A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht

sexta-feira, dezembro 04, 2009

moral ilícita - LUCROS DE DEUS ,MAS BENESSES DOS HOMENS.

 
moral ilícita - LUCROS DE DEUS ,MAS BENESSES DOS HOMENS.
Esta revelação mostra que os caminhos para deus custa caro ou...viver como príncipes da igreja romana custa caro.A igreja é uma instituição conservadora,capitalista,cínica,hipócrita.Vive bem ,mas seus súditos,na maioria são reles seres oprimidos que a igreja cuida para não cair na revolta justa)Esta reportagem diz muito do submundo econômico do Vaticano.Vender a fé é um bom negocio.Nao importa se se investe em laboratorios farmaceuticos9que faz anticoncepcionais(por baixo dos panos);se em armaementos militares,ou se no mercado imobiliario.(Há algo de PODRE no reino de...Deus).Segue abaixo.
24/03/2008
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Fuga de fiéis faz Igreja espanhola investir nos mercados de capitais
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Igreja católica espanhola usa sociedades financeiras para investir suas doações na bolsa de valores
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David Fernández
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A igreja católica determinou recentemente que "acumular riquezas excessivas" é pecado. Mas a hierarquia eclesiástica continua utilizando as mesmas estratégias financeiras próprias dos milionários, como as polêmicas sociedades de investimento de capital variável (Sicav), que têm uma tributação mais do que atrativa. Essas sociedades, gerenciadas por profissionais do setor financeiro, aplicam parte do capital da Igreja na bolsa de valores, sem se guiar por outros critérios que não os meramente financeiros. O que não exclui, por exemplo, comprar ações de companhias farmacêuticas mesmo que elas fabriquem anticoncepcionais.
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Já faz tempo que o dinheiro da Igreja vem sendo motivo de polêmica. Primeiro, por causa do próprio modelo que garante o financiamento da instituição, que combina contribuições privadas de seus fiéis com fundos públicos pagos pelos contribuintes. Depois, porque viu parte de suas economias serem reduzidas consideravelmente, vinculadas a algumas das maiores fraudes recentes do país (AVA, Gescartera, Afinsa, entre outras). Agora, questiona-se se os investimentos da Igreja não correm o risco de cair em contradição com a nova moral que o Vaticano apregoa e se as sociedades que a Igreja utiliza para obter lucro com suas doações não poderiam ser incluídas nessa nova categoria de pecadores: os ricos.
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Para entender o que levou os clérigos a investirem nas milagrosas operações financeiras que hoje sustentam suas economias ou a confiarem seu dinheiro a entidades de reputação duvidosa, é necessário observar primeiro quais são suas fontes de renda. Uma delas tem sua origem no acordo feito pelo Estado espanhol e a Santa Sé sobre Assuntos Econômicos em 3 de janeiro de 1979.



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Esse acordo, que reconhecia a contribuição pública mas também previa sua substituição progressiva na medida em que a Igreja passasse a se auto-sustentar - coisa que não aconteceu -, foi modificado em duas ocasiões. A primeira, em 1987, no governo de Felipe González, e a última, há dois anos, sob a administração de José Luis Rodríguez Zapatero. As últimas mudanças entrarão em vigor no próximo mês de maio quando começar a campanha do imposto de renda e os cidadãos fizerem a declaração do exercício de 2007.
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Este ano a Igreja católica receberá, pela primeira vez, 0,7% das declarações do Imposto de Renda Sobre Pessoa Física (IRPF) dos contribuintes que optem pela doação, em vez dos 0,5239% que recebeu nos últimos 20 anos. Em troca desse aumento, que tem duração indeterminada, o clero deixará de receber dinheiro do Orçamento Geral da União para seu sustento básico e renuncia à isenção do IVA na aquisição de bens imóveis.
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O orçamento das 68 dioceses espanholas, segundo dados oficiais, gira em torno de 1,3 bilhão de euros, sem contar as ordens religiosas e seus colégios, residências e centros eclesiásticos. No período de 1997-2006 a Igreja recebeu do Estado 2,2 bilhões de euros em virtude dos acordos já descritos. Em 2006, por exemplo, a soma do IRPG com o dinheiro vindo do orçamento garantiu a entrada de um total de 144 milhões, quantidade que, no entanto, cobre pouco mais do que 10% dos gastos eclesiásticos. O restante é financiado pelos rendimentos sobre o patrimônio, as atividades financeiras e, principalmente, pelas doações dos fiéis.
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A alta dependência da famosa caixinha de doações é problemática na medida em que a sociedade espanhola começa a emitir sinais de uma crescente secularização. Em 1998, 83,5% dos espanhóis se declaravam católicos, enquanto que em 2007 o número havia baixado para 77%, segundo os dados do Centro de Investigações Sociológicas (CIS). Hoje, somente 15,8% dos que se dizem católicos assistem à missa todos os domingos. Além disso, o número de contribuintes que opta por doar dinheiro na declaração de renda caiu 10 pontos percentuais em menos de uma década.
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Com a pouca fidelidade por parte dos fiéis, não é de se estranhar que nos últimos anos a Igreja espanhola tenha buscado vias alternativas de financiamento nos mercados de capitais. "Do ponto de vista legal, a Igreja é uma pessoa jurídica e como tal pode realizar todas as operações mercantis que são permitidas às pessoas jurídicas, incluindo o investimento na bolsa de valores", afirma José Landete, professor de Direito Eclesiástico da Universidade de Valência.
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A relação da Igreja católica espanhola com os mercados financeiros enfrentou várias dificuldades nos últimos anos. Talvez a mais grave tenha sido o episódio da Gescartera. Essa corretora de valores sumiu com mais de 100 milhões de euros de seus dois mil clientes, entre eles estavam cerca de trinta instituições religiosas. Mais recentemente, veio à tona o golpe dos selos. A promessa de altos rendimentos da Afinsa também atraiu o dinheiro do clero. A intervenção dessa sociedade filatélica fez com que o Arcebispado de Madri passasse a ser um de seus inúmeros credores. Além de confiar suas economias a outras entidades (com os resultados que já foram citados), a Igreja também criou suas próprias sociedades de investimento. Entre 1999 e 2000 foram registradas na CNMV três fundos de investimento de capital variável (Sicav) que têm o clero entre seus acionistas. Essas sociedades são o instrumento de investimento favorito dos milionários espanhóis. Entre as personalidades que possuem Sicav estão Amancio Ortega, Alicia Koplowitz, Juan Abelló, Rosalía Mera, Manuel Jove e as famílias Entrecanales e Del Pino, entre outros. 

