A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht

domingo, janeiro 06, 2008

A Semana Inter-Nacional (1)




Papa apela ao desarmamento nuclear
O Papa Bento XVI apelou esta terça-feira à realização de acordos para o desarmamento nuclear, afirmando-se preocupado com o aumento de países possuidores deste tipo de armamento, numa mensagem de celebração do Dia Mundial da Paz.
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Espanha: Nova lei leva mais de um milhão a deixar tabaco
Espanha registou uma acentuada descida no número de fumadores, dois anos após a entrada em vigos da lei anti-tabaco. Mais de 1,2 milhões de pessoas deixaram de fumar no país vizinho com a poibição do fumo nos locais de trabalho e, parcialmente, em bares e restaurantes, de acordo com dados do Comité Nacional espanhol de Prevenção do Tabagismo (CNPT).
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Taxas moderadoras mais caras
Os serviços de saúde voltam a aumentar de custo, com as taxas moderadoras a sofrerem, a partir desta terça-feira, um aumento de 2,1 por cento.
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Ministério da Saúde justifica aumento
O Ministério da Saúde justificou o aumento de mais de quatro por cento a pagar pelos utentes pelas taxas moderadoras das urgências com o facto de não ter ocorrido qualquer agravamento no acesso a mais de uma centena de exames.
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Correio da Manhã 2008.01.01
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Petróleo atinge os 100 dólares
O preço do petróleo atingiu esta quarta-feira, pela primeira vez na história, os 100 dólares por barril no mercado de Nova Iorque.
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Chipre e Malta aderem ao clube
Chipre e Malta fazem desde ontem parte da zona euro, aumentando para 15 o número de países da moeda única europeia nove anos após a criação desta união monetária.

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Papa pede acordos para desarmamento nuclear
O Papa Bento XVI mostrou-se ontem preocupado com o aumento de países com armas nucleares e apelou à obtenção de acordos concretos para o desarmamento. Numa mensagem dirigida pelo Sumo Pontífice da Igreja Católica a propósito do Dia Mundial da Paz, são ainda destacadas as questões ambientais.
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Fidel saúda meio século de resistência
Fidel Castro saudou na segunda-feira o povo cubano por “50 anos de resistência” frente aos Estados Unidos, numa mensagem escrita que foi lida na televisão estatal pouco minutos antes do fim do ano.
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Asilo político
Seis dos sete artistas cubanos conhecidos como Los Tres de La Habana acabam de desertar do seu país, refugiando-se nos EUA, onde entraram através da fronteira entre a Califórnia e o México.

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Cavaco questiona salários de luxo
Será possível reduzir a taxa de desemprego? Os sacrifícios da última meia dúzia de anos garantem um futuro melhor? Conseguirá o País aproximar-se do nível de desenvolvimento médio da União Europeia? Será que Portugal pode vencer? A estas interrogações o Presidente da República respondeu ontem, na sua mensagem de Ano Novo: “Estou convencido de que sim.”
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Ministro considera críticas de Cavaco oportunas
O ministro da Saúde, António Correia de Campos, considerou esta quarta-feira que a mensagem de Ano Novo do Presidente da República "dá voz às dúvidas e queixas dos utentes" e que as críticas de Cavaco Silva são "equilibradas e oportunas".
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Urgências aumentam mais do que inflação
As taxas moderadoras para as urgências hospitalares aumentaram ontem 4%, quase o dobro da inflação prevista (2,1%). Fonte oficial do Ministério da Saúde (MS) justifica este agravamento nas urgências, com o facto de não haver aumentos no acesso a mais de cem tipos de exames.

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BE critica omissão sobre ratificação de Tratado
O Bloco de Esquerda classificou de “omissão relevante e preocupante” o facto do Presidente da República não ter mencionado a assinatura do Tratado de Lisboa na sua mensagem de Ano Novo dirigida aos portugueses.
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PS saúda mensagem de Cavaco Silva
O PS classificou de "muito positiva e equilibrada" a mensagem de Ano Novo do Presidente da República, Cavaco Silva.
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CDS-PP salienta discurso realista e oportuno
O deputado do CDS-PP Nuno Melo avaliou a mensagem de Ano Novo do Presidente da República como um discurso “realista e oportuno” através do qual Cavaco Silva “chamou o Governo socialista à terra”.
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PCP critica mensagem de Ano Novo branda
A direcção do PCP reagiu à mensagem de ano novo de Cavaco Silva, considerando que o Presidente da República fez uma "avaliação branda face à dimensão dos problemas que o país atravessa".
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Urgências do hospital da Anadia encerraram hoje
As urgências do Hospital José Luciano de Castro, em Anadia, encerraram esta quarta-feira, às 08h00, como previsto.
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Vouzela: Vigília contra fecho do SAP
Duas centenas de pessoas participaram ontem à noite em duas vigílias de protesto pelo encerramento dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) de Vouzela e S. Pedro do Sul.
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Duelo político no BCP
Com a entrada de Miguel Cadilhe na corrida à administração do BCP a disputa que será decidida pelos accionistas a 15 de Janeiro transformou-se num verdadeiro duelo político entre PSD e o PS.
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Escolas sem nomes santos
As escolas Básicas e Secundárias vão deixar de ter santos ou santas na denominação oficial. A indicação partiu do Ministério da Educação, no âmbito da aplicação do Decreto de Lei n.º 299/2007, da Lei de Bases do Sistema Educativo.
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Concessões lançadas até Março
O Governo vai lançar até ao final de Março de 2008 os concursos para a concessão da construção das auto-estradas do Centro e do Litoral Oeste. No decorrer do segundo semestre do próximo ano será lançado o concurso para a auto-estrada do Alto Alentejo.
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Greve na recolha de lixo minimizada por privados
O Porto acordou ontem com os contentores de lixo a abarrotar, como consequência da greve dos cantoneiros, que contestam as diversas alterações aos seus horários de trabalho.
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A farsa da saúde
A aplicação da lei antitabaco é indecente e por muitas razões. Porque, por exemplo, o Estado se está perfeitamente nas tintas para a nossa saúde e bem-estar, co-mo pode ser constatado todos os dias nos hospitais civis e nos centros de saúde públicos.
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in Correio da Manhã 2008.01.02
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Preço do petróleo bate recorde
O preço do barril de petróleo no mercado de Nova Iorque ultrapassou esta quinta-feira pela primeira vez os cem dólares, tendo sido negociado a 100,05 dólares, depois de o departamento de Energia dos EUA ter revelado que as reservas desceram mais do que o esperado durante a semana passada.
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Companhias sobem preços da gasolina
O preço do barril de petróleo negociado em Nova Iorque atingiu ontem o máximo histórico dos 100 dólares mas as gasolineiras nacionais anteciparam-se e já aumentaram o custo do litro do gasóleo e da gasolina em 2,4 cêntimos e 2 cêntimos, respectivamente. Para Nuno Ribeiro da Silva, ex-secretário de Estado da Energia, “estas são péssimas notícias para Portugal”.

