A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht
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sexta-feira, agosto 06, 2010

Socorro Gomes: "65 anos nos separam de uma marcante tragédia"

Mundo

Vermelho - 5 de Agosto de 2010 - 8h03


A presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, encontra-se no Japão, onde participa da Conferência Mundial contra as Armas Nucleares, na cidade de Hiroxima, e dos atos oficiais organizados por ocasião do 65º aniversário da explosão da bomba atômica, que transcorre em 6 de agosto. Nesta quinta (5), Socorro discursou em Hiroxima.

Leia abaixo a íntegra do discurso, na ocasião do transcurso dos 65 anos dos bombardeios nucleares pelos Estados Unidos da América (EUA) contra o povo japonês:

"Hoje, quando 65 anos nos separam de uma marcante e inesquecível tragédia para a humanidade, algumas simbólicas reminiscências brilham em nossa memória sob os céus da cidade de Hiroxima. Acompanha-nos, em sonora e solene circunstância, uma composição musical do ex-embaixador e poeta brasileiro Vinícius de Moraes, já falecido, ao lado de outro patrício, Gerson Conrad, sob o título “Rosa de Hiroxima”:


Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

O dramático apelo, que ganha substância nos versos do poeta tornou-se emblemático em inúmeros países. E também ofereceu sua singela contribuição, entre as muitas manifestações do espírito humano ofendido pelo genocídio atômico, para que se criasse uma consciência universal em oposição ao uso destrutivo da energia nuclear e ao seu monopólio pelas potências armadas, hegemonizadas pelos Estados Unidos da América.

E foi essa crescente consciência universal que conduziu a luta dos povos, ao longo de décadas, pela paz mundial, em oposição às guerras imperialistas promovidas em todos os continentes e movidas, sobretudo pelos interesses econômicos hegemonistas dos EUA. Isso foi marcante na segunda metade do século passado e cresceu, numa frequência amiúde, na primeira década do atual século 21, sobretudo com as invasões de países como o Afeganistão e o Iraque.

Em todos esses momentos, a chantagem nuclear teve seus desdobramentos, desde os ataques massivos genocidas sobre Hiroxima e Nagasaki. Em resposta a essa arrogância, também cresceu no mundo o clamor pelo desarmamento nuclear. O Conselho Mundial da Paz e todas as organizações que o integram estão engajados neste clamor e nesta luta.

Temos a convicção de que é possível dar passos concretos no sentido do desarmamento. O CMP tem atuado nesse sentido, tendo organizado importantes atividades e participado de outras, organizadas por diferentes movimentos, e de eventos oficiais no quadro das Nações Unidas.

Nosso propósito, ao promover e participar dessas atividades, consiste em ampliar a discussão sobre o assunto com a sociedade e conquistá-la para as atuais e futuras batalhas.

Vive em nossa memória o Apelo de Estocolmo, lançado pelo Conselho Mundial da Paz há 60 anos, quando ocorreu uma expressiva mobilização do movimento pacifista e alcançou-se 600 milhões de assinaturas. Hoje, consideramos que não é factível a não-proliferação sem desarmamento, visto que já existem os instrumentos para a não-proliferação sem que se tenham afirmado as medidas para o desarmamento.

Os EUA, com a pretensão hegemonista que consiste em estabelecer draconianas regras apenas para os demais países do planeta, se afirmam como o maior entrave ao desarmamento. Ao tempo que vedam a outros países os avanços tecnológicos, elevam seu orçamento militar para manter e modernizar suas armas nucleares.

A humanidade terá sempre as tragédias de Hiroxima e Nagasaki como espadas cravadas em seu espírito e na espinha dorsal do processo civilizatório, nos únicos ataques onde se utilizou armas nucleares. Prevalece a consciência de que, naquele momento, os povos foram abalados pela eclosão sem paralelos da destruição em massa. Historicamente, não se apresentou, até a atualidade, nenhum episódio que, de longe, fosse comparável a tanto terror. As estimativas do total de pessoas executadas em massa ultrapassam em muito as avaliações de 140 mil em Hiroxima e 80 mil em Nagasaki — em sua maioria, civis. São consideravelmente mais elevadas, essas estimativas, quando se contabiliza as mortes e mutilações congênitas posteriores, devidas à exposição à radiação.

Entretanto, ao longo das décadas que nos separam das tragédias assinaladas de Hiroxima e Nagasaki, os EUA demonstraram — do Vietnã ao Iraque e Afeganistão, entre as inúmeras guerras que engendrou de modo mais ou menos ostensivo e devastador — que não houve nação mais agressiva e desumana ao longo do processo do desenvolvimento histórico. Suas vítimas no mundo inteiro se contam aos milhões. Cresce também sua capacidade em criminalizar as nações vitimadas, desde as versões fantasiosas e caluniosas sobre “ameaças” que se inspiram no seu próprio terrorismo de Estado, a exemplo do que ocorre hoje em relação ao Irã.

Considerando a necessidade de desenvolvimento da tecnologia nuclear para fins pacíficos, da não proliferação das armas nucleares e do desarmamento, compartilhamos a opinião que os países não devem assinar o Protocolo Adicional ao TNP.

Os países não podem se submeter às pressões, ameaças ou chantagens que acenam com a possibilidade de uso da arma atômica contra quem não for signatário do tratado de não-proliferação em função de sua cláusula adicional. E devem se pronunciar criticamente quanto ao anúncio das novas orientações dos EUA sobre sua política nuclear. No TNP, o desarmamento é declaratório e, no caso da não-proliferação é mandatório, realçando desequilíbrio quanto aos interesses do conjunto dos 172 Estados-Parte.

O ambiente em que vivemos hoje esclarece nitidamente que as potências nucleares não se voltam para a proteção da humanidade, mas para a defesa dos seus interesses próprios quando anunciam — no caso dos Estados Unidos e Rússia — um acordo de redução dos arsenais nucleares. E são crescentes as evidências de que os tratados acerca das armas nucleares alcançam tão somente um desequilíbrio destinado a preservar a posição dos possuidores de poderosos arsenais, à frente os EUA, capazes de destruir a humanidade, tornando a vida mais vulnerável e o mundo mais perigoso e inseguro.

E isso apenas coonesta a tendência destrutiva predominante na história dos grandes impérios, indisfarçavelmente mais ameaçadores em defesa de sua hegemonia, em especial nos momentos de maiores dificuldades e crises, tornando-se mais ofensivos e beligerantes.

A manutenção dos grandiosos arsenais nucleares representa igualmente imensas despesas voltadas para a miniaturização, a alta precisão e a produção de cargas variáveis dessas armas para que sejam operacionais em guerras localizadas — único tipo de guerra imaginável desde a perversa destruição de Hiroxima e Nagasaki.

Os países — a esmagadora maioria dos Estados-Parte da ONU — prejudicados pela ação excludente do hegemonismo imperialista, devem buscar a ampliação do espaço da energia nuclear para fins pacíficos nas mesas de negociações, devidamente informados de que esta posição contraria os países armados, que se recusam a partilhar decisões quando o assunto é segurança.

