A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sexta-feira, setembro 25, 2015

NÃO É SOLIDARIEDADE, É RESPONSABILIDADE




SEXTA-FEIRA, 25 DE SETEMBRO DE 2015


A história repete-se, já sabemos. Ciclicamente os episódios repetem-se, com outros protagonistas, outras roupagens, mantendo aquelas que são as questões centrais. A humanidade assiste e interpreta os seus papéis, consoante a época, dependo desta, nessa repetição, a diferença no resultado. Há quem hoje leia sobre o que aconteceu na Europa dos anos 30 como algo distante, que dificilmente encontrará paralelo. Como se fosse uma invenção cinematográfica, sempre olhada e interpretada com a distância que a qualidade de espectador nos confere. Até porque, na maioria das vezes, a técnica da pessoalização dos conflitos leva-nos a pensar que determinados fenómenos tiveram lugar porque aquele chefe de estado era mau, era maluco e tudo dependia da sua vontade pessoal.


A realidade encarrega-se, diariamente, de evidenciar que os resultados não diferem consoante seja uma boa ou má pessoa no poder. Os resultados são consequência directa de um sistema, uma ideologia, tomadas de posição concertadas que não dependem de um indivíduo mas antes do poder económico e do poder político.

A criação estudada e propositada de condições sociais precárias, o aumento do desemprego, o aumento da pobreza, a debilitação dos sistemas públicos de segurança social não são coisas que caem do céu: são políticas e estratégias delineadas, concretizadas pelas pessoas em quem todos nós votamos. Ou seja, somos nós que determinamos quem executa as políticas e que políticas executa, sejam boas ou más pessoas. Naturalmente, ao votar sistematicamente PS, PSD e CDS-PP, nenhum outro resultado se pode esperar que não seja o actual: pobreza, desemprego, destruição dos serviços públicos. Exactamente o cenário da Europa dos anos 30 que cria o caldo de cultura em que olhamos sempre para o lado e nunca para cima. Passamos a ser os fiscais do próximo, a verdadeira ameaça ao nosso bem-estar é o desempregado, o que recebe prestações sociais, o estrangeiro e, claro, o refugiado.

Não é, portanto, de espantar, a quantidade de comentários racistas e xenófobos que invadiram o quotidiano a propósito da crise de refugiados. Eles são uma ameaça, no quadro da ofensiva ideológica a que a maioria da população não é imune, ao pouco que se tem. Como foram os comunistas, os judeus, os homossexuais, os ciganos na europa nazi-fascista. Contudo, mesmo depois das consequências tremendas da ideologia nazi-fascista, ela repete-se: a Hungria ergue muros de arame farpado e permite que se dispare sobre os refugiados, a UE fala em quotas para se receberem refugiados nos países, a Alemanha contrata refugiados por salários miseráveis, e, no entanto, os países da UE apresentam-se como solidários como se estivessem a fazer um favor humanitário ao receber refugiados.

Apresentam uma qualidade de que não dispõem: são eles os responsáveis pela existência de refugiados por participarem activamente nas decisões e contingentes de guerra que provocam a fuga de milhares de pessoas dos seus países e a morte de tantos outros que ali permanecem. Como se dizia numa iniciativa do Conselho para a Paz e Cooperação: não é solidariedade, é responsabilidade. «Se atropelar alguém, não sou solidário por lhe prestar assistência. É a minha responsabilidade e se o não fizer, é crime». Dito assim é bastante simples. O problema é que a mesma Europa que se diz solidária, rejeita as suas responsabilidades e continua a financiar e a manter guerras, continua a destruir empregos, serviços públicos, continua a destruir direitos e a promover o individualismo. É a mesma Europa da repressão, da autoridade musculada, das intervenções policiais. E é a mesma Europa sem fronteiras para o capital e para as políticas repressivas e securitárias.

O impensável? Há refugiados alojados em campos de concentração. Há refugiados em campos de trabalho. Há movimentos nazis que se passeiam nas ruas de cabeça erguida e braço estendido. Está um camarada há uma semana num hospital em consequência de uma violenta agressão de um nazi que o viu ostentar um autocolante da CDU.

Não, não é impensável. Sim, a história repete-se. E sim, há responsáveis e todos nós temos um papel.

Tu já decidiste em que lado estás?


http://manifesto74.blogspot.pt/2015/09/nao-e-solidariedade-e-responsabilidade.html#more
https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2015/09/25/nao-e-solidariedade-e-responsabilidade/

quarta-feira, setembro 23, 2015

CRÓNICAS DE VIAGEM - A MILÍCIA DO AUTOCARRO 712

QUARTA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO DE 2015

Tudo o que vou relatar, aconteceu. Cheguei ao trabalho ainda me tremiam as mãos de incredulidade com o que tinha acabado de se passar.


