A Internacional

__ dementesim . . Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem. . _____ . Quem luta pelo comunismo Deve saber lutar e não lutar, Dizer a verdade e não dizer a verdade, Prestar serviços e recusar serviços, Ter fé e não ter fé, Expor-se ao perigo e evitá-lo, Ser reconhecido e não ser reconhecido. Quem luta pelo comunismo . . Só tem uma verdade: A de lutar pelo comunismo. . . Bertold Brecht

terça-feira, Abril 24, 2007


1. - 1911 - O COMEÇO DAS GRANDES GREVES


O ano de 1911 é verdadeiramente, na prática, o primeiro do novo regime. Mais serenados os ânimos após as turbulências do 5 de Outubro de 1910 e do triunfo da República, é também chegado o tempo de fazer dos acontecimentos nacionais vividos o balanço elementar.


Sob a vigência do primeiro governo provisório da República, 1911 é um ano conclusivo para uma avaliação realista das alterações produzidas na natureza política e de classe do novo regime.


Alguns dos caudilhos da República eram homens e cidadãos devotados à causa do progresso social do seu povo e do seu país. Mas outros, dos mais destacados, ostentavam um republicanismo de fachada sob o qual se ocultava uma mentalidade retrógrada. Nos momentos decisivos deixavam cair o véu e tornava-se clara a sua opção de classe. É a sua acção nos grandes embates sociais que define liminarmente a natureza democrático-burguesa da primeira República.


É também nessa emaranhada conjuntura ideológica e política que se torna possível aferir do timbre de classe dos trabalhadores das fábricas e dos campos na época em curso no Portugal da primeira década do século de novecentos.


Sob o novo regime são praticamente irrelevantes as alterações nos domínios da economia, das condições sociais dos trabalhadores, do regime de propriedade da terra e dos meios de produção. São os interesses dos grandes detentores da riqueza que norteiam, com poucas excepções, a política dos diversos governos da República e o comportamento social concreto dos seus mais destacados dirigentes.


A criação da GNR em Maio de 1911, no momento em que, por exemplo, no Alentejo do latifúndio, se travavam agudas lutas pelos interesses vitais dos assalariados agrícolas, é uma iniciativa que obedece claramente a propósitos de lançar contra o mundo do trabalho uma força repressiva, verdadeiramente pretoriana e de choque, contra os que reclamam trabalho e pão.


Nos domínios da agricultura nada foi feito para alterar a velha estrutura agrária de raiz feudal:


- a norte do Tejo, o minifúndio em tomo das grandes quintas senhoriais funcionava em termos da necessidade de mão-de-obra servil dos grandes proprietários;


- a sul do Tejo, o latifúndio e o seu exército de assalariados sem terra, fustigados pela exploração mais despiedada, submetidos a um salário de fome e ao desemprego sazonal crónico... Nos mais agudos conflitos do trabalho, os mais destacados «tribunos» da República alinhavam de imediato com os latifundiários.


É verdade que, no plano económico, logo na segunda década do ano de mil e novecentos o governo republicano português sofreu, como qualquer outro sofreria, dos efeitos da difícil conjuntura internacional de preparação e desencadeamento da Primeira Guerra Mundial.


No plano social foram, porém, os trabalhadores que suportaram o peso maior da crise e, nos campos do Alentejo, foram os grandes detentores da terra os privilegiados pelos governantes republicanos, com raras excepções.


Um forte movimento sindical organizado de massas afirma-se como esteio fundamental do seu combate de classe. O número de sindicatos de trabalhadores rurais a partir de 1911 e até quase aos começos da Primeira Guerra Mundial sobe a um ritmo notável: de 32 nos princípios de 1912, são já 67 em Agosto do mesmo ano, 94 no mês de Fevereiro de 1913 e 127 em Abril desse mesmo ano, por ocasião do Congresso Nacional dos Trabalhadores Rurais, conforme notícia de primeira página do jornal O Trabalhador Rural adiante reproduzido, e de que foi editor e director Jerónimo Toucinho, de quem neste trabalho se falará em várias passagens.


O peso da crise sobre os trabalhadores varia por vezes de localidade para localidade, de concelho para concelho. No caso de distrito de Évora, antes das grandes greves rurais de 1911-1912, as lutas por melhores salários estão no centro, com as diferenças das tabelas de zona para zona, de local para local. Os salários em réis por dia para os homens eram, no Inverno, para o concelho de Évora e na Igrejinha, de 260 réis (800 no Verão); em Évora Monte e Reguengos, 240; em Machede, 280; em S. Manços, de 200/300; no concelho de Montemor-o-Novo, de 300 para 320; em Cabrela, igualmente 320; na cidade de Montemor-o-Novo, 200 réis.


No plano organizativo, regista-se um aumento de participações nas reuniões preparatórias, em congressos e conferências de sindicatos e outras agremiações de classe. Enquanto um ano antes, no Congresso Nacional de 15 de Setembro de 1910, numa reunião preparatória em Lisboa - na Sala Algarve da Sociedade de Geografia - participam 22 associações de classe (entre as quais apenas uma do Alentejo, a de Évora, e na reunião do Porto já participam 57 sindicatos e cooperativas operárias), no 11 Congresso Sindicalista de Lisboa, realizado no Sindicato dos Tipógrafos, na Rua de S. Bento, em 7 de Maio de 1911 com quase o dobro das delegações, a representação de Évora mais numerosa traz consigo a mensagem de luta da importante greve dos assalariados agrícolas da região alentejana que entreabre horizontes novos ao movimento camponês do Alentejo.


A informação eborense levada ao Congresso referente à acção repressiva do governo republicano é instrutiva.


O governador civil de Évora, Paulino de Andrade, promete aos trabalhadores com quem falou regular, com abertura, a situação que levara à greve. Mas a primeira medida deste representante do governo é o encerramento da sede da sua Associação dos Trabalhadores Rurais. Em Évora, na cidade e no distrito, sob descargas da GNR e de forças do Exército, são encerradas todas as Associações de Classe. E os grevistas tiveram de fazer as suas reuniões nos campos, ao ar livre. E são em seguida atirados para as prisões os trabalhadores mais destacados. As restantes Associações Operárias de Évora e de todo o distrito decidem fazer uma greve de solidariedade em que participam mais de 20 000 trabalhadores, homens e mulheres.


