A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht

sábado, maio 17, 2008

Suíça - o neutro paraíso das lavagens

Suiça foi refúgio no pós-guerra de nazistas, fascistas e colaboradores, revela historiador



A Swissinfo publicou uma entrevista com historiador suíço Luc van Dongen sobre seu livro recém-lançado "Un purgatoire très discret" (Um purgatório bastante discreto) no qual relata detalhes da política suíça de asilo no pós-guerra e controversos refugiados políticos e econômicos.
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Segundo a Swissinfo, a caixa de Pandora da história suiça aberta pelo autor revela que aproximadamente 500 nazistas, fascistas e partidários do governo colaboracionista de Vichy da França se refugiaram na Suíça depois da Segunda Guerra Mundial.
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"Dentre as mais destacadas personalidades expostas no seu livro estão a filha de Benito Mussolini, Edda Ciano, o "Goebbels" italiano (fazendo referência ao ministro nazista da Propaganda) Dino Alfieri, o chefe da Gestapo, Rudolf Diels, o oficial da SS Franz Sommer, assim como diversos ministros do regime de Vichy na França, industriais, intelectuais, cientistas e outros colaboradores".

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Na Periferia do Império......................

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Israel - 60 anos de dor na Palestina

Israel comemora 60 anos. Palestinos lamentam o Nakba (tragédia)

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Os palestinos realizaram marchas e eventos no aniversário de 60 anos do Nakba, ou "Tragédia", como é conhecida o éxodo de 700 mil palestinos que em 1948, quando o Estado de Israel foi criado, abandoram ou foram expulsos de suas terras e se refugiram na Cisjordânia, Faixa de Gaza e países vizinhos. Calcula-se que hoje o número de refugiados ultrapasse 4 milhões.
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Em Ramallah foi realizado um evento em frente à antiga residência do presidente palestino Yasser Arafat, onde o ex-líder está enterrado. Na Cisjordânia foram soltos 21.900 balões negros, cada um representando um dia de ocupação da terra palestina. A idéia era que o vento os levasse até Jerusalém, informou a BBC.
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Na Faixa de Gaza, policiais abriram fogo contra manifestantes na fronteira com o Egito. Refugiados palestinos no Líbano realizaram uma marcha até a fronteira israelense para a formação de um cordão humano. O evento foi batizado de “A Marcha do Retorno”.
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O direito dos refugiados de retornarem ao país é considerado um dos maiores obstáculo para um acordo de paz entre israelenses e palestinos.

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Na Periferia do Império......................

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TV Al Jazira amplia alcance e quer espaço no mercado nos EUA





15 DE MAIO DE 2008 - 18h31


A rede de TV Al Jazira deve anunciar, nesta quinta-feira (15), a assinatura de acordos com operadoras de TV a cabo e satélite, que levarão seu sinal em inglês para 160 milhões de pessoas em todo o mundo. A TV - a mais importante emissora de notícias do mundo árabe - negocia, ainda com operadoras dos Estados Unidos para aumentar seu alcance no país.


"(A rede) não é amplamente distribuída nos Estados Unidos", disse Tony Burman, nomeado diretor do serviço em língua inglesa da Al Jazira na última quarta-feira (14). Burman acredita, porém, que há muito sendo feito para que esta realidade seja mudada. Nos Estados Unidos, a Al Jazira, em árabe, está disponível pela operadora DISH Network.

Sediada em Doha, no Qatar, a Al Jazira é uma rede mundial independente de notícias que compete com serviços como a BBC e a CNN, mas nunca teve grande audiência nos Estados Unidos.

Nos últimos anos, a rede foi alvo de críticas por parte do governo norte-americano, particularmente após os ataques de 11 de Setembro de 2001. A Al Jazira também conseguiu despertar a ira do governo americano e de alguns países do Médio Oriente por dar espaço para grupos de oposição e de direitos humanos.

Da Redação, com informações da Reuters

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Portugal: parlamento aprova acordo ortográfico


16 DE MAIO DE 2008 - 16h07


Passados 16 anos desde a assinatura, Portugal aprovou nesta sexta-feira o acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países lusófonos. Apesar de polêmico, o texto foi aprovado por deputados de todos os quadrantes políticos — desde o CDS à direita, até o Bloco de Esquerda — com três votos contra e muitos deputados abandonando o plenário durante a votação.


As mudanças na forma de escrever o idioma em Portugal vão valer dentro de seis anos, enquanto no Brasil os livros escolares deverão ser mudados até 2010.


Questionado sobre o acordo, o escritor José Saramago, prêmio Nobel de literatura, optou por não entrar em polêmica: "Vou continuar escrevendo do mesmo jeito. Isso agora vai ser com os revisores".


Houve grande polêmica em Portugal. A iniciativa contrária à reforma com maior impacto no país foi uma petição na internet, que tentava convencer parlamentares a votar contra o acordo.


O documento, que criticava a proposta por entender que este significava que Portugal cedia aos interesses brasileiros, teve mais de 35 mil assinaturas desde o início do mês, grande parte delas de intelectuais. "A língua portuguesa é o maior patrimônio que Portugal tem no mundo", afirmou o deputado Mota Soares, do partido CDS.


Ironicamente, dois deputados que encabeçaram a petição — Zita Seabra e Vasco Graça Moura — não estavam no plenário na hora da votação. Zita Seabra disse que, como é proprietária de uma editora, havia conflito de interesses para votar o texto.

Os estudos lingüísticos que basearam o acordo indicam que os portugueses terão mais modificações do que os brasileiros. O dicionário português terá de trocar 1,42% das palavras, enquanto no Brasil apenas 0,43% sofrerão mudanças.


Para os portugueses, caem as letras não pronunciadas, como o "c" em acto, direcção e selecção, e o "p" em excepto. A nova norma acaba com o acento no "a" que diferencia o pretérito perfeito do presente (em Portugal, escreve-se passámos, no passado, e passamos, no presente).


Algumas diferenças vão continuar. Em Portugal, polémica e génesis manterão o acento agudo — o Brasil continuará escrevendo com o circunflexo.


Os portugueses manterão o "c" em facto — fato em Portugal é roupa — e vão tirar o "p" que no país não é pronunciado na palavra recepção.


Aprovar as mudanças foi um longo processo. O conteúdo do acordo já tinha sido aprovado há 16 anos, mas não podia entrar em vigor sem que os Parlamentos ratificassem o protocolo modificativo.


O protocolo previa que o acordo entrasse em vigor quando três países aprovassem o acordo e não todos os que falam o português, como estava no texto original. No ano passado, São Tomé e Príncipe foi o terceiro a aprovar o acordo, dando validade ao documento.


Para o governo português, a aprovação do acordo é o primeiro passo para existência de uma política internacional da língua portuguesa, que será anunciada quando Portugal assumir a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em julho deste ano.


"É necessário agora desenvolver uma política de internacionalização, consolidação e aprofundamento da língua portuguesa, e o acordo ortográfico é um instrumento para isso", afirmou o ministro da Cultura, Antônio Pinto Ribeiro.


UOL
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'Oitavo mandamento, mentirás'


6 DE MAIO DE 2008 - 13h28

Eduardo Galeano:


Até há pouco as grandes mídias brindavam-nos, a cada dia, números alegres acerca da luta internacional contra a pobreza. A pobreza estava a bater em retirada, ainda que os pobres, mal informados, não soubessem da boa notícia. Os burocratas mais bem pagos do planeta estão a confessar, agora, que os mal informados eram eles. O Banco Mundial divulgou a atualização do seu International Comparison Program. Neste trabalho participaram, juntamente com o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, as Nações Unidas, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico e outras instituições filantrópicas.

Por Eduardo Galeano



Ali os peritos corrigem alguns errinhos dos relatórios anteriores. Entre outras coisas, ficamos a saber agora que os pobres mais pobres do mundo, os chamados "indigentes", somam 500 milhões mais do que os que apareciam nas estatísticas. Além disso, ficamos a saber que os países pobres são bastante mais pobres do que aquilo que diziam os numerozinhos e que a sua desgraça piorou enquanto o Banco Mundial lhes vendia a pílula da felicidade do mercado livre. E como se isso fosse pouco, verifica-se que a desigualdade universal entre pobres e ricos havia sido mal medida e à escala planetária o abismo é ainda mais fundo que o do Brasil.


Outra mentira


Ao mesmo tempo, um ex vice-presidente do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, num trabalho conjunto com Linda Bilmes, investigou os custos da guerra do Iraque. O presidente George W. Bush havia anunciado que a guerra poderia custar, quando muito, 50 bilhões de dólares, o que a primeira vista não parecia demasiado caro tratando-se da conquista de um país tão rico em petróleo. Eram números redondos, ou melhor, quadrados.


A carnificina do Iraque dura há mais de cinco anos e, neste período, os Estados Unidos gastaram um milhão de milhões de dólares matando civis inocentes. A partir das nuvens, as bombas matam sem saber quem. Sob a mortalha de fumo, os mortos morrem sem saber porque. Aquele número de Bush chega para financiar apenas um trimestre de crimes e discursos. O número mentia, ao serviço desta guerra, nascida de uma mentira, que continua a mentir.


