A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht

sábado, setembro 06, 2008

Cáucaso

Cáucaso

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Nota: Para outros significados de Cáucaso, ver Cáucaso (desambiguação).
O Cáucaso, visto de um satélite
O Cáucaso, visto de um satélite

O Cáucaso (em russo Кавказ (Kavkaz), em turco Kafkas e em georgiano კავკასია) é uma região da Europa central e da Ásia ocidental, entre o mar Negro e o mar Cáspio, que inclui a cordilheira de mesmo nome e as planícies adjacentes. Aquela região marca uma das fronteiras entre a Europa e a Ásia, fazendo com que alguns de seus países sejam considerados transcontinentais, como a Turquia, cujos territórios dividem-se em uma porção geograficamente européia e outra asiática.

Índice

[editar] História

Países do Cáucaso
Países do Cáucaso

Explorado pelos navegadores gregos de Mileto, no século VIII a.C., o litoral do mar Negro é repleto de várias colônias. No Cáucaso misturam-se influências persas, partas e romanas. Ponto de contato entre as civilizações bizantina e árabe durante a Idade Média, o Cáucaso caiu sob administração dos turcos seljúcidas no século XI, e, no século XIII, sofreu as invasões mongóis. Entre o século XI e o meio do século XIII, uma brilhante civilização prosperou nos reinos da Armênia e da Geórgia. Após a tomada de Constantinopla em 1453, a região ficou isolada do mundo cristão e passou ao controle otomano no século XVI. A penetração russa no Cáucaso começou na mesma época, mas a russificação tornou-se efetiva somente no final do século XVIII; após a anexação da Geórgia (1801), a guerra contra a Pérsia e o Império Otomano (1805–1829) permite aos russos a conquista da região de Erevan. A dura resistência das tribos das montanhas teve fim somente com a rendição, em 1859, do chefe muçulmano Chamyl. Os territórios caucasianos, onde haviam sido criadas em 1917 as repúblicas socialistas da Geórgia, da Armênia e do Azerbaijão, foram, de julho de 1942 a janeiro de 1943, o teatro de uma vasta ofensiva alemã, cujo objetivo era o controle dos campos petrolíferos de Baku. Do fim da Segunda Guerra Mundial ao desmantelamento da União Soviética (URSS), os países do Cáucaso seguiram a história da URSS.

Independências e conflitos

O patchwork etnolingüístico do moderno Cáucaso
O patchwork etnolingüístico do moderno Cáucaso

Após 1989, o desaparecimento da URSS permitiu a criação de três novos Estados (Armênia, Geórgia e Azerbaijão), enquanto que as seis repúblicas ciscaucasianas permaneceram no seio da Federação Russa. As três novas repúblicas são confrontadas a graves dificuldades econômicas e são vítimas de múltiplos conflitos: a Armênia e o Azerbaijão disputam o controle do Karabak, região do Azerbaijão, reclamada e ocupada pela Armênia em total desrespeito aos tratados por ela assinados, enquanto que a Geórgia deve enfrentar o separatismo na Abecásia, assim como na Ossétia do Sul. Além disso, no território da Federação Russa, um conflito explodiu em dezembro de 1994 na Chechênia, onde as forças armadas russas tentam submeter pela força os nacionalistas chechenos do general Djokar Doudaiev, que recusam a adesão à Federação Russa e reclamam independência.

Marcos históricos

Recursos naturais

O Cáucaso possui jazidas de metais não–ferrosos e reservas de petróleo (Azerbaijão e regiões de Maïkop e de Grozni).

Curiosidades

Na mitologia, o Cáucaso era um dos pilares do mundo. Ali, Prometeu foi acorrentado por Zeus. O poeta romano Ovídio situava o Cáucaso na Cítia e descrevia suas montanhas como frias,pedregosas e personificadoras da fome. No mesmo estilo, a canção de Loreena McKennitt "Night Ride Across the Caucasus" descreve vagamente aquela região.

Ver também

Ligações externas

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Fim da URSS - uma visão

FIM DA UNIÃO SOVIÉTICA

Posted by LUCIANO MENDE in

Fim da URSS

A estagnação econômica a partir de meados da década de 70, aliada à corrida armamentista, coloca em evidência as deficiências e distorções estruturais da sociedade soviética e a necessidade de reformas urgentes. A URSS enfrenta dificuldades crescentes para manter sua hegemonia na Europa Oriental, recua na Ásia, África e América Latina e naufraga no Afeganistão.

Mikhail Gorbatchov (1934- ), funcionário de carreira do Partido Comunista da União Soviética, torna-se um dos principais assessores de Iuri Andropov durante o curto governo deste, entre 1982 e 1984. Em março de 1985 é eleito secretário-geral do partido, após a morte de Konstantin Tchernenko, que substituíra Andropov. Em 1986, desencadeia a glasnost e a perestroika, que, como ele próprio reconhece depois, definem o que deve ser destruído e mudado, mas não o que deve ser construído no lugar das estruturas antigas. Isso desencadeia movimentos que Gorbatchov não consegue controlar, conduzindo uma grave crise econômica, social e política, à sua própria queda, em 1991, e à desintegração da União Soviética. Seus entendimentos com os Estados Unidos e a Europa Ocidental para o desarmamento e a eliminação dos regimes socialistas na Europa oriental lhe granjeiam grande prestígio internacional, particularmente no Ocidente.

Perestroika – A perestroika, ou reestruturação econômica, é iniciada em 1986, logo após a instalação do governo Gorbatchov. Consiste num projeto ambicioso de reintrodução dos mecanismos de mercado, renovação do direito à propriedade privada em diferentes setores e retomada do crescimento. A perestroika visa liquidar os monopólios estatais, descentralizar as decisões empresariais e criar setores industriais, comerciais e de serviços em mãos de proprietários privados nacionais e estrangeiros. O Estado continua como principal proprietário, mas é permitida a propriedade privada em setores secundários da produção de bens de consumo, comércio varejista e serviços não-essenciais. Na agricultura é permitido o arrendamento de terras estatais e cooperativas por grupos familiares e indivíduos. A retomada do crescimento é projetada por meio da conversão de indústrias militares em civis, voltadas para a produção de bens de consumo, e de investimentos estrangeiros.