Enquanto esperava o autocarro (mais uma vez, o 712), vi-o a parar em frente a uma escola. Começaram a sair pessoas a correr e uma delas parou ao meu lado e disse «Isto nunca me aconteceu...Meu deus, vai entrar? Cuidado com a criança». A criança estava ao meu lado num carrinho de bebé e outra pessoa disse o mesmo. Perguntei o que se passava e a senhora diz-me que estava um maluco à porrada no autocarro. Perguntei logo se já tinham chamado a polícia (parecia-me lógico, em vez de ser o motorista a parar o autocarro e a enfrentar a situação).

O autocarro pára à minha frente e vejo seis fiscais da Carris, 5 deles enormes (muito altos e dois deles altos e muito gordos). Vejo um jipe da GNR a chegar que passou a escoltar o autocarro. Entrei convencida que o «maluco» estaria dentro do autocarro, mas só via fiscais a barrar passagens. Pela conversa apercebi-me de que o «maluco» estaria numa paragem à frente por ter deixado a mochila dentro do autocarro.


Perguntei a um dos fiscais se os passageiros tinham sido agredidos, ao que me respondeu «Não, fomos nós». Ora, isto começou a parecer-me estranho. Chegados à paragem ouço «Não abras a porta!». Vejo uma pessoa acercar-se do autocarro. Um jovem alto bateu à porta e disse «Por favor devolvam-me a mochila, tenho que ir trabalhar». E seguiu-se este diálogo:



- Não damos mochila nenhuma. Identifique-se.
- Não me identifico nada, a não ser que a PSP me peça identificação. Devolvam-me a mochila.
- Não senhor. O senhor quer andar de autocarro tem que pagar.
- Ouça, já lhe disse que o meu passe tem dinheiro. Não tenho culpa que a máquina não esteja a funcionar.
- Identifique-se.
- Aliás, eu tentei sair do autocarro, este senhor é que me barrou a saída e agrediu-me. Dê-me a mochila que eu estou atrasado para o trabalho.
- Não damos mochila nenhuma.
- Com esta palhaçada estão a deixar aquelas pessoas todas [apontou para uma paragem cheia de gente] à vossa espera! Quero a minha mochila, vocês não podem fazer isto.
- Esteja calado!
- Eu não tenho dinheiro para pagar nenhuma multa, eu tinha dinheiro no passe, dê-me a minha mochila ou é preciso ser a mal?



[Estava um GNR e um PSP a assistir a tudo, sem se manifestarem]


Nisto, não consegui ficar calada ao ver seis fiscais a ameaçarem o homem e a ficarem com os seus pertences. Levanto-me do banco e dirijo-me à porta.


- Sou advogada. Vocês não podem fazer isto. Está ali a PSP e a GNR podem tomar conta da ocorrência e identificar este senhor. Têm que lhe dar a mochila.
- É o quê? Esteja mas é calada, não sabe nada.
- Os senhores não podem fazer isto, não são agentes da autoridade.
- Não sabe nada, vá mas é estudar.



Um dos fiscais vira-se para trás, empurra-me e grita «Saia daqui».


Insisto.


- Não são agentes da autoridade. Façam o favor de devolver a mochila.


O fiscal continua a empurrar-me em direcção às traseiras do autocarro e pergunto se ele me vai agredir ou expulsar.


Insisto.


- Não podem fazer isto.
- Não devolvemos nada, cale-se.



Nisto vou buscar a mochila. Sou agarrada no braço pelo mesmo fiscal que me projecta para o banco do lado. O senhor «maluco» entra no autocarro e pega na sua mochila e esse fiscal que me agarrou e o mais alto deles todos acercam-se dele para lhe bater e eu meto-me no meio. O GNR entra e diz «Calma, calma» e nada faz.


Peço ao fiscal que se identifique e digo-lhe que ele não pode agir assim. Ouço um «esteja calada» e o mais alto vocifera insultos. Um deles diz que por ser advogada não tenho autoridade nenhuma, ao que respondo que é verdade, somos dois. Mas como cidadã tenho o dever de defender pessoas quando vejo os seus direitos a serem violados.


Nisto saem todos do autocarro, que fecha as portas e arranca. Apanha as pessoas da paragem e ao virar-me para trás começo a ser violentamente insultada por todos os passageiros que permaneceram em silêncio todo o tempo.


«Não viu o que ele fez, estavam crianças! Não viu! Ele a atirar carrinhos do Lidl, se fosse consigo... Ainda o foi defender?»


Respondi que todos têm direitos e que os fiscais não podem identificar pessoas, ficar com os seus pertences e agredi-las.


- Podem, podem. Não viu o que ele fez! Estavam crianças!
- Minha senhora, estava a PSP e a GNR. Não podemos fazer justiça pelas próprias mãos.
- Ai não? Ele é que estava a fazer. E os fiscais têm razão. Ele merecia.
- Minha senhora, todos temos direitos. Mesmo os que cometem crimes.
- Você deve ser boa, deve.
- Nem imagina.