Pois, sabemos que, nos bastidores dessas negociações, predominam formidáveis e fortíssimos interesses econômicos que se ocultam sob o tema da não-proliferação de armas nucleares para barrar o evento de novos pretendentes ao protagonismo no cenário econômico internacional.

A 8ª Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares – TNP revelou que há muitas resistências à agenda das potências armadas contra a humanidade, mas os estados nucleares membros da Otan (EUA, Reino Unido, França), com o apoio ocasional da Rússia, reafirmaram, de modo arrogante, que a dissuasão nuclear persiste como especial estratégia de defesa das grandes potências.

Não obstante a reafirmação da política hegemonista na 8ª Conferência de Revisão do TNP, destacamos quatro aspectos sensíveis da resistência mundial entre as suas decisões, que, ainda acanhadas, exigem maior atenção:

  1. O debate do desarmamento nuclear persistirá, nos termos da correlação já desenhada, na Comissão de Desarmamento da ONU.
  2. A elaboração, ainda em perspectiva, de um instrumento juridicamente vinculante de garantias do não-uso ou ameaça de uso de armas nucleares contra os países desprovidos dessas armas.
  3. Uma resolução que convoca a realização de uma conferência, postergada para 2012, destinada a debater a implementação de uma Zona Livre de Armas Nucleares no Oriente Médio.
  4. Uma ainda tímida e insuficiente demanda para que Israel — o maior obstáculo à construção da paz na região, que chegou a vender armas nucleares ao regime do apartheid da África do Sul — se incorpore ao TNP e coloque seus arsenais sob vigilância da AIEA.
Neste concerto da resistência mundial, consideramos, enfim, que deve persistir a luta pelo direito inalienável de cada Estado-Parte de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos e em defesa da completa eliminação dos arsenais nucleares.

Companheiras e companheiros, senhoras e senhores, vivemos em um mundo mergulhado em profundas crises econômicas e sociais, que geram grandes conflitos. As contradições interimperialistas e de classes podem redundar em maiores tensões e conflitos armados. O imperialismo norte-americano e seus aliados da Otan preparam desenfreadamente planos de intervenções e guerras nas diversas regiões do mundo que podem ter efeitos trágicos para as soberanias nacionais e aos direitos dos povos e ameaçar a própria sobrevivência da humanidade.

A aprovação de novas sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU, e a imposição de sanções unilaterais adicionais pelos EUA e pela União Européia, visam à manutenção do atual sistema de poder mundial, caracterizado pela hegemonia dos EUA,

As estratégias militar e de segurança nacional dos EUA mantêm seu caráter agressivo e contrariam a retórica de cooperação e multilateralismo. Essas estratégias consistem em planos para impor principalmente pela força e se necessário pela guerra os interesses hegemônicos dos EUA. Segundo essas novas estratégias, os EUA, alegando a prioridade para a prevenção da proliferação nuclear, autorizam a si mesmos, em nome dos seus “interesses vitais” ou de seus aliados, como Israel, a realizar um ataque com armas nucleares, em condições “extremas”, contra qualquer país. Na verdade, é a continuidade da política de “guerra preventiva” e de “guerra infinita” de George Bush. Em outras palavras, manter o poder dos EUA pela força militar, custe o que custar à humanidade.

Os EUA investirão em 2011, 780 bilhões de dólares em suas forças armadas, orçamento recorde desde o final da Segunda Guerra que supera em 49% o orçamento de 2000, e que é maior que os gastos militares somados de todos os demais países do mundo. Os EUA insistem em manter bases militares por todo o globo terrestre, em todos os mares e oceanos. Ultimamente têm intensificado a instalação de tais bases na América Latina, na África, no Oceano Índico e na Ásia Central.

Os EUA e a Otan se capacitam para o que chamam de “Ataque Global Imediato Convencional”. Com a nova estratégia da Otan, que passará a atuar em todos os continentes e mares, até as Ilhas Malvinas e outros territórios próximos da América do Sul, são reais ou potenciais bases militares da aliança agressiva. As forças especiais dos EUA, especializadas em ações clandestinas de guerra, em missões de inteligência, subversão e “desestabilização”, já operam em 75 países, sendo que há um ano estavam em 60 países. “O mundo é o campo de batalha”, disse um alto oficial das forças especiais estadunidenses.

A preparação da agressão ao Irã se intensifica. Para o imperialismo é preciso conter o Irã, reforçar o poderio de Israel a fim de não comprometer o seu controle na região do Oriente Médio e da Ásia Central. EUA e Israel se preparam para uma possível intervenção militar, deslocando forças navais através do Canal de Suez rumo ao Golfo Pérsico, próximo às costas marítimas iranianas. Negociam com a Arábia Saudita o uso do espaço aéreo em eventuais bombardeios.

O roteiro dos EUA é similar ao da guerra contra o Iraque, com pressões diplomáticas, medidas cerceadoras na ONU, campanha midiática com base em falsidades, a alegação de eventual descumprimento das sanções, e o acionar do plano de intervenção militar, direta ou através de Israel. Muitas lideranças políticas, intelectuais e especialistas no tema militar, inclusive nos EUA, levantam a possibilidade da guerra contra o Irã ser “a guerra de Obama”, assim como a guerra do Afeganistão e do Iraque foram as guerras de Bush, que Obama continua.

Na Ásia Central e no Oriente Médio, região estratégica para o domínio imperialista global, os EUA e seus aliados da Otan aumentam seus efetivos militares no Afeganistão, prolongam a guerra e prorrogam a ocupação militar no Iraque e adotam medidas para instalar bases militares na Ásia Central.

Os EUA e Israel ameaçam a Síria e as forças patrióticas no Líbano, sustentam a ocupação na Palestina e o bloqueio criminoso contra a Faixa de Gaza, que a flotilha humanitária, covardemente atacada pelos militares israelenses, tão bem denunciou.

No leste da Ásia os EUA realizaram recentemente, em conjunto com a Coreia do Sul, manobras militares de grande porte na Península Coreana. Em seguida acusaram o governo norte-coreano de afundar um navio de guerra sul-coreano, quando surgem fortes suspeitas de que as próprias forças militares e de inteligência ianques teriam colocado uma mina na embarcação para criar artificialmente uma tensão com a República Popular Democrática da Coreia e tentar isolá-la internacionalmente. Há duas semanas, acentuaram-se os traços agressivos da ação estadunidense na região, com a realização de novas manobras militares na Península e a adoção de novas sanções contra a Coreia do Norte.

Além desses objetivos, os EUA, depois de fortes pressões, conseguiu a manutenção das bases militares em território japonês, em especial a base de Okinawa.

Um pacto entre os governos da Índia e dos Estados Unidos para, nas palavras deles, "conter o terrorismo" foi assinado em 23 de julho em Nova Delhi.

