Dia a dia
Bater na parede
Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, é um banqueiro diferente. Sempre foi conhecido pela sua frontalidade, nunca teve papas na língua para dizer o que pensa. E o que disse ontem numa conferência da revista ‘Exame’ é de uma clareza aterradora. "O dia em que bateremos na parede não está muito longe. Talvez por semanas.- 0h30 - Correio da Manhã - 2010.05.19
Lamento, mas o País tem de saber." Explica o banqueiro que "o principal problema de Portugal não é apenas de tesouraria, mas sim o facto de não nos conseguirmos financiar". Não é uma questão de preço, de mais ou menos prémio de risco, é mesmo de conseguir o dinheiro. Agora o BCE está a comprar dívida portuguesa, mas quando a autoridade do euro secar a torneira extraordinária é que se saberá a dimensão do drama.
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A falta de dinheiro e de confiança em Portugal é a factura de um longo período em que o País viveu acima das possibilidades, com muita irresponsabilidade dos governantes e dos bancos. Agora que acabou a euforia do dinheiro fácil e barato, é tempo de pagar a conta. Infelizmente, na hora de pagar os que menos beneficiaram com essa euforia são os mais sacrificados. O pacote de austeridade é apenas a ponta de um icebergue que vai emergir para lá de 2011. Mais impostos, mais juros e menos salários parece ser uma longa pena a que estão condenados os portugueses.
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