A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht

domingo, maio 02, 2010

25 de Abril e 1.º de Maio - Memória, projecto e luta





25 de Abril e 1.º de Maio
Memória, projecto e luta

Comemorar o 25 de Abril, 36 anos passados sobre o dia libertador em que o fascismo foi derrubado pelo Movimento das Forças Armadas, e o 1.º de Maio, cujo 120.º aniversário se vai celebrar no próximo sábado, tem, desta vez, um significado mais profundo e mais actual. Trata-se, de facto, não apenas do festejo de uma data que junta muitos milhares de portugueses unidos pela memória vivida ou pela memória transmitida por gerações, mas que os une num projecto e na luta pela concretização de aspirações populares, das mais justas e solidárias.

Contra essa memória – porque radica num projecto baseado na realidade bem concreta de um país que sofre há décadas as investidas da política de direita e aponta a luta como o caminho da ruptura com a exploração capitalista e com a submissão ao imperialismo – persistem as vozes enganosas daqueles que tudo fizeram para destruir essa memória e que se juntam sempre para que mais exploração e maior submissão sejam possíveis.
Neste ano em que também se comemora o centenário da revolução de 1910, esta efeméride é usada por alguns para a contrapor à Revolução de Abril de 1974, com o fito de substituí-la no coração e na razão dos trabalhadores e do povo, de diluir-lhe o significado e as conquistas políticas, económicas e sociais que a política de direita do PS, do PSD e do CDS se vêm esforçando por aniquilar completamente.
Entre estas duas revoluções, separadas no tempo por mais de seis décadas, porém, há diferenças substanciais. A revolução republicana, que depôs a monarquia e que reuniu as forças mais progressistas de então, alcançou êxitos que importa sublinhar. As actuou sobretudo ao nível dos direitos cívicos, das liberdades e da retirada de privilégios que a monarquia detinha. De salientar também o seu alcance a nível da instrução e da cultura e de uma importante reforma do direito. Mas a burguesia, que as forças populares e os trabalhadores ajudaram no movimento republicano, cedo virou as suas armas contra o proletariado, cujos interesses e aspirações eram contraditórios com a voracidade exploradora do capital. Não se deve esquecer que muitos operários e outros trabalhadores sofreram durante a República a repressão sobre os seus movimentos e protestos – assassínios, prisões, torturas e deportações assinalaram os poucos anos em que o parlamentarismo republicano deteve o poder do Estado.
A Revolução de Abril, pelo contrário, foi mais fundo e mais longe. Não se limitou à instauração das liberdades e direitos cívicos. Mercê da unidade entre o Movimento das Forças Armadas e do Povo – com o seu Partido de classe à frente das lutas – Abril avançou decididamente na resolução dos mais graves problemas do País e deu resposta às mais profundas aspirações dos trabalhadores e do povo. Por outro lado, a participação popular no avanço da Revolução foi uma constante, registando momentos heróicos e exemplares da capacidade das massas que, assimilando um projecto justo e solidário, derrubam obstáculos e metem mãos à obra na edificação de uma sociedade nova e liberta.
E a data que assinala essa aliança entre o Povo e o MFA na senda de uma revolução verdadeiramente democrática e nacional é, muito justamente, o 1.º de Maio de 1974, comemorado em todo o País e que reuniu em Lisboa a maior manifestação de sempre: mais de um milhão de pessoas desfilaram na capital, afirmando a sua disponibilidade revolucionária que veio alterar profundamente o País e que cedo apontou o socialismo como o horizonte do seu caminho. O levantamento militar do 25 de Abril, logo seguido do levantamento popular. Selavam uma unidade a partir de dois projectos convergentes. Enquanto o MFA apresentava a Portugal um programa que sublinhava a necessidade de Democratizar, Descolonizar e Desenvolver, o Partido Comunista Português – o único partido que não se rendera ao fascismo e não se dissolvera mas que continuara a resistir - lutava pelo seu programa aprovado no VI Congresso, em 1965.
Com oito pontos, o Programa do PCP propunha a concretização, durante a Revolução Democrática e Nacional:

- a destruição do Estado fascista e a instauração de um regime democrático;
- a liquidação do poder dos monopólios e a promoção do desenvolvimento económico geral;
- a realização da Reforma Agrária, entregando a terra a quem a trabalha;
- a elevação do nível de vida das classes trabalhadoras e do povo em geral;
- a democratização do ensino e da cultura;
- a libertação de Portugal do imperialismo;
- o reconhecimento aos povos das colónias portuguesas do direito à imediata independência;
- seguir uma política de paz e amizade com todos os povos.