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Três milhões de dólares para países pobres
Portugal vai participar com três milhões de dólares no Fundo Multilateral de Investimentos II, gerido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, como forma de ajudar os países mais pobres da América Latina e das Caraíbas.
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Explosão mata na Turquia
Uma forte explosão provocou pelo menos quatro mortos e 68 feridos me Diyarbakir, a maior cidade do Sudoeste da Turquia, uma região de maioria curda. A Polícia local atribuiu o atentado aos rebeldes curdos.
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Paquistão: Comissão Eleitoral não sofreu pressões
A decisão da Comissão Eleitoral paquistanesa em adiar as eleições legislativas foi tomada sem qualquer pressão do Governo e após ter sido analisada a situação em que se encontra o país depois da morte da ex-primeira-ministra, garantiu esta quinta-feira o porta-voz daquele órgão, Kanwar Dilshad.
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Polícia queniana reprime opositores do Presidente
Centenas de apoiantes da candidatura de Raila Odinga, líder da oposição queniana, que saiu derrotada nas eleções de domingo, saíram esta quinta-feira às ruas de Nairobi em protesto contra o Presidente Mwai Kibaki, sendo alvo de uma forte repressão policial que fez disparos para o ar para dispersar os manifestantes.
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Genocídio denunciado
O presidente queniano, Mwai Kibaki, acusou ontem o partido do rival nas presidenciais de desencadear um “genocídio” no país. Raila Odinga, o suposto derrotado no escrutínio, retribuiu a acusação, frisando que o presidente “é responsável directo” por uma onda de violência que já custou a vida a pelo menos 300 pessoas e forçou mais de 75 mil a fugir de casa.

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Igreja afastou-se da democracia
O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro José Rodríguez Zapatero, respondeu aos ataques da Igreja católica com um comunicado no qual fala de ataque à democracia e à liberdade.
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CML: Funcionários com interesses em processos
A sindicância aos serviços do Urbanismo da Câmara de Lisboa concluiu que há intervenção directa de funcionários da autarquia em processos em que têm interesses.
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Fisco recuperou 1627 milhões em 2007
A Direcção-Geral dos Impostos superou no ano passado o objectivo de 1600 milhões de euros de cobranças coercivas, atingindo 1627 milhões de euros, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Ministério das Finanças.
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Padres livres de impostos
Nos últimos três anos, os cerca de 1800 párocos portugueses, assim como os conselhos económicos das respectivas paróquias, pagaram ao Estado mais de 12,5 milhões de euros em IRS e Segurança Social, sem que fossem obrigados a fazê-lo.
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Pensões: Maioria mantém poder de compra
O Ministério do Trabalho e Solidariedade Social garantiu esta quinta-feira que o aumento das pensões assegura a manutenção do poder de compra de 90 por cento dos pensionistas.
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CDS-PP propõe aumento intercalar de pensões
Os democratas-cristãos anunciaram esta quinta-feira que vão propor, no Parlamento, um aumento intercalar das pensões de reforma para que “os pensionistas não voltem a perder o poder de compra”.

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Governo quer alterar Código da Estrada
Quem cometer três contra-ordenações muito graves ou cinco contra-ordenações entre graves e muito graves, num período de cinco anos, pode ficar sem carta.
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Transportes públicos não aumentam até Julho
A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, garantiu esta quinta-feira que os bilhetes dos transportes públicos não voltarão a aumentar até ao mês de Julho, apesar da subida de preço dos combustíveis.

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Trabalhadores rescindem contratos
Os cerca de 40 trabalhadores da empresa têxtil Pinheiro Rocha, que ontem foram impedidos de laborar, decidiram esta quinta-feira rescindir contrato com a unidade fabril e deixar que o processo se resolva em tribunal.
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Presidentes: Salários 30 vezes superiores
Os presidentes das empresas portuguesas ganham, em média, 21 700 euros por mês, um valor 30 vezes superior ao do ordenado mensal médio dos trabalhadores por conta de outrem, que é de 720 euros.

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Exonerações na CML vão continuar
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), António Costa, anunciou esta quinta-feira que haverá mais demissões de responsáveis camarários, depois de ter exonerado dois directores e quatro chefes de divisão do departamento de gestão urbanística, na sequência da sindicância à autarquia.
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Costa demite dois directores municipais
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, demitiu dois directores municipais e quatro chefes de divisão do departamento de gestão urbanística, na sequência da sindicância ao Urbanismo da autarquia e por ter perdido a confiança em alguns dos responsáveis.
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PSP: Julgamento de tráfico de armas
Os 28 arguidos do ‘processo armas-PSP’, relacionado com posse e comércio ilegal de armamento e que envolve 16 funcionários da PSP, começam terça-feira a ser julgados.

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Cada morto na estrada custa um milhão de euros ao Estado
“Cada vítima mortal em sinistralidade custa cerca de 200 mil contos [um milhão de euros] ao Estado, segundo um valor de referência estipulado pela União Europeia”, revelou ontem ao CM o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Paulo Marques.
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Bem prega Frei Tomás
O inspector-geral da ASAE, António Nunes, foi apanhado a fumar num restaurante do Casino Estoril já na vigência da nova lei antitabaco. Podia ser um caso menor – mas não é. Nunes refugiou-se em legalismos, ainda por cima desrazoáveis.
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SMS batem recordes
As três maiores operadoras portuguesas de telecomunicações móveis anunciaram ter processado (enviado e recebido) um total de 2,4 mil milhões de mensagens escritas durante o Natal e o Fim-de-Ano, cerca de mais 1,5 mil milhões do que em 2006.
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Pessimismo em 2008
Os portugueses estão pessimistas quanto ao ano que agora começa. Tanto a nível pessoal quanto nas perspectivas para o País, a maioria dos inquiridos na sondagem Correio da Manhã/Aximage teme que 2008 seja pior que o ano que findou.

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Instituto público readmite arqueólogos avençados
A situação dos 37 avençados, na maioria arqueólogos, dispensados sexta-feira pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico(Igespar) deverá ser desbloqueada “a curto prazo”, mas nem todos serão readmitidos.
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Centros de saúde de Penafiel e de Amarante vão fazer abortos
Os centros de Saúde de Penafiel e Amarante começam no final do mês a fazer abortos medicamentosos, ‘aliviando’ o Centro Hospitalar do Vale do Sousa.
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Trabalhadoras em greve na maternidade
As trabalhadoras da empresa Nordigal, que asseguram a alimentação na Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra, marcaram uma greve para os dias 16 e 17 para contrariar a imposição de horários semanais de 48 horas.
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A demissão é indiferente
A “inquietação” do Presidente da República quanto ao acesso dos portugueses a cuidados de saúde, anunciada na sua mensagem de Ano Novo, veio reacender as críticas ao ministro Correia de Campos.
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Obrigado, Dr. Cadilhe
Miguel Cadilhe não deverá vencer a corrida a presidente do BCP. Os compromissos com a equipa de Santos Ferreira são de tal dimensão que seria preciso um enorme volte-face para que o ex-ministro das Finanças ganhasse. Com o beneplácito do Governo e accionistas institucionais, do “herói” Berardo e do BPI, o próximo presidente do maior banco privado português está escolhido.
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O ano do pessimismo
O Governo regressa hoje ao ritual das quintas-feiras com o primeiro conselho de ministros do ano e um país que, no essencial, não mudou as perspectivas que já tinha para 2008.
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Correio da Manhã 2008.01.03.
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Rali Lisboa-Dacar cancelado
A edição 2008 do Rali Lisboa-Dacar foi cancelada esta sexta-feira, anunciou a empresa organizadora Amaury Sport Organization (ASO), que justificou a medida com razões de segurança e "ameaças directas contra a prova” na sua passagem pela Mauritânia.
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Nápoles atulhada em lixo
A cidade de Nápoles (sul de Itália) vive uma situação de emergência devido à acumulação de toneladas de lixo nas ruas, face à greve dos trabalhadores das lixeiras.