E mais outra mentira


Quando todo o mundo já sabia que no Iraque não havia mais armas de destruição maciça do que as que utilizavam os seus invasores, a guerra continuou, ainda que houvesses esquecido os seus pretextos. Então, em 14 de dezembro do ano 2005, os jornalistas perguntaram quantos iraquianos haviam morrido nos dois primeiros anos de guerra. E o presidente Bush falou do assunto pela primeira vez. Respondeu:


"Uns 30 mil, mais ou menos".


E a seguir fez uma piada, confirmando o seu sempre oportuno sentido do humor, e os jornalistas riram-se.


No ano seguinte, reiterou o número. Não esclareceu que os 30 mil referiam-se aos civis iraquianos cuja morte havia aparecido nos diários. O número real era muito maior, como ele bem sabia, porque a maioria das mortes não se publica, e bem sabia também que entre as vítimas havia muitos velhos e crianças.


Essa foi a única informação proporcionada pelo governo dos Estados Unidos sobre a prática do tiro ao alvo contra os civis iraquianos. O país invasor só faz contas, detalhadas, dos seus soldados caídos. Os demais são inimigos, ou danos colaterais que não merecem ser contados. E, em todo caso, contá-los poderia ser perigoso: essa montanha de cadáveres poderia causar má impressão.


E uma verdade


Bush vivia seus primeiros tempos na presidência quando, em 27 de julho do ano 2001, perguntou aos seus compatriotas:


"Podem vocês imaginar um país que não fosse capaz de cultivar alimentos suficientes para alimentar a sua população? Seria uma nação exposta a pressões internacionais. Seria uma nação vulnerável. E por isso, quando falamos da agricultura americana, na realidade falamos de uma questão de segurança nacional".


Dessa vez, o presidente não mentiu. Ele estava a defender os fabulosos subsídios que protegem o campo do seu país. "Agricultura americana" significava e significa "Agricultura dos Estados Unidos".


Contudo, é o México, outro país americano, o que melhor ilustra os seus acertados conceitos. Desde que firmou o tratado de livre comércio com os Estados Unidos, o México já não cultiva alimentos suficientes para as necessidades da sua população, é uma nação exposta a pressões internacionais e é uma nação vulnerável, cuja segurança nacional corre grave perigo:

  • atualmente o México compra aos Estados Unidos 10 mil milhões de dólares de alimentos que poderia produzir;
  • os subsídios proteccionistas tornam impossível a competição;
  • por esse andar, daqui a pouco a tortillas mexicanas continuarão a ser mexicanas pelas bocas que as comem, mas não pelo milho que as faz, importado, subsidiado e transgénico;
  • o tratado havia prometido prosperidade comercial, mas a carne humana, camponeses arruinados que emigram, é o principal produto mexicano de exportação.


Há países que sabem defender-se. São poucos. Por isso são ricos. Há outros países treinados para trabalhar para a sua própria perdição. São quase todos os demais.


O original encontra-se em

http://www.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-101340-2008-03-27.html

Para Lula, petrolíferas estão por trás dos ataques ao etanol

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16 DE MAIO DE 2008 - 10h37

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Ao chegar a Lima para participar da 5ª Cúpula de presidentes da América Latina, Caribe e União Européia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que há uma disputa comercial por trás da recusa aos biocombustíveis em alguns países. "Obviamente que as petrolíferas estão por trás disso e que os países não querem mudar suas matrizes."

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"Se não tivéssemos encontrado a camada pré-sal eles iriam dizer que o Brasil estava fazendo isso [produzindo biocombustível] porque não tinha petróleo. Agora, temos muito petróleo e queremos produzir muito biodiesel e levar tecnologia para outros países" , defendeu.

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Para o presidente, é preciso estar preparado porque o debate sobre os biocombustíveis está apenas começando.

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"Como o tema é novo, compreendo que as pessoas recusem. Você sabe que é muito difícil as pessoas aceitarem mudanças", completou.

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Lula também falou que o Brasil participa da cúpula com o objetivo de aprofundar a discussão sobre os temas considerados importantes na reunião. "Temos a questão energética, climática e de alimentos que são três problemas que não podem estar separados. É um tema que todos os países do mundo tem interesse em discutir e o Brasil tem clareza na suas posições", defendeu.

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A 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia teve início ontem e segue até o dia 16 de maio. A reunião tem dois eixos centrais de discussão: Pobreza, Desigualdade e Inclusão e Desenvolvimento Sustentável: Mudanças Climáticas, Meio Ambiente e Energia.

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Fonte: Agência Brasil

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Le Monde: A cruzada do Brasil em defesa dos biocombustíveis

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13 DE MAIO DE 2008 - 11h38

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O Brasil empreendeu uma cruzada. Na linha de frente, galvanizando suas tropas, está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao seu lado, flutuando no vento, está a bandeira orgulhosamente levantada de uma nova grande causa nacional: a do etanol. Todos os dias, ou quase, Lula sobe até o front para travar combate. Ele defende com ardor o seu biocombustível predileto, cuja produção, que aumentou de maneira espetacular, representa há trinta anos um eixo fundamental da política energética do Brasil.


Por Jean-Pierre Langellier, do Le Monde



Esta cruzada, em primeiro lugar, constitui um contra-ataque. A crise mundial dos alimentos está conduzindo o Brasil, que é o segundo maior produtor mundial de etanol (à base de cana-de-açúcar), a ocupar o banco dos réus, ao lado dos Estados Unidos, o maior produtor de agrocombustíveis (à base de milho). A fabricação de etanol, afirmam os seus detratores, acarreta numa redução das superfícies alocadas para as culturas de gêneros alimentícios e, com isso, contribui, ao menos parcialmente, para o aumento dos preços dos produtos agrícolas.

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Dominique Strauss-Kahn, diretor geral do FMI, estima que os biocombustíveis representem um "verdadeiro problema moral". O ex-relator especial da ONU para o direito à alimentação, o suíço Jean Ziegler, que no caso parece um tanto exagerado nas suas declarações, os considera como responsáveis por um possível "crime contra a humanidade". Por sua vez, o presidente francês Nicolas Sarkozy fustiga o "dumping fiscal sem precedente" que vem sendo praticado por Brasil e Estados Unidos para estimular a expansão "de certos biocombustíveis".

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Esta avalanche de críticas pegou o Brasil de surpresa. Até ainda recentemente, o mundo, e, em primeiro lugar, a Europa, rasgava elogios para o país, por ele ter atuado como pioneiro ao optar por desenvolver maciçamente uma fonte de energia "limpa" que gera quantidades cinco vezes menores de gases de efeito-estufa do que o petróleo. Hoje, muitos colocam em dúvida a conveniência ecológica e ética desta escolha. Pior ainda, estariam prestes a condenar o Brasil por ser um "esfomeador" de populações.

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Decidido a encarar de frente aquilo que ele considera como uma campanha de desinformação, o Brasil se posiciona como uma vítima colateral das queixas, segundo ele legítimas, que têm sido dirigidas aos Estados Unidos. Ele opera uma distinção, chegando até mesmo a colocá-los em oposição, entre o "bom" etanol – o dele – e o "mau" – o americano. O primeiro é o único a ser mais barato de fabricar do que a gasolina. Um hectare de cana produz mais que o dobro de etanol de um hectare de milho. A cultura e a transformação do milho consomem sete vezes mais energia do que as da cana.

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Sobretudo, a cana-de-açúcar, diferentemente do milho, não é uma fonte de alimentação nobre. A sua transformação não desfalca a humanidade de um alimento potencial. O Brasil orgulha-se de ter feito progredir, paralelamente, as suas culturas de cereais e de cana, esta última ocupando hoje 12% das superfícies cultivadas. "Nós abastecemos sem problema tanto os estômagos quanto os reservatórios dos carros", resume Lula. A cultura da cana, em sua maior parte, ocupou espaços que até então eram de pastagens abandonadas. Conclusão do presidente brasileiro: acusar o etanol de ameaçar a segurança alimentícia é "uma mentira deslavada".

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Frente ao "bombardeio" que alveja o seu país, Lula contra-ataca questionando os argumentos que têm sido admitidos por uma grande maioria. Se os preços estão explodindo, é porque, muito além dos revertérios climáticos, e não raro por causa deles, o consumo está aumentando além do que se poderia esperar, e porque a demanda vem alcançando e até mesmo ultrapassando a oferta: "Há muito mais gente em todo o mundo que se alimenta três vezes ao dia. Os chineses comem mais, os indianos comem mais, os brasileiros comem mais, e as pessoas vivem por mais tempo".

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Os alimentos também estão mais caros porque o aumento dos preços do petróleo encarecem o transporte dos gêneros alimentícios e o custo dos adubos. Eles também estão mais caros por causa da crise imobiliária e financeira, que incita os especuladores a aplicarem seus fundos num mercado agrícola promissor.