Glasnost – A glasnost, ou transparência política, desencadeada paralelamente ao anúncio da perestroika, é considerada essencial para mudar a mentalidade social, liquidar a burocracia e criar uma vontade política nacional de realizar as reformas. Abrange o fim da perseguição aos dissidentes políticos, marcada simbolicamente pelo retorno do exílio do físico Andrei Sakharov, em 1986, e inclui campanhas contra a corrupção e a ineficiência administrativa, realizadas com a intervenção ativa dos meios de comunicação e a crescente participação da população. Avança ainda na liberalização cultural, com a liberação de obras proibidas, a permissão para a publicação de uma nova safra de obras literárias críticas ao regime e a liberdade de imprensa, caracterizada pelo número crescente de jornais e programas de rádio e TV que abrem espaço às críticas.

Desagregação nacional – A descompressão política, que permite a expressão do descontentamento numa escala inédita desde a Revolução de 1917, combinada com o impasse na condução das reformas econômicas, mergulha a União Soviética numa crise no final dos anos 80. A produção se desorganiza devido à ausência de uma estratégia definida de reestruturação econômica. O único ponto claro da perestroika é a liquidação do antigo sistema de planejamento centralizado. A estruturação de um novo sistema é obscura. Organizam-se máfias, constituídas por antigos dirigentes de empresas e ministérios, que se apropriam do patrimônio público e acumulam fortunas. O Partido Comunista se divide em facções antagônicas. A União se desagrega, como resultado da pressão de movimentos nacionalistas e autonomistas nas diversas repúblicas. Um plebiscito, em 1990, aprova a continuidade da União, mas conflitos étnicos agravam o processo desagregador. O governo central perde poder sobre as repúblicas.

Golpe de Agosto – Em 19 de agosto de 1991, Gorbatchov enfrenta um golpe de Estado dado por civis e militares conservadores, que pretendem manter a União e revogar boa parte das reformas liberalizantes. Mas a reação ao golpe conta com o apoio da maioria das Forças Armadas e da população, assim como de diversas repúblicas. Em Moscou a resistência é dirigida por Boris Yeltsin (presidente da Rússia), Ruslan Khasbulatov (presidente do Parlamento da União) e pelo general Alexander Rutskoi, tendo como centro a defesa do Parlamento (Casa Branca).

Dissolução do império – Como conseqüência da resistência aos golpistas e do enfraquecimento da posição política de Gorbatchov, Yeltsin assume o poder de fato, proibindo o funcionamento do Partido Comunista na Rússia. O poder crescente de Yeltsin força a renúncia de Gorbatchov, em dezembro de 1991. As repúblicas declaram independência sucessivamente: a Lituânia, a Estônia e a Letônia em 22 de agosto, seguidas pela Ucrânia (24/8), Bielorrússia (25/8), Geórgia e Moldávia (27/8), Azerbaijão, Quirguizia e Uzbesquistão (30/8), Tadjiquistão (9/9) e Armênia (22/9). Em 9 de dezembro de 1991, Rússia, Ucrânia e Bielorrússia formam a Comunidade de Estados Independentes (CEI), dando por revogada a existência da URSS. Cazaquistão, Uzbesquistão, Turcomênia, Quirguizia e Tadjiquistão aderem à CEI em 14 de dezembro.

A CEI E AS NOVAS REPÚBLICAS

Desde sua fundação, a Comunidade dos Estados Independentes vem se debatendo com sua natureza ambígua: embora não seja um país, é mais do que uma simples comunidade econômica de nações, pois tem Forças Armadas centralizadas, o rublo ainda circula nas repúblicas que a integram e mantém-se em grande parte intacta a relação de supremacia da Rússia sobre as demais unidades da extinta Federação. Mas a explosão de contradições durante muito tempo represadas pelo Kremlin abala a coesão e as instituições ainda precárias da nova comunidade. Divergências sobre o controle do arsenal nuclear e a ratificação do Tratato Start, de desarmamento, que a URSS tinha assinado com os EUA em julho de 1991; desentendimentos sobre a partilha proporcional, entre as repúblicas, da antiga dívida externa soviética, de US$ 74 bilhões; e a necessidade de conformar-se às regras do FMI para obter, no Ocidente, uma ajuda de US$ 24 bilhões, prometida pelos Estados Unidos e pela Alemanha, são alguns dos problemas globais enfrentados pela CEI em 1992.

Lutas pela independência – Mas há outros litígios que, em alguns casos, degeneraram em guerra aberta: a presença de 130 mil soldados do ex-Exército Vermelho na Letônia, Lituânia e Estônia, sob a alegação de que é preciso garantir a segurança da comunidade russa residente nesses países, mantém a tensão entre a Rússia e os Estados bálticos. Na Moldávia, o governo luta com os separatistas da autoproclamada República do Trans-Dniestr, habitada por russos e ucranianos que temem a possibilidade de integração dessa república à Romênia (os separatistas contam com o apoio do 14o Exército russo, estacionado em sua região). No Cáucaso, a Armênia e o Azerbaidjão continuam lutando pela posse do enclave de Nagorno-Karabakh, com grande número de baixas de parte a parte. Entre a Rússia e a Ucrânia, além da disputa pelo controle da frota do mar Negro e do arsenal nuclear, há também a disputa pela posse da Criméia, habitada majoritariamente por russos, mas sob jurisdição ucraniana desde 1954 (o território luta pela independência, não se contentando com o status de autonomia relativa concedido por Kíev). A Geórgia, embora não pertença à CEI, tem também conflitos internos: além do que opõe os partidários e opositores do ex-presidente Zviad Gamsakhurdia, deposto em janeiro de 1992, há também a guerra das autoridades de Tbilisi com a Ossétia do Sul, território georgiano que reivindica a anexação à Ossétia do Norte, pertencente à Federação Russa (todas essas questões são herança da política stalinista de separar os grupos étnicos para enfraquecê-los).