A greve geral dos assalariados agrícolas dos distritos de Évora, Portalegre e Beja, em Maio/Junho de 1911, pela sua amplidão, unidade e firmeza, pelo carácter que assumiu, pela forma como foi conduzida e foi reprimida, inscreve-se nos anais do movimento operário português, em geral, e do movimento do operariado rural alentejano, em particular, como a mais importante luta de massas nos primeiros anos do regime republicano em Portugal.


No ano de 1911, logo ao romper de Janeiro, o processo de luta continua.


Em Elvas mais de 1000 trabalhadores fazem greve e conquistam sob a violência policial a jorna pedida de 200 réis; mais de 800 em Évora se manifestam nas ruas e na Praça do Giraldo, entre choques com forças militares do quartel local; mais de meio milhar em Degoladas conseguem com a greve os 200 réis de jornas; em Veiros, também cerca de 500 fazem a greve sofrendo violências e vários a prisão; em Fronteira, em número igual, fazem a greve, contra a intransigência dos agrários; em Campo Maior, sob a violência da repressão, a greve é declarada como protesto contra as baixas jornas e as desumanas condições de trabalho; e Évora Monte (o histórico local onde 77 anos antes fora assinada a Convenção que expulsava D. Miguel para fora do Pais) o povo manifesta-se e vence nas suas exigências de trabalho; em Santa Eulália os protestos populares enfrentam a violência repressiva; em Canha é a greve vitoriosa por mais salário e a redução da jornada de trabalho de sol a sol; em Igrejinha, choques com a guarda; em S. Manços, os trabalhadores resolvem atrasar as tosquias obrigando os agrários a um acordo; em Cabrela, a greve de mais de 200 trabalhadores, sob a exigência de 320 réis de jorna nos primeiros 3 meses, 500 na época das ceifas e 400 nos restantes meses do ano, os conflitos com as autoridades levam ao cerco da casa do regedor; em Mora, sob as cargas da guarda, cerca de 2000 grevistas arrancam a melhoria das jornas; em Barbacena, Portel, por duas vezes (uma, a que atrás referimos nas freguesias de Santa Cruz e Amieira ligada à defesa dos Baldios, esta com a intervenção da GNR, acabada de criar); de novo em Canha, Igrejinha, S. Manços e Cabrela, as greves, com a participação de centenas de assalariados agrícolas, em vários casos enfrentando as violências da repressão e dos agrários e em geral vitoriosas, abalam o Alentejo, abrem novos horizontes à política salarial e nas condições de trabalho e de vida que representam melhorias até aí negadas pelos agrários.


As ceifas de 1911 já são feitas num quadro salarial mais favorável.


Em Portel, em Évora, em Reguengos de Monsaraz, em Arraiolos, em Viana do Alentejo, Montemor-o-Novo, em Redondo, em Vendas Novas, em Mora, no Alandroal, em Gavião, no Alvito, no Torrão do Alentejo, em Vila de Frades; em Barbacena, Castelo de Vide, S. Vicente, Vila Boim, Terrugem (estas últimas cinco já nos inícios de 1912); em Beja; em Elvas, assim como em Campo Maior, Crato e Arronches, onde se produziram confrontos e tumultos de certa gravidade - o movimento grevista de 1911 chega a atingir aspectos insurreccionais que fazem tremer os latifundiários e pôs à prova a natureza de classe do governo e do regime republicano.


O número de grevistas, só no concelho de Évora, ultrapassou os 5000.


Estas greves, em simultâneo com as do distrito de Santarém, constituem o despertar do movimento camponês em todo o sul do Tejo.


A greve iniciou-se em torno de reivindicações salariais e tem na origem a situação de mal-estar generalizado em relação à política agrária dos governantes.


Em Évora, no dia 2 de Junho, aderem à greve camponesa os trabalhadores dos serviços de limpeza da Câmara, os sapateiros, os corticeiros, os operários da construção civil e outros; também em Arraiolos e Reguengos de Monsaraz.


Variam as exigências de salários: em Évora são reivindicados para os três quadrimestres do ano salários respectivamente de 700, 500 e 400 réis. Atemorizados com o vigor do movimento grevista, os agrários. oferecem pagar 800 réis no período das ceifas, que são recusados pelos trabalhadores. Em Arraiolos 700 réis para os serviços de gadanha,. ceifa e debulha mecânica e a liberdade de contratos especiais. Durante o último quadrimestre e Janeiro seguinte o preço será de 400 réis fixos, nos primeiros três meses do ano de 500 réis fixos; os agrários aceitam a abolição do trabalho nocturno, com excepção do trato do gado; os assalariados em serviço dos lagares e adegas terão contratos especiais. Exclusivamente para Évora, o pagamento dos salários será feito ao sábado durante ou após a largada do trabalho. Toda uma variada escala de salários é acordada com os grevistas. Em Portel dão-se choques violentos com a força pública.

O movimento grevista em períodos alternados estende-se por todo o último semestre de 1911 e prossegue pelo início de 1912. Os agrários não poderão contratar ranchos de fora do Alentejo enquanto houver trabalhadores disponíveis nos concelhos alentejanos. É todo um processo negocial de concessões mútuas, mas de grande determinação e firmeza dos trabalhadores.


A grande greve de 1912 dos trabalhadores de Évora, que viria a ser ferozmente reprimida pelo governo de Augusto de Vasconcelos, recolhe toda esta contribuição.


O arranque para a greve por iniciativa da Associação de Classe dos Trabalhadores Rurais de Évora é um rasgo notável de organização de uma greve como a que se projectava levar avante.


No dia 31 de Maio, ao romper da aurora, uma «arruada» de 500 trabalhadores espalha-se pela cidade em campanha de adesão à greve. Em poucos dias a greve alastra a todo o distrito. As outras Associações operárias de Évora aderem ao apelo e operários da construção civil, corticeiros, sapateiros, trabalhadores das obras e dos serviços municipalizados de limpeza, calceteiros, paralisam o trabalho. Mais de 5000 trabalhadores aderem à greve. No Rossio de S. Brás, mais de 8000 protestam contra o trabalho desumano de que são vítimas.


No dia 3 de Junho, cerca de 16 000 trabalhadores, homens e mulheres, participam num grande comício na Praça de Touros que aprova em massa a tabela de salários elaborada pela direcção do movimento.


Os agrários, surpreendidos com a força e o ímpeto do movimento, tentaram todos os meios para recusar as tabelas propostas.