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PSD quer ouvir Constâncio até dia 15
O PSD afirmou esta sexta-feira que o governador do Banco de Portugal (BdP), Vítor Constâncio, deverá prestar esclarecimentos sobre a averiguação a operações financeiras do BCP até ao dia 15 de Janeiro, data em que se realizará a reunião magna dos accionistas do maior banco privado português, ou abandonar o cargo.
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Quercus queixa-se de falta de diálogo
A associação Quercus acusou esta sexta-feira o Governo de José Sócrates de “falta de diálogo”, tendo pedido para ser recebida pelo Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro. Os activistas queixam-se de situações criadas pelos Projectos de Interesse Nacional (PIN) que colocam em causa reservas ecológicas em favor de aldeamentos turísticos ou de fábricas multinacionais.
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CDS-PP quer ASAE no Parlamento
Os democratas-cristãos querem ouvir o inspector-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e o secretário de Estado e do Comércio, Fernando Serrasqueiro, no Parlamento, de forma a apurar eventuais abusos daquela força.
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Porta 65: 3561 candidaturas recebidas
O programa de apoio ao arrendamento Porta 65 Jovem recebeu até às 18h00 de ontem um total de 3561 candidaturas. A grande maioria dos candidatos procura apoio para, sozinhos, arrendarem casa em Lisboa.
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Reformas
Aumentos das pensões podiam ser superiores?
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43 cêntimos/dia para 1,6 milhões
Os pensionistas portugueses vão perder poder de compra ao longo deste ano. As actualizações das pensões ontem fixadas em Diário da República não vão além dos 2,7 por cento e este valor apenas é aplicado à pensão mínima, de 230,16 euros. A grande maioria dos reformados terá um aumento de 2,4 por cento, o que se traduz num acréscimo máximo de 43 cêntimos por dia para os 1,6 milhões que têm reformas até aos 400 euros mensais. O Governo defende que os valores garantem a manutenção do poder de compra mas o certo é que a subida dos bens essenciais tem sido superior.
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Táctica da petulância
Ferro Rodrigues disse aquilo que quase todos pensam, à esquerda ou à direita: quando o Governo exige sacrifícios deve usar de “menos arrogância” e “maior humildade”.
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Forte perda do BCP
O BCP, em valor de mercado, perdeu quase 614 milhões de euros nas duas primeiras sessões de 2008. Nos últimos seis meses, a capitalização bolsista do maior banco privado português caiu cerca de cinco mil milhões de euros. Ontem, o BCP desvalorizou-se 1,78 por cento, para 2,75 euros.
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A máquina de Macedo
Paulo Macedo saiu no ano passado do Fisco mas deixou a máquina bem oleada, o que permitiu ao Ministério das Finanças vangloriar-se de uma cobrança coerciva recorde de 1,627 mil milhões de euros em 2007.

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Empresas ameaçam fiscais
Os trabalhadores do Fisco têm receio em inspeccionar as grandes empresas. O novo presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) afirmou ontem que teve conhecimento de denúncias de inspectores da Administração Fiscal que sentiram o seu posto de trabalho ameaçado por grandes empresas.
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Doentes podem perder exames de diagnóstico
Os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que precisarem de exames médicos de diagnóstico e terapêutica – análises clínicas, exames de radiologia (raio-X, TAC e ressonância magnética), electrocardiograma, ecocardiograma, entre outros – arriscam-se a ver recusada a realização dos exames médicos. As unidades privadas convencionadas admitem vir a recusar a prestação desses cuidados de saúde para a despesa não aumentar, uma vez que o Ministério da Saúde se recusa em pagar-lhes o aumento da procura desses cuidados.
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Dificuldades no fecho de SAP
A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) admitiu ontem “dificuldades” na implementação da nova rede de urgências de Viana do Castelo, que esteve agendada para 1 de Outubro de 2007 e prevê o encerramento de cinco serviços de atendimento permanente (SAP).
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Lista negra para clientes caloteiros
O Banco de Portugal está a trabalhar numa base de dados que vai reunir todos os incidentes de crédito que ocorram com clientes particulares. Segundo apurou o CM, a autoridade de supervisão já tem “luz verde” da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) para avançar com o projecto, que terá por base o número de identificação fiscal de todos os clientes bancários.
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Duplo emprego reina na Câmara de Lisboa
Os indícios de duplo emprego, com funcionários a acumular o emprego na autarquia com o exercício de funções em empresas privadas da mesma área de actividade, imperam na Câmara de Lisboa. O relatório da sindicância, ontem apresentado por António Costa aos vereadores, considera esta promiscuidade “preocupante” nos serviços urbanísticos; mas, segundo apurou o CM, “o duplo emprego abrange parte significativa da Câmara”.
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Mau tempo faz desalojados
Telhados pelo ar, infiltrações, casas e ruas inundadas, árvores caídas e estradas interrompidas: foi este o cenário ontem observado em quase todo o País. O vento forte e a chuva intensa causaram estragos em todas as regiões. Os casos mais graves registaram-se no Porto e no Montijo, onde duas famílias ficaram desalojadas por causa do mau tempo.
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Restaurantes testam clientela
A esmagadora maioria dos restaurantes e cafés optaram pela proibição de fumar com a entrada em vigor da nova lei do tabaco. Uma mudança de posição do sector da restauração depende de como as vendas evoluírem. Caso não se verifique uma quebra no negócio, encontrar um restaurante ou café onde se possa fumar será cada vez mais difícil.
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Ai não que não é
Aproximou-se a meia-noite e o País dividiu-se segundo as suas classes sociais: ou mandam SMS ou desatam aos tiros. Nos bairros pobres está instituído um modo de celebrar. É à pistola. Mal soam as doze badaladas, o pessoal pega nas armas, chega-se à janela e atira para o ar.
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Correio da Manhã 2008.01.04.
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Bento XVI apela ao fim da violência no Quénia
O Papa Bento XVI pronunciou-se este sábado pela primeira vez sobre a situação no Quénia, apelando ao fim imediato da violência e dos conflitos no país.
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Quénia: Oposição rejeita Governo de Unidade Nacional
O presidente do Quénia, Mwai Kibaki, propôs este sábado a formação de um Governo de Unidade Nacional, de forma a acabar com violência que tem assolado o país desde as eleições. A oposição recusou o acordo, mantendo a posição de que o chefe de Estado ocupa o cargo ilegalmente.
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O Método dos Discursos
As mensagens de Natal e de Ano Novo são como o bolo-rei e as passas: mesmo quem não gosta acaba por comer.
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Emprego não acompanhou economia
A Associação Empresarial de Portugal (AEP) lamentou ontem que a evolução positiva da actividade económica em Portugal tenha sido insuficiente para impedir a escalada da taxa de desemprego em 2007 para um nível “historicamente elevado”.
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PCP responsabiliza Sócrates pela política do Governo
Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, defendeu este sábado que uma remodelação governamental representaria apenas “um retoque ou maquilhagem”, considerando que o Primeiro-ministro, José Sócrates, é o principal responsável pela política do Governo.
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Pequenos partidos pedem ajuda a Cavaco
Os partidos portugueses que se encontram em risco de extinção devido a não terem o mínimo de cinco mil militantes, como a lei prevê, querem apresentar uma legislação alternativa e esperam contar com o apoio do Presidente da República, Cavaco Silva.
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A maioria destes partidos reuniu-se este sábado em Lisboa para discutir maneiras de enfrentar a extinção, tendo decidido para já apresentar uma proposta de lei que revogue o artigo da lei dos Partidos Políticos e um envio de um pedido de ajuda ao Chefe de Estado português.