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A principal propaganda das Sicav são seus atrativos fiscais uma vez que, por serem consideradas instrumentos de investimento coletivo, tributam apenas 1% sobre os benefícios em vez de pagar o imposto sobre as sociedades (que caiu para 30%). Esse sistema despertou as suspeitas da Fazenda. Um dos requisitos para constituir uma Sicav (e se aproveitar de seus benefícios) é ter pelo menos 100 acionistas. As suspeitas da Agência Tributária se devem ao fato de que, em muitos casos, esses 100 investidores não existem e são especialmente fornecidos ao cliente pela própria entidade gestora, para constituir a sociedade. São os denominados "mariachis". No caso das três Sicav da Igreja, elas superam por muito pouco o limite de 100 acionistas.
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Ao todo, as sociedades financeiras do clero têm um patrimônio de 17,79 milhões de euros. A maior delas, Umasges, é gerenciada pela Caja Madrid e seu principal acionista é a Mutua Umas, uma seguradora constituída em 1981 com o patrocínio da Conferência Episcopal. Também são acionistas da sociedade os arcebispados de Burgos e Madri. Apesar da sociedade possuir ações de companhias de grande capitalização (Telefónica, BBVA, Repsol, Ferrovial e Iberdrola), o grosso de seus investimentos está voltado para o que se conhece no jargão econômico como "chicharros", ou seja, valores pequenos, muito voláteis e de maior caráter especulativo. Entre esses últimos se encontram as companhias Cie Cie Automotive, Campofrío, Viscofan y GAM. O perfil agressivo desses investimentos também é delatado pelo perfil de sua principal aplicação em renda variável estrangeira, o fundo CAAM Arbitrage Volatilité, um produto de retorno absoluto (muito similar aos temidos hedge funds, ou fundos de alto risco) que aproveita as oportunidades oferecidas pelo universo dos juros vinculados à inflação.
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A Umasges reduziu em muito sua exposição à renda variável. Enquanto em 30 de junho passado cerca de 75,35% de sua carteira estava investida em ações espanholas, hoje esse valor é de apenas 52,12%. Entretanto, esse perfil mais conservador não impediu que os efeitos da crise financeira detonada pelas hipotecas norte-americanas diminuíssem seu capital. O patrimônio da Umasges caiu em um milhão de euros em menos de seis meses.
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As outras duas Sicav vinculadas à Igreja espanhola são Vayomer e BI Gran Premiere. A primeira, com participação do Bispado de Astorga, é gerenciada pelo Banco Santander, enquanto a segunda tem a presença do Arcebispado de Oviedo e seu gestor é o banco português Espírito Santo. A BI Gran Premiere também tem um alto perfil especulativo e conta com investimentos tão pequenos como Fersa, Indo, Inypsa, Service Point ou Lingotes Especiales em sua carteira. Além disso, a BI Gran Premiere, na parte da carteira destinada à renda variável estrangeira, tem ações da Pfizer. Este investimento tem sido alvo de polêmica já que a farmacêutica norte-americana é fabricante do Viagra e de anticoncepcionais como Depo-Provera. Semelhante estratégia de investimentos vai contra a doutrina moral e sexual que o Vaticano defende.
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Entramos em contato com a Conferência Episcopal com a intenção de conhecer sua opinião sobre os investimentos realizados pelas Sicav onde há participação religiosa. Entretanto, nenhum membro do órgão máximo da Igreja na Espanha quis dar qualquer declaração. Dizem estar "centrados" na próxima campanha de Imposto de Renda.