De salientar que todos estes pontos – menos o da destruição completa do Estado fascista, substituindo-o por um outro, democrático – foram concretizados num curto espaço de tempo. Porque, precisamente, os trabalhadores e o povo, unidos aos militares mais progressistas do MFA, fizeram seu este programa, demonstrando assim a sua justeza e adequação às necessidades do País.
Entretanto, e «de uma forma geral, escreveu Álvaro Cunhal no seu livro A Revolução portuguesa, o passado e o futuro, esta «significou para a grande maioria dos assalariados uma visível subida do nível de vida.»
E recorda os exemplos da instituição do salário mínimo nacional – a «medida de mais largo alcance em matéria de salários e vencimentos», que abrangeu mais de 600 mil trabalhadores, correspondendo a um aumento médio de 36 por cento do salário anterior. Foram congelados os preços e as rendas dos prédios urbanos, aumentado o abono de família, diminuídos os leques salariais. Os trabalhadores do campo passaram a auferir um salário cerca de duas vezes superior. Através da contratação colectiva, «os trabalhadores conseguem benefícios sociais muito diversos, sendo de destacar as reduções dos horários de trabalho, a criação do subsídio de desemprego, o estabelecimento generalizado do direito a férias (...), a proibição dos despedimentos sem justa causa (...), e o melhoramento, ainda que insuficiente de pensões de aposentação, reforma e invalidez».
É impossível elencar num artigo todos os benefícios que a Revolução trouxe aos trabalhadores, aos reformados, às mulheres e aos jovens. Impossível também dar conta dos êxitos para o desenvolvimento do País que trouxe a concretização da Reforma Agrária, das Nacionalizações, do controlo operário. Impossível dizer tudo o que de novo e justo trouxe Abril à vivência democrática a instituição do Poder Local Democrático. Tudo conquistas que a Constituição de 1976 consagrou e que ainda que amputada pelo conluio entre o PS e a restante direita, permanece como referência indispensável à justiça social e ao desenvolvimento de Portugal.
Nestes últimos 34 anos, os trabalhadores e o povo, combatendo decididamente a política de direita que lhe rouba os direitos e até liberdades enquanto o capital restaurado enche os bolsos e explora de novo desenfreadamente, não resta aos trabalhadores e ao povo se não a luta.
As grandes lutas sociais envolvem cada vez mais gente, Os trabalhadores desencadeiam greves e protestos, combatem o desemprego e a precariedade, mobilizam-se em grandes manifestações por todo o País. Exigem a ruptura com a política de direita para que Abril abra de novo as suas portas à democracia e à justiça social, rumo ao socialismo.
Neste 1.º de Maio, comemorando o 120.º da data então fixada como grande jornada de luta em todo o mundo, os trabalhadores vão de novo à rua. Com o seu protesto e a sua exigência.
A memória de Abril, o projecto de Abril e a luta de Maio hão-de vencer.
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Nº 1900
29.Abril.2010 - Avante
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Milhares de norte-americanos protestam contra nova lei de imigração do Arizona



A iniciativa já motivou apelos à intervenção da Casa Branca e ao boicote económico ao estado


Público  - 02.05.2010 - 16:39 Por Rita Siza, Washington
Milhares de pessoas aproveitaram as habituais comemorações do Dia do Trabalhador, em dezenas de cidades, para marchar contra a nova lei de imigração do Arizona, promulgada pela governadora republicana Jan Brewer na semana passada e que entrará em vigor dentro de dois meses.
Protesto em Washington, uma das 70 cidades onde se realizaram 
manifestações 
Protesto em Washington, uma das 70 cidades onde se realizaram manifestações
 (Jonathan Ernst/Reuters)


Na capital estadual de Phoenix, em Los Angeles, Chicago, Dallas, Nova Iorque e Washington, os manifestantes reclamaram a intervenção da Administração federal para invalidar a lei e garantir direitos aos milhões de trabalhadores clandestinos que vivem nos Estados Unidos.

"Este é o dia em que os imigrantes dizem que já chega. O que está a acontecer no Arizona prova como podem ser nefastas as consequências do racismo e histeria anti-imigrante neste país", sublinhou Lee Siu Hin, da National Immigrant Solidarity Network.

A lei do Arizona foi redigida para prevenir e punir a imigração ilegal naquele estado (onde se calcula existam 460 mil clandestinos), e determina que a polícia pode exigir que qualquer pessoa, em qualquer lugar, e sem qualquer razão, apresente documentos que comprovem o seu estatuto legal de residência - ou vá preso.

"É uma expansão da autoridade policial inimaginável e francamente antiamericana, mas ao mesmo tempo o resultado lógico de um tipo de política baseada exclusivamente na punição", lamenta William Frey, analista do Council on Foreign Relations.

O Departamento de Justiça poderá associar-se às organizações políticas e religiosas que já avançaram judicialmente contra o governo do Arizona, alegando a inconstitucionalidade da lei. O Presidente Barack Obama classificou-a como "insensata" e o procurador-geral, Eric Holder, disse que o seu departamento está atento e a "estudar cuidadosamente" uma resposta.

A National Coalition of Latino Clergy and Christian Leaders, que representa igrejas, e dois agentes da polícia de Phoenix e Tucson abriram processos de impugnação da lei nos tribunais, argumentando que, tal como foram escritas, as provisões convidam à discricionariedade dos agentes policiais e à discriminação racial.

A directora da American Civil Liberties Union (ACLU), Alessandra Soler Meetze, anunciou que a sua organização vai "devotar todos os recursos para impedir que a lei entre em vigor". Também o National Immigration Law Center e o Mexican American Legal Defense and Education Fund (MALDEF) fizeram saber que vão contestar judicialmente a legislação.

"O estado está a usurpar a responsabilidade e a autoridade que pertence exclusivamente ao Governo federal para, de forma inconstitucional, controlar o número de imigrantes", denunciou o presidente do MALDEF, Thomas Saenz. "Além de que a lei requer que, ilegalmente, a polícia use a raça, língua ou o sotaque como a razão para questionar uma pessoa."

Um grupo de activistas, denominado "One Arizona", entregou uma petição solicitando que a lei seja sujeita a referendo nas eleições de Novembro. O grupo tem até Agosto para reunir 76 mil assinaturas e validar o pedido.

Vários dirigentes, como os mayors de Nova Iorque e Los Angeles, criticaram fortemente a iniciativa, apelando à acção da Casa Branca e ao boicote económico ao Arizona.



"Correcções cosméticas

Com a polémica a crescer a nível nacional, a legislatura do Arizona aprovou à pressa uma série de emendas com o objectivo de "clarificar" a lei. Por exemplo, mudou a linguagem referente ao escrutínio das pessoas que a polícia pode parar, questionar e deter: a raça deixou de ser a "única" razão para pedir prova de residência.