Na reunião estiveram presentes representantes do PPM, Movimento Partido da Terra (MPT), Partido Nova Democracia (PND), Partido Nacional Renovador (PNR), Partido Operário de Unidade Socialista (POUS), Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), Partido Democrático do Atlântico (PDA) e Partido Humanista.
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Livro de reclamações obrigatório em mais serviços
Entrou este sábado em vigor a obrigatoriedade do livro de reclamações em todos os estabelecimentos de bens ou prestadores de serviços que se encontram instalados com carácter fixo ou permanente e tenham contacto com o púbico.
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Morgado confirma inquérito-crime ao BCP
A directora do Departamento de Investigação e Acção penal, Maria José Morgado, confirmou a abertura de um inquérito-crime no âmbito das denúncias de Joe Berardo sobre o BCP.
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Constâncio deve explicar-se ou sair
O governador do Banco de Portugal ou é ouvido pela Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças até ao próximo dia 15 ou deve abandonar o cargo. Assim exige o PSD.

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A força dos casinos a bem do tabaco
O presidente da ASAE não é fumador. Teve azar.
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PGR vai investigar empreendimentos
A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai investigar os protocolos estabelecidos entre a Câmara de Grândola e as empresas responsáveis pelo empreendimento turístico Costa Terra (Melides) e pelo projecto Herdade do Pinheirinho. Mas não só. Serão avaliados os projectos do Vale da Rosa, em Setúbal; Pesca Nova, em Mira e a zona sul da Mata de Sesimbra.
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Populismo e social democracia
As críticas a Cavaco Silva são sinal de cegueira de uma elite que recusa ver o perigo da injustiça que galopa
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Polícia terá acesso a dados
As operadoras vão ser obrigadas a guardar um registo de todas as telecomunicações processadas, durante o período de um ano, de acordo com um diploma aprovado ontem pela Assembleia da República. Isto significa que palavras-passe, nomes de utilizador e dados que identificam o titular da conta de email ou de telemóvel poderão ser facultados à polícia.
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PGR pondera fiscalizar
O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, está a ponderar pedir a fiscalização sucessiva da lei de vínculos, carreiras e remunerações da Função Pública.
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Ronaldo avaliado em 100 milhões
O passe de Cristiano Ronaldo foi avaliado em 100 milhões de euros por um agente de futebol não especificado, segundo garante a edição de ontem do jornal inglês ‘Daily Express’, em artigo assinado.
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in Correio da Manhã 2008.01.05

2007 - Portugal - Ano Europeu das Desigualdades


Governo agrava condições de vida das mulheres
2007: Ano Europeu das Desigualdade

Por toda a Europa de descaracteriza o estado social e se aprofundam as desigualdades, a pobreza, a fome, a exclusão social. Em Portugal, segundo denuncia o MDM, são já mais de dois milhões de pobres que vivem abaixo do limiar da pobreza. E, mais uma vez, as mulheres são as que mais sofrem.

A Comissão Europeia declarou 2007 o «Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos». «Promover a igualdade de oportunidades para que se eliminem os factores de discriminação que possam subsistir em razões do sexo, origem étnica ou racial, religião ou crença, deficiência, idade e orientação sexual», era o alegado desígnio de todos os países da União Europeia.
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Em Portugal foi criada uma estrutura de missão para implementar o Ano Europeu da Igualdade (AEIOT), fazendo parte dela órgãos governamentais: a CIG, o IPJ, o IEFP, entre outros. No entanto, segundo o Movimento Democrática de Mulheres (MDM), «o Governo não adoptou e continua a não adoptar as medidas necessárias à promoção da igualdade efectiva, bastando-se com medidas propagandistas e de pouco alcance social, ao mesmo tempo que agrava as desigualdades e as condições de vida das mulheres».
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Um dos objectivos não concretizados pelo AEIOT foi o de «promover a igualdade de oportunidades de forma a alcançar uma sociedade mais justa». No emprego, por exemplo, denuncia o MDM, «em Portugal, as mulheres recebem, em média, menos 25 por cento de salário do que os homens, enquanto na Europa a diferença média é ainda de 15 por cento».
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Entretanto, o desemprego no nosso país não para de crescer. No 3.º trimestres de 2007 voltou a aumentar contando com 444 mil desempregados, o que representa uma taxa de 7,9 por cento.
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«Nas mulheres o número ascende a mais de 246 mil (55,5 do desemprego registrado), representando uma taxa de 9,3 por cento», recorda o MDM.
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Outro dado importante a reter é que em 2005, cerca de 90 por cento dos novos desempregados eram mulheres. «E esta é uma tendência que não para de crescer», alerta o movimento, sublinhando que «a taxa de desemprego entre os jovens é de mais do dobro da média europeia (16 por cento) e a taxa de emprego entre os mais velhos é de apenas 40 por cento, para 62 por cento da média europeia».
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«Os números dos despedimentos de mulheres grávidas e de queixas por discriminação não param de aumentar desde 1996», acrescenta.

Fraca protecção social

No que diz respeito à protecção social, Portugal também não tem motivos de orgulho. Segundo o MDM, as mulheres, que representam 71 por cento do número total de beneficiários, «continuam a ter os mais baixos níveis de protecção social na doença, na invalidez, na velhice, no emprego» e «recebem, em média, cerca de 60 por cento da pensão dos homens».
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De acordo com as estatísticas da Segurança Social, em Novembro, as mulheres representavam 54,8 por cento dos beneficiários do subsídio de desemprego, 64,7 por cento dos beneficiários do subsídio social de desemprego inicial, 63,3 por cento dos beneficiários do subsídio social do desemprego subsequente e 67,1 por cento dos beneficiários do prolongamento do subsídio social de desemprego.
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Ao nível da «saúde», «educação» e «sociedade», o MDM destaca que em Junho de 2007, «260 portuguesas deram à luz no Hospital Materno-Infantil de Badajoz, em consequência do encerramento da maternidade de Elvas» e «215 crianças nasceram em Coimbra e Leiria, devido ao encerramento da maternidade da Figueira da Foz».
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Neste ponto, o movimento de mulheres dá ainda importância às «denúncias de violência doméstica que duplicaram entre 1999 e 2006, ano em que morreram 39 mulheres – todos os meses há três mulheres assassinadas pelos maridos».

Distanciamento das populações

Relativamente à intenção de «aumentar o papel activo da sociedade civil a Parceiros Sociais», o MDM lamenta que o conceito de «papel activo» não tivesse passado pela «divulgação estereotipada de algumas iniciativas».
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«Os números demonstram à saciedade a distância entre o que se prometeu e anunciou e aquilo que foi efectivamente realizada, redundando na inexistência de ligação às populações, principalmente as camadas que são alvo de discriminações, e um distanciamento inaceitável da “sociedade civil”, aqui materializado pelas ONG, IPSS e outros Parceiros Sociais que são, afinal, o verdadeiro motor do combate às desigualdades», acusa o movimento.