"Não é lógico que a Igreja exija umas condutas de comportamento e que não seja coerente com as mesmas na hora de investir seu dinheiro", diz Alejandro Torres Gutiérrez, professor de Direito Eclesiástico da Universidade Pública de Navarra. Para o especialista, a Igreja não deveria se arriscar a perder seu capital nem deveria cair em contradições entre sua doutrina e seus investimentos. A solução para o financiamento da Igreja, segundo Torres Gutiérrez, está em dizer a seus fiéis que a contribuição que fazem é insignificante em relação aos serviços que recebem. "O clero vai receber esse ano em torno de 155 milhões pelo IRPF. Se 32 dos 44 milhões de habitantes da Espanha são católicos, isso significa que cada um doa apenas cinco euros por ano. O preço da missa fica a dez centavos por ano", argumenta.
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José Landete assinala que também não é conveniente cair na demagogia na hora de analisar os investimentos da Igreja. "Como ocorre com todas as sociedades de investimentos, elas são geridas por terceiros e seus profissionais estão mais preocupados em maximizar o lucro do cliente do que verificar se sua estratégia está adequada à moral dele". Se por um lado o dia-a-dia da gestão de uma Sicav cabe aos profissionais, por outro os proprietários dessas sociedades normalmente fazem reuniões semestrais com os gestores dos bancos privados para unificar estratégias e decidir onde investir ou não.
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Alguns bispos, ao se referirem às suas finanças, chegaram a chamar a Igreja de "uma mulher empobrecida cheia de jóias". Será que a Bolsa é a solução para conservar essas jóias?
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Tradução: Eloise De Vylder


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(tem gente que nao sabe amar...tem gente enganando a gente!...) - Renato Russo.

Escrito por xanehttp://xane-roccha.zip.net às 12h03
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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Guerra no Afeganistão: o império no caminho certo do desastre

Na Periferia do Império





Posted: 01 Dec 2009 01:05 AM PST
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Veteranos de guerra soviética veem repetição de erros
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Foi em 1985 que o general Igor Rodionov desembarcou em Cabul para comandar os 120 mil soldados do Exército soviético no Afeganistão.
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Rodionov é parte de uma irmandade de generais estrangeiros enviados ao país a fim de conquistá-lo. Essa lista, que começou com Alexandre Magno, se distingue por uma característica conspícua: todos fracassaram. Os soviéticos deixaram o país em 1989, após sangrenta campanha de dez anos contra os insurgentes.
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Rodionov descobriu ao chegar que não havia frente de batalha. As balas podiam vir de qualquer lugar.

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"Bombardeávamos uma aldeia porque havia um ou dois rebeldes abrigados lá. Mulheres e crianças morriam, e isso criou a insurgência", relata.
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Quase 15 mil soldados soviéticos e centenas de milhares de afegãos morreram nos mesmos lugares que EUA e aliados hoje lutam para controlar: a fronteira com o Paquistão e as províncias de Candahar e Helmand.
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"A guerra se movia em círculos. Avançávamos, e os rebeldes partiam. Recuávamos, e eles retornavam", conta Rodionov.
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Outros ex-comandantes soviéticos consideram fúteis os esforços americanos. "Mais soldados só significará mais mortes", diz Gennady Zaitsev.
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Para Rodionov, uma vitória militar é impossível. "A única forma de vencer é política. E o [presidente] Karzai não é popular junto ao seu povo", diz.
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Pyotr Suslov, ex-agente especial, diz que o maior erro é não dar a devida atenção ao equilíbrio entre tribos afegãs.
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Rodionov conclui: "A ideia que existia no momento da retirada era a de que deveríamos ter saído mais cedo".

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Na Periferia do Imperio - http://www.naperiferiadoimperio.blogspot.com



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UNIÃO EUROPEIA - TRATADO de LISBOA, por Miguel Mattos Chaves