As alterações melhoraram a lei, e é inegável que a sua aplicação não levará à discriminação racial", disse o porta-voz da governadora. "São correcções cosméticas", contrariou o senador estadual Alfredo Gutierrez.

Segundo Wiliam Frey, da Brookings Institution, mais do que receios de segurança ou preocupações económicas, são razões raciais e étnicas que estão por trás da controvérsia: "Demograficamente, não há a menor dúvida que os latinos e outras minorias imigrantes são o futuro da América".

Uma sondagem efectuada pela Gallup a nível nacional constatou que 39 por cento dos americanos aprovam a lei do Arizona, 30 por cento opõem-se e 31 por cento ou não têm opinião ou não ouviram falar do assunto. No Arizona, segundo os números da Rasmussen, o apoio à lei dispara para 64 por cento da população.

Os protestos a nível nacional contra a iniciativa do Arizona captaram a atenção dos legisladores de Washington: o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, chegou até a sugerir que a sua bancada deixasse na prateleira uma lei de energia e alterações climáticas pronta para ser debatida em plenário para se dedicar à negociação de uma reforma da imigração.

É uma manobra política inteligente - os democratas forçam os republicanos a antagonizar um dos mais importantes blocos de eleitores do país - mas que tem zero hipóteses de ser bem sucedida. O próprio Presidente, que tem a reforma no topo da sua lista de prioridades, reconheceu que "o Congresso não mostrou nenhum apetite pelo assunto até agora".

Os democratas avançaram com um rascunho de 26 páginas com as suas ideias para a reforma. O primeiro passo, dizem, deve ser o reforço da segurança da fronteira. O segundo diz respeito à situação dos trabalhadores que vivem nos EUA ilegalmente: "Terão que identificar-se perante as autoridades, aprender inglês, pagar impostos, exibir um registo criminal limpo e ir para o fundo da lista dos pedidos de visto", enumerou Harry Reid.
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1º de Maio na Hungria


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munkaspart 22 de Junho de 2007 — A Magyar Kommunista Munkáspárt Majálisa.
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Thürmer GYula hiteltelennek nevezi GYurcsány Ferencet! Ferencet!
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CGTP - Análise da situação socio-económica


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 cgtpin | 1 de Maio de 2010 |
- Tempo de Antena da CGTP-IN na RTP 1

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cgtpin | 6 de Abril de 2010 |  
Manifestação de Jovens Trabalhadores de 26 de Março de 2010, pela defesa do direito ao emprego com direitos, contra as normas gravosas do Código de Trabalho.
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From: cgtpin | 24 de Março de 2010 |
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PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO 2010-2013

APRECIAÇÃO E PROPOSTAS DA CGTP-IN
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cgtpin 6 de Abril de 2010 — Tempo de Antena da CGTP-IN
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cgtpin 6 de Abril de 2010 — Tempo de Antena da CGTP-IN
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cgtpin 6 de Abril de 2010 — Tempo de Antena da CGTP-IN  
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1.º de Maio: Cerca de 70 activistas defendem reconhecimento laboral

Correio da Manhã
Jorge Paula   A parada Mayday começou no largo de Camões e depois juntou-se à 
manifestação da CGTP  A parada Mayday começou no largo de Camões e depois juntou-se à manifestação da CGTP

02 Maio 2010 - 00h30

Profissionais do sexo querem pagar imposto

Os profissionais do sexo querem ver o seu trabalho reconhecido como qualquer outra profissão, sem preconceitos e com direitos sociais e laborais iguais aos de todos os profissionais. A defesa dos direitos dos trabalhadores sexuais reuniu ontem cerca de 70 pessoas em Lisboa, que se associaram às cerca de 300 da parada Mayday-2010 para celebrar o Dia do Trabalhador.

"A prostituição é um trabalho como qualquer outro e deve ter os mesmos direitos e obrigações das outras profissões", afirmou Anabela Rocha, professora solidária com o movimento, denunciando a existência de "muitos interesses contra a liberalização da prostituição, pois há quem prefira não pagar impostos e viver à custa de uma economia paralela, das mais lucrativas do Mundo".
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O largo de Camões, em Lisboa, foi o ponto de encontro de um movimento ainda sem líderes, cujo objectivo é ver reconhecidos os direitos sociais, humanos e laborais de todos os profissionais do sexo. Nesta definição, explicou Mariana Lemos, está incluída "desde a prostituição feminina e masculina, à de rua ou de acompanhantes de luxo, passando pelas strippers ou pelo electricista ou técnico de luz de um filme pornográfico".
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O momento mais significativo da manifestação aconteceu quando os cerca de 70 activistas chegaram ao Intendente e abriram os respectivos chapéus de chuva vermelhos, símbolo da luta pelos direitos dos trabalhadores sexuais. ‘Prostituição é trabalho sexual. Trabalho sexual é trabalho’ ou ‘Eu não me vendo, alugo’ foram algumas das palavras de ordem escritas em vários cartazes. 
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PORMENORES
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JERÓNIMO NO DISCURSO
Jerónimo de Sousa, o líder do PCP, assistiu ontem ao discurso do secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, em plena Alameda. 
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CONTESTAR O PEC
O coordenador da União dos Sindicatos do Porto garantiu que as medidas do PEC "vão merecer forte contestação social".
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SALVAR POSTOS DO BPP
Afonso Diz, da União de Sindicatos Independentes, lembrou a necessidade de viabilizar o BPP para salvar empregos.
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"PRECARIEDADE LABORAL REFLECTE-SE NA VIDA"
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Rita Pimentel tem 30 anos e duas licenciaturas. Mas o currículo de pouco serve. "Sempre estive a recibos verdes, nunca tive nenhum contrato de trabalho." A jovem foi um dos muitos rostos a integrar a parada Mayday, desfilando em Lisboa em protesto contra a precariedade. 
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Actriz quando o contexto o permite, professora para pagar as contas, Rita confessa que "há alturas em que tem de fazer uma grande ginástica financeira". "Por vezes são os meus pais que me adiantam dinheiro para pagar despesas, pois há alturas em que leva algum tempo até receber." João Manso, 24 anos, bolseiro de investigação, é outro rosto da precariedade. Ainda vive em casa dos pais e, com o agravar da crise e um ‘fantasma’ chamado PEC, o ânimo é escasso: "Definitivamente, as coisas vão piorar." Sara Rocha, uma das organizadoras da Mayday, deixa o recado: "A precariedade laboral reflecte-se na vida." 
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NOTAS
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CGTP: MANIFESTAÇÕES
A CGTP convocou para dia 29 de Maio uma grande manifestação nacional, motivada pelo congelamento de salários
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UGT: ATAQUES
A UGT criticou ontem os ataques especulativos a Portugal, numa concentração que juntou em Lisboa 25 mil a 40 mil pessoas