Segundo o pacto, os serviços de segurança e inteligência dos dois países serão compartilhados, em áreas como a segurança marítima, grandes eventos e na "luta conjunta em bases globais contra um inimigo comum, o terrorismo". Esta é mais uma demonstração do intervencionismo norte-americano e da preparação de medidas antidemocráticas em nome da “luta contra o terrorismo”.

Na América Latina recrudescem as pressões contra a Revolução Cubana, a Revolução Bolivariana da Venezuela e os processos democráticos, populares e antiimperialistas em toda a região. Após a reativação da 4ª Frota, os EUA instalam novas bases militares, como em Honduras, onde ajudaram a promover um golpe de estado. A pretexto de ajuda humanitária ao Haiti, após o terremoto no início deste ano, forças militares estadunidenses com mais de 15 mil soldados desembarcaram no país.

Nos últimos dias mais de sete mil soldados, 46 navios de guerra, porta-aviões, submarinos e helicópteros dos EUA instalaram-se em bases na Costa Rica, supostamente para combater o narcotráfico. O governo colombiano que fez um pacto militar com os Estados Unidos e mantêm em seu território sete bases militares em convênio com Washington, segue a linha traçada pelos EUA de tornar o país uma Israel da América Latina e do Caribe.

A resistência dos povos e países oprimidos está impondo derrotas ao imperialismo, no Oriente Médio, na Ásia Central e em outros cantos da Terra. Na América Latina, continuam a florescer as forças populares, democráticas e antiimperialistas.

As recentes provocações do governo colombiano contra a Venezuela obedecem a um plano ardiloso e sinistro de Washington. Os Estados Unidos têm interesse na guerra e buscam criar as condições para uma conflagração na região.

O mundo, e em especial a América Latina, vivem um momento de transição e mudança. Na América Latina foram eleitos vários governos progressistas que, embora em graus diferenciados, contestam a hegemonia norte-americana e buscam abrir caminho para um desenvolvimento soberano e a integração política e econômica da região.

Com a economia em frangalhos e num processo histórico de decadência, os EUA recorrem ao poder militar, terreno em que sua superioridade é incontestável, como último recurso para manter o domínio sobre o mundo. A guerra é, hoje, o principal instrumento do imperialismo. Isto explica um orçamento militar que corresponde à metade dos gastos bélicos do resto do mundo e foi ampliado apesar da crise (agravando os desequilíbrios financeiros e o déficit do governo imperial), bem como a crescente agressividade contra os povos.

Não devemos subestimar o que está ocorrendo na América Latina e no mundo. São graves as ameaças à paz.

Ao mesmo tempo, há razões para o otimismo histórico. Em todas as partes,os povos se movimentam e lutam, opõem-se às tendências de atirar sobre os ombros dos trabalhadores os efeitos da crise, resistem aos golpes e ameaças de guerra, rechaçam as políticas intervencionistas do imperialismo e em muitos casos, avançam na obtenção de conquistas democráticas e patrióticas. Espraia-se a convicção de que é necessário lutar por um novo ordenamento político e econômico mundial. Cada vez mais, o espírito da época é o da luta antiimperialista, da união de amplas forças da democracia, do progresso, da independência nacional e da paz.

A fraternal presença do CMP no Japão, no transcurso do 65º aniversário dos bombardeios nucleares é uma manifestação de solidariedade com o povo japonês e da unidade do movimento pela paz no mundo. É uma ocasião propícia à reflexão e à organização da luta antiimperialista e pela paz. Renovamos a esperança de que conquistaremos, no presente, o futuro da paz, harmonia e prosperidade social no Japão e em todo o mundo.

A paz mundial, a soberania nacional e o progresso social nunca foram tão necessários à humanidade.

Muito obrigada,
Socorro Gomes,
Presidente do Conselho Mundial da Paz
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sábado, julho 24, 2010

O imperialismo planeja novas guerras

Mundo

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Vermelho - 22 de Julho de 2010 - 9h53 

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O imperialismo planeja novas guerras 

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O aprofundamento da crise estrutural do capitalismo e as consequências econômicas e políticas da decadência relativa dos EUA e dos países imperialistas da Europa, estão gerando novos conflitos potenciais em uma situação internacional de transição. A história nos diz que essas situações podem redundar em mais instabilidades, tensões e conflitos armados. E existem planos de guerra dos EUA e da OTAN para vários continentes.


Por Ricardo Alemão Abreu

O imperialismo não está disposto a ceder poder sem opor resistência. Um exemplo recente é o que acontecido depois do Acordo Brasil-Irã-Turquia. O acordo diplomático foi uma vitória das forças defensoras da paz, da soberania e da autodeterminação dos povos, e desmascarou as reais intenções do imperialismo dos EUA e seus aliados europeus, que não estão interessados na paz, mas em limitar o desenvolvimento tecnológico de outras nações para assegurar o seu monopólio da energia nuclear, mesmo para fins pacíficos; e ainda promover a subordinação dos países a uma ordem internacional baseada na opressão e na guerra imperialista.

Os EUA podem desencadear uma “guerra preventiva” contra o Irã

A aprovação de novas sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU, e a imposição de sanções unilaterais adicionais pelos EUA e pela União Européia, visam a manutenção do atual sistema de poder mundial, caracterizado pela hegemonia dos EUA, e sufocar as tendências à multipolaridade e a novos papéis internacionais que podem ter países como o Brasil.

As novas estratégias militar e de segurança nacional dos EUA do presidente Barack Obama retoricamente prometem cooperação e multilateralismo. Na prática, todavia, mantém o rumo de impor seus interesses pela força e pela guerra. Segundo essas novas estratégias, os EUA, alegando a prioridade para a prevenção da proliferação nuclear, autorizam a si mesmos, em nome dos seus “interesses vitais” ou de seus aliados, como Israel, a realizar um ataque com armas nucleares, em condições “extremas”, contra qualquer país, ainda que este não detenha armamento nuclear, como é o caso do Irã. Na verdade, é a continuidade da política de “guerra preventiva” e de “guerra infinita” de George Bush. Em outras palavras, manter o poder dos EUA pela força militar, custe o que custar à humanidade.

Os fatos contradizem a retórica. Depois de um ano e meio de governo Obama, fica cada vez mais claro que os interesses de potência imperialista falaram mais alto que os discursos de campanha. Os EUA investirão em 2011, 780 bilhões de dólares em suas forças armadas, orçamento recorde desde o final da Segunda Guerra que supera em 49% o orçamento de 2000, e que é maior que os gastos militares somados de todos os demais países do mundo. Os EUA insistem em manter bases militares por todo o globo terrestre, como na ilha africana de Diego Garcia, direcionada a um possível ataque ao Oriente Médio e à Ásia Central.