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Mas o contra-ataque do Brasil não se limita a estes argumentos. Ele também condena o protecionismo dos países ricos, e as suas duas ferramentas privilegiadas: as subvenções agrícolas, que protegem os fazendeiros e satisfazem os consumidores locais, mas desestimulam os produtores dos países pobres; e os direitos alfandegários, que pesam sobre os produtos vindos do Sul. Estes mecanismos dizem respeito ao etanol em primeiro lugar, uma vez que a Europa lhe impõe uma taxa de 60%.

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O Brasil, que, apresar de tudo, já vende para os europeus 30% do etanol que eles consomem, denuncia "esta taxa absurda" e, desde outubro de 2007, vem negociando com a União Européia no sentido de reduzi-la. Até o momento, sem qualquer resultado. Sem se fazer de rogado para condenar o "lobby petroleiro", ele critica também os Estados Unidos por estes não comprarem o seu etanol.

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O protecionismo dos países ricos

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O interesse do Brasil pela Europa aumentou drasticamente desde que esta tomou a decisão de que os biocombustíveis, e principalmente o etanol e o biodiesel, deveriam, até 2020, entrar na composição, numa proporção de 10% – contra 2% atualmente – do líquido consumido pelos seus veículos. Isso representará um mercado anual de cerca de 20 bilhões de litros, do qual o Brasil, o maior exportador mundial, espera abocanhar uma boa fatia.

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Assim, tanto neste campo como em outros, o Brasil pensa ter um compromisso com a História. "Todo mundo sabe", observa Lula, "que o nosso país será um concorrente imbatível, porque nós temos a terra, a água, os conhecimentos, a tecnologia e trinta anos de experiência".

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Esta confiança no futuro autoriza o presidente a adotar um tom mais glorioso: "O Brasil não é mais um figurante. Ele é um artista de primeiro plano". Ou ainda, incentiva Lula a lançar mão de ironia para fustigar aqueles que criticam o etanol: "Daqui a pouco, eles vão dizer que a carne da nossa pecuária não é boa e que o café do Brasil é de má qualidade".

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Contudo, o etanol não apresenta apenas virtudes. A cana-de-açúcar precisa de bastante água para crescer. A sua cultura, rentável, conduz os camponeses a abandonarem outros tipos de cultura. Da mesma forma que toda monocultura, ela desgasta os solos. Ela intensifica a especulação e a concentração das terras nas mãos de poucos proprietários.

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Os brasileiros rebatem que a cana, uma cultura semi-permanente, coabita em parte com produtos alimentícios tais como a soja, o amendoim e o feijão. Eles lembram que o etanol enriqueceu as campanhas, criou um milhão de empregos e deteve o êxodo rural.


As companhias petroleiras européias e americanas, por sua vez, estão apostando no etanol brasileiro. A BP (British Petroleum, britânica) acaba de anunciar a sua decisão de efetuar importantes investimentos no setor. No sentido inverso, a maior companhia açucareira brasileira, a Cosan, comprou a filial local da distribuidora de combustíveis Esso. Com isso, ela passa a controlar toda a cadeia de produção do etanol, da plantação até os automóveis.

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Cerca de 90% dos carros novos comercializados no Brasil funcionam com etanol ou com gasolina, e até mesmo com os dois alternadamente, mas, pela primeira vez, em abril, o primeiro foi mais consumido do que a segunda. O Brasil está esperando que outros grandes países emergentes, tais como a China ou a Índia, imitem as suas opções energéticas.

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No dia em que isso acontecer -um dia, sem dúvida, ainda longínquo- o etanol será uma "commodity" cotada em Bolsa num mercado global, do qual o Brasil está decidido a se tornar o líder inconteste.

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Duas causas da carestia dos alimentos


4 DE MAIO DE 2008 - 11h44

José Graziano:


Dois elementos caracterizam a atual flutuação de preços: o peso do componente financeiro e a expansão de consumo em países pobres. A primeira característica é transitória, enquanto a segunda pode resultar em uma mudança estrutural no fluxo e na intensidade do comércio dos alimentos e das matérias-primas. A agroenergia, ao contrário, emerge da atual crise financeira como um porto seguro de consistência real e continuidade estratégica. Ela veio para ficar.
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Por José Graziano da Silva*
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A deterioração dos termos de intercâmbio é um dos dentes da engrenagem histórica do subdesenvolvimento, fenômeno que não caracteriza uma fase do desenvolvimento, mas uma forma especifica e distorcida de inserção das economias periféricas no sistema capitalista mundial. Relações coloniais fortemente estruturadas em torno da exportação de produtos primários modelaram originalmente essa característica da maioria das economias surgidas na periferia do sistema internacional.
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No século 21, algumas delas exibem uma margem de maior controle graças à expansão da base industrial em evolução. Algumas exceções apenas reafirmam a regra latino-americana e caribenha pela qual predominam padrões internos de difusão da riqueza majoritariamente circunscritos a núcleos exportadores minerais ou agrícolas. Trata-se de um corolário de concentração de renda em sistemas produtivos que se mantêm vinculados ao humor variável do comércio mundial de matérias-primas.
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A trajetória da América Latina e do Caribe está marcada por ciclos tão intensos quanto efêmeros, com aqueles da prata, do ouro, do açúcar e do café, para citar alguns exemplos do passado, ao lado dos atuais da soja, do minério de ferro e do cobre. A natureza cíclica é o fio condutor que os persegue, deixando em evidência a persistência de padrões de intercâmbio que transferem ao exterior as capacidades de tomar decisões relativas ao desenvolvimento.
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A repetição das perdas resultantes desse padrão comercial foi analisada originalmente na década de 50, no inicio da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), pelo argentino Raúl Prebish, e posteriormente estudadas pelo brasileiro Celso Furtado, que explicou detalhadamente as limitações estruturais reproduzidas por esse modelo que perpetua condições de subordinação econômica e política ao longo da historia latino-americana e caribenha. Nos últimos cinco anos, a explosão dos preços das matérias-primas abriu uma tendência à alta em um dos dentes dessa engrenagem, mas, ainda insuficiente para alterar a lógica do conjunto dado a conhecer por Celso Furtado.
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Desde 2003, segundo o índice do Commodity Research Bureau (CRB), a média dos preços de 24 produtos primários agrícolas registrou alta de 50% de suas cotações mundiais. Mas, ao ampliar o campo de observação a um intervalo maior, entre 1974 e 2004, a revista The Economist constatou um retrocesso acumulado de 75% para esses produtos. Ou seja, apenas uma parte das perdas foi recuperada. É importante avaliar ano a ano os fatores que impulsionaram a alta recente dos preços, de modo que se possa separar aqueles de natureza estrutural e outros de cunho especulativo. Nesse exercício podemos identificar três momentos distintos.
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Entre 20002 e 2004 houve aumento no consumo de alimentos com maior valor protéico – principalmente carne e lácteos – por parte de populações pobres em países em desenvolvimento, entre eles, Brasil, China e Índia. Praticamente no mesmo momento, os Estados Unidos aumentaram, de forma explosiva, sua previsão de consumo de etanol, influenciando, assim, a demanda pelo milho. Se esse período foi marcado pelo crescimento da demanda, o seguinte refletiu cerca escassez na oferta.
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Entre 2004 e 2006 ocorreram significativas perdas na produção mundial de cereais devido a fenômenos climáticos, como secas na China e na Austrália e furacões na América Central e no Caribe. Isso comprimiu as reservas mundiais de cereais em um momento de crescimento do consumo. A partir de 2007 é basicamente o componente especulativo que influi na alta continuada dos preços: enfrentados com as incertezas econômicas, muitos investimentos buscaram refúgio rentável nos fundos de commodities – agrícolas e não-agrícolas.
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Portanto, dois elementos caracterizam o atual ciclo de flutuação de preços: o peso do componente financeiro e a natureza inédita de uma demanda que resulta da expansão de consumo em países pobres. A primeira característica é transitória, enquanto a segunda pode resultar em uma mudança estrutural no fluxo e na intensidade do comércio dos alimentos e das matérias-primas.
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São dinâmicas em curso, mas algumas lições já podem ser extraídas desses movimentos. A primeira reafirma os riscos implícitos na dependência das exportações de bens primários, com já advertiam Prebisch e Celso Furtado há décadas. A segunda destaca a necessidade de contrapesos de política econômica para ampliar o leque de produtores beneficiados por ciclos de aumento da demanda por alimentos. O fortalecimento dos pequenos agricultores e de assentamentos organizados em cooperativas, por exemplo, ampliaria o circuito da riqueza proporcionando maior possibilidade de crescimento sustentável.
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Nesse sentido, é oportuno recordar que a metade dos mais de 70 milhões de indigentes da América Latina e do Caribe, vivem em áreas rurais. Para eles, a alta dos preços é uma oportunidade de superar a pobreza, sempre que, além das tradicionais políticas de crédito e assistência técnica, tenham garantiras de mercado para seus produtos. Isso pode ser feito, por exemplo, através da compra pelo governo de sua produção para formar reservas e para merenda escolar.
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O balanço preliminar da atual crise recomenda uma autocrítica das teses neomalthusianas que atribuíram à agroenergia a principal responsabilidade pelos saltos nas cotações das commodities, dessa forma minimizando o componente fortemente especulativo – reconhecido agora pelo próprio governo norte-americano ao propor uma ação conjunta da Commodity Futures Trading Commission (que fiscaliza os mercados futuros desses produtos) com a Security Exchange Commission (que regulamenta os ativos financeiros).
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A agroenergia, ao contrário, emerge da atual crise financeira como um porto seguro de consistência real e continuidade estratégica. Por mais que a demanda mundial por commodities diminua no curto prazo, o desafio de reconstruir a matriz energética do século 21 está apenas começando. A agroenergia pode ajudar a sustentar a expansão dos países pobres inaugurando uma nova dinâmica de independência comercial – com a industrialização das plantações para a produção de combustíveis e assim criar pontes entre a agricultura familiar e um setor de ponta da economia mundial que veio para ficar.
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* Representante regional da FAO para a América Latina e o Caribe
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terça-feira, maio 13, 2008

O «Binho» a Martelo e a «doirada» dóbida metódica !