Federação russa – A própria Federação Russa, as voltas com problemas políticos e econômicos dos mais graves, é uma colcha de retalhos de reivindicações das minorias étnicas que a compõem e ameaçam fazê-la implodir da mesma forma que a ex-URSS. O novo Tratado da Federação Russa, assinado por Boris Yeltsin, em março de 1992, com 18 das 20 repúblicas autônomas que a integram não encontra uma solução para seus problemas mais sérios: a reivindicação de soberania da Tartária, proclamada em 21/3/1992; o separatismo da Chechenia-Inguchétia, convertida em duas unidades independentes por um decreto do Soviete Supremo de junho de 1992; o desejo da comunidade russo-alemã de restaurar a antiga República Autônoma do Volgf, eliminada por Stalin em 1941; e a proposta de que a lakutia e a Buriatia, o distrito da Niénetz e as repúblicas de Komi e Tuva, territórios autônomos da Sibéria, fundem-se nos Estados Unidos do Norte da Ásia. Em todos esses casos, a secessão seria economicamente desastrosa para Moscou, que perderia o controle sobre o petróleo tártaro, as jazidas de ouro buriatas e de gás natural nenétsio, o cobalto tuvânio, os diamantes iakútios, e assim por diante. Para complicar as coisas, o presidente Boris Yeltsin encontra-se, desde o início de 1992, em rota de colisão com Ruslán Khásbulatov, o presidente do Parlamento, com quem debate a distribuição do poder. Isso os levará, até o final do ano, à confrontação aberta.

Comunidade dos Estados Independentes (CEI) – Instituída em 21/12/1991, integrada pela maior parte das repúblicas que formavam a extinta União Soviética: Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Geórgia, Moldávia, Quirguízia, Rússia, Tadjiquistão, Turcomênia, Ucrânia, Uzbequistão e Azerbaidjão. Sede em Minsk, na Bielorrússia. É gerida por conselhos de chefes de Estado e de governo das repúblicas participantes. A CEI não é um país, pois cada uma de suas unidades constitutivas é politicamente soberana; mas é mais do que uma comunidade econômica, pois tem forças armadas centralizadas. Além disso, embora os países membros estejam criando gradualmente suas próprias moedas, o rublo ainda circula paralelamente na maioria delas.

Tendências Contemporâneas

Os últimos 25 anos são marcados por uma rápida e intensa reordenação da política e da economia em todo o mundo. Na política, o principal fator de mudança é o fim da polarização Estados Unidos-União Soviética. A perestroika de Gorbatchov e a queda do muro de Berlim precipitam o desmonte da União Soviética. Emergem conflitos localizados, antes abafados pela polarização. Muitos deles têm caráter étnico ou religioso. O racismo e o extremismo de direita ganham novo fôlego. E o crescimento do fundamentalismo islâmico assusta o Ocidente. Na economia, novos blocos são formados. Os Tigres Asiáticos aceleram seu desenvolvimento, os Estados Unidos enfrentam dura concorrência do Japão em seu próprio território e a velha idéia da unificação da Europa é mais uma vez retomada com a criação da Comunidade Econômica Européia – hoje, União Européia.

Socialismo e social-democracia – A desagregação da União Soviética e o fracasso das experiências socialistas no Leste Europeu, assim como as reformas de mercado na China, disseminam a idéia de que a doutrina socialista está morta. A solução para alcançar a justiça econômica e social passa a ser a social-democracia, que desde a década de 50 administra o sistema capitalista em bem-sucedidas sociedades européias, ou o próprio liberalismo ou neoliberalismo, que pretende deixar o capitalismo funcionar sem qualquer amarra. Entretanto, a social-democracia e o neoliberalismo também entram em crise no início da década de 90, por sua incapacidade em dar solução aos problemas sociais postos pelos novos parâmetros da revolução tecnológica.

Conflitos – Em 1994 persistem conflitos regionalizados na ex-URSS, ex-Iugoslávia, África, Índia e Sri Lanka. Na ex-URSS os conflitos mais graves são a guerra entre a Armênia e o Azerbaijão, a luta na Moldávia entre as populações de etnia romena e russa, a luta dos rebeldes da Abcásia para separar a região da Geórgia e a guerra civil no Tadjiquistão, que opõe, de um lado, uma aliança entre militantes islâmicos e os partidários de uma democracia em moldes ocidentais e, do outro, os antigos dirigentes comunistas apoiados pelo Exército russo. Na ex-Iugoslávia, sérvios, croatas e muçulmanos travam uma guerra para definir da maneira mais favorável o mapa da inevitável partilha da Bósnia entre os três grupos étnicos. Na vizinha Croácia, persiste a tensão entre o governo nacional e as milícias formadas pela minoria sérvia, que controlam um terço do território do país. Na África continua a guerra fratricida de Angola e os conflitos em Ruanda, na Somália e no Chade. Entre os conflitos étnicos da Índia, sobressai a campanha movida por grupos extremistas hindus contra a numerosa minoria muçulmana. No Sri Lanka, a rebelião tâmil contra a maioria cingalesa continua a manifestar-se em atentados terroristas.

CEI

A Comunidade de Estados Independentes, formada pelas repúblicas da antiga União Soviética, tende cada vez mais a dar ênfase à independência dos Estados-membros e desprezar o aspecto de comunidade. Apesar de manterem laços econômicos muito estreitos, como herança da antiga União, e de formalmente constituírem forças armadas unificadas, cada república procura estruturar suas próprias forças armadas e libertar-se

das antigas dependências econômicas, criando relações separadas tanto com a Europa e os Estados Unidos quanto com a Ásia. As tensões étnicas permanecem, assim como os problemas políticos. A Rússia, após o confronto entre o Parlamento e o presidente Yeltsin, em 1993, mantém seu plano de reconversão econômica, com altas taxas de desemprego mas inflação em baixa, e procura reconquistar a hegemonia sobre as demais repúblicas.

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O perigoso novelo do Cáucaso

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O perigoso novelo do Cáucaso

Demorará tempo a assentar a poeira no Cáucaso, após o acto de agressão protagonizado pelo regime protofascista de Saakashvili, a 8 de Agosto, contra a Ossétia do Sul. A operação relâmpago para alterar o estatuto da autoproclamada república independente através do terror, destruição e a morte, algo impensável sem o apoio dos EUA, fracassou estrepitosamente – a provocação militar georgiana acabou por abalar irremediavelmente o anterior status quo. A Rússia respondeu com o reconhecimento da independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, objectivo pelo qual Tsinkhvali e Sukhumi se bateram ao longo das últimas duas décadas.
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O mesmo não se poderá dizer da perigosa estratégia de confrontação lançada pelo imperialismo norte-americano contra a Rússia (o plano B ou A?), que se eleva agora a um novo patamar. A ofensiva em que, não obstante as diferenças de tom e método, se alinham os EUA, NATO e UE coloca também à prova, na região do Cáucaso em particular, frágeis equilíbrios no seio da própria multinacional Federação Russa.