André Pereira / D.R.
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“Desemprego tornou-se um negócio em Portugal” (COM VÍDEO)

Correio da Manhã
Natália Ferraz  "Os trabalhadores querem ter emprego e trabalhar""Os trabalhadores querem ter emprego e trabalhar"
02 Maio 2010 - 00h30

Entrevista


Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, diz que o desemprego se tornou um negócio para certos patrões.

Correio da Manhã/Rádio Clube – Esta semana recolheu sinais positivos ou negativos em relação à disponibilidade dos trabalhadores de lutarem contra as actuais políticas do Governo?
Carvalho da Silva – Sinais positivos. Há um aumento da participação dos trabalhadores nas lutas que desenvolvem em função de coisas concretas a partir das empresas e sectores de actividade. Há uma manifestação de indignação que aumenta.
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ND – Há mais sinais nuns casos do que em outros, não é?
- Nós vivemos num tempo em que há camadas da população que percebem a situação em que estamos e que começam a agir de forma mais colectiva e há sectores onde as coisas estão mais atrasadas nesse aspecto.
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ARF – Há muitas vozes a apelar aos sindicatos para terem sentido de responsabilidade e não andarem a marcar greves sobre greves. Como é que responde a esses apelos?
- Se há coisa que os sindicatos têm é um grande sentido de responsabilidade. Por isso é que não nos limitamos a fazer denúncia, a fazer manifestações de indignação. Avançamos com propostas. A CGTP é a organização que estruturou seguramente melhor e mais profundamente contributos no âmbito da discussão do PEC. Enviámos ao Governo uma proposta concreta antes da elaboração do PEC.
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ARF – Uma proposta seguramente alternativa?
- Claro, naturalmente por caminhos alternativos, não para continuação das políticas que nos conduziram a isto. Mas permitam-me dar até um exemplo sobre o subsídio de desemprego.
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ARF – Que agora está na agenda do dia porque o Governo quer reduzir as suas prestações.
- É o resultado das políticas e das práticas patronais que têm sido seguidas que leva ao desemprego, que empurra as pessoas para o desemprego. As pessoas não se desempregam por vontade própria. Os desempregados são vítimas desta situação. E depois vemos esta hipocrisia de colocar nos desempregados a responsabilidade de se encontrarem no desemprego. 
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ARF – Tudo em nome da redução do défice.
- Eles foram vítimas, o descalabro e o desequilíbrio que levou ao défice público não é da responsabilidade dos salários, não é da responsabilidade do subsídio de desemprego. Foram os milhões que foram deslocados do Orçamento do Estado para servir o sector financeiro e os grupos económicos. E agora lança-se sobre os desempregados, os pobres e sobre o conjunto dos trabalhadores o velho estigma, conservador e reaccionário, de que são potencialmente malandros. Isto quando a malandrice está lá em cima.
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ARF – O Governo e o PSD estão de acordo sobre essa matéria.
- Pois é. No dia em que o primeiro-ministro, de manhã, recebe o líder do PSD, ao fim da manhã o primeiro-ministro vem dizer que vão tomar uma série de medidas em relação ao subsídio de desemprego. E que vão fazer cortes. Como um facto consumado. E à tarde, em sede de concertação social, o Governo, os patrões e os sindicatos estão a fazer de conta que vão discutir as condições em que vão mudar o subsídio de desemprego. Isto não dá.
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ARF – O que é que não dá?
- Há uma coisa fundamental na sociedade quando se está numa situação de grande bloqueio. É haver clareza, transparência, rigor e responsabilização das instituições e pessoas na discussão dos problemas. Este autismo, esta inevitabilidade imposta por uma entidade superior que nos impõe isto e aquilo é demolidor.
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ARF – O primeiro-ministro diz que há muitos desempregados que recusam trabalho porque ganham mais com o subsídio. Isto é verdade?
- Essas afirmações chocam-me profundamente, essencialmente do ponto de vista ético. Para além de terem do ponto de vista económico, do ponto de vista material, dimensões que nos devem revoltar.
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ARF – Revoltar porquê?
- Nas últimas décadas o País assistiu a uma camada da grande burguesia que se instalou no poder. Grandes accionistas de grupos económicos, gestores ao seu serviço, um grupo de poucos milhares que se move em troca de favores e que entre si vão repartindo o poder e a riqueza. Com muita corrupção e compadrio. É por isso também que remuneram principescamente os gestores. Este grupo apoderou-se do fundamental da riqueza. E o povo vê que não há valorização do trabalho, do esforço, vê este exemplo que corrói a sociedade. E nós estamos numa sociedade humana. Se em cima há maus exemplos, por aí abaixo com certeza que também os há. 
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ARF – Mas esses comportamentos são maioritários?