UNIÃO  EUROPEIA
TRATADO  de  LISBOA
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Por Miguel Mattos Chaves*
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O que o Dr. Durão Barroso, o Prof. Dr. Cavaco Silva e o Engº Sócrates 
não dizem aos portugueses
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O que está em causa com este Novo Tratado é uma velha luta Ideológica e Doutrinária entre duas correntes Europeias. Luta velha de 50 anos. É uma luta sobre a Organização do Poder Europeu.
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E em dois campos opostos encontram-se, (independentemente de se situarem na Esquerda ou na Direita), duas forças que dividem a Europa a meio, falo dos que defendem uma Federação de Estados e dos que defendem uma União Intergovernamental de Estados.
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Ambas as correntes são Europeístas. Ambas defendem a União dos Povos da Europa. Ambas querem a Paz no Continente Europeu. Então o que as diferencia? Então o que está verdadeiramente em causa e que não se discute em Portugal?
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De um lado estão os Federalistas. Estes propõem a construção de um ESTADO EUROPEU que governará a União Europeia por de cima dos Estados-Nação.
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Isto é, querem criar um Estado Soberano que decida em matérias como a Segurança, a Defesa, a Política Externa, a Justiça e os Assuntos Internos. Querem que seja o Estado Europeu a decidir sobre o que os Estados agrupados na União têm que fazer, e decidir sobre o que não podem fazer.
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Isto para além da área económica e financeira (mercado único, liberdade de circulação de pessoas, bens e capitais, política orçamental, etc...) querem o Estado Europeu a decidir sobre as matérias fundamentais dos Estados, sobre matérias fundamentais dos Cidadãos.
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Do outro lado estão os que defendem a União Livre. Os Intergovernamentalistas. Estes propõem uma União dos Estados Europeus, em que cada Estado mantém a sua Soberania e o seu Poder de Decisão nas matérias que são “o coração” das Soberanias como a Segurança, a Defesa, a Política Externa, a Justiça e os Assuntos Internos.
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Isto é, admitem uma Federalização ou Integração (as palavras neste caso são sinónimos perfeitos) na área Económica e Financeira, mas não querem uma Federação nas outras matérias. Querem preservar a Autonomia de Decisão dos seus Estados nas matérias Políticas e de Soberania. São dois Modelos de Organização do Poder distintos, com reflexos na capacidade de cada Nação, na capacidade de cada Estado.
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Se os Europeus adoptarem o Modelo Federal, o Estado Federal Europeu, têm que estar preparados para verem os seus Estados e os seus Cidadãos enfraquecidos em termos de decisão. Enfraquecidos em termos de Autodeterminação. Enfraquecidos em termos da sua capacidade de Auto-Governo.
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Se os Europeus adoptarem o Modelo actual da União Intergovernamental, aquele que tem governado a Europa até agora, preservam a Autonomia da sua Nação, do seu País, do seu Estado. Mantém a sua Liberdade de decidirem nas matérias de Paz e Guerra, nas matérias de estabelecerem Relações Diplomáticas, ou Não, com os Países que querem; mantém-se livres de entrarem ou não nas Organizações Internacionais que mais lhes convêm.
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Ora, como se vê, está agora em discussão uma matéria muito GRAVE sobre estes temas, porque agora os Cidadãos dos Diversos Estados Europeus têm que decidir entre:
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- Se querem continuar na União Europeia, como até agora, preservando a Soberania dos seus Estados, a independência da sua Nação de decidir sobre matérias políticas vitais para o efeito, e nesse caso têm que recusar o Novo Tratado, mantendo os actuais Tratados em vigor; 
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- Ou se querem uma nova Europa, Federal, com um Estado que governe a sua Nação e o seu Estado, perdendo a Soberania e a Independência de decidir sobre os seus destinos; perdendo numa palavra, a sua Autodeterminação; e neste caso aceitam o Novo Tratado.
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É isto que está em causa com o Novo Tratado de Lisboa. É um Tratado mais Federal que os anteriores (Nice, Amesterdão, Maastrich, Roma). Um bocadinho menos Federal que o chumbado projecto da “Constituição Europeia”, com o qual vai ser políticamente comparado nos discursos públicos, para iludir a oposição dos cidadãos que não querem a Federação; para iludir os Intergovernamentalistas, mais distraídos ou menos informados.
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É o discurso que começou já a ser feito junto da opinião Pública dos Estados-Membros, para ver se passa.
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Vejamos os pontos principais do Novo Tratado que implicam perda de Autodeterminação das Nações, dos Povos Europeus:
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1. O CONSELHO EUROPEU, (onde estão representados os Governos dos Estados, os Governos das Nações), perde poderes em práticamente todos os capítulos, em favor:
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- da Comissão, órgão Federal, supranacional, que passa, na prática a dar ordens aos Governos Nacionais sobre as matérias já referidas;


- do Alto Representante PESC e PESD, que passa a ser, na prática o Ministro dos Negócios Estrangeiros, com mais poder que os Ministros dos diversos Estados;


- e do Parlamento Europeu.
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2. Em matéria da Política Externa, de Segurança e de Defesa:
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São aprofundadas as matérias de Integração (federalização) sobretudo ao nível das Políticas Externa e de Segurança. Quem passa a decidir é a União Europeia.
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São acrescentadas matérias no campo da Defesa;


Isto é os Estados deixam de ter autonomia de decisão sobre estas matérias e terão que cumprir o que for determinado pela União.
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3. Igualmente em matéria de Assuntos Internos e Justiça,


aprofunda-se a Federalização, introduzem-se novos temas e são criados Novos Tribunais;
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4. Nos mecanismos, nos processos, de Decisão:


São introduzidos mais temas que passam a ser decididos por maioria (federalização), em vez de por unanimidade (cooperação intergovernamental); sem que os Estados tenham a possibilidade de se recusar a aceitar medidas que prejudiquem os seus Cidadãos.
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Nomeadamente em matérias de PESC / PESD, e Assuntos Internos e Justiça passará a haver mais votações por maioria e menos por unanimidade. Até aqui só por unanimidade.
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Mesmo que alguns Estados não queiram adoptar certas decisões, muito dificilmente conseguirão não o fazer, já que ficou mais fraca a hipótese de se constituírem as denominadas Minorias de Bloqueio. (vários países a não concordarem com as decisões e portanto de acordo em bloqueá-las). Com o novo Tratado, que agora querem impor aos Europeus, ficam estas minorias de bloqueio Mais difíceis de atingir.
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5. NOVAS FIGURAS
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É introduzido o cargo de Presidente do Conselho, que será eleito por 2 anos e meio, escolhido pelo Conselho Europeu. Deixa de haver Presidências Rotativas exercidas pelos Estados-Membros. Este Presidente tem alguns poderes que até aqui as próprias presidências rotativas exercidas pelos Estados-Membros não tinham (como é o caso da actual, em que Portugal está na Presidência).
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6. Em resumo breve vemos que em matéria de:
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(A) Composição e Competências
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- O Conselho Europeu – que até agora Define as Políticas, perde poderes.
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- A Comissão – órgão supranacional não eleito por ninguém - mantém e Reforça os seus poderes em mais matérias, alargando o seu actual Poder de Iniciativa Legislativa.


Tem actualmente 27 Comissários passará a ter 18 em sistema rotativo. Isto é alguns Estados deixam de ter cidadãos seus na Comissão.