É assim evidente que os actuais desenvolvimentos do conflito no Cáucaso galgam as margens da questão «específica» da auto-determinação da Ossétia do Sul e Abkházia, para confluirem no mar da crescente tensão e choque entre os EUA/NATO/UE e a Rússia. No âmago deste processo encontra-se a irreprimível lógica exploradora e expansionista do imperialismo expressa no alargamento da NATO e tentativa de forçar a inclusão da Geórgia e Ucrânia, na criação de novas bases militares e instalação do escudo antimíssil dos EUA na Europa de Leste (visando aniquilar o equilíbrio nuclear estratégico existente) e nas desesperadas tentativas para assegurar direitos extra-territoriais sobre recursos e corredores energéticos.

Importará, ao mesmo tempo, aprofundar o conhecimento da complexa realidade histórica do Cáucaso e as raízes dos conflitos da Ossétia do Sul e Abkházia. E lembrar – algo que a perversa campanha mediática em curso olimpicamente ignora – os efeitos desastrosos do desmantelamento da URSS na sua génese e manifestação.
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Foi sob o aplauso das «democracias ocidentais» que o exacerbado nacionalismo georgiano se converteu num dos agentes activos do enfraquecimento e desagregação soviéticas, rompendo os equilíbrios internos e reactivando velhas disputas étnicas. Eram os tempos da divisa «A Geórgia para os georgianos» do antigo presidente Gamssakhurdia, em que Saakashvili hoje se inspira, da abolição das autonomias e das fratricidas campanhas militares e de limpeza étnica. Em 1991, a Geórgia boicotou o referendo sobre a URSS em que 75% dos soviéticos disseram sim à sua manutenção. Mas na Abkházia este realizou-se e o sim venceu. O resto é conhecido. A 8 de Dezembro de 1991, era dado o golpe de misericórdia nos destinos do Estado soviético, fundado em 1922. E a figura, que emergiu, então, como o seu principal coveiro – Iéltsin – apressava-se a comunicar a boa nova – em «primeira mão» – a Bush (pai), para só depois informar o já totalmente desqualificado inquilino do Krémlin, Gorbatchov, do inconstitucional – e contrário à esmagadora vontade popular – desenlace.

No plano internacional, uma nova linha parece ter sido traçada. Para onde caminhará, no presente contexto mundial de agravamento de contradições e crise sistémica do imperialismo, uma Rússia capitalista que almeja deixar definitivamente para trás 20 anos de subserviência e (re)afirmar-se como potência, é uma questão que subsiste.
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Na certeza, de que a escalada de tensões em que apostam os EUA e a NATO, só aumentará os riscos à paz e segurança do planeta, ameaçando empurrar a humanidade em direcção ao abismo.
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Avante
Nº 1814
04.Setembro.2008
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Cáucaso, 100 etnias para 21 milhões de habitantes, a maior densidade etnolinguística do mundo

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quinta-feira, setembro 04, 2008

A Faísca




A faísca

Não é fácil escrever sobre isto. Mais difícil é ficar calado. Refiro-me ao fenómeno que parece incendiar a Europa e os países islâmicos, criando, de um lado, uma fervente indignação a propósito de um boneco que apareceu num jornal dinamarquês. Uma indignação que já custou mortes e feridos, fogos ateados e embaixadas destruídas; do outro lado, uma estarrecida incompreensão sobre as razões e as raízes de tanta turbulência. «Então já não se pode fazer bonecos e brincar com coisas sérias?», perguntará o cidadão comum. O cidadão incomum, afecto à ideologia da direita «cristã», que terá participado em simulacros de autos de fé quando algum filme lhe fere os sentimentos integristas, é capaz de clamar por uma nova cruzada que esmague o Islão. A comunicação social em geral, socorrendo-se dos seus peritos, hesita entre o deitar água na fervura e o atear de novos fogos. E, por fim, muita gente concorda que se trata de uma questão religiosa, transformada em conflito entre a liberdade ocidental e um fundamentalismo cego.
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Sobre o que é o Ocidente e sobre o que são as liberdades, parece que ainda não estamos conversados. Marrocos ou a Argélia estão mais a Ocidente do que a Dinamarca. E a liberdade «ocidental» escreve-se na maioria dos jornais com cifrões.
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Que terá levado multidões furiosas a queimar primeiro bandeiras e depois embaixadas, a manifestar ruidosamente a sua indignação perante um cartoon? Certamente a ofensa contida nesse cartoon, dirá o espírito estritamente lógico, não se indagando por que motivo outras ofensas mais graves não terão juntado tanta gente nem tanta fúria.
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É que se trata de muito mais do que uma questão religiosa. A religião e a «ofensa» caricaturada foi apenas o pretexto, a faísca que incendiou a planície. Mesmo que movidas por cegos sentimentos religiosos e fundamentalistas, sem a consciência plena do que mostra o movimento que alastra no mundo islâmico, as multidões erguem-se, afinal, perante a injustiça e o imperialismo. O raciocínio não é um chavão. Países e povos cuja cultura se baseia na ancestralidade corânica, sentem-se esmagados perante o mando explorador dos estados imperialistas. O Afeganistão está ocupado; o Iraque sofre uma guerra de ocupação; o Irão é ameaçado; a Palestina, onde as recentes eleições deram a vitória a uma força política do desagrado de Israel e dos Estados Unidos, vê pôr em questão os resultados democráticos da votação maioritária que, agrade ou não, levou o Hamas ao poder.
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Uma pequena faísca, um boneco caricaturando o Profeta, lançou o incêndio. Não adianta tentar apagá-lo com desculpas hipócritas.