Pausa:
Portanto, um passageiro, que tinha o passe carregado e a máquina não obliterou, é abordado por seis fiscais. Explica. Querem passar-lhe multa. Pede para sair do autocarro. Bloqueiam-lhe a passagem e agridem-no. Responde com agressões. 6 fiscais agridem-no de volta. As pessoas saem do autocarro em pânico. As que ficam, acham que os fiscais têm razão, deviam ficar com a mochila dele e agredi-lo. As autoridades são chamadas, assistem e deixam que os fiscais continuem a exercer violentamente a sua inexistente autoridade.



Maluco! Maluco! Gritam as pessoas assustadas. Maluco!


Fim da pausa.


O senhor da frente disse-me que não respondesse a mais nada. Ouço uma passageira que tinha entrado a dizer:


- As pessoas não têm dinheiro para pagar o passe. Está muito caro. Ele já tinha saído do autocarro, não podem ficar com as coisas dele!


O senhor da frente diz-me: estão todos muito exaltados. Isto vai piorar. E os julgamentos são públicos. Sou advogado há 52 anos, sei bem o que está a sentir. Mas isto vai piorar. Por isso lhe disse que tivesse calma. Estava descorada. Logo hoje, que até tinha posto um bocadinho de blush.


É isto que esta política está a criar: desespero, violência, abusos de autoridade, linchamentos públicos. A razão deixa de existir. A solidariedade nem vê-la. O outro é sempre culpado. É sempre o que ameaça a nossa segurança, o nosso emprego, o nosso bem-estar. Não interessa que história há ali. Ganha o que tiver mais força. Sabendo disto não consigo deixar de sentir desprezo. Pela atitude dos fiscais e pela atitude das pessoas que prontamente me insultaram e pediam sangue. Pensei que talvez votassem na direita e achassem que assim é que se está bem. Que precisamos de intervenções musculadas contra os patifes que não têm dinheiro. Perguntava-me quando uma coisa destas iria acontecer. Foi hoje. Esperava, sinceramente, outra resposta por parte dos passageiros. Mas o capitalismo sabe demasiado bem o que faz. E as evidências estão aí.


*Foto - Police Athletic League, Stanley Kubrick

terça-feira, julho 30, 2013

Portugal não é a Grécia. Nem o Egipto. Nem a Tunísia. Nem o Brasil. Nem a Turquia.