A Comissão passa a ter como Vice-Presidente o Alto Representante da PESC (na prática Ministro dos Negócios Estrangeiros da União Europeia) que até aqui estava na dependência do Conselho Europeu.
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O Parlamento Europeu – que é composto por Deputados eleitos nos seus Estados originais, pelos seus Concidadãos, e que adopta a legislação da União, vê o seu número de Deputados reduzir-se dos actuais 785 euro deputados para 750. Portugal, por exemplo, perde representação.
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(B) OUTROS assuntos graves no que se refere á perda de Soberanias:
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Verifica-se um Aprofundamento do Direito de Petição Um Aprofundamento do Pilar POVO UM Aprofundamento do Pilar TERRITÓRIO, UM Fortalecimento do Pilar PODER POLÍTICO
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Aprofundamento do Ius Tractum, capacidade de assinar Tratados e Acordos Internacionais; Aprofundamento do Ius Legationem, capacidade de enviar Representantes de Política Externa para entidades nacionais e/ou intergovernamentais (i.e. Nações Unidas); Aprofundamento do Direito de Representação, tudo isto Características de um Estado Soberano. Tudo isto que é a matéria central da Autodeterminação dos Povos, da autodeterminação das Nações Europeias.
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(C) Portugal não exerceu o Direito de Opting out, (ou seja o Direito de poder Não aceitar medidas lesivas dos seus interesses, lesivas dos interesses dos seus Cidadãos), mais uma vez, em NENHUMA das MATÉRIAS DO TRATADO. Em resumo, temos um Tratado que propõe, na prática, a constituição de Estado Federal Europeu.
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E pergunta-se:
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- Será a Federação melhor que um Quadro de União Intergovernamental de Estados que cooperam entre si, mantendo a sua autonomia e capacidade de decisão, como até aqui?
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- Têm os Governos legitimidade para, nas costas dos seus Eleitores, nas costas dos seus Cidadãos, alienarem a capacidade de Autodeterminação das Nações, alienarem o direito á autodeterminação dos Povos? A quem pediram essa legitimação? Não estamos a falar de temas menores! 
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- Quem lhes deu autorização, (aos Governantes), para que os Países, (o meu incluído) deixem de ser Soberanos?
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Assim os Governantes deveriam ter PERGUNTADO aos portugueses:
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- Quer a constituição de uma Federação Europeia? OU - Aceita que Portugal veja diminuída a sua Autodeterminação? OU - Aceita que Portugal perca a sua Soberania?
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Os resultados de um SIM ou de um NÃO eram:
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Se o resultado fosse o SIM: o país passaria, e vai passar, na prática, a Estado Federado pela adopção desta Constituição e de todos os seus efeitos e perde a sua Soberania Plena, perde a sua Autodeterminação.
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Se o resultado fosse o NÃO: o país permanecia na União Europeia não adoptando e não sendo obrigado pelo presente projecto de Tratado, ficando, assim, obrigado apenas ao cumprimento dos actuais Tratados em vigor (Roma, Maastrich, Amesterdão e Nice).
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Como sou Europeísta, mas não quero uma Federação, não quero que o meu País perca a sua Soberania, recomendo que: (a) Todo o cidadão se bata pela redução das matérias de Integração (Federalização) exigindo ao Governo Português que o preveja no actual projecto de Tratado; (b) Todo o cidadão alerte a restante População Portuguesa para um aprofundar das Posições Federais que retiram poderes: - Aos Estados Nacionais - Ao órgão Intergovernamental – O Conselho Europeu
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Os Governantes e o Senhor Presidente da República deveria esclarecer Políticamente a Linha da Cooperação Intergovernamental, contra a opção Federal, explicando-a por todo o País, junto dos seus Concidadãos.
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Deveria desmascarar e denunciar as matérias em que o Tratado é claramente Federal, em matérias que fazem parte do “Coração da Soberania” do Estado Português; 
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Já que em Portugal nada destas matérias se discutiu até agora sugiro que sejamos nós Cidadãos a EXIGIR dos Governantes e dos Políticos Federalistas, (de todos os Partidos), que ponham este tema á discussão da População Portuguesa.
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Como inter-governamentalista, só um debate sério sobre este assunto de extrema importância para o futuro da União Europeia e muito grave para o futuro de Portugal se exige.
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E não é admissível que os Federalistas (exs: Dr.Cavaco Silva, Dr.João de Deus Pinheiro, Dr.António Vitorino, Engº José Sócrates, Dr. Durão Barroso, etc...) chamem de anti-europeístas aos Intergovernamentalistas que pedem o debate, pois se o fizerem estarão a agir de MÁ-FÉ ou pior ainda, estarão a agir como IGNORANTES e a ENGANAR o Povo Português, e Portugal.
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Fica a responsabilidade histórica ao Sr Presidente da República, ao Ser. Primeiro Ministro e ao Sr. Presidente da Comissão Europeia de não terem esclarecido o Povo Português.
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O futuro dirá das consequências para esta atitude inqualificável.