Mudança de mentalidades é necessária
Novas formas de discriminação

O Governo PS prometeu ainda «implementar uma rede nacional de intervenção nas discriminações múltiplas». Para o MDM este foi um objectivo não concretizado.
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«As mulheres são o grupo sobre o qual recaem as maiores discriminações que as afectam em todas as áreas da sua vida: na participação cívica e política, no trabalho, na família, e a sua situação agrava-se de dia para dia. A situação vem-se adensando principalmente em relação às mulheres mais jovens que conhecem novas e mais rebuscadas formas de discriminação», lamenta o movimento, frisando que 2007 representou «o ano em que se conheceram de uma forma particularmente acentuada as discriminações específicas em função do sexo».
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Quanto ao objectivo de «promover a mudança de mentalidades eliminando papéis sociais tradicionais e desiguais para homens e mulheres», também ele não concretizado, o MDM recorda que sobre as mulheres «recaem os cuidados domésticos e os cuidados com a família».
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«A inexistência de uma rede pública de equipamentos sociais de apoio à infância, aos idosos e à família, de qualidade e a preços acessíveis, ao perpetuar a inacessibilidade da maioria das famílias portuguesas a estes equipamentos, vota das mulheres aos papéis tradicionais: à permanência da mulher como a responsável pelos cuidados domésticos em todas as suas dimensões», relata o movimento.

Despenalização da IVG
«Obscurantismo
e manipulação de consciências»


No que diz respeito a «eliminar as imagens estereotipadas e desiguais de homens e mulheres na sociedade – muitas vezes veiculadas pelos média», imagem que o Governo não foi capaz de apagar, o MDM lembrou que a passagem do Referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, em 2007, «evidenciou a tentativa de intoxicação, obscurantismo e manipulação de consciências e sentimentos norteada por uma mensagem da irracionalidade, futilidade, incapacidade e leviandade das mulheres portugueses por parte de alguns sectores sociais, e aqui, uma cobertura mediática que se pretendia isente e plural, não o foi».
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«Felizmente a população portuguesa votou “sim”, sendo esta uma vitória para todas as mulheres portuguesas, e um passo determinante na luta pelos direitos das mulheres», acentua o MDM, lamentando, por outro lado, a «discriminação salarial e a fraca representatividade das mulheres nos cargos de poder» e «a inexistência de adopção de políticas de verdadeira promoção da igualdade, por parte do Estado».
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in Avante 2008.01.03

sábado, janeiro 05, 2008

General assume «Operação Condor»


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Numa entrevista ao diário O Estado de São Paulo, o general Agnaldo Augusto admitiu a participação de forças brasileiras na «Operação Condor», que assassinou milhares de militantes comunistas e outros democratas opositores às ditaduras latino-americanas.
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O ex-membro dos serviços de informação do Estado e operacional da secreta no Paraguai, disse ao jornal que os seus homens recebiam informações sobre indivíduos em trânsito no Brasil, procediam à sua captura e entregavam-nos para serem executados fora do país. «Isso não é crime, pois não?», perguntou Agnaldo.
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in Avante 2008.01.03
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ver também

Nepal põe fim à monarquia



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Parlamento proclama República

O parlamento nepalês aprovou a abolição da monarquia e a instauração de um regime republicano no país. Com este desfecho, os comunistas voltam ao governo.

Por uma esmagadora maioria de 270 votos a favor num total de 321 deputados (84 por cento), a proposta de abolição da monarquia foi aprovada, sexta-feira, pelo parlamento do Nepal.
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A decisão alcançada após meses de negociações envolvendo as principais forças políticas da oposição, entre os quais o Partido Comunista do Nepal(maoísta), abre caminho à destituição do rei Gyanendra e à convocação de eleições gerais, previstas para meados de Abril deste ano.
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A futura assembleia representativa assumirá como principal objectivo a elaboração de uma Constituição democrática para o antigo reino dos Himalaias.
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O monarca agora deposto subiu ao poder em 2001 na sequência de um golpe militar. A acção de força foi realizada como resposta à chacina entre os absolutistas, na qual morreram uma dezena de membros da família real incluindo o homicida e então herdeiro do trono.

PCN(m) reassume pastas

Neste contexto de consenso quanto à mudança de regime político, os comunistas nepaleses anunciaram o seu regresso ao governo de unidade nacional, cuja participação havia sido interrompida formalmente a 18 de Setembro último devido a divergências de fundo com o primeiro-ministro, Girija Prasad Koirala, e os restantes seis partidos que compõem o executivo.
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Segundo informações apuradas pela agência de notícias do Nepal junto da direcção do PC do Nepal(m), sete comunistas devem assumir já a partir desta semana funções governativas e de representação do Estado.
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De acordo com a mesma fonte, que cita declarações do líder parlamentar do PC do Nepal(m), Krishna Bahadur Mahara, o ministério do Desenvolvimento Local ficará a cargo de Dev Gurung, o do Trabalho e Planeamento a cargo de Hisila Yami, o das Florestas e Conservação dos Solos a cargo de Matrika Yadav, e o das Mulheres, Crianças e Segurança Social a cargo de Pampha Bhusal.
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Padam Rai e Nabin Kumar B.K terão a responsabilidade de tutelar enquanto ministros de Estado as pastas do Desenvolvimento Local e das Mulheres, Crianças e Segurança Social, respectivamente, devendo também assumir funções um outro quadro do partido nas Relações Exteriores junto do Estado francês, isto apesar de Paris ter já recusado acreditar um comunista nos contactos diplomáticos que mantém com Katmandu.

Salto histórico

Entretanto, o presidente do PC do Nepal(m), Prachanda Path, considerou a abolição da monarquia no país um feito histórico cuja concretização prática não sofrerá retrocessos.
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Path lembrou ainda que a disposição legal aprovada no parlamento e o documento de 23 pontos subscrito por todos os partidos presentes, obrigam o cumprimento do processo de democratização do Nepal, cujo segundo passo é já em Abril com a realização de uma consulta popular.
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Recorde-se que durante o último ano e meio centenas de milhares de nepaleses exigiram nas ruas o fim da monarquia e a realização de um sufrágio universal livre e justo no país. As manifestações foram brutalmente reprimidas pela polícia e pelo exército fiéis ao rei Gyanendra, mas nem a violência travou os protestos.
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Com cerca de 30 milhões de habitantes, o Nepal é um dos países mais pobres do mundo, figurando no 197º posto no ranking de 229 nações quando se estima o PIB per capita.
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A vizinha Índia é o mais importante parceiro comercial do Nepal, cuja economia está fundamentalmente ligada à agricultura familiar de subsistência.
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Aproximadamente metade da população vive na miséria e parte considerável dos bens consumidos provêm da ajuda externa
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in Avante 2008.01.03
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foto retirada daqui, a visitar;