Os EUA e a OTAN se capacitam para o que chamam de “Ataque Global Imediato Convencional”. Com a alteração do caráter da OTAN, que passará a atuar em todos os continentes e mares, até as Ilhas Malvinas e outros territórios próximos da América do Sul são reais ou potenciais bases militares da aliança agressiva. As forças especiais dos EUA, especializadas em ações clandestinas de guerra, em missões de inteligência, subversão e “desestabilização”, já operam em 75 países, sendo que há um ano atrás estavam em 60 países. “O mundo é o campo de batalha”, disse um alto oficial das forças especiais estadunidenses.

As agressões ao Irã se intensificam. Para o imperialismo é preciso conter o Irã e reconquistar a Turquia, antiga aliada e membro da OTAN, para não “desestabilizar” o seu controle na região do Oriente Médio e da Ásia Central. EUA e Israel se preparam para uma possível intervenção militar, deslocando forças navais através do Canal de Suez rumo ao Golfo Pérsico, próximo às costas marítimas iranianas. Negociam com a Arábia Saudita o uso do espaço aéreo em eventuais bombardeios.

O roteiro dos EUA é similar ao da guerra contra o Iraque, com pressões diplomáticas, medidas cerceadoras na ONU, campanha midiática com base em falsidades, a alegação de eventual descumprimento das sanções, e o acionar do plano de intervenção militar, direta ou através de Israel. Muitas lideranças políticas, intelectuais e especialistas no tema militar, inclusive nos EUA, levantam a possibilidade da guerra contra o Irã ser “a guerra de Obama”, assim como a guerra do Afeganistão e do Iraque foram as guerras de Bush, que Obama continua.

Escalada militar estadunidense no Oriente Médio, na Ásia e na América Latina

Na Ásia Central e no Oriente Médio, região estratégica para o domínio imperialista global, os EUA e seus aliados da OTAN aumentam seus efetivos militares no Afeganistão, prolongam a guerra que já é mais longa que a agressão contra o Vietnã, e prorrogam a ocupação militar no Iraque. Mesmo assim não conseguem vencer a resistência nacional e popular nesses países. Recentemente esse fracasso no Afeganistão derrubou o presidente da Alemanha, que foi obrigado a renunciar após cometer indiscrição e confessar publicamente os reais interesses neocolonialistas na região. A diplomacia ianque pressiona o Azerbaijão para instalar novas bases militares nesse país, similares às que existem no Quirguistão e em outras nações próximas.

Os EUA e Israel ameaçam a Síria e as forças patrióticas no Líbano, sustentam a ocupação na Palestina e o bloqueio criminoso contra a Faixa de Gaza, que a flotilha humanitária, covardemente atacada pelos militares israelenses, tão bem denunciou. 
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Na Ásia os EUA realizaram recentemente, em conjunto com a Coréia do Sul, manobras militares de grande porte. Em seguida acusaram o governo norte-coreano de afundar um navio de guerra sul-coreano, quando surgem fortes suspeitas de que as próprias forças militares e de inteligência ianques teriam colocado uma mina na embarcação para criar artificialmente uma tensão com a Coréia Popular e tentar isolá-la internacionalmente.

Além desses objetivos, os EUA queriam influenciar as eleições na Coréia do Sul e pressionar o premiê do Japão a manter bases militares estadunidenses em seu território, em especial a de Okinawa, e assim romper uma promessa feita na campanha eleitoral. No Japão o resultado foi a manutenção das bases estadunidenses e a renúncia do premiê japonês.

Diante do anúncio de novas e ainda maiores manobras militares navais EUA-Coréia do Sul no mar Amarelo, que contarão com o famigerado porta-aviões George Washington, o “Diário do Povo”, jornal do Partido Comunista da China, advertiu para os “riscos para a paz e a estabilidade regional”, e declarou “firme oposição” a mais esta “hostilidade contra a China”. 
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Na América Latina recrudescem as pressões contra a Revolução Cubana e as ameaças à Venezuela, considerada pelos centros de inteligência de Washington “a principal ameaça” contra os EUA nas Américas. Após a reativação da 4ª Frota, os EUA instalam novas bases militares, como em Honduras, onde ajudaram a promover um golpe de estado. A pretexto de ajuda humanitária ao Haiti, após o terremoto no início deste ano, forças militares estadunidenses com mais de 15 mil soldados desembarcaram no país.

Nos últimos dias mais de 7 mil soldados, 46 navios de guerra, porta-aviões, submarinos e helicópteros dos EUA instalaram-se em bases na Costa Rica, supostamente para combater o narcotráfico. O governo colombiano segue a linha traçada pelos EUA de tornar o país uma Israel da América Latina e do Caribe.

Hillary Clinton, chanceler de Obama, comanda a reação diplomática imperialista contra o Brasil. Depois dos países que detém armas nucleares, o Brasil é o país que possui o programa nuclear para fins pacíficos mais avançado, até mais avançado que o iraniano. Por isso, a ameaça ao Irã é também indiretamente uma ameaça ao Brasil, que já recebe pressões e pode ser a próxima vítima. É justamente isso que explica a iniciativa brasileira e turca que resultou no Acordo Brasil-Irã-Turquia.

Os EUA, surpresos com o êxito do acordo, e contrariados pela política externa do governo Lula em diversos temas como na resistência aos golpistas de Honduras, fazem de tudo para isolar o Brasil. Logo depois do anúncio do acordo, a Agência Internacional de Energia Atômica alertou para o risco do Brasil estar gestando armas nucleares e anunciou novas investigações intrusivas em nosso programa nuclear.

A resistência antiimperialista obtém vitórias

A ofensiva militar imperialista global atinge escala inédita, entretanto, não há como colocar travas na roda da história. O capitalismo na sua fase imperialista é um sistema historicamente superado que espalha sangue e destruição em sua rota decadente. A resistência dos povos e países oprimidos está impondo derrotas ao imperialismo, no Oriente Médio, na Ásia Central e em outros cantos da Terra. Em nosso continente, a América Latina, continuam a florescer as forças populares, democráticas e antiimperialistas. O povo brasileiro luta para que, nas eleições de outubro próximo o Brasil siga avançando e mantenha a sua política externa independente e soberana, em defesa da paz, do direito ao desenvolvimento, e de um mundo multipolar. A paz mundial e o socialismo nunca foram tão necessários à humanidade.

* Secretário de Relações Internacionais do PCdoB
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  • esclarecedor

    22/07/2010 23h12 que belo e esclarecedor artigo, o qual veio só confirmar a minha duvida sobre o governo Obama,que era se ele conseguiria ou se realmente queria tornar real seus discursos e entrar em choque direto com os anseios do estado americano no mundo e com a industria bélica,acho que ele não conseguiria e não queria.






    paulo mariano franco
    sao paulo - SP






  • esclarecedor

    22/07/2010 23h11 que belo e esclarecedor artigo, o qual veio só confirmar a minha duvida sobre o governo Obama,que era se ele conseguiria ou se realmente queria tornar real seus discursos e entrar em choque direto com os anseios do estado americano no mundo e com a industria bélica,acho que ele não conseguiria e não queria.






    paulo mariano franco
    sao paulo - SP






  • esclarecedor

    22/07/2010 23h10 que belo e esclarecedor artigo, o qual veio só confirmar a minha duvida sobre o governo Obama,que era se ele conseguiria ou se realmente queria tornar real seus discursos e entrar em choque direto com os anseios do estado americano no mundo e com a industria bélica,acho que ele não conseguiria e não queria.






    paulo mariano franco
    sao paulo - SP






  • Imperialismo

    22/07/2010 21h55 Alemão, escreva mais. Gostei do seu estilo e do conteúdo. Araços.






