A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht

segunda-feira, março 25, 2013

Marx e O Capital: um debate esclarecedor

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25 de Março de 2013 - 15h13
 
Roberto Schwarz, João Quartim de Moraes, Sofia Manzano, Emir Sader e José Arthur Giannotti (Foto: Ana Yumi Kajiki)

Marx e O Capital: um debate esclarecedor


Na tarde da sexta-feira 22 de março de 2013, ocorreu o debate sobre os estudos d’O Capital no Brasil, no âmbito do seminário "Margem Esquerda — Marx e O Capital", com as presenças de Emir Sader (sociólogo), João Quartim de Moraes (filósofo), José Arthur Giannotti (filósofo) e Roberto Schwarz (crítico literário), mediado pela professora e pesquisadora Sofia Manzano.

Por Osvaldo Bertolino, do Portal Maurício Grabois
O evento, realizado pela Boitempo Editorial em parceria com o Sesc, com apoio da Fundação Maurício Grabois, Fundação Lauro Campos, Fundação Rosa Luxemburgo e FAU-USP, ocorreu no Sesc Pinheiros, na cidade de São Paulo.

Os debates começaram com a exposição de Roberto Schwarz. Ele disse que teve a sorte de participar de um momento de apreciação crítica do marxismo, referindo-se a um grupo que começou a estudar O Capital, a partir de 1958, na Faculdade de Filosofia. Segundo ele, o grupo deu vários professores, que escreveram livros de qualidade, fazendo com que em pouco tempo o ponto de vista marxista se tornasse uma presença forte na academia. Quando o seminário começou a se reunir, lembrou Roberto Schwarz, as figuras constantes eram José Arthur Giannotti, Fernando Novais, Paul Singer, Octavio Ianni, Ruth Cardoso e Fernando Henrique Cardoso. Ele elogiou o grande público presente no Sesc Pinheiros, interessado na obra de Marx.

O debate teve como ponto alto a polêmica entre José Arthur Giannotti e João Quartim de Moraes sobre a essência do pensamento de Karl Marx. A preocupação quanto à forma de ler Marx e por que estudar sua obra está sempre presente, na visão de Giannotti. Segundo ele, O Capital é fascinante; o leitor fica espantado ao ler, por exemplo, a parte sobre a acumulação de capital, também chamada de “acumulação primitiva”. São capítulos de uma grandeza de reconstrução histórica que espanta qualquer pessoa, enfatizou.
Vulgata marxista
No terceiro volume, disse Giannotti, o processo de alienação da mercadoria se explicita e o leitor fica extasiado diante da descrição de como o capital financeiro se desliga do movimento social e do próprio capital. Ele afirmou que teria de retomar o capítulo sobre o valor para se apoiar nele e desenvolver algumas ideais. Antes, ressalvou que era preciso não esquecer que O Capital é um livro inacabado, fechado por Friedrich Engels. E que está dentro da escrita de Marx uma ideia de história muito peculiar, adaptada do hegelianismo. Para Giannotti, houve uma simplificação dessa ideia pelo que ele chamou de “vulgata marxista” — uma alusão aos métodos de estudo e difusão da teoria de Marx com matriz na União Soviética.

Ele disse que para a “vulgata marxista” essa ideia partiria do comunismo primitivo, quando não haveria propriedade privada dos meios de produção, passaria por uma evolução que instalara a luta de classes e, finalmente, chegaria à configuração de uma contradição que seria superada por uma sociedade sem classes, terminando a pré-história para entrar na história de verdade. Trata-se, segundo Giannotti, de um esquema com uma parte conceitual hegeliana que está muito presente em vários momentos da escrita de Marx, um conceito formado por movimentos. Tanto que quando se quer pensar o conceito de Marx em Hegel, é bom pensar em gênero e espécie, exemplificou.

Segundo Giannotti, Marx não queria apenas escrever um livro teórico. Basta ler a última “Teses sobre Feuerbach” para saber que ele queria transformar o mundo, lembrou. E esse momento de transformação foi realizado de uma maneira muito extraordinária, disse Giannotti, porque ele inspirou vários movimentos sociais e a Revolução Russa. E a partir dela, em particular depois que a Revolução se fechou na Terceira Internacional, o marxismo-hegelianismo de Marx e Engels se tornou o pai da Revolução, quando o marxismo se transformou em “vulgata”.
Manuais marxistas
De acordo com Giannotti, a partir dali a maioria dos que estudavam Marx liam manuais. Tiraram da análise de Marx a explicação sobre como funcionam os modos de produção e em particular como é o modo de produção capitalista, algo “substancial”, substituido por uma teoria do conhecimento. E, avaliou, quando o marxismo se tornou na “vulgata marxista”, uma teoria do conhecimento, foi um momento obscuro da inteligência do século XX. Em termos físicos, por exemplo, disse Giannotti, falando na concepção, Engels também entrou na “besteira” de pensar na dialética da natureza, para a qual a noção de contradição seria possível.

No Brasil, Giannotti citou o caso de Caio Prado Júnior, segundo ele um historiador extraordinário, que adotou o método da “vulgata marxista”. Para ele, esse método impediu a percepção de Marx como um clássico, que entraria para o patrimônio da humanidade. Giannotti afirmou que Marx sempre foi lido das mais diferentes maneiras. Citou que na passagem do século XIX para o século XX existiram leituras de Marx grandemente diferenciadas, como na Alemanha, onde Karl Kautsky e Rosa Luxemburgo tinham interpretações bem diferentes. Citou também a União Soviética, onde havia a leitura de Vladimir Lênin e a de Nikolai Bukharin. Na Itália e na França igualmente haveria leituras díspares. Mas todas elas recorriam a Hegel, de uma maneira diferente.

Segundo Giannotti, essa recorrência a Hegel é claramente percebida para quem se detém no primeiro capítulo d’O Capital. Do ponto de vista da economia, afirmou, o primeiro capítulo se refere basicamente à teoria do valor-trabalho. Ele explicou que Marx faz uma objeção a David Ricardo, de suma importância: o economista britânico não entendia que o valor é uma substância, não simplesmente um sistema de relação entre valor de troca e valor de uso. Há uma coisa a mais. Obviamente, disse Giannotti, Marx estava recorrendo à concepção hegeliana de substância.
Marxismo e comunismo
João Quartim de Moraes disse que o marxismo entrou no Brasil na bagagem do comunismo. Esse fenômeno, essa inversão, não foi exclusivo, mas uma peculiaridade da história das lutas sociais brasileiras, afirmou. Segundo ele, o mesmo não ocorreu, por exemplo, nos vizinhos do Cone Sul. Na Argentina, para citar o caso mais nítido, enfatizou, o pensamento marxista havia desembarcado bem antes. Na última década do século XIX, informou Quartim de Moraes, os socialistas de lá fundaram o seu próprio partido. E um desses fundadores foi o primeiro tradutor d’O Capital para o espanhol.

Dessa peculiaridade brasileira de que o comunismo veio antes do marxismo, disse Quartim de Moraes, decorre um período para que a obra de Marx começasse a ser estudada de modo aprofundado, quando O Capital começou a ser lido com rigor teórico. Não só por Caio Prado Júnior, mas também por Nelson Werneck Sodré e, um pouco mais adiante, por Jocob Gorender e outros, lembrou. Eles se serviram do aparelho conceitual marxista em debates importantes sobre o programa revolucionário brasileiro, observou João Quartim de Moares.

Ele citou como exemplo o V Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCB), quando houve debates profundos sobre a questão agrária, que levou a um conhecimento, à própria apropriação teórica do marxismo por parte de muitos dos intelectuais comunistas que dele participaram. Essa experiência teórica, afirmou Quartim de Moares, depois seria limitada e bloqueada com a repressão dos anos de chumbo.

Quando ela retornou para o debate dos movimentos sociais era um momento em que os comunistas eram forças secundárias; o principal partido de esquerda era o Partido dos Trabalhadores (PT) que, embora nunca o tenha rejeitado, o marxismo não estava em sua prioridade teórica. Segundo Quartim de Moares, esse interregno não exerceu nenhum efeito de atrofia na leitura d’O Capital. Ele disse que via na nova geração um interesse muito grande na obra de Marx e sua leitura se espalhou, assim como a cultura marxista.
Filosofia em Lênin
Quartim de Moares lembrou a presença de Marx no mundo acadêmico, mas enfatizou que ao mesmo tempo há uma injustificável ausência de Lênin. A firmeza com que o líder da Revolução Russa defendeu a posição materialista em filosofia, embora não fosse filósofo profissional, merecia ser ressaltada, afirmou. E sem a teoria do imperialismo não se compreende o século 20, simplesmente, disse Quartim de Moraes.

Para ele, colonialismo e imperialismo são termos chaves para a história do século 20 e começo do século 21. Por iniciativa de um nome que “não posso citar aqui”, destacou, o famoso dístico “Proletários do mundo inteiro uni-vos!” se transformou em “Proletários e povos coloniais do mundo inteiro uni-vos!”. Essa foi uma mudança fantástica, avaliou.

A União Soviética, apesar de vitoriosa em muitas questões, acabou destruída e os soviéticos derrotaram o nazismo, comentando que a versão dominante propagada por Hollywood dá conta da derrota da Alemanha nazista com o desembarque das tropas ocidentais na Normandia em 1944, uma falsificação da história. Naquele tempo, a União Soviética já havia destroçados os nazistas em Stalingrado e na batalha de Kursk, a maior de toda a história, informou. “De modo que com todos os defeitos da União Soviética, eu acho que foi um desastre para a humanidade o desastre que a destruiu”, concluiu.
Desequilíbrio do capitalismo
Emir Sader retomou o argumento de Quartim de Moraes para dizer que sua visão coincidia com o conceito de imperialismo teorizado por Lênin. A hegemonia americana e a modalidade exacerbada do capitalismo neoliberal constituem outro elemento essencial para entender o mundo de hoje, disse ele. Com o fim da Guerra Fria, afirmou, Marx foi assassinado novamente. Por uma quantidade enorme de razões, bem ou mal historicamente ele estava identificado com aquele socialismo que naufragou, disse Emir Sader. Difundiu-se que a partir dali o capitalismo não teria crise e estava identificado com dinamismo, eficácia, bem-estar etc.

Foi necessário chegar a crise de 2008 para que outra palavra fundamental identificada com Marx voltasse à baila, e que descreve o capitalismo como nenhuma outra: crise. Já no Manifesto do Partido Comunista Marx e Elgels fizeram o reconhecimento formidável da capacidade extraordinária do capitalismo de desenvolver as forças produtivas e demonstrou sua incapacidade de distribuir renda para absorver a produção, comentou. A crise do capitalismo é estrutural, porque há um desequilíbrio entre produção e consumo, como demonstrou Marx e Engels, e foi isso que voltou a acontecer com a crise atual.

Emir Sader comentou também que em geral o neoliberalismo dizia que a economia deixou de crescer pelas excessivas regulamentações. Todo ideário neoliberal pode ser unificado na defesa da desregulamentação, afirmou, com a ideia de que o capital voltaria a investir e a economia cresceria para beneficiar a todos. Mas esqueceram da tese de Marx de que o capital não foi feito para produzir, mas para acumular, destacou. Desregulamentar significa transferir uma quantidade gigantesca de capitais do setor produtivo para o setor especulativo, o setor financeiro, observou.
Crítica científica
Com esse dado, aparece a força extraordinária de Marx, sua explicação dos mecanismos clássicos de acumulação para as finanças, afirmou Sader. Para ele, o único aspecto permanente do marxismo é o método; sua readequação histórica é diferenciada, comentou, complementando que o horizonte de reflexão do marxismo hoje em dia é muito mais claro pela característica que assume o papel do Estado. Ele citou o caso da destruição do Estado de bem-estar social na Europa — a maior construção civilizatória da história dos “trinta anos gloriosos da Europa” —, que está sendo formalizada pela crise atual, destruindo direitos fundamentais.
Michael Heinrich
À noite, ocorreu a conferência “Os manuscritos de Karl Marx e Friedrich Engels”, com Michael Heinrich (MEGA, Alemanha), mediada por Augusto Buonicore, da Fundação Maurício Grabois.

Heinrich disse que Marx negava ter criado um sistema final, fechado. Ele sempre foi um cientista e deixou registrado no prefácio do primeiro volume d’O capital que cada crítica científica seria bem-vinda. Marx era um cientista aberto a críticas, afirmou. Michael Heinrich disse ainda que nos anos 1960 Marx foi redescoberto por ativistas e jovens estudantes fora dos partidos comunistas tradicionais, pelo menos da Europa ocidental e nos Estados Unidos.

Eduardo Bonfim - Tempos selvagens

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23 de Março de 2013 - 0h00

Tempos selvagens

Eduardo Bomfim *

Nos tempos atuais a informação atingiu uma escala de poder, hegemonia sem precedentes desde o século vinte, uma opinião de classe imposta por centros difusores internacionais baseados nos Estados Unidos da América e na Grã-Bretanha que se encarregam de espalhar ao mundo, ao Brasil, a “notícia do momento”, a opinião política, a ideologia cultural do mercado globalizado.


Fenômeno que só pôde acontecer em virtude do intenso processo de expansão, concentração do capital financeiro a partir da Nova Ordem Mundial, da relativização da soberania dos Estados nacionais, das organizações internacionais outrora sustentadas por pactos fundados em equilíbrio de forças que já não mais existem.

Essas instituições que adquiriram credibilidade após a Segunda Guerra Mundial foram capturadas pelas novas condições geopolíticas surgidas no fim dos anos noventa e se transformaram em uma espécie de correias de transmissão dos interesses de uma única potência mundial do grande capital financeiro, referendando lucros estratosféricos e aventuras bélicas.

O que possibilitou a esse capital um espetacular domínio do planeta uniformizando hábitos e modos antes diferenciados pela diversidade das formações históricas, antropológicas, nacionais, regionais, um poder sem precedentes na História, determinando códigos, regras, leis, constituindo na prática uma espécie de governança global oficiosa.

Garantindo os interesses do mercado que instituiu padrão único de consumo, as variações são ditadas por alguns cartéis internacionais que impõem e combinam os preços das mercadorias, a cidadania das pessoas relativizada ou mesmo subtraída.

Com o fortalecimento dos Brics, Brasil, Rússia, Índia, África do Sul e China que em poucas décadas transformou-se na segunda economia mundial, nascem as condições de um cenário internacional diferenciado ao tempo que eclode uma nova crise estrutural do capitalismo, dos seus mecanismos desvairados, delirantes de especulação.

A Nova Ordem envelheceu, entrou em decadência, com inquestionáveis traços de selvageria, totalitarismo, agressão às nações, aos povos etc. O grande desafio das forças patrióticas, progressistas, inclusive no Brasil, é de encontrar caminhos para a transição a um outro modelo de sociedade que reafirme a soberania das nações, um regime social avançado empenhado no efetivo desenvolvimento das potencialidades humanas coletivas e individuais.
* Advogado, membro do Comitê Central do PCdoB
* Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.

domingo, março 24, 2013

Albano Nunes: Chipre e a crise capitalista



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24 de Março de 2013 - 9h17         
Ao mesmo tempo que os portugueses eram confrontados com novas notícias sobre o dramático agravamento da situação econômica e social do país, o Chipre, uma vez quebrada a resistência às receitas do FMI e da UE pela vitória da direita nas eleições de 24 de fevereiro de 2013, tornava-se no 5º país da União Europeia sujeito aos ruinosos “planos de resgate”.

Por Albano Nunes*, no jornal Avante!

Impostos pelo grande capital e objeto de um ataque sem precedentes aos depósitos bancários dos cipriotas, provocando uma onda de indignação e de revolta que está a encostar à parede o novo governo reacionário.