As Associações de Classe são encerradas. As forças repressivas desencadeiam a violência e greves de solidariedade eclodem em vários pontos do País (regiões de Lisboa e Setúbal).

No mês de Agosto, o «tribuno» Afonso Costa dá aos grevistas ordem de prisão e deportação para as colónias de África.


Os mais destacados militantes sindicais e grevistas são encarcerados e levados para bordo do Afonso de Albuquerque. Entre eles encontram-se dirigentes sindicais da Federação Rural como João José Candieira, Vital José e Sebastião Cebola.


2. - O ASSASSINATO DE CATARINA


O assassinato de Catarina Eufémia em 19 de Maio de 1954, na herdade do Olival, em Baleizão, propriedade do agrário Fernando Nunes, envolve-se de aspectos dos mais monstruosos de hediondez e sadismo do seu assassino, Carrajola, tenente da GNR do quartel de Beja, e mostra ao mesmo tempo como a força da repressão sob o fascismo era sempre um instrumento ao serviço dos interesses mais sórdidos dos grandes exploradores do trabalho humano.


E o crime de Baleizão mostra também como, em momentos de intensa comoção de massas, a arma da repressão de classe contra o mundo do trabalho pode violentar e ferir no mais fundo os sentimentos de fraternidade e solidariedade humana e de classe dos trabalhadores.


Naquele dia, em Baleizão, no concelho de Beja, em plena época das ceifas, os assalariados agrícolas, no termo do período de desemprego sazonal e crónico, numa decisão colectiva unanimemente tomada nas praças de jorna, recusam trabalhar pelo salário oferecido pelos agrários e reclamam mais uns escudos por um trabalho dos mais penosos da faina agrícola alentejana – a ceifa -, sob o sol da canícula que nem os chapéus de palha triga das mulheres, nem os de negro feltro dos homens pode neutralizar.


O agrário Fernando Nunes, por alcunha «O Carteirinhas», como o conjunto entendido entre si dos agrários, não cede à reivindicação dos ceifeiros. E o pessoal entra em greve - a forma mais elevada que tem à mão para resistir à prepotência e à ganância dos exploradores e fazerem valer as suas razões.


O agrário da herdade do Olival tenta quebrar a unidade dos ceifeiros e ceifeiras de Baleizão contratando um rancho de fora. Os da terra chegam-se à fala com os de fora e estes, esclarecidos pelos seus camaradas baleizoeiros, solidarizam-se com eles e abandonam o trabalho.


É nesta altura que entra a GNR, os impede de retirar e os obriga a trabalhar sob as armas aperradas. Numa concentração, o povo de Baleizão em peso - cerca de mil e quinhentas pessoas - quer de novo falar com os ceifeiros de fora. A força da GNR impede-os, mas 16 valentes mulheres furam a barreira e avançam para falar com os companheiros do outro rancho.


Catarina, a cabeça da fila indiana das mulheres, com um filho ao colo e outro no ventre, é interpelada pelo monstro Carrajola que lhe salta ao caminho e lhe berra: «p***! Vai para casa criar os teus filhos!» E dá-lhe uma violenta bofetada.


«Não me bata», grita Catarina, «o que eu quero é trabalho e pão para os meus filhos!» Carrajola encosta-lhe ao busto o cano da pistola metralhadora e friamente faz três disparos. O corpo cai ante os olhos estarrecidos das suas camaradas. Felisberta Cascalheira, uma das 16, ainda hoje não pode falar do que viu sem uma funda emoção.


Naquele dia, na herdade do Olival, do «Carteirinhas», o sangue de uma heróica mulher do campo - na altura com um posto de responsabilidade local do seu Partido Comunista - adubou com sangue as searas do futuro.


Mas para os assalariados agrícolas do Alentejo, Catarina Eufémia, trabalhadora, mulher e mãe não morreu. Vai continuar a ser uma bandeira viva da luta dos seus irmãos de classe. Uma vintena de anos mais tarde o seu nome é dado a uma UCP da sua região. O sacrifício da sua vida jovem está nos alicerces da Reforma Agrária. É uma semente que vingará na terra alentejana e que as tempestades da História que varrem o Alentejo dos nossos dias não arrancarão do coração e da memória dos trabalhadores.


Em Agosto de 1955, numa grande concentração de assalariados agrícolas de Baleizão, fazem junto da Casa do Povo um protesto contra o desemprego. Novas prisões são feitas pela GNR local e nos confrontos a população apedreja o posto local da guarda.


Em Janeiro de 1957, cerca de 200 trabalhadores fazem várias concentrações na Casa do Povo protestando contra o desemprego e reclamando trabalho - que se repetem em Outubro do mesmo ano. Em Dezembro de 1955, são despedidos das obras nas estradas e realizam juntos o protesto contra essa decisão reclamando a continuação do emprego. E mais uma vez é a luta contra a repressão que mobiliza os trabalhadores baleizoeiros na exigência da libertação - que consegue – de alguns companheiros presos para «interrogatório» pela GNR local. Em 20 de Abril de 1958, em número de 240, fazem uma greve de protesto contra o despedimento de 20 companheiros. No dia seguinte, cerca de 700 concentram-se em protesto frente ao posto da GNR. E de novo contra o desemprego cerca de 200 se concentram em Janeiro de 1959. No mês de Março são as mulheres que paralisam o trabalho por uma semana, reclamando aumento dos salários, e os trabalhadores locais entregam uma exposição com 500 assinaturas para ajunta Central das Casas do Povo, reclamando o salário mínimo.


E em Abril de 1965 o povo de Baleizão sai à rua em protesto contra a Guerra Colonial quando toma conhecimento da morte em África de um jovem soldado da localidade.



Aldeia Nova de São Bento é outro local onde a luta foi uma constante da vida diária dos trabalhadores.


Em Maio de 1946, juntamente com os trabalhadores de Vale do Vargo e Serpa, manifestam-se em massa contra a falta de géneros exigindo o aumento dos abastecimentos. Em Maio de 1948, em conjunto com os de Montes Velhos, Quintos, Penedo Gordo, Vale de Vargo e Pias paralisam o trabalho e reúnem-se numa grande concentração em Aldeia Nova, reclamando o aumento dos salários. No mês de Janeiro de 1949, em número de 150, concentram-se na Casa do Povo reclamando trabalho.