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Avante - Nº 1680
09.Fevereiro.2006
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sexta-feira, agosto 29, 2008

Angola volta às urnas após guerra civil


Vermelho


28 DE AGOSTO DE 2008 - 17h24



Angola realizará no dia 5 de setembro sua segunda eleição legislativa. Cerca de 8,3 milhões de eleitores devem comparecer às urnas pela primeira vez desde 1992, ano que a União Nacional para a Independência Total de Angola, (Unita), desdenhou os resultados da eleição e desatou uma guerra civil que duraria dez anos.


Em 1992 os angolanos foram pela primeira vez às urnas. No entanto, o processo eleitoral acabou sendo o estopim para uma guerra que durou dez anos entre o Movimento Pela Libertação de Angola (MPLA) e a Unita. O pretexto que a Unita utilizou para iniciar a nova guerra foi fraude na eleição, algo contestado por observadores e organismos internacionais.


Em 5 de setembro os angolanos elegerão deputados para seu parlamento. A atual legislatura é considerada extraordinária e deve sua longevidade à guerra. Em 1992 os angolanos escolheram deputados (governo) e Presidente da República.

O falecido líder da Unita, Jonas Savimbi, interrompeu o processo e declarou o reinício da guerra civil, que só foi terminar dez anos depois, em 2002. Savimbi teve apoio material e financeiro da África do Sul, desde a independência de Angola até o fim do regime de Apartheid que vigia no país vizinho.


Além do MPLA e da Unita, o maior partido da oposição, doze organizações disputam os 220 assentos da assembléia legislativa angolana. O governo angolano aprovou na última reunião do conselho de ministros o montante de 170 milhões de dólares para financiar a campanha eleitoral.


De acordo com a actual legislação angolana, os US$ 170 milhões (1 bilhão e 275 milhões de Kwanzas) serão distribuído pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e em montante igual para todos os partidos e coligações, independentemente do número de deputados que tenham na Assembléia Nacional.


Dez partidos políticos e quatro coligações vão disputar as eleições legislativas de 5 de setembro em Angola.


Jornalistas têm acesso garantido


A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) garantiu na última semana que todos os órgãos de comunicação social credenciados, nacionais ou estrangeiros, vão ter acesso ao centro de apurações das eleições.


No entanto, o acesso será "reduzido a um jornalista por cada órgão de comunicação social devido à limitação de espaço", adiantou à Agência Lusa João Carlos Van-Dunem, que dirige á área de informação da CNE.


De acordo com a Lei Eleitoral angolana, os resultados definitivos podem ser divulgados até 15 dias depois da votação, mas os provisórios poderão começar a ser conhecidos nas 24 horas após o fechamento das urnas.

Segundo a imprensa angolana, a Unita está preparando seu próprio centro de acompanhamento dos resultados das mais de 12.400 sessões de votação disponíveis para os mais de oito milhões de eleitores inscritos.


A apuração paralela da Unita será realizada a partir dos dados fornecidos pelos delegados do partido nas sessões eleitorais espalhadas pelas 18 províncias angolanas.


União Européia envia observadores

A chefe da missão de observação eleitoral da União Europeia (UE), Luísa Morgantini, elogiou no último domingo (24) a forma tranqüila como está decorrendo a campanha eleitoral no país.


Luísa, citada pela Agência Angolana de Notícias (Angop), apelou aos partidos políticos envolvidos no processo a desenvolver suas campanhas e a apresentar os seus programas eleitorais "sem conflitos", mas apenas como adversários políticos.


A chefe da missão de observação da UE e vice-presidente do Parlamento Europeu deu as declarações no final de um encontro com o governador da província central do Huambo, António Paulo Kassoma.


A comitiva da UE está visitando as 18 províncias do país para constatar a forma como está a decorrer a campanha eleitoral, iniciada em 5 de agosto.


Até 5 de setembro, 100 observadores eleitorais da UE estarão no país para acompanhar as eleições legislativas.


Outros observadores dos Estados Unidos, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deverão também fiscalizar as eleições.


Petróleo turbina crescimento


Nos últimos seis anos, a economia angolana cresceu graças à exportação recorde de petróleo. Cerca de 25% do petróleo importado pela Europa ocidental vem da África, principalmente de Angola e da Nigéria.


Ainda que a economia angolana apresente sinais de melhora, os indicadores sociais demonstram que esse país africano continua pobre. Mais de dois terços da população vive com menos de dois dólares por dia e o desemprego chega a 40%.


Da redação
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Glauco Faria: Os heróis sem medalha na Olimpíada




Vermelho

28 DE AGOSTO DE 2008 - 16h17


Após a conquista da primeira medalha de ouro do Brasil no Pan do Rio, o lutador de Tae Kwon Do Diogo Silva virou celebridade instantânea. Foi complicado, mas consegui entrevistá-lo para a revista Fórum ainda em meio à competição que rolava na cidade, aproveitando a brecha de uma reunião com possíveis patrocinadores.Na conversa de pouco mais de uma hora, Diogo contou algo que nunca esqueci. Depois do quarto lugar em sua categoria nos Jogos de Atenas, um resultado de histórico, ninguém reconheceu a importância de seu desempenho. Ao voltar ao Brasil, no aeroporto, não havia uma só pessoa para esperá-lo. Pegou um ônibus e seguiu para casa.

Por Glauco Faria, para a Revista Fórum



Essa falta de reconhecimento é comum para o atleta que não alcança o pódio. Às vezes, consegue ter um desempenho fantástico, mas não atrai holofotes de pessoas que só sabem contabilizar medalhas, e não atitudes. Por isso, segue abaixo alguns exemplos de esportistas que estiveram em Pequim e merecem não somente reconhecimento, mas também apoio, principalmente da iniciativa privada, pra lá de ausente nas modalidades olímpicas. A eles, os parabéns e a gratidão por representar um país que lhes dá as costas.

Rosângela Conceição – aos 35 anos, ela foi a primeira atleta brasileira da prova de luta livre a participar de uma edição dos Jogos Olímpicos. Antes, já havia feito história no Pan de 2007, ao garantir a primeira medalha do país, de bronze, na modalidade.

Inicialmente praticante de judô por influência do irmã, Rosângela foi reserva de Edinanci Silva em 1996. A luta olímpica apareceu para ela em 2003, por meio de uma sugestão do treinador cubano Alejo Morales. A troca foi vantajosa e em maio ela conseguiu a vaga para Pequim no Pré-Olímpico, superando lutadoras de países com muito mais tradição no esporte. Passou pela romena Elena Diana Mudrag, pela egípcia Doaa Ahmed Maher e bateu a francesa Audrey Prieto Bokhashvili.