Em Chipre como em Portugal, a pretexto da ‘ajuda’ para impedir a “bancarrota” (da banca), as mesmas exigências de cortes nos salários e rendimentos, de desmantelamento dos serviços públicos, de privatizações, de ‘reformas estruturais’. A mesma linha de intensificação da exploração, liquidação de direitos, centralização e concentração de capital, limitações à soberania. As mesmas consequências de empobrecimento, desemprego, recessão e ainda maior endividamento. Os mesmos mecanismos de sucção de mais valia e de drenagem para o sector privado e monopolista do património público. Tudo isto num quadro cada vez mais assumido de que a austeridade veio para ficar, que não há que contar com o regresso à situação anterior à falência do Lehman Brothers em 2008, que o empobrecimento, o desemprego, os cortes sociais, a desregulação laboral e tudo o mais que tem estado no centro da ofensiva do grande capital é para continuar para lá do famoso ‘regresso aos mercados’.

É esta a perspectiva que o grande capital anuncia aos povos português e ciprota e demais povos onde a classe operária, pela sua luta e beneficiando da existência do campo socialista, alcançou históricos avanços libertadores. Uma perspectiva que confirma não só a incapacidade do capitalismo para dar satisfação aos problemas da humanidade como a sua inexorável evolução num sentido cada vez mais improdutivo, rentista e parasitário (ligada com a lei da baixa tendencial da taxa de lucro) em que as contradições entre o capital e o trabalho e entre o carácter social da produção e a sua apropriação privadas se agudizaram extraordinariamente, colocando na ordem do dia a necessidade de profundas transformações antimonopolistas e anti-imperialistas na perspectiva do socialismo.

Para impor o recuo civilizacional exigido pela hegemonia do capital financeiro, para impedir que o crescimento inevitável da resistência e da luta popular ameace o sistema, para contornar a crise manifesta dos mecanismos de representação liberal-burguês e do seu perverso sistema de alternância direita/social-democracia, para tentar reverter os processos progressistas que abrem caminho como na Venezuela bolivariana, as classes dirigentes recorrem cada vez mais ao autoritarismo, ao militarismo e às guerras de agressão e ocupação. É por isso necessária grande atenção ao arrastar de espadas imperialista, seja no Médio Oriente, em África ou na Península da Coreia onde estão em desenvolvimento manobras militares EUA-Coreia do Sul-Japão de tal envergadura que não podem deixar de ser consideradas como preparativos de guerra. E lembrar que em Chipre, com a sua estratégica localização no Mediterrâneo Oriental, a sua tradição de Não Alinhamento, a sua luta patriótica pela unificação do país, o seu poderoso movimento operário e sindical e o mais influente partido comunista da Europa, estão em jogo questões de grande importância regional e internacional.


* Albano Nunes é membro do secretariado do CC do Partido Comunista Português

quinta-feira, março 21, 2013

Juan Torres López~ Qué pasa en Chipre y por qué

20 marzo 2013 | Categorías: Mercados Financieros, Unión Europea | |
Juan Torres López – Consejo Científico de ATTAC España
 
La mayoría de la gente se ha quedado muy sorprendida cuando se ha dado a conocer que la Troika (la Comisión Europa, el Banco Central Europeo y el FMI) acaba de dar un préstamo a Chipre a condición, además de privatizar servicios públicos y recortar gastos, de establecer un impuesto sobre los depósitos bancarios del 9,9% (como si las oferta de un supermercado se tratase) para los de más de 100.000 euros y del 6,75% para los de menos.
 
Cuando los chipriotas salieron corriendo a los cajeros automáticos para sacar su dinero se encontraron con que la cantidad correspondiente a ese impuesto no la podían sacar, se había establecido un corralito bajo la forma de simple y pura incautación. Y, como siempre suelen suceder estas cosas, sin que haya habido de por medio una decisión del Parlamento que es en donde se supone que radica la soberanía popular que debe acordar las grandes decisiones en las sociedades que se llaman democráticas.
 
Chipre es una de las economía más pequeñas de la Unión Europea (sus depósitos bancarios representan más o menos el 0,2% de los totales) y un país escasamente conocido por los europeos, si no es por su tradicional oferta turística. Pero ahora conviene saber algo más de él porque igual resulta que lo que ha pasado allí vuelve a suceder dentro de poco en las economías más grandes de Europa.
 
Una brevísima historia
Chipre mantuvo desde los años noventa una economía modesta y relativamente saneada gracias a su oferta de turismo tradicional. Sin embargo, entre 2001 y 2008 su PIB creció un 3,7% de media, bastante más que el de la mayoría de los países de la Unión, mientras que su deuda pública se mantuvo baja, sin ni siquiera llegar, cuando estalló la crisis, al 60% exigido por la UE.
 
Pero a partir de 2010-2011 las cosas se pusieron mal para la banca chipriota, las agencias de calificación rebajaron la nota a Chipre y el 26 de junio de 2012 el gobierno solicitó formalmente una ayuda a la Unión Europea. Lo que había pasado en esos años de crecimiento y las razones de la caída son muy parecidas a lo ocurrido en otros lugares de Europa.
 
Chipre entró a formar parte del euro en 2007 pero había vinculado su moneda con la europea desde antes. Eso le permitió tener tipos de interés reales muy bajos y como al mismo tiempo ofrecía impuestos muy ventajosos (en realidad, actuaba como un auténtico paraíso fiscal) registró grandes entradas de capital que le permitían crecer mucho. Muchas de ellas (algunas estimaciones dicen que entre el 30 y el 40% del total de los depósitos) procedentes de los oligarcas rusos que blanqueaban allí su dinero, y también del Reino Unido e incluso (cuando estalló la crisis) de Grecia.
 
Los bancos canalizaron la entrada de esa gran cantidad de liquidez y la dedicaron en su mayor parte a financiar una burbuja inmobiliaria muy parecida a la de España. Y a partir de 2008-2009 a comprar grandes volúmenes de deuda griega que era muy rentable por la presión que los mercados ejercían sobre el país heleno (los bancos chipriotas dedicaron a ello el equivalente al 25% del PIB de Chipre).
Los economistas neoliberales, y entre ellos las autoridades europeas, habían estado considerando en los años de bonanza que un sector bancario súper desarrollado y los impuestos muy bajos eran una gran virtud de la economía de Chipre (lo mismo que decían de Irlanda). La realidad se encargó de poner su sabiduría en su sitio: cuando en 2011 se realizó una quita de la deuda griega (como será inevitable que vaya ocurriendo en otros países), los bancos chipriotas quebraron. Y los bajos impuestos solo se tradujeron en un mayor incremento de deuda y en casi una nula capacidad de maniobra cuando la dinámica se torció y los gastos públicos tuvieron que elevarse (entre otras cosas, porque el desempleo se disparó).
Y en medio de todo eso, no se puede olvidar que también hubo (como en otros países europeos y también aquí en España) un banco central dirigido por cómplices de los banqueros que no dijeron nada cuando se estaba larvando el desastre.
 
La intervención
Ahora, como ya ocurriera en otros países, los bancos quebrados arrastran tras ellos al conjunto de la economía. Es normal. Ya lo hemos dicho muchas veces: la financiación es como la sangre de la economía y sin ella, la actividad económica muere sin remedio. Es verdad que dejarlos caer sin alternativa de financiación es suicida, pero no lo es menos dejarlos vivir simplemente como zombis que se tragan todos los recursos que les den.
 
En cuanto cambió ganó las elecciones y entró en el gobierno el protegido de Merkel, la suerte estaba echada, aunque esta vez la Troika ha ido mucho más lejos de lo que podría esperarse porque, con tal de darle un empujoncito más a la alemana frente a su electorado, se ha tomado una decisión que se vende de nuevo como el castigo ejemplar a los derrochadores (ahora en forma de mafiosos rusos) pero que puede hacer saltar el sistema bancario europeo.
 
Tratar de rescatar a un sistema bancario muerto, como el chipriota, significa más o menos duplicar la deuda pública del Estado (situarla en el 150% del PIB). El préstamo que le dan a Chipre y que irá directamente a los bancos será de 10.000 millones de euros. Poco para Europea (recordemos que solo Francia y Alemania se gastaron ochenta veces más para rescatar a sus bancos) pero mucho para Chipre: casi la mitad de su PIB.
 
Lo que equivale a decir que será materialmente imposible que se pueda pagar y muchos menos con el plan de austeridad que también se impone. Tendrá que haber nuevas quitas más adelante pero, mientras tanto, la Troika hunde así hasta la miseria a otro país que hasta ahora más o menos salía adelante (aunque, desde luego, podría haber salido mucho mejor si la Unión Europea no fuese cómplice de los paraísos fiscales y no se hubiera alentado un modelo de financiarización neoliberal insostenible).
 
Pero eso, en el caso de Chipre, no es todo. Con la incautación de una parte de los depósitos bancarios la Unión Europea se salta sus propias normas y abre la espita para que la gente acuda cuanto antes a los bancos a retirar su dinero. No solo en Chipre, donde ya está sucediendo sino en otros países. Veremos a ver si no se da ahora la paradoja de que haya sido la propia Troika quien va a hundir también a los bancos al provocar que la gente saque el dinero de ellos ya no solo por indignación sino por la desconfianza que ella misma ha provocado
 
Claro que esto no será un desastre para todos. Ya hay muchas páginas web especializadas que aconsejan que los ahorradores europeos se lleven el dinero a bancos de Alemania, Holanda, Finlandia o Luxemburgo. Sus bancos harán el agosto anticipadamente.
 
Una vez más la Troika actúa con una falta de inteligencia y con una desfachatez imperdonables. Se va a cargar para muchos años el sistema bancario chipriota, al intentar revivir a un muerto que no podrá levantar cabeza. Hunde una economía al dejarla sin financiación, mucho más endeudada que antes y sin recursos para poner en marcha la actividad económica. Empobrece para décadas a una población a la que hace responsable de los desmanes de la banca, a la que se limita a rescatar graciosamente. Y no hace, por mucho que diga que actúa contra el dinero negro de los rusos, por acabar con los paraísos fiscales. Aunque eso sí, siembra en ese desastre las bases para que grandes grupos empresariales se hagan con la riqueza de los chipriotas, con sus recursos naturales y con sus servicios públicos.
 
¿Hasta cuándo?
 
Artículo publicado en Público.es
Ganas de escribir
 
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domingo, março 17, 2013

Domenico Losurdo e o “retorno” da luta de classes

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17 de Março de 2013 - 7h56         

Acaba de ser publicado na Itália, pela Editora Laterza o novo livro do filósofo político marxista Domenico Losurdo: A luta de classes - Uma história política e filosófica. Em mais um trabalho de fôlego, de 388 páginas, o filósofo marxista italiano enfrenta polêmicas sobre temas instigantes contra as correntes oportunistas que negam a luta de classes ou distorcem seu sentido. A entrevista foi realizada por Paolo Ercolari, para a revista italiana Critica Liberale.



Domenico Losurdo é um dos estudiosos italianos de filosofia mais traduzidos no mundo. Todos os seus livros tiveram de fato edições em inglês, britânico e estadunidense, alemão, francês, espanhol e também em português, chinês, japonês e grego. Seguramente, esquecemos de mencionar algum idioma. Os jornais Financial Times e Frankfurter Allgmeine Zeitung, entre outros, lhe dedicaram páginas inteiras. Um tratamento que contrasta com o que lhe é reservado no próprio país, onde frequentemente, de maneira deliberada, os seus trabalhos são objeto de um silêncio bem estudado. O que, entretanto, não incide sobre suas vendas, tendo em conta as reiteradas edições dos seus livros.

Nos últimos dias veio à luz o seu novo trabalho intitulado A luta de classes - Uma história política e filosófica (388 páginas, Ed. Laterza). Por esta razão, Critica Liberale o entrevistou na sua casa/biblioteca, situada numa colina no entorno da cidade italiana de Urbino. (Paolo Ercolari)
 
Critica Liberale: Professor Losurdo, como explica esta ideia de escrever um livro sobre a luta de classes, conceito tido por muitos como morto?Domenico Losurdo: Enquanto grassa a crise econômica, engrossam os ensaios que evocam o “retorno da luta de classe”. Tinha desaparecido? Na realidade, os intelectuais e os políticos que proclamavam o crepúsculo da teoria marxista da luta de classe cometiam um duplo erro. Por um lado, embelezavam a realidade do capitalismo. Nos anos 1950, Ralf Dahrendorf afirmava que se estava verificando um “nivelamento das diferenças sociais” e que aquelas mesmas modestas “diferenças” eram somente o resultado do mérito escolástico; contudo, bastava ler a imprensa estadunidense, até a mais alinhada, para dar-se conta de que mesmo nos países-guia do Ocidente subsistiam pavorosos bolsões de uma miséria que se transmitia hereditariamente de uma geração a outra. Ainda mais grave era o segundo erro, de caráter mais propriamente teórico. Eram os anos em que se desenvolvia a revolução anticolonial no Vietnã, em Cuba, no Terceiro Mundo; nos Estados Unidos os negros lutavam para pôr fim à supremacia branca, ao sistema de segregação, discriminação e opressão racial que ainda pesava sobre eles. Os teóricos da superação da luta de classes estavam cegos ante as ásperas lutas de classes que se desenvolviam sob seus olhos.

Critica Liberale: Se não entendemos mal, você amplia bastante o campo semântico da expressão “luta de classes”, compreendendo em seu interior uma gama de problemas e questões muito mais amplas?
DL: Sim, Marx e Engels chamavam a atenção não somente para a exploração que tem lugar no âmbito de um país singular, mas também para a “exploração de uma nação por parte de outra”. Outrossim, nesse segundo caso temos a ver com uma luta de classe. Na Irlanda, onde os camponeses eram sistematicamente expropriados pelos colonos ingleses, a “questão social” assumia a forma de “questão nacional”, e a luta de libertação nacional do povo irlandês não só era uma luta de classes, mas uma luta de classes de particular relevância: é nas colônias de fato – observa Marx – que “a intrínseca barbárie da civilização burguesa” se revela na sua nudez e em toda a sua repugnância.

Critica Liberale: Pode-se explicar melhor a gênese histórico-filosófica desta sua leitura tão incomum a respeito de categorias tradicionais?DL: A cultura do século 19 era chamada a responder a três desafios teóricos. Em primeiro lugar, de que modo explicar a marcha irresistível do Ocidente, que com o seu expansionismo colonial subordinava todo o planeta, esmagando até mesmo países de antiquíssima civilização como a China? Em segundo lugar, enquanto triunfava no plano internacional, o Ocidente se via ameaçado internamente pela revolta das massas populares que pela primeira vez irrompiam, e de maneira avassaladora, na cena da história. Pois bem, quais eram as causas desse fenômeno inaudito e aflitivo? Em terceiro lugar, o Ocidente apresentava um quadro bastante diferenciado de país a país. Se na Inglaterra e nos Estados Unidos assistia-se a um desenvolvimento gradual e pacífico em nome de uma liberdade bem ordenada, totalmente diferente era o caso da França: aqui à revolução se sucedia a contrarrevolução, por sua vez varrida por uma nova revolução; a partir de 1789, os mais diferentes regimes políticos (monarquia absoluta, monarquia constitucional, terror jacobino, ditadura militar napoleônica, império, república democrática, bonapartismo) se sucederam um ao outro, sem que jamais se realizasse a liberdade com ordem. Bem, qual era a maldição que pesava sobre a França? A todos estes três desafios teóricos a cultura dominante do século 19 respondia remetendo de um ou outro modo à “natureza”. Para dizer com Disraeli, a raça é “a chave da história”, “tudo é raça e não existe outra verdade”, e a definir uma raça “é só uma coisa, o sangue”; esta era também a opinião de Gobineau. Explicavam-se assim o triunfo do Ocidente ou da superior raça branca e ariana, a revolta daqueles “bárbaros” e “selvagens” que eram os operários e as convulsões incessantes de um país como a França, devastado pela miscigenação. Em outros momentos, a natureza a que se remetia tinha um significado mais brando. Para Tocqueville não havia dúvidas: o triunfo da “raça europeia” sobre “todas as demais raças” era vontade da Providência; a conduta mais ordenada da Inglaterra e dos Estados Unidos era a prova do mais robusto senso moral e senso prático dos anglo-saxões em comparação com os franceses, os quais eram devastados pela loucura revolucionária ou pelo “vírus de uma espécie nova e desconhecida”. Como se vê, o paradigma racial em sentido estrito (caro a Gobineau e Disraeli) tendia a ser substituído pelo paradigma etnológico-racial e pelo psicopatológico. Permanecia a referência a uma “natureza” mais ou menos imaginária e o abandono do terreno da história.