*Miguel de Mattos Chaves - Mestre em Estudos Europeus - Pela Universidade Católica Portuguesa
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Escalada na Guerra do Afeganistão

Communist Party USA | Radical Ideas. Real Politics.
Tonight President Obama announced an increase of 30,000 troops to be deployed to Afghanistan, as well as a plan to begin withdrawal of troops in eighteen months.
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While Obama’s announcement of a date for withdrawal stands in stark contrast to the approach of the Bush Administration and the GOP’s call for endless war, this escalation of troops means more war, conflict, death and injury for the people of Afghanistan as well as the American men and women in uniform and the families they leave at home. Today, the majority of U.S. people now oppose the war in Afghanistan.
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The decision also runs counter to the President’s own emphasis on diplomacy and negotiation as the basis for U.S. foreign policy. As the president remarked about U.S. occupation of Iraq: “there is no military solution” to the problems in Afghanistan.
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The costs of the war and occupation of Afghanistan are great at home and abroad. At a time that the U.S. faces the worst economic crisis in eighty years and is attempting to reform healthcare for the benefit of the vast majority of the people, the massive cost of the ongoing wars in Iraq and Afghanistan is a barrier to solving our many domestic problems. Nearly 1000 U.S. soldiers have died in Afghanistan, and this year is the bloodiest since the NATO invasion eight years ago. Countless Afghan civilians have suffered, caught in the crossfire between U.S. troops, the Taliban and corrupt militias.
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The Communist Party stands with those opposing the escalation and calling for the withdrawal of U.S. troops. Tomorrow, Wednesday, Dec. 2, we join with people around the country who will gather in town squares, parks and churches to protest the President’s decision and call for diplomatic and peaceful solutions to the problems in the region.

Afghanistan is very different from Iraq, but they have at least one fact in common: there is no military solution.

For a list of local "day-after" events in your area, visit United for Peace and Justice

For the latest coverage on Afghanistan and the U.S peace movement, check out these recent articles in the People’s World:
 
For more information about Afghanistan and the Congressional measures to end the U.S. occupation there, visit Rethink Afghanistan or United Against Afghanistan Escalation
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2009.12.02
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Lula, o estuprador: nem o Alberto Dinis aguentou

Na Periferia do Império





Posted: 01 Dec 2009 07:44 AM PST
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Leia baixo o texto do Alberto Dinis no Observatório da Imprensa sobre a "revelação" de Cesar Benjamin no Jornal Folha de São Paulo (sexta, 27/11)

A imprensa aloprou

Por Alberto Dines em 1/12/2009

A Folha de S.Paulo consegue se superar a cada nova edição. Mais surpreendente do que a publicação do abjeto texto de Cesar Benjamin (sexta, 27/11), sobre o comportamento sexual do líder metalúrgico Lula da Silva quando esteve preso em 1979, foi a completa evaporação do assunto a partir do domingo (29), exceto na seção de cartas dos leitores.

Num dia o jornal chafurda na lama, dois dias depois se apresenta perante os leitores de roupa limpa e cara lavada, como se nada tivesse acontecido. E pronto para outra.

Não vai pedir desculpas? Não pretende submeter-se ao escrutínio da sociedade? Não se anima a fazer um debate em seu auditório e depois publicá-lo como faz habitualmente? E onde se meteram os procedimentos auto-reguladores que as empresas de mídia prometem há tanto tempo quando se apresentam como arautos da ética? Não seria esta uma oportunidade para ensaiar algo como a britânica Press Complaints Comission (Comissão de Queixas contra a Imprensa)?
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E por que se cala a Associação Nacional de Jornais? Este não é um episódio que põe em risco a credibilidade da instituição jornalística brasileira? Um vexame destas proporções não poderia servir de pretexto para retaliações futuras? Ficou claro que depois do protesto inicial ("Isto é uma loucura!"), o presidente Lula encerrará magnanimamente o episódio. A Folha, em compensação, enfiará o rabo entre as pernas.
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Ninguém estrila
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É bom não perder de vista o fato de que esta lambança de um jornal isolado será fatalmente estendida à mídia como instituição. E logo alimentará as inevitáveis desavenças da próxima campanha eleitoral. Isto não interessa aos que desejam preservar o resto de republicanismo desta imensa republiqueta nem àqueles que levam o jornalismo a sério e não querem vê-lo desacreditado, como acontece na Venezuela.
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A verdade é que a imprensa brasileira aloprou, levou a sério sua proximidade com o show-business; a obsessão pelo espetáculo e pela "leveza" levou-a para o âmbito da ligeireza, vizinha da irresponsabilidade.
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Por outro lado, o controle centralizado das redações associado ao terror de iminentes demissões em massa desestimula qualquer cautela e a mínima prudência. Ninguém estrila ou esperneia. Os jornalistas brasileiros, apesar de tão jovens, andam encurvados – de tanto dar de ombros e não importar-se.
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Ano penoso
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Há exceções, tênues, percebidas apenas pelos especialistas, porque nossa mídia – ao contrário do que acontece nos EUA e Europa – faz questão de apresentar-se indiferenciada, uniformizada, monolítica, sem nuances.
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Este 2009 foi um ano penoso para a Folha, o jornal talvez prefira esquecê-lo. Mas seus parceiros de corporação deveriam refletir sobre o perigo de atrelar uma indústria ou instituição aos faniquitos juvenis de quem ainda não conseguiu assimilar os compromissos públicos de uma empresa privada de comunicação.
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Em tempo: O recuo da Folha na edição de terça-feira (1/12) é ainda mais vergonhoso do que a denúncia da sexta-feira anterior. Colocar na boca do pivô do episódio que "o artigo de Benjamim é um horror" é uma manobra capciosa, covarde, para responsabilizar um articulista delirante e inocentar diretores irresponsáveis. A Nota da Redação, na seção de cartas, está atrasada quatro dias: pode satisfazer as dezenas de missivistas que se manifestaram, mas despreza os milhares que, horrorizados, leram o resto do jornal.
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Leia também - Lixo em estado puro – A.D.
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Na Periferia do Imperio - http://www.naperiferiadoimperio.blogspot.com