Tom Dempsey - A Trek in Nepal

O narco-Estado afegão






Com a desculpa do ataque terrorista contra as Torres Gémeas – algo que algum dia porá formalmente no banco dos réus os círculos mais reaccionários de Estados Unidos – George W. Bush apontou o melhor do seu material bélico contra o Afeganistão, que nada tinha a ver com o assunto. Passados vários anos sobre a invasão do martirizado país asiático temos um balanço que os grandes meios de comunicação, salvo uma ou outra excepção isolada, se negam a registar.
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O Afeganistão está à beira de se transformar num narco-Estado com cartéis da droga que supõem uma ameaça maior do que os insurgentes talibãs – lembremos que o regime talibã foi imposto por Washington – para o futuro do país. A afirmação é de um tal James Jones. Se o nome pouco ou nada diz ao leitor, acrescentamos que se trata do comandante da NATO na Europa. Numa entrevista dada ao International Herald Tribune [1] afirmou textualmente «que não é o ressurgimento dos talibãs, mas sim o vínculo da economia com a produção da droga, o crime, a corrupção e as actividades do mercado negro o que impõe um maior perigo para o Afeganistão».
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Ao fim de uns quantos anos da invasão que supostamente ia salvar o país de não se sabe muito bem o quê, a política de Bush conseguiu alguns resultados «heróicos». Em 2005, a produção de heroína chegou às 4500 toneladas e o Afeganistão tem o duvidoso registo de ser o país de onde sai 95% da heroína que anda pelo mundo... incluindo, claro está, os Estados Unidos. Curiosamente, os talibãs tinham acabado com o cultivo da papoila – ponto de partida para a produção de heroína – mas hoje em Kandahar, região a cerca de mil metros de altitude e a 400 km de Cabul, semear papoila é o negócio do momento, no qual estão envolvidas milhares de crianças porque o fruto da papoila lhes fica comodamente à altura da cabeça. Esta actividade é praticamente a única da região e a miudagem trabalha ao lado dos pais para que a família ganhe mais uns tostões. Bush deve estar satisfeito com a obra conseguida.

Quem sai aos seus...

Bush é aquilo que se sabe – e talvez ainda haja muito que não sabemos – mas tem raízes profundas para o ser. Não é preciso recuar muito no passado para encontrar um mestre do fascista cada vez mais descarado que as multinacionais colocaram na Casa Branca com a esperança de conseguir um controlo total do mundo.
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O vovô do Bush dos nossos dias respondia ao nome de Prescott Bush e tinha como genro George Herbert Walker, um dos mais ardentes partidários de Hitler nos Estados Unidos, que pela relação familiar conseguiu um lugar de director num banco de Wall Street, o Union Banking Corporation, propriedade do sogro. Entre 1924 e 1936, o banco deste Bush financiou o regime nazi através de diferentes tipos de operações financeiras que totalizaram 50 milhões de dólares, quando esta moeda não estava tão de capa caída como nos nossos dias. Segundo a causa n.º 248 do governo dos Estados Unidos, uma boa parte dos activos do banco serviu para apoiar o esforço de guerra nazi, o que levou posteriormente a que a Allien Property Custodian embargasse os fundos correntes do banco do velho Bush e iniciasse duas novas causas – as 259 e 261 – para fazer o mesmo com outras duas instituições do Union Bank Corporation, igualmente sob influência nazi: a Holland American Trading Corporation e a Seamless Steel Equiment Corporation. Não é novidade que várias grandes firmas norte-americanas tiveram excelentes relações com os nazis, mas poucas como as de Bush e do seu genro colaboraram com Hitler mesmo depois de Pearl Harbour.
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O papá Bush não andava muito longe do seu progenitor. Em 1988, quando ainda não era mais do que a mão direita de outra figura trágica – Ronald Reagan – Bush pai, o da primeira invasão ao Iraque, teve de riscar da equipa de promoção presidencial várias figuras de proa porque o Washington Jewish Weekly descobriu que havia lá figuras graúdas do movimento neonazi dos Estados Unidos, entre eles Jerome Brentar, revisionista do holocausto que negava a existência das câmaras de gás, e Akselis Mangulis, que trabalhou sob as SS durante a II Guerra Mundial. Quando rebentou o escândalo, Bush afastou esses e outros colaboradores incómodos, mas uma vez ganhas as eleições voltaram quase todos aos seus lugares no partido Republicano.
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Contada esta pequena história, nada pode surpreender deste Bush.

[1] Maio de 2006
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in Avante 2008.01.03
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clicar nos mapas para aumentar

A desestabilização do Paquistão




O mundo transitou para 2008 sob o signo da turbulência. A desconfiança e o nervosismo tomam conta das praças financeiras internacionais, expondo as fragilidades da descomunal economia de casino que molda o capitalismo contemporâneo. A gravidade da alastrante crise financeira global é tal que o primeiro-ministro britânico Gordon Brown na sua mensagem de Ano Novo já a qualifica como «o desafio mais imediato para todas as economias». No reverso da moeda, intensifica-se a escalada ofensiva e o aventureirismo do imperialismo, aumentando ainda mais o grau de imprevisibilidade e risco no mundo, onde as desigualdades e desequilíbrios não param de se agravar.
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Neste contexto, a morte violenta de Benazir Bhutto no crepúsculo de 2007 surge, mais além da carga simbólica prenunciadora da tormenta, como marca impressiva do carácter sumamente perigoso, instável e de profunda incerteza da época actual.

Internamente, o assassinato «previamente anunciado» mas não evitado da líder do Partido do Povo do Paquistão (PPP) é mais uma acha na desestabilização e divisão do Paquistão que atravessa uma das piores crises desde a sua fundação em 1947.
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Mas a convulsão deste país de cerca de 165 milhões de habitantes não deixará de se repercutir em toda uma vasta região, do Médio Oriente à Ásia Central e sub-continente indiano, incluindo as fronteiras da China e os «contrafortes» da Rússia.
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Esta situação só confirma o carácter explosivo da famigerada estratégia da «guerra ao terrorismo», encabeçada pelos EUA. Mais: é ao imperialismo e à sua prática intervencionista e neocolonialista que têm que ser assacadas as principais responsabilidades da realidade que conduziu à morte de Bhutto e coloca em risco a unidade do país e região.

O crescente desgaste e desprestígio do regime ditatorial do Presidente Musharraf obrigam Washington a congeminar novos cenários. A apologia da democracia, repetida exaustivamente, soa a farsa intolerável. A aparente tentativa de impor um «pacto» de divisão do poder, permitindo o regresso do exílio de Bhutto, fracassou. Na véspera do atentado fora revelada a existência de um acordo com o Governo de Musharraf para instalar no país tropas dos EUA, no âmbito do combate à insurgência afegã (The Washington Pos, 26.12.07), possibilidade também defendida pela líder desaparecida do PPP.
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A história mostra porém que a estratégia de dominação do imperialismo se move sempre em múltiplos tabuleiros. É oportuno lembrar aqui a extensa teia promíscua que num passado recente juntava a CIA, a ditadura e secreta paquistanesas (ISI), o obscurantismo e fundos sauditas, os mujaedine e, depois, o regime dos taliban. Agora decretou a cruzada universal contra o «inimigo de estimação» ainda há pouco municiado, impondo a engrenagem da «guerra ao terrorismo» e avançando na profusão de regimes fantoches. No Afeganistão anuncia-se a próxima nomeação de um «super-pretor» da NATO, actuando em nome da ONU! E quando o manto desta não é possível, envereda pelo caminho da mais aberrante ilegalidade, como é o caso actual do Kosovo.

Estratégia de dominação que só a luta das massas poderá inverter. O factor chave da mudança no sentido de um mundo melhor reside na sua acção e no protagonismo das forças políticas que representam as suas genuínas aspirações de justiça, progresso e soberania. No Paquistão, como no mundo.
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in Avante.2008.01.03
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imagem retirada daqui

hildegard.kittel/Budismo

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Hoje há «Música» no Galeria & Photomaton

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A despropósito ....