Foi sobre a onda da luta contra esta visão que Marx e Engels elaboraram a teoria da luta de classe. A marcha triunfal do Ocidente não se explicava nem com a hierarquia racial nem com os desígnios da Providência; ela exprimia o expansionismo da burguesia industrial e a sua tendência a construir o “mercado mundial” esmagando e explorando os povos e países mais débeis e mais atrasados. Os protagonistas das revoltas populares no Ocidente não eram bárbaros nem loucos; eram proletários, em seguida ao desenvolvimento industrial, tornavam-se cada vez mais numerosos e adquiriam uma consciência de classe mais madura. Em um país como os Estados Unidos o conflito social burguesia/proletariado era menos agudo, mas somente porque a expropriação e a deportação dos nativos permitia transformar em proprietários de terras uma parte consistente de proletários, enquanto a escravização dos negros tornava possível o controle férreo das “classes perigosas”. Mas tudo isto não tinha nada a ver com um superior senso moral e prático dos americanos, como foi confirmado pela sangrentíssima guerra civil, que entre os anos de 1861 e 1865 viu o confronto entre a burguesia industrial do Norte e a aristocracia proprietária de terras e escravista do Sul e, na última fase do conflito, os escravos (arregimentados no exército da União) contra os seus patrões ou ex-patrões.

Para compreender a ação histórica, é necessário remeter à história e à luta de classes, aliás às “lutas de classes” que assumem formas múltiplas e variegadas, entrelaçam-se umas às outras de modo peculiar e conferem uma configuração sempre diferente às diversas situações históricas.

Critica Liberale: O seu discurso parece, portanto, partir de uma leitura nova do legado de Marx e Engels?DL: A minha leitura de Marx e Engels pode surpreender, mas releiamos o Manifesto do Partido Comunista: “A história de toda sociedade que existiu até agora é a história das lutas de classes” e estas assumem “formas diversas”. O recurso ao plural faz entender que aquela entre o proletariado e a burguesia ou entre o trabalho assalariado e as classes proprietárias é apenas uma das lutas de classes. É também a luta de classes de uma nação que sofre a exploração colonial. Não é necessário, enfim, esquecer um ponto sobre o qual Engels insiste de modo particular: “a primeira opressão de classe coincide com aquela do sexo feminino por parte do masculino”; no âmbito da família tradicional “a mulher representa o proletariado”. Estamos, portanto, em presença de três grandes lutas de classes: os explorados e oprimidos são chamados a modificar radicalmente a divisão do trabalho e as relações de exploração e de opressão que subsistem em nível internacional, em um país singular e no âmbito da família.

Critica Liberale: Um discurso que vai longe, mas que pode ajudar a ler o passado com uma ótica nova.
DL: Somente assim podemos compreender o século passado. Nos nossos dias, um historiador de grande sucesso, Niall Ferguson, escreve que na grande crise histórica da primeira metade do século 20, a “luta de classe”, aliás, “a presumida hostilidade entre o proletariado e a burguesia”, tem desempenhado um papel bem modesto; bem mais relevantes teriam sido as “divisões étnicas”. Contudo, argumentando de tal maneira, mantém-se firme no ponto de vista do nazismo que lia a guerra no Leste como uma “grande guerra racial”. Mas quais eram os objetivos reais daqueles? São explícitos os discursos secretos de Heinrich Himmler: “Se não enchermos os nossos campos de trabalho de escravos – neste aspecto posso definir a coisa de modo líquido e claro – de operários-escravos que construam as nossas cidades, os nossos povoados, as nossas fábricas, sem ter em conta as perdas”, o programa de colonização e germanização dos territórios conquistados na Europa oriental não poderá ser realizado. A luta de todo um povo para evitar o destino de escravos sob domínio de uma suposta raça de senhores e patrões é claramente uma luta de classes!

Um acontecimento análogo ocorre na Ásia, onde o Império do Sol Nascente imita o Terceiro Reich e retoma e radicaliza a tradição colonial. A luta de classes de todo um povo que luta para escapar da escravização encontra seu intérprete em Mao Tsetung, que em novembro de 1938 sublinha a “identidade entre a luta nacional e a luta de classes” que veio a se produzir nos países contra os quais o imperialismo japonês investiu. Como na Irlanda da qual fala Marx, a “questão social” se apresenta concretamente como “questão nacional”, também na China daquele tempo a forma concreta assumida pela “luta de classes” é a “luta nacional”.

Critica Liberale
: A sua interpretação é tão heterodoxa, que poderiam abater-se sobre você, como ocorreu frequentemente no passado, críticas acesas também da parte da esquerda, além daquelas do mundo liberal.DL: Desafortunadamente, também na esquerda “radical” difundiu-se a visão de que a luta de classes se referiria exclusivamente ao conflito entre o proletariado e a burguesia, entre o trabalho assalariado e as classes proprietárias. Chama a atenção de modo negativo a influência de uma eminente filósofa, Simone Weil, segundo a qual a luta de classes seria “a luta daqueles que obedecem contra aqueles que comandam”. Não é este o ponto de vista de Marx e Engels. Em primeiro lugar, aos seus olhos, é luta de classes também a que é conduzida por aqueles que exploram e oprimem. Ainda querendo concentrar-se na luta de classes de caráter emancipador, esta pode muito bem ser conduzida do alto, por “aqueles que comandam”. Tome-se a Guerra de Secessão nos Estados Unidos. No campo de batalha se enfrentavam não os poderosos e os humildes, os ricos e os pobres, mas dois exércitos regulares. E, todavia, desde o início, Marx assinalou que o Sul era o campeão declarado da causa do trabalho escravagista e o Norte o campeão mais ou menos consciente da causa do trabalho “livre”. De modo totalmente inesperado, a luta de classes pela emancipação do trabalho tomava corpo em um exército regular, disciplinado e poderosamente armado. Em 1867, publicando o primeiro livro de O Capital, Marx indicava na Guerra de Secessão o “único acontecimento grandioso da história dos nossos dias”, com uma formulação que reclama à memória a definição da revolta operária de junho de 1848 como “o acontecimento mais colossal na história das guerras civis europeias”. A luta de classes, a própria luta de classes emancipadora, pode assumir as formas mais diversas.

Depois da revolução de outubro, Lênin sublinha repetidamente : “A luta de classes continua; apenas mudou a sua forma”. O empenho para desenvolver as forças produtivas, melhorando as condições de vida das massas populares, ampliando a base social de consenso do poder soviético e reforçando a sua capacidade de atração sobre o proletariado ocidental e sobre os povos coloniais, tudo isto constituía a forma nova assumida na Rússia soviética pela luta de classes.

Critica Liberale
: Como explicar este impressionante mal-entendido da teoria da luta de classes exatamente da parte da esquerda, que sobre a teoria do conflito social construiu boa parte da própria ação histórica?DL: A esquerda, mesmo a radical, resiste a compreender a teoria da luta de classes em Marx e Engels porque é influenciada pelo populismo. O populismo se apresenta aqui em duas formas conectadas entre si. A primeira já começamos a vê-la: é a transfiguração dos pobres, dos humildes, vistos como os únicos depositários dos autênticos valores morais e espirituais e os únicos possíveis protagonistas de uma luta de classes realmente emancipadora. É uma visão de que o próprio Manifesto do Partido Comunista já zombava, ao criticar o “ascetismo universal” e o “rude igualitarismo” e acrescenta: “nada mais fácil do que dar ao ascetismo cristão uma mão de verniz socialista”. Segundo Marx e Engels, esta visão caracteriza “os primeiros movimentos do proletariado”. Na realidade, esta primeira forma do populismo se manifestou com força na Rússia soviética, quando muitos operários, inclusive filiados ao partido bolchevique, condenaram a NEP como uma traição aos ideais socialistas. Uma réplica de tais processos e conflitos se manifestou na China quando, em polêmica contra a transfiguração do pauperismo e a visão do socialismo como distribuição “igualitária” da miséria, Deng Xiaoping chamou a realizar a “prosperidade comum”, a ser conseguida etapa após etapa (e mesmo através de múltiplas contradições). É nesse quadro que aparece o slogan “Ficar rico é glorioso!”, que suscitou tanto escândalo também na esquerda ocidental.

A segunda forma de populismo encontra sua expressão mais eloquente, e mais ingênua, de novo em Simone Weil quando nos anos 1930 imagina um enfrentamento homogêneo no plano planetário e decisivo de uma vez para sempre: enfrentar-se-iam o “conjunto dos patrões contra o conjunto dos operários”; seria uma “guerra conduzida pelo conjunto dos aparatos do Estado e os estados maiores contra o conjunto dos homens válidos e em idade de empunhar armas”, uma guerra que vê o enfrentamento entre o conjunto dos generais e o conjunto dos soldados! Nesta perspectiva não está mais o problema da análise das formas de luta de classes de tempos em tempos diferentes nas diversas situações nacionais e nos diversos sistemas sociais. Em toda a parte estaria em ação uma única contradição em estado puro: aquela que contrapõe os ricos e os pobres, os poderosos e os humildes.

É evidente a influência que esta segunda forma de populismo continua a realizar ainda nos nossos dias, em particular na esquerda ocidental: quando no afortunadíssimo livro de Hardt e Negri, O Império, lemos a tese segundo a qual no mundo de hoje a uma burguesia substancialmente unificada em nível planetário se contraporia uma “multidão”, esta própria unificada pelo desaparecimento das barreiras estatais e nacionais, quando lemos isto, não podemos deixar de pensar na visão que foi cara a Simone Weil.

Critica Liberale: Esta sua empenhada reconstrução do problema fornece uma chave de leitura para hoje?DL: Certamente! Permanecem em ação as três formas fundamentais da luta de classes analisadas por Marx e Engels. Nos países capitalistas avançados a crise econômica, a polarização social, a crescente desocupação e precarização, o desmantelamento do Estado social, tudo isto torna agudo o conflito entre o trabalho assalariado e uma elite privilegiada cada vez mais restrita. É uma situação que compromete algumas das conquistas sociais das mulheres, cuja luta de emancipação torna-se particularmente difícil em países que não alcançaram o estádio da modernidade. Quanto ao Terceiro Mundo, a luta de classes continua ainda a manifestar-se em medida considerável como luta nacional. Isto é imediatamente evidente para o povo palestino, cujos direitos nacionais são pisoteados pela ocupação militar e pelos assentamentos coloniais. Mas a dimensão nacional da luta de classes não desapareceu nem sequer nos países que se libertaram da sujeição colonial. Estes são chamados a lutar não contra uma, mas também contra dois tipos de desigualdade: por um lado devem reduzir a disparidade social em seu interior; por outro lado, devem preencher ou atenuar a distância que os separa dos países mais avançados. Os países que, sobretudo na África, descuidaram dessa segunda tarefa e que não compreenderam a necessidade de passar em dado momento da fase militar à fase econômica da revolução anticolonial, tais países não têm nenhuma real independência econômica e estão expostos à agressão ou à desestabilização promovida ou favorecida a partir do exterior.

Temos, portanto, três formas de lutas de classes emancipadoras, entre as quais não há uma harmonia pré-estabelecida: como combiná-las nas diversas situações nacionais e em nível internacional de modo que possamos confluir em um único processo de emancipação, é este o desafio com que tem que se defrontar uma esquerda autêntica.

Fonte: Blog da Resistência www.zereinaldo.blog.br

Tradução: José Reinaldo Carvalho

sábado, março 16, 2013

Raquel Varela . As revoluções anticoloniais e o mito da revolução «sem mortos»

 

 