«Memória Virtual» da Blogosfera em 2009 e da «vigorização» do Tratado de Lisboa

Memória Virtual


Posted: 01 Dec 2009 11:46 PM PST
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Coincidindo com o primeiro dia do novo ano, J. M. Coutinho Ribeiro e José Carlos Pereira faziam a apresentação do “Marco 2009”,  anunciando «Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses»; aos fundadores juntar-se-iam posteriormente António Santana e João Monteiro Lima.
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Luís Paixão Martins, responsável de agência de comunicação, autor do blogue “Lugares Comuns”  anunciara entretanto a mais longa sabática da blogosfera, prometendo regressar após um ano: «Este blogue volta a falar a 1 de Janeiro de 2010»… Dado que a blogosfera tem “horror ao vazio”, seria criado, em Abril, o “Lugares Mesmo Comuns”, blogue das equipas da LPM.
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A 2 de Janeiro Bruno Vieira Amaral iniciava a publicação do “Circo de Lama”, ao mesmo tempo que Paulo Pinto Mascarenhas (preparando o lançamento do novo jornal, i) anunciava a sua despedida dos blogues “Atlântico” e “31 da Armada”.
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A cerca de uma semana de completar o terceiro aniversário, o blogue da “Atlântico” pouco mais de 24 horas resistiria a essa saída do seu fundador, decretando-se o seu fim a 4 de Janeiro.
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A Juíza Desembargadora Adelina Barradas de Oliveira, lançava – num novo blogue, inserido na página online do Expresso, sob a denominação “Ré em causa própria” – «O blogue que fala de Direito e de linhas tortas»,  – a questão: «Será admissível a um juiz ter um blogue?».
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Por esta altura, a Faixa de Gaza era objecto de bombardeamentos; o enviado especial da RTP, José Manuel Rosendo, transmitia-nos, em blogue, as imagens escritas e visuais dessas bombas sobre Gaza, assim como os seus retratos de guerra.
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Após mais de um ano de paragem, o “Escola de Lavores”, blogue «onde mulheres da comunicação cosem outros retalhos das notícias», registava o seu regresso efectivo à actividade.
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A 4 de Janeiro, João Villalobos e Luís Naves apresentavam “As penas do flamingo”, um «espaço para publicação de textos literários originais».
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Posted: 01 Dec 2009 06:58 AM PST
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Tratado de Lisboa
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Entra hoje em vigor o Tratado de Lisboa, cujo texto integral pode ser consultado aqui, o qual introduz algumas alterações de relevo a nível do funcionamento das instituições da União Europeia, nomeadamente:
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§ Criação do cargo de Presidente do Conselho Europeu (tendo sido designado -  para o primeiro mandato, de dois anos e meio – o belga Herman van Rompuy)
§ Política externa, de segurança e defesa comum – gerida por um alto-representante (simultaneamente vice-presidente da Comissão Europeia – tendo sido designada a britânica Catherine Ashton)
§ Reforço dos poderes do Parlamento Europeu, em particular a nível da fiscalização do princípio da subsidiariedade
§ Alargamento do sistema de dupla maioria (em detrimento da unanimidade e do direito de veto, agora mais limitado, aplicável por exemplo no caso de matérias fiscais) – a partir de 2014, o Conselho passa a tomar decisões com base numa maioria de 55 % dos Estados membros (no cenário actual, pelo menos 15), e desde que representem pelo menos 65 % da população da União Europeia
§ Manutenção de um Comissário Europeu por país (em lugar de um sistema rotativo)
§ Limitação do número de deputados no Parlamento Europeu a um máximo de 750 (Portugal viu reduzido o seu contingente, de 24 para 22)
§ Direito de Petição – Um mínimo de um milhão de cidadãos da União Europeia podem reunir-se para obrigar a Comissão Europeia a propor legislação
§ Carta dos Direitos Fundamentais passa a ter cariz vinculativo.
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e.conomia 2009.12.02