Em Junho de 1950, em número de 400, concentram-se junto da Casa do Povo, do Grémio da Lavoura e do posto da GNR em protesto contra o desemprego no fim das ceifas e, em Outubro, em número de 100, concentram-se frente à Junta de Freguesia exigindo trabalho, assistindo-se ao facto insólito de a GNR e a Guarda Fiscal locais fazerem causa comum com os desempregados.


Em 15 de Dezembro de 1952, 200 desempregados concentram-se na Casa do Povo exigindo trabalho e em Janeiro de 1953, em número de 400, concentram-se na Casa do Povo pelas mesmas reivindicações. Em 10 de Maio, outros 400 reúnem-se para acerto das jornas a exigir e no dia 12 um rancho abandona o trabalho por o agrário não ter cumprido a jorna negociada. Em Maio de 1955, em torno das suas comissões de praça, combinam a jorna a pedir em conjunto com os trabalhadores de Pias e Vale de Vargo, conseguindo o aumento combinado.


No Verão do mesmo ano concentram-se na Casa do Povo protestando contra o desemprego. Em Novembro de 1956 fazem várias concentrações na Casa do Povo reclamando trabalho, e voltam a reclamá-lo numa concentração de 100, no mês de Outubro.


Nos dias 1, 2 e 3 de Julho de 1958, juntos numa concentração de milhares de assalariados com os de Cabeça Gorda, Neves, Salvada, Boa Vista, Penedo Gordo, Vila Azeda, Baleizão e Quintos fazem greve e promovem uma manifestação contra a burla eleitoral.


Os trabalhadores de Pias e Baleizão, em Julho de 1944, juntamente com os trabalhadores de Vale do Vargo, Quintos, Montes Velhos, Penedo Gordo e Aldeia Nova param o trabalho, organizam uma grande concentração e exigem o aumento das jornas para as ceifas.


Em Janeiro de 1945, 70 operários agrícolas das duas aldeias e de Serpa promovem concentrações nas Casas do Povo de protesto contra o desemprego.


Em Maio de 1953, mais de 1000 trabalhadores, com as suas comissões de luta, exigem o aumento das jornas. Simultaneamente, os operários da construção civil de Pias fazem greve por solidariedade com a dos operários agrícolas locais, exigindo eles também o aumento dos salários - os de Vale de Vargo, em número de 130 homens e 20 mulheres, concentram-se em frente do posto da GNR exigindo a libertação dos presos políticos. A GNR impõe à população o recolher obrigatório após as dez da noite.


Nos finais de 1954, começos de 1955, integrados numa grande movimentação nacional da juventude, os jovens de Aldeia Nova, Grândola, Montoito, Pias, Vale de Vargo, Silve ira, Montemor e outros promovem concentrações e recolhem abaixo-assinados de protesto contra as armas atómicas e pela paz em Goa, ainda debaixo da tutela portuguesa.


As aldeias de Pias e Vale de Vargo são também pontos de referência dos mais luminosos do percurso de combate do movimento popular no Alentejo contra a grande exploração agrária e a política fascista. Naturalmente, na defesa dos interesses básicos da população trabalhadora.


Em Agosto de 1947, os assalariados rurais de Pias tinham feito urna grande concentração na Casa do Povo local de protesto contra o desemprego e reclamando trabalho, e em Março/Abril de 1948, juntamente com os de Penedo Gordo, recusam as jornas que os agrários se propunham pagar na cava das vinhas e nas mondas.


Maio de 1954 é o mês em que os trabalhadores das duas aldeias, juntamente com os de Aldeia Nova, Serpa e Baleizão, firmes nas praças de jornas, conseguem arrancar o aumento salarial acordado.


Entre os dias 23 e 30 de 1953 as mulheres de Vale do Vargo fazem greve nas ceifas e conseguem obter a jorna combinada. Em fins de 1954, são os trabalhadores homens locais a obter através da greve o aumento das jornas. Em Fevereiro, em número de 200, haviam feito greve por mais salário nas mondas. Em Outubro, em conjunto, os operários agrícolas de Vale de Vargo e Serpa concentram-se, os primeiros na Junta de Freguesia, os segundos na Câmara, em protesto contra o desemprego.


Já em 1956, os de Vale de Vargo, em número de 100, subscrevem um manifesto a reclamar contra a falta de géneros e igualmente nos princípios do ano se concentram em número de quase uma centena frente à Junta de Freguesia exigindo trabalho.


Em Novembro são os de Pias - que haviam exigido em massa o fim do desemprego no Verão de 1955 - a entrar em greve de protesto contra as condições desumanas de trabalho impostas pelos agrários.


Em Novembro, os de Pias, concentram-se na Casa do Povo exigindo trabalho e, em 21 de Maio de 1957, em número de 200, na praça de jornas recusam trabalhar nas condições pretendidas pelos agrários.


Em Junho de 1958 os trabalhadores de Pias, Vale de Varro, Serpa e Quintos fazem um dia de greve de protesto contra a burla eleitoral. E em 1, 2 e 3 de Julho, os três primeiros e os de Serpa fazem greve e manifestam-se contra a burla eleitoral. Em Novembro, os assalariados agrícolas de Vale de Vargo juntam-se em massa na Casa do Povo, e frente ao posto da GNR reclamam contra o desemprego. No início de 1959, 200 trabalhadores desempregados de Pias concentram-se na Casa do Povo reclamando trabalho.


Em Junho de 1961, os operários agrícolas de Pias (que já em Fevereiro de 1960 se haviam concentrado junto das Casas do Povo com os de Serpa, Vale de Vargo, Aldeia Nova, concentram-se na Câmara Municipal de Serpa exigindo «trabalho ou pão». Os trabalhadores de Pias fazem um abaixo-assinado, exigindo que nas ceifas dessem trabalho a todos os desempregados. E que todos se comprometessem a não trabalhar mais que as 8 horas. Em 8 de Maio, os ceifeiros de Vale de Vargo fazem «greve geral» contra a política do regime fascista, e em Novembro de 1963 os de Pias fazem também greve contra a redução dos salários e o agravamento das condições de trabalho. Depois, em Março de 1964, 100 trabalhadores de Pias, ao serviço do agrário João Rogado, fazem greve por ele os ter querido obrigar a trabalhar de empreitada.


Nas sedes de concelho do distrito de Beja (este incluído), tratando-se de centros urbanos, os assalariados agrícolas neles moradores identificam-se mutuamente nas lutas e no reconhecimento da natureza parasitária do latifundismo alentejano.