No dia 25 de Abril de 1974 um golpe levado a cabo pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) põe fim à ditadura portuguesa. De imediato, e contra o apelo dos militares que dirigiram o golpe – que insistiam pela rádio para as pessoas ficarem em casa –, milhares de pessoas saíram de suas casas, e foi com as pessoas à porta, a gritar «morte ao fascismo», que no Quartel do Carmo, em Lisboa, o chefe do Governo foi cercado; as portas das prisões de Caxias e Peniche abriram-se para saírem todos os presos políticos; a PIDE, a polícia política, foi desmantelada, atacada a sede do jornal do regime A Época e a censura abolida. A queda da ditadura deu-se de forma imprevista e as forças sociais que protagonizaram o golpe de estado, a 25 de Abril de 1974, não resultaram das contradições que o atraso do País gerou, mas justamente da sua condição imperial: a guerra de libertação dos povos africanos conduziu à mais grave crise do regime, que se resolveu, em meia dúzia de horas, quase sem sangue e sem violência, pelo seu fim.
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A revolução foi a tradução na metrópole da derrota na guerra colonial. A vitoriosa luta dos movimentos de libertação das colónias portuguesas, apoiados nas massas camponesas e populares desses países, levou a que na Guiné o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), liderado por Amílcar Cabral, conseguisse declarar unilateralmente a independência, ainda em 1973. Em Moçambique e Angola o Exército colonial português sofria importantes derrotas. O arrastamento da guerra ao longo de treze anos, sem vislumbre de qualquer solução política no quadro do regime de Marcelo Caetano e a iminência da derrota abriram a crise nas Forças Armadas, coluna vertebral do Estado[1].
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No Portugal de hoje, ao lado da Torre de Belém, símbolo dos Descobrimentos e do início da formação do Império português, está o Monumento Nacional aos Combatente do Ultramar, um edifício em forma de seta a apontar para África. No dia 10 de Junho, feriado nacional que celebra o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, os ex-combatentes reúnem-se, com o apoio das instituições estatais e dos partidos mais conservadores, para prestarem homenagem aos mortos em combate na guerra colonial. Se o investigador indagar a história da guerra colonial, percorrendo algumas das mais sérias e rigorosas obras sobre este período, como A Guerra Colonialde Aniceto Afonso[2], vai encontrar com detalhe o número de mortos do Exército português[3] (e a brutalidade das suas acções, como o uso de napalm sobre populações civis, etc.), mas não terá nenhuma pista sobre os mortos dos guerrilheiros dos movimentos de libertação ou mesmo dos civis.
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De acordo com o Estado-Maior do Exército, morreram ao serviço do Exército português 8300 militares, na Guiné, Angola e Moçambique[4]. É muito difícil saber-se o número de mortos do lado dos movimentos de libertação, até porque esse trabalho não foi feito pelos historiadores africanos. Mas de acordo com estudos internacionais, como os dirigidos por Ruth Sivard[5], morreram 3 a 5 vezes mais guerrilheiros e 10 vezes mais civis, portanto os números mais optimistas contabilizam um número total de vítimas, entre guerrilheiros e civis, superior a 100 mil mortos.
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Seria inadequado verificar nesta ausência de referências às vítimas de todo o conflito um sintoma apenas das incertezas estatísticas sobre as baixas dos exércitos anticoloniais, uma vez que a historiografia sobre a guerra não se limita a afirmar esta dúvida, mas a assumir a guerra colonial como uma guerra «pouco intensa», com poucos mortos, um «low cost conflict»[6]. Esta omissão contribui para a propagação do mito, ainda hoje dominante na sociedade portuguesa, de que os Portugueses fizeram uma revolução «sem mortos», «pacífica», quase um prolongamento, embora não directo, do país de «brandos costumes» que a propaganda de Salazar gostava de acarinhar. Esta opção de investigação, que separa artificialmente a revolução da sua principal causa e que desagrega das sementes da própria revolução os mortos que encabeçaram a luta contra o Exército português, tem consequências na construção de uma falsa memória sobre a revolução e sobre a guerra.
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Na década de 70 do século XX era comum a referência à luta dos povos coloniais como «revoluções anti-coloniais» – e foi assim que foram designadas todas as guerras de libertação do pós guerra – esta é hoje um terminologia marginal, à qual se sobrepõe a «guerra colonial». O uso de uma terminologia em detrimento da outra conduz de certa forma à desvalorização das mobilizações massivas, neste caso de camponeses e populares, contra o império colonial português. É certo que estas mobilizações não se traduziram em manifestações de rua ou assaltos a “palácios de inverno” (nem podiam, porque a base de apoio da guerrilha era uma população camponesa e dispersa, sendo nalguns casos as próprias aldeias destruídas com recurso ao napalm e as suas populações realojadas em aldeamentos controlados pela tropa, além da proibição de ajuntamentos ou manifestações que era comum à metrópole e às colónias). Mas traduziram-se num apoio camponês generalizado aos guerrilheiros – aliás semelhante ao que se passou na China, em Cuba, no Vietname, na Indonésia e mesmo na França ou na Jugoslávia da resistência anti-nazi –, sem o qual as guerrilhas não teriam sobrevivido.
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Uma das historiadoras que, contra a corrente, veio reivindicar a importância da resistência anticolonial foi Dalila Cabrita Mateus, na sua obra A PIDE-DGS e a Guerra Colonial[7]. A partir do estudo da morfologia da polícia política nas colónias – e usando também arquivos africanos, bem como uma série de entrevistas a guerrilheiros –, Dalila Mateus demonstra a brutalidade da repressão sobre os guerrilheiros, fornecendo um teatro de algum modo surpreendente para quem estudava a actuação da PIDE na metrópole, vista como pouco eficaz, apesar de brutal sobre os membros do Partido Comunista. Nas colónias era também uma polícia brutal, que prendeu e torturou milhares de combatentes, com um largo apoio entre os colonos, com uma rede de informações e vigilância essencial no auxílio à guerra, uma ligação estreita com os comandos militares e, sobretudo, extremamente eficaz: «A violência do acto colonial foi seiva que alimentou brutalidade e os crimes da PIDE/DGS, que, em África, praticou uma repressão de massas e teve um papel de grande relevo na Guerra Colonial»[8].
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Este relato, que agora chegou às páginas da história, tinha antes passado nas reportagens de jornalismo e nos romances literários. São a este respeito incontornáveis os documentários realizados por Diana Andringa (As Duas Faces da Guerra eTarrafal: Memórias do Campo de Morte Lenta) e Joaquim Furtado (A Guerra), ambos fazendo um esforço bem sucedido para mostrar ambos os lados do conflito e também a brutalidade do próprio Exército colonial. Da literatura destacam-se dezenas de escritores e poetas, muitos dos quais militaram nas fileiras dos movimentos de libertação, estando entre os mais conhecidos Luandino Vieira, Pepetela e Mia Couto[9].
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Raquel Varela é autora de História do PCP na Revolução dos Cravos (Bertrand, 2011) e Revolução ou Transição. História e Memória da Revolução dos Cravos (Bertrand, 2012).
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Artigo 3 – Este artigo faz parte de uma  série: 25 Artigos para 25 Dias, 2013. Publicado também em http://blog.5dias.net/
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[1] Rosas, Fernando, Pensamento e Acção Política. Portugal Século XX (1890-1976). Lisboa, Editorial Notícias, 2004, p. 136.
[2] Afonso, Aniceto, Gomes, Carlos, A Guerra Colonial. Lisboa, Editorial Notícias, 2000.
[3] Afonso, Aniceto, Gomes, Carlos, A Guerra Colonial. Lisboa, Editorial Notícias, 2000, pp. 526-533.
[4] Pinto, António Costa, O Fim do Império Português, Lisboa, Livros Horizonte, 2001, p. 52-53.
[5] Sivard, Ruth Leger, World Military and Social Expenditures 1987-88,Washington, D.C, World Priorities, 12th ed, 1987.
[6] Cann, John P, Counterinsurgency in África. The Portuguese Way of War, 1961-1974, Westport, Greewood Press, 1997, p. 106; Pinto, António Costa, O Fim do Império Português, Lisboa, Livros Horizonte, 2001, p. 52.
[7] Mateus, Dalila Cabrita, A PIDE-DGS e a Guerra Colonial, Lisboa, Terramar, 2004.
[8] Mateus, Dalila Cabrita, A PIDE-DGS e a Guerra Colonial, Lisboa, Terramar, 2004, p. 420.
[9]Para uma extensa bibliografia da literatura sobre a guerra colonial ver Melo, João de.Os Anos da Guerra 1961-1975, Lisboa, Círculo de Leitores, 1988, pp. 9-30.

quinta-feira, março 14, 2013

Informe do Dia: 'Nome do Papa é programa de governo'

 

POR Fernando Molica
Rio -  Punido pelo Vaticano em 1985, o teólogo e ex-frade franciscano Leonardo Boff não escondeu seu entusiasmo com a escolha do novo Papa e com sua decisão de passar a se chamar Francisco.
 
Para ele, a escolha representou “um programa de governo”. Na terça, Boff acertara o nome do futuro Papa: ao apostar na escolha do franciscano americano Seán Patrick O’Malley, Boff escreveu, no Twitter, que ele adotaria o nome de Francisco. O brasileiro era contra a eleição de Dom Odilo Scherer, que, para ele, seria um Bento 16 “com menos luzes”.
 
Foto: Elza Fiuza / ABR
Foto: Elza Fiuza / ABR
INFORME: Como o sr. avalia a escolha do novo Papa?
BOFF: Este é o Papa de que a Igreja precisava. Isto fica claro na escolha do seu nome: trata-se de um jesuíta com alma franciscana. O nome Francisco é um programa de governo. O novo Papa nasce com a inspiração franciscana de simplicidade, ética, solidariedade com os pobres, amor à natureza e liberdade de criação. Na primeira visão que teve, Francisco de Assis ouviu de Jesus o apelo para que reconstruísse a Igreja. São Francisco viu que a Igreja deveria voltar-se para o Evangelho, para os leigos. Este foi seu projeto de reconstrução. Ele era um leigo, nunca foi padre. Foi obrigado, no fim da vida, a aceitar o título de diácono, mas exigiu não receber qualquer salário. Além do mais, pregava em italiano, não em latim. Ou seja, era voltado para a comunidade.
 
Que pontos chamaram sua atenção neste primeiro pronunciamento do Papa Francisco?
Ele falou em caridade. Isso sempre foi uma luta nossa, dos teólogos: o primado da caridade sobre o direito canônico. Ele pediu pela fraternidade, colocou o povo no centro ao pedir que a multidão o abençoasse. Assim, ele recuperou o princípio do Concílio Vaticano 2º (assembleia que, entre 1961 e 1965, promoveu uma série de mudanças na Igreja). O novo Papa deixou claro que o povo vem antes da hierarquia. Ele certamente vai mudar o atual modelo de Igreja, absolutista, monárquico. Apostará no ecumenismo, no diálogo com as diferentes igrejas.
 
Qual a importância da eleição do primeiro Papa latino-americano?
Pela primeira vez temos um Papa do Terceiro Mundo, onde vivem 60% dos cristãos, isto é um fato inédito e muito importante. Francisco vem de uma experiência pastoral, não é um espelho de Roma, ele tem autonomia, tem capacidade de falar para o centro do poder da Igreja. Ele certamente vai propor uma profunda reforma da instituição. Em 2007, o cardeal Bergoglio foi um dos principais autores do documento final de Aparecida (Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, que contou com a presença do papa Bento 16). Trata-se de um documento que fala na necessidade de uma nova evangelização. Como todos os jesuítas, trata-se de um homem muito bem preparado e que tem um sentido pastoral muito grande. Ele, como bispo, também aprovou a adoção de uma criança por um casal gay.
 
O sr. acha que ele terá condições de dialogar com o mundo moderno?
Certamente. Não será um Papa doutrinador, mas um Papa pastor, capaz de entender a vida do povo, problemas como a pobreza, o desemprego, a crise por que passam tantos países, as questões ecológicas. O centro não é a Igreja, mas a humanidade.
 
No livro ‘El Silencio’ o argentino Horacio Verbitsky diz que o então bispo Jorge Bergoglio colaborou com a ditadura argentina. Lá, a Igreja Católica chegou a ajudar na prisão de dois padres. Como o sr. vê esta acusação?
Não tenho detalhes da situação da ditadura. Mas conheço argentinos que negam que ele tenha tido qualquer tipo de colaboração com os militares. Sei que há uma certa tensão entre o novo Papa e os Kirchner (a atual presidenta, Cristina, e seu antecessor, Néstor, que morreu em 2010). O cardeal Bergoglio sequer foi convidado para presidir a cerimônia religiosa que marcou o início do mandato da atual presidenta. 
 
 
http://odia.ig.com.br/portal/rio/informe-do-dia-nome-do-papa-%C3%A9-programa-de-governo-1.560375

quarta-feira, março 13, 2013

Daniel Oliveira - Ou federalismo ou saída do euro

 
Ricardo Paes Mamede é um jovem economista que, no blogue Ladrões de Bicicletas , se junta a vários outros economistas que teimam em contrariar o pensamento único que domina a academia nesta área das ciências sociais. Pensamento único que tão nefastos resultados teve nas grandes opções políticas que os governos europeus tomaram nas duas últimas décadas. Em dois pequenos textos em que se socorre de três gráficos relativamente simples, Ricardo Paes Mamede explica como a nova realidade económica internacional acentuou desequilíbrios já existentes na Europa.
 
Não há qualquer relação empiricamente comprovada entre a situação dos países europeus perante esta crise e o aumento as despesas do Estado ou alterações nas leis laborais e na segurança social que tenham ou não levado a cabo. Há uma relação direta e fácil de comprovar entre os que acumularam dívida externa (privada e pública) desde 1996 e os que mais viram os seus juros da dívida soberana (pública) aumentar - que é, como se sabe, a principal razão para a crise que vivem. Ou seja, a dívida externa, e não apenas a dívida pública, é o centro do debate sobre a crise.
 
primeiro gráfico  apresentado por Paes Mamede mostra isso mesmo: quanto mais negativa for a posição no investimento internacional (uma das medidas usadas para dívida externa, em que se mede a relação entre os passivos e os ativos de um país face ao exterior), mais aumentaram os juros da dívida soberana.
 
 
A crise das dívidas soberanas não resulta, ao contrário do que nos costuma ser dito, de nenhum descontrolo das despesas públicas, de razões culturais do sul da Europa que terão levado à indisciplina ou da ausência de "reformas estruturais" no "mercado" laboral e na Segurança Social (até porque isso esbarra com o que nestes domínios foi feito em vários Estados europeus em comparação com o seu endividamento atual). Resultam de uma acumulação de dívida externa (no caso português, sobretudo privada) desde meados dos anos 90. Concluindo isto, é necessário perceber as razões dessa dívida externa para compreender a situação de crise que vivemos e os desequilíbrios que se desenvolveram na Europa nas últimas duas décadas. Essa acumulação de dívida externa está associada à estrutura produtiva que os países já tinham muito antes da crise.
 
E o segundo gráfico  demonstra esta relação entre o endividamento externo e a estrutura produtiva dos países. Vale a pena recordar que foi nos últimos vinte anos que a União Europeia criou um verdadeiro mercado interno de capitais, liberalizou as atividades financeiras, centralizou as políticas orçamentais e criou uma moeda única. E também foi nos últimos vinte anos que a China entrou em força no mercado internacional e na Europa. Todos os países da União ficaram sujeitos a estas novas realidades mas eles não partiam em igualdade de circunstâncias. Como deixaram de ter o poderoso instrumento cambial (e outros instrumentos que foram transferidos para Bruxelas), acabaram por ser empurrados para uma situação em que o endividamento externo (sobretudo privado, mas também público) era inevitável. E o que o segundo gráfico mostra é o impacto que esta disparidade inicial teve no endividamento externo. Quanto mais intensivo em conhecimento e tecnologia era a economia menor foi o endividamento externo. Quanto mais dependeu da mão de obra barata e pouco qualificada, maior foi o endividamento externo.




Num terceiro gráfico  reforça-se a relação entre um padrão de especialização semelhante ao das economias asiáticas, em 1996, e o endividamento externo. Em média, os que tinham esse tipo de estrutura produtiva aumentaram o seu endividamento externo entre 1996 e 2008. No mesmo terreno que as economias asiáticas, acabaram por sucumbir a elas.
 
 
Pode dizer-se que o erro foi destes países, que não adequaram a sua estrutura produtiva à nova realidade. Acontece que isso não se faz em pouco tempo. Os efeitos da nova realidade eram, para quem partia em tão grande desvantagem, praticamente inevitáveis. Mais: a Europa apostou nesta divisão de trabalho, prejudicial para quem vinha uns passos atrás e benéfica para quem estava já apetrechado para competir num mercado europeu aberto, numa moeda única e num mercado internacional em que as economias emergentes tinham um novo papel.
 
Conclui Ricardo Paes Mamede, e eu subscrevo, que o problema das economias europeias mais frágeis não foi viver acima das suas possibilidades, ter um Estado demasiado gordo ou não fazer as "reformas estruturais". Foi aceitarem submeter-se às mesmas regras em condições estruturais diferentes, abdicarem de todos os instrumentos para se defenderem e participar numa integração europeia que não garantia os seus interesses económicos específicos.
 
A pergunta que resta fazer é esta: e agora? O que se está a fazer é aprofundar o fosso já existente. A desvalorização da economia, que substitui a impossível desvalorização cambial, apenas aprofunda este fosso, aproximando ainda mais as economias periféricas europeias do modelo asiático (sem, no entanto, terem os instrumentos que as economias emergentes continuam a garantir para si) e continuando da queda para o abismo. O reajustamento em curso é um caminho de empobrecimento tal que não terá fim à vista e que se traduzirá num subdesenvolvimento politicamente e socialmente incomportável.
 
Restam, assim, dois caminhos: ou a União Europeia reestrutura de forma profunda o seu funcionamento - a moeda, as funções do BCE e os tratados assinados -, o que passa por uma mudança política nos países mais ricos, ou países como Portugal e Grécia (e até a Espanha) terão de abandonar o euro (já que não é provável que a Alemanha e outros o façam). O que não é possível é continuar a exigir o mesmo a quem parte em posições tão diferentes. Diria mais: exigir que se piorem as condições dos que estão mal para que consigam chegar ao mesmo lugar que os outros. O que se está a pedir é que dispensemos os cavalos que puxam a carroça para aligeirar o peso e ganhar a corrida.
 
E este debate - federalismo democrático e uma verdadeira assunção colectiva, na Europa, dos riscos, por um lado, ou saída do euro, por outro - é o mais difícil de todos para quem já tenha percebido que o caminho que está a ser seguido é um suicídio.
 
A opção europeísta - com a qual ideologicamente simpatizo - tem o problema de depender de outros (sabendo-se que as principais mudanças dependem de uma unanimidade na Europa). Sobretudo, de conseguir convencer os eleitorados do norte da Europa, que ainda não sentem na pele a crise, de que o futuro da União depende de abdicarem da situação segura em que por enquanto se encontram. A opção soberanista tem dois problemas: não pode ignorar os riscos políticos de uma saída do euro e não pode escamotear os efeitos imediatos de tal opção, que passam pela certeza de um primeiro impacto bastante acentuado na economia e nas condições de vida das pessoas. Seja qual for a opção, ela é composta de enormes perigos. Não vejo é qual seja a terceira via. O que me parece pouco sério é que se continue a contestar o caminho da austeridade fugindo a este debate.
 