- Não. A grande massa dos portugueses, a juventude que está sem perspectivas, os trabalhadores em geral o que querem é ter emprego e trabalhar. Não querem viver sem trabalho. Isso é usar o estigma de que os pobres e os desempregados são potencialmente malandros. Isso já foi usado no século XIX, em que os indigentes eram condenados à morte.
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ARF – Qual é a saída para essa situação?
- O País não vai sair dos bloqueios em que está se não confrontar uma certa burguesia que se instalou no poder, que troca favores entre si. Eu não estou  a dizer para se acabar com eles.
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ARF – Não é pô-los no Campo Pequeno.
- Não, não é isso. Nós estamos numa sociedade capitalista, o lucro tem o seu lugar. Agora, tudo tem de ter regras. Nós temos obrigação de fazer esse afrontamento. E no plano da governação temos de deixar de ter esta espécie de ciclo vicioso, em que a crise e as chamadas reformas são duas faces da mesma moeda. A crise em Portugal transformou-se numa instituição. Há falta de argumentos, invoca-se a crise, por culpa externa para não se olhar para os problemas internos. E porque há crise fazem reformas. Mas são falsas reformas.
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ARF – Andamos a falar de reformas há décadas.
- Andamos a falar de reformas desvirtuando em absoluto o conceito de reformas. Porque a sociedade precisa de reformas a sério. Veja o que se passou com os professores. Não é admissível que um País esteja três anos com um Governo em guerra com os professores. Esta guerra, perdoem-me a expressão, é dura, é uma coisa, do ponto de vista político e do ponto de vista da governação, estúpida. Não tem sentido.
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ARF – Foi o mesmo com a administração pública?
- Claro. A função pública e outros. 
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ND – Acha que o subsídio de desemprego, com estas alterações, vai acabar por ser inferior ao salário mínimo em certos casos? Vamos chegar aí?
- Há duas coisas ligadas ao subsídio de desemprego que são claras. O desemprego para uma parte significativa dos empresários, não é a generalidade, nós temos também gente séria, e os esquemas em torno do subsídio de desemprego, leva-me a dizer que o desemprego tornou-se, é um negócio para uma certa camada parasitária de empresários.
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ND – E não vai diminuir?
- Não vai diminuir. Andam à procura de coisinhas para a política activa de emprego e cada vez tornam o emprego mais precário. A instabilidade aumenta, mas vão aqui e ali à procura de vantagens, de não pagarem à segurança social e por aí adiante. E andam nisto. É uma mesquinhez que destrói emprego. E repare. A precariedade é o maior destruidor do emprego.
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ARF – Fazem isso para pagarem menos?
- É uma estratégia que está em marcha. Não sei se o primeiro-ministro já se apercebeu. É todo um processo que conduz à diminuição da retribuição do trabalho. Isto é inadmissível.
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ND – E esses esquemas não criam emprego?
- Não criam emprego. Repare. O secretário-geral da OIT já o disse. Não se chame saída da crise a políticas que não criam emprego. E outro dos factores que pesa negativamente na economia e no emprego é o facto de estar a haver uma diminuição da retribuição do trabalho.
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ARF – Em Portugal está a haver.
- Em Portugal e nos outros países. Em Portugal é vergonhosa. 
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ARF – Quantas pessoas em Portugal perderam emprego e já não têm subsídio?
- Não há números certos. Mas são muitas. Pode estar entre as 150 e as 200 mil. Há também os que já desistiram de procurar emprego e não entram nas estatísticas, há os que vão fazer uns meses a França ou a Espanha. E há a juventude. A precariedade é tal ordem que muitas vezes não conseguem preencher o tempo de trabalho para receberem o subsídio.
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ARF – São números assustadores?
- Se somarmos os que estão oficialmente no desemprego, mais os que estão no desemprego a fazer formação, esse número já ultrapassa os 660 mil.
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ND – Portugal está com uma taxa de desemprego de 10,5 em Março, mais duas décimas do que em Fevereiro. Vamos ficar nos dois dígitos por muito tempo?
- Não devemos ficar por muito tempo. Mas são precisas grandes mudanças no País. São precisas políticas de criação de emprego.
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ND – Como não existem os dois dígitos vieram para ficar?
- Sem políticas sim.
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ARF – Olha-se para o PEC e vê-se que com o crescimento de 1,7 em 2013 o desemprego não irá baixar, pois não?
- Quando o Governo apresenta o PEC vangloria-se de ter reduzido 73 mil postos de trabalho na administração pública entre 2005 e 2009. Isto é um desastre. É um sinal que se está a dar à sociedade que é preciso destruir emprego. Isto não tem sentido.
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ND – Estes números aparecem quando a Espanha está com mais de 20 por cento de desempregados. O que é mais grave? Os 10,5 em Portugal ou os 20,5 em Espanha?