Alguns foram referidos em conjunção com os de freguesias rurais várias.


Os operários agrícolas de Barrancos concentram-se juntamente com os de Baleizão e Pias, em Dezembro de 1950, num protesto colectivo contra a falta de trabalho.


Em Beja, depois da greve de 1932, os assalariados agrícolas desenvolvem uma agitação em massa apelando ao protesto contra o desemprego. Vinte anos depois, em Maio de 1952, na Herdade do Monte-MeIo, abandonam a herdade por o agrário recusar o melhoramento e humanização das condições de trabalho. Nos dias 1, 2 e 3 de Julho de 1958, milhares de operários agrícolas e industriais de Beja, juntamente com os das Neves, Cabeça Gorda, Salvada, Boavista, Penedo Gordo e Vila Azeda (com Baleizão do concelho de Serpa) fazem greves e manifestações contra a burla eleitoral, quando concorria à Presidência da República o general Humberto Delgado. Mas em Janeiro de 1961 são os trabalhadores da construção civil que se recusam a receber os salários enquanto não lhes pagassem as horas extraordinárias.


Entre 25 e 30 de Maio de 1953, os operários agrícolas de Cuba, juntamente com os de Brinches, Quintos, Ferreira do Alentejo e Vila Verde concentram-se por decisão colectiva nas praças de jorna e conseguem arrancar os salários que haviam combinado.


Em Mértola, encostada quase às Minas de São Domingos, os trabalhadores contratados pela câmara para obras municipais recusam, em Abril de 1947, o trabalho de sol-a-sol que lhes querem impor e exigem o horário das 8 horas.


Em Maio-Junho de 1949, os ceifeiros de Mértola combinados com os de Ferreira do Alentejo, à volta das suas comissões de praça, e na segunda semana das ceifas, exigem, e conseguem, o aumento dos salários. Em Maio de 1952 recusam-se a trabalhar pelo salário que os agrários querem impor na praça de jornas de Vale dos Mortos e conseguem que sejam aumentados. Em Outubro de 1958 são os descarregadores do cais do Guadiana que fazem greve de dois dias pelo aumento dos salários. Em fins de Agosto são os rendeiros e seareiros locais em conjunto com os de Serpa que exigem crédito mais acessível e a revisão dos preços agrícolas.


Em Moura, no dia 18 de Agosto de 1949, mais de 600 assalariados rurais concentram--se frente à Câmara manifestando-se contra o desemprego.



Na Vidigueira, 50 operários agrícolas juntam-se na Casa do Povo exigindo trabalho e protestando contra o desemprego.


A odisseia emancipadora do operariado agrícola e industrial do Alentejo processou-se ao longo dos anos, e de uma forma particularmente tenaz, nas quase 5 décadas da ditadura fascista sob a férula repressiva do poder de classe dos grandes detentores da riqueza nas diversas épocas que antecederam o 25 de Abril de 74.


Em grandes herdades, como à de Palma, dos Machados, da Comporta, de Rio Frio, das Galveias e outras, os latifundiários tinham mesmo aquarteladas nos seus feudos - que outra coisa não eram os latifúndios - patrulhas da GNR, que eram particularmente retribuídas pelas benesses dos grandes proprietários da terra.


Os guardas das patrulhas privativas serviam de forma rasteira os interesses dos senhores, reprimindo com brutalidade os assalariados e os trabalhadores famintos que tinham, para matar a fome dos seus, de recorrer a actos clandestinos.


A caça às perdizes, a «limpeza» de um borrego, o rabisco da azeitona ou da boleta pagavam-se caro quando caíam sob a alçada dos senhores e dos seus serventuários.


Os grandes agrários dispunham, além disso, dos seus próprios vigilantes - gente sem escrúpulos destituída de qualquer sentimento de solidariedade pelos seus famélicos companheiros de exploração.


A determinada altura do domínio do fascismo, os guardas privativos dos agrários substituíam o chumbo do cartuxo de caça por sal e, com essa carga particulannente dolorosa, faziam sofrer ainda mais os atingidos, tantas vezes os homens, mulheres e crianças que à sorrelfa, pelas sombras da noite, iam «buscar o comer onde ele o houvesse».


Era naturalmente a repressão «caseira», porque, sob a ditadura fascista, com a PI/PVDE/PIDE/DGS, a brutalidade das forças repressivas era mais cruel e refinada. Os que caíram sob a alçada dos tribunais ou dos carcereiros fascistas ficavam muitas vezes atrás das grades - se não perdiam as vidas às mãos dos torcionários - anos e anos.


3. - O PESADO TRIBUTO DA REPRESSÃO



No Alentejo do latifúndio, onde a brutalidade e o carácter criminoso da repressão fascista mais se fizeram sentir, a repressão assumiu aspectos de hediondez. As searas de luta do povo alentejano foram regadas com o sangue vertido dos seus heróis assassinados, num pesado tributo pago para a libertação do povo português.


Na lista ainda incompleta das centenas de prisioneiros alentejanos - aprisionados pela PIDE e a GNR e em vários casos com verdadeiros requintes de malvadez - estão homens e mulheres que foram submetidos às torturas mais cruéis e bestiais.


O caso de José Pacheco, de Sines, já falecido, feito prisioneiro por duas vezes, é dos mais hediondos e revoltantes.


José Pacheco foi preso pela GNR e levado para o posto de Beja. Foi metido num gélido subterrâneo acimentado e ali, nu, fustigado com um chicote de arame que lhe retalhou o tronco, submetido a espancamentos constantes e brutais por um soldado e pelo próprio comandante do batalhão de Beja, com o posto de capitão.


Este monstro foi particularmente cruel. Queria que José Pacheco «falasse», antes de ser levado pela PIDE (era a sua segunda prisão e havia-se comportado valentemente na primeira sob a tortura da odiosa polícia do regime).


Recusando-se também na segunda prisão a prestar quaisquer declarações, o capitão da GNR (pouco antes de a PIDE chegar para levar consigo o preso) tentou até à última colher o «triunfo» do seu servilismo ao regime e espancou-o com a maior ferocidade gritando «falas ou não falas!».


Ante a recusa do «paciente», o carrasco chorou de raiva por não lhe ter conseguido quebrar a firmeza e feito «falar». Nesse estado foi José Pacheco entregue aos esbirros da PIDE, que já lhe conheciam o timbre e o levaram sem outras torturas para as celas do Aljube - os «curros»...