Publicado no Expresso Online
 
76 comentários:
Rui Costa
"A desvalorização da economia, que substitui a impossível desvalorização cambial, apenas aprofunda este fosso, aproximando ainda mais as economias periféricas europeias do modelo asiático"

Qual é a vantagem da desvalorização cambial face à desvalorização da economia? Não resultam ambas na perda do poder de compra? Não é a inflação um imposto? A desvalorização da moeda não equivale à perda de salário? O aumento do custo das importações não se reflectiria nos preços internos? Não é a desvalorização cambial uma forma de competir pelos preços mais baixos aproximando o país dos preços asiáticos e atrasando a modernização da economia? Não percebo as vantagens da saída do euro, parece-me uma forma de continuar a austeridade sem lhe chamar austeridade, mas talvez alguém me saiba explicar.

No primeiro parágrafo abaixo do gráfico 1:

"A crise das dívidas soberanas não resulta, ao contrário do que nos costuma ser dito, de nenhum descontrolo das despesas públicas, de razões culturais do sul da Europa que terão levado à indisciplina ou da ausência de "reformas estruturais" no "mercado" laboral e na Segurança Social (até porque isso esbarra com o que nestes domínios foi feito em vários Estados europeus em comparação com o seu endividamento atual)."

O Daniel tem algum link para esses estudos? As reformas estruturais, ainda que tenham resultados lentos e que fosse necessário um longo período de adaptação, não contribuem para alterar a estrutura produtiva de um país? Quando se fala em reformas estruturais também é preciso saber de que tipo de reformas estamos a falar é claro, mas gostava de facto de ver os estudos sobre isso.

deixado a 11/3/13 às 10:40
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ora muito bom ponto
De resto a desvalorização cambial do escudo, do cruzeiro do peso mexicano em 94 ou da lira italiana ou turca nos últimos 60 anos não resolveram os problemas estruturais destas economias muito menos dependentes de importações do que a nossa

e com uma demografia muito mais pujante que a nossa

logo desvalorização resulta em quedas d'el Pibe tremendas e a venezuela e a argentina estão aí para o provar...

Ricardo Paes Mamede era um jovem economista em 1999, agora deve ser um quarentão ou jovem agricultor, provavelmente ainda  muito cheinho de si, pois já o era quando era assistente no ISCTE, duvido que tenha alguma experiência da vida até pelo nome de burguês coimbrão de regimes passados, além das bolsas de estudo que deve ter conseguido para chegar a um dos muitos nichos do isquéqué famoso pelos muitos economistas que lançou na roubalheira organizada do pagode, apesar de poucas vezes ter de me cruzar com ele na vida, sempre me pareceu um daqueles pedantes que nascem nas universidades e nos centros de estudos e observatórios vários que tal como o GASPARZINHO e o chamem-me álvaro do tipo mais bonacheirão...

se, no blok triciclejaking , se junta a várias outras coisas que prosperaram nos mesmos ambientes, de boas famílias e bons costumes é lá problema deles, também outros economistas que deram aulas e são hoje autarcas também teimam em contrariar o pensamento único pois o PCP assim lhes diz, mas se falar com eles no café e um senhor ex-presidente ou quase da câmara que toma café mesmo desta  ao lado de vez em quando lá vomita as suas imprecações contra o euro e o escudo y foi colega de curso de um castro qualquer mas entrou e saiu uns anos depois e logo não ficou com direito a observatório nem lugar numa das universidades ou institutos mais reputados


não há pensamento único, há várias gradaÇÕES dele, nem há ums dita academia, há várias tendências desde a covilhã ao minho passando por lisboa e coimbra e deixando o porto de lado, há lains e al cains e duques e cains com abéis e sem nesta pseudo-área das ciências sociais misturada com matemática e programação linear e daí chamarem-se ciências económicas, ou pelo menos chamavam-se...se calhar mudou...entrava-se até com média baixinha pois nos anos 80 havia mais de 2000 números clausus anuais sem meter a àrea de gestão dos politécnicos e institutos universitários que inda não eram universidades.

Logo Pensamento único de certezinha que não pois temos mais iluminados por metro quadrado que sei lá o quê...

e poucos deles fizeram puto além de consultadorias e TECNOVIAS e outras merdas que DERAM BURACOS TREMENDOS SE BEM ME LEMBRO....e basta ver as listas de consultores que tão nefastos resultados tiveram nas grandes opções políticas que os governos portugueses tomaram nas duas últimas décadas......e mesmo nas três que encontra messias da escola austríaca e de todas as tendências neo-keynesianas

Em dois pequenos textos analisa as deficiências da nossa economia e resolve o problema do desemprego estrutural e dos reformados precoces?
claro se o fizer como fizeram os vários governos de 1974 até 1986 deixando a desvalorização comer pensões e em menor escala os salários

logo se a desvalorização competitiva deixar meio-milhão de pessoas na miséria e 5 milhões no gume da proverbial faca essas massas miseráveis poderão desvalorizar o salário do senhor doutor

ou tal como nos anos 80 os aumentos salariais dos senhores professores doutores que se queixavam da inflação vão continuar a superar os dos desgraçados A recibo verde e a salário mínimo

ass i nado recibo verde e migra desde 1981....
Pôrra e só tenho mais uma década que o tall jovem que trabuca desde 1999

posso voltar atrás e só começar a trabalhar em 1989?

pergunte aí ao seu jovem quarentão bicho de estimação

e vou ter aumentos de 19% ao ano ou de 21%

deixado a 11/3/13 às 17:36
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fuga de capitais à grega ou à española?


e já agora pergunte aos empresários que perderam parte das poupanças em juros de 7 e 9% da nossa Caixa Geral ou em  BPN's e BPP's e noutros produtos e que aos 60 e tal anos continuam a trabalhar e a investir e alguns com 70 e tantos

houve um serviço púbico da sic ou tvi que mostrou vários que ainda têm reservas de capital e continuam investindo mas para quê?
GASPAR FAlhou porque em vez de tentar diminuir a despesa foi pelo caminho mais fácil sangrar dezenas de milhares de pequenos empresários que davam mais de 200 mil postos de trabalho desde a construção civil às agro-alimentares ao transporte (já muito abalado pelo fim das obras de regime) e na gigantesca área da restauração e serviços de venda vários

logo em que é que a desvalorização vai voltar a criar esses centos de milhares de lugares perdidos numa economia que foi mantida com créditos externos 1o anos seguidos

inVESTIR PARA QUÊ NESTA ALTURA SE VOLTAMOS AO ESCUDO E LUCROS MAGROS ACUMULADOS EM 2 OU 10 ANOS DESVALORIzarem 50 oU 80%?

atão na área agrícola esses lucros são para compensar anos maus
que os seguros agrícolas nada pagam

Pergunta lá a esse parolo se os velhotes que andavam aí a comprar dívida alemã norueguesa etc e notas de dólares e ouro e libras e outras merdas em leilões especulativos nestes anos desde 2007 com picos em 2010 e seguintes

não fazem o mesmo que os gregos e descapitalizam um país com escassas poupanças?

e os balanços da banca endividados em euros e com créditos reconvertidos em escudos aguentam~se?

e as taxas de juro como é que continuam na euribor?

a caixa geral de depósitos em 1977 e seguintes reconverteu todos os empréstimos faltosos que andavam a taxa fixa de 4% para 20% em 1978 e 30% no início dos anos 80...para empréstimos de casas de 400 e 300 contos que seriam impagáveis se os juros não tivessem descido para os 12%

pergunta lá a esse cabrão se lhe podemos ir ao viegas se os estudos dele derem tão mau resultado como esta sangria de crédito a que o sócrates nos levou?

gaspar álvaro paes mamedes e outros castros económicos
não podemos exterminá-los?

sei lá voltar à auto-gestão dos anos de 75 aí pelo menos só caímos 5 e tal no PIB e só fugiam uns 100 mil por ano
para ir capinar as hortas españolas ou ser padeiro nas suissas eles aceitam velhos ou só vietnamitas como nós?

fuzilam-se os reformados ou deixam-se morrer nos hospitais da misericórdia depois do SNS já não ter lugar nem querer gastar dinheiro para os deixar agonizar em paz como de 79 a 84?

o  gajo alguma vez viu a carrada de regulamentos e de fiscais que se têm de suportar as multas o fecho de empresas como aconteceu na cova da piedade metendo 59 moldavos e romenos que trabalhavam em condições muito melhores do que nos países natais na rua...

explica lá como é que esses pequenos empresários cinquentões e sessentões voltam a reerguer empresas

ora se agora as tão fechando porque o crédito mesmo a 6% os vai descapitalizando ano após ano

30 transportadoras passaram-se para espanha desde a greve nos portos...ou faliram

já tinham falido ou fechado mais de 100 desde 2009

investir na incerteza vão levar no bujão...
invistam boçêis

o estado sempre premiou os grandes empresários

como pode um gaijo empresário em nome individual com receita bruta de 100 mil ou duzentos mil ao ano
e com uma margem líquida de 10% ou menos nesta conjuntura investir

com o risco de ser multado ou para fins fiscaes executado se tiver pessoal sem contrato como aconteceu sempre neste país de empresas familiares?

arriscar para tirar 10 mil por ano ou 20 mil se o ano for bom e pagar impostos que lhe deixam uma fracção desse lucro mais virtual que potencial

aqueles tipos que perderam ontem 60 mil ou 100 mil em estufas vão investir ou vão desistir?

ê cá desistia e ia para um observatório qualquer

mesmo contínuo ou porteiro dá mais massa

atão se o observatório for suisso....melhor

as tuas crias sabem cultivar alguma cousa?
vai dar jeite

deixado a 11/3/13 às 18:01
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Carlos Marques
O federalismo seria bom com Leis federais, uma polícia federal e tribunais federais.
É a única forma, democrática, de travar e reduzir a corrupção por aqui.


É uma vergonha que Portugal e Espanha estejam pior em termos de confiança externa do que países que ainda há poucos anos viviam sob a bota do comunismo.


Soube recentemente do aeroporto internacional de Ciudad Real, que custou mil milhões de euros em 2007 ou 2008 e está hoje fechado - Ciudad Real e Beja são dois casos exemplares do capitalismo de Estado no seu pior...





deixado a 11/3/13 às 10:47
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Rafael Ortega
"O federalismo seria bom com Leis federais, uma polícia federal e tribunais federais."

Se por cá já se estrebucha desta maneira com a Troika, o que não seria com polícia e tribunais federais (as leis já o são, quase toda a legislação vem de directivas europeias)?
O que não diria o tuga que anda em contra-mão na autoestrada se tivesse um polícia alemão a multá-lo e um juiz holandês a ordenar que lhe tirassem o carro?

Na verdade o federalismo que a esquerda defende é o federalismo da conta bancária. Mandem dinheiro, mas nós é que sabemos como o gastar...


a revolta contra o estado sempre existiu
daí desculparem-se os caciques locais que fazem parques de poetas por 28 milhões ou estatuária a 750 mil por cabeça
ou rotundas com monumentos enferrujados ao 25 de abril por milhão e meio de contos já com ferrugem, expropriações e rotunda incluida...barato
viva o nosso berlusconi pinto da costa

até o rafa ortega virou à la direchá

deixado a 12/3/13 às 16:49
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António Carlos
"Há uma relação direta e fácil de comprovar entre os que acumularam
dívida externa (privada e pública) desde 1996 e os que mais viram os
seus juros da dívida soberana (pública) aumentar."
Verdade de La Palisse : quanto maior a dívida maiores os juros. Solução proposta? Continuar a aumentar a dívida ou pedir a outros que nos financiem a custo zero.

"Essa acumulação de dívida externa está associada à estrutura produtiva que os países já tinham muito antes da crise."
É verdade. O problema foi que em desde 1986 (ano em que Portugal aderiu à então CEE) não fomos capazes de alterar essa estrutura produtiva.

"Pode dizer-se que o erro foi destes países, que não adequaram a sua
estrutura produtiva à nova realidade. Acontece que isso não se faz em
pouco tempo. "
Pouco tempo? Tivemos 27 anos e recebemos a ajuda de fundos estruturais, algo que outros países fora da CEE não usufruíram ! O que fizemos nesses 27 anos com os fundos que recebemos?

Depois não percebo como concilia a constatação de que economias europeias mais frágeis "não adequaram a sua
estrutura produtiva" e que "o problema não foi ... não fazer as "reformas estruturais"".
Por um lado afirma que não adequamos a nossa estrutura produtiva, e por outro que o problema não foi não fazer reformas estruturais! O que é adequar a estrutura produtiva senão uma grande reforma estrutural que não foi feita em 27 anos?!

Finalmente a questão da "dívida externa (no caso português, sobretudo privada) ..."
O que foram as PPP rodoviárias (entre outros esquemas semelhantes) senão uma forma de mascarar investimentos públicos (e respectiva dívida pública) em investimentos privados (e respectiva dívida privada)?
E a dívida do sector dos transportes (CP, REFER, TAP, ...) como é contabilizada?

Numa coisa concordo: "A opção europeísta ... tem o problema de depender de outros". Mas não é só a opção europeísta. Num outro nível, e simplificando a linguagem, as condições que conseguimos obter da Troika também tem o problema de depender de outros.

deixado a 11/3/13 às 10:50
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"Verdade de La Palisse : quanto maior a dívida maiores os juros."


São duas dívidas diferentes: a externa (que inclui a privada) aumenta os juros da dívida soberana (apenas pública). Ou seja, a ligação não é tão automática como escreve.


António Carlos
"São duas dívidas diferentes"
Aí é que está o ponto da questão. É que na prática não são assim tão diferentes por duas ordens de razão:
1) Porque, como eu disse no comentário, muita da dívida classificada como privada é na sua essência pública (PPP, sector Empresarial do estado, ...) e assim é percebida pelo exterior (existe uma garantia implícita do seu pagamento pela parte do Estado);
2) Porque mesmo a dívida "estritamente" privada é canalizada através da banca portuguesa que, como se viu pelo caso extremo BPN, em última análise é garantida (implícita ou explicitamente) pelo Estado: o Estado Português (à semelhança de todos os outros Estados europeus) não deixará "cair" nenhum banco e no limite assumirá as suas dívidas.

Daí que o endividamento seja considerado no seu conjunto para os efeitos de subida dos juros. Aliás, foi de uma ingenuidade total pensar que dívidas contraídas através de PPPs e apenas formalmente privadas não seriam vistas no exterior como públicas e não contariam como compromissos do Estado.


Fenómeno do EnTroikamento
O problema é que o Daniel (como a generalidade da esquerda e muita direita) está "entalado" com esse tipo de políticas passadas.
Varriam a despesa pública para debaixo do tapete das PPPs, Estradas de Portugal, Empresas Públicas e Municipais e outros esquemas contabilísticos para poderem continuar a dizer que a dívida pública era baixa.


Veja-se a posição do Daniel nas eleições em defesa do Sócrates contra a M. Ferreira Leite, quando ela alertava para essa mesma manipulação das contas.


Se reparar, ainda hoje muitos querem generalizar as políticas do Guterres de congelação artificial dos preços, como ele fez com o petróleo. Deu jeito na altura mas os custos tinham de ir para algum lado e serem pagos...


Não o homem tá apoiando descapitalizar
trocar uma moeda forte por papel

desvalorizando salários e desvalorizando a dívida interna

desincentivando à poupança

e vendendo a retalho o património nacional de metal soante como fizeram o governo de soares e seguintes
o ouro que resta claro

que o resto do património nacional que não foi vendido nem falido nos últimos 39 anos está todo hipotecado pois viveu de créditos há......pois

e não se diz varrer para debaixo do tapete

diz-se investir nas gerações futuras

deixado a 12/3/13 às 16:55
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este tipo tem umas luzes
deviam pô-lo nos ladrões de cicletas

o bitor louçã gaspar é de 1960 logo um velho uma dúzia de anos mais velho cu tal jovem

1999 - devia ter uns 26 pelo menos tinha olheiras de 30 a primeira vez cu vi...

vai longe disse o senhor professor doutor

vai?

e foi....

a dívida em escudos interna
mas  a externa denominada em euros de empréstimos contraídos por empresas e pelo estado vai impactar nos balanços de bancos e empresas

mesmo com perdão significativo que terá de acontecer com a saída do euro

se bem me lembro perdões da dimensão do grego houve......zero?

mesmo o nigeriano
Recently, the Paris Club announced a "debt treatment" for Nigeria. Subject to Nigeria’s ability to fulfill certain stipulated conditions, the club has promised to write-off about $18bn of the $31bn owed by Nigeria

e portugal já tem petróleo?

deixado a 11/3/13 às 18:42
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a isto chama-se discussão social?
ou tertúlia pseudo-económica?