- Uma nota prévia e um comentário. Quando nós falamos em crise o que tem que estar no centro são as pessoas. Temos de ver as condições concretas. A Espanha tem um desemprego muito elevado, mas o nível médio de vida dos espanhóis está muitos furos acima do nosso.
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ND – Mesmo para esses 20,5 % ?
- Mesmo para esses 20,5 % de desempregados. O nível de vida dos desempregados em Espanha é superior ao nível de vida médio dos portugueses. É esta a relação que temos. E impressiona-me que alguns políticos se refiram à Grécia com superioridade.
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ARF – Com superioridade?
- Sim. A Grécia está mal, nós estamos melhor. E esquecem duas coisas fundamentais. Primeiro, a pequenez de tratar mal um País, um povo que tem uma história muito longa. Segundo, é que o povo grego tem um nível de vida médio superior ao português e a distribuição de riqueza, apesar de todos os erros, é muito mais equilibrada em Portugal. Há que sermos modestos e voltarmo-nos para os nossos problemas.
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ARF – A verdade é que não há perspectiva de nenhuma mudança de políticas.
- Mas também há uma outra certeza. Que nunca há saídas pré-anunciadas. É preciso construí-las.
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ARF – Mas perante esta situação não acha que se justificava uma greve geral? Não era uma resposta importante?
- Pode ser. Para já é preciso maior participação dos trabalhadores, desde logo, na resolução dos seus problemas. Os trabalhadores têm o direito e a obrigação de manifestarem a sua indignação, mas ao mesmo tempo gerar confiança e avançar com propostas, com reivindicações. E, portanto, impõe-se aumentar a luta. Se amanhã estiverem reunidas as condições para uma greve geral, com certeza que os sindicatos avançam com ela. Mas lembrar uma coisa: é que a luta é dos trabalhadores, mas é também da sociedade. Impõe-se a mobilização da sociedade.
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ND – O PCP vai apresentar um candidato presidencial. Aceitaria ser esse candidato?
- Essa hipótese não existe e sobre esse assunto não quero falar.
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ND – Como é que vê neste momento as estratégias para as presidenciais com os candidatos que estão em cima da mesa?
- Primeiro ainda falta um, que é o do PCP. Segundo, o meu desejo é que as presidenciais constituam uma oportunidade de um debate e mobilização da sociedade portuguesa que ajude a dar uma resposta aos problemas do País.
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ND – E acredita que isso vai acontecer?
- O leque de partida e a forma como as coisas estão, enfim, tem muitas armadilhas. É preciso um grande esforço para que deste processo decorra um resultado positivo. Designadamente porque o País está numa situação difícil e geraram-se duas situações que não sei como é que se vão desarmar.
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ARF – Quais?
- É que há uma convergência total entre o Governo, a direita e o Presidente da República sobre as inevitalidades destas receitas duras para o povo português. E eu digo que isto é um desastre.
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ARF – Está tudo unido.
- Está tudo unido nessa lógica. O que o PSD veio acrescentar de novo são três coisas que apenas aprofundam o problema. É o acelerar uma revisão subversão da Constituição, a ver se encontram as condições para depois darem a porrada na legalidade, é a afirmação de que os direitos sociais devem ser entregues ao mercado. E eu digo que Portugal corre o gravíssimo risco de fragilização do Estado social e em particular da segurança social. Várias das propostas apresentadas no PEC e não só são perigosíssimos engulhos para o futuro da protecção social e da segurança social. Ai de nós se desarmamos a segurança social. 
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ARF – Porquê?
- Lembro que temos neste País 18 a 20 % de pobreza oficial porque nos últimos anos se aguentou alguma protecção e evitou-se  que se alastrasse. Porque se as medidas não fossem adoptadas o que se afirma é que o número duplicava. 
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ND – Para 40 % ?
- Para 40 a 42 % de portugueses considerados pobres. Portanto, muito cuidado com isto. E aqui é o drama. Há uma convergência total entre o Governo, o Presidente da República e os partidos de direita. O PSD vem com esta história agravar e com a outra invenção extraordinária, que é privatize-se tudo para não haver corrupção. Como se não houvesse corrupção no privado. O cenário é este para as presidenciais e há outro problema.
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ARF – Qual é?
- O Presidente da República, que vai ser candidato, está quieto. Se puder encanar a perna à rã durante estes oito meses para não criar chatices, melhor é. Ora quando o Pais está com problemas profundíssimos isto desarma o que deveria ser o conteúdo fundamental do debate das presidenciais. Definir uma estratégia para o futuro.
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ARF – Acha que Portugal tem uma estratégia?
- Não, não tem há muito tempo. E tem de ter. E há uma palavra-chave na sociedade portuguesa que é a responsabilização. Criar a responsabilização, acabar com essa ideia do facilitismo. Isso é fundamental.  