O governo de Passos Coelho e Portas – e Cavaco -, é provavelmente o governo que enfrentou mais contestação pública desde a constituição da Assembleia da República. Greves gerais, greves sectoriais, manifestações sindicais, manifestações de outros movimentos sociais, manifestações de partidos, concentrações, acções, protestos em plena A.R., esperas públicas, invasão de palestras, tem sido este o variado menu de protesto e de proposta de alternativas de Esquerda. Precisamos de o manter e de o alargar, quer na quantidade quer na qualidade.
A coisa só se dá com união, ponderação e determinação. Têm sido muitos a pedir a união das “esquerdas” – coloquem o PS dentro ou fora disto, conforme vos apeteça ideologicamente – e têm sido muitos a trabalhar para essa desunião, muitas das vezes têm sido os mesmos a fazer as duas coisas em paralelo. A bandeira da unidade é frágil, tem um pano enorme e um pau muito pesado, não se ergue com palavras, segura-se com actos.
A crítica costuma rondar sempre a mesma questão: a CGTP e os partidos da esquerda parlamentar não mantêm as pessoas na rua.
 A CGTP e a esquerda parlamentar têm os seus percursos, as suas ideias, as suas formas de fazer e os seus caminhos. Durante anos – décadas no caso da CGTP e do PCP – deram luta ao fascismo, ao “soarismo”, ao “cavaquismo” e agora ao liberalismo económico. Estas lutas não lhes dão autoridade moral em relação aos mais novos e menos experientes, dão-lhes apenas História e maior organização. Em todos esses anos deram passos em frente e passos atrás, reinventaram-se, bem umas vezes e mal outras. Quem está com eles em muitas das suas reivindicações e ideais mas não concorda com os seus planos de acção só tem uma coisa a fazer: meter as mãos à obra e criar o seu espaço.
É preciso coerência e consequência. Disse a Rita Veloso que os críticos das acções da CGTP e da esquerda parlamentar, «curiosamente, nas suas críticas incluem portentos como “deviam era ter convocado assim, ou mobilizado assado”. Ou seja, censuram, censuram, mas continuam à espera de que os outros tomem a iniciativa. Será porque sozinhos a sua capacidade de mobilização é quase nula? Deveriam talvez interrogar-se sobre as razões pelas quais os outros têm a capacidade de mobilização que têm…» Disse e disse bem.
As pessoas deviam, provavelmente, estar todos os dias na rua como o fazem e fizeram no Egipto, na Tunísia, no Brasil e na Turquia. E porque não ir buscar o exemplo de Ghandi? Ou o exemplo de Simon Bolívar? Ou o exemplo do homem que iventou a roda e que, à sua maneira, revolucionou o Mundo? Mas Portugal é Portugal, com as suas qualidades e defeitos, e com a sua rua muito própria e sui generis.
Também estes países são inimitáveis, pela sua cultura, pelos diferentes problemas vividos pelas suas populações, pela influência da religião nos aspectos políticos, pelos tipos de regime e de organização políticia e social dos seus estados e a diversidade infindável de partidos políticos. Especificando as conquistas que naqueles países foram alcançadas com os protestos diários, e de forma resumidíssima, vemos que:
- no Egipto e na Tunísia caíram duas ditaduras. Neste momento, no Egipto, as ruas já fizeram caír o suposto governo da mudança, substituído por um governo marcadamente liberal e pró-imperialista, que tem chacinado os apoiantes de Morsi. Na Tunísia continuam a assassinar-se líderes da oposição;
- na Turquia conservou-se um parque, mas Erdogan continua no poder e sem sinais de o abandonar;
- no Brasil, e porque no poder está um governo teoricamente mais inclinado à Esquerda e que tem como obrigação mínima ouvir as pessoas, o aumento dos transportes foi parado e algumas medidas exigidas pelas ruas podem vir a ser aplicadas. No entanto continuamos em stand-by, à espera de ver Dilma cumprir o pouco que prometeu.
Tivemos revoluções não concretizadas ou que tardam em concretizar-se, tivemos a manutenção de poderes altamente e violentamente criticados e temos um povo posto na expectativa e com uma rua constante mas cada vez menos ruidosa. Parecem-me pequenas conquistas para tão grandes e contínuos protestos, principalmente quando em nenhum deles se atingiu o mais importante: a melhoria inquestionável das condições de vida das suas populações e a implementação de regimes solidamente democráticos.
Se olharmos para Portugal e para a proporcionalidade das massas nos protestos podemos ficar contentes, porque, apesar de não em continuidade, num só dia, 2 de Março de 2013, mais de 20% da população nas ruas, façam as contas e comparem com os outros. Dezenas de outras manifestações tiveram das maiores participações das últimas décadas.
Se olharmos para a proporcionalidade do resultados obtidos, vemos que eles não são muito diferentes dos alcançados nos outros quatro países. Também a nossa rua teve conquistas, umas maiores que outras, mas não atingiu o objectivo mais importante: a melhoria inquestionável das condições de vida das suas populações e a implementação de um regime solidamente democrático.
Para juntar a esta equação temos o nosso país vizinho, a Espanha. Por nos ser mais próximo geográfica e politicamente, a comparação é mais simples. Uma enorme e longa acampada e as gigantescas manifestações semanais que se lhe seguiram tiveram um efeito: colocar no poder um governo ainda mais autoritário que o anterior. Neste momento, esse mesmo governo, demonstra ser um poço de corrupção que as ruas não estão a conseguir guilhotinar e que é surdo a todas as suas reivindicações.
Parece-me provado que não é a constância ou a inconstância da rua que faz ou não a Revolução, é a força que está por detrás dela, a força da sua união em prol de um objectivo comum e concreto, ou, em alternativa, a força das armas que a querem concretizar. Se viajarmos entre Faro e Bragança, percebemos que a “união nacional”, a nossa, a que quer a Revolução está longe de existir. Em muitos pontos do país há até quem suspire pela “união nacional”, mas a outra, a que quer o regresso ao passado.
O governo continua “alive and kicking”. No parlamento, hoje mesmo, conseguiram ver aprovadas uma série de medidas que pioram drasticamente os direitos laborais dos funcionários públicos e das suas famílias. Continua a ser preciso parar este governo. A única hipótese é dar-lhe luta, enfrentá-lo olhos nos olhos e onde lhe dói mais: na rua, no parlamento, nos locais de trabalho, ou seja, em todo o lado. E a CGTP, hoje, esteve à porta da A.R.
E foram a CGTP e também o Que Se Lixe a Troika os dois grupos que mais chamaram a rua e que a tentaram trazer para o nosso lado, cada um com a sua forma de actuar. A rua possível respondeu sempre e esteve e está com eles. Dê um passo convicto à frente quem acha que a estocada final na besta se dá de outra maneira. Convoquem a rua, tirem a limpo se ela está convosco.
André Albuquerque (roubado aqui)

Serena o ser

crónicas de ser e não ser num sereno ser

http://serenaoser.blogs.sapo.pt/112865.html