 Os "bancos demasiado grandes" estão cada vez maiores
2 Dezembro 2009

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Apesar dos repetidos discursos em defesa de uma reestruturação do sistema financeiro que evite novas crises, a realidade é que um dos principais problemas identificados – o de haver bancos demasiado grandes para poderem falir – parece ainda ter-se agravado mais, como noticia hoje a Bloomberg.
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Guerra comercial já é imparável
Michael Pettis, num artigo de opinião no FT, alerta que a recente decisão do Vietnam de desvalorizar a sua divisa constitui um sinal claro de que “o movimento na direcção de um conflito comercial global já pode ser imparável”. O economista, professor na Universidade de Pequim, destaca as semelhanças entre os desenvolvimentos mais recentes e aquilo que aconteceu durante a Grande Depressão dos anos 30.
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Krugman preocupado com regresso à recessão
Paul Krugman escreve no seu blogue que “as probabilidades de uma recaída para a recessão parecem estar a subir”. O economista defende que nos EUA, a recuperação do PIB se deve principalmente às medidas de estímulo temporárias e assinala que os outros indicadores não dão grandes esperanças de assegurarem uma retoma sustentável.
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Até quando é que o preço do ouro vai continuar a subir?
O ouro continua a bater recordes nos mercados internacionais, numa tendência que parece, para já, ser imparável. A Reuters analisa a questão e pergunta a vários analistas até quando é que isto poderá durar.
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“Prós e prós” ou o debate económico em Portugal
João Rodrigues e Vítor Neves, no blogue Ladrões de Bicicletas, assinalam a inexistência de verdadeiro debate no programa “Prós e Contras” emitido na passada segunda-feira na RTP. O tema era a crise económica e os seis economistas presentes estiveram sempre de acordo. Um feito notável: num programa que se diz de debate, conseguir juntar seis economistas que pensam exactamente o mesmo sobre uma crise tão complexa com a actual.
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— e.conomia.info
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(Newsletter nº111 | 02 DEZ | 2009)
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[versão PDF]
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Será que queremos combater a desigualdade salarial com mais progressividade no IRS?
2 Dezembro 2009

[Paper] “Taxation of Human Capital and Wage Inequality: A Cross-Country Analysisl”

[Autores] Fatih Guvenen, Burhanettin Kuruscu e Serdar Ozkan

[Publicação] IFS, Novembro 2009

[Classificação JEL]

[Palavras Chave] Wage Inequality, Human Capital, Skill-Biased Technical Change, Tax Policies

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Os três economistas do Institute for Fiscal Studies partem da comparação entre os EUA e seis países europeus, e do facto da desigualdade salarial ter aumentado do lado de lá do Atlântico desde 1970, enquanto registou variações marginais nestes países. Estudam qual o contributo da progressividade do imposto sobre o rendimento do trabalho nesta evolução e concluem que o impacto é forte. A progressividade pode explicar até 50% da diferença de desigualdade entre os EUA e a Europa. A lógica é a de que a maior progressividade do imposto comprime os salários após impostos, criando assim um desincentivo a que os indivíduos invistam em formação o que, por sua vez, reduz também a desigualdade salarial antes de impostos. O problema, avisam é que a redução da desigualdade acaba por ser garantida à custa de menor crescimento.
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[Artigo] Os EUA são um dos países do mundo ocidental com maior desigualdade salarial. Esta distinção foi conquistada com um aumento progressivo das diferenças salariais desde os anos 70. Já na Europa (os autores consideram seis países: Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Holanda e Suécia) registaram-se apenas variações ligeiras (os autores consideram seis países: Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Holanda e Suécia)
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[Abordagem] Analisam a evolução salarial desde os anos 70 nos sete países e analisam a relação entre a progressividade do imposto e a desigualdade salarial. Criam depois um modelo de ciclo de vida no qual os indivíduos decidem se vão trabalhar, estudar ou se permanecem desempregados, e onde a desigualdade surge pela diferença na capacidade de aprendizagem dos indivíduos e por choques idiossincráticos
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[Conclusões] Os países com maior progressividade nos impostos têm menor desigualdade salarial antes de impostos e registam menores aumentos de desigualdade ao longo do tempo. No entanto isso tem um preço, escrevem: “Os resultados ilustram como as políticas publicas podem influenciar de forma forte a resposta de uma economia à evolução tecnológica ao distorcer os incentivos dos indivíduos em investir em capital humano, o que mantém a desigualdade baixa, mas à custa de menor produto agregado”. Os impactos são especialmente fortes para os escalões de rendimento mais elevado.
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[Comentário] O resultado chama a atenção para as consequências da aplicação da política fiscal como instrumento de longo prazo no combate às desigualdades. Pode assim fundamentar a importância de combater a desigualdade através de um conjunto de políticas mais abrangentes. Os resultados são, contudo, conseguidos a partir de uma modelização muito simples da forma como os mercados de trabalho funcionam.
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— e.conomia.info

Quais os Bancos com mais reclamações nos Créditos à Habitação


Economia & Finanças

Posted: 02 Dec 2009 03:00 AM PST


Depois de termos analisado os “Bancos com mais reclamações nos Depósitos a Prazo” prosseguimos a leitura do relatório de supervisão comportamental do Banco de Portugal relativo ao 1ª semestre de 2009 e fixamo-nos nos bancos com mais reclamações nos Créditos à Habitação por cada mil contratos em vigor.
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 Do quadro em baixo, extraído do referido relatório, verifica-se que face ao pouco invejável pódio que encontrámos nas contas de depósito, se altera ligeiramente a ordem das instituições financeiras mas os actores mantêm-se. Desta vez é o Banco Popular Portugal que regista o maior número de reclamações em termos relativos, seguido a alguma distância pelo Barclays Bank e pelo Deutsch Bank. Com mais de quatro reclamações por cada mil contratos em vigor no período surge ainda o Banco Santander Totta. A Caixa Geral de Depósitos, um dos bancos com maior quota de mercado nesta área, regista um valor de reclamações abaixo da média global.
CredHabitação
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Quem não surge na tabela teve um nível de reclamações marginal ou nulo. O relatório completo pode ser consultado no Portal do Cliente Bancário .
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Artigos relacionados:


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