António Ribeiro Ferreira, Correio da Manhã, Nuno Domingues, Rádio Clube
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1º de Maio - Turquia, Espanha e Alemanha

Pelo menos 17 polícias feridos em confrontos com manifestantes radicais na Alemanha


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Notícias Dinheiro  |  01/05/2010

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Dia Mundial do Trabalhador marcado por violência. Manifestantes radicais atiraram pedras e incendiaram caixotes de lixo na cidade portuária de Hamburgo, no norte da Alemanha.

13:58 Sábado, 1 de Maio de 2010- Expresso
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Pelo menos 17 polícias ficaram feridos em confrontos com manifestantes radicais que atiraram pedras e incendiaram caixotes de lixo na cidade portuária de Hamburgo, no norte da Alemanha, anunciaram hoje as autoridades alemãs. 
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Nove manifestantes, pelo menos, foram detidos após os confrontos que ocorreram ontem à noite, por ocasião do Dia Mundial do Trabalhador, que hoje se assinala, avança a agência noticiosa alemã DDP. 
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De acordo com a polícia, mais de uma 150 manifestantes radicais incendiaram móveis, caixotes de lixo e tábuas de madeira e atiraram pedras e garrafas contra as autoridades que tentavam acalmar os ânimos dos desordeiros.

Forte dispositivo de segurança em Berlim


Em Berlim, outro palco habitual de confrontos, as celebrações do 1.º de Maio decorreram até agora pacificamente, tendo-se registado apenas alguns incidentes, refere a polícia. 
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Já na cidade de Bremen, vários carros de polícia foram incendiados. 
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Hoje, um forte dispositivo de segurança patrulha as ruas de Berlim para evitar possíveis confrontos. Na capital alemã são hoje esperados mais de três mil participantes numa marcha da extrema direita e mais de dez mil elementos numa manifestação de extrema esquerda, segundo as autoridades locais.
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Os comícios e outros eventos para assinalar o Dia Mundial do Trabalhador em várias cidades da Alemanha, sobretudo em Hamburgo e Berlim, foram marcados nos últimos anos pela violência, obrigando as autoridades alemãs a isolar diversas áreas para evitar distúrbios.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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CGTP-IN marca manifestação nacional para 29 de maio

O secretário geral da CGTP-IN anunciou hoje a realização de uma grande manifestação nacional no dia 29 de maio em Lisboa, na sua intervenção no final das comemorações do 1º de Maio.(Ver vídeo no fim do texto)

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Lusa
19:54 Sábado, 1 de Maio de 2010 - Expresso
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Carvalho da Silva afirmou na sua intervenção hoje em Lisboa que a manifestação nacional visa "exigir novas políticas para o desemprego, a defesa do direito ao emprego e melhores condições salariais".  
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"Vamos fazer do dia 29 de maio um momento alto da luta dos trabalhadores. Da luta a favor dos trabalhadores, do progresso social e do desenvolvimento do país", disse o sindicalista perante os milhares de pessoas que participaram na manifestação do Dia do Trabalhador.  
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A manifestação anunciada por Manuel Carvalho da Silva foi ratificada pelos manifestantes, que aprovaram uma resolução em que consideram o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) "uma declaração de guerra aos direitos e ao nível de vida dos trabalhadores, dos reformados e dos pensionistas, à proteção social e às funções sociais do Estado".  
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No longo discurso que fez, Carvalho da Silva também fez duras criticas ao PEC, dizendo que ele representa apenas "uma politica cega de consolidação orçamental" que impõe mais sacrifícios aos trabalhadores mas "não garante que daqui a 4 ou 5 anos a divida seja ainda maior".  
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"O défice é resultado dos milhares de milhões de euros que foram rapinados do Orçamento do Estado para tapar buracos do setor financeiro, que aconteceram por má gestão", acusou.  
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O sindicalista considerou, no entanto, que "o país tem futuro" mas para isso "é preciso cortar nas despesas desnecessárias". Carvalho da Silva salientou a importância da contratação coletiva na distribuição da riqueza e na melhoria das condições de vida e de trabalho. 
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"Na segunda metade do século XX não houve nenhum instrumento de governação que tivesse tanto efeito na distribuição da riqueza como a contratação coletiva", disse. "Por isso vamos continuar a mobilizar os portugueses e vamos intensificar a luta", acrescentou.  
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Aos jornalistas, Carvalho da Silva disse, no final do comício, a elevada participação dos trabalhadores neste primeiro de maio mostra que "a luta dos trabalhadores está em linha ascendente". "A mobilização vai crescer e teremos uma enorme manifestação a 29 de maio", afirmou.  
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Segundo Carvalho da Silva, que disse que a CGTP cruzou os seus dados com a polícia, participaram na manifestação de Lisboa cerca de 90 mil pessoas. 
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Mas no resto do país participaram também muitos milhares de pessoas, lembrou, citando os 4.000 participantes das manifestações de Évora ou Coimbra e os 5.000 de Aveiro.



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Preservativos e panfletos para convencer trabalhadores sexuais a aderirem ao 1º de Maio

Três activistas e dois trolleys carregados de preservativos e gel lubrificante percorrem a noite no Conde Redondo, Lisboa. Saíram à rua para fazer prevenção junto de trabalhadoras/es sexuais e apelar à adesão à manifestação contra o estigma no Dia do Trabalhador.

Muitas/os já sabem do que lhes falam. Na semana passada, outros rostos informaram-lhes sobre o MayDay e a inclusão das/os trabalhadoras/es sexuais na marcha do 1º de Maio.

"Prostituição é trabalho sexual. Trabalho sexual é trabalho!" são as palavras de ordem da convocatória, que desta vez partiu de quem faz do aluguer do corpo uma ocupação.

Não há organizadores formais, nem associações promotoras. Todos serão, hoje, entre o Largo de Camões e a Alameda, trabalhadoras/es sexuais.

"Apareçam no Martim Moniz às duas e meia", pedem-lhes, enquanto distribuem caixas com uma centena de preservativos. "Vamos estar todos de guarda-chuvas vermelhos", sinalizam.

Entre os três activistas - que pediram anonimato - há duas estreantes. O terceiro é uma cara já conhecida de muitas das pessoas que aguardam nas esquinas de uma das zonas de prostituição de Lisboa.

O movimento não é muito, mas lá se vão lançando olhares de carros, frequentemente de alta cilindrada. "É a crise, dantes gastava dez a quinze preservativos, agora até cinco é difícil. Eles passam, mas só olham, são sempre os mesmos", partilha um transgénero.

A idade começa a pesar, a paciência a faltar, confessa. Hoje com 44 anos, recorda como aos 20 "tudo era uma fantasia", enquanto abre os braços em pose de diva.

Já ouviu falar da manifestação de hoje - talvez lá passe - mas entretanto teve "algum juízo" e foi tratando "da reforma". Porque "tudo tem um princípio e um fim". 

 
Uma e meia da manhã e à porta de uma "casa de hóspedes" várias mulheres esperam clientes que nem sempre vêm. "Apanho três autocarros para vir para aqui e pago 25 euros para voltar para casa de táxi. Por isso, nem sempre venho", conta uma.

