praticadas pelos actores directos da Justiça?
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Rui Rangel, Juiz Desembargador
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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Lula, o estuprador: nem o Alberto Dinis aguentou

Na Periferia do Império





Posted: 01 Dec 2009 07:44 AM PST
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Leia baixo o texto do Alberto Dinis no Observatório da Imprensa sobre a "revelação" de Cesar Benjamin no Jornal Folha de São Paulo (sexta, 27/11)

A imprensa aloprou

Por Alberto Dines em 1/12/2009

A Folha de S.Paulo consegue se superar a cada nova edição. Mais surpreendente do que a publicação do abjeto texto de Cesar Benjamin (sexta, 27/11), sobre o comportamento sexual do líder metalúrgico Lula da Silva quando esteve preso em 1979, foi a completa evaporação do assunto a partir do domingo (29), exceto na seção de cartas dos leitores.

Num dia o jornal chafurda na lama, dois dias depois se apresenta perante os leitores de roupa limpa e cara lavada, como se nada tivesse acontecido. E pronto para outra.

Não vai pedir desculpas? Não pretende submeter-se ao escrutínio da sociedade? Não se anima a fazer um debate em seu auditório e depois publicá-lo como faz habitualmente? E onde se meteram os procedimentos auto-reguladores que as empresas de mídia prometem há tanto tempo quando se apresentam como arautos da ética? Não seria esta uma oportunidade para ensaiar algo como a britânica Press Complaints Comission (Comissão de Queixas contra a Imprensa)?
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E por que se cala a Associação Nacional de Jornais? Este não é um episódio que põe em risco a credibilidade da instituição jornalística brasileira? Um vexame destas proporções não poderia servir de pretexto para retaliações futuras? Ficou claro que depois do protesto inicial ("Isto é uma loucura!"), o presidente Lula encerrará magnanimamente o episódio. A Folha, em compensação, enfiará o rabo entre as pernas.
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Ninguém estrila
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É bom não perder de vista o fato de que esta lambança de um jornal isolado será fatalmente estendida à mídia como instituição. E logo alimentará as inevitáveis desavenças da próxima campanha eleitoral. Isto não interessa aos que desejam preservar o resto de republicanismo desta imensa republiqueta nem àqueles que levam o jornalismo a sério e não querem vê-lo desacreditado, como acontece na Venezuela.
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A verdade é que a imprensa brasileira aloprou, levou a sério sua proximidade com o show-business; a obsessão pelo espetáculo e pela "leveza" levou-a para o âmbito da ligeireza, vizinha da irresponsabilidade.
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Por outro lado, o controle centralizado das redações associado ao terror de iminentes demissões em massa desestimula qualquer cautela e a mínima prudência. Ninguém estrila ou esperneia. Os jornalistas brasileiros, apesar de tão jovens, andam encurvados – de tanto dar de ombros e não importar-se.
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Ano penoso
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Há exceções, tênues, percebidas apenas pelos especialistas, porque nossa mídia – ao contrário do que acontece nos EUA e Europa – faz questão de apresentar-se indiferenciada, uniformizada, monolítica, sem nuances.
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Este 2009 foi um ano penoso para a Folha, o jornal talvez prefira esquecê-lo. Mas seus parceiros de corporação deveriam refletir sobre o perigo de atrelar uma indústria ou instituição aos faniquitos juvenis de quem ainda não conseguiu assimilar os compromissos públicos de uma empresa privada de comunicação.
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Em tempo: O recuo da Folha na edição de terça-feira (1/12) é ainda mais vergonhoso do que a denúncia da sexta-feira anterior. Colocar na boca do pivô do episódio que "o artigo de Benjamim é um horror" é uma manobra capciosa, covarde, para responsabilizar um articulista delirante e inocentar diretores irresponsáveis. A Nota da Redação, na seção de cartas, está atrasada quatro dias: pode satisfazer as dezenas de missivistas que se manifestaram, mas despreza os milhares que, horrorizados, leram o resto do jornal.
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Leia também - Lixo em estado puro – A.D.
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Na Periferia do Imperio - http://www.naperiferiadoimperio.blogspot.com