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Berardo sobe na lista dos mais ricos



* Ana Paula Lima
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Joe Berardo, o homem que tem estado na ordem do dia pela sua participação nos principais negócios a que o país tem assistido nos últimos dois anos, está em grande na lista dos 100 mais ricos de Portugal, ao subir da nona para a quinta posição, com uma fortuna avaliada em 890,1 milhões de euros, mais 339,5 milhões de euros que os 550,6 milhões do ano anterior.

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O património de Berardo e dos restantes 99 afortunados soma 34 mil milhões de euros, o equivalente a 22,1% do Produto Interno Bruto (PIB), registando um aumento de 35,8% face à última listagem divulgada pela revista "Exame".

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Sem alterações nos quatro primeiros lugares, o ranking é liderado por Belmiro de Azevedo, que duplicou o valor da sua fortuna, de 1779,5 milhões de euros, para 2989,3 milhões de euros. Este ano, o número de mulheres a título individual com grandes fortunas aumentou de 13 para 18.
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No ranking que a "Exame" publica hoje, destaca-se o facto de mais de metade da riqueza nacional ter origem "acima do Tejo". A revista sustenta, ainda, que o crescimento deste ano se explica pelo desempenho do índice bolsista PSI 20, que em 2006 progrediu 29,9%, e nos primeiros seis meses de 2007 subiu 18,8%.

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A lista dos mais ricos conta com 11 novas entradas, lideradas pelos irmãos Carlos e Jorge Martins, da metalomecânica Martifer. Os dois, em conjunto, têm um património de 350 milhões de euros (175 milhões de euros cada) e ocupam o 64.º e 65.º lugares. O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, é outra das estreias do ranking. Vieira está no 75.º lugar com 149,3 milhões de euros.

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O ex-director de campanha da candidatura de Cavaco Silva à presidência da República, actual mandatário nacional de Marques Mendes na corrida à liderança do PSD, e CEO da Logoplaste, Alexandre Relvas, entrou para 85.ª posição, com uma riqueza estimada de 126,7 milhões de euros. Enquanto a família Botton, que controla 70% do capital da Logoplaste, se estreia no 24.º lugar com um património de 295,7 milhões de euros.

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Os fundadores da marca de vestuário Salsa, a família Vila Nova, estão pela primeira vez no grupo dos 100 mais ricos, com uma entrada directa para a 52.ª posição e uma fortuna de 208,7 milhões de euros. O grupo dos 11 "novos ricos" é responsável por um património de 1,9 mil milhões de euros
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in Jornal de Notícias
. Destaques do JN da responsabilidade de VN
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Crescimento do consumo eléctrico no mínimo desde 2002
Banca on-line cresce
BCP desvaloriza 5% em seis sessões
Clima ditará redução da vindima no Douro
BCP voltou a pressionar fecho de Lisboa em baixa

sábado, maio 10, 2008

Apito Doirado ou «Binho» a Martelo ?




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Futebol Clube de Luanda

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CM
09 Maio 2008 - 11h00

'Apito Final'

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Pinto da Costa continua na SAD

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A suspensão de Pinto da Costa no âmbito do Apito Final (que deverá ser de dois anos e anunciada na próxima terça-feira pela Comissão Disciplinar da Liga de Clubes) não terá efeitos práticos na vida do clube portista. Pinto da Costa vai recorrer da sanção para o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol, mas mantém-se à frente dos destinos do clube. Apenas não poderá representar o FC Porto em termos desportivos, participar em conferências de imprensa ou assistir aos jogos sentado no banco de suplentes. No restante, Pinto da Costa poderá continuar a ser o líder.



Segundo o artigo 33.º do regulamento das competiçõesda Liga, a suspensão sobre dirigentes desportivos 'inabilita-os para o exercício, em especial, das funções de representação no âmbito das competições desportivas e das relações oficiais com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e a Federação Portuguesa de Futebol'.

Já o FC Porto sagra-se campeão nacional, mesmo perdendo os seis pontos em questão. A um jogo do final do campeonato, os azuis-e-brancos estão confortavelmente na liderança, com vinte pontos de avanço sobre o Sporting, segundo classificado do primeiro escalão.

Sendo certo que todas as decisões do Conselho Disciplinar (CD) da Liga são passíveis de recurso para o CJ da FPF; a terem lugar esses apelos não terão qualquer efeito suspensivo sobre as penas. O mesmo será dizer que, por exemplo, no caso de Pinto da Costa, a suspensão de dois anos entra em vigor mal o visado receba a notificação da decisão do CD, independentemente do recurso.

No mesmo sentido, oFCPorto vê os seis pontos serem-lhe retirados já nesta época, ainda que um recurso para o CJ faça estender o processo para além da homologação dos campeonatos.

NAS MÃOS DE AUTARCA DE GONDOMAR

Gonçalo Pereira é o presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, a última instância de recurso do FC Porto e do Boavista. Vereador sem pelouro na Câmara de Gondomar, o autarca ascendeu ao cargo após demissão do juiz HerculanoLima. Em causa esteve a sanção aplicada a Valentim Loureiro por ofensas a Pedro Mourão e Francisco Cebola, ex-elementos da Comissão Disciplinar (CD) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), que foi reduzida de seis meses para cem dias. Na sua declaração de voto, o juiz alegava que a decisão era ilegal.

ÉPOCA DE SONHO DÁ DORES DE CABEÇA

Os processos disciplinares que irão originar a suspensão de Pinto da Costa são referentes aos jogos FC Porto-Estrela da Amadora (2-0) e Beira-Mar-FC Porto (0-0), de 2003/04, época em que os dragões se sagraram campeões europeus, sob o comando de José Mourinho.

'EFEITOS SÃO MUITO RELATIVOS' (Pedro Mourão, ex-líder daCD da Liga)

Correio da Manhã – Está surpreso com as decisões da Comissão Disciplinar (CD)?

João Proença – Pelo que conheço, os elementos que compõem a CD da Liga dão todas as garantias de isenção, competência e independência. Não tenho qualquer dúvida disso, mas para ter uma opinião sobre os processos teria de os conhecer.

– Este veredicto é um passo rumo à transparência?

– Parece-me é que é mais um passo no sentido de podermos vir a ter um Tribunal do Desporto, que me parece cada vez mais indispensável.

– Que relevância prática tem a suspensão dos dirigentes ?

– Os efeitos são muito relativos. Osresponsáveisencontram sempre maneira de se fazer representar oficialmente. A grande consequência da suspensão é a repercussão negativa social e desportiva que recai sobre os dirigentes visados.

POSSÍVEL XEQUE-MATE NO BESSA

Não são dias fáceis os que se vivem actualmente no Boavista. Dois dias depois da renúncia ao mandato da Administração da SAD axadrezada, chega a notícia de que o clube do Bessa será condenado à descida de divisão pela Comissão Disciplinar (CD) da Liga de Clubes. Um golpe que poderá ser demasiado duro para uma instituição já débil.

Com um passivo a rondar os cem milhões de euros e com jogadores com salários em atraso, o Boavista enfrenta ainda um pedido de insolvência da SAD por parte do Beira-Mar, devido à transferência do avançado Fary.

A esta, junta-se outra acção idêntica que deverá partir do Paços de Ferreira. Em causa, uma dívida de cerca de 35 mil euros, respeitante à saída do central Cádu da capital do móvel para o Bessa, em 2004.

Quanto aos dirigentes acusados, João Loureiro, tendo em conta o castigo doBoavista, provavelmente não passará incólume do processo disciplinar, sendo que os efeitos práticos de uma suspensão (que, no caso de João Loureiro pode variar entre os 2 e os 10 anos) serão praticamente nulos, dado que o antigo presidente dos boavisteiros não tem, actualmente, qualquer cargo desportivo. Já o major Valentim Loureiro é presidente da Assembleia Geral da Liga, pelo que apenas o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol tem poderes para o julgar.