Outro, João Machado, de Montemor-o-Novo, por ocasião da greve de Junho de 1945; e já cruelmente torturado até à morte, Germano Vidigal foi selvaticamente espancado no posto local da GNR e atirado, quase inconsciente, para a praça de touros onde estiveram encerrados mais de 1500 grevistas de Montemor, São Cristóvão, Lavra, Escoural, sem receberem qualquer alimento ou contacto das famílias.


Durante esta acção foram metidos na estrebaria da GNR onze grevistas, num ambiente infecto, sob o cheiro das bostas e da urina dos cavalos durante quase oito dias, na maior parte do tempo sem comer.


Outro caso é o de Mariana Janeiro, de Baleizão, barbaramente torturada pelos carrascos da PIDE, na sede da António Maria Cardoso, que ficou inutilizada para o resto da vida até ao seu falecimento recente.


É pouco conhecido o caso do jovem alentejano Francisco Ferreira Marquês, na altura vivendo em Lisboa. Nos «curros» do Aljube, submeteram-no às mais maquiavélicas privações, que acabaram por lhe causar a morte na própria cela.


Aliás, todos os que passaram pelas garras cruéis dos monstros da PIDE sabem, uns mais outros menos, o que «aquilo» era...


A lista que a seguir publicamos está incompleta pelas dificuldades informativas, mas é esclarecedora.


Porque se tornava injusta qualquer omissão parcial, considerámos melhor inscrever nomes dos prisioneiros antifascistas caídos nas malhas da repressão sem a referência concreta dos anos de condenação e reclusão.


Que atingem seguramente a casa dos milhares.


E os mortos - como diz a canção de Lopes-Graça - «não os deixamos para trás abandonados». Catarina Eufémia, Germano Vidigal, José Adelino dos Santos, Patuleia, Adângio, Francisco Madeira, Firmino, Francisco Madeira - uma lista com eventuais falhas - tombaram às mãos dos inimigos da liberdade e da Democracia, serventuários do sistema mais brutal de Domínio de classe dos grandes detentores da riqueza.


Passar os olhos pela lista que a seguir incluímos, meditar no seu significado, recordar com reconhecimento os que fizeram a dádiva das suas vidas e da liberdade para que livre fosse o seu povo, é uma obrigação dos actuais e dos vindouros amigos e defensores da Liberdade, da Democracia, do Progresso Social.


ASSASSINADOS


António Adângio (Aljustrel)

António Graciano (Aljustrel)

Catarina Eufémia (Baleizão)

Francisco Madeira (Aljustrel)

Germano Vidigal (Montemor-o-Novo)

José Adelino dos Santos (Montemor-o-Novo)

José António Patuleia (Vila Viçosa)

Luís António Firmino


PRESOS


Abilio Camacho Lança (Aljustrel)

Abilio José de Oliveira (Santiago do Cacém)

Adelino Correia Terruta (Grândola)

Adelina Iria (Alcácer do Sal)

Adelino Silva (Aljustrel)

Adolfo Barbosa Bexiga (Pias)

Adriano Minhoca (Montemor-o-Novo)

Afredo Samina (Montemor-o-Novo)

Alberto Batalha (Aljustrel)

Alberto Guerreiro Amaro (Aljustrel)

Albino França (Montermor-o-Novo)

Alexandre Pirata (Montemor-o-Novo)

Amadeu Pinceleiro (Aljustrel)

Américo Sarilho (Alcácer do Sal)

Ana Carrascal (Vale de Vargo)

Ana Correia (Aljustrel)

Ana Ramos Machado (Pias)

Ana Rita (Pias)

Anacleto José Rebimba (Vila Viçosa)

Angelino Charraz (Serpa)

Anselmo Dias dos Reis (Pias)

Antero Beltrão Fernandes (Aljustrel)

António Mestre (Beja)

António Cacholas (Pias)

António Abel (Montemor-o-Novo)

António Adângio (Aljustrel)

Antónia Alves Correia (Alter do Chão)

António Amaro (Aljustrel)

António Angelino (Aljustrel)

António B. Farrica (Montemor-o-Novo)

António Barbado (Montemor-o-Novo)

António Barraco Pica (Montemor-o-Novo)

António Barranquinha (Pias)

António Batalha Indiano (Aljustrel)

António Borba (Montemor-o-Novo)

António Bordalo (Montemor-o-Novo)

António Borges Pica (Pias)

António Branquinho (Pias)

António Bravo (Montemor-o-Novo)

António Cabecinha (Montemor-o-Novo)

António Cabeçudo Pias (Pias)

António Cabrito Guerreiro (Aljustrel)

António Caetano (Pias)

António Calção (Montemor-o-Novo)

António Caldeirinha (Escoural)

António Cardadeiro Salvador (Pias)

António Cardoso Bento Rocha Martins (Pias)

António Cardoso Pias (Pias)

António Carrasco Afonso (Pias)

António Carvalho (Pias)

António Carvalho (Serpa)

António Castro (Aldeia Nova)

António Castro (Vale de Vargo)

António Catarino Rebelo (Elvas)

António Conduto Rosa (Aljustrel)

António Correia Carvalho (Pias)

António Costa Lopes (Aljustrel)

António da Cruz Carvalho (Nisa)

António da Luz (Aljustrel)

António da Palma (Aljustrel)

António dos Aivados (Aldeia dos Aivados)

António Eduardo (Aljustrel)

António Estimo (Alcácer do Sal)

António Fandango (Montemor-o-Novo)

António Farrica (Montemor-o-Novo)

António Fernandes

António Francisco Luz (Vale de S. Tiago)

António Guerreiro Colaço (Aljustrel)

António Guerreiro Custódio (Aljustrel)

António Guerreiro Pereira (Aljustrel)

António Horta (Pias)

António Inácio Martinho (Ervidel)

António Jacobeu (Alcácer do Sal)

António Jarra (Aljustrel)

António Joaquim Figueira (Aljustrel)

António Joaquim Gervásio (Montemor-o-Novo)

António Joaquim Pintalhaço (Pias)

António José Cardador (Ervidel)

António José de Almeida (Évora)

António José Patuleia (Vila Viçosa)

António Júlio Felicidade (Aljustrel)

António Lopes (Aljustrel)

António Lopes de Souso (Aviz)