    Antonio Gomes Teles
    Goiania - GO






  • O projeto hegemônico do Império.

    22/07/2010 19h03 A Industria da guerra é talvez no contexto atual, o maior suporte da economia estadunidense. Com a redução de suas rezervas petroliferas em seu próprio território, os ianques precisam garantir para si, áreas fornecedoras desse tipo matriz energética tão caro a manutenção do crescimento econômico de qualquer país, resultando daí, as invasões do Afeganistão e Iraque, e muito provavelmente do Irã. Aliado a isso está a questão da não proliferação da energia nuclear. Os ianques querem manter a todo custo, o controle e o know how nessa área específica, impedindo assim, que outras nações desenvolvam essa área de pesquisa, mesmo que para fins pacíficos. O fortalecimento econômico da China e os governos progressistas da América do Sul também são considerados entraves ao projeto hegemônico do imperialismo ianque. As evidências não são auspiciosas, a preocupação é como se opor a um império agonizante, mas que possui a mais grandiosa máquina de guerra da história? É dificil saber.






    Rogério Batista da Cunha
    Ubaíra - BA






  • JAMAIS ELES VÃO TER PERDÃO

    22/07/2010 18h32 Não se pode conceber a idéia de que os EEUU, vão predominar sobre todas as nações do mundo.Será que só eles têm razão? O mundo foi feito e distribuido para toda humanidade. Esses intrigantes já deviam ter entendido que jamais vamos ser seus subalternos. Que se cuidem, porque o mundo está mudando para uma fase mais científica e tecnológica que se espalha por todo o universo das outras nações. O egoismo deles, desse idólatras, eles próprios terminam se castigando, por não render obediência aos valores morais dos povos, ofendendo o brio de todos os que sabem valorizar uma sociedade intensa e valiosa, como nós brasileiros Geraldo






    GERALDO PEREIRA DA COSTA
    FORTALEZA - CE






  • ELES, ESTADOUNIDENSES

    22/07/2010 18h20 De nada adianta querermos esconder da humanidade, quais os interesses dos Estados Unidos da América. Eles não têm condições de produzirem algo que possa matar a fome dos desvalidos. A única coisa, porém, que eles sabem fazer para sustentarem suas economias, são as armas que matam sem piedade. Vender como? aos paises que eles próprios incentivam a guerra. Guerra que mutila, que judia, que mata o ser humano. Guerra, com a cara de quem não respeita os direitos humanos das raças menos assistidas. Bush-Pai,Bush filho, Reighan,e tantos outros felinos humanos, que atravessaram a Presidência daquele país, nunca souberam o que é, de fato, PIEDADE. Vamos esperar para ver a reação do atual Presidente BARACK OBAMA, partindo da premissa que a sua Secretária HILARY CLITON acaba de pronunciar suas sanções aos paises que eles não querem que se defendam. Geraldo






    GERALDO PEREIRA DA COSTA
    FORTALEZA - CE






  • SERÁ O NORTE CONTRA O SUL?

    22/07/2010 16h52 Faz quase dois meses que o velho e lúcido Fidel Castro denuncia essa estratégia estadunidense. A Rússia encontra-se contaminada pelo vírus do consumismo desenfreado ocidental e já não se pronuncia, desde que tenha o seu quinhão no butim. A China é que será o fiel da balança. É fundamental a continuidade da política do governo do presidente LULA para a consolidação de uma América Latina soberana e com auto-determinação. A Colômbia, pau mandado dos EEUU, já começa a dizer que existem "terroristas" das FARC na Venezuela. e existe a “GUERRA GLOBAL CONTRA O TERRORISMO”. Estamos a um passo do início de uma intervenção estadunidense em território da América Latina. Será o Hemisfério Norte querendo conquistar o Hemisfério Sul?






    GILBERTO
    RECIFE - PE






  • Armamento Pesado !

    22/07/2010 15h24 Alemão tô aqui mais para dizer que a redação do artigo ficou maneiro. As questões e o entendimento geopolítico nos faz também conhecer um pouco das articulações e as regiões deste nosso planeta. Estou na subsede dos correios CTB ABC, pela segunda vez e em visita, e o li ouvindo no fone as músicas do Natihut´s. Psso dizer que houve uma sincronia. Viva o socialismo e fiquemos de olhos abertos com o imperialismo norte-Americano, pois, estão amedrontados no jogo democrático e pela auto valorização cultural das demais nações fortalecendo-se cada vez mais. Vamos que vamos. Até mais !






    Andre de Souza Lemos
    Santo André - SP






  • A guerra permanente dos USA

    22/07/2010 10h47
    Os USA não planejam novas guerras porque já estão em uma guerra permanente.Os USA depois de 1945 assumiram as pretensões do III Reich de destruir a URSS, conquistar seus territórios riquíssimos de não renováveis; mas querem a China, o Oriente Médio e a América Latina. Neste momento cercam a China e a Rússia[não mais URSS o que significa que a primeira batalha foi vencida], ateiam fogo no Oriente Médio e fazem uma trincheira, na América Central e Caribe para o confronto na América Latina, especialmente na América do Sul. Para esta etapa a doutrina é do Ataque Imediato Global. Independente da luta pela paz, que é o inimigo número um dos USA, as guerra localizadas neste momento o enfraquecem e agravam a crise interna. Como eles se leram Os Persas de Ésquilo não percebem que o fim deles se avizinha.
    Pedro Mendes
    Manaus - AM
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domingo, fevereiro 07, 2010

Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo A nova era da escravidão



Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo
A nova era da escravidão

Os ângulos de abordagem usados pelos comentadores para a análise e explicação das causas da actual crise do capitalismo global raras vezes têm colocado a hipótese de se poder estar em presença de um plano sofisticado arquitectado pelos próprios detentores do grande capital. Mas não é possível deixar passar em claro que aspectos decisivos marcam a diferença que existe entre a forma como a presente crise surgiu e se desenvolveu e a génese das outras crises cíclicas do capitalismo.