Em Pequim, na sua primeira luta superou simplesmente a terceira colocada no último Mundial na categoria até 72 quilos, a cazaque Olga Janibekova. Na luta seguinte veio a pentacampeã mundial Kyoko Hamaguchi. A japonesa venceu Rosângela, e terminou em terceiro lugar na disputa. Caso chegasse à final, a brasileira poderia tentar o bronze na repescagem. Mesmo assim, ficar entre as oito melhores do planeta é um desempenho admirável. A Caixa Econômica Federal é a patrocinadora oficial da Confederação Brasileira de Lutas Associadas. “Zanza”, como é chamada pelos amigos, recebe apoio do governo federal por meio do Bolsa Atleta.

Paulo Carvalho – em Atenas, o boxe brasileiro teve apenas uma vitória. Agora, em Pequim, foram cinco vitórias de pugilistas nacionais, com dois lutadores chegando às quartas-de-final e ficando a apenas uma vitória do bronze. Os autores da façanha foram Washington Silva, de 30 anos e que não disputará mais Olimpíada, e Paulo Carvalho, que aos 22 anos ainda sonha com uma nova chance em Londres.

Carvalho conta que começou a lutar por admirar o Acelino Popó Freitas. Participante da categoria Mosca-Ligeiro, esses soteropolitano de 1,61 m e 48 quilos penou para chegar às Olimpíadas. No primeiro Pré-Olímpico em Trinidad & Tobago foi derrotado pelo argentino Junior Zarate, mas teve sua revanche na edição da Guatemala, sua última oportunidade, quando derrotou o mesmo rival por 18 a 7. Depois, superou John Nelson Azama, de El Salvador, e o colombiano Oscar Negrete Padilla, garantindo a vaga olímpica.

Em Pequim, derrotou Redouane Bouchtouk, do Marrocos, por 13 a 7, e Manyo Plange, de Gana, por 21 a 12. Nas quartas, topou com o cubano Yampier Hernández, e foi derrotado por 21 a 6. O confronto era entre um país que tinha ganho uma única medalha olímpica, o bronze de Servílio de Oliveira em 1968, contra outro que ganhou 32 ouros, mais do que o total obtido pelo Brasil (20) em todas as modalidades na história. Como tantos outros pugilistas do país, a falta de apoio em uma das modalidades mais marginalizadas do país possa empurrá-lo para o profissionalismo.

Ana Marcela Cunha – esta foi a primeira vez que a maratona aquática foi disputada nas Olimpíadas. Na versão feminina, são dez quilômetros onde 24 atletas competem pelo ouro. Dentre elas, duas brasileiras: Poliana Okimoto, sétima colocada, e a impressionante Ana Marcela Cunha, com apenas 16 anos de idade e quinta na prova.

Baiana residente em Santos, a menina apareceu no cenário da nova modalidade após uma vitória na etapa de Setúbal (Portugal) da Copa do Mundo, disputada neste ano. Mas antes já havia se destacado no Brasil, quando se tornou a vencedora mais nova da Travessia dos Fortes (RJ), feito realizado aos 14 anos.

Ana é nadadora da Universidade Santa Cecília (Unisanta) e tem o patrocínio dos Correios, que concede uma ajuda mensal e custeia despesas com viagens internacionais.

Nivalter Santos — migrante sergipano, saiu de Aracaju, sua terra natal, aos 14 anos. Depois de morar em Santos, mudou-se para a vizinha São Vicente e foi morar junto com a mãe na favela México 70, que já foi a maior do Brasil. Ali, conheceu um projeto social, o Navega São Paulo, e começou a treinar canoagem. Tinha 17 anos.


No entanto, a mensalidade de R$ 20 era muito para quem tinha que ajudar a pagar R$ 300 pelo aluguel de um barraco. Abandonou depois do primeiro mês e só voltou por insistência do treinador Pedro Sena, técnico da seleção brasileira e coordenador pelo programa, que bancou suas remadas.

Bastaram três anos para chegar a seleção do país. Na carreira, já tem oito ouros e duas pratas no Campeonato Brasileiro, um ouro, duas pratas e um bronze no Sul-Americano de canoagem e um nono lugar do Mundial. Esta, uma conquista inédita na história do esporte no Brasil, já que nunca um canoísta da categoria canoa havia chegado a uma final A do torneio.

Ganhou também a medalha de bronze no C-1 500 m da canoagem no Pan, mas parou nas semifinais da mesma categoria e também no C1-1000 em Pequim. Mesmo assim, com somente 20 anos de idade, é uma das maiores promessas da modalidade. O atleta ainda está à procura de patrocínio e a Confederação Brasileira de Canoagem tem o apoio do Ministério dos Esportes.

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Revista Fórum

quarta-feira, agosto 27, 2008

Guia prático da imprensa sindical


Vermelho

27 DE AGOSTO DE 2008 - 22h26

por Altamiro Borges*

Diante dos constantes ataques da mídia hegemônica às lutas e aos direitos dos trabalhadores, o sindicalismo parece acordar para a urgência de fortalecer seus veículos próprios de comunicação com a base e a sociedade.


Diversas entidades, como a Federação dos Trabalhadores na Indústria do Paraná, realizaram recentemente seminários e palestras para discutir este desafio. Para os que desejam investir nesta frente estratégica o livro “Imprensa sindical, comunicação que organiza”, do jornalista João Franzin, é uma obra indispensável. É quase um guia prático para os sindicatos.

Franzin é bastante conhecido nos meios sindicais. Formado em 1977, ele já trabalhou em jornais, rádio, televisão e assessoria de imprensa; desde 1985, ele presta serviços aos sindicatos, somando trabalhos em mais de 100 entidades. Militante engajado, fundou e coordena a Agência Sindical, uma empresa de comunicação e consultoria para o sindicalismo. Ele também é apresentador do programa Câmera Aberta Sindical, na TV Aberta de São Paulo, uma iniciativa plural que reúne convidados de distintas concepções para abordarem temas de interesse dos trabalhadores.