VAGA ABERTA PARA LEIXÕES OU PAÇOS

Como consequência directa da descida do Boavista, actualmente liderado por Joaquim Teixeira, abre-se nova vaga na Liga principal. Esta, segundo os regulamentos, deverá ser ocupada pelo melhor classificado entre os despromovidos da Liga, lugar a que tentam fugir, neste momento, Leixões e Paços de Ferreira. Já a União de Leiria, última classificada, não escapa à Honra.

UM LAÇO DE PAIXÃO INCONDICIONAL

Manuel do Laço, conhecido adepto doBoavista, está, desde anteontem, em manifestação pacífica na sede da Liga de Clubes.

NOTAS

DEFESA DE JORGE SARAMAGO

'125 euros não é suficiente para alterar a verdade do jogo', disse o dirigente do Pedras Rubras, sobre ofertas.

LOUVOR DADO A EUSTÁQUIO

A direcção dos Dragões Sandinenses deu um voto de louvor ao árbitro António Eustáquio, na época 1999/2000.

RELÓGIOS ENTREGUES

Os relógios que tinham sido apreendidos a Pedro Sanhudo, pela Judiciária, foram ontem devolvidos.

PINTO DA COSTA VS CAROLINA

Na próxima quarta-feira, 14 de Maio,Pinto da Costa e Carolina estarão frente-a-frente no Tribunal de Gondomar.

Sérgio Pereira Cardoso / Tânia Laranjo
» COMENTÁRIOS
09 Maio 2008 - 23h33 | Antonio
Mais uma palhaçada da justiça portuguesa, que nos últimos anos só tem mandado areia para os olhos dos cidadãos.Que conveniente foi esta resolução ter sido tomada este ano, neste campeonato? E a justiça que se costuma atrasar tanto. Só não se percebe a diferença abismal de castigos aplicados ao FCP e ao Boavista. Dá que pensar.
09 Maio 2008 - 18h52 | vicguerr
Só acredito na justiça quando o último campeonato ganho pelo glorioso for investigado.
09 Maio 2008 - 17h28 | Jose Sousa
Realmente é de brandar aos ceus,pena suspensa que nao faz efeito nenhum em nada,faz tempo que ele nao se senta no banco de suplentes e nem foi castigado,e o que sao os valores monetarios como castigo?Nada,e os seis pontos de certo que foi o FCP a pedir pra ser descontado este ano,claro.Porque nao pro ano a começar menos 6 pontos como em Italia?Onde esta a verdade desportiva?????????????????
09 Maio 2008 - 16h32 | jose ricardo
O KE FAS UM DIRIGENTE DESPORTIVO KE DEIXA UM CLUBE CENTENARIO CHEGAR A ESTA DESGRAÇA DESPORTIVA passivo de cem milhoes de euros se alguem recorrer para o cncelho de justiça acho ke a pena deveria ser agravada para bem do desporto em portugal...
09 Maio 2008 - 16h28 | jose ricardo
SE HA TRIBUNAIS COMUNS PORKE NAO UM TRIBUNAL DESPORTIVO PARA SE IMPOR SEMPRE A VERDADE E FUGIR A KUALKER SUBORNO..
09 Maio 2008 - 16h25 | Jorge Rodrigues
A pena podia ser de 2 a 8 anos.Certo? Pois bem...ficou pelo mínimo.Claro está!Se fosse de 2 dias a 10 anos certamente se aplicariam os dois "diazitos" na mesma.E retirar 6 pontos esta época não é castigo! Castigo seria começar a próxima temporada com menos 6 pontos! (Já para não falar no valor da coima...10000 euritos...parecem-me trocos para a individualidade em causa) Localidade - Mastrontas
09 Maio 2008 - 14h01 | jose carlos
Quem sair por último, apague a luz.
09 Maio 2008 - 12h57 | luis fernandes
Porque não deportalo para um país mais desenvolvido,do que este império de mouros pois assim ficava longe desta peçonha e não se contaminava dom esta «gente»super séria Sr. Pinto Da Costa Mande estes míseráveis á mer......
09 Maio 2008 - 12h20 | Amoukata
Infelizmente o sistema judicial Portugues e a justica em Portugal continua a nao funcionar..., pessoas como esse sr.deviam ser definitivamente irradicadas do mundo futebolistico nacional e da cena publica..., a bem do Futebol Portugues.
09 Maio 2008 - 11h51 | Tijuca
Ninguém leva a sério a justiça desportiva porque depende da cor clubista de quem julga. Ora, Ricardo Costa, presidente da CD da Liga, é benfiquista, logo a decisão da CD vale eticamente zero. Se o presidente fosse um portista ou sportinguista também valia eticamente zero. E na justiça civil é o mesmo, depende da cor clubista do juiz ou juizes.
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» COMENTÁRIOS no CM on line
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09 Maio 2008 - 11h50 | j.lisboa
Há mais de 20 anos que se fala de SUSPEIÇÕES sobre este individuo, há uma serie de acontecimentos desportivos suspeitos ano após ano, agora já há ESCUTAS que são indesmentiveis, provou-se que ele recebeu arbitros em casa... A questão aqui é: QUAL É A PUNIÇÃO PARA TODOS ESTES ACTOS ILICITOS? NÃO HÁ PUNIÇÃO? A IMAGEM QUE PASSA PARA FORA É QUE VALE A PENA CORROMPER, OU PELO MENOS, TENTAR CORROMPER..
09 Maio 2008 - 11h46 | Bruno Cardoso
Quebre a lei a vontade, porque se é apanhado NÂO LHE ACONTEÇE NADA.
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Sequelas da «civilizada» Guerra Colonial? Onde estão «heróicos» mandantes? Quem são os verdadeiros criminosos? Foram julgados?

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CM
09 Maio 2008 - 00h30

Armando no tribunal

Juíza refém de cadastrado

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Um homem de 37 anos, já com longo cadastro por posse de armas e outros crimes, lançou ontem à tarde o pânico no Tribunal de Gaia. Ameaçou a juíza Madalena Caldeira com uma pistola – que mais tarde a polícia viu que era de alarme – fê-la refém durante alguns minutos. A juíza conseguiu fugir e ele barricou-se no interior do edifício.



Na origem do incidente esteve a decisão da magistrada que o proibiu de ver o filho, no âmbito de um processo de regulação de poder paternal. Foi um acto premeditado, porque o homem deixou duas cartas a explicar-se à família.

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EX-MULHER DE CARLOS VIVE COM O FILHO NUM REFÚGIO

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As mais de duas horas em que Carlos esteve barricado são apenas um entre os inúmeros episódios de violência. Em 2000, entrou na esquadra da PSP de Gaia e, empunhado uma pistola, exigiu falar com o comandante. Tomou reféns e ameaçou matar-se numa demanda de cinco horas em que a esquadra esteve cercada por dezenas de agentes.

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Não chegou a falar com o oficial, como pretendia, mas por várias vezes perseguiu e ameaçou responsáveis da PSP. A obsessão ia ao ponto de forrar as paredes do quarto com fotos dos polícias que alegadamente o perseguiam.

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Apesar das várias detenções por posse de arma, roubos e violência doméstica, saiu sempre em liberdade. Aos 18 anos, cumpriu a única pena no cadastro: 8 meses por posse de arma.

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'O Carlos conta e faz muitos filmes. Até nós temos medo dele', disse ao CM a irmã Cristina explicando que Carlos, de 37 anos, tem problemas psicológicos que teima em não resolver. 'São traumas que trouxe dos comandos. É fanático por armas e explosivos que fabrica', contou.

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Ontem, o homem deixou tudo preparado. Em cima da mesa da casa onde mora com o pai – no bairro social da Boa Nova, em Valadares, Gaia - ficaram dois bilhetes. 'Se me acontecer alguma coisa quero que o meu filho fique com o avô', escreveu numa das cartas. Noutra seguia o contacto de uma jornalista 'para o que der e vier'. Saiu com um objectivo - 'resolver de vez o problema'- assim prometeu em conversa com colegas próximo do tribunal.

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Mas não foi a primeira vez que entrou armado no Palácio da Justiça. Segundo Cristina, foi com uma pistola a todas as sessões em que lutou pela custódia do filho de 12 anos. A arma escondida, nunca foi detectada. 'Ele preparou tudo e até dizia que trabalhava no tribunal. Ia lá todos os dias', continua.

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A ex-mulher e o filho permanecem há dois anos num casa de acolhimento de apoio à vítima. A morada é desconhecida, tal como Cristina também não revela ao irmão onde mora. 'É capaz de tudo. Temos medo dele', sublinha, lamentando que 'não fique preso'. 'Vai voltar a casa, já fomos informados pela polícia que queria cá vir para procurar armas', refere, adiantando: 'Percebo a revolta do Carlos. É meu irmão, mas isto é doloroso para o filho que viu tudo pela televisão'. Segundo o CM apurou, Carlos estará proibido de ver o menor, devido a um processo por sequestro da mulher e do filho. Não encontra a criança há 18 meses e a ex-mulher era vítima de maus-tratos. Em Maio de 2006, tentou suicidar-se. E incendiou a casa onde viviam, a escassos metros do tribunal.