António Lorencinho Coroa

António Luz Romana (Aljustrel)

António Malhão (Montemor-o-Novo)

António Manuel Bugio (Beja)

António Maria Coelho (Aljustrel)

António Marques (Montemor-o-Novo)

António Mendonça (Montemor-o-Novo)

António Mestre (Aljustrel)

António Miguel Simão (Mértola)

António Moita (Pias)

António Mouralinho (Aldeia Nova)

António Mouriel (Aldeia Nova)

António Palma Brito (Aljustrel)

António Palma Fernandes (Aljustrel)

António Patrão (Montemor-o-Novo)

António Paulo (Vale de Vargo)

António Pereira (Pias)

António Pernatorta (Montemor-o-Novo)

António Pica (Pias)

António Pinto Ferreira (Montemor-o-Novo)

António Pinto Paz (Aljustrel)

António Piteira (Montemor-o-Novo)

António Ramalho Alcântara (Pias)

António Rita Pós de Mina (Pias)

António Rosa Palma (Aljustrel)

António Sabugueiro (Montemor-o-Novo)

António Saltacardos (Montemor-o-Novo)

António Santiago Barão Carapinha (Aljustrel)

António Silva (Aljustrel)

António Tavares (Monforte)

António Teodoro da Silva Salvador (Beja)

António Toucinho (Vale de Vargo)

António Velhinho (Pias)

António Vitorino Camelo (Montemor-o-Novo)

António Zorro (Escoural)

Armando Pós de Mina Covas (Pias)

Armando Roberto (Aljustrel)

Arnaldo (Aldeia Nova)

Arnaldo Seita Machado (Vale de Vargo)

Artur Cavaco Garcia (Aviz)

Augusto Carrascal (Aldeia Nova)

Augusto Carrascal (Pias)

Augusto Molarinho (Mina de S. Domingos)

Auli Francisco do Nascimento (Mértola)

Aurora Rosa Costa (Beja)

Belchior Alves Pereira (Mértola)

Bento Cacholas (Pias)

Bento Cordeiro

Bento da Silva (Pias)

Bento de Jesus Caraça (Montemor-o-Novo)

Bento Guerreiro Ventura (Pias)

Bento Mateus

Bento Mendes Sena (Vale de Vargo)

Bento Moita da Silva (Pias)

Bento Pina Alcântara (Pias)

Bento Pires

Bento Rita Pós Mina (Pias)

Bento Rosa Marfins (Vale de Vargo)

Bernardino Machado (Pias)

Bernardo Paisana (Pias)

Cândido Alves Barja (Castro Verde)

Cândido Arraiolos

Cândido Fernandes Plácido de Oliveira (Vila de Fronteira)

Cartos Paulino (Aljustrel)

Custódio Henriques (Ponte de Sor)

Dinis Miranda (Montoito)

Diogo Velez (Pias)

Domingos Carmona (Pias)

Domingos Javali

Domingos Pereira (Vale de Vargo)

Domingos Preguiça

Edmundo Manuel da Beja (Beja)

Edmundo Manuel da Silva (Aljustrel)

Eduardo Francisco Páscoa (Beja)

Esmeralda Moleiro (Aljustrel)

Estêvão Oca (Pias)

Ezequiel Rosa Frederico (Aljustrel)

Ezequiel Vidigal

Fernando António Horta Castanho

Fernando Chambel (Galveias)

Fernando Ferreiro Costa Martins (Pias)

Fiel Godinho Machado (Vale de Vargo)

Flamino Soares (Escoural)

Fortunato Domingos Rito Grou

Francisco do Carmo Pereira (Aljustrel)

Francisco Pereira

Francisco Velez (Pias)

Francisco Adolfo Batalha (Aljustrel)

Francisco Almeida Carrasco (Vale de Vargo)

Francisco Alves Guerreiro (Aljustrel)

Francisco Angelino (Aljustrel)

Francisco António Bizarro (Benavila)

Francisco António Casquinho

Francisco António Laginha (Aljustrel)

Francisco António Ramusga (Ermidas-Sado)

Francisco António Rasquinho (Aljustrel)

Francisco António Rato (Beja)

Francisco Arranca (Pias)

Francisca Banza (Aljustrel)

Francisco Batista (Pias)

Francisco Batista da Silva (Portalegre)

Francisco Carmo Carreta

Francisco Carreto Farinha

Francisco Comprido (Pias)

Francisco Conceição (Aljustrel)

Francisco Domingos Batista Carmona

Francisco Durão Póvoas (Serpa)

Francisco Fabião (Aldeia Nova)

Francisco Fanha

Francisco Farinha (Pias)

Francisco Ferreira Marquês (Évora)

Francisco Fortunato Banza (Aljustrel)

Francisco Geadinha (Aljustrel)

Francisco Gordo (Pias)

Francisco Luz (Aljustrel)

Francisco Manuel Ferreira (Évora)

Francisco Miguel Duarte (Beja)

Francisco Moita

Francisco Narciso Ribeiro (Aljustrel)

Francisco Nilha Jorge (Aljustrel)

Francisco Palma Afonso (Aljustrel)

Francisco Palma Emídio (Aljustrel)

Francisco Pereira (Aljustrel)

Francisco Pica

Francisco Seita (Vale de Vargo)

Francisco Serrano Gordo (Aljustrel)

Francisco Zorro Gomes (Casa Branca)

Gil Cornélio Gonçalves (Elvas)

Herculano Jorge Marinu Bragança (Portalegre)

Hilório Gil (Aljustrel)

Inocêncio Alves Coelho (Vale de Vargo)

Isidro António Tadeu (Aljustrel)

Isidro Felisberto Canelas (Arronches)

Jacinto Amaro (Aljustrel)

Jacinto da Palma luz (Aljustrel)

Jerónimo Toucinho (Vale de Vargo)

João António Honrado (Ferreiro do Alentejo)

João Cruz Cebola (Nisa)

João de Brito Vargas (Castro Verde)

João Eugénio Soares (Aljustrel)

João Francisco Rosa (Aljustrel)

João Gil (Aljustrel)

João Gordo Mendes (Nisa)

João Joaquim Machado (Montemor-o-Novo)

João Manuel Bombom Louceiro (Castro Vede)

João Manuel Gil (Aljustrel)

João Martins Laginha (Aljustrel)

João Mendes Fernandes (Aljustrel)

João Pedro Leitão (Aljustrel)