“Boa comunicação deve gerar ação”

No livro, escrito em linguagem simples e direta, o autor dá várias dicas práticas para aperfeiçoar os diversos veículos dos sindicatos – como os boletins, jornais, livretos, revistas, rádio, televisão e internet. Cada um tem suas particularidades, o que “requer técnica, zelo e compromisso”. Não podem ser encarados de forma amadorística. Franzin também dá “receitas” para a comunicação sindical, demonstrando que forma e conteúdo precisam caminhar juntos. “O texto sindical deve evitar adjetivos, o tom excessivamente discursivo, as abstrações. Melhor realçar fatos, dados, números e informações que possam gerar atitude. Afinal, boa comunicação deve gerar ação”.

Partindo da premissa de que os brasileiros lêem pouco, ele sugere textos curtos e diretos. “A vida do trabalhador é jogo duro: acorda cedo, utiliza transporte precário, trabalha muito, ganha pouco, volta para uma casa quase sempre sem conforto. Sua vida doméstica é rotineira. A social é muito restrita... Que comunicação serve a essa pessoa? A comunicação objetiva, que leve informações práticas, que oriente, sem firulas, sem ironias”. Para ele, “a imprensa sindical ainda é prolixa. Parte dos jornais das entidades ficaria bem melhor se cortasse pelo menos 20% dos seus textos”.

Mais de 10 milhões de exemplares

Ele também propõe maior cuidado com a estética. “O material do sindicato deve, sempre, primar pela qualidade: do texto, da informação, da apresentação. A imprensa sindical tem compromisso com a dignidade humana, com a elevação cultural, a superação social e com o avanço político da sociedade”. Ele ainda aponta que o dirigente sindical deve ser “jornalista e jornaleiro”, ajudando nos conteúdos e mantendo permanente contato com a base, e defende “o leitor como sujeito e parceiro da informação”. No final, ele propõe que o profissional contratado tenha compromissos com a classe e indica que o sindicato “é uma escola de comunicação e de política”.

Para Franzin, muitos sindicalistas ainda subestimam a força e o potencial desta comunicação. “A imprensa sindical brasileira publica mais de 10 milhões de exemplares por mês, basicamente de boletins e jornais, distribuídos no local de trabalho, entregues de mão em mão, no contato direto entre sindicalistas e trabalhadores da base. Esses materiais divulgam os sindicatos, informam a categoria, convocam assembléias, enfim, difundem um ponto de vista sindical, que forma cultura e estabelece parâmetros... Ao divulgar direitos, combater abusos e ajudar na organização, ela melhora a vida do trabalhador do Brasil”. Seu livro ajuda a enfrentar esta crônica subestimação.




*Altamiro Borges, Miro é jornalista, Secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição)


* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.
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terça-feira, agosto 26, 2008

Ilegalidades da Sonae/Belmiro em Matosinhos ?



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Público 2008.08.05
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Mundo Louco



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Correio da Manhã 2008.07.30
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um certo sector da criminalidade aumenta, mas outra é escondida


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Correio da Manhã 2008.
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O Poder de Fátima

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Correio da Manhã 2008.08.14
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Riqueza e Pobreza (3)



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» COMENTÁRIOS no CM on line
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30 Julho 2008 - 22h51 | GAF
Isto é até a probreza e o desemprego aumentarem e aí vão ver como tudo isso muda!E para pior!
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Riqueza e Pobreza (2)




14 Agosto 2008 - 00h30
Correio da Manhã
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Riqueza: Cem maiores fortunas portuguesas valem agora 32 mil milhões

Os dez mais ricos

As fortunas portuguesas estão a diminuir e um dos principais sinais das perdas registadas é a queda de Belmiro de Azevedo, o empresário que é também o rosto maior da Sonae, do primeiro para o segundo lugar da listas dos cem mais ricos do País, revela a revista ‘Exame’.

Pela primeira vez desde 2004, os mais ricos viram as suas fortunas decrescer. O total das perdas em 2007 ronda os dois mil milhões de euros, uma queda de seis por cento. Na prática, as cem maiores fortunas de Portugal valem agora 32 mil milhões de euros, cerca de um quinto do PIB. Feitas as contas, os bilionários viram desaparecer cerca de cinco mil milhões de euros por dia em 2007.

Belmiro de Azevedo foi um dos mais penalizados pelo decréscimo. O empresário nortenho, que em 2007 tinha quase três mil milhões de euros, vê este ano os rendimentos reduzidos a 1722 milhões de euros, uma diminuição de 42,4%. A sua fortuna desceu para quase metade em apenas um ano, à conta da flutuação do mercado de capitais, através das perdas dos activos das várias cotadas da Sonae.

Américo Amorim, o empresário da cortiça que detém participações na Galp Energia e no Banco Popular, é agora o homem mais rico de Portugal, tendo visto a sua fortuna crescer 11,6% para os 3106 milhões.

Maria do Carmo Espírito Santo, a discreta empresária da família Espírito Santo, mantém-se como a mulher mais rica do País, com uma fortuna de 754 milhões de euros.

As fortunas dos cem mais ricos dariam para construir, por exemplo, 6,5 aeroportos de Alcochete ou 3,5 linhas de TGV entre Madrid e Lisboa.

LUÍS FILIPE VIEIRA VÊ FORTUNA A SAIR

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, pode orgulhar-se de ser um dos casos de maior sucesso nos últimos anos. Começou ligado aos pneus, passou pela construção e volta agora baterias para o ramo imobiliário. Detém a Inland, com grandes projectos no Algarve. Só entrou na lista dos cem mais ricos há um ano, mas já subiu do 75º lugar para o 74º, aumentando a fortuna em 8,5 por cento, para os 162 milhões.