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Call girls, call boys


Call girls, call boys

O solstício de Inverno, celebrado pelos povos do hemisfério Norte desde tempos imemoriais como a vitória da luz (o Sol) sobre as trevas, o princípio da renovação da natureza com dias cada vez maiores e mais quentes até ao novo retorno da Primavera que irá desabrochar em todo o seu esplendor nas sementes do futuro, essa ancestral comemoração, dizia, foi transformada pelo Imperador Romano Constantino I, no ano de 336 d.C., na festa do nascimento de Cristo. O vasto império de então, abraçando (e impondo) o cristianismo inculcou na civilização ocidental um novo paradigma: em vez do nascimento do Sol, passa a assinalar-se num dia fixo – 25 de Dezembro – o nascimento do «salvador da humanidade».
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Vários impérios depois, a data apropriada pela igreja de Roma transformou-se num pretexto para o delírio consumista numa sociedade que aliena os valores que era suposto serem a sua essência. A justiça, a solidariedade, a paz e a fraternidade entre os homens são incensadas para mais facilmente serem trucidadas, tornadas meros temas de discursos descartáveis até à próxima época natalícia.
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Tornou-se também habitual, por esta altura, lançar no mercado produtos com sucesso anunciado à força de campanhas bem oleadas. Dos brinquedos aos livros, dos electrodomésticos aos filmes, ninguém escapa aos apelos garantindo felicidade, satisfação e qualidade. Este ano o pacote trouxe ao País um filme «como nunca se viu», um «retrato da realidade nacional» sem tabus nem pudores, «condenado» a atrair multidões e a facturar milhões. Call girl de seu nome, diz que é a história de uma prostituta e de um autarca corrupto. A originalidade parece residir no facto de o corrupto ser comunista, o que não tendo tradução na realidade – onde abundam casos do PS, PSD e CDS, mas não do PCP – arrisca ser tomado como o único rasgo de criatividade do cineasta em causa, também conhecido pelas suas andanças nos meios futebolísticos mais ao menos ligados ao poder, onde abundam call girls e call boys bem instalados na vida, que isto de prostituição tem muito que se lhe diga e de corrupção nem se fala. Será um sinal dos tempos, em tempo de falsos solstícios, mas por mais que se invente e deturpe... o Sol brilhará para todos nós.
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in Avante 2008.01.03

Hoje há música ...

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TEMPO DE ESPERANÇA?






TEMPO DE ESPERANÇA?

Na sua Mensagem de Ano Novo, o Presidente da República, apreciando a evolução da situação do País no ano que passou, qualificou de «tempo de esperança», este que vivemos.
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Tal «esperança» decorre, naturalmente, da visão optimista do PR no que respeita à evolução por ele detectada em 2007 – uma visão que, ao contrário do que prognosticaram diversos analistas e politólogos, apresenta sensíveis convergências com a apreciação feita há uma semana pelo primeiro-ministro José Sócrates.
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Como não podia deixar de ser, a «Presidência Portuguesa» teve honras de destaque, embora sem novidades na apreciação: com efeito, o PR limitou-se a expressar o seu «regozijo» pelo «êxito» da dita Presidência e a repetir a estafada e monocórdica oração de louvor com a qual, desde há semanas, temos vindo a ser flagelados: o prestígio de Portugal nos píncaros da Europa etc, etc.
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Sobre as consequências trágicas - para os trabalhadores, o povo e o País - do que, no decorrer da dita «Presidência Portuguesa», foi decidido, o PR não se pronunciou – certamente porque, também aí – não obstante o golpe vibrado na independência e soberania nacional - apenas vê aspectos positivos.
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Nas restantes áreas abordadas na «mensagem», as coisas, segundo o PR, melhoraram. «Não tanto como desejaríamos», é certo, mas não se pode querer tudo, não é verdade?...: «melhorou o crescimento da nossa economia»; «há sinais positivos na educação das crianças e jovens»; e, em matéria de Saúde, «seria importante que os portugueses percebessem para onde vai o País» nessa matéria – já que, se perceberem, «poderão avaliar melhor aquilo que tem sido feito»...
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Em resumo: o ano que passou foi positivo, mas é preciso que o que aí vem seja ainda mais positivo – para o que, diz o PR, «todos temos que dar o nosso melhor» porque «é preciso o trabalho e a determinação de todos».
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Finalmente, o PR sublinhou a gravidade de dois dos problemas que mais o preocupam: «a baixa natalidade» e «os mortos em acidentes rodoviários».

Minutos antes de ouvirmos a Mensagem do PR, os vários canais de televisão davam notícia dos aumentos dos preços dos bens essenciais e de serviços públicos básicos, que vão entrar em vigor este mês.
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Trata-se de aumentos brutais e sempre acima (em vários casos muito acima) da taxa de inflação prevista pelo Governo – previsão que, como sabemos, fica sempre abaixo da realidade. O que significa que as já tão degradadas condições de vida da imensa maioria dos portugueses vão degradar-se ainda mais neste «tempo de esperança» anunciado pelo PR.
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Aumentos do pão, do queijo, do leite, da manteiga, do azeite, do arroz, do açúcar, da massa, da cerveja, do tabaco; aumentos dos transportes públicos e das portagens; aumentos das prestações das casas; aumentos da electricidade, da água e do gás; aumentos das taxas moderadoras. Enfim, aumentos de tudo o que é indispensável à sobrevivência das pessoas e que, por isso, vão aumentar o número de pobres e dos que passam fome – dos excluídos da esperança.
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É claro que quando os telejornais anunciaram estes aumentos, o PR já tinha a sua «mensagem» escrita e, nisso residirá, provavelmente, o facto de, não apenas não ter dedicado uma só palavra a tamanha calamidade, como ter ousado qualificar de «esperança» este tempo que vivemos...
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A não ser que no pensamento do PR estivesse como destinatária dessa «esperança» a imensa minoria de portugueses composta pelos chefes dos grandes grupos económicos e financeiros e pelos seus amplos staffs, aí incluídos os governantes – isto, apesar da crítica, aliás tímida e inócua, aos altos salários dos gestores...

«Devemos concentrar-nos no que é essencial» - disse o PR, a dada altura.
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E foi, certamente, obedecendo ao seu conceito de «essencial», que não falou nos ataques aos direitos dos trabalhadores; nas perseguições, chantagens e represálias de que são vítimas os que, no uso de direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa lutam por melhores condições de trabalho e salariais; no desemprego que atingiu, em 2007, o seu índice mais elevado desde o 25 de Abril; nesse brutal atentado aos direitos humanos que é a precariedade – que atinge já mais de um milhão e meio de trabalhadores.
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Foi, certamente, na obediência a esse conceito de «essencial» que, em matéria de saúde, o PR apelou aos portugueses para que percebessem «o que está sendo feito»: encerramento de centros de saúde, de maternidades, de urgências e serviços de atendimento permanente – encerramentos cirúrgicos, na medida em que ocorrem precisamente onde mais precisos são e mais falta fazem.
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Foi, certamente, a partir desse conceito de «essencial» que o PR não disse uma palavra sobre os contínuos ataques, no decorrer do ano de 2007, à Constituição da República Portuguesa – de cujo cumprimento ele jurou, em acto de posse, ser garante - através de uma prática política que afronta e despreza a Lei Fundamental do País e que tem vindo a conduzir ao crescente empobrecimento do conteúdo democrático do regime: limitações e violações crescentes aos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, intimidações à actuação dos sindicatos, atentados à liberdade de expressão e ao direito de propaganda.