Existe uma gestão da actual crise. Esta tese foi desenvolvida e densamente fundamentada num trabalho de Daniel Estulin cujo título original é bem descritivo – The Road to Tyranny: Total Enslavement. Na tradução portuguesa intitula-se Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo.
O livro de Estulin contém revelações sensacionais. Se nas sociedades ocidentais tudo se encobre com o manto da democracia, a realidade política e social é bem diferente. Nunca o produto do trabalho foi tão mal repartido. Nunca, depois de Hitler e de Mussolini, as áreas do poder se aproximaram tanto dos modelos concentracionários da Nova Ordem Mundial que o nazi-fascismo se propôs concretizar. Sabe-se agora que a História não faz este desvio por acaso. Existe um governo central invisível que procura controlar o mundo e fazer recuar o processo histórico de libertação do homem.
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A escalada do poder totalitário
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Em última instância, a Nova Ordem da globalização pretende inverter, na medida dos interesses dos mais ricos, todas as leis sociais que consagram a emancipação dos povos. Importa que o grande capital se apodere do poder e abra caminho, custe o que custar, à instalação de um só governo global dispondo de um só exército mundial, de um só mercado único e de um só Banco Mundial regulador da economia e das finanças, ao serviço da globalização. Todas as armas do arsenal capitalista devem ser usadas nesse sentido vital: os sindicatos serão desmontados, as identidades nacionais subvertidas, a comunicação social transformar-se-á num poderoso meio de controlo das mentes, as guerras, as epidemias, as fomes, os assassinatos políticos, serão bem-vindos desde que contribuam para concentrar a riqueza nas mãos de uma elite financeira cada vez mais restrita. «Na Nova Ordem Mundial» – diz Estulin – «não haverá classe média, apenas pobres e ricos». Para atingir este objectivo com segurança, a globalização neoliberal envolveu igualmente as religiões e as igrejas. Uma só Igreja Universal terá espaço para se afirmar e canalizar a crença religiosa das massas no sentido da sujeição dos pobres aos ricos e à escravidão do terror. Todas as outras confissões serão aniquiladas. É por isso que constantemente vemos eclodirem guerras de destruição em países onde predominam religiões não católicas.
Este megalómano plano da loucura e do crime passa também pela abertura de crises económicas e financeiras devidamente controladas à escala planetária. Em tudo aparentada com a Nova Ordem Nazi, a globalização exige a destruição dos sistemas económicos tradicionais, numa fase intercalar de «sociedades pós-industriais de crescimento zero». Áreas estratégicas serão congeladas, nomeadamente no sector da energia. Serão bloqueadas todas as tentativas nacionais de industrialização e as principais unidades fabris que servem os países ricos serão transferidas para os países pobres onde a mão-de-obra escrava é barata. Em contrapartida, constituir-se-á uma casta de tecnocratas bem pagos, à imagem da classe aristocrática dos senhores feudais. Neste aspecto, a crise económica mundial desempenha um papel insubstituível: só ela pode «cilindrar» os países pobres, banir os seres inúteis e estabelecer em definitivo o modelo de organização social baseado na sujeição dos explorados aos exploradores. O futuro das sociedades será portanto elitista e esclavagista. A repressão dos povos com veleidades de resistência tornar-se-á pois empresa fácil para os exploradores. As epidemias graves tornar-se-ão também no futuro uma excelente forma de simplificação dos problemas sociais. O «governo invisível» pensa ser possível exterminar deste modo, até ao ano de 2050, quatro mil milhões de «comedores inúteis» (segundo os irónicos comentários de Rockefeller e de Kissinger, membros do Clube Bilderberg). «Dos restantes 2 mil milhões de pessoas, 500 milhões serão formadas por raças chinesas e japonesas, escolhidas porque são povos que foram subordinados a uma disciplina rígida, durante séculos, e estão habituados a obedecer à autoridade sem a questionar».
É também vital «manter as pessoas num estado perpétuo de desequilíbrio – físico, mental e emocional – através de crises pré-fabricadas e sucessivas. Isso impedi-las-á de decidirem o seu próprio destino, confundindo e desmoralizando assim as populações a ponto de que, quando confrontadas com escolhas difíceis, se gere uma apatia geral em grande escala» (John Coleman in Conspirator's Hierarchy: The story of the Committee of 300).
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Os ocultos alçapões
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Levar à prática esta política de «terra queimada», destruir e simultaneamente substituir «criativamente», exige uma direcção central com poderes transcendentes. Este «governo sombra» já existe e está devidamente identificado. Dá pelo nome de «CFR-Council on Foreing Relations» (Conselho das Relações Externas). A sua natureza e o seu poderio não devem ser entendidos como sinais de uma simples sociedade secreta. O CFR é a cabeça do comando de centenas de sociedades secretas ou semi-secretas. Toma decisões, sem direito a recurso, da mais alta gravidade. Dita orientações inapeláveis ao FMI, ao Banco Mundial, à OCDE, aos países do G8, à ONU, à NATO, a tudo quanto traduza, no mundo capitalista, governo, poder e dinheiro. Por isso é cegamente obedecido pelos centros de decisão do grande capital, como é o caso do Clube de Bilderberg ou do poderoso Grupo de Davos. Ninguém penetra nos círculos do CFR sem ser convidado. E a decisão de convidar alguém só pode ser tomada pelo próprio CFR. Mesmo no caso das figuras de maior destaque político e financeiro. Por exemplo, o actual Papa, Joseph Ratzinger, faz parte do «Clube de Bilderberg» e é membro de grau 33 da Maçonaria. Foi um dos convidados do CFR. A revelação é feita por Estulin neste seu livro. A obra refere ainda, como fundador do Bilderberg (1954), o príncipe Bernhard da Holanda, 100 nomes dos detentores das principais fortunas mundiais e todos aqueles que desempenharam papéis de direcção de relevo e ainda estão vivos, nos países mais ricos e desenvolvidos, tais como os de Margaret Thatcher, Giscard d'Estaing, Bill Clinton, Tony Blair, Donald Rumsfeld, etc., etc. O CFR é também a instância suprema de uma pirâmide de «cachos» de grupos secretos e semi-secretos, tais como o Clube de Roma, a Trilateral, a Maçonaria, o Opus Dei, a Távola Redonda, a Sociedade dos Jesuítas Aristóteles e de muitos outros tentáculos do «polvo» capitalista.
É nas reuniões periódicas e ultra secretas do Clube Bilderberg, do grupo de Davos e do CFR, que se decidem guerras e destruições maciças, como as do Iraque, das Malvinas, dos bombardeamentos da Chechénia, das operações no Kosovo ou das atrocidades cometidas no Congo e no Sudão. «Quase todos os generais, almirantes, vice-almirantes, coronéis e capitães do Estado-Maior Conjunto (o grupo de experimentados veteranos de guerra que são a base das decisões dos presidentes dos EUA em todas as iniciativas bélicas) estão nas mãos e sob o controlo da organização irmã de Bilderberg – o temível Council on Foreign Relations» - esclarece Daniel Estulin.
Aliás, este seu trabalho está recheado de dados concretos inesperados. Num desses passos e a propósito da importância das decisões que são tomadas nas reuniões do Clube de Bilderberg, Estulin refere-se a Portugal.
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A jogada portuguesa
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O encontro anual dos Bilderbergs realizou-se, em 2004, num hotel em Stresa, em Itália. Da agenda da reunião, agora conhecida, constavam alíneas importantes nomeadamente, a ampliação da zona de Comércio Livre, o projecto de criação de três moedas universais, a harmonização tributária, o petróleo e o Médio Oriente, etc. Tudo isto são aspectos relacionados com as finanças e a economia, discutidos em vésperas do reconhecimento oficial da actual crise financeira. Refere Estulin: «Segundo uma fonte bem informada, presente na reunião, a jogada portuguesa de 2004 – isto é, a promoção em bloco dos bilderbergs portugueses – foi encenada em Stresa. Pedro Santana Lopes, o pouco conhecido presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi nomeado primeiro-ministro pelo Presidente da República; José Manuel Durão Barroso, anterior primeiro-ministro, é agora presidente da Comissão Europeia; e José Sócrates, deputado, foi eleito líder do Partido Socialista, depois de Eduardo Ferro Rodrigues se demitir do cargo, em plena crise social e política (fontes próximas da investigação confirmam que essa crise também foi montada nos bastidores de Stresa, pelos bilderbergs)». Para além dos nomes já referidos, estiveram presentes outras entidades portuguesas, como Pinto Balsemão, António Guterres, Morais Sarmento e outros.
As reuniões anuais do Clube Bilderberg geram infalivelmente alterações profundas no panorama político mundial. Por si só, esta constatação seria suficiente para provar que estamos em presença de um «Governo Mundial Único». Outro facto indesmentível é a evidência de que todas as políticas dos ministérios de Sócrates são decalcadas nas instruções de Bilderberg. Ponto por ponto, como uma cartilha. Das grandes linhas gerais da acção governativa aos mais pequenos detalhes do comércio de computadores, da implantação de «chips», do alarmismo das falsas pandemias, das energias alternativas, das «lutas contra a pobreza» que não produzem resultados, das torrentes de dinheiro para os bancos falidos, das falácias em torno dos défices públicos e... tudo o mais.
Péssimo serviço prestaria ao povo quem tentasse ignorar que os riscos do momento que atravessamos são enormes e que é gigantesco o poder acumulado nas mãos dos representantes do grande capital. Mas o povo, os trabalhadores, os intelectuais, os explorados em geral, têm todas as razões para continuarem a lutar por um mundo melhor e mais justo. Importa que se ergam na denúncia da injustiça, que se organizem e lutem. Estulin encerra o seu livro com essas conclusões optimistas e positivas.
Os caminhos da globalização não são maré de rosas. O capitalismo global, para avançar depressa, queimou etapas. Atirou as finanças contra a economia. Faz a guerra pela globalização total, procura esmagar as nacionalidades e debate-se com o terrorismo. Pratica a estratégia da «terra queimada». Desperta os ódios das classes médias e a ira dos trabalhadores. Tentou a quadratura do círculo, não foi capaz, perdeu o pé e está na iminência de regressar ao fascismo puro e duro, sua matriz principal. Mas os capitalistas terão de aprender à sua custa que «a história de toda a sociedade até agora existente é a história da luta de classes». Daniel Estulin entende deste modo a situação presente e reforça a confiança que devemos ter no futuro e na nossa capacidade de lutar.
O capitalismo promete a paz e faz a guerra. Invoca a democracia e tece as malhas de uma sociedade concentracionária. Diz-se campeão do sucesso e da prosperidade e trata os pobres como se fossem gado. Faz aquilo que sabe não dever fazer: lançar na miséria mesmo aqueles a que tem chamado seus pares e proletariza as classes médias. O capitalismo global está cada vez mais isolado. Não consegue atingir o essencial das suas metas.
Não conseguiu fundir, como se propunha, os mercados europeus, norte-americanos e orientais. Não conseguiu instalar uma só Religião Universal. Não conseguiu confundir os povos e as nações, transformando-as em simples Regiões da Terra. Não conseguiu esvaziar de conteúdo o sentimento nacional dos povos. Não conseguiu extinguir as lutas de classes. Não conseguiu ocultar as suas relações com o terrorismo. Não conseguiu despovoar as grandes cidades. Lançou guerras punitivas, lançou a fome e o sofrimento. Mesmo assim não conseguiu exterminar os povos pobres até ao ano 2000, tal como a administração Bush pretendia. Não conseguiu fundir num só exército as forças armadas norte-americanas e russas. Não conseguiu alcançar a hegemonia absoluta nos sistemas da saúde e da educação em todos os países. Não conseguiu resolver os problemas internos do capitalismo.
A globalização é um falso mito. Construiu um monstro que a há-de devorar. O capitalismo morrerá afogado em oiro. Mas deixará atrás de si uma terra em ruínas que os pobres irão habitar.
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Avante Nº 1888
04.Fevereiro.2010
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quinta-feira, janeiro 07, 2010