James K Boyce and Leone
Ndikumana, in an economic survey published on July 2, 2003 by Bangkok Post found that between 1970 and 1996, 30 sub-Sahara African countries had a total sum of $274bn taken out of their economies to the western economies, an equivalent of 145% debt owed by those countries. Since, 1992, Nigeria has not taken any additional loan from the Paris Club. Between 2000 and 2005, the country has made a total debt repayment of $6.9b. But in accordance with the usurious mathematics of International finance capital, the country’s debt profile in the same period increased by $7.5b. The more you pay, the more you still owe!
Earlier this year, Hon. Farouk Lawan said "It is unquestionable that Nigeria has paid £3.5bn in debt service

claro tá tudo a nosso favor
as notas de 500 contos bão ter as fuças de quem?

boçêis são cá uns cómicus...

deixado a 11/3/13 às 18:46
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O Daniel Oliveira faz confusão entre o estado e as pessoas. O estado é o estado as pessoas são as pessoas. Que eu saiba as pessoas não estavam falidas e com dificuldades em pagar as suas contas…até o estado que gastava muito mais do que conseguia arrecadar ter estoirado e agora estar a retirar essa capacidade que as pessoas tinham de pagar as suas dívidas para que o estado possa pagar então os seus encargos. Isto devia ser uma coisa simples de entender e não obsta em nada o restante do que escreve com o qual concordo, pese embora o trabalho que faz de tentar passar a ideia que o problema que temos (agora, não o estrutural!) tem a ver com divida externa e não com divida soberana.  Embirrou para aí e pronto...


Se em vez de ter feito o que acima escrevo o estado tivesse sido brutal consigo próprio como qualquer empresa privada (e não estou a dizer que concordaria!) e tivesse cortado à bruta nas suas despesas (despedindo e dando um ano de subsidio a essas pessoas – E não estou a dizer que concordaria!), reduzindo as suas funções brutalmente atirando para o privado grandes componentes da sua atividade (por exemplo do SNS … e não estou a dizer que concordaria que fosse assim cegamente) a verdade é que teria reduzido o seu deficit e a atividade seria mantida. Ou seja se o estado em vez de gastar 78MME passar a gastar 70MME e o pais mantivesse a atividade (para isso tem que passar do estado para a atividade privada) ao longo de 10 anos ficariam mais de 50 MME no país que gera riqueza (mesmo com deficit de 3%)…


Mas tem toda a razão no seu último parágrafo. Como explicar às pessoas que fora desse contexto esta conversa da austeridade é de atrasado mental? Que querem os portugueses fazer? Reduzir o seu estado ao mínimo e apostar forte e feio no sector privado virado tanto para produzir para consumo interno como para exportar (e aí vai haver gente com muito dinheiro para poderem invejar … mas temos pena)  ou abandonar o euro e assim iniciar esse processo de produção e bens transacionáveis para consumo interno e exportação ?

deixado a 11/3/13 às 11:22
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Ainda sobre a parte importante do seu post que é o último parágrafo:
O governo está a resolver o problema estrutural do pais relativo ao seu desequilíbrio e está a conseguir. Aliás já o fez. Mas infelizmente o problema não se resolve somente porque se resolveu o problema estrutural do país, porque alguém tem que resolver o problema estrutural da economia europeia - Que é o que o Daniel diz.
Porque sem isso, não vai haver crescimento nenhum na Europa (abaixo do crescimento de 4- 5% não resultará!) e sem crescimento estamos tramados (todos os europeus) muito em especial uma economia dependente como a portuguesa.
 Mas todos sabemos onde o Daniel quer ir:  Sabendo que o problema é estrutural porquê obrigar o pais a passar por este ajustamento? Ou seja, em vez de se tratar o desequilíbrio externo porque não fazemos na Europa um GRANDE PLANO (é sempre assim o hiperbolic discount) e com esse grande plano vamos preparar o tal futuro (para aí a 15-20 anos que é como o pessoal de esquerda gosta de atirar os problemas para que não doa nada agora) em que a Europa irá preparar os seus meios de produção para o tal GRANDE FUTURO.  Evidente que para esse grande futuro terá que fazer investimentos públicos brutais (nada de emagrecer os gastos públicos, obviamente) começando por investimentos BRUTAIS nas energias renováveis (o Obama está a resolver o problema dos EUA fazendo buracos para sacar gás e petróleo em tudo o que consegue, nós vamos colocar ventoinhas como os ambientalistas gostam), investimentos em fábricas de bens transaccionáveis (de preferência do estado, com dinheiro das rotativas do BCE claro) e se nos próximos anos a inflação crescer muito e a o euro desvalorizar existirá sempre a opção do endividamento claro, porque os alemães, holandeses e afins já se endividaram mas ainda falta endividar os filhos e netos como nós fizemos e mandar o dinheiro para cá que somos todos irmãos. Mas aposto que tudo passará por um grande plano para daqui a muito tempo e necessariamente que invalide qualquer necessidade de sacrifícios agora.
Depois existe a outra opção. Que é abandonar o euro.
 E aí convém que alguém tenha a coragem de começar a explicar aos portugueses as consequências de um Portugal fora do euro.  No dia em que a conversa de todos for como o Daniel coloca (ou a austeridade ou o abandono do euro) faltando claro adicionar fim do estado social como o conhecemos e a liberalização total da economia ou o abandono do euro, então teremos descido à terra. E qualquer que seja a decisão dos portugueses devem assumir e pagar o preço da mesma.
Até lá só nos resta ouvir os Pachecos Pereiras e a Constanças Cunhas e Sá interrogarem-se de onde é que veio a história dos 4MME, algo que uma criança de 12 que tenha ouvido falar da crise e do deficit pode colocar o PIB e o deficit numa folha excel e perceber que a redução de 5% para 4%  para 3% obriga ao corte de cerca de 4MME de euros.  -  É certo que os portugueses tem um QI inferior à generalidade dos europeus (99 para 95), mas não necessitamos de pavonear isso na TV.

deixado a 11/3/13 às 11:57
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"Pirralha...eu?"
Olympus Mons

Se tu o afirmas, acredito que essa inferioridade do QI dos Portugueses está comprovada cientificamente.

Suponho que esse resultado tenha algo a ver com uma percentagem exagerada de cads esquerdóides, só na vertente defectors e que ultrapassa o limite óptimo de 5%... o que faz baixar, drasticamente, a média deste Protectugal.

Ah, eu gosto muito da folha excel e ainda mais, quando se lhe agrega o powerpoint… deixa cá ver… raios, o Gaspar usa e abusa disso, mas não acerta uma, porquê?

Porque não tem doze anos?

Porque o powerpoint baralha as contas?

Porque o QI só o atrapalha?

Então, ofereçam-lhe uma Tabuada do Ratinho, um Ábaco, ensinem-no a contar pelos dedos… mas tirem-no dali, juntamente com os outros dads esquizofrénicos que têm menos conhecimento da realidade deste País do que aquela que eu tenho de Marte.

Cumprimentos

Cristina



Pirralha,
Óbvio que se eu digo é porque está comprovado cientificamente. Nem necessita de ir a Lynn ou a Vanhanen e posteriormente ao trabalho dos dois….  O que eu não entendo é a “comichão” que isso faz automaticamente aos Cads.  -   E a riqueza das nações segue essa correlação com o QI , tal como segue o Present Bias ou ou hiperbolic discount das mesmas. Mas que dificuldade  estranha que os Cads tem com a realidade?
Sim. Os portugueses têm um QI inferior à média europeia ( e os Gregos e Croata  ainda mais baixo e os alemães e suecos superior  à média)   e os judeus ashkenazim tem um QI imensamente superior á generalidade dos outros todos… Mas porque uma simples constatação destas te faz confusão? – Eu não me sinto diminuído, mas, lá está, não tenho uma ACC do tamanho de uma toranja a… fazer o que a ACC faz, não é?


Quanto à folha Excel… Experimenta que vais ver que entras num mundo novo.  Gostas assim tanto de viver no vácuo?
Coloca numa folha excel os anos, coloca o PIB e a contração do PIB e as metas do deficit que tens que alcançar. E depois põe a contração do pib que entenderes , assim tipo milagre de Cristo ou se quiseres ser ainda mais milagreira que Cristo, coloca milagre a la santo António José seguro (crescimento, politicas de crescimento!!), e se mantiveres as metas do deficit  (passa de 10% para 5%, 4,%, 3%) verificarás que tens sempre que cortar ainda cerca de 4 MME e que variações da contração do PIB tiram uma ou duas centenas de milhões de euros aos 4MME. Aliás, entre as previsões iniciais e as revistas tiras algo como 100 Milhões…. quando tens que abater realmente cerca de 4MME!. E isto são, realmente, contas que um miúdo de 12 anos consegue fazer.
Os modelos mais complicados depois empurram mais uma gramas para um lado ou para o outro... mas no essencial é mesmo assim simples! 


"Pirralha...eu?"
Olympus Mons

Eu tento ser uma boa aluna e de vez em quando, faço umas revisões das lições do mestre, como esta que deixaste em Setembro de 2012 e na qual foste questionado por cads comichosos:

http://arrastao.org/2638900.html?thread=57931316#t57931316 (http://arrastao.org/2638900.html?thread=57931316#t57931316)

Está lá tudo em relação ao teu primeiro parágrafo, não é verdade?

Obviamente, não te sentes diminuído, pois tens um QI de 136… espera lá, há aqui algo que me deixa confusa:

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2419212 (http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2419212)

Quanto ao teu segundo parágrafo, saltaste as perguntas que te fiz sobre o Gaspar que, na melhor das hipóteses, tem uma ACC do tamanho de uma laranja podre.

Segundo dizem as más-línguas, a folha excel é um original da Troika, mas sei lá se é…

A verdade é que não há uma continha bem-feita, como se tem visto e por isso, será que precisamos de uns judeus ashkenazim que tomem conta disto tudo?

Acho que é assim, com teorias das superioridades de povos, que se fabricam bestas como um certo QI nazi, que fez o que fez, nomeadamente, com uns milhões de judeus.

Cumprimentos

Cristina

PS: Vou fazer uma sondagem junto dos cads que conheço, para saber qual a causa da “comichão”…

deixado a 12/3/13 às 17:52
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bonifacio milhoes

boring!

http://www.youtube.com/watch?v=FLqcE1eT3K4 (http://www.youtube.com/watch?v=FLqcE1eT3K4)

deixado a 12/3/13 às 18:16
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MetroidSamus
Vim ver se o meu brinquedo (cf. comentário abaixo) que faz barulhinhos já tinha respondido,mas o pobre nem teve oportunidade já que nem o meu comentário foi ainda aprovado. Mas foi bom, porque acabei por ler este comentário que me tinha passado. Então, brinquedo, é assim:


"Óbvio que se eu digo é porque está comprovado cientificamente" --> o que tem esta frase de estranho? Dica: lembre-se dos cisnes negros.


"E a riqueza das nações segue essa correlação com o QI "
--> pergunta: e é o QI que causa a riqueza ou vice-versa? ou haverá outros factores? Dica: ter em conta o o que é e o que não é uma correlação.


Percebo agora que tenhas de recorrer ao google para apresentares problemaços estatísticos. Mas, hey, és apenas um brinquedo que faz barulhinhos Não é possível esperar visão crítica sobre aquilo que lês, certo ;)


Recebe um abraço ou um beijinho, consoante me vejas como gajo ou gaja (e não necessariamente por esta ordem) :)


http://media-s3.viva-images.com/vivastreet_gb/clad/64/e/49085781/large/1.jpg?dt=4ddeb9ab7fa5d05b768fbd7ad89649be


deixado a 12/3/13 às 19:07
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MetroidSamus
Este meu brinquedo ainda é mais giro do que eu pensava. 
 
"Eu, por outro lado sei que pertenço ao grupo de portugueses com QI acima dos 120 (no meu caso 136) que contribuem para que os portugueses não apareçam ainda mais abaixo na escala. "
 
"Por outro lado, eu comprovadamente sou um R1B pelo cromossoma Y (paterno) e H pelo cromossoma X (materno)… mas, tal como você com a merda do nórdico/celta, não sei bem o que isso significará em termos práticos! "
 
Está demais.... eh mas espera lá, os Nórdicos não têm um QI superior na Europa, só suplantado pelo dos... italianos e este suplantando o dos americanos, suecos e dinamarqueses :)  Há aqui qualquer coisa que não joga, brinquedo Mons. Eu sei, ainda não te comprei o chip de análise crítica, mas podias fazer um esforço. Sabes que o dono não tem muito dinheiro, querido
 

deixado a 13/3/13 às 00:10
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MetroidSamus
Ó pestotira, como é, sempre vais falar da validade das sondagens tipo "opinião pública", ou como é? Eu acertei a percentagem do problemaço bayesiano que foste copiar ao google. 



Cad, Idiota…
O ponto é que sondagens desse tipo falham redondamente quando submetidas ao Teorema de Bayes porque o universo do que não sabes retira toda a força à probabilidade posterior (evidence) …. Não era óbvio?


E quanto aos comentários inteligentes no Arrastão, fica para quando? O meu allowance para ti está a terminar meu caro.


MetroidSamus
Lindo, era isto que tinhas para dizer? E tal mamografias, e tal e coiso... :p

deixado a 12/3/13 às 14:12
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MetroidSamus
"meu caro"? mas eu não sou uma gaja? :p

deixado a 12/3/13 às 14:13
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MetroidSamus
Agora é que li esta pérola "É certo que os portugueses tem um QI inferior à generalidade dos europeus (99 para 95), mas não necessitamos de pavonear isso na TV."
Eu acrescentaria "nem nos comentários do Arrastão".


E esta diferença é estatisticamente significativa? A que nível de significância? Qual o tamanho das amostras? São representativas das populações? etc etc etc. De onde tiraste estes números, ó pestotira?


Vais responder àquela questão sobre a validade das sondagens  do tipo "opinião pública"? Foste tu quem disse que só depois de te responderem ao  problemaço é que debatias essas cenas de sondagens e tal. A percentagem era 7.8%. Então, como é?


Ass.
Aquela gaja LOL


Oh... Coitadinho. Quer o biscoito?


Então diz-me : Se 5% da população portuguesa é Cad canídeo (como a Pirralha se farta de nos lembrar) e eu só de ler os teus comentários tenho uma probabilidade através da leitura do que escreves de 90% de acertar que és Cad canídeo,  mas contudo em 1% dos casos relativos à população total em que eu considero Cads Canídeos eles realmente não não. Qual a probabilidade neste caso de tu seres um Cad Canideo?




Acerta neste e eu dou-te o biscoito. E quero as contas. Mais simples que estes não há... e não está na net para ires copiar.  


MetroidSamus
Pois queres, queres. Mas como te disse, eu cheguei à solução do outro problemaço por sorte. Tu é que me disseste que estava no google, ou seja, que conhecias o problema e a solução no google, fofo.


Seja como for, tb não respondeste às perguntas que te fiz. Eu já ssumi, desde o início, que nada sei de Bayes. Tu é que te assumes como alto entendedor da coisa, por isso responde lá ao que te perguntei :)


Noto aí algum descontrolo emocional?  I know how to pull the emotional strings of guys like you, dude. If I'm a dog, and I am one, you are my toy ;)


Vá, vai para dentro senão ainda te constipas.




deixado a 12/3/13 às 14:19
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bonifacio milhoes

numa sala estao 100 pessoas,
5% sao surdos.
13% andam com ajuda de muletas.
3% sao ladroes.
ha um cego
700 em cada 1000 pessoas comem pipocas.
de repente o mons entra na sala e comeca a perdigotar as merdas que leu num livro que trouxe da biblioteca e nunca devolveu.
quantas pessoas aguentaram 5 minutos?
quantas ficaram mais de 20?
Acerta nesta e dou-te um dente cariado do Ben Gazarra.

deixado a 12/3/13 às 18:13
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José Erre Ponto
Ninguém faz estudos comparativos do QI entre nações, países ou seja o que for.
Aliás, só quem tiver um profundo desconhecimento do significado do QI poderá dizer uma coisa destas.