João Pero Leitão (Castro Verde)

Joaquim Angélico

Joaquim Badalinho (Montemor-o-Novo)

Joaquim Barão Carapinha (Aljustrel)

Joaquim Barreiros Biléu Pereira (Montemor-o-Novo)

Joaquim Batista Tarragosa (Vale de Vargo)

Joaquim Botos (Aljustrel)

Joaquim Cardadeiro (Pias)

Joaquim Cigano

Joaquim Correia (Vendas Novos)

Joaquim Cruz Teodoro (Pias)

Joaquim do Cruz Dias (Vila Viçosa)

Joaquim Isidro (Aljustrel)

Joaquim José Caldeira

Joaquim José Dias (Vendas Novas)

Joaquim Manuel da Costa (Montemor-o-Novo)

Joaquim Manuel Ferreira (Elvas)

Joaquim Palma Simão (Aljustrel)

Joaquim Pereira (Grândola)

Joaquim Quintas

Joaquim Rita Grou

Joaquim Rosa (Arraiolos)

Joaquim Tomás Costa Pinto

Jorge Carrasco Badarrinha (Pias)

Jorge do Carmo (Santiago do Cacém)

Jorge Vistas (Pias)

José Alberto da Silva (Aljustrel)

José Alfredo Barros (Pias)

José Amaro Santos (Aljustrel)

José Angelinho Rocha (Aljustrel)

José António Alves Dias (Aljustrel)

José António Angelino

José António Canhoto (Aljustrel)

José António Pires (Alvito)

José António Pombinho (Portel)

José Augusto Gomes (Aljustrel)

José Avaiola

José Baião Valente

José Bicho Machado

José Braz Correia

José Broa

José Cândido Machado (Pias)

José Carlos (Santiago)

José Casimiro

José Castanho Bandadas (Aljustrel)

José Coelho Borges (Pias)

José Coelho Tiago

José da Silva Batista (Pias)

José Ferreiro (Vendas Novas)

José Figueira (Vendas Novas)

José Francisco Carraleira

José Francisco Indiano Palma (Aljustrel)

José Gomes Mendes (Aljustrel)

José Guerreiro Aranha (Aljustrel)

José Guerreiro Jorge (Aljustrel)

José Jacinto Luzia (Aljustrel)

José Joaquim Rolim (Évora)

José Laginha (Aljustrel)

José Lino Carracho (Redondo)

José Lobato Pulquério (Vale de Vargo)

José Luís Sequeira (Aljustrel)

José Luz (Aljustrel)

José Manuel Benedito (Aljustrel)

José Moita Tiago (Pias)

José Oca (Pias)

José Olaio Valente (Moura)

José Pacheco (Sines)

José Paulo

José Pedrinho (Pias)

José Pedro Guerra (Vale de Vargo)

José Pereira (Aljustrel)

José Pia

José Pombo (Aljustrel)

José Rita Antunes

José Rita Machadinho

José Santos Dias (Pias)

José Sesudo da Luz (Aljustrel)

José Silva Batista (Pias)

Lídia Rosa Nobre (Beja)

Lourenço Pardalinho (Pias)

Luís António Angelino (Aljustrel)

Luís Carvão (Pias)

Luís Pires Mendonça (Portalegre)

Luís Tomé Oliveira (Aljustrel)

Luís Varejo Banza (Aljustrel)

Ludgero Pardal (Aljustrel)

Manuel Albino (Crato)

Manuel António Figueira (Aljustrel)

Manuel António Palmo Lopes (Aljustrel)

Manuel António Sousa Ribeiro (Aljustrel)

Manuel Assunção Capeta (Aljustrel)

Manuel Baião Valente

Manuel Banza (Aljustrel)

Manuel Barão Carapinha (Aljustrel)

Manuel Bravo Nunes (Pias)

Manuel Briso Pina (Belmonte)

Manuel Caeiro Machado

Manuel Caneso Vitela (Ponte de Sor)

Manuel Carrasco Caeiro (Pias)

Manuel do Luz (filho) (Aljustrel)

Manuel do Luz (pai) (Aljustrel)

Manuel dos Reis

Manuel E. Pacheco (Aljustrel)

Manuel Fernandes Coelho (Aljustrel)

Manuel Francisco Candeias (Elvas)

Manuel Guerreiro (Aljustrel)

Manuel Guerreiro Jorge (Aljustrel)

Manuel Guerreiro Nilha (Aljustrel)

Manuel João Calado (Aviz)

Manuel João Patrício (Aljustrel)

Manuel Joaquim Ferreiro (Pias)

Manuel Latainha

Manuel Lopes (Aljustrel)

Manuel Morais (Vale de Vargo)

Manuel Pedro Sousa (Vale de Vargo)

Manuel Pós de Mina Prazeres (Pias)

Manuel Raimundo Patinha (Aljustrel)

Manuel Raimundo Paulino (Aljustrel)

Manuel Reis Avoila (Pias)

Manuel Rosário Moita (Vale de Vargo)

Manuel Salvador Bernardino (Aljustrel)

Marciano (Aljustrel)

Margarida Morgadinho (Aljustrel)

Maria Albertina Ferreira Diogo (Santiago do Cacém)

Maria Coelho Caeiro (Pias)

Maria da Piedade Morgadinho (Aljustrel)

Maria do Carmo Freiras de Oliveira Pinto

Maria Fernanda Corte Real Graça e Silva

Maria Mariana Godinho (Vale de Vargo)

Mariana Baião Valente

Mariana Balbina Janeiro

Mário Pires

Mário Tiago Moita

Miguel Francisco Ramos (Borba)

Miguel Pires Grou (Pias)

Nuno José Potes Duarte (Viana do Alentejo)

Olímpio Pedro Álvaro (Aljustrel)

Pedro Monge (Aldeia Nova)

Pedro Soares (Beringel)

Raul Teresa Rosa (Aljustrel)

Rodrigo Carmona (Pias)

Rodrigo Carvalho

Romão Cabanas (Pias)

Romão Coelho (Pias)

Salvador José Carvalho (Moura)

Sérgio do Ó (Aljustrel)

Silvestre Inácio Mendes (Aljustrel)

Vasco Fadista

Vicente Angélico

Vicente Relvas (Montoito)

Virgílio Augusto Esperança (Pias)

Virgílio José Mestre (Aljustrel)


retirado do blog Portugal é Fixe

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