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INQUÉRITO A JUÍZES ARRASA TRIBUNAIS

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Em Março de 2007, a Associação Sindcal dos Juízes Portugueses mostrou os resultados de um inquérito aos juízes sobre as condições dos tribunais. No que diz respeito à segurança, os resultados são preocupantes. De acordo com o estudo, 89% dos tribunais não têm policiamento e 87% também não têm segurança privada. Em 78% dos casos não há cofre para a guarda de armas e 82,7% dos edifícios não dispõe de videovigilância. Acontece ainda que 97% dos tribunais são de livre acesso a magistrados e funcionários fora do horário de expediente. A segurança contra intrusão e violência foi considerada 'medíocre'. O relatório foi enviado para o Governo e Assembleia , mas nada foi feito. – J.C.M. l

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'TRIBUNAIS NÃO SÃO SEGUROS' (António Martins, Presidente da Ass. Sindical dos Juízes)

Correio da Manhã – Os tribunais são seguros?

António Martins – Não são.Faltam condições de segurança e há já muito tempo que denunciámos essa situação. Fizemos um inquérito aos nossos associados e os resultados sobre a segurança são terríveis,

– Quais as falhas?

– Na maioria dos tribunais, não há detectores de metais, não existe segurança pública nem privada nem qualquer sistema de videovigilância. Não é só um problema dos juízes, é um problema dos cidadãos que aí se dirigem.

– O secretário de Estado da Justiça referiu-se ao episódio de Gaia como um 'caso pontual'...

– Enganou as pessoas, procurando fazer passar a ideia de que não existe um problema.Estamos a estudar quais as diligências a tomar para levar o Estado a cumprir as suas obrigações. Espero que não seja preciso acontecer uma desgraça como uma morte em tribunal. – J.C.M. l

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PORMENORES

FAMÍLIA TEM MEDO

A família do Carlos esteve no tribunal e colaborou com a polícia para que aquele se rendesse. Têm medo dele.

DIRECTOR DA PJ DO PORTO NO LOCAL

'Havia dúvidas sobre a existência de reféns e decidi vir pessoalmente inteirar-me da situação', disse ao CM o director da Polícia Judiciária do Porto, Baptista Romão. A PJ teve no local vários inspectores e negociadores.

GOE VOLTOU PARA TRÁS

Os agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) chegaram a ser accionados. Voltaram para trás, quando a PSP disse que controlava a situação.

COM MEDO QUE SE REPITA

'Isto foi um aviso, qualquer um pode entrar aqui com armas e fazer mal a alguém', comentavam alguns funcionários e utentes do Tribunal da Gaia.

S. JOÃO NOVO É EXCEPÇÃO

O Tribunal de S. João Novo é uma excepção no Grande Porto. Tem detector de metais à entrada e está sempre presente um forte dispositivo da PSP.

VÁRIOS DESACATOS

Carlos é conhecido em Gaia por provocar conflitos e desacatos na rua. Dizem que costuma beber uns copos a mais.

AMEAÇAS DE MORTE

Segundo a irmãCristina, Carlos ameaça a ex-mulher de morte diariamente por SMS e chamadas para o seu telemóvel.

FANÁTICO POR ARMAS

Carlos é fanático armas e material militar. Apanhou o gosto nos Comandos onde aprendeu a construir explosivos.

Manuela Teixeira / Tânia Laranjo / Pedro Sales Dias
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» COMENTÁRIOS no CM on line
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09 Maio 2008 - 15h36 | Maria
Sou funcionária num tribunal da zona centro e o que posso dizer é que só quem não quer é que não entra lá armado, pois seguranças não existem, nem um nem dois policias como era o caso neste tribunal, dizem que não dinheiro. Ninguém é identificado. Mas pode ser que assim com ataques destes a juizes façam alguma coisa porque nós os funcionarios não precisamos somos ralé.
09 Maio 2008 - 15h02 | carla
Entao os juizes tem que estar preparados para estas situaçoes, depois como e que podem julgar as forças de segurança nas suas actuaçoes? pior sao as forças de segurança que lidam com o crime nas ruas e nao nos gabinetes
09 Maio 2008 - 05h15 | paulo
é perciso ter cuidado com os homens que sao e foram das tropas especiais. Tenho um vizinho que foi da policia de choque e qundo se metem com ele manda-os parar aos hospital. este tipo de gente recebe formaçao que se for mal empregue é um perigo
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sexta-feira, maio 09, 2008

Quem é quem? - Todos os portugueses de Bilderberg até 2006




2006-01-02 16:26

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O SEMANÁRIO publica, em exclusivo, a lista de todos os portugueses que já estiveram em reuniões de Bilderberg, um clube que é considerado uma espécie de governo-sombra a nível mundial. Uma das principais tarefas dos jornalistas que investigam o clube é não só saber quem participa nas reuniões mas, sobretudo, acompanhar o seu percurso nos tempos seguintes. Quase todos, ascendem a altos postos. Na reunião que teve lugar de 3 a 6 de Junho, em Stresa, em Milão, Santana Lopes e José Sócrates estiveram presentes, juntamente com Pinto Balsemão. Curiosamente, Santana seria primeiro-ministro dois meses depois e nem passaria um ano para José Sócrates chefiar o Governo. Outros três intervenientes na crise política de 2004, o Presidente da República, Jorge Sampaio, Durão Barroso, então primeiro-ministro, e Ferro Rodrigues, então líder do PS, também estiveram em reuniões de Bilderberg. Sampaio esteve presente em 1999, na reunião de Sintra. Durão é um velho conhecido de Bilderberg, tendo estado presente em 1994, 2003 e já este ano, na Alemanha, na qualidade de presidente da Comissão Europeia. Já Ferro esteve presente na reunião de 2003.