Manifestação? Nem pensar. "Tenho roupa para lavar e para passar. E só de pensar que a família poderia descobrir..."


Os preservativos e os panfletos entregam-se no primeiro andar. Uma senhora de bata cor-de-rosa abre a porta, com ar de dona de casa.

"Isto está muito vazio para final do mês", diz o activista repetente. O trolley palmilha mais umas quantas ruas, em direcção à zona das imigrantes brasileiras. Dois travestis confirmam os boatos - a polícia tem avisado: não saiam à rua quando o papa estiver de visita.

"Eles pensam que se vive da paz do senhor, que se come com a paz do senhor, que se veste com a paz do senhor, que se paga a renda com a paz do senhor", ironiza um.

Provavelmente não virá trabalhar nos dias em que Bento XVI estiver em Portugal. Até porque problemas com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras já tem de sobra: faltam poucos dias até que a ordem de expulsão seja uma realidade.

Partilha dúvidas com o grupo: "E se me casasse com um português? Agora posso, não é?"

Ainda não, se calhar é melhor apostar num contrato de trabalho, aconselham.


Lusa 

Prostitutas exigem a legalização da actividade e acesso à Segurança Social


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Notícias Dinheiro  |  01/05/2010

 

Contra o trabalho precário: parada MayDay juntou-se às manifestações pelo 3º ano consecutivo


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1º de Maio: confrontos entre manifestantes e polícia em Atenas e Salónica

Público - 01.05.2010 - 14:03 Por Agências

Manifestantes envolveram-se hoje em Atenas em confrontos com as forças de segurança à margem do desfile sindical do 1.º de Maio, tendo ocorrido também incidentes em Salónica.
Os confrontos em Atenas aconteceram em frente do Ministério das 
Finanças 
Os confrontos em Atenas aconteceram em frente do Ministério das Finanças 
(John Kolesidis/Reuters)



Na capital grega, os confrontos ocorreram quando algumas dezenas de manifestantes, alguns armados com bastões, se lançaram sobre o cordão das forças anti-motim colocado em frente do Ministério das Finanças, no momento em que passava o desfile sindical do Dia do Trabalhador. A polícia respondeu lançando granadas de gás lacrimogéneo e os manifestantes acabaram por dispersar.

Num outro incidente, as forças de segurança que enquadram cerca de 500 anarquistas que seguem no final do desfile dispararam gás lacrimogéneo quando um grupo se destacou dos restantes e se aproximou de um hotel de luxo na praça Syntagma, no centro da capital.

Em Salónica, a grande metrópole do norte da Grécia, a polícia também lançou gás lacrimogéneo para dispersar cerca de 250 pessoas que se afastaram do desfile para partir montras de lojas, caixas Multibanco e automóveis, segundo fonte policial.

Os dois desfiles de Salónica, um organizado pela Frente Sindical Comunista e o outro pelas duas grandes centrais sindicais nacionais, GSEE e Adedy, juntaram cerca de 5000 pessoas.

Em Atenas, os manifestantes são dezenas de milhares.
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2010 e 2009 - 1º de Maio - Jornada de Luta


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pcpdep 1 de Maio de 2010 — Manifestação 1º Maio, 2010, Lisboa
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CDU2009 5 de Maio de 2009 — 
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sábado, maio 01, 2010

SALAZAR NÃO ERA LADRÃO? - Armando Manjamanga

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SALAZAR NÃO ERA LADRÃO?

"[Há quem diga que] Salazar não era ladrão. É verdade, ou julgo que é verdade - mas no plano individual. Em política, é diferente: Salazar era "ladrão", mas um ladrão ideológico e conceptual, pois roubou (com o apoio duma camarilha fascizante) a Portugal o desenvolvimento, o livre exame e a liberdade. É dessa acção que ainda agora estamos a sofrer os efeitos negativos. Vejamos: um homem público, um dirigente, não é comparável a uma governanta ou um mordomo - honestinhos e de boas maneiras. Um dirigente, um governante, tem de ter outros requisitos: capacidade de gestão, de previsão do futuro, de bom manejo do presente. Não basta que um governante não ande a roubar carteiras publicamente. Não basta que um governante seja casto ou delicadinho com os porteiros dos ministérios. O cargo tem outro nível e outro patamar de exigencia conceptual: Churchill era um gastrónomo, ao contrário do frugal Salazar; um mulherengo, ao contrário do decentíssimo e familiar Cavaco; um amante do copo e do fumo, ao invés do contido e respeitável Marques Mendes - mas era um grande estadista, enquanto estes decentes cidadãos não passam de medíocres enquanto homens públicos. O que se exige de um político bom é que seja positivo para o progresso da nação e do povo. Não se julga um político pelos mesmos critérios com que se julgaria um desejável genro nosso ou um vizinho num condomínio ou num prédio. Disraeli era um beberrão, Pompidou era um gastador na sua vida privada - mas foram grandes homens. Salazar era um padreca de bons modos - mas fez o povo sofrer com a sua mentalidade de capataz de quinta beirão. Foi devido à herança mental de Salazar que Portugal se atrasou. Torga bem o disse: "O pior mal que Salazar fez aos portugueses não foi tanto tirar-lhes o pão mas, sobretudo, tirar-lhes a coragem de viver autonomamente e a imaginação de existir". Podia ser honesto na sua domesticidade, mas pública e politicamente foi, de facto, um salafrário. Que ainda nos está, mediante a sua memória inscrita na mente de ingénuos ou mal-intencionados, a prejudicar e muito."

Armando Manjamanga (in Portugal Diário)



Estrada do Alicerce

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