Tempo de esperança? Sem dúvida. Não a «esperança» anunciada pelo PR, mas a esperança que decorre da confiança na luta dos trabalhadores, das populações, dos estudantes, dos micro, pequenos e médios empresários, dos reformados e pensionistas, enfim, de todos os que são vítimas desta política de direita. Luta que no ano que passou atingiu níveis dos mais elevados de sempre. Luta que no ano agora iniciado se perspectiva ainda mais forte.
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in Avante 2208.01.03

O Ano que aí vem



O ano que aí vem

O período do Natal é, todos os anos, o momento privilegiado para os media abordarem de todas as formas e feitios os problemas da exclusão social e da pobreza.

Para não fugir à regra, este ano foram abundantes as referências às situações de miséria que não param de aumentar e às manifestações de solidariedade muitas vezes para disfarçar a caridadezinha, tão ao gosto de alguns, em geral não isentos de culpa perante a preocupante situação social a que o País chegou…
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Pode mais uma vez dizer-se que a generalidade da comunicação social, como de costume, se ficou pela constatação dos factos: A pobreza e a exclusão não param de aumentar.
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Já quanto às causas e aos responsáveis por este estado de coisas…nada!
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Mas nem tudo são desgraças. Ficámos a saber pelo primeiro-ministro que o País dá sinais de recuperação e que no próximo ano é que vai ser!
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Mas… de que País falava Sócrates? Do País em que a precariedade não pára de crescer e com mais de meio milhão de desempregados e com centenas de empresas encerradas e com as multinacionais a abandoná-lo?
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Do País onde salários, reformas e pensões continuam objectivamente a diminuir e os preços sempre a aumentar?
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Do País onde as assimetrias regionais se fazem sentir cada vez mais?
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Do País onde se encerram serviços públicos e se destrói o Serviço Nacional de Saúde?
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Do País onde a imensa maioria dos portugueses vive cada vez pior e onde, ao mesmo tempo, os bancos e os grandes grupos económicos vão acumulando lucros fabulosos?
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As dúvidas, se as houver, sobre quem beneficiará dessa recuperação anunciada, dissipar-se-ão rapidamente.
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A verdade é que o novo ano começa como de costume… a 1 de Janeiro e, como de costume, com os aumentos generalizados de preços de bens e serviços, em regra acima da inflação prevista. Pois é. Estas previsões irão, como é habito, servir para limitar os aumentos salariais e, por via disso, fazer com que continuem a ser os mesmos a pagar a factura, já que a inflação verdadeira, aquela que os portugueses sentem no seu bolso, é sempre muito acima das previsões e das estatísticas.
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E o novo ano vai ficar marcado pela confirmação de que existe mesmo um bloco central de interesses que, ano após ano, leva por diante as políticas de direita, que se vai alternando na concretização dessas políticas, com o apoio e ao serviço do grande capital.

2008 de luta

Até aqui nada de novo. O que é relevante é que depois de PS e PSD terem cozinhado, entre outros, os acordos para a alteração da legislação eleitoral, que a irem por diante, lhes permitirão alternarem-se e eternizarem-se no poder, se venha assistir à repartição de tachos entre uns e outros, na praça pública e com um à vontade que repugna e provoca indignação.
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No ano novo que aí vem, o Governo do PS vai prosseguir a sua ofensiva de destruição dos serviços públicos, como se tem visto nos últimos dias de 2007, com o encerramento de diversos serviços de saúde.
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Vai trabalhar, em nome da modernidade, na alteração da legislação laboral para oferecer ao patronato a possibilidade de despedir sem justa causa, para acabar com o horário de trabalho e para bloquear a contratação colectiva.
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A esta ofensiva, vão somar-se os contínuos ataques à Constituição da República e que visam desvirtuar e descaracterizar o regime democrático e limitar as liberdades.
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Ou seja, como de costume, o PS vai fazer aquilo que PSD e CDS gostariam de poder ter feito e por essa razão, têm tanta dificuldade em fazer de conta que são oposição.
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Com toda a certeza, 2008 será um ano de resistência e de luta.
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Será um ano de resistência contra as políticas de direita e de luta por melhores condições de vida, por melhores salários, pelo direito ao emprego com direitos, contra o encerramento de serviços públicos;
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Será um ano de luta em defesa do direito à saúde;
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Será um ano de luta contra o Tratado de Lisboa – que ao contrário do que afirmou Sócrates, é bastante prejudicial para o País – e pela exigência de um amplo debate nacional e pela realização de um referendo, onde os portugueses se possam pronunciar sobre matéria tão importante e negociada nas suas costas.
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Será um ano de luta em defesa das liberdades e da democracia, onde, entre outros, o exercício de direitos cívicos, sindicais, de propaganda, são parte integrante deste combate.
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Um ano durante o qual os comunistas serão chamados a dar o melhor de si não apenas para enfrentarem a ofensiva que aí vem, mas também para prosseguirem o seu combate por uma mudança a sério, por uma rotura com as actuais políticas de direita e por um outro rumo e uma nova política que sirva o povo e o País.
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Uma nova política assente num projecto nacional de emancipação e de progresso, capaz de respeitar direitos e garantias dos trabalhadores e de concretizar a elevação das condições de vida do povo português.
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Os trabalhadores e o povo português precisam de um PCP fortalecido, como condição fundamental para o êxito deste e doutros combates que aí vêm.
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Em 2008, ano do nosso 18.º Congresso, precisamos de transformar a crescente simpatia e respeito pelo PCP em mais força organizada. Vamos a isso!
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in Avante 2008.01.03

terça-feira, janeiro 01, 2008

Caminheiro caminhando se faz o caminho



* Victor Nogueira
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CAMINHANTE CAMINHANDO SE FAZ O CAMINHO (1)

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Em que lugar e tempo sossegarei
A que porto chegarei
Em que ombro descansarei
Este imaginar sonhando
Este buscar sem fim buscando
Este querer não querendo

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Este estar não estando
Este chegar partindo
O caminho que seguirei !?


1986.Maio.03

Setúbal

Caminhante caminhando se faz o caminho (2)

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Este imaginar sonhando
Este buscar sem fim buscando
Este querer não querendo
Este estar não estando
Este chegar partindo
O caminho que seguirei!

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Em que lugar e tempo sossegarei?
A que porto chegarei?
Em que ombro descansarei?

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CAMINHANTE CAMINHANDO SE FAZ O CAMINHO (3)

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d’Este imaginar sonhando
d’Este buscar sem fim buscando
d’Este querer não querendo
d’Este estar não estando
d’Este chegar partindo
d’O caminho que seguirei!

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Em que lugar e tempo sossegarei?
A que porto chegarei?
Em que ombro descansarei?

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1988.Julho.24

Setúbal

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CAMINHANDO INTERRoGATIVAMENTE

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Caminhando o caminho, bem ou mal,
Partindo a derrota que seguirei,
Em busca daquilo que serei
Usando faladura em areal.

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É razão instinto de animal?
Acordado pe(r)di o que sonhei?
Como águia ou pardal não voei
Atolado em verde lamaçal?

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Como posso dormir ficando desperto?
Onde vivem o amor e o ódio?
Como fazer a paz estando em fera guerra?

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Como afastar do mundo o mar, deserto,
Afastando a dormideira do ópio?
Caminho em busca do sol na terra!

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imagem das pegadas retirada daqui

durangomes.spaces.live