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Francisco Pinto Balsemão - É um membro permanente do Clube de Bilderberg desde 1988, tendo participado em quase todas as reuniões anuais desde essa data. Pertence mesmo ao comité restrito, denominado "Steering". É ele quem tem convidado muitas personalidades portuguesas a estarem presentes no clube. Em 1988, Pinto Balsemão tinha abandonado o cargo de primeiro-ministro há 5 anos e estava dedicado aos seus negócios, mantendo também o "Expresso". Anos depois abriria a SIC, aproveitando a liberalização da televisão feita pelo governo de Cavaco Silva. O processo conturbado, com divisões no próprio Conselho de Ministros, tendo o grupo televisivo de Proença de Carvalho sentido-se desfavorecido. Pinto Balsemão é hoje presidente da Impresa. Falado como potencial candidato presidencial, nunca se concretizou esta hipótese.
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Mira Amaral - Ministro da Indústria de Cavaco Silva. Participou na reunião de Bilderberg em 1995, no final do governo de Cavaco Silva, numa altura em que o professor rumava à corrida a Belém e Fernando Nogueira e Durão Barroso disputavam a liderança do PSD. O facto de ter estado presente pode significar que o seu nome esteve fadado para mais altos voos, que depois não se concretizaram. É especialista em energia e tem-se dedicado à sua actividade de administrador de empresas. Foi administrador da Caixa Geral de Depósitos, tendo saído do banco num processo político conturbado. Só participou em Bilbderberg na reunião de 1995.
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Joaquim Ferreira do Amaral - Ministro das Obras Públicas de Cavaco Silva, uma das cartas mais importantes do governo, artíficie das auto-estradas portuguesas. Tem mostrado disponibilidade para combates difíceis, tendo perdido Lisboa para João Soares. Participou na reunião de Bilderberg que ocorreu em Sintra, em 1999, uma das que teve mais participantes portugueses. A sua presença é significativa, tanto que dois anos depois seria candidato à Presidência da República, defrontando Jorge Sampaio. Só esteve presente em 99.
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António Barreto - Este investigador esteve presente na reunião de 1992, em pleno cavaquismo, um ano depois de Cavaco obter a sua segunda maioria absoluta. António Barreto foi ministro da Agricultura nos primeiros governos PS, tendo deixado o seu nome associado à Lei Barreto, massacrada pelos comunistas por traduzir o primeiro desmantelamento da reforma agrária. Teve um papel essencial na candidatura presidencial de Soares em 1986, sendo o seu porta-voz. Foi ele quem apelou ao "povo de esquerda" para a segunda volta de Soares contra Freitas do Amaral. Nos últimos anos tem-se dedicado à investigação e a comentários e análises nos jornais. É uma mente brilhante, o género de pessoa que os bilderbergs políticos gostam de ver no seu seio. Só participou na reunião de 92.
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Durão Barroso - Participou na reunião de Bilderberg de 1994, quando era ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva. Não por acaso, um ano depois estava a candidatar-se à liderança do partido. Perdeu para Fernando Nogueira, mas a sorte acabou por o bafejar, porque Nogueira foi derrotado por Guterres (num ciclo político muito desfavorável ao PSD). Durão ficou como reserva e tornou-se líder social-democrata em 1999, quando Marcelo Rebelo de Sousa saiu. Apesar de ter perdido as legislativas de 99 para Guterres não se deu por vencido, ficando célebre a sua frase "tenho a certeza que serei primeiro-ministro, só não sei é quando." O seu vatícinio acabou por confirmar-se, tornando-se primeiro-ministro em 2002. Em 2003, voltou a estar presente no clube de Bilderberg, na qualidade de primeiro-ministro. Em meados de 2004 era designado presidente da Comissão Europeia. Voltou a participar na reunião deste ano de 2005 de Bilderberg, que teve lugar na Alemanha, na qualidade de presidente da Comissão.
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António Borges - É o homem português da Goldmam Sachs, curiosamente uma empresa com ligações a Bilderberg. Esteve presente na reunião do clube em 1997, o que mostra que o seu nome é badalado para altos voos há muito tempo. Se estava na calha para a liderança laranja, acabou por ser Durão a tomar o lugar de Marcelo. Em 1998, escapou, miraculosamente, ao acidente fatal da TWA, que não deixou sobreviventes. Chegou a ter bilhete mas não embarcou. Na reunião de 2003 do clube voltou a estar presente. Em 2004, foi um dos principais critícos da solução Santana Lopes para suceder a Durão Barroso. Actualmente, está posicionado para suceder a Marques Mendes. É um homem muito próximo de Cavaco Silva, ainda que o professor não favoreça as amizades e às vezes até as discrimine.
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Maria Carrilho - Investigadora, sempre esteve ligada ao PS, tendo sido deputada à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu. Hoje é vice-presidente da Assembleia da República. É especialista em assuntos de defesa, uma área prioritária nas discussões de Bilderberg. Esteve presente na reunião do clube em 1995, o ano da chegada ao poder de António Guterres.
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António Guterres - Esteve presente na reunião deste ano na Alemanha, já na qualidade de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. O seu nome continua a ser uma hipótese para outros voos, designadamente o Palácio de Belém, em 2011 ou 2016.
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Roberto Carneiro - Ministro da Educação de Cavaco Silva. Esteve presente na reunião de 1992, no auge do cavaquismo. Chegou a ser-lhe vaticinada uma importante carreira política mas, depois da queda de Cavaco, os seus interesses viraram--se para outras áreas. Envolveu-se no projecto inicial da TVI, como profundo católico que é, e tem-se dedicado à investigação universitária e a algumas iniciativas empresariais.
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Vitor Constâncio - Esteve presente em Bilderberg em 1988, quando era secretário-geral do PS. Nunca mais participou em nenhuma reunião depois desta data. Afastou-se das lides mais activas do PS e dedicou-se ao que sabe fazer muito bem: os assuntos económicos. O Partido premiou-o com o Banco de Portugal.
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Vasco Pereira Coutinho - Um dos maiores empresários portugueses, tendo enriquecido com o negócio da AutoEuropa. Esteve presente na reunião de 1998, numa altura em que Marcelo Rebelo de Sousa liderava o PSD. Durão Barroso fez uma viagem de férias ao Brasil, no avião dele e na sua casa, quando era primeiro-ministro, provocando grande polémica. É apoiante de Cavaco Silva.
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João Cravinho - Esteve presente na reunião de 1999, no auge do guterrismo, sendo ministro do Planeamento e da Administração do Território. Alia um pensamento interessante a uma excelente preparação técniva, devendo ter participado no clube como um dos "cérebros" que os políticos gostam de ouvir. Atacou bastante Guterres no fina dos seus dias, sendo um homem próximo de Jorge Sampaio (mas muito senhor do seu nariz).
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José Cutileiro - O embaixador português esteve presente na reunião de Bilderberg em 1994, tornando-se presidente da estrutura de defesa da União Europeia, a UEO, logo nesse ano. É um homem culto, brilhante, com opiniões geoestratégicas muito auscultadas por qualquer governante.
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José Manuel Galvão Teles - Advogado, homem muito próximo de Mário Soares, de quem é amigo e vizinho. Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1997, no auge do guterrismo. É conselheiro de Estado.
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Teresa Patrício Gouveia - Fez parte do governo de Cavaco, como secretária de Estado da Cultura e como ministra do Ambiente. Esteve presente na reunião de Bilderberg em 2000.Foi ministra dos Negócios Estrangeiros de Durão Barroso.
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Marçal Grilo - Ministro da Educação de António Guterres, de quem era amigo. Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1999, em Sintra. Há quem diga que é uma mente brilhante.
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Miguel Horta e Costa - Esteve presente na reunião do clube em 1998, no tempo da liderança laranja de Marcelo, sendo vice-presidente da Portugal Telecom. Já no tempo de Durão Barroso ascendeu à presidência da empresa, mantendo-se com Santana Lopes e José Sócrates, todos bilderbergs. Deverá sair da PT já em Janeiro.
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Margarida Marante - É um dos dois jornalistas que marcaram presença em Bilderberg, tendo estado presente em 1996, no auge da sua carreira na SIC, onde conheceu Emídio Rangel e contraiu matrimónio. É próxima da área do PSD.
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Vasco de Mello - Um dos grandes empresários portugueses. Esteve presente na reunião de Sintra, em 1999. Tem tido um percurso discreto, mantendo pontes com o poder político mas não dando azo a conversas.
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Carlos Monjardino - Homem da área do PS, que participou no governo de Macau. Grande empresário, com ligações fortes ao Oriente, sobretudo a Stanley Ho. Presidente da Fundação Oriente. Há muito que é falado para candidato presidencial mas nunca conseguiu concretizar essa aspiração. Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1991, no auge do cavaquismo e da reeleição de Mário Soares, de quem é muito próximo.
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Murteira Nabo - Ministro fugaz de António Guterres, tendo de se demitir por causa de um caso de sisa. Esteve presente na reunião do clube em 1999, já era presidente da PT há três anos.
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Faria de Oliveira - Ministro do Turismo de Cavaco Silva, esteve presente na reunião de Bilderberg em 1993, sendo uma peça essencial na ligação entre o então primeiro-ministro e o mundo dos negócios, quer público, quer privado.
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Carlos Pimenta - Ministro do Ambiente de Cavaco, um dos mais activos de sempre. Chegou a ser-lhe vaticinando um futuro político risonho. Esteve na reunião de Bilderberg de 1991. Nos últimos anos, afastou-se da política.
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Francisco Lucas Pires - O malogrado líder do CDS, que depois se aproximou do PS, era uma mente brilhante, a quem pareciam reservados altos voos. No entanto, só esteve presente na reunião do clube de 1988.
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Ricardo Salgado - Um dos grandes banqueiros portugueses. Esteve na reunião de 1997, quando Marcelo era líder do PSD e voltou a estar na reunião de 1999, em Sintra. É um homem com relações privilegiadas com o poder político à direita. Santana Lopes chegou a chamá-lo para uma reunião privada. Viu o seu banco, o BES, ser alvo de buscas judiciais este ano.
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Jorge Sampaio - Presidente da República. Participou na reunião de Bilderberg, em Sintra, na qualidade de primeiro magistrado da Nação portuguesa, uma presença, sem dúvida, polémica.
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Nicolau Santos - O outro jornalista que participou em Bilderberg, tendo estado em Sintra em 1999. É especialista em assuntos económicos. Curiosamente, os jornalistas que estiveram no clube eram ambos profissionais no grupo de Balsemão, Nicolau Santos no "Expresso" e Margarida Marante na SIC.
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Artur Santos Silva - Um dos grandes banqueiros portugueses, com o seu BPI. Tem relações privilegiadas à esquerda e é um homem culto, de uma família espiritual. Esteve presente na reunião de 1999. Curiosamente, nesta reunião só acabou por faltar um banqueiro do BCP, um banco com outra estratégia, mais europeia.
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Marcelo Rebelo de Sousa - Esteve presente na reunião de 1998, quando era líder do PSD e ainda julgava que era possível fazer renascer a AD com Paulo Portas e ganhar as eleições legislativas de 1999 a António Guterres. As coisas correram-lhe mal, metendo o caso da Universidade Moderna pelo meio (afectando Portas). Regressou ao comentário político. A entrada na corrida de Belém também falhou, porque tudo correu bem a Cavaco.
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Miguel Veiga - Advogado nortenho, um histórico do PSD, com relações fortes com a ala soarista do PS. Esteve em Bilderberg em 1994, no fim do cavaquismo. Tornou-se um dos piores inimigos de Santana Lopes, sendo a voz mais forte contra a sua indigitação para primeiro-ministro, sucedendo a Durão Barroso.
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António Vitorino - Era a eminência-parda do guterrismo, tendo estado na reunião de Bilderberg de 1996, quando era vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa. Por causa de um caso de sisa, acabou por se demitir. Foi comissário europeu e o seu nome chegou a estar na calha para presidir à Comissão. Rejeitou ser candidato à Presidência da República.
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Oliveira Martins - Participou na reunião de 2001, quando era ministro da Presidência do governo Guterres, já no ocaso do guterrismo, depois da queda da ponte de Castelo de Paiva. Se não fosse independente, tinha sido um nome possível para a corrida à liderança do PS. Tornou-se presidente do Tribunal de Contas este ano, numa nomeação polémica, face à natureza das funções do órgão, que requerem independência e imparcialidade.
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Vasco Graça Moura - Deputado ao Parlamento Europeu pelo PSD, poeta e erudito. Esteve presente na reunião de 2001 de Bilderberg. É um intelectual brilhante, que os políticos gostam de ouvir.