2010…, a luta pela paz! - Pedro Guerreiro







Pedro
Guerreiro


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A autêntica «fuga em frente» por parte do imperialismo significa exploração e opressão

. . Avante 1383 - 2009.12.30 . Desenho - Pomba da Paz - Picasso
2010…, a luta pela paz!
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Passado quase um ano sobre a eleição de Obama como presidente dos EUA, e apesar da imensa operação ideológica realizada em seu redor, é cada vez mais claro que a agenda estratégica e militarista da actual Administração norte-americana prossegue os mesmos objectivos fundamentais que a anterior.
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Nem mesmo a tentativa de branqueamento deste facto – que, por exemplo, a entrega do prémio Nobel da paz representou – consegue esconder que a evolução da situação internacional aí está a demonstrar a escalada intervencionista e de guerra em que os EUA e seus aliados estão apostados.
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A Administração Obama propôs e fez aprovar para 2010 o maior orçamento militar da história dos EUA, que será superior às despesas militares somadas de todos os restantes países do mundo. Um orçamento militar que cresce na medida directa do aprofundamento da crise no centro do capitalismo.
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Os EUA ampliam e reforçam a sua rede de mais de 750 bases militares e a presença das suas frotas navais pelo mundo, instrumentos da sua estratégia de controlo, de desestabilização e de guerra, designadamente e com particular expressão e significado na América Latina, onde, igualmente, continuam o seu criminoso bloqueio a Cuba, e em África, onde estão em curso dinâmicas recolonizadoras.
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A Administração norte-americana e seus aliados recrudescem a guerra e o rol de brutal destruição e de sofrimento na Ásia Central e no Médio Oriente, reforçando as tropas ocupantes no Afeganistão, intensificando as suas agressões no Paquistão e prosseguindo a ocupação do Iraque, reafirmando o seu apoio e conivência com a estratégia israelita de perpetuação da brutal ocupação da Palestina.
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A Administração Obama e seus aliados apontam como objectivo reajustar a NATO às suas actuais necessidades (e contradições), como instrumento de agressão e de guerra contra os que de alguma forma ousam contrariar ou opor-se às suas ambições imperialistas, defendendo a sua soberania e independência nacional. Estando a adopção de um retocado «conceito estratégico» para a NATO agendada para uma cimeira a realizar em Portugal, em Novembro de 2010.
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Isto é, a Administração Obama, para além de não ter significado qualquer mudança de fundo ou viragem na política externa norte-americana, procura preservar, a todo o custo, designadamente utilizando o seu poderio militar, o papel de potência hegemónica que os EUA continuam, todavia, a representar no sistema capitalista mundial.
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Como temos sublinhado, a crise do capitalismo comporta em si graves perigos para a paz e para os povos do mundo. Tal como no passado, o imperialismo será tentado a resolver pela via do incremento da exploração e da guerra a crise que incessantemente gera e para a qual se mostra incapaz de encontrar solução.
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A autêntica «fuga em frente» por parte do imperialismo significa exploração e opressão, a negação das mais elementares necessidades e direitos dos povos, a contínua destruição do ambiente, o ataque à paz e, mesmo, à sobrevivência da humanidade.
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Neste quadro, aos comunistas, aos democratas e amantes da paz, está colocada a exigente tarefa de mobilizar os trabalhadores e os povos para a luta contra a exploração, pela defesa soberania dos povos, pela paz.
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A luta pela paz é um marco decisivo e inultrapassável para o fortalecimento e alargamento de uma frente anti-imperialista que inverta a actual correlação de forças nas relações internacionais e crie condições para a prossecução de alternativas de progresso e justiça social, para o socialismo.
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A defesa da paz e a solidariedade para com os povos em luta contra a agressão imperialista marcará, de forma significativa, o ano de 2010.
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segunda-feira, novembro 23, 2009