Bom sitio por onde começar....



IQ and the Wealth of Nations
Greenwood Publishing Group, 2002 - Psychology - 298 pages
Lynn and Vanhanen test the hypothesis on the causal relationship between the average national intelligence (IQ) and the gap between rich and poor countries by empirical evidence. Based on an extensive survey of national IQ tests, the results of their work challenge the previous theories of economic development and provide a new basis to evaluate the prospects of economic development throughout the world.


They begin by reviewing and evaluating some major previous theories. The concept of intelligence is then described and intelligence quotient (IQ) introduced. Next they show that intelligence is a significant determinant of earnings within nations, and they connect intelligence with various economic and social phenomena. The sociology of intelligence at the level of sub-populations in nations is examined, and the independent (national IQ) and dependent (various measures of per capita income and economic growth rates) variables are defined and described. They then provide empirical analyses starting from the 81 countries for which direct evidence of national IQs is available; the analysis is then extended to the world group of 185 countries. The hypothesis is tested by the methods of correlation and regression analyses. The results of statistical analyses support the hypothesis strongly. The results of the analyses and various means to reduce the gap between rich and poor countries are discussed. A provocative analysis that all scholars, students, and researchers involved with economic development need to confront.


José Erre Ponto
Caro Olympus,
Quem são essa gente e que instituições representam. Como deu um exemplo um pouco frouxo, deixo este que foi o primeiro que encontrei.
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3080364/qi-nao-e-inteligencia-a-destruicao-de-um-mito

deixado a 13/3/13 às 00:12
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MetroidSamus
Estou convencido. Quem vai ao google buscar o resumo e o copia e cola aqui é porque sabe do que fala.


http://www.amazon.com/IQ-Wealth-Nations-Richard-Lynn/dp/027597510X

deixado a 13/3/13 às 00:13
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Anónimo
E ainda por cima o resumo que a editora escreveu para promover o livro. Mais convencido fico :)

deixado a 13/3/13 às 00:15
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bom ponto ó Dom José 1ºEurro
marcou marcou

de resto os portugueses com mais sucesso estatisticamente e monetariamente falando, em portucale e lá fora têm uma escolaridade deficitária e logo teriam culturalmente falhado os testes de Quó

um gande cuó à viegas

deixado a 12/3/13 às 17:01
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Rui F
Tirando o Luxemburgo ou alguns protectorados, qual ou quais os Países de relativa prosperidade, que são viáveis apenas de serviços?
Não existem.

Países fracamente industriais (ou de industrialização rudimentar ou  obsoleta) não vão ter chance nem neste mundo globalizado nem no outro mundo. O exemplo de Portugal é o melhor. Mesmo explorando as colónias pelas elites, este país como um todo foi sempre deficitário, nas contas ou no aspecto alimentar.

A única solução que existe para este país é a industrialização baseada em tecnologias limpas e modernas, com um povo geneticamente capaz de as apreender e de espírito inovador e curioso.
Somos isto?
Podemos sê-lo a longo prazo?
Podemos criar essa apetência?

deixado a 11/3/13 às 12:04
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Nuno
Um factor essencial no futuro é a independência energética. Que passará por energia limpa, claro. Um país com o estilo de vida "ocidental" e com forte indústria tem necessidade de grande quantidades de combustível, e não pode ficar dependente de importações, devido a questões políticas (fica refém dos exportadores) e económicas (a energia será sempre um custo de produção relevante em qualquer cadeia).
Este deveria ser um dos tais desígnios nacionais, e uma das bandeiras europeias.


Rui F
Tás certo Nuno

Infelizmente 99% da população e da governação Portuguesa (sei lá digo eu que são 99%) não entende o que é a economia de um País, e muito menos percebe o que são alicerces ou bases económicas, inseridas no quadro politico Europeu e Mundial em que nos encontramos.

Uns acham que a Europa ou o BCE deve pagar as custas da desigualdade social ou os juros dos empréstimos do financiamento, sem termos compromissos com ninguém de coisa nenhuma; outros acham que arrasando a economia e a base populacional activa do país ao nível da fossa asséptica, renascerão os principios "sãos" de uma nova era.

Ambas as partes (infelizmente maioritárias) não entendem que em ambas as situações o país está condenado à miséria.

deixado a 12/3/13 às 08:44
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Nuno,
Se acha que o custo da energia será sempre um custo relevante porque advoga o desenvolvimento/uso de "energias Limpas" que tem um custo imensamente mais elevado?


Não é por acaso que o Santo Obama está a fazer a shale revolution e a tornar os Estados Unidos auto sustentáveis no prazo de 20 anos em termos de Petróleo e Gas... Ah, mas claro que sempre que o diz acrescenta daquelas notas de rodapé dos anúncios da rádio... mas no processo estamos a investir em energias limpas e a atacar o aquecimento global! " - Ah, se é assim está bom!


shale und tar sands
rochas metamórficas têm um potencial muito reduzido para conter querogéneos

logo excepto se os 550 milhões e tal de toneladas de pitroil forem substituidos por carros a gás

e se fizerem plásticos a partir de matéria orgânica

o gás por si só nã substitui o pitroil....

vai fazer querosene e alcatrão cum gás vai...

deixado a 12/3/13 às 17:06
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Nuno
A energia limpa tem um custo mais elevado... hoje. A tecnologia evolui, por isso quero acreditar que existirão forma de energia limpas e baratas. É uma questão de pesquisa científica. Que a Europa devia incentivar.
Os planos do Obama serão sempre a curto prazo... mais cedo ou mais tarde os recursos finitos acabarão.


Rui F
Não é por acaso que a Alemanha - que não tem petróleo - aposta forte nas renováveis (Sol e vento) e vai deixar o nuclear.


Nuno
Também porque o nuclear, ao contrário do que se pensa, é finito (para lá das questões ambientais).


O "probrema" na Europa, e em Portugal, sempre defendi, é a falta de tecnocratas. Pessoas que pensem os problemas (que são complexos, e transversais a diferentes áreas), e procurem soluções.
O que temos são ideólogos, a fingirem que são técnicos.

deixado a 13/3/13 às 10:51
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Sabemos que não pode ser a troika a escolher os nossos destinos, que temos a maior rede aquífera e eléctrica da Europa, temos um mar sem fim para explorar, temos terras que produzem os melhores cereais, enfim temos tudo para podermos viver sem a Alemanha:
CRISE DE NERVOS
-
numa prisão não há papel
e vão presos em carrinha
a prisão nâo é um hotel
já lhes falta uma salinha:
-
já não tem suas viaturas
p'ra os presos transportar
porqu'as pobres criatiuras
não têm verba p'ra gastar;
-
não têm verba para o gaz
e já racionam certo papel
aos governantes tanto faz
que o País seja um bordel;
-
sem verba para a comida
para os presos da prisão
querem dar-lhes uma vida
a gamar nossa população!?
-
dizia:-ó meu pai querido
o filho ao Pai ainda moço
este pai por estar falido
logo se atirou a um poço
-
teve pena desse anjinho
nesta terra a tanto sofrer
escolheu o novo caminho
da sua Mãe não mais ver;
-
há agora em cada porta
destes falidos, um edital
porque com a coisa torta
quem manda é Tribunal?
-
Impera a crise de nervos
não se aguenta um rapaz
na mata com uns cervos
e de viver lá, ele é capaz!?
-
depressão já tem o povo
anda tudo em depressão
não há o governo novo
para melhorar a Nação!
-
não vai à praça pública
ai as nossas vidas, afinal
de contrário a República
passa a ser um bananal!
-
Eugénio dos Santos

deixado a 11/3/13 às 12:29
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bananal com este frio?
deve dar fruta pequerrucha

federalismo ora nem portugal se consegue federar

é de um caciquismo regionalista e autárquico extremo

até a tal islândiaq fundiu municípios e antes da crise

nós nem antes nem nunca

federalismo europeu? contentávamo-nos com uma federação futreboleira que funcionasse

num país onde há vilarejos decrépitos e semi-abandonados desde os anos 80 ainda sem luz e esgotos

daqui a 10 anos morre um milhão e picos e emigram dois milhões era uma boa altura pra voltar ao escudo

devagarinho até pode ser que alguém queira investir num portugal inflaccionado e cheio de capital espanhol que tamém vai fugindo para outras paragens..

por enquanto são os de cá que vão aguentando e vão fechando tantos que há falências que nem no jornal aparecem

investir? bolas pá se todos os pequeninos  que investiram estão a voltar à emigração de origem

uma guerra civil na venezuela era capaz de dar uns quantos empresários de volta

mas acho que se iam pró brasil é mais perto...

mas a solução de aumentar a carga fiscal pela desvalorização da moeda é baril

o quarentão aparentemente jovem por decreto chegou lá sozinhojovem até aos 58 ou 62 da reforma?
ou aos 55 da reserva militar?

bolas prémio champalimaud já
tem vistas de águia...

o gaijo nã tem mais soluções?

é que davam jeito...

deixado a 11/3/13 às 18:18
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João Vasco
Daniel,


Não creio que seja necessário travar esse debate ANTES de partir para negociações com a UE. Quanto a mim, a posição apresentada neste texto (dúplice) é a correcta.


E explico. Se existisse uma opção clara pelo federalismo, quando ocorressem negociações ao nível europeu, qualquer "ameaça" de sair do euro seria vista como um "bluff" e portanto ignorada.


Os países do sul, aqueles que têm sido prejudicados por esta "arquitectura" do euro, deveriam em bloco assumir esta posição: "ou a arquitectura muda, ou nós saímos". Assim, mesmo que exista uma preferência em ficar caso a arquitectura mude, a ameaça de sair é credível. E, consequentemente, a probabilidade de que exista uma mudança institucional em resposta a essa ameaça - e portanto de ficarmos - aumenta.


A posição dúplice que é aqui apresentada - federalismo/saída - é uma boa resposta ao problema apontado à solução federalista: não está tudo nas nossas mãos. Por isso mesmo, por preferível que consideremos a solução federalista, ela não pode ser apresentada como estratégia única, sob pena de minar as capacidades negociais de quem quer seguir por essa via.

deixado a 11/3/13 às 13:04
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Ettore Secuolá
óia o violador de html's e pregador de maluhare of march

ide cantar pró casório de relvas ide

e agora o povo unido nunca mais será fodido nunca mais será fodido

e agora o Escudo unido ficava melhor né?

A posição da tríplice a desvalorizar reformas, salários e as poucas poupanças que existem nomeadamente as remessas de emigrantes acho que já não cola puto velho

vai atacar o computa do relvas vai

deixado a 12/3/13 às 17:12
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"Pirralha...eu?"
«E este debate - federalismo democrático e uma verdadeira assunção colectiva, na Europa, dos riscos, por um lado, ou saída do euro, por outro - é o mais difícil de todos para quem já tenha percebido que o caminho que está a ser seguido é um suicídio.»

Por exclusão de partes, acho que esse tipo de federalismo democrático se cinge à Zona do Euro, pois há, pelo menos, mais duas Europas no chamado Velho Continente…

Em termos de organização política, a solução seria um Estado Federal e se a resposta ser afirmativa, em que moldes?

Falando do vil metal e rebobinando a História de Portugal, quais são as diferenças ou as semelhanças, entre D. João V e Cavaco Silva?
Cristina

deixado a 11/3/13 às 13:17
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Antonio Cunha
"Foi aceitarem submeter-se às mesmas regras em condições estruturais diferentes, abdicarem de todos os instrumentos para se defenderem e participar numa integração europeia que não garantia os seus interesses económicos específicos."


Aqui concordo com o Daniel. Mas quem foi o responsável por isto ?
Sabe o Daniel, ou sabem os Portugueses aquilo que se diz lá fora sobre nós e a nossa crise ?

deixado a 11/3/13 às 13:38
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É assim antonio,o euro meteu no mesmo saco economias no mesmo saco que não tinham haver umas com as outras.Se calhar a culpa é dos eurocratas que conceberam a moeda...

deixado a 12/3/13 às 00:14
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76 comentários:
Fenómeno do EnTroikamento

"uma acumulação de dívida externa (no caso português, sobretudo privada)"
Daniel, porque continua a insistir nessa mentira?

deixado a 11/3/13 às 13:46
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é sobretudo privada...está certo
essencialmente das famílias que se endividaram para comprar bens a crédito e serviços vários também a crédito

e famílias são privadas tal como as empresas

ainda não as nacionalizaram

por acaso era uma terceira alternativa...

deixado a 12/3/13 às 17:20
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Fenómeno do EnTroikamento
Mal ou bem, a UE/CEE salvou-nos do nosso triste destino, sustentando artificialmente o nosso nível de vida desde a adesão.


A triste realidade que o Daniel não quer ver é que a nossa realidade pós ditadura foram 2 bancarrotas - e consequentes vindas do FMI - em apenas 8 anos!
A partir desta realidade demonstrativa da nossa capacidade, é fácil prever qual seria o futuro do país em pouco tempo. E da democracia, diga-se.

deixado a 11/3/13 às 14:18
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António Carlos
"O que me parece pouco sério é que se continue a contestar o caminho da austeridade fugindo a este debate."
Concordo plenamente consigo.
Mas também não é sério continuar a apenas contestar o caminho da austeridade ignorando:
- O "impacto bastante acentuado na economia e nas condições de vida das pessoas" de qualquer alternativa equacionada (incluindo, como bem aponta, a opção soberanista);
- O problema de depender de outros, da opção europeísta, mas não só.

Neste contexto, por exemplo, que significado pode ter uma afirmação deste tipo "Seguro diz que não aceita "mais nenhuma medida de austeridade"" (http://www.ionline.pt/portugal/seguro-diz-nao-aceita-mais-nenhuma-medida-austeridade-pais-quer-mudanca)? Não aceita!? Quer dizer que basta "não aceitar" para que ela deixe de ser necessária? É assim tão simples?

Ou o que significado pode ter o slogan "Que se lixe a Troika"?

É necessário começar a encarar a realidade e os constrangimentos e deixar de contestar a austeridade sem analisar o impacto de alternativas. A promoção dessa reflexão poderia, por exemplo, ser fomentada pelo Presidente da República já que os partidos políticos (nomeadamente os da oposição) não vão além dos slogans inconsequentes.

deixado a 11/3/13 às 14:33
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António Carlos
"Não vejo é qual seja a terceira via."

Caro Daniel Oliveira, se queremos um debate sério também não podemos descartar à partida a 3ª via óbvia e que os dados que apresentou não permitem (ou mesmo não deviam) descartar à partida (grosso modo a opção seguida por este governo): manter Portugal no Euro (com todas as vantagens e desvantagens que isso acarreta), sem federalismo democrático mas com algumas reformas estruturais (a união bancária já aceite é um exemplo), usufruir da solidariedade (muita ou pouca) europeia que ainda continua a existir mas evitando cometer os erros do passado e procurando mudanças estruturais (o que faltou) de médio-longo prazo que contribuam para alterar a estrutura produtiva.

Não a estou a defender essa alternativa mas, repito, não julgo que no quadro de uma discussão séria como a que propõe possa ser descartada logo à partida.

O que é necessário é, para início de análise, perceber quais são as restrições inultrapassáveis por qualquer uma das alternativas (de preferência indicados pelos defensores de cada alternativa). Se isso não se fizer e não for bem claro, existirá sempre espaço para as análises simplistas e demagógicas contra/a favor de qualquer alternativa.