Ferro Rodrigues - Esteve presente na reunião de 2003, quando era líder do PS, pouco depois de ter deflagrado o caso Casa Pia no partido. Depois de Jorge Sampaio ter dado posse a Santana Lopes, demitiu-se, tomando a decisão presidencial como uma derrota pessoal. É hoje embaixador português da OCDE em Paris.
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Santana Lopes - Esteve presente na reunião de 2004, que ocorreu de 3 a 6 de Junho em Stresa, Milão. Curiosamente, pouco mais de um mês depois era primeiro-ministro de Portugal. A vida, contudo, não lhe correu bem. Ao ponto de Jorge Sampaio ter dissolvido o Parlamento e convocado eleições legislativas.
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José Sócrates - Tal como Santana Lopes, esteve presente na reunião de Stresa de 2004. Curiosamente, menos de um ano depois seria primeiro-ministro de Portugal, parecendo estar no cargo de pedra e cal. Malgré Cavaco Silva.
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Nuno Morais Sarmento - Esteve presente na reunião de Bilderberg deste ano, tendo sido convidado por Pinto Balsemão, um facto que pode ter significado nos próximos tempos.

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25 comentário(s)

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Por: Wahsse
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2007-04-27 15:58
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Caros Senhores
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Aqui vou eu tentar acordá-los para a realidade oculta do mundo que nos rodeia, relativamente à qual, a maior parte dos nossos semelhantes, nem sequer tem tempo de se aperceber que ela é tão real quanto o ar que respiram.
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Tal como em qualquer Estado existem "Organizações" supra-partidárias que disputam o poder interno, assim existem, também, a nível global "Organizações" supra-nacionais (Clube de Bilderberg, Comissão Trilateral, Clube de Roma, Iluminati, etc., todas elas Organizações Fabianas) que se dedicam aos jogos de poder e que são as principais responsáveis pelo estado calamitoso a que o nosso mundo chegou através da chamada "Globalização" ou "New World Order", que a todo o custo se tenta impor, e que representa um sério retrocesso civilizacional (finais do sec. XIX).
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Nas reuniões clandestinas (porque à revelia do Direito Internacional) de Bilderberg que se realizam todos os anos sempre em diferentes países do mundo, estão presentes algumas dezenas de psicopatas detentores do poder económico-financeiro mundial e os seus convidados cães de fila, alguns políticos, os quais decidem refasteladamente, em luxuosíssimos hotéis, aquilo que irá acontecer no mundo, seja a curto, médio, ou longo prazo, desde que seja o melhor para defender os seus obscuros desígnios.
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Completamente alheios ao sofrimento que podem causar aos seus semelhantes, estes vampiros da Humanidade não olham a meios para atingir os seus fins, o que os torna particularmente perigosos para qualquer pessoa, organização ou Estado que tenha a ousadia de lhes fazer frente.
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A perigosidade dos conspiradores acima referidos, tem de ser levada muito a sério, pois que o poder que eles detêm tudo controla, inclusivamente o terror espalhado, estratégicamente e de vez em quando, por esse mundo fora com o fito de as populações se tornarem receptivas a regimes cada vez mais repressivos, autoritários e controladores, tudo isto em prol da nossa "segurança".
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Como exemplo do que acabei de dizer dou o famigerado ataque às torres gémeas de Nova Iorque que, por mais que se diga, basta ver a queda dos 3 edifícios para automáticamente se saber que aquilo foram demolições controladas, aliás, como está demonstrado até à exaustão em muitos sites existentes na Web. Ver por exemplo este:
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http://tvnewslies.org/html/9_11_-_all_the_proof_you_need.html

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Quando em 1999 a reunião anual se realizou no Westin Caesar Park Hotel da Penha Longa em Sintra, alguns dos pontos da agenda, entre outros que iriam ser debatidos, eram, e passo a citar "...a European superstate, a global currency, genetics, and the dismantling of the welfare state.".
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É curioso que, já nessa ocasião, um político britânico tenha manifestado a opinião de, e passo a citar "...On welfare cuts he adds: "It might be easier for somebody who claimed to be a socialist to impose change.", o que explica muitas das coisas que se passaram no ano de 2004 no nosso cantinho à beira-mar plantado.
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Veja-se todo o processo politico desde as europeias, magistralmente dirigido por S.Ex.ª o PR da altura (Dr. Jorge Sampaio), que afastou de uma penada a ala esquerda do PS e o Dr. Ferro Rodrigues (boatos sobre pedófilia) abrindo completamente as portas à sua ala direita e ao "Ing." Sócrates (ex-PSD), para que depois de demitido o Governo de coligação PSD/CDS tudo viesse a bater certo com a opinião manifestada pelo Bilderberger britânico, acima citado. Não nos esqueçamos que o Dr. Jorge Sampaio foi um dos convidados da reunião de Bilderberg de 1999 cá em Portugal.
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Leiam, por favor, o que diz Daniel Estulin nesta sua entrevista de 02-01-2006 ao Semanário.
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http://www.semanario.pt/print.php?ID=2574

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Como podem ler no cabeçalho introdutório à entrevista, o livro que ele escreveu sobre estes senhores, intitulado "Clube de Bilderberg, os Senhores do Mundo", está dado como tendo sido editado, cá em Portugal, pela editora "Temas e Debates", só que ele nunca chegou a sair; querem adivinhar adivinhar porquê?
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Se não adivinharam, então leiam isto, publicado em 07-03-2006:

"Bilderberg Book Suppressed by Portuguese
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Daniel Estulin, the Spanish journalist who has collaborated with American Free Press in exposing the world shadow government, reports that his book, Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo (The Bilderberg Club-Lords of the World), is being suppressed in Portugal.
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AFP, having published Jim Tucker Bilderberg Diary, plans to follow by publishing Clube Bilderberg in English. Someone working for Temas e Debates, the company that planned to publish his book in Portugal, said the Portuguese government is pressuring it not to not sell his Bilderberg book.
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Apparently, it really took the government by surprise and scared them, Estulin said. They are afraid this could turn into a world phenomenon. In fact, it is turning into a world phenomenon, as we have signed 28 countries and 21 languages.
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The government and my publisher in Portugal are trying to suffocate this book because they are afraid it will create a groundswell that could turn into a populist movement in Portugal as it already has in Venezuela, Colombia and Mexico where the first edition of the book sold out in less than four hours and caused riots in front of the embassies, Estulin said. Due to the mainstream media blockade, you have not seen or heard [of this] on national television or in the press.
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Estulin is seeking to initiate a groundswell on the Internet to pressure Temas e Debates to publish his book. He is also asking that people contact media outlets.
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The more people call and harass the publisher and the government, the less willing they will be to pull this off, Estulin said. If we don't do something, we will only be less free in the future. That is what Bilderbergers want."
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Como é possível que em Portugal, 32 anos depois do 25 de Abril, a censura tenha sido novamente instituída pela mão de um Governo Socialista? Será que o nosso Governo tem medo de um simples livro escrito por um "paranóico" adepto das teorias da conspiração? Olhem caros senhores, se quiserem podem verificar fácilmente, como eu já o fiz, que esta história é verdadeira, basta um telefonema para a editora. LOL
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Poder-se-à dizer que tudo isto é fruto de mentes doentias que, não tendo mais nada com que se preocupar, inventam este tipo de coisas para se divertirem!!!
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Mas o que é um facto, é que, desde que comecei a dedicar-me ao estudo destes assuntos, o meu computador já foi atacado massivamente várias vezes, o que me obrigou a formatar o disco, pelo menos, 2 vezes.
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Agora, como "gato escaldado, de água fria tem medo", tomo as minhas precauções e, desde que as tomo, estou muito mais descansado, embora as "forças obscuras e inexistentes" continuem a tentar saber de onde venho e quem sou. (LOL)
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Esta minha conta do Google foi aberta na Alemanha (LOL) e o meu IP está constantemente a mudar de 5 em 5 minutos, ou então é um IP pertencente a um computador considerado "zombie", bem assim como o meu "mac address". (LOL, LOL)
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Acordem enquanto é tempo, é este o meu simples conselho.
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Cumprimentos,
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Wahsse
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in

semanario.pt


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ver também
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