AS DEZ MAIORES FORTUNAS

1- -Américo Amorim Sobe do 2.º para o 1.º; Grupo Amorim e Galp. Fortuna actual 3106 milhões €

2- Belmiro de Azevedo Desce do 1.º para o 2.º Grupo Sonae. Fortuna actual 1722 milhões €

3 -José Manuel de Mello Mantém o 3.º lugar; Grupo Mello, EDP, Brisa Fortuna actual 1196 milhões €

4- - Joe Berardo Sobe um lugar. Vinhos, investimentos e ArteFortuna actual 882 milhões €

5 -João Pereira Coutinho Sobe do 6.º para o 5.º; Grupo SGC, SAG e SGC Fortuna actual 815 milhões €

6 -Luís Silva e mulher Sobem do 8.º para 6.º; Cinveste SGPS e imobiliáriaFortuna actual 757 milhões €

7 -M. do Carmo Espírito Santo Silva Mantém o 7.º lugar; Espírito Santo e SantogalFortuna actual 754 milhões €

8 -Família Mello Filhos com participações na Nutrinvest e BCP Fortuna actual 753 milhões €

9- - Alexandre Soares dos Santos Sobe do 13.º para o 9.º; Soc. F. Manuel dos Santos Fortuna actual 739 milhões €

10 Horácio Roque -Cai do 4.º para o 10.º lugar; Banif e Açoreana Seguros Fortuna actual 726 milhões €

Diana Ramos
» COMENTÁRIOS nno CM on line
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16 Agosto 2008 - 09h55 | Miguel Torrão
Os portugueses sao inteligentes e se quizessem trabalhar poderia haver em Portugal milhares de Belmiros - Almada
16 Agosto 2008 - 02h37 | zaca
ah pois o belmiro de azevedo rico, claro pagam ordenados de miseria aos empregados de caixa e nao só, ao haviam de tar ricos. estes e que sao bem roubados e nao os pobres
16 Agosto 2008 - 02h05 | Joao P.
falam do belmiro e criticam-no mas vao ao hiper dele. é forreta? colocou a net em casa dos portugueses a um preço inferior ao da operadora do estado. tb nos telemoveis era o mais barato... criticam o joao pereira coutinho mas todos gostam dos carros que ele representa. e as comunicaçoes que ele tem? as mais baratas e com boa qualidade. criam riqueza, dao trabalho a muita gente.
16 Agosto 2008 - 02h01 | Joao P.
Se juntarmos a fortuna destes 10 ilustres e dividirmos plos 11 milhoes de portugueses teriamos dado a cada portugues pouco mais de 1000 euros. Será que esse dinheiro seria bem investido por cada portugues? Eu acredito que voltava novamente para o bolso do belmiro ao fim de um mes. a malta gosta é de gastar dinheiro nos shoppings. não os invejem, admirem-nos.
15 Agosto 2008 - 22h43 | Ana Marques
Devem ser os mais ricos por usufruirem do dinheiro dos nossos impostos, fundações, museus... Têm parcerias com o estado, IEFP e SS. Exemplo, se respondermos a um anúncio de emprego da Optimus, somos contratados por intermédio de uma empresa de formação a qual faz um contrato de formação, mas na realidade formação não há, é mesmo para trabalhar num Call Center, vender Optimus Home. Lisboa
15 Agosto 2008 - 22h15 | Manuel
eu sou bilionário mas sem dinheiro mulher e dois filhos para criar,ja fui 4 vezes ao brasil,sou portugues vivo e trabalho na alemanha e ando de cadeira de rodas...e
15 Agosto 2008 - 22h14 | teresa prazeres
Estou tão triste!!!!! Com tanta peninha do Belmiro!!!! Coitadinho dele! Ora, façam-me um favor! Só perdeu quase a metade da fortuna e ainda continua em 2º lugar! Dá mesmo muita pena!
15 Agosto 2008 - 18h31 | Templario
Qurem ver que foi desta que o homem decidiu pagar salàrios decentes aos seus empregados?Para descer de 1° para 2° com uma tão grande diferença só pode ser.A este ritmo para o ano està a pedir à porta da igreja.Pobre Belmiro.
15 Agosto 2008 - 15h53 | mp
Para quem não sabe o senhor Belmiro foi estudante trabalhador teve de ganhar para pagar os estudos, só com grande esforço e inteligencia chegou, onde chegou, dá emprego a muita gente. merece o nosso respeito, era este que devia ser o nosso presidente, pk subiu a pulso...Bem haja.
15 Agosto 2008 - 15h47 | Manuel
Não sou rica mas UMA RICA FAMÍLIA, Só tenho pena de ter formado filhos com tanto esforço...e emprego.....vai no "batalha"! haja Saúde.....


» COMENTÁRIOS
15 Agosto 2008 - 11h17 | M
Em 1º lugar quero dizer que estou muito preocupada com o belmiro de azevedo e estou a juntar dinheiro para lhe mandar. Deixei de ir ao cabeleireiro e retirei os canais Sport TV, deixei de comprar bifes e hoje até vou comer iscas pk é mais barato! E rica sou eu k tenho dois rapazes e ele só tem 1 rapaz e uma rapariga! LOL
15 Agosto 2008 - 10h57 | BOKAS
Tá visto que se esqueceram de mim, mais uma vez! Mas informo que continuo com optima saúde, com um optimo ordenado certo e uma familia impecável, sem ladrões nem vigaristas! Sou rico ou não sou? Tenho ou não uma rica fortuna?
14 Agosto 2008 - 21h04 | Maria
estas fortunas doem apesar-de serem ganhas com negócios é triste saber haver tantas pessoas com tanto dinheiro e outras quererem comer e não têm, o pior ainda são os grandes ordenados que há por aí e serem pagos com os impostos dos pobres
14 Agosto 2008 - 16h26 | Ze Santos
Agora é que estou a vêr porque há tantos pobres e endevidados em Portugal e a classe média está a desaparecer.. é verdade.. dizem-nos que deve dar uns para os outros !!
14 Agosto 2008 - 15h46 | Ci
Rica mesmo muito rica sou eu!! fui mãe aos 15 anitos, com uma volta de 90 graus trabalhei muito mas muito mesmos aqui estou eu.. sem esquemas com muto amor tenho uma grande riqueza 2 filhos..e não devo nada ao fisco nem nunca pisei ninguém.. mas n tenho carros de alta celindrada nem vivendas nem me desloco a Espanha ao melhor restaurante do mundo.
14 Agosto 2008 - 14h28 | DEL
Esqueceram-se de mim.Tenho 2 filhos que valem mais que a soma deste dinheiro todo junto.Londres
14 Agosto 2008 - 14h02 | rui marques
E eu em que lugar estou? Á é verdade eu sou trabalhador por conta de outrém, pago todos os meus impostos, não fujo ao fisco etc... por isso devo estar entre os mais pobres de Portugal!