Uma questão é clara para mim. Como demonstra a sua (muito) breve análise das alternativas, não há alternativa "sem dor". E isso não uma questão ideológica, nem uma questão ética/moral (a austeridade como punição ou redenção): é pura e simplesmente uma constatação que no fundo o seu post reforça.

deixado a 11/3/13 às 14:51
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JMS
Excelente post Daniel no entanto é preciso esclarecer algumas coisas:
-A flexibilidade do mercado de trabalho é relevante. Não faz sentido a posição dos sindicatos e dos partidos mais a esquerda de insistirem no imobilismo. Vários economistas keynesianos (paul krugman p.ex) criticam a rigidez do mercado de trabalho europeu. Isto torna-se particularmente importante numa moeda única onde há necessidade de ajuste de preços e de mobilidade de factores (imigração). Se nao queríamos mobilidade ou alterar as nossas instituições porque insistimos na Europa e no euro?
- A insistência no mercado interno é outro erro. O principal problema nao é a o baixo consumo (pelo contrario) mas a baixa taxa de poupança que leva a importação de capital e ao défice externo. (Dai a queda abrupta no investimento agora que nao temos acesso aos mercados financeiros).


Claro que são necessárias reformas na UEM e obviamente que esta política de contracção europeia nao nos leva a lado nenhum. Mas a verdade é que enquanto português também nao vejo a vontade para alterar as preferencias na sociedade. Estar no euro por exemplo significa que os salários nao podem ser desvalorizados por via da inflação.


Por ultima resta dizer que a nossa situação pré-euro nao era muito famosa. Só tivemos políticas de estabilização macroeconomica para satisfazer os critérios de adesão. Nao basta sair do euro para magicamente convergirmos com a Europa.

deixado a 11/3/13 às 17:17
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Percebido tamos tramados
quantos anos restam?

ou o "jovem" cabranite nã fez um gráfico pra isse?

tem pie chart tem?

qual é o percentil de estupidez em que os dessa escola estão?

aguentamos com eles todos?

ai aguentamos aguentamos que remédio...

felizmente os empresários portugueses raramente têm cultura económica

olha se tivessem ahn....iste era o luxemburgo

só que com menos bancos e sem o aço que a arcelor-mittal tá-se indo da eurropa e sem indústria química ou quase

resumindo tinhamos quase a paisagem do lux
um pouco mais seca e com menos elevações

eramos o haiti a puxar para o luxemburgo?

nã mesmo caindo muito 90 mil milhões de dólares era oPib de 94?

logo apesar do dólar de 2010 nem comprar o que comprava em pitroil o de 94
tamos finos

pecisamos é de andar de bicicleta nas auto-estradas

pena que saisses do bloco podias ter apresentado um projecto lei....

já agora é-se jovem com quantos mais anus cu jovem

se forem uns dois ou três inda ficas safo né...

cambada de jovens de meia-idade....

deixado a 11/3/13 às 18:29
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Moços,

Graficos??? Basta meter a mão ao bolso para se perceber que esta Europa foi e é uma mentira pegada.

Sabem do que eram apelidados aqueles que sempre estiveram contra da forma como entramos na União e depois no euro??? Os resultados estão ai, estamos na miseria.
Mas dirão os mais assanhados, e alternativas??? Pois, isso era antes de encherem o cu a alguns, agora como se diz em Baleizão, mija na mão e deita fora.

Ontem falando com gente amiga, o filho do casal, licenciado e mestrado via ensino, está com 10 por semana o que equivale a receber 200 e pouco euros por mes, paga a segurança social e...tem 25 anos

Já repararam que a quadrilha do reumatico, Fado, Osgas e afins andam um bocado pró calado??? Eu avisei-os que comeriam merda como os demais, não me deram ouvidos e se calhar apanharam uma orvedose da dita, tal foi a barrigada.
Vão comer maissssssssssssssss

deixado a 11/3/13 às 18:43
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JgMenos
Por muitos números e gráficos que se apresentem, sempre ficará claro que o laxismo e a utopia da felicidade pessoal para todos é a treta que nos trouxe até aqui!
E acredito que lá por fora nem imaginam o que nós por cá sabemos, que entre comunas, parvos e chicos-espertos, a nossa voz pública é do mais adverso à construção de uma economia saudavelmente capitalista e tecnológicamente eficiente.
A terceira e pior via é que a seguir à austeridade venha a saída do euro.
Veja-se que o parvo do TóZé, e não só, tem por grande opção do plano pôr a Europa a pagar a crise - garantindo a Constituição e a felicidade geral que esta incorpora. E nunca que se esqueça que subir salários é a grande alavanca do crescimento económico... brincamos!

deixado a 11/3/13 às 19:09
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Manuel José
Desculpe, mas em escudos não tivemos uma dívida em crescendo?
Tivemos superávites quando?

deixado a 11/3/13 às 20:03
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andre
a correlação do 1.º gráfico tem um valor 0,67. É portanto positiva e forte.


Agora, uma correlação é uma associação ou relação entre variáveis. Não implica causalidade.


"quanto mais negativa for a posição no investimento internacional (uma das medidas usadas para dívida externa, em que se mede a relação entre os passivos e os ativos de um país face ao exterior), mais aumentaram os juros da dívida soberana"


Esta interpretação do valor apresenta uma causalidade e não é válida com base no 0,67 apresentado. Concluindo, uma conclusão que assenta numa interpretação errada de um teste estatistico não tem qualquer validade.


É só isto.


deixado a 11/3/13 às 20:06
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uau gestão de empresas?
ou engenharia do ecunomato?

estatística do INE?

deixado a 12/3/13 às 17:40
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76 comentários:
Chico Fininho
Sem benesses europeias, sem possibilidade de comprar maquinaria para britar e polir granitos e calcários cristalinos.
Sem viabilidade económica, fecharam quase 12 mil empresas no ano de 1981, em escudos por falta de capacidade de comprar material que as mantivesse a funcionar

Desde o último trimestre de 1999, A Penteadora faz parte do grupo Paulo de Oliveira (http://www.paulo-oliveira.pt), um dos mais importantes produtores de tecidos laneiros na Europa com uma fabricação mensal superior a 1 milhão de metros lineares.
As vantagens decorrentes da ligação ao grupo Paulo de Oliveira com as inerentes sinergias ao nível da gestão económica, financeira e dos recursos técnicos permitem reforçar significativamente a qualidade dos serviços aos clientes e a competitividade geral da empresa na procura de novos mercados.
 
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Tecidos em lã e suas misturas, para homem e senhora.
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Desenvolvemos produtos para aplicações especificas de acordo com a necessidade do cliente.

a lã australiana vem em escudos?

os espanhóis vendem-nos a deles?

e quem compra isto? os paquistaneses?

os hindus do império britânico?

a lã vem das falkland ou das malvinas?

os suecos da IKEA vão fazer quantas fábricas na capital do móvel?

simplex do louçãnistan....


deixado a 11/3/13 às 20:12
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curioso é fazerem análises similares
tanto os do PSD como os do....XXL

numa economia que é subsidiada pelo estado há 20 anos
e o consumo interno pelo crédito fácil bancário

pois quem compra um sofá de 600 ou 700 euros sem crédito...e sem emprego

vai empregar-se a fazer móveis de 300 quilos para exportar por camião ou por avião prá alemanha?

é que os espanhóis não compram

e o estado retem o IVA durante meses por vezes anos.....

e nunca nenhum partido ou economista partidário se importou com isso ...vão ver se há bujão na esquina seus biltres partidários das TECNOVIAS e VIAS VERDES para os saques a descoberto

digo iste a bossas excelênças cum tode o respeite

uns génies

deixado a 11/3/13 às 20:20
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alberto
É isso mesmo: não vale a pena discutir a desgraçada situação em que nos encontramos e hipóteses de soluções, sem discutir o assunto nestes termos.
Algumas discordâncias:
- sendo certo que a dívida privada é maior que a dívida do Estado, não esquecer que uma boa parte dela foi criada para subscrever dívida soberana.
- a discussão sobre eventual saída do euro ( seria uma catástrofe para Portugal da ordem da perda do Brasil ) tem de ser acompanhada pela análise dos efeitos na economia e no Estado Social, ao pé dos quais a austeridade actual e o ajustamento da economia pareceriam uma brincadeira de crianças.
Relembrar que quando Sócrates assumiu o seu 1º governo a dívida  soberana era da ordem de 57% do PIB e deixou o país, em 2010, com uma dívida soberana da ordem de 110% do PIB, a que se somarão os efeitos das PPP's e outros mimos que para aí andam.
Ainda gostaria de ver ( e a essa eu aderiria na rua ) uma manifestação popular exigindo que a AR criasse as condições para uma auditoria, e consequente alteração legislativa, para punir o dolo com que muitas decisões políticas foram tomadas durante a última década.
Os problemas estruturais etc etc é tudo verdade, mas já viram que hoje estamos ao nível de muito pequenas nações europeias que ainda ontem lutavam no bloco de leste para fugir à triste situação história em que estavam?

deixado a 11/3/13 às 21:19
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Lisboeta
"O que me parece pouco sério é que se continue a contestar o caminho da austeridade fugindo a este debate."

Então está visto que nunca mais veremos o Daniel Oliveira a contestar o caminho da austeridade. A não ser que, entretanto, ele chegue a alguma conclusão sobre as tais duas opções em questão - a opção europeísta e a opção soberanista.

Se calhar foi este o racional que levou DO a afastar-se daquela malandragem do BE, uma cambada de irresponsáveis que estão sempre a contestar a austeridade sem se preocuparem com a gestão do sistema...

deixado a 11/3/13 às 22:25
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José Erre Ponto
Se a UE obrigou à destruição de grande parte do setor produtivo, apoiando por outro lado obras excessivas e desnecessárias, porque não exigir agora apoio a medidas de desenvolvimento por parte dos países que ganharam com essa destruição?
E sabe-se bem quem é que ganhou. São os mesmos que estão a ganhar agora, designadamente com juros negativos no financiamento.

deixado a 11/3/13 às 22:34
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Gambino
A federalização e a democratização da UE parecem a solução mais evidente, mas o ambiente é tudo menos favorável. Há países com vontade de sair, outros a querem manter uma hegemonia que a federalização nunca toleraria e uma desconfiança generalizada entre o Norte e o Sul. Quanto à saída do Euro, requer uma coragem que, sinceramente, não sei se alguma força política em Portugal tem. Nenhum português confia o suficiente na classe política para aguentar o embate da saída do Euro e, sobretudo, para chefiar a reconstituição da nossa economia. A saída do Euro, no longo prazo, pode ser a mais benéfica, mas corresponde a entrar numa mesa de Poker.

deixado a 11/3/13 às 23:40
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Comunista
O federalismo já aconteceu antes em Portugal - chamou-se colonialismo; era a "federação" que ia de Angola a Timor, julgo que até tinha uma moeda única e tudo. Portugal, no federalismo europeu, vai estar para a Alemanha como a Guiné ou Cabo Verde ou Timor estava para Portugal antes do 25 de Abril.

Alguém que pense que a Alemanha vai aceitar o federalismo sem impor condições leoninas deveria tirar 100 anos de licença sabática na intervenção política.

Este é dos maiores perigos do PS, esta ideia da salvação pelo federalismo. 

deixado a 12/3/13 às 06:00
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não não tinha...a Tanga era indiana
a Macuta era angolana

A pataca era e é a moeda de Macau...

havia alguma convertibilidade mas não absoluta eram moedas locais criadas pelo banco nacional ultramarino ao invés de Alves dos reis

e a Alemanha aceitou o federalismo ó bruto

é uma república federal tal como o brasil

e com os mesmos problemas inerentes à federação dos sovietes e aos 50 copeques de prata que não passaram de 1924

bai etudier teoria da moñeda bai....
a universidade patrice lumumba tinha uma dessas ache...


Comunista
Sr. socialista, ou federalista, que é a mesma coisa, a Alemanha só aparece como um país estável a partir do modelo federal, antes dele não havia propriamente Alemanha como um país, havia certamente uma cultura alemã, uma identidade específica e semelhante entre estados, territórios, etc, mas não ainda um Estado-nação.

E esta união federal alemã não se fez sem que o poder se centralizasse, sendo que a identidade cultural dos povos reunidos na federação chegou para dissolver o caracter parasitário do centro para os Estados, afinal todos basicamente se aceitaram mutuamente como alemães.

O modelo federal na UE vai levar a que todos tenham que obedecer à Alemanha sem que contudo a própria alemanha queira que todos sejam alemães - isto por muito que você se esforce para parecer um alemão.

O exemplo do colonialismo português serviu para ilustrar o que ocorre numa espécie de federalismo onde nem todos são efectivamente iguais - isto por muito que Salazar falasse do Portugal multirracial - ou seja, uns vão ser mais iguais do que outros e, reafirmo, Portugal vai estar para a consideração da Alemanha como estavam no império Português, as colónias mais pobres: ou seja, o interesse para a Alemanha só poderá estar nas vantagens para si que considere ser capaz de tirar de Portugal.

Que você imagine que Portugal vai negociar os termos de uma federação europeia em pé de igualdade com a Alemanha só mostra como o sr. tende para a imbecilidade política.

Você já se esqueceu que o termo "Realpolitik" é alemão.

deixado a 13/3/13 às 03:47
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Ah queres um estado BPN?
que crie valor a partir do nada?

mas já não fizeram isso antes?

são só ares de impressão em papel higiénico feito na Bradbury, Wilkinson & Co, Limited?

ou o papel da Thomas De La Rue & Cu..é mais suave?

deixado a 12/3/13 às 17:56
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Pá e Ma Medes quanto?
ah a tua mede 25 contos?

ma nem media 8 euros antes....

isse nã é inflação

é excesso de viagra ecu no mico

o gajo não fez um gráfico sobre o poder de compra do novo écu ou cruzado ou mil réis ou comé que se chama a nova moeda

e qual a taxa de desvalorização média nos primeiros 5 anos?

e a taxa de inflação associada?

a oferta agregada e a sua nemésis andam na mesma em eurros y scutum?

pôrra esse puto velho adevia ganhar o prémio nobel da juventude....

deixado a 12/3/13 às 18:05
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Carta ao Jovem Cald'ash Ma mede mesmo?
Caro José Maria

Este seu texto é uma pérola, a fina capacidade de análise a que tanto nos habituou, a fluidez dos parágrafos, o estudo aturado que faz sobre assuntos tão prementes, principalmente agora, que o capitalismo selvagem se prepara para nos colonizar e encher de indústrias poluidoras.
Não admira que tenha hostes de seguidores, até nos da Faculdade de Economia da Nova, aparentemente o desemprego das Gamba's Gumba's e outras economices anda em alta.
A quanto fica agora o parecer com gráfico incluso?
Aqueles dois gráficos dão para poster ou para estudo de observatório?
A inflação galopante o federalismo estrangulador ou a terceira via na tecnovia Beja-Sines?
Acho que a terceira via, serve de aeroporto de emergência e tudo....

deixado a 12/3/13 às 19:38
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76 comentários:
ecu na mista jovem é isto
Nome Completo: João Saldanha de Azevedo Galamba
Data de Nascimento: 04-08-1976
Habilitações Literárias: Licenciatura em Economia; Frequência de Doutoramento em Filosofia Política.
Profissão: Economista
Comissões Parlamentares a que pertence: Comissão de Orçamento e Finanças; Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Energia; Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações [Suplente]; Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar à actuação do Governo em relação à Fundação para as Comunicações Móveis [Suplente]; Grupo de Trabalho - Energia e Eficiência Energética.

inda nem doutoramento tem tadinho

e já tem experiência em economia par lamentar desde
sei lá desde quando 2002?
começou mais cedo do que o camarada Jerónimo ou seja daqui a 25 anos tem direito a reforma



deixado a 12/3/13 às 19:43
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antonio
que inteligªências! nunca foram eficazes a resolver fosse o que fosse! lol

deixado a 12/3/13 às 22:23
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