60º Aniversário - Não à NATO // OTAN


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CAMPANHA DO CONSELHO MUNDIAL DA PAZ
CONTRA A NATO E OS SEUS 60 ANOS
DE GUERRAS E CRIMES

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terça-feira, agosto 04, 2009

WWS - News

New Today -- 04 August 2009

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Perspective

CIA director issues a warning to Congress

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CIA Director Leon Panetta used a Washington Post opinion column Sunday to warn Congress against pursuing any investigation into the crimes carried out by the agency under the Bush administration.

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News & Analysis

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As US, NATO causalities mount
Pentagon to press for more troops in Afghan war

After the deadliest month since the Afghan war began, US military commanders are planning to press for more troops in order to mount a counterinsurgency campaign in the Central Asian country.

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Sri Lankan government stalls on release of Tamil detainees

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Britain: National Health Service hospital faces privatisation

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Australia: Labor conference endorses war and "sacrifice"

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Australian unions endorse Labor's draconian industrial relations laws

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German unions sell out childcare staff

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Los Angeles: immigrant workers protest layoffs, repression

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History

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Corazon Cojuangco Aquino, 1933-2009
Part one

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Socialist Equality Party

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Vote for D'Artagnan Collier, SEP Candidate for Detroit Mayor

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Interview with SEP Detroit mayoral candidate D'Artagnan Collier
How I became a socialist

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Sri Lanka: ISSE-SEP meeting in Colombo on Karl Marx and Charles Darwin


Workers Struggles

Workers Struggles: The Americas
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terça-feira, abril 15, 2008

Contra o militarismo e a NATO

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Conferência em Kiev



Organizada pelo Partido Comunista da Ucrânia (PCU), realizou-se no passado dia 3, em Kiev, capital da Ucrânia, uma conferência internacional sobre o tema «A expansão forçada da NATO para Leste: problemas da segurança europeia».
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A iniciativa que coincidiu com o início da Cimeira da NATO em Bucareste, na Roménia, reuniu partidos comunistas e de esquerda, organizações sociais provenientes de 15 países da Europa, e contou com a participação dos embaixadores de Cuba e da Moldova em Kiev, isto para além de especialistas de vários centros analíticos e de investigação social ucranianos. Participaram também diversos partidos políticos ucranianos que se opõem à entrada do país na NATO.
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O Partido das Regiões, do ex-primeiro-ministro Viktor Ianukovitch, acabou por declinar o convite para estar presente, optando pela realização de um concerto anti-NATO na capital ucraniana.
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Na véspera, e em paralelo com a visita de Bush a Kiev, uma acção de protesto organizada pelo PCU e outras forças de esquerda do país juntou no centro da cidade milhares de manifestantes.

Maioria desfavorável à adesão

Embora, os últimos estudos de opinião divulgados revelem que mais de 65% dos ucranianos são contrários à entrada do país na NATO, a coligação “laranja” do presidente Viktor Iúchenko e da primeira-ministra Yulia Timochenko, apoiados pela maioria dos meios de comunicação social, continuam a pugnar pela rápida adesão à organização transatlântica.
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Os partidos presentes na conferência internacional foram unânimes na condenação do processo de alargamento da Aliança Atlântica e na consideração da sua essência agressiva e militarista, enfatizando em particular os perigos decorrentes da transformação da NATO em força de intervenção à escala global, e a tendência de subversão do direito internacional.
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A intervenção do PCP, representado por Luís Carapinha, da Secção Internacional, salienta que a «cavalgada para Leste da NATO a que se assiste desde as derrotas do campo socialista e a desintegração da URSS, inserindo-se organicamente na estratégia ofensiva e expansionista do imperialismo na actual correlação de forças mundial, representa certamente um factor de desestabilização e enfraquecimento da segurança europeia e uma séria ameaça à paz, na Europa e no mundo».
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Referindo o carácter da NATO «como instrumento da estratégia imperialista debaixo do domínio dos EUA», o PCP lembrou os exemplos da «pseudo-independência» do Kosovo, os planos de instalação do escudo antimíssil dos EUA na Europa, e a criação de bases militares norte-americanas e da NATO junto às fronteiras russas.
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No texto, os comunistas vincam o «eminente carácter de classe dos actuais processos de militarização e da escalada bélica das relações internacionais», e a inexistência de «uma saída puramente “geopolítica” capaz de servir os interesses dos povos e do progresso social», sublinhando, também, o papel dos trabalhadores e dos povos como «a força necessária para travar o passo à exploração e opressão capitalistas e obrigar o imperialismo a recuar na sua perigosa fuga para diante».
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Em Kiev, o Partido lembrou ainda que ao contrário do estipulado na Constituição da República, o nosso país «tem vindo a multiplicar a participação de tropas portuguesas em acções de carácter intervencionista e cariz neocolonial, desde o Chade ao Kosovo e Afeganistão».
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O 1º secretário do Comité Central do PCU e outros representantes ucranianos sublinharam durante a conferência que uma eventual adesão à NATO viola a Declaração de Soberania e a Constituição nacional, as quais preconizam um estatuto de neutralidade e não alinhamento da Ucrânia.
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Os participantes frisaram a necessidade de uma maior coordenação e convergência dos partidos comunistas e de esquerda na luta contra a NATO e a ofensiva imperialista em curso.
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in Avante